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4 mitos sobre o HPV, vírus de transmissão sexual que afeta maioria das pessoas

Altos níveis de vergonha e desconhecimento estão associados ao HPV, que é sexualmente transmitido e afeta a maioria da população. É o que mostra uma pesquisa recente, realizada pelo Jo’s Cervical Cancer Trust, entidade de apoio a quem tem câncer do colo do útero no Reino Unido.

Apesar de ser a infecção sexualmente transmissível mais comum, o estudo revela que ainda existe um estigma em torno da doença – que pode ter consequências mais sérias do que o próprio papilomavírus humano (HPV).

Uma das conclusões mais preocupantes é que muitas mulheres não realizam o papanicolau, exame ginecológico para diagnosticar a doença, justamente por conta desse estigma.

Das 2 mil participantes da pesquisa, metade disse que se sentia envergonhada e perdeu o interesse pelo sexo por ter contraído o vírus.

O papilomavírus humano (HPV) é a principal causa do câncer do colo do útero
O papilomavírus humano (HPV) é a principal causa do câncer do colo do útero

Foto: Getty Images / BBC News Brasil

Além disso, 35% das entrevistadas responderam que não tinham ideia sobre o que era HPV, enquanto cerca de 60% afirmaram acreditar que era equivalente ao câncer.

No Brasil, o Ministério da Saúde divulgou em 2017 dados preliminares do Estudo Epidemiológico sobre a Prevalência Nacional de Infecção pelo HPV, mostrando que a prevalência do vírus na população brasileira é de 54,6% – sendo que 38,4% apresentaram HPV de alto risco para o desenvolvimento de câncer.

“Quando recebi a carta com o diagnóstico de HPV, eu não sabia o que era, então procurei na internet e descobri que era uma doença sexualmente transmissível. Pensei imediatamente então que meu parceiro tinha me traído”, disse Laura Flaherty, de 31 anos, cuja história é muito parecida com a de muitas entrevistadas.

“Eu não sabia nada sobre o assunto. Me senti suja. Levei um tempo para entender que o vírus pode ficar inativo por muito tempo e que é bastante comum. Ninguém próximo a mim sabia disso”, acrescentou Flaherty, que foi diagnosticada com câncer do colo do útero em 2016.

O estudo mostrou que há uma necessidade urgente de disseminar mais informações sobre o HPV, uma vez que o conhecimento é capaz de salvar vidas.

Derrubando os mitos sobre HPV

Mito 1: ‘HPV é transmitido apenas sexualmente’

Fato: a transmissão do HPV acontece geralmente por meio de relações sexuais sem proteção, mas também pode ocorrer pelo contato com a pele ou mucosas infectadas.

Mito 2: ‘HPV é um sinal de promiscuidade’

Fato: estimados 80% dos seres humanos vão contrair o vírus em algum momento da vida. É muito fácil ser contaminado e passar adiante – e você pode ser contagiado na primeira vez que tiver qualquer tipo de relação sexual.

Mito 3: ‘HPV significa que tenho câncer’

Fato: existem pelo menos 200 tipos de HPV. Cerca de 40 deles afetam a área genital, o que significa apenas que eles residem nessa área. Alguns causam sensações incômodas, mas inofensivas, como verrugas genitais. Cerca de 13 tipos são considerados de alto risco e podem causar câncer do colo do útero, além de outros cânceres genitais, assim como câncer de boca e garganta – mas é mais raro.

Mito 4: ‘Se você tem HPV, vai saber’

Fato: o HPV não apresenta sintomas e, na maioria dos casos, o sistema imunológico libera o corpo da infecção. O exame de papanicolau identifica quaisquer células anormais.

Um dos objetivos é mudar a mentalidade das pessoas sobre o HPV. E acima de tudo, como a fundação Jo sugere, incentivar que as mulheres falem mais sobre o tema.

O HPV não é transmitido apenas sexualmente, mas também por meio do contato com a pele ou mucosa infectadas
O HPV não é transmitido apenas sexualmente, mas também por meio do contato com a pele ou mucosa infectadas

Foto: Getty Images / BBC News Brasil

“Fazer exame preventivo, para ver se você tem HPV, é a maneira mais eficaz de identificar se você corre risco de desenvolver câncer do colo do útero”, diz Robert Music, presidente da Jo’s Cervical Cancer Trust.

“No entanto, o HPV pode ser confuso, por isso temos que encontrar uma maneira de normalizar o conceito, para que as pessoas não se sintam envergonhadas em dizer que têm o vírus.”

Incidência

O HPV é responsável por 99% dos casos câncer de colo de útero, o terceiro mais frequente entre as mulheres no Brasil, o quarto que mais mata – e um dos poucos que pode ser prevenido com vacina.

Desde 2008, quando a Organização Mundial da Saúde (OMS) aprovou a vacina contra o HPV, houve um rápido declínio no contágio e na incidência da doença em algumas partes do mundo.

Segundo a OMS, a vacina reduz em 70% as chances de desenvolver câncer do colo do útero se for aplicada em jovens entre 12 e 26 anos, antes do primeiro relacionamento sexual.

Em 2008, a OMS aprovou a vacina contra o HPV, que, segundo a organização, reduziria em 70% a infecção causadora do câncer do colo do útero
Em 2008, a OMS aprovou a vacina contra o HPV, que, segundo a organização, reduziria em 70% a infecção causadora do câncer do colo do útero

Foto: Getty Images / BBC News Brasil

E, em algumas áreas onde as vacinas foram administradas, o benefício é evidente.

Por exemplo, um estudo do Royal Women’s Hospital, na Austrália, constatou uma redução de 86% nas infecções por HPV em jovens de 18 a 24 anos que receberam três doses da vacina, e de 76% entre aqueles que tomaram apenas uma dose.

No Reino Unido, os números são semelhantes. As infecções diminuíram entre adolescentes de 12 a 18 anos.

Já na América Latina, o cenário é diferente. Apesar da rápida implementação da vacina em seus primeiros anos, a cobertura foi reduzida devido a algumas anomalias que foram atribuídas à sua aplicação.

No Brasil, desde 2014, o Sistema Único de Saúde (SUS) oferece gratuitamente a vacina contra o HPV para crianças e pré-adolescentes de 9 a 14 anos, seguindo recomendação da OMS. Mas, até hoje, apenas 48,7% das meninas nesta faixa etária foram imunizadas.

BBC News Brasil

Teste rápido para detecção do vírus Zika é incluído na tabela do SUS

zikaO Ministério da Saúde publicou no Diário Oficial da União (DOU), na página 78, a inclusão do exame do teste rápido para identificação de Zika vírus na tabela de procedimentos do Sistema Único de Saúde (SUS). Além disso, ficou definida a distribuição de 3, milhões de testes para Estados e Municípios.

Segundo a publicação, o teste é sorológico e não necessita de estrutura laboratorial para ser realizado.

Com base nos últimos dados disponibilizados pela Secretaria de Saúde da Paraíba, o estado contabilizou 25 casos de infecção pelo Zika vírus entre o período de 3 de janeiro e 11 de março deste ano.

portalcorreio

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Grávidas devem usar preservativos em tempos de zika vírus, dizem especialistas

gravidaA administradora de empresas Karine Suzuki, de 24 anos, está com 27 semanas de gestação. A gravidez foi planejada e, por isso, questionou seu obstetra dos riscos de se fazer isso bem quando a zika ainda é um dos temas que mais preocupam as autoridades. O profissional a tranquilizou, já que ela mora em São Paulo, mas fez recomendações que todas as grávidas devem seguir: sempre usar repelente e preservativos.

A relação entre o vírus e o sexo começou a preocupar especialistas no início de 2016, quando uma mulher nos Estados Unidos, onde não havia a presença do mosquito Aedes aegypti, foi diagnosticada com a doença após o marido voltar de uma viagem a uma área de contaminação por zika. A transmissão teria sido feita sexualmente , e a preocupação com as grávidas surgiu na mesma hora.

O problema é que a infecção, quando transmitida para o feto, pode causar graves problemas neurológicos, s endo o mais conhecido a microcefalia . O Centro de Controle de Doenças dos Estados Unidos (CDC) recomenda mulheres gestantes sempre usarem camisinha ao fazer sexo. A orientação é a mesmo do Ministério da Saúde brasileiro, que ressalta que o uso do preservativo feminino ou masculino é recomendado não apenas para evitar a possível transmissão sexual da zika, mas para a prevenção de infecções sexualmente transmissíveis também.

“O Ministério da Saúde recomenda fortemente a inclusão do pai ou parceiro no acompanhamento pré-natal (pré-natal do parceiro) reforçando sua corresponsabilizade na prevenção de infecções sexualmente transmissíveis e promovendo seu envolvimento com a gestação, o parto e o cuidado com a criança,” diz ainda a pasta em resposta ao portal iG .

Gravidez planejada

Uso do preservativo pelas grávidas é recomendado também para prevenção de infecções sexualmente transmissíveis
Shutterstock

Uso do preservativo pelas grávidas é recomendado também para prevenção de infecções sexualmente transmissíveis

O médico geneticista Dr. Ciro Martinhago afirmou que a procura por reprodução humana caiu, em média, 30% por causa da epidemia de zika. “Diferente da dengue, que a mãe corre risco até de morte por possíveis hemorragias, a zika não compromete a saúde do pai ou da mãe, mas gera um efeito catastrófico no bebê.”

Os dados comprovam o que disse Dr. Martinhago. De acordo com pesquisa publicada no “Journal of Family Planning and Reproductive Health Care, mais da metade das brasileiras em idade reprodutiva está tentando evitar a gravidez por causa da epidemia. Se considerada só a região Norte, onde o surto foi mais grave, a proporção é ainda maior: 66% das mulheres. O levantamento foi realizado em junho de 2016, com 2.002 mulheres com idades entre 18 e 39 anos.

+ Após um ano, repelentes ainda não foram distribuidos a grávidas do Bolsa Família

O especialista acredita que a melhor época para uma mulher engravidar é após o verão. Deste modo, ela passará a fase mais delicada da gravidez, o primeiro trimestre, no outono e inverno, quando a incidência de insetos é menor – principalmente nas regiões Sul e Sudeste. No caso da reprodução assistida, é feito um teste antes do procedimento para verificar se há presença do vírus no sêmen do homem.

Outra medida que ele concorda ser essencial é o uso da camisinha durante toda a gestação. “É uma medida muito simples e eficaz. Não é nada de extraordinário e as pessoas já sabem como se usam o preservativo. É uma coisa barata e tem até em posto de saúde.”

Como se prevenir

Uma forma de se proteger do contato com o mosquito Aedes aegypti é utilizando roupas de mangas compridas
Shutterstock

Uma forma de se proteger do contato com o mosquito Aedes aegypti é utilizando roupas de mangas compridas

A Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz) lembra que a primeira atitude contra o mosquito Aedes aegypti é combater os focos de reprodução do inseto em casa. Mas como não é possível ter certeza que outras pessoas estão fazendo o mesmo, é importante se prevenir da picada do vetor da zika, dengue, chikungunya e febre amarela.

Segundo a fundação, o mosquito tem predileção por voos de manhã e no fim da tarde. Ele também não gosta de frio ou muito vento. É importante instalar telas nas janelas e, em alguns casos, nas portas. Aquelas raquetes elétricas podem ser uma boa opção para matar o mosquito, e se a mulher estiver em um lugar com muitos insetos, pode optar por um mosquiteiro na hora de dormir.

As grávidas e seus parceiros também devem lembrar de usar repelentes indicados para o período de gestação – lembrando de repassar ao longo do dia. O uso de roupas de manga comprida é outra medida que evita o contato com o mosquito.

O Ministério da Saúde reforça às grávidas que não usem medicamentos não prescritos pelos profissionais de saúde e que façam um pré-natal adequado, de preferência iniciando o acompanhamento assim que descobrir a gravidez.  “Em caso de febre ou dor – sintomas da zika –, deve-se procurar um serviço de saúde e qualquer alteração que perceber durante a gravidez deve ser relatada ao profissional de saúde que realiza o acompanhamento pré-natal.”

 

iG

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5 coisas que você deveria saber sobre o vírus sexualmente transmissível que afeta 80% dos adultos

hpv-cancerAs infecções do vírus do papiloma humano (HPV) são extremamente comuns e contagiosas, mas não apresentam sintomas na maioria dos casos.

Assim, as pessoas infectadas não percebem que têm a doença nem que podem transmiti-la a parceiros ou parceiras.

O contágio acontece por meio do contato com a pele na zona genital e anal, de forma que não é necessária a penetração para que o vírus possa ser transmitido de uma pessoa para a outra.

Nem mesmo o uso da camisinha pode prevenir totalmente o contágio, que pode acontecer durante a relação sexual ou no sexo oral.

Confira cinco fatos que você deveria saber sobre essas infecções:

1. O HPV afeta mais de 80% de homens e mulheres sexualmente ativos em algum momento da vida

As infecções de HPV são tão comuns que podem ser consideradas quase uma evidência de que a pessoa é ou foi sexualmente ativa.

Elas afetam 80% das pessoas sexualmente ativas em algum momento de suas vidas, segundo estimativas do Serviço de Saúde Nacional britânico (NHS, na sigla em inglês) e da Associação Americana de Saúde Sexual.

Nos EUA, é a doença sexualmente transmissível mais comum. Entre os 2 mil homens que participaram de uma pesquisa nacional da revista científica JAMA Oncology, nos Estados Unidos, metade deles estava infectada.

2. As variações de HPV de alto risco podem causar 6 diferentes tipos de câncer com o tempo

São eles: câncer cervical ou do colo uterino (associado ao HPV em 99% dos casos, segundo o sistema de saúde britânico), anal (associado ao HPV em 84% dos casos), de pênis (47% dos casos), vulva, vagina, boca e garganta.

Há mais de 100 tipos de HPV e um terço deles afeta a zona genital. As variações de HPV de alto risco incluem os tipos 16 e 18, que segundo estimativas causam mais de 70% dos casos de câncer cervical.

Uma infecção de longa duração, especialmente quando causada por tipos de HPV de alto risco, pode causar câncer com o passar dos anos.

Segundo a pesquisa americana publicada na JAMA Oncology, um em cada quatro homens tem uma cepa potencialmente cancerígena.

Nas mulheres, o vírus é responsável por praticamente todos os casos de câncer do colo do útero, o terceiro mais incidente entre as brasileiras, atrás dos tumores de mama e intestino.

Segundo o Instituto Nacional do Câncer (Inca), em 2016, surgirão 16 mil novos casos desse tipo de câncer no Brasil e 5,4 mil pessoas morrerão por causa da doença.

3. Não é fácil de detectar porque não há sintomas

No caso das mulheres, é possível detectar o vírus com uma amostra de células do cérvix (porção inferior e estreita do útero), por meio do exame de Papanicolau ou de citologia vaginal.

O exame específico de HPV pode identificar em uma amostra uma ou mais variações de maior risco do vírus – aquelas associadas ao câncer.

Às vezes, esse exame é feito depois que “células anormais” são detectadas no cérvix ao fazer uma de rotina.

No caso dos homens, segundo o NHS, “não existe atualmente um teste confiável para detectar o HPV e é muito difícil diagnosticá-lo, já que as cepas de maior risco do vírus não apresentam sintomas”.

Se uma pessoa tem um alto risco de ter uma infecção anal de HPV ou de desenvolver câncer anal, é possível fazer uma citologia anal.

Por outro lado, as cepas do vírus consideradas menos perigosas têm como sintoma verrugas que podem ser vistas ou sentidas na região genital, tanto em homens quanto mulheres.

4. A infecção não tem cura, mas é possível tratar os efeitos

Não há tratamento disponível para se livrar do HPV, mas é possível tratar a infecção quando há efeitos.

A maioria das infecções não causa danos graves e desaparece sozinha “em um período de dois anos”.

As verrugas genitais podem ser tratadas com cremes, loções ou produtos químicos. Também podem ser extraídas ou ter seu tecido destruído através de congelamento ou queima.

Nas mulheres, uma infecção persistente de um tipo de HPV considerado de alto risco pode causar alterações nas células do cérvix, o que aumenta o risco de desenvolver câncer cervical, também chamado de câncer de colo uterino.

A presença de células consideradas “anormais” no cérvix pode ser tratada se detectada a tempo.

Por isso, especialistas recomendam que as mulheres façam citologia regularmente como prevenção. Em 99% dos casos de câncer de colo uterino, a causa é o HPV, segundo o NHS.

Outros tipos de câncer associados ao HPV não apresentam sintomas na fase inicial, como o câncer de boca, garganta e pênis.

5. Há vacinas para os jovens

Há várias vacinas disponíveis no mercado. Algumas protegem contra duas variáveis do HPV de risco mais alto, a 16 e a 18, que causam mais de 70% dos casos de câncer cervical, segundo estimativas.

Outra vacina mais recente oferece uma proteção de 90% contra o câncer associado ao HPV, ao evitar mais variações do vírus de alto risco.

Em alguns países, essas vacinas são oferecidas a meninas na fase adolescente como medida de saúde nacional.

No entanto, um número cada vez maior de especialistas afirma que os meninos também devem ser vacinados.

G1

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43 casos de microcefalia apresentam evidência de infecção pelo vírus zika, diz CDC

microcefaliaO governador Ricardo Coutinho se reuniu, nesta terça-feira (17), no Palácio da Redenção, com representantes do Centro de Controle e Prevenção de Doenças do Governo dos Estados Unidos (CDC), para apresentar os resultados da pesquisa de caso-controle sobre microcefalia iniciada em fevereiro de 2016, com mães e bebês de 52 municípios da Paraíba. O estudo confirmou 43 casos de microcefalia que apresentam evidência de infecção congênita pelo vírus zika em 22 municípios da Paraíba e que a microcefalia atinge mais os bebês de mulheres que tiveram a zika durante o primeiro trimestre da gestação.

A pesquisa intitulada “Casos de microcefalia possivelmente associados à infecção por arbovírus no Brasil: Um estudo de caso-controle” foi realizada em parceria entre o Governo do Estado, o Ministério da Saúde e o CDC. A secretária da Saúde, Cláudia Veras, ressaltou que esta etapa da pesquisa trouxe resultados importantes e terá continuidade com outras ações que visam o melhor acompanhamento das crianças com microcefalia.

Além da secretária da Saúde, Cláudia Veras, também estiveram presentes na reunião o cônsul dos Estados Unidos em Recife, Richard Reiter, a representante da Embaixada dos Estados Unidos, Amy Dubois, o representante do Ministério da Saúde, Márcio Garcia, a coordenadora da Rede de Cardiologia Pediátrica da Paraíba, Sandra Mattos, e outras autoridades na área da saúde.

Na ocasião, Ricardo Coutinho destacou a importância da pesquisa e frisou que os resultados devem ser utilizados como base para a continuidade do acompanhamento das crianças com microcefalia no Estado. “Fomos pioneiros nas pesquisas em relação à microcefalia, dando as condições adequadas para que este estudo fosse realizado no nosso Estado. Acredito que é preciso criar uma rede de proteção voltada para estas crianças, se possível com a parceria do Governo Federal, realizando políticas públicas de saúde específicas para estes meninos e meninas. Ainda ficam muitas dúvidas e questionamentos sobre a microcefalia, mas demos um grande passo. A Paraíba continua aberta a continuidade das parcerias com o Ministério da Saúde e com o CDC. Agradeço a oportunidade de termos contribuído com esta pesquisa e também o empenho de todos os envolvidos”, pontuou o governador.

A pesquisa – O estudo na Paraíba contou com cerca de oito equipes de campo que realizaram um monitoramento de mais de 600 mães e bebês de 0 a 7 meses. Ao todo foram 164 casos notificados de microcefalia e 448 casos-controles envolvidos neste estudo. A pesquisa foi feita por meio de coleta de dados, entrevistas e realização de exames em crianças com microcefalia, além de bebês saudáveis e suas respectivas mães.

De acordo com a pediatra e epidemiologista do CDC, Erin Staples, o resultado geral do estudo demonstra a confirmação de 43 casos de microcefalia que apresentam evidência de infecção congênita pelo vírus zika, em 22 municípios da Paraíba. A pesquisa também confirmou que a microcefalia atinge mais os bebês de mulheres que tiveram a zika durante o primeiro trimestre da gestação. Além disso, o estudo não encontrou nenhuma associação da microcefalia com a renda familiar, raça, nível de escolaridade, uso de medicamentos ou idade da mãe.

“Este é um momento importante, porque mostra o resultado de uma pesquisa toda conduzida aqui na Paraíba e que contou com várias parcerias. Vamos dar prosseguimento pensando em como oferecer uma melhor assistência às crianças com microcefalia. Faremos reuniões com os gestores de saúde dos municípios onde há presença da microcefalia para mostrarmos os resultados do estudo e também levarmos ao conhecimento das famílias envolvidas na pesquisa. Posteriormente daremos continuidade ao trabalho de acompanhamento das crianças”, frisou Claudia Veras.

“Este é um trabalho de grande relevância, já que busca entender a relação da microcefalia com a zika e como podemos investir no atendimento mais apropriado para estas crianças. Foi uma pesquisa muito bem feita aqui na Paraíba e por isso parabenizo a todos e agradeço ao Governo do Estado por dar todas as condições para que este trabalho fosse realizado em parceria com o CDC”, disse o Cônsul dos Estados Unidos em Recife, Richard Reiter.

Microcefalia na Paraíba – De acordo com dados da Secretaria de Estado da Saúde, 933 casos foram notificados na Paraíba, no período 01/08/2015 a 31/12/2016, sendo 194 casos confirmados, 559 descartados e 180 em investigação.

Secom

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Zika vírus pode ser transmitido sexualmente

camisinhaO Zika vírus, conhecido em todo o País por sua relação com a microcefalia, também pode ser transmitido sexualmente. O alerta é feito pelo Ministério da Saúde, que está lançando a edição de 2016 da campanha nacional contra os mosquitos Aedes aegypti e Aedes albopictus, que também são vetores do vírus.

Pesquisas científicas confirmam a existência da possibilidade de transmissão sexual do Zika. Por esse motivo, é imprescindível que a população utilize preservativos – masculinos ou femininos – em todas as relações. Além da prevenção contra o vírus, a camisinha também impede a contaminação por HIV e outras doenças sexualmente transmissíveis. A rede pública de saúde de todo o Brasil distribui preservativos gratuitamente.

O ministério recomenda ainda que, além do uso dos preservativos, as mulheres grávidas façam os exames pré-natal corretamente durante toda a gestação. O acompanhamento médico ao longo dos nove meses é importante para evitar a chamada transmissão vertical do vírus, que é a transmissão da mãe para o feto.

A prevenção é a melhor maneira de se evitar a zika, que tem como principal consequência a microcefalia em bebês tidos por mulheres que contraíram a doença durante a gravidez. A microcefalia é uma malformação congênita na qual o cérebro do portador é inferior ao considerado normal para uma pessoa da mesma idade e provoca dificuldades motoras e intelectuais, prejudicando a qualidade de vida.

Para que o trabalho de prevenção seja feito da melhor maneira possível, as famílias devem liberar a entrada dos agentes de saúde em suas casas para verificar a existência de focos de água parada, que são criadouros do Aedes. Os profissionais, devidamente identificados com credenciais do Ministério da Saúde, farão a varredura completa no local para identificar situações de risco e eliminar o mosquito.

Contaminações

O alto número de infecções pelo vírus tem preocupado as autoridades de saúde do Brasil e do mundo. Segundo a pasta, no início do ano estavam em investigação em todo o País 3.530 casos de microcefalia em bebês, todos possivelmente relacionados à zika. Os registros foram feitos em 724 municípios de 21 Estados. Apesar do alto número, a resposta do Ministério da Saúde diante da proliferação da doença fez o Brasil ser referência no que diz respeito às respostas para o problema e às medidas que servirão de base para a comunidade científica internacional.

Campanha

O Governo Federal está lançando campanha para combater os mosquitos Aedes aegypti e Aedes albopictus. O objetivo da ação é alertar a população para a importância da prevenção por meio da eliminação dos focos de reprodução do inseto.

Além da zika, os mosquitos também transmitem a dengue e a chikungunya, sendo que as duas podem levar o paciente à morte.

Fonte: iG Vigilante – iG 

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Vírus da zika pode sobreviver horas fora de organismo, diz estudo

 (Foto: Reprodução/TV TEM)
(Foto: Reprodução/TV TEM)

Um estudo divulgado nesta terça-feira (15) nos Estados Unidos mostra que o vírus da zika pode sobreviver por até oito horas fora do organismo. Apresentado na tarde desta terça na cidade de Denver, na reunião anual da Associação Americana de Ciências Farmacêuticas (AAPS, na sigla em inglês), o estudo mostrou que o vírus consegue se manter vivo e “altamente contagioso” sobre superfícies duras e não-porosas, e ser transmitido por meio de seringas contaminadas ou em contato direto com feridas na pele.

Porém, o estudo, liderado pelo pesquisador Steve Zhou, diretor de virologia e biologia molecular nos Laboratórios Microbac, em Pittsburgh, mostrou ainda que os desinfetantes mais comuns são “extremamente eficazes” para matar o vírus. De acordo com a AAPS, não existem registros até agora de casos de infecção do vírus pelo ambiente, mas existe um caso documentado de infecção dentro de laboratório.

Os meios mais comuns de transmissão do vírus são por meio de uma picada de um inseto infectado, ou pelo contato direto com uma pessoa infectada.

“O zika pode sobreviver a superfícies duras e não-porosas por até oito horas, possivelmente por mais tempo se o ambiente contém sangue, o que é mais provável de ocorrer no mundo real”, afirmou Zhou, segundo um comunicado divulgado pela AAPS.

“A boa notícia é que descobrimos que desinfetantes como o álcool isopropílico e o amônio quaternário são geralmente eficazes em matar o vírus nesse tipo de ambiente, e podem fazer isso em até 15 segundos”, continuou ele.

A maior parte dos casos de contágio do vírus acontecem por meio da picada do mosquito Aedes aegypti ou por meio de relação sexual. De acordo com a AAPS, as descobertas do estudo apresentado nesta terça-feira podem ajudar a desenhar medidas de controle da infecção tanto para a população quanto para os profissionais de saúde que atendem os caso ou atuam na pesquisa em laboratórios.

O próximo passo, segundo o pesquisador, é testar os índices de resistência do vírus em superfícies não-porosas no calor, e quais são as melhores formas de eliminar o vírus.

G1

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Em um ano de epidemia, vírus Zika mudou a forma como mulheres encaram a gravidez

gravida-e-mosquitoO medo das consequências da infecção do vírus Zika e o impacto emocional das primeiras notícias sobre a epidemia mudaram o significado da gravidez para a mulher brasileira desde o fim de 2015. Nesta sexta-feira (11) completa um ano desde que o Ministério da Saúde decretou a epidemia como Situação de Emergência em Saúde Pública de Importância Nacional.

A técnica de enfermagem Rosângela Veloso trabalha há mais de 20 anos no Centro Integrado de Saúde Amaury de Medeiros, conhecida como maternidade da Encruzilhada, no Recife (PE). Acostumada à rotina de auxiliar os médicos nos exames de ultrassom, ela conta que a epidemia afetou o comportamento das pacientes. “Antigamente, a preocupação era o sexo, hoje em dia é o tamanho da cabeça. Os médicos dizem que a fase da gravidez mais atuante para desencadear a síndrome é de cinco meses em diante, mas no primeiro ultrassom ela já quer saber o tamanho da cabeça”, relata Rosângela.

O obstetra e gestor executivo da maternidade, Olímpio Moraes Filho, tem a mesma impressão de sua colega. “Antigamente as mulheres iam felizes fazer ultrassom, hoje parece que estão entrando numa câmara de gás, parece uma tortura, é um medo tremendo. A gravidez tornou-se um sofrimento muito grande para as mulheres e não estamos oferecendo informações seguras para elas, porque a zika surgiu há pouco tempo”.

A percepção dos profissionais da maternidade comprova-se por estudos feitos com as grávidas. O Instituto Patrícia Galvão e o Data Popular divulgaram pesquisa com gestantes de todas as regiões do país que fizeram o pré-natal pelo SUS, no contexto da epidemia. O estudo mostra que 6 em cada 10 têm medo de fazer o ultrassom e descobrir que o bebê tem microcefalia. Apesar do temor, mais da metade delas gostariam de fazer mais exames durante o pré-natal. A pesquisa revela ainda que 31% dessas mulheres não programaram a gravidez, 23% temem o período da gestação devido à possibilidade do bebê ter algum problema e 99% delas sabem que se a gestante for infectada pelo zika, o bebê pode ter microcefalia.

A preocupação é ainda maior entre aquelas que não planejaram a gestação, realidade comum entre as pacientes da maternidade da Encruzilhada. “Nós temos uma clientela normalmente de baixa renda, com pouca informação. Só procura informação a respeito da zika e dos males que o mosquito provoca quando engravidam.  A maioria do nosso público é jovem, meninas com menos de 20 anos. Elas chegam aqui amedrontadas, com pouca informação sobre como lidar com aquela situação, porque para elas é tudo muito novo. E agora mais essa problemática do vírus com a probabilidade do bebê nascer com sequelas.”, relata a técnica de enfermagem Vilma Martins.

Planejamento e direitos reprodutivos

Os riscos da epidemia e o desconhecimento sobre os reais efeitos da Síndrome Congênita do Zika levaram o Ministério da Saúde, e em seguida a Organização Mundial da Saúde, a recomendarem que as mulheres adiassem os planos de engravidar. A recomendação acendeu o debate acerca do planejamento familiar e dos direitos relacionados à reprodução e à sexualidade.

Para a representante do Fundo de População das Nações Unidas, Fernanda Lopes, a crise trouxe uma oportunidade de falar sobre os direitos reprodutivos e planejamento familiar.  “A epidemia do vírus Zika revela primeiro que os direitos das mulheres não são considerados como direitos de primeiro plano, em especial o direito em decidir por uma gravidez nesse momento, dentro desse contexto de emergência sanitária, em especial, o direito de planejar de forma voluntária, sem coerção, sem discriminação, sem violência a sua vida reprodutiva” defende Fernanda.

A decisão de engravidar ou não e quantos filhos ter é um direito previsto na Constituição Federal. O artigo 226 diz que o casal tem liberdade de planejar sua vida familiar e reprodutiva e o Estado deve garantir os recursos para exercício desse direito. Em 1990, o Brasil regulamentou essa questão com a edição da Lei do Planejamento Familiar que, entre outros pontos, inclui o direito à esterilização voluntária. Apesar das políticas, a gravidez não planejada é uma realidade no Brasil: segundo o Inquérito Nacional sobre o Parto e o Nascimento, 30% das mães entrevistadas não queriam engravidar.

A recomendação para adiar ou planejar a gravidez esbarra em outro direito: o de acesso aos métodos contraceptivos, principalmente entre a população que está mais vulnerável à epidemia. A Pesquisa Nacional sobre Acesso, Utilização e Promoção do Uso Racional de Medicamentos no Brasil (PNAUM 2014) revela que 89,4% das mulheres não grávidas tinham acesso a contraceptivos orais e injetáveis, em serviços públicos ou privados de saúde. Entre as jovens de 13 a 19 anos, 13,2% não tinham acesso. As regiões Centro-Oeste e Nordeste apresentaram as maiores proporções de acesso nulo aos métodos, 15% e 10,4%, respectivamente.

As Unidades Básicas de Saúde deveriam ter todos os métodos contraceptivos disponibilizados para a população. Mas, na prática, há dificuldades para atender toda a demanda. A farmácia popular da maternidade do Cisam, no Recife, por exemplo, mantém o estoque com as doações que recebe de laboratórios farmacêuticos e as remessas não são constantes. Os postos de saúde passam por problemas semelhantes.

Paraíba – Em João Pessoa (PB), uma das unidades de saúde da família oferece todos os métodos contraceptivos, mas os que são mais utilizados, pílula combinada e injetável, acabam logo. A remessa que deve ser enviada anualmente pelo Ministério da Saúde para municípios acima de 500 mil habitantes não chega no prazo.

A coordenadora de Saúde da Mulher e da Rede Cegonha de João Pessoa, Tanea Lucena, reforça que a oferta de todos os métodos é essencial para o trabalho de planejamento familiar, principalmente entre jovens e adolescentes.“Eu sempre digo que tudo começa no planejamento da vida sexual e reprodutiva. Quando a gente fala no planejamento da vida sexual e reprodutiva são mulheres e homens, não tem como eles ficarem de fora. Porque a gente entende que tendo acesso na unidade de saúde, com o aconselhamento correto, com atividades educativas, isso vai reduzir bastante a questão não só das DST’s, mas de gravidez indesejada. Sabemos que hoje alguns problemas de saúde que acometem o bebê podem ser evitados por meio das consultas. Ela chega na unidade de saúde e diz que quer engravidar daqui a dois ou três meses. A partir dali ela começa a fazer uso de alguns medicamentos que previnem vários problemas neurológicos. A gente sabe que uma grande parte dos nascidos, em quase todos os municípios, são de gravidez que não foi planejada”, afirma Tanea.

Em nota, o Ministério da Saúde respondeu que “apoia e promove ações de saúde sexual e reprodutiva, por meio da disponibilização de orientações, informações e métodos contraceptivos, sempre com respeito à autonomia e ao direito de exercer a sexualidade e a reprodução, livre de discriminação, imposição e violência.” A nota diz ainda que, de 2011 a 2015, o ministério distribuiu em todo o país 2,4 bilhões de preservativos masculinos e femininos e investiu, no mesmo período, R$ 160,6 milhões na aquisição de diferentes métodos. No caso do estado da Paraíba, o ministério alega que foram enviados em 2015 e no primeiro semestre de 2016, mais de 400 mil contraceptivos, entre ampolas injetáveis, cartelas de pílulas e o dispositivo intrauterino (DIU).

Considerando a possibilidade de transmissão sexual do vírus Zika e outras doenças, o ministério orienta que “deve haver envolvimento e corresponsabilização de homens adultos, adolescentes e jovens na escolha e no uso do método e na dupla proteção” e recomenda, em especial às gestantes e seus parceiros, a utilização de preservativos masculinos ou femininos em todas as relações sexuais (oral, anal e vaginal).

Agência Brasil

 

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Instituições de 11 países formam consórcio para estudar o vírus Zika

Foto: Agência Brasil
Foto: Agência Brasil

Foi lançada nessa sexta-feira (21), no Recife, uma rede de enfrentamento ao vírus Zika na América Latina, formada por 25 instituições de saúde pública de 11 países. O ZikaPlan pretende somar os esforços de pesquisadores para investigar elementos ainda desconhecidos do vírus e da sua relação com malformações em bebês.

O projeto foi lançado durante um congresso sobre o tema realizado na Universidade de Pernambuco (UPE), uma das instituições a participar da rede. Além da UPE, o Brasil contará com outras quatro organizações no grupo: Universidade de São Paulo (USP), Instituto Butantã, Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e a Associação Técnica–Científica de Estudo Colaborativo Latino Americano de Malformações Congênitas.

As demais instituições são de 11 países da América Latina, América do Norte, África, Ásia e Europa: Colômbia, Cuba, Bélgica, França, Holanda, Suécia, Suíça, Reino Unido, Coréia do Sul, Senegal e Estados Unidos.

A iniciativa foi criada a partir da chamada do fundo de investimento em pesquisas Horizon 2020, da Direção Geral de Pesquisa e Inovação da Comissão Europeia. O ZikaPlan vai receber €11,5 milhões do programa de pesquisa da Horizon 2020, e deve atuar durante quatro anos.

Pesquisa
O consórcio ZikaPlan vai investigar a doença, além de buscar meios de prevenir a disseminação e educar populações afetadas pelo vírus. Entre os aspectos a serem estudados está a associação do zika com complicações neurológicas, inclusive malformações graves como a microcefalia. Estratégias de vacinação, diagnóstico e formas de controle do mosquito vetor do vírus também vão ser exploradas para contribuir na tomada de decisão do poder público.

A rede vai trabalhar em conjunto com outros dois consórcios também financiados pela União Européia: ZIKAction e ZikAlliance. Os três consórcios criarão órgãos comuns para o gerenciamento global dos programas científicos, comunicação e questões éticas, regulatórias e legais.

A direção executiva do ZikaPlan é composta pela professora Annelies Wilder-Smith, representante da Universidade de Umeå, que será a diretora; o professor Eduardo Massad, diretor substituto, representante da Universidade de São Paulo; e mais 15 lideranças de grupos de trabalho de instituições parceiras. Conselhos consultivos independentes – éticos, científicos e industriais – darão apoio a essa direção.

180 Graus

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Novo teste para detectar o zika vírus recebe registro da Anvisa

Foto: Agência Brasil
Foto: Agência Brasil

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) concedeu registro para mais um teste rápido para detectar o zika vírus. Com a autorização, o produto poderá ser fabricado e distribuído pelo laboratório público do Estado da Bahia (Bahiafarma).

O registro na Anvisa permite que a Bahiafarma produza e distribua o teste a partir do antígeno NS1. Com o exame rápido, é possível identificar se o paciente tem o zika vírus no organismo- independente de quanto tempo está infectado – ou se a pessoa já teve o vírus. Segundo o laboratório, essa possibilidade não existia em outros métodos de diagnóstico existentes no mercado.

Com maior rapidez no resultado, o tratamento pode ser iniciado imediatamente, bem como se tornar mais eficaz, pois o contágio pode ser confirmado assim que surgem os sintomas da doença.

No primeiro semestre deste ano, outro teste rápido foi lançado. Porém, a iniciativa podia detectar os anticorpos no organismo por volta de cinco dia após a infecção pelo vírus.

A Bahia farma é o primeiro laboratório público do País a desenvolver e registrar o teste rápido Zika NS1.

Em relação a outros países, a entidade informou que há interesse no produto brasileiro, pois poucos fabricantes têm a tecnologia, e o preço é considerado atrativo por serem testes “de alta qualidade a preços muito competitivos”.

De acordo com a última atualização da Secretaria de Saúde da Bahia, o Estado registrou cerca de 55 mil casos suspeitos de zika vírus, somente este ano, em 357 municípios baianos.

Agência Brasil

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