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Bandidos assaltam moradores de Arara na noite violenta na cidade

plantão-policialA noite dessa quinta-feira (08) foi violenta em Arara. Bandidos atuaram na Rua Projeta e no Sítio Araçá. Em um dos casos, a vítima entrou em confronto com o bandido e foi ferido com uma facada na perna.

O primeiro caso ocorreu por volta das 19h, quando um comerciante estava em frente a sua casa e foi surpreendido por dois indivíduos encapuzados. Um dos bandidos estava armado e anunciou o roubo levando da vítima a quantia de aproximadamente R$ 400,00 e um celular da marca LG. Em seguida os criminosos fugiram tomando destino ignorado.

A guarnição da viatura 6192 foi informada do fato através do linha direta, se deslocou ao local do crime e após obter informações com a vítima,efetuou diligências no sentido de localizar os acusados, porém sem êxito.

O outro caso ocorreu no Sitio Araçá, um agricultor e um aposentado foram surpreendidos por um indivíduo não identificado, armado com uma faca, o qual anunciou o roubo, levando das vítimas uma pequena quantia em dinheiro. Ao tentar evitar o roubo, uma das vítimas entrou em luta corporal com o meliante e foi ferido com uma facada na perna. O bandido fugiu.

A guarnição da viatura 6192 foi informada do fato através do linha direta, se deslocou ao local do crime e após obter informações com as vítimas,efetuou diligências no sentido de localizar o acusado, porém sem êxito, enquanto que a 1ª vítima foi socorrida e conduzida pelo SAMU ao hospital.

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Uma mulher morre de forma violenta a cada 3,5 dias no Estado da Paraíba

vitimaDe acordo com dados divulgados pela Secretaria de Segurança e Defesa Social da Paraíba(Seds), uma mulher morre de forma violenta a cada 3,5 dias no Estado. Os dados apontam que houve uma redução de quase 30% neste tipo de morte.

A Paraíba registrou uma redução de 28,77% no número de Crimes Violentos Letais Intencionais (CVLI) contra mulheres nos últimos quatro anos, com 42 casos a menos. Foram 146 casos em 2011 contra 104 em 2014. Ano a ano, destaca-se a queda percentual de 2014 em relação ao ano de 2013, no qual foram registrados 118 homicídios, o que representa uma diminuição de 11,86% no número de assassinatos de mulheres.

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De acordo com os dados do Núcleo de Análise Criminal e Estatística (Nace) da Secretaria de Segurança e Defesa Social, em números absolutos, Campina Grande é a cidade que registrou maior queda nas ocorrências de assassinatos de mulheres. Foram seis no ano passado contra 14 em 2013.

Patos, Cabedelo, Queimadas, Mamanguape, São Bento e Sousa são cidades que apareciam no mapa da violência contra mulheres que não registraram crimes deste tipo no ano passado, segundo a Secretaria de Segurança.

Atualmente A Paraíba conta com nove delegacias especializados de atendimento à mulher nas cidades de João Pessoa, Campina Grande, Bayeux, Santa Rita, Cabedelo, Guarabira, Patos, Cajazeiras e Sousa. Ainda existemdois núcleos: um em Queimadas e outro em Esperança.

A delegada Maísa Félix, coordenadora das Delegacias Especializadas de Atendimento a Mulher no Estado (Deam), revelou que a procura de vítimas às delegacias têm aumentado e argumentou que fenômeno é fruto de conscientização e trabalho em conjunto do poder público. “Campanhas desenvolvidas em conjunto com a Secretaria da Mulher e da Diversidade Humana, e também com o Tribunal de Justiça foram importantes para que as mulheres procurassem a polícia e denunciassem a violência sofrida. O registro nas delegacias aumentou graças à conscientização que se torna cada vez maior e também pela confiança que as vítimas passaram a depositar na polícia. A vítima procura o aparelho estatal, que está pronto para recebê-la e solicitar medidas protetivas e o homem se sente receoso em agredir já que será punido”, disse a delegada.

MaisPB 

Santa Rita é cidade mais violenta para jovens negros no país, diz estudo

imagem da Internet
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Santa Rita, na Grande João Pessoa, foi apontada a cidade mais violenta para jovens negros do Brasil. A versão final do Mapa de Violência 2014 sobre a população entre 15 e 29 anos, publicada na terça-feira (4), apontou que a cidade da Região Metropolitana de João Pessoa tem uma taxa de 384,1 assassinatos de jovens negros para cada 100 mil habitantes. O estudo é referente às mortes registradas no ano de 2012.

Ainda de acordo com o estudo, Cabedelo, na mesma região, também aparece entre as cinco mais violentas para jovens negros com uma taxa de 346,9 mortes para cada 100 mil habitantes. A cidade aparece no estudo como o terceiro município que apresenta maior vulnerabilidade para jovens negros. Em 2012, conforme o Mapa, foram assassinados 85 jovens negros entre 15 e 29 anos, enquanto no mesmo período apenas duas vítimas consideradas brancas foram mortas.

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Completam o ranking das cinco mais violentas as cidades de Ananindeua, no Pará, que fica em segundo lugar com 349,1 mortes por 100 mil habitantes; de Maceió, em Alagoas (327,6 mortes); e Simões Filho, na Bahia (326,7 mortes). No ranking das 10 cidades mais vulneráveis para jovens negros no país, João Pessoa aparece na sétima colocação, com uma taxa de 313 mortes para cada 100 mil habitantes.

As cinco mais violentas para negros entre 15 e 29 anos na Paraíba, além de Santa Rita, Cabedelo e João Pessoa, incluem Patos, no Sertão paraibano, com 270,7 mortes para cada grupo de 100 mil habitantes, e Guarabira, na região do Brejo, com 176 mortes por 100 mil habitantes.

G1 entrou em contato com a Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social (Seds) da Paraíba para repercutir o estudo. Por meio de sua assessoria, a Seds informou que se posicionará o mais breve possível sobre os dados divulgados pelo Mapa da Violência

 

G1

Escola é violenta com aluno, diz Cristovam Buarque

cristovamUm dos grandes defensores da educação como instrumento de transformação do Brasil, o senador Cristovam Buarque considera que o problema da violência na rede pública de ensino do país é gerado principalmente por causa da desvalorização da escola como instituição.

Em entrevista exclusiva à BBC Brasil, Cristovam afirma que a escola no Brasil “está sem moral”. “A escola desvalorizada gera violência, e a violência desmoraliza ainda mais a escola. Os jovens sabem que saindo com o curso ou sem, de tão ruim que são os cursos, não vai fazer diferença, porque o curso não agrega muito na vida dele. Os alunos não veem retorno na escola”, explica.

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Ministro da Educação do governo Lula entre 2003 e 2004, Cristovam Buarque chegou a se candidatar à Presidência em 2006 levantando como principal bandeira a “revolução na educação de base”. Ele acredita que só ela poderia resolver de vez o problema da violência e fazer com que a escola voltasse a ser respeitada no país.

BBC Brasil – Como o senhor define o problema da violência nas escolas do Brasil? Por que ele acontece?

Cristovam Buarque – A sociedade brasileira é uma sociedade muito violenta hoje, então as pessoas se sentem no direito de agir violentamente, às vezes, até não necessariamente com agressão física, mas com palavras.

As escolas estão rodeadas de traficantes, a violência do meio influencia. O outro é o fato de que a escola não é uma instituição valorizada e, ao não ser valorizada, as crianças também entram na mesma onda da não valorização, se sentem no direito de quebrar os vidros, se sentem no direito de levar as coisas pra fora.

Aqui mesmo na UnB (Universidade de Brasília), eu vi a enciclopédia britânica sendo rasgada, porque o aluno em vez de tirar o xérox da folha que ele precisava, arrancou a página e levou. Os próprios professores são tratados como seres sem importância, que ganham salários baixos. Além disso os jovens sabem que saindo com o curso ou sem, de tão ruim que são os cursos, ele sabe que não agrega muito na vida dele. Os alunos não veem retorno da escola.

BBC Brasil – Quais as consequências da violência na escola para a educação no país?

Cristovam Buarque – A escola desvalorizada gera violência, e a violência desmoraliza ainda mais a escola. Os professores hoje estão fugindo, porque o salário é baixo e há muito desrespeito com relação à profissão deles. Quando a gente analisa o concurso para entrar na universidade, o vestibular, os últimos cursos na preferência dos vestibulandos são pedagogia e licenciatura, isso gera um clima de desvalorização.

Pelo Twitter, leitores comentaram a entrevista do senador à BBC Brasil

 

Para entrar em medicina são 50 por vaga, para pedagogia às vezes têm mais vagas que candidatos. Isso gera desvalorização. E aí as pessoas ficam quebrando as coisas, são violentas. Cria um ciclo vicioso. A desvalorização da escola aliada à violência do país induz à violência dentro da escola.

É preciso ter disciplina na escola, mas para o professor ser agente da disciplina, ele tem que ter moral. Só que a escola hoje está sem moral. Uma das coisas básicas da disciplina é o aluno chegar na hora. Como chegar na hora se nem o professor dele chega na hora? Se o professor dele ficou dois meses de greve?

O professor se vai um dia, não vai outro. A ausência do professor no Brasil é tão grande quanto a do aluno. Eles faltam igualmente. Então está faltando moral na escola.

BBC Brasil – Quais seriam as medidas a curto prazo para conter o problema?

Cristovam Buarque – Eu não vejo como resolver isso no curto prazo, só se for atribuindo Valium (calmante) para todo aluno, se colocar Valium na merenda. Brincadeira, mas é que é difícil ver uma solução a curto prazo. Qual o caminho a médio e longo prazo? Valorizar a escola, hoje o salário médio do professor na escola é R$ 2 mil, se você pagar menos do que paga para quem vai ser engenheiro ou médico, os melhores não vêm, eles não vão querer ser professores.

Você tem que ter um salário compensador, eu calculo R$ 9.500. Só que para merecer esse salário, tem que ter um processo muito rígido de seleção do aluno, para ver se a pessoa tem vocação, tem que quebrar a estabilidade plena de que o professor continue no cargo sem se aperfeiçoar, tem que ser uma estabilidade sujeita a avaliações.

Para professor ouvido pelo Facebook da BBC Brasil, salário almejado por Buarque seria inviável

 

Para a escola ser respeitada, o prédio tem que ser respeitado. As pessoas não saem quebrando shopping, porque é um prédio bonito, confortável. As crianças se sentem desconfortáveis na escola, por isso que elas são violentas. A verdade é que a escola é mais violenta com o aluno do que o aluno com ela. Ela obriga o aluno ficar sentado 6, 7 horas numa cadeira desconfortável, num prédio feio e mal cuidado.

Como fazer isso funcionar no Brasil a curto e médio prazo? Ir implantando isso por cidade. Leva 20 anos no país todo, mas precisa de um ou dois anos para fazer em uma cidade. E até lá, como faz? É o que estão fazendo, colocar polícia, bom diretor. A polícia tem que ficar longe da escola, mas no longo prazo. No curto prazo ela é uma necessidade, porque ela diminui a violência da sociedade que está na escola.

Além disso, é preciso identificar os alunos violentos. Um só jovem faz uma violência que desmoraliza a escola inteira. Então identificando os jovens que são agentes da violência você resolve o problema, levando ao psicólogo, tratando esse jovem.

BBC Brasil – O que o senhor acha do modelo de educação nas escolas de hoje?

Cristovam Buarque – Não dá para seduzir uma criança com métodos seculares como quadro negro, tem que ser computador, vídeo. O professor tem que ser capaz de cavalgar a tecnologia da informação, de se comunicar com a criança usando o computador. E finalmente a escola tem que ser 6h ou 7h por dia. O menino se comporta melhor na escola que ele fica o dia inteiro porque ela passa a ser um pouco da casa dele, a escola tem que ser a extensão da casa da criança.

BBC Brasil – Aprovou-se no ano passado a medida de destinar 10% do PIB pra educação. Esse dinheiro é suficiente? Então qual é o problema da educação hoje em dia (se não é dinheiro)?

Cristovam Buarque – O problema é dinheiro, mas não é só dinheiro. Se chover dinheiro no quintal da escola, a primeira chuva vira lama. Se aumentar muito o salário do professor agora, isso não vai mudar nada. Precisa de todas ações juntas, a revolução mesmo da educação. Para pagar os R$ 9 mil (para os professores), para construir as escolas novas, você precisa de 6,5% do PIB (na educação de base, sem contar investimentos nas universidades).

Esse negocio de 10% do PIB foi uma farsa. Por que não colocaram 10% da receita? Porque ao dizer que é do PIB, ninguém sabe de onde vai sair o dinheiro. O PIB não existe, ele é um conceito abstrato de estatística.

Para fazer a revolução a qual eu me refiro, nós precisamos para a educação de base R$ 441 bilhões em 20 anos, por isso que eu digo 6,4% do PIB. Se supõe que pré-sal vai dar R$ 225 bi, ele poderia ser uma fonte desse dinheiro. Eu peguei 15 fontes de onde a gente poderia conseguir esse dinheiro e com elas a gente pode chegar a R$ 750 bi. (Quais fontes?) São várias, não vou citar todas aqui. Mas por exemplo, quem vai querer um imposto sobre as grandes fortunas, reduzir publicidade do governo, eliminar subsídio que se dá para educação privada, porque se a pública vai ser boa, não precisa bancar a privada, ou então voltar a CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira), só que fazer ela ser toda destinada pra educação, pegar 50% do lucro das estatais que vão pro governo, usar rentabilidade de reservas?

Tudo isso dá o dinheiro que a gente precisa. Não precisa dos 10% do PIB. Isso não existe. Eu defendo a federalização das escolas para tornar o ensino público uma referência no Brasil. Hoje, das 196 mil escolas públicas que nós temos, pouco mais de 520 são federais e essas são boas. A seleção do professor é mais cuidadosa, as instalações são melhores o regime de trabalho é melhor. Temos que levar esse padrão para todas as outras.

BBC Brasil: Mas o senhor tinha consciência disso quando entrou no Ministério? O que o senhor fez pra mudar?

Cristovam Buarque: Eu sabia. Essa ideia de implantar escolas boas por cidade, eu comecei. Escolhi 29 cidades e comecei. Eu comecei a fazer isso nas cidades com dinheiro do MEC e não sensibilizei o governo. Para fazer isso leva tempo, quando a gente conseguiu aprovar, eu fui demitido. Mas o governo não tinha interesse em investir em educação de base, como todos os outros, ele só queria investir em universidade. Educação de base não dá voto, você fica na história, mas não fica no governo. Universidade é imediato. Eu recebi 520 parlamentares em um ano que fiquei lá no ministério, desses só um me pediu uma ajuda de investimento para educação de base, um deputado da Bahia, o resto, todos os outros queriam investimento para faculdade, ensino técnico, ou regularizar faculdade particulares..

 

BBC Brasil

Santa Rita é a 2ª cidade do país mais violenta para negros, JP é a 1ª capital

mapa-da-violenciaJoão Pessoa é a capital do país mais violenta para negros. A constatação é do Mapa da Violência 2014, divulgado nesta quarta-feira (2). Foram assassinados na cidade 12 brancos e 358 negros no ano de 2012. A Paraíba ainda tem outras duas cidades, Cabedelo e Santa Rita, entre as 10 do país que representam maior vulnerabilidade para negros. O estudo inclui as categorias preta e parda, conforme as definições do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

 

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A assessoria de comunicação da Secretaria de Estado da Segurança de Defesa Social (Seds), informou que “o governo do estado implantou o programa Paraíba Unida pela Paz, que tem como foco ações policiais voltadas à redução de crimes contra a vida e o patrimônio em território paraibano. Em 2012, pela primeira vez em 10 anos, o estado registrou queda número de assassinatos (8,21%) e esse dado é ratificado pelo Mapa da Violência 2014″.

 

A taxa de negros assassinados na capital paraibana é de 138,1 para cada 100 mil pessoas, enquanto a de brancos é de 14,4 mortos para cada 100 mil, superando Maceió-AL (137,7), Fortaleza-CE (111,2), Vitória-ES (102,3) e Natal-RN (90,4). Santa Rita (155,9), em segundo lugar, e Cabedelo (139,2), em oitavo lugar, estão também inclusos entre as 10 cidades mais violentas para negros, nos municípios com mais de 50 mil habitantes. João Pessoa foi a 10ª colocada neste índice.

 

A taxa de homicídios de jovens negros ocupa o segundo entre as capitais. São 327,6 mortos para cada 100 mil pessoas em Maceió-AL, seguida de João Pessoa-PB (313 mortes), Fortaleza-CE (256), Vitória-ES (238,7) e Porto Alegre-RS (192,2).

 

“Se os índices de homicídio do país nesse período estagnaram ou mudaram pouco, foi devido a essa associação inaceitável e crescente entre homicídios e cor da pele das vítimas, na qual, progressivamente, a violência homicida se concentra na população negra e, de forma muito específica, nos jovens negros”, aponta o Mapa da Violência.

 

A Paraíba também ocupa o lugar de destaque na lista de vitimização de negros. São 65 mortos para cada 100 mil paraibanos, o terceiro estado com maior taxa, superado apenas por Alagoas (92,6) e Espírito Santo (72,6). Em contraposição, o índice de homicídios de brancos é o segundo menor do país. São 5,8 assassinatos para cada 100 mil, de acordo com o estudo – Pernambuco tem a menor taxa, de 5,6 para cada 100 mil.

 

“As capitais reproduzem, em maior ou menor medida, os padrões detectados […] para o Brasil como um todo: queda das taxas brancas e crescimento das taxas negras. Se na evolução decenal dos índices brancos se observam poucas situações realmente extremas, o mesmo não acontece com os homicídios negros, nos quais aparecem situações que podemos considerar muito graves: Bahia e Rio Grande do Norte, cujos índices de vítimas negras mais que triplicam na década. Ou Alagoas, Ceará, Maranhão, Paraíba, Tocantins e Goiás, onde as taxas mais que duplicam”, assinala o estudo.

 

Repressão e prevenção

De acordo com Terlúcia Silva, coordenadora da ONG Bamidelê, os dados vêm sendo observados como uma ausência de políticas públicas voltadas para a prevenção, não somente a repressão à criminalidade. “Acompanho de perto e vemos que não é algo recente. João Pessoa sempre foi uma cidade violenta para negros e o estado também tem outras cidades entre as mais violentas. Temos preocupação, vivemos num país de racismo permanente. Os jovens que morrem negros não têm acesso a cultura, sem escolaridade e sem acesso ao mercado de trabalho. A tendência é embarcar na criminalidade”, afirma.

 

“Esses dados refletem a falta de compromisso dos poderes com as políticas de juventude. Sentimos falta de políticas preventivas, porque as repressivas também matam. É muito fácil ver um dado desse e dizer que a vítima tinha envolvimento com o tráfico, mas o que leva a juventude em massa a se envolver com o tráfico? A culpa não é da droga, é a falta de política contra esse problema, colocando os negros mais vulneráveis”, explica Terlúcia.

 

Investimento em segurança

Segundo a assessoria de comunicação da Seds, para monitorar os números de assassinatos no estado, a secretaria criou em 2011 o Núcleo de Análise Criminal e Estatística (Nace), que contabiliza não só os homicídios, mas outros 17 tipos penais. Quanto aos índices de redução divulgados, informou que “se devem às ações estruturantes realizadas pelo governo, por meio de uma visão da segurança pública como uma política de estado. Além disso, há a integração entre as polícias Civil, Militar e Corpo de Bombeiros; a compatibilização de áreas, que definiu os territórios e a responsabilidade da gestão dos órgãos operativos; e a repressão qualificada com fortalecimento da inteligência policial. Nesse sentido, a Seds e seus órgãos operativos têm trabalhado a fim de coibir principalmente o tráfico de drogas, muitas vezes ligado à morte de pessoas dessa faixa etária”.

 

10 cidades mais violentas para negros
Para cada 100 mil habitantes

Ananindeua PA – 161,5
Santa Rita PB – 155,9
Arapiraca AL – 151,6
Luziânia GO – 147,4
Rio Largo AL – 141,6
Simões Filho BA – 141,1
Itabuna BA – 139,4
Cabedelo PB – 139,2
Porto Seguro BA – 138,7
João Pessoa PB – 138,1

 

4 cidades com maior número de assassinatos Para cada 100 mil habitantes

As cidades paraibanas de Santa Rita,Conde, Mari e Cabedelo são os quatro municípios do estado que aparecem entre as 50 cidades com mais de 10 mil habitantes com maior número de homicídios.

 

Foram usados dados de 2008 a 2012 por 100 mil habitantes.

 

De acordo com os dados divulgados pela Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais Santa Rita ocupa a 16ª posição no ranking, com taxa de 105, 7. O município de Conde aparece na 26ª posição com uma taxa de 94,8. Mari está no 38º lugar com 89,4. Já Cabedelo está na 46ª posição com taxa de 84,7.

 

Quatro cidades da Paraíba também aparecem entre os 50 municípios brasileiros com mais homicídios de jovens nas localidades com mais de 10 mil adolescentes. Santa Rita fica na 4ª posição com taxa de 262,4. Cabedelo vem em 11º lugar com 216,5. João Pessoa aparece em 22º lugar com 177,8 e Patos, no Sertão, aparece em 33º lugar com taxa de 166,5.

 

G1 Paraiba

Jogador morre após dividida violenta com goleiro; veja o lance

Goleiro deu uma voadora no adversário
Goleiro deu uma voadora no adversário

Na última sexta-feira (16), o jogador Akli Fairuz, do Persiraja, clube da Indonésia, morreu em decorrência de lesões intestinais causadas após entrada criminosa do goleiro adversário Agus Rahman, do PSAP Sigli.

Após rebote, Fairuz correu para dividir com Agus Rahman e chutar a bola para o gol. Ele conseguiu, mas acabou sendo atingido pelas travas da chuteira do arqueiro bem na região do abdome.

O pior é que a jogada já estava parada, pois o auxiliar havia marcado impedimento de Fairuz. O lance gerou muita revolta dos atletas do Persiraja, afinal o atacante havia marcado o gol.

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O jogador teve de sair da partida, mas preferiu ficar no banco de reservas e acompanhar a vitória de seus companheiros por 1 a 0. Ao término da partida, sentiu-se mal e foi levado às pressas ao hospital. Lá, foi submetido à uma cirurgia, mas não resistiu às lesões.

Veja o lance

R7

JP é 9ª mais violenta do mundo: Cláudio Lima contesta ‘Fantástico’ e diz; ‘Não houve estudos em outros estados’

claudio-lima-sspO secretário de Estado da Segurança e da Defesa Social, Cláudio Lima, contestou as informações publicadas em uma matéria no “Fantástico” neste domingo (23) afirmando que a capital paraibana é a 9° cidade mais violenta no mundo. “Os dados da pesquisa foram encontrados na internet e estão corretos, pois nós divulgamos a informação para o público, contestamos porque não houve estudos em outros estados, eles não foram a campo”, afirmou Lima em entrevista ao portal paraiba.com.br nesta segunda-feira (24).

De acordo com o secretário de Segurança do Estado outras cidades não publicaram seus dados. “Será que João Pessoa está mais violenta que Rio de Janeiro, do que a Bahia?”, perguntou Lima.

Segundo Lima os dados devem ser checados e comparados com todas as cidades do país, mas muitas capitais não publicaram, apontando que João Pessoa só apareceu no ranking porque divulgou os dados.

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Confira a matéria do ‘Fantástico’:

https://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=fdQ9cBqra14

Wagner Mariano

 

João Pessoa é a 3ª Capital mais violenta do País; taxa de homicídios cresce 186%

A taxa de homicídios na Paraíba entre crianças e adolescentes de até 19 anos aumentou 186,5% em uma década, saltando de 7,5 por 100 mil em 2000 para 21,6 em 2010. Em números absolutos, o crescimento foi de 154,1%, evoluindo de 111 para 282. Na contramão desse crescimento, outros Estados conhecidos pelos altos índices de violência comemoram redução.

Em São Paulo, a baixa no total de homicídios foi de 78%, caindo de 2.991 para 651; no Rio de Janeiro, decréscimo de 37,1%, saindo de 1.277 para 803; e em Pernambuco, de 746 para 594, o que implica que os homicídios diminuíram 20,4%. Os números fazem parte da pesquisa Crianças e Adolescentes do Brasil, um recorte do Mapa da Violência 2012, divulgado ontem. As regiões Norte e Nordeste registram maioria dos assassinatos.

Em termos de crescimento absoluto em relação aos outros Estados, a Paraíba é o 7º do País com maior aumento, atrás apenas da Bahia, cujos números cresceram 477,3%; do Pará, cujo aumento no mesmo período foi de 367,4%; do Rio Grande do Norte, com 345,2%; de Alagoas, com 220,3%; do Maranhão, com 189,1%; e do Ceará, que registrou crescimento de 148,8%. Entre 2000 e 2010, o total de homicídios nesta faixa etária, na Paraíba, foi de 1.663. Considerando a taxa por 100 mil, a maior do Estado em dez anos foi de 21,6, verificada em 2010.Juntos, os 16 Estados do Norte e Nordeste concentraram 51,2% dos 8.686 homicídios de jovens, embora concentrem apenas 35% da população nacional.

Maceió e Vitória seguem no ranking

O Mapa da Violência 2012 aponta João Pessoa como a terceira Capital mais violenta do País com uma taxa de homicídios de 59,4 por 100 mil entre a população com até 19 anos. O aumento no número de homicídios nesta faixa etária foi de 140%, saltando de 55 em 2000 para 132 em 2010. A Capital só perde para Maceió (AL), cuja taxa é de 79,8 e Vitória (ES), com 76,8. Em 2000, João Pessoa ocupava a nona posição neste ranking, com 23,8 homicídios de pessoas com idade até 19 anos. Recife (PE) conseguiu reduzir em 32, 2% em dez anos.

Suicídios triplicaram

A Paraíba teve o maior crescimento no número de suicídio de crianças e adolescentes no País, com 250% entre 2000 e 2010. A evolução neste índice indica que em 2000 foram dois casos e, em 2010, sete, observando-se variações significativas ao longo dos anos, chegando a 17 em 2006; 14 em 2007 e 2008; 13 em 2009.

Considerando a taxa por 100 mil, o Estado também teve o maior percentual de crescimento entre todos os demais, chegando a 294,6%. A maior taxa, de 1,1, foi verificada em 2006. Em João Pessoa não foi registrado nenhum suicídio em 2010 nesta faixa etária. “As regiões Norte, Nordeste e Sudeste apresentam aumentos no seu número de suicídios – bem significativo nas duas primeiras regiões – enquanto no Sul e no Centro-O este os números caem. 17 Estados registraram aumento no número de suicidas. Em alguns casos, como os de Piauí e Paraíba, mais que triplicando os números do ano 2000.

portalcorreio

Campanha Violenta: Carreata termina em briga na cidade de Remígio e caso vai parar na delegacia

A primeira mobilização da campanha política na pequena cidade de Remígio, no Agreste do estado, por pouco não terminou em tragédia na tarde desse domingo (15). O atrito entre as forças partidárias acabou gerando tumulto e agressões no Centro da cidade. O caso foi registrado na delegacia da cidade.

De acordo com as informações fornecidas pela Polícia Militar no município, o tumulto teve início quando as correntes partidárias se encontraram na ocasião que ocorria uma carreata promovida pela candidata Wanessa Regina (PSL) – que inclusive é filha do ex-prefeito da cidade, Paulinho do Alumínio, e é apoiada pelo atual prefeito do município Cláudio Régis.

No atrito, alguns integrantes da oposição relataram que foram agredidos pelos simpatizantes da candidata pelo simples fato de estarem observando o evento na calçada. “Nós estamos olhando a carreata quando eles chegaram já nos agredindo. Normando, que é genro da candidata a vice-prefeita desceu do carro que estava e veio nos agredir. Quando isso aconteceu, nós procuramos logo a polícia para prestar queixa, só que quando o grupo liderado pelo prefeito Cláudio Régis soube que estávamos lá, simplesmente invadiram o local e começou uma confusão generalizada” comentou o jovem Pedro Jaílson que também foi espancado.

Ainda segundo o relato do rapaz, outra pessoa que foi espancada foi o Policial Militar Sizenando Bastista Neto (foto). Ele teve a camisa rasgada e sofreu várias escoriações pelo corpo.

Testemunhas também relatam que foram agredidas pelo próprio prefeito da cidade. Um exemplo é o médico e professor universitário Raimundo Batista. “O prefeito estava descontrolado e estava com visíveis sinais de embriaguez. Ele me agrediu com socos e pontapés. Caí por cima da viatura que estava na frente da delegacia. Na hora do tumulto não só o prefeito Cláudio Regis, como seus assessores também participaram do tumulto” comentou a vítima.

No momento do atrito, apenas dois policiais estavam na Delegacia de Remígio, já que o delegado da cidade estava na vizinha cidade de Frei Martinho, atendendo uma outra ocorrência. Sem conseguir controlar amigavelmente a briga, o agente de investigação identificado apenas como Vernaldo efetuou dois disparos de arma de fogo dentro do prédio.

A confusão generalizada envolveu diretamente pelo menos 20 pessoas.

Por telefone, a assessoria do prefeito Cláudio Régis desmentiu as acusações. De acordo com os simpatizantes, o tumulto teria sido gerado pelo próprio soldado da Polícia Militar, que apesar de está fora de serviço, estaria armado e intimidando os participantes da coligação. “Nós estávamos no nosso dia de manifestação, já que a juíza determinou que cada coligação tem um dia, pra evitar justamente os atritos. Eles que começaram o tumulto. O prefeito não agrediu ninguém. Temos testemunhas. O próprio policial é que estava intimidando as pessoas. Ele deverá responder por isso ” comentou Wofagon Lucena.

O advogado da coligação que tem Wanessa Regina como candidata à prefeitura de Remígio também entrou em contato com a reportagem.

Humberto de Brito voltou a afirmar que toda confusão foi gerada pelo policial Militar que estaria revoltado com o manifesto popular nas ruas da cidade. “Ele não gosta do prefeito e toda eleição promove este tipo de tumulto. Se formos atrás dos arquivos da justiça encontraremos o mesmo soldado envolvido em outros episódios como este. Eu estava na delegacia e presenciei tudo. O prefeito não agrediu e sim foi agredido por este cidadão” comentou.

Ainda segundo o assessor jurídico, um grupo de cerca de dez pessoas – incluindo o prefeito Cláudio Régis – está representando judicialmente o policial pelos crimes de lesão corporal e ameaças. “É lamentável que fatos como este aconteça, mas todas as vítimas estão entrando com representações contra este policial que ao invés de garantir a ordem pública, se aproveita para intimidar as pessoas” frisou.

O caso foi registrado pelo delegado Omar José – de Nova Floresta – que estava no plantão da 7ª Delegacia Regional. Nesta segunda-feira, os envolvidos deverão ser ouvidos pelas autoridades policiais do município.

ExpressoPB
Com Marcio Rangel