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Monitor da Violência: número de mortes violentas aumenta mais de 19% em um mês, na PB

O número de mortes violentas aumentou 19,4% entre julho e agosto, conforme dados do Monitor da Violência, na Paraíba. O mês de julho foi o menos violento do ano até agora, com 67 mortes, enquanto que em agosto, o número subiu para 80.

O número do mês de agosto, em 2019, pouco variou em relação ao mesmo mês do ano de 2018, quando 81 assassinatos foram contabilizados pelo Monitor da Violência.

Em relação aos oito primeiros meses do ano, 623 mortes violentas foram registradas na Paraíba em 2019. O somatório sofreu uma redução de 21,3% em relação ao mesmo período de 2018, quando aconteceram 792 assassinatos.

De acordo com os dados obtidos pela Lei de Acesso à Informação (LAI), entre os Crimes Violentos Letais e Intencionais (CVLI), todos os assassinatos foram homicídios dolosos. No mês de agosto de 2019 não houve nenhum latrocínio ou agressão seguida de morte.

Os dados apontam que:

  • A Paraíba teve 623 assassinatos de janeiro a agosto de 2019, 21,3% a menos que no mesmo período de 2018;
  • Número de mortes no mês de agosto de 2019 pouco variou em relação ao mesmo mês de 2018;
  • Em agosto, houve aumento de 19% no número de assassinatos com relação ao mês de julho de 2019.

No Brasil, houve uma queda de 22% no número de mortes violentas registradas nos primeiros oito meses deste ano em comparação com o mesmo período de 2018. Somente em agosto, houve 3,1 mil assassinatos, contra 3,9 mil no mesmo mês do ano passado. Já no período que engloba os oito meses, foram 27.517 mortes violentas — 7,9 mil a menos que o registrado de janeiro a agosto de 2018 (35.422).

80 assassinatos foram registrados no mês de agosto de 2019, de acordo com o Monitor da Violência — Foto: Reprodução/G1

80 assassinatos foram registrados no mês de agosto de 2019, de acordo com o Monitor da Violência — Foto: Reprodução/G1

Como o levantamento é feito

A ferramenta criada pelo G1 permite o acompanhamento dos dados de vítimas de crimes violentos mês a mês no país. Estão contabilizadas as vítimas de homicídios dolosos (incluindo os feminicídios), latrocínios e lesões corporais seguidas de morte. Juntos, estes casos compõem os chamados crimes violentos letais e intencionais.

Jornalistas do G1 espalhados pelo país solicitam os dados, via assessoria de imprensa e via Lei de Acesso à Informação, seguindo o padrão metodológico utilizado pelo fórum no Anuário Brasileiro de Segurança Pública.

G1

 

Paraíba tem queda de 21,9% no número de mortes violentas no 1º semestre, revela Monitor da Violência

A Paraíba registrou uma queda de 21,96% nas mortes violentas no primeiro semestre deste ano em comparação com o mesmo período de 2018. A queda ficou dentro da média nacional, que foi de 22%, conforme divulgou neste domingo (1º) o Monitor da Violência, índice nacional de homicídios criado pelo G1.

Em seis meses, foram registrados 476 mortes na Paraíba, contra 610 no mesmo período do ano passado. São 134 mortes a menos. O mês de fevereiro foi o que teve mais mortes violentas, com 84 casos, seguido de abril, com 83 e junho, com 81. O número consolidado até agora contabiliza todos os homicídios dolosos, latrocínios e lesões corporais seguidas de morte, que, juntos, compõem os chamados crimes violentos letais e intencionais.

A tendência de queda nos homicídios foi antecipada pelo G1 no balanço dos dois primeiros meses do ano, que apresentaram redução de 24% em relação ao mesmo período do ano passado.

O levantamento faz parte do Monitor da Violência, uma parceria do G1 com o Núcleo de Estudos da Violência da USP e o Fórum Brasileiro de Segurança Pública.

Os dados apontam que:

  • Houve 134 mortes a menos nos primeiros seis meses de 2019
  • Fevereiro foi o mês mais violento de 2019, com 84 mortes
  • Um total de 476 pessoas foram mortas mediante uso de violência de algum tipo.
Redução de mortes violentas no primeiro semestre de 2019 no Brasil — Foto: Rodrigo Sanches/G1

Redução de mortes violentas no primeiro semestre de 2019 no Brasil — Foto: Rodrigo Sanches/G1

Causas da queda: o que dizem os especialistas

Para Bruno Paes Manso, do NEV-USP, a ação dos governadores e das autoridades estaduais de Justiça, mais focada nos presídios, ajuda a entender a permanência da tendência de queda dos homicídios no Brasil.

“Os governos capazes de impor custos aos grupos violentos – a partir da identificação dos mandantes de assassinatos ou identificação dos autores das mortes, tarefa que atualmente tem sido feita a partir de escutas em presídios – tendem a induzir a tréguas ou acordos entre rivais para a diminuição de conflitos”, diz Bruno Paes Manso.

Segundo o pesquisador, para manter a tendência de queda e evitar que os grupos criminosos se fortaleçam economicamente, vai ser preciso usar a capacidade de inteligência e articulação do Estado.

Para Samira Bueno e Renato Sérgio de Lima, do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, as explicações para a queda passam por melhorias da gestão pública, integração de programas de prevenção social com as políticas de segurança, melhoria da qualidade da investigação policial, maior integração entre agências, em especial as polícias Civil e Militar, e o fortalecimento de políticas de controle de armas.

“Em termos regionais, no Nordeste uma iniciativa pioneira tem fortalecido a integração de esforços e o compartilhamento de informações entre agências interestaduais com o Centro Regional de Inteligência de Segurança Pública, baseado em Fortaleza, e mais recentemente com a formalização de um consórcio constitucional na região. Se o Estado tem suas fronteiras administrativas, a ação do crime tem mostrado que este é hoje um fenômeno transnacional e que demanda de governos e do sistema de Justiça uma nova gramática”, diz Samira Bueno e Renato Sérgio de Lima.

Samira Bueno destaca ainda o “componente demográfico”. “A gente tem uma estimativa do IBGE que mostra que, até 2030, haverá uma redução de 25% da população jovem no Brasil. Essa mudança demográfica é algo que já vem impactando em vários estados. Isso porque a maior parte das vítimas de homicídio no Brasil é jovem. A maior parte da população encarcerada no Brasil é jovem. Se há uma quantidade menor de jovens na população, consequentemente há também uma redução dos homicídios.”

Como o levantamento é feito

A ferramenta criada pelo G1 permite o acompanhamento dos dados de vítimas de crimes violentos mês a mês no país. Estão contabilizadas as vítimas de homicídios dolosos (incluindo os feminicídios), latrocínios e lesões corporais seguidas de morte. Juntos, estes casos compõem os chamados crimes violentos letais e intencionais.

Jornalistas do G1 espalhados pelo país solicitam os dados, via assessoria de imprensa e via Lei de Acesso à Informação, seguindo o padrão metodológico utilizado pelo fórum no Anuário Brasileiro de Segurança Pública.

Para fechar o 1º semestre, foi pedida aos estados uma revisão dos dados dos meses desde janeiro. Alguns dos números foram retificados, em razão de ajustes feitos posteriormente pelas secretarias, e agora estão totalmente atualizados.

Brasil registra queda de 22% nas mortes violentas no 1º semestre de 2019

Brasil registra queda de 22% nas mortes violentas no 1º semestre de 2019

Em março, o governo federal anunciou a criação de um sistema similar. Os dados, no entanto, não estão atualizados como os da ferramenta do G1. O último mês em que há informações disponíveis para todos os estados é abril de 2019 e há incongruências em parte das estatísticas.

Uma informação importante: os dados coletados mês a mês pelo G1 não incluem as mortes em decorrência de intervenção policial. Isso porque há uma dificuldade maior em obter esses dados em tempo real e de forma sistemática com os governos estaduais. O balanço de 2018 foi publicado pelo Monitor da Violência separadamente, em abril. Um balanço com dados de 2019 ainda será divulgado.

Participação dos estados na redução de mortes no Brasil em 2019 — Foto: Rodrigo Cunha/G1

Participação dos estados na redução de mortes no Brasil em 2019 — Foto: Rodrigo Cunha/G1

 

G1

 

 

Paraíba registra 76 mortes violentas em maio de 2019

Foram registradas 88 mortes decorrentes de crimes violentos na Paraíba no mês de maio de 2019, de acordo com o Monitor da Violência do G1, que acompanha as mortes violentas mês a mês em todos o país. Em relação ao mês anterior, houve um diminuição de oito mortes violentas.

Os números oscilam durante os cinco meses do ano. Em janeiro, foram 79 crimes violentos letais e intencionais, contabilizando os homicídios dolosos (incluindo os feminicídios), latrocínios e lesões corporais seguidas de morte. Em fevereiro, o número chega a 84, no mês de março, o número volta a 79, em abril o número retorna a 84 e no mês de maio o número contabilizado é 76.

Em relação ao mesmo período de 2018, no entanto, houve uma redução de quase 21%. Nos cinco primeiros meses de 2018, 504 pessoas foram assassinadas. Já em 2019, o número caiu para 402.

O levantamento faz parte do Monitor da Violência, uma parceria do G1 com o Núcleo de Estudos da Violência da USP e o Fórum Brasileiro de Segurança Pública. Os dados são abastecidos por informações repassadas pela Secretaria da Defesa e Segurança Social (Seds) da Paraíba, por meio da Lei de Acesso à Informação.

G1

 

PB registra 4 mortes violentas por dia em 2015, diz Anuário de Segurança

catole_homicidioA Paraíba registrou uma média de 4,17 mortes violentas por dia no ano de 2015, de acordo com dados do 10º Anuário Brasileiro de Segurança Pública, divulgado nesta quinta-feira (3). Segundo o levantamento, 1.525 crimes deste tipo foram registrados no estado ao longo do ano, sendo que 1.469 foram considerados homicídios dolosos. Também foram registrados 30 latrocínios (roubos seguidos de morte) e três lesões corporais seguidas de morte.

Os dados ainda incluem 23 mortos em ações envolvendo a polícia, sendo oito policiais e 15 cidadãos comuns. Mais de 80% destes crimes foi resultado do uso de armas de fogo (1.250 casos). As 634 mortes no trânsito registradas no ano não estão incluídas neste dado.

Menos crimes na capital
Só em João Pessoa foram 470 Crimes Violentos Letais Intencionais, incluindo 462 homicídios dolosos e sete latrocínios. Estes números fazem com que a taxa do crime na cidade tenha sido de 59,4 mortes para cada mil habitantes, a terceira maior entre as capitais brasileiras.

Tanto número absoluto quanto índice são menores que os registros de 2014. Mesmo assim, a cidade subiu do 5º para o 3º lugar na lista, já que as outras cidades conseguiram uma redução maior dos crimes.

O relatório ainda cita que foram registrados 310 crimes contra a liberdade sexual, sendo 290 estupros e 20 tentativas. Foram apreendidas 1.301 armas, sendo que 91,2% destas apreensões foram feitas por forças estaduais de segurança. Também foram roubados ou furtados 3.154 veículos durante o ano.

Segundo o Fórum Brasileiro de Segurança, instituição que produz o relatório, a Paraíba está incluída no grupo de estados em que foi verificada uma “menor qualidade das informações”, o que não permite comparar todos os dados com os demais estados brasileiros.

Mais recursos, menos homicídios
O volume de recursos aplicado em segurança na Paraíba cresceu 5,9% entre 2014 e 2015, mesmo período em que a taxa de homicídios caiu 2%. Segundo o Anuário, mais de R$ 911,7 milhões foram investidos no setor ano passado, sendo R$ 6,6 milhões destinados a ações de policiamento e R$ 344,6 mil estratégias de inteligência, setor que viu os investimentos caírem 67,5% de um ano para o outro. O volume total inclui os quase R$ 7,5 milhões destinados à defesa civil.

Violência afeta vida escolar
Estudantes no 9º ano do ensino fundamental de 15,1% das escolas paraibanas relataram que já tiveram aulas suspensas por falta de segurança, sendo que 12,4% citaram a insegurança no caminho entre a casa e a escola. Entre os alunos da rede pública, 15,9% fizeram esta declaração, mas ela também foi feita por 11,4% dos alunos da rede privada. Para levantar estes dados, o Fórum Brasileiro de Segurança usou informações do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O Anuário também indica que 6,5% dos estudantes nesta faixa de escolaridade se sentem humilhados por provocações de colegas “na maior parte do tempo ou sempre”. Segundo a pesquisa, a aparência do corpo (17,1%) e do rosto (11,5%) são as motivações mais citadas para estas situações de humilhação, mas cor ou raça (5,2%), religião (3,7%) e orientação sexual (1,4%) também são citados.

G1 PB

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João Pessoa aparece em ranking como uma das cidades mais violentas do mundo

joão pessoaO Brasil é o país com o maior número de cidades entre as mais violentas do mundo em 2015, de acordo com um ranking internacional publicado nesta segunda-feira (25) por uma ONG mexicana. Das 50 cidades com maior taxa de homicídios por 100 mil habitantes em 2015, 21 são brasileiras.

A lista, divulgada anualmente pelo Conselho Cidadão para a Segurança Pública e a Justiça Penal, leva em conta o número de homicídios por 100 mil habitantes e inclui apenas cidades com 300 mil habitantes ou mais. Foram excluídos países que vivem “conflitos bélicos abertos”, como Síria e Iraque.

Apesar de o Brasil ser o país com mais representantes, o maior índice de violência foi detectado nas cidades da Venezuela. A taxa média brasileira foi de 45,5 homicídios por 100 mil habitantes e a venezuelana, de 74,65. Caracas, capital do país, lidera o ranking geral, com 119,87 homicídios dolosos para cada 100 mil habitantes.

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Primeiro lugar por 4 anos seguidos, San Pedro Sula, em Honduras, conseguiu reduzir o número de homicídios e passou para o segundo lugar. San Salvador, capital de El Salvador, ficou em terceiro.

As mais violentas do Brasil

Orla de fortaleza (Foto: Rafael Almeida/TV Verdes Mares)Fortaleza foi a cidade mais violenta do Brasil em 2015, segundo ranking mundial que leva em conta apenas cidades com ao menos 300 mil habitantes  (Foto: Rafael Almeida/TV Verdes Mares)

Das cidades brasileiras, a primeira a aparecer é Fortaleza, em 12º lugar. Em seguida vem Natal, em 13º, Salvador e região metropolitana, em 14º, e João Pessoa (conurbação), em 16º.

Belo Horizonte, que figurava na lista do ano anterior, desta vez não apareceu. O contrário aconteceu com 3 cidades brasileiras, que estavam fora da lista de 2014, mas entraram na de 2015:  Feira de Santana (27º), Vitória da Conquista (36º) e Campos dos Goytacazes (39º).

Também aparecem Maceió (18º lugar), São Luís (21º), Cuiabá (22º), Manaus (23º), Belém (26º), Goiânia e Aparecida de Goiânia (29º), Teresina (30º), Vitória (31º), Recife (37º), Aracaju (38º), Campina Grande (40º), Porto Alegre (43º), Curitiba (44º) e Macapá (48º).

Das 50, 41 ficam na América Latina: 21 no Brasil, 8 na Venezuela, 5 no México, 3 na Colômbia, 2 em Honduras, uma em El Salvador e uma na Guatemala. Outros países com cidades na lista foram África do Sul, Estados Unidos e Jamaica.

O estudo é feito com base em dados oficiais ou de fontes alternativas, como ONGs. A metodologia é explica, país por país, neste link.

AS CIDADES MAIS VIOLENTAS DO MUNDO, SEGUNDO O RANKING

1° – Caracas (Venezuela) – 119.87 homicídios/100 mil habitantes
2° – San Pedro Sula (Honduras) – 111.03
3° – San Salvador (El Salvador) – 108.54
4° – Acapulco (México) – 104.73
5° – Maturín (Venezuela) – 86.45
6° – Distrito Central (Honduras) – 73.51
7° – Valencia (Venezuela) – 72.31
8° – Palmira (Colômbia) – 70.88
9° – Cidade do Cabo (África do Sul) – 65.53
10° – Cali (Colômbia) – 64.27
11° – Ciudad Guayana (Venezuela) – 62.33
12° – Fortaleza (Brasil) – 60.77
13° – Natal (Brasil) – 60.66
14° – Salvador e região metropolitana (Brasil) – 60.63

15° – ST. Louis (Estados Unidos) – 59.23
16° – João Pessoa; conurbação (Brasil) – 58.40
17° – Culiacán (México) – 56.09
18° – Maceió (Brasil) – 55.63
19° – Baltimore (Estados Unidos) – 54.98
20° – Barquisimeto (Venezuela) – 54.96
21° – São Luís (Brasil) – 53.05
22° – Cuiabá (Brasil) – 48.52
23° – Manaus (Brasil) – 47.87

24° – Cumaná (Venezuela) – 47.77
25° – Guatemala (Guatemala) – 47.17
26° – Belém (Brasil) – 45.83
27° – Feira de Santana (Brasil) – 45.50

28° – Detroit (Estados Unidos) – 43.89
29° – Goiânia e Aparecida de Goiânia (Brasil) – 43.38
30° – Teresina (Brasil) – 42.64
31° – Vitória (Brasil) – 41.99

32° – Nova Orleans (Estados Unidos) – 41.44
33° – Kingston (Jamaica) – 41.14
34° – Gran Barcelona (Venezuela) – 40.08
35° – Tijuana (México) – 39.09
36° – Vitória da Conquista (Brasil) – 38.46
37° – Recife (Brasil) – 38.12
38° – Aracaju (Brasil) – 37.70
39° – Campos dos Goytacazes (Brasil) – 36.16
40° – Campina Grande (Brasil) – 36.04

41° – Durban (África do Sul) – 35.93
42° – Nelson Mandela Bay (África do Sul) – 35.85
43° – Porto Alegre (Brasil) – 34.73
44° – Curitiba (Brasil) – 34.71

45° – Pereira (Colômbia) – 32.58
46° – Victoria (México) – 30.50
47° – Johanesburgo (África do Sul) – 30.31
48° – Macapá (Brasil) – 30.25
49° – Maracaibo (Venezuela) – 28.85
50° – Obregón (México) – 28.29

 

G1

Secretaria de Segurança contesta ONG que colocou JP entre as 50 cidades mais violentas do mundo

revolver11A secretaria de Segurança e da Defesa Social da Paraíba divulgou uma nota contestando os números divulgados pela ONG mexicana Consejo Ciudadano para la Seguridad Pública y Justicia Penal que colocou João Pessoa como uma das 50 cidades mais violentas do mundo em 2014.

Confira a nota na íntegra:

No que se refere ao estudo publicado pela ONG mexicana Consejo Ciudadano para la Seguridad Pública y Justicia Penal, que diz trazer a lista das cidades mais violentas do mundo em 2014,  a Secretaria da Segurança e da Defesa Social (Seds) da Paraíba esclarece que:

Os números da pesquisa não se baseiam em dados oficiais e sim em notícias reproduzidas pela mídia e projeções com uma metodologia não explicada para o ano todo. Assim, não refletem a realidade da redução de homicídios em João Pessoa, quando comparados os anos de 2013 e 2014.

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De acordo com o Núcleo de Análise Criminal e Estatística da Seds, a Capital da Paraíba teve 481 assassinatos em 2014, 7% a menos do que o contabilizado em 2013 (515). Dessa forma, a publicação traz uma quantidade de homicídios 29% maior do que a realidade para o ano passado.

Outro dado oficial do Nace é que em 2010 a cidade de João Pessoa apresentava taxa de homicídios de 71,3 (por 100 mil habitantes) e depois do Programa Paraíba Unida Pela Paz, desde 2011, a taxa caiu para 61,6 em 2014.

Ainda em relação a João Pessoa, o próprio estudo afirma, na página 16, que errou nos números da edição anterior. Traz também que não foram encontradas referências do ano passado e por isso foi tomada a taxa estimada de 2013 (1º semestre) para 2014, apesar de os dados de Crimes Violentos Letais Intencionais (CVLI) serem divulgados regularmente, e de forma trimestral, na página do Governo do Estado da Paraíba (www.paraiba.pb.gov.br). A pesquisa tenta justificar que tais dados parciais foram utilizados dessa forma porque “se houvesse acontecido queda nos números ela teria sido festejada pelas autoridades da Paraíba”.

A Secretaria de Estado da Segurança e da Defesa Social lamenta que  um levantamento frágil e desprovido de consistência ou metodologia científica apropriada esteja sendo utilizado de forma sensacionalista por parte de alguns que tentam confundir a opinião pública.

Por fim, a Secretaria de Estado da Segurança e da Defesa Social reafirma seu empenho no enfrentamento à violência, principalmente aos crimes contra a vida, e o comprometimento na divulgação de dados oficiais de CVLI no Estado.

Secretaria de Estado da Segurança e da Defesa Social

Secom PB

Para 89% dos brasileiros, escolas públicas são violentas

violenciaEstudo do Instituto de Pesquisa Data Popular apontou que 89% dos brasileiros consideram que há muita violência nas escolas públicas do País. Alunos desrespeitosos e professores desmotivados são outros gargalos apontados no estudo. A segurança, de acordo com o levantamento, é o fator mais relevante para assegurar a qualidade de ensino, seguido por valorização de professores e funcionários.

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A pesquisa “A educação e os profissionais da educação”, realizada a pedido da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) e da Apeoesp (Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo), ouviu 3 mil pessoas de todo o País em setembro deste ano. Os casos mais recorrentes de violência relatados foram agressão verbal (40%), física (35%), bullying (23%), vandalismo (21%), e discriminação (16%) e roubo (12%). Violência sexual e assassinato também são mencionados, em menor número.

Qualidade de ensino

Para 32% dos entrevistados, a qualificação e preparação dos professores representam o que há de mais importante para se obter educação de qualidade. Também são mencionados a preparação do aluno para o mercado de trabalho (15%), melhores salários aos professores (14%), infraestrutura (12%), fim da reprovação automática (12%),entre outros itens.

Como benefício do ensino qualificado, 55% disseram que haveria redução da violência. Em segundo lugar, o combate à pobreza (50%). Empregos melhores (44%) e formação profissional mais sólida também foram mencionados.O estudo ainda apontou que, para 59% dos brasileiros, o País está longe de ter uma educação de qualidade. Outros 33% acreditam que o Brasil está “próximo” de atingir tal objetivo e apenas 6% afirmam que a meta já foi conquistada.

Em relação às perspectivas de entrada no mercado de trabalho, os entrevistados se dividiram – 48% consideraram que quem estuda em escola particular tem melhores chances. Já 45% dizem que não o tipo de escola não influencia no futuro emprego. Houve ainda quem dissesse que a escola pública assegura mais possibilidade de empregos melhores – 6%.

“A educação é vista hoje como a porta de futuro de uma sociedade melhor”, afirmou Renato Meirelles, presidente do Data Popular. “As pessoas falavam que se pode tirar o Bolsa-Família, o emprego, mas a educação ninguém tira”, disse. Segundo Meirelles, existe um descompasso entre a importância simbólica dada ao professor e o valor que a população imagina que o profissional receba.

“Perguntamos qual a profissão com nível superior com os melhores salários. O professor apareceu com 1% das citações”, disse Renato Meirelles. “Depois, perguntamos qual deveria ser a profissão melhor remunerada. Aí eles apareceram no topo da lista”, completou.

Mudança de paradigma

Para a especialista em violência escolar Miriam Abramovay, a percepção de insegurança na sociedade se repete dentro da sala de aula. “Tivemos uma democratização muito grande do ensino, mas a escola não mudou para receber uma população que ela não recebia antes “, afirma a pesquisadora da Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais (FLACSO).

A formação de professores para entender o universo dos alunos, de acordo com Miriam, é uma solução. “Mas se pensam apenas medidas punitivas, repressivas”, critica. Outra saída é dar mais voz às crianças e adolescentes. “Os jovens devem ter participação ativa. Devem fazer seus próprios diagnósticos sobre o que acontece na escola”, defende.

Estadão

Brasil tem 11 das 30 cidades mais violentas do mundo, diz ONU

brasilO Brasil tem 11 das 30 cidades mais violentas do mundo. Levantamento do Escritório sobre Drogas e Crime das Nações Unidas com base em assassinatos ocorridos no ano de 2012 aponta Maceió como a quinta cidade em homicídios por cada 100 mil habitantes. Fortaleza está na sétima posição e João Pessoa, em nono. A América Latina desbancou a África como a região mais violenta. Já Honduras é hoje o país com maior número de assassinatos por 100 mil habitantes. O índice registrado naquele país aponta para o que os pesquisadores chamam de “situação fora de controle”. O segundo país mais violento é a Venezuela, seguido por Belize e El Salvador.

De acordo com a pesquisa da ONU, foram assassinadas 437 mil pessoas em 2012, das quais 36% nas Américas, a maior parte na Central e na do Sul. O Brasil é o país com mais cidades na lista da violência, seguindo pelo México, com seis – ambos são os países mais populosos da América Latina. Venezuela e Colômbia têm três cidades e Honduras e Estados Unidos, duas. Além de Maceió, Fortaleza e João Pessoa, foram listadas pelo levantamento das Nações Unidas Natal (12ª posição); Salvador (13ª); Vitória (14ª); São Luís (15ª); Belém (23ª); Campina Grande (25ª); Goiânia (28ª); e Cuiabá (29ª).

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Para os pesquisadores da ONU, o elevado índice de homicídios na América Latina está ligado ao crime organizado e à violência política, que persiste há décadas nos países latinoamericanos. A maior parte das mortes (66%) foram provocadas por armas de fogo. Os cartéis do narcotráfico mexicanos são citados como responsáveis pela violência também em Honduras, El Salvador e Guatemala, países que integram rotas de distribuição de drogas que têm como destino os Estados Unidos. Já na Venezuela, os assassinatos são atribuídos à violência urbana.

Taxas de homicídios acima de 20 por 100 mil habitantes são consideradas pelos especialistas como graves. Em Honduras, são 90,4 homicídios por 100 mil habitantes. Já na Venezuela, a taxa chega a 53,7; em Belize, 44,7; em El Salvador, 41,2; na Guatemala, 39,9; na África do Sul, 31; na Colômbia, 30,8; no Gabão, 28; no Brasil, 25,2; e no México, 21,5. Países em conflitos têm taxas inferiores às da América Latina, como Iraque, no Oriente Médio, onde o índice registrado é de oito para 100 mil habitantes.

As cidades mais violentas do mundo são: San Pedro Sula (Honduras), Caracas (Venezuela), Acapulco (México), Cali (Colômbia), Maceió; Distrito Central (Honduras), Fortaleza; Cidade da Guatemala (Guatemala), João Pessoas, Barquisimeto (Venezuela), Palmira (Colômbia), Natal, Salvador, Vitória, São Luís, Culiacán (México), Guayana (Venezuela), Torreón (México), Kingston (Jamaica), Cidade do Cabo (África do Sul), Chihuahua (México), Victoria (México), Belém, Detroit (Estados Unidos), Campina Grande, Nova Orleans (Estados Unidos), San Salvador (El Salvador), Goiânia, Cuiabá e Nuevo Laredo.

Taxa média de homicídios global é de 6,2 por 100 mil/hab

Segundo o estudo da ONU, cerca de 750 milhões de pessoas vivem em países com as maiores taxas de homicídio do mundo, o que significa que quase metade de todos os homicídios acontece nos países onde moram apenas 11% da população mundial. Europa, Ásia e Oceania, onde estão cerca de 3 bilhões de pessoas, as taxas de homicídios são consideradas relativamente baixas.

A taxa média de homicídios global é de 6,2 por 100 mil habitantes, mas o Sul da África e a América Central registraram mais de quatro vezes esse número, 30 e 26 vítimas por 100 mil habitantes, respectivamente, os números mais altos do mundo. Enquanto isso, com taxas cerca de cinco vezes menores do que a média global, Ásia Oriental, sul da Europa e Europa Ocidental registraram os níveis mais baixos de homicídio em 2012. Ainda de acordo com a pesquisa, os níveis de homicídios no norte da África, na África Oriental e em partes do sul da Ásia estão aumentando em meio à instabilidade social e política. Já a África do Sul apresenta tendência de queda das taxas de homicídio: os assassinatos caíram pela metade, de 64,5 por 100 mil habitantes em 1995 para 31 por 100 mil habitantes em 2012.

Os homicídios ligados ao crime organizado, gangues e facções representam 30% de todos os assassinatos da América, em comparação com menos de 1% na Ásia, Europa e Oceania. Ainda que picos de homicídio estejam muitas vezes ligados a este tipo de violência, a América tem níveis de homicídio cinco a oito vezes maiores do que a Europa e a Ásia desde a década de 1950, aponta a ONU.

Cerca de 80% das vítimas de homicídio são homens, assim como 95% dos autores dos crimes; 15% de todos os assassinatos resultam de violência doméstica e a maioria (70%) das vítimas domésticas são mulheres. Mais da metade das vítimas de homicídios têm menos de 30 anos de idade, com crianças menores de 15 anos de idade representando pouco mais de 8% de todos os homicídios.

ONU confirma dados sobre violência divulgados por ONG mexicana

A pesquisa da ONU confirma dados sobre violência apresentados em levantamento elaborado pela ONG mexicana Conselho Cidadão para Segurança Pública e Justiça Penal AC divulgado em março deste ano. Segundo a pesquisa mexicana, o Brasil é o país com mais municípios no ranking: 16; e Maceió a quinta cidade mais violenta do mundo. O México aparece em segundo, com nove. Apenas sete cidades da lista não estão na América Latina: quatro dos Estados Unidos (Detroit, Nova Orleans, Baltimore e Saint Louis) e três da África do Sul.

O levantamento leva em conta a taxa de homicídios por grupo de 100 mil habitantes no ano passado. De acordo com a ONG, foram levantados dados disponibilizados pelos governos em suas páginas na internet e consideradas só cidades com mais de 300 mil. Essa foi a quarta edição do ranking. Dos 16 municípios do Brasil no ranking das cidades mais violentas do mundo, seis vão receber jogos da Copa do Mundo: Fortaleza, Natal, Salvador, Manaus, Recife e Belo Horizonte.

As brasileiras da lista mexicana

Maceió (5ª colocada) – 79,76 homicídios por 100 mil habitantes; Fortaleza (7ª) – 72,81; João Pessoa (9ª) – 66,92; Natal (12ª) – 57,62; Salvador (13ª) – 57,51; Vitória (14ª) – 57,39; São Luís (15ª) – 57,04; Belém (16ª) – 48,23; Campina Grande (25ª) – 46; Goiânia (28ª) – 44,56; Cuiabá (29ª) – 43,95; Manaus (31ª) – 42,53; Recife (39ª) – 36,82; Macapá (40ª) – 36,59; Belo Horizonte (44ª) – 34,73 e Aracaju (46ª) – 33,36.

MARCELO REMIGIO

JP, CG e mais 14 cidades brasileiras estão entre as 50 mais violentas do mundo, diz ONG

ViolênciaEm 2012 eram 14 cidades; no ano de 2013, 15. Em 2014, o relatório anual da ONG mexicana Conselho Cidadão Para a Segurança Pública e Justiça Penal adicionou mais um município brasileiro ao ranking de 50 cidades com maior índice de homicídios do mundo.

A maioria das “mais violentas” está no continente americano (46 cidades), e na América Latina, em particular (41). Os países latino-americanos com maior problema de violência são Honduras, Venezuela, Guatemala, El Salvador, México e Brasil.

Três cidades brasileiras aparecem no Top 10, Maceió (5), Fortaleza (7) e João Pessoa (9). Campina Grande, a Rainha da Borborema, também aparece na lista, em 25º. Na lista divulgada um ano atrás, João Pessoa estava em 10º e Campina não aparecia.

Com uma taxa de 187 homicídios a cada 100 mil habitantes, a cidade hondurenha de San Pedro Sula ocupou pelo terceiro ano consecutivo a liderança do ranking. O segundo lugar fica com Caracas, capital da Venezuela, e, em terceiro, Acapulco, no México, com taxas de 134 e 113, respectivamente, a cada 100 mil habitantes.

Saíram da lista as seguintes cidades que figuravam na lista de 2012: Brasília e Curitiba, no Brasil; Barranquilla, na Colômbia; Oakland nos EUA e Monterrey no México. Todas estas tiveram taxas inferiores ao 50° colocado, Valencia, na Venezuela

As 16 cidades brasileiras que estão na lista são:

– Maceió (AL) com 79,8;

– Fortaleza (CE) com 72,8;

– João Pessoa (PB) com 66,9;

– Natal (RN) com 57,62;

– Salvador (BA) com 57,6;

– Vitória (ES) com 57,4;

– São Luís (MA) com 57,0;

– Belém (PA) com 48,2;

– Campina Grande (PB) com 46,0;

– Goiânia (GO) com 44,6;

– Cuiabá (MT) com 44,0;

– Manaus (AM) com 42,5;

– Recife (PE) com 36,8;

– Macapá (AP) com 36,6;

– Belo Horizonte (MG) com 34,7 e

– Aracaju (SE) com 33,4.

 

Abaixo, confira a lista completa:

 

 

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