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Geração mimada: avô faz churrasco de videogame e neto surta

videogameUm vídeo postado no Facebook vem chamando a atenção por exibir, como todas as cores, a dificuldade que as novas gerações têm em lidar com autoridade, ordem e respeito. Um neto, aparentemente adolescente, joga videogame, enquanto toda a família está reunida para um churrasco. O avô, irritado com a situação, resolve desligar o equipamento, levando o jovem a ter um chilique. O menino então passa a falar palavrões, diz que não quer comer esta m… de churrasco, o que só deixa o senhor mais irritado ainda.

Resultado: o vovô joga o videogame do moleque na churasqueira, que se desespera. O controle vai parar no fundo da piscina, na qual o menino também é atirado.

A cena toda, para qualquer mãe que tem adolescentes em casa, desses que ficam grudados no videogame, é muito familiar. Por mais que se estabeleçam regras para o uso dos equipamentos, basta a ordem para desligar para desencadear um chororô, quando não um rompante de agressividade.

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No vídeo, é claro que a reação do avô é exagerada, mas compreensível. Muitas vezes dá vontade mesmo de jogar o console dos PS3, PS4, pela janela. É uma geração vidrada em games, que além de jogar, de ficar online com os amigos fazendo campeonatos, e agora também gasta horas vendo youtubers…jogando. Ou seja, nem o trabalho de jogar eles têm mais, só assistem a outros fazendo isso. Estaria tudo bem, se eles acatassem sem fazer drama às ordens de parar. Mas nem sempre é assim.

É preciso muito pulso firme e paciência para fazer um adolescente sair da frente do jogo para fazer as refeições, tomar banho ou estudar. Temos, como pais e educadores, um baita desafio diante dessa molecada. E o surto que acomete o neto, no caso do vídeo, também é revelador. Se ele tivesse chance, era capaz de colocar o avô no espeto. Eles não aceitam ordens. Ignoram o “não”. E se isolam do convívio social, que, para eles, é mais verdadeiro quando vivido no skype com os amigos.

Pra mim, o vovô está coberto de razão. Tudo bem que jogou uma grana fora ao botar o videogame na brasa, mas, às vezes, é preciso radicalizar. Tem gente que só entende assim. Como diria minha mãe, não vai por bem, vai por mal. Esse netinho vai pensar duas vezes antes de levantar a voz para um parente.

VEJA O VÍDEO:

Por Deborah Bresser

R7

A ciência do videogame

Matthew Lloyd/Bloomber/Getty Images
Matthew Lloyd/Bloomber/Getty Images

Foi-se o tempo em que os videogames eram vistos como inimigos da escola, um tormento para pais e professores. Hoje são cada vez mais numerosas as obras que abordam as potencialidades dos jogos eletrônicos para ensinar diferentes áreas do conhecimento aos jovens. Entre elas, está o recém-lançado A Ciência dos Videogames: Tudo dominado… pelos elétrons! (Editora Vieira e Lent), de Adriano A. Natale, professor colaborador do Instituto de Física Teórica da Universidade Estadual Paulista (Unesp) e professor visitante da Universidade Federal do ABC (UFABC).

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Dividido em três grandes partes – Videogames e Computadores, O homem e o Videogame e Tudo Dominado (…pelos elétrons!) –, o livro apresenta a história e o funcionamento dos aparelhos queridinhos das novas gerações para tratar de ciência, programação e inovação tecnológica. “Apertar um botão no controle e ver o personagem do jogo saltar um obstáculo ou disparar contra o inimigo é pura física. No livro, explico como os comandos manuais dos jogadores se transmitem à dinâmica dos jogos, como acontece essa interação. Por trás do resultado final do game, existe algo chamado programação e, por trás dela, muita matemática”, explica Natale.

O professor conta que a ideia de escrever o livro surgiu da vontade de fazer seu enteado, que não desgrudava do videogame, se interessar por ciência. “Eu já vinha discutindo com outros pesquisadores meu desejo de escrever um livro sobre física que fosse fácil de ler e que, ao mesmo tempo, envolvesse a garotada. Queria convidar esse jovem que está jogando a conhecer outro jogo divertido, que é o da ciência”, diz.

A leitura da obra mostra que, ao contrário do que imaginamos, entender os princípios que regem os videogames pode ser bastante simples. Segundo o autor, tudo se resume à manipulação de pequenas partículas que integram os átomos, os elétrons. Logo, para compreender o funcionamento dessas máquinas é preciso inteirar-se sobre as correntes elétricas. “Por exemplo, muitas pessoas desconhecem como a imagem do jogo aparece na tela da televisão ou como a eletricidade passa pelos fios. O livro explica esses movimentos dos elétrons de forma bastante simples”, declara o professor.

Além da parte voltada à física, a obra ­também traça um panorama da indústria dos games, destacando a inovação e o dinheiro por ela movimentados. Para Natale, cada vez mais sofisticados, os videogames desempenharão um papel importante na sociedade nas próximas décadas, fato que exige reflexão e investigação. “Há muitas pessoas que criticam os games, que os consideram alienantes. Mas muito mais eficiente do que ignorá-los, é conhecê-los melhor para aproveitar o que eles têm de bom. O videogame não é um bicho de sete cabeças e pode ser muito produtivo”, afirma.

 

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Adolescente mata a mãe e tenta estuprá-la por ser proibido de jogar videogame

  • DUPLAUm menino de 14 anos admitiu à polícia ter matado a própria mãe, e depois tentou estuprá-la, porque ela teria tomado um de seus jogos de videogame devido a suas notas baixas na escola. O caso aconteceu em Clarion, no estado de Iowa, Estados Unidos.

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    Segundo informações do jornal britânico Daily Mail, Noah Crooks ligou para a polícia após ter atirado em sua mãe, Gretchen Crooks, de 37 anos, no último dia 24 de março. Ele estava com 13 anos quando o crime aconteceu. Noah foi acusado de assassinato em primeiro grau com intenção de cometer abuso sexual.

    A gravação registrada pelo telefone da polícia capta a voz do garoto confessando o crime:

    — Não estou brincando. Ela está morta. Estou assustado. Eu matei minha mãe com a minha [arma] calibre 22. Eu não sei por que fiz isso.

    Durante a conversa, que durou cerca de dez minutos, o menino repetiu diversas vezes que havia matado a mãe e tentado violentá-la:
    — Me sinto um louco e eu sei que não sou. Acho que eu tenho algum tipo de ADD (Attention Deficit Disorder, ou Déficit de Atenção em tradução livre). Eu tentei estuprá-la. Eu tentei estuprá-la mas não consegui.

    O atendente da polícia mandou então uma ambulância à casa de Noah. O garoto então revelou que sua mãe havia tomado o jogo de videogame “Call Of Duty” dele por conta de suas notas baixas na escola.
    O corpo de Gretchen foi encontrado com diversas balas debaixo de um sofá, com o pijama desarrumado e sem roupas da cintura para baixo.

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Jogar videogame pode retardar e reverter ‘decadência mental’

velhinhos-jogandoJogar videogame pode prevenir e até retardar a deterioração de funções cerebrais, como memória, raciocínio e processamento visual. É o que indica um estudo publicado nesta quarta-feira no periódico PLoS ONE. De acordo com o levantamento, realizado pela Universidade de Iowa com centenas de voluntários com 50 anos ou mais, pessoas que jogam videogame são capazes de melhorar uma variedade de habilidades cognitivas e reverter até sete anos a decadência mental relacionada com a idade.
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CONHEÇA A PESQUISA

Título original: A Randomized Controlled Trial of Cognitive Training Using a Visual Speed of Processing Intervention in Middle Aged and Older Adults

Onde foi divulgada: periódico PLoS ONE

Quem fez: Fredric D. Wolinsky, Mark W. Vander Weg, M. Bryant Howren, Michael P. Jones e Megan M. Dotson

Instituição: Universidade de Iowa, EUA

Dados de amostragem: 681 pacientes saudáveis com 50 anos ou mais

Resultado: O treinamento de idosos com videogame ajudou a melhorar a capacidade cognitiva, em funções como concentração, agilidade com mudança de tarefas mentais e velocidade em que uma nova informação é processada. A melhora variou de 1,5 ano a quase sete anos em melhor desempenho da atividade cognitiva.

“Sabemos que podemos parar esta decadência e verdadeiramente restaurar a velocidade do processamento cognitivo das pessoas”, diz Fredric Wolinsky, professor de saúde pública da Universidade de Iowa e principal autor do artigo. “Então, se sabemos disso, não deveríamos estar ajudando as pessoas? É bem fácil e o pessoal de mais idade pode aprender a jogar videogame.”

O estudo é o último de uma série de projetos de pesquisa que examina por que as pessoas, à medida que envelhecem, perdem a função executiva no cérebro, necessária para memória, atenção, percepção e resolução de problemas.

Levantamento — Frederic Wolinsky e seus colegas dividiram 681 pacientes saudáveis em quatro grupos. Cada um destes grupos foi, então, dividido novamente em segmentos com pessoas de 50 a 64 anos e aqueles acima dos 65 anos. Um grupo recebeu palavras-cruzadas computadorizadas, enquanto os outros três grupos jogaram um videogame chamado Road Tour, que consiste em identificar um tipo de veículo exibido rapidamente em uma placa veicular.

Solicitou-se aos participantes que identificassem novamente o tipo do veículo e o relacionassem com uma placa de trânsito exibida em uma ordenação circular de possibilidades. O jogador precisa acertar pelo menos três em quatro tentativas para passar de nível, o que acelera a identificação do veículo e adiciona mais distrações. “O jogo começa com uma avaliação para determinar sua atual velocidade de processamento. Seja qual for, o treinamento pode ajudá-lo a ficar uns 70% mais rápido”, diz Wolinsky.

Resultados — Os grupos que jogaram por pelo menos 10 horas (sessões semanais de duas horas), tanto em casa como em um laboratório na universidade, obtiveram, no geral, pelo menos três anos de melhoramento cognitivo quando testados depois de um ano. Um grupo que passou por um treinamento adicional de mais quatro horas com o jogo se saiu ainda melhor, melhorando suas habilidades cognitivas em quatro anos, segundo o estudo. “Não só evitamos o declínio das habilidades cognitivas, como realmente aceleramos essas habilidades”, afirmou Wolinsky.

Os cientistas descobriram ainda que aqueles que jogaram Road Tour tiveram uma pontuação muito melhor, quando comparados ao grupo que fez palavras cruzadas, em funções como concentração, agilidade com mudança de uma tarefa mental para outra e velocidade em que a nova informação é processada.

A melhora variou de 1,5 ano a quase sete anos em ganho no desempenho de determinadas atividades cognitivas — no Symbol Digit Modalities Test, um teste muito usado para detectar a perda cognitiva em adultos e crianças, o ganho foi de 6,6 anos. “Trata-se do fenômeno ‘use ou perca'”, diz Fredric Wolinsky. “O declínio cognitivo relacionado com a idade é real, acontece e começa mais cedo e permanece de forma constante. A boa notícia é que nós podemos fazer algo sobre isto.”

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