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‘As drogas venceram mais uma vida’, diz mãe de mulher assassinada em Campina Grande

Nos corredores do Núcleo de Medicina e Odontologia Legal (Numol) de Campina Grande, a professora aposentada Irene Nunes aguardava a liberação do corpo da filha dela, Poliana Nunes Lourenço, 31 anos. Ela foi encontrada morta na madrugada desta segunda-feira (20), no bairro José Pinheiro, com marcas de oito facadas no corpo.

Segundo a investigação da Polícia Civil, o assassino entrou na casa dela com permissão, pois não havia qualquer sinal de arrombamento, mas ainda não há informações sobre possíveis suspeitos.

Enquanto aguardava o corpo da filha, Irene concedeu entrevista à TV Paraíba, onde contou parte da história que levou Poliana ao consumo de drogas. A mãe acredita que o crime não teve motivação por dívida de tráfico de drogas, mas sim por problemas com relacionamentos que filha tinha enquanto estava pelas ruas consumindo drogas.

No relato da mãe, um desabafo de quem por muitos anos tentou ajudar a filha. “Ela entrou logo cedo, quando tinha 12 anos. Começou andando com companhias ruins. No lugar de ir pra escola, ia pra favela, pra casa dos drogados. Eu fiz de tudo como mãe. Dei amor, cuidei dela. Mas não tive como defender do mundo das drogas”, disse a mãe.

Poliana Nunes Lourenço foi encontrada morta no bairro José Pinheiro, em Campina Grande, com marcas de facadas pelo corpo — Foto: Reprodução/TV Paraíba

Poliana Nunes Lourenço foi encontrada morta no bairro José Pinheiro, em Campina Grande, com marcas de facadas pelo corpo — Foto: Reprodução/TV Paraíba

Poliana foi mãe de três filhos. O mais velho era deficiente e morreu aos 15 anos de idade. Os outros dois filhos eram de 14 e 6 anos. “Desde o momento que começou a usar crack, ela destruiu tudo. Ela começou a vender tudo e a gente chegou a ficar sem roupa pra vestir. Ela tinha um filho especial e vendia até o respirador dele. Outra vez, o pai correu atrás dela porque ela estava com o último ventilador para vender e usar drogas”, contou Irene.

Segundo a mãe, Poliana chegou a ser presa depois que foi flagrada com um namorado suspeito de tráfico de drogas, em João Pessoa. A família mudou para Ingá e também para Campina Grande, na tentativa de evitar novos problemas.

“Ela não se controlava. Coloquei em quatro clínicas, mas ela fugia. Uma vez ela saiu de Caruaru, em Pernambuco, andando e pedindo carona pra conseguir voltar pra favela. Fui buscar ela dentro da favela e levei ela pra casa sem nada, porque ela tinha vendido tudo. É como se a droga fosse um Deus para ela. Quando faz falta e não tem pra usar, eles fazem de tudo”, conta a mãe.

No fim da entrevista, Irene Nunes falou sobre o sentimento com a morte da filha e sobre a luta travada contra as drogas.

“Tá um vazio muito grande. Porque as drogas venceram mais uma vida na terra. Minha filha passou 20 anos tentando sair e me dizia: ‘Eu quero ir pra casa passar um Natal, um Dia das Mães com a senhora, mas eu não consigo’. Ela não passava uma hora sem usar. Toda mãe que tem um filho nas drogas sabe o que estou passando, porque a gente se sente desarmada”, disse.

Investigações da Polícia Civil

De acordo com a delegada de homicídios responsável pelo caso, Nercília Dantas, a Polícia Civil foi acionada ao local pela Polícia Militar, após a mulher ter sido encontrada morta dentro da casa onde morava em Campina Grande.

“Nós fomos chamados até o local pela PM, a vítima aparentemente morava sozinha, ela tinha 31 anos, era natural de João Pessoa e há cerca de um ano estava morando em Campina Grande. Nós contamos com a ajuda da população no sentido de informar e fazer a denúncia do fato”, contou Nercília.

Conforme a delegada, a Polícia Civil ainda tem poucas informações tanto sobre o que aconteceu, quanto sobre a vítima. “O que nós soubemos é que a neta da proprietária da casa escutou um som alto e foi até a casa pedir pra baixar, o local estava com a porta aberta e, quando ela entrou, encontrou a mulher morta a facadas”.

Segundo a perícia, a vítima foi morta com cerca de oito facadas no pescoço e na cabeça. “No local não havia sinais de arrombamento, então provavelmente quem entrou lá foi com a permissão dela ou a conhecia, porque não havia sinais de arrombamento na casa e nós aguardamos mais informações para poder continuar as investigações”, frisou Nercília Dantas.

No local onde a mulher morava a polícia apreendeu vários livros. A delegada explicou que, até o momento, não se sabe qual profissão a vítima exercia, mas que ela tinha hábito de escrever. “Todo esse material foi levado para ser analisado pela polícia, pra gente ver se tem alguma pista, se houve algum atrito, algum problema passional”.

Sobre quem teria cometido o crime, a delegada disse que ainda é cedo para apontar algum suspeito, mas pode ser um crime cometido por alguém que se relacionava com a vítima. “A cena do crime é o que a gente chama de ‘cena suja’, com bastante sangue, mas não há como concluir nada nesse momento, as investigações estão apenas começando”, concluiu.

G1

 

Tratamento de câncer afeta a vida sexual de homens e mulheres, mas é possível manter qualidade de vida

O tratamento de combate ao câncer vai afetar a minha vida sexual? Essa é uma das dúvidas de pessoas que recebem o diagnóstico da doença. A resposta? provavelmente sim, mas não necessariamente de maneira irreversível, afirma a oncologista Michelle Samoa, do grupo Oncoclínicas. Nesse momento, muito além do físico, é natural que a parte psicológica afete o paciente de forma mais severa, já que ainda há um estigma em relação ao diagnóstico do câncer.

“Muita gente acredita que está recebendo uma sentença de morte, o que não é necessariamente verdade. Mas é natural que, confrontado com esse tipo de notícia, o interesse na vida sexual diminua. E, durante o tratamento, é comum que homens e mulheres também apresentem perda do interesse por conta de alterações fisiológicas”, comenta a especialista.

Cada tipo de tumor demanda um tratamento e, dependendo de qual for feito, a alteração na vida sexual do paciente será diferente. De acordo com estudo divulgado pela National Center for Biotechnology Information (NCBI), 50% a 64% das mulheres com câncer de mama, por exemplo, apresentam dificuldade de excitação, desejo e lubrificação. Já nos casos de câncer cervical, após dois anos de radioterapia, 85% das mulheres se queixam de pouco ou nenhum interesse sexual devido à dor, que pode ser explicada “pelas alterações ocorridas pela falta de lubrificação vagina e pela formação de tecido cicatricial após a radioterapia, que pode tornar a vagina mais estreita (estenose vaginal), ou seja, menos capaz de esticar, o que pode tornar o sexo vaginal doloroso.”, afirma Michelle.

“É comum também que durante a quimioterapia a mulher tenha os mesmos sintomas de uma menopausa precoce, como ressecamento vaginal e interrupção do ciclo menstrual, mas isso não significa que será permanente e não determina o fim da vida sexual da mulher”, explica.

Efeitos também entre homens

Nos homens, a disfunção erétil acomete 75% dos pacientes tratados de câncer colorretal. Em casos de câncer de próstata, 60 a 90% referiam disfunção erétil. “Amputações, desequilíbrio hormonal, incontinência urinária ou fecal, alteração de peso e efeitos adversos do tratamento como náuseas, vômitos, diarreia e fadiga, associados ao tratamento, também podem levar a uma autoimagem negativa e este desconforto inibir a intimidade”.

Diante todos esses fatores, é importante, ressalta a médica, que os pacientes busquem ajuda médica e psicológica para recuperar, ou amenizar, os efeitos do tratamento do câncer em sua vida sexual, buscando uma melhor qualidade de vida.

“O diálogo entre o casal para ressignificar e adaptar sua vida, levando em conta o toque, o olhar, o cheiro, os beijos, as carícias são também importantes ferramentas para explorar o corpo e ter prazer”, finaliza.

Sobre o CPO

Fundado há mais de três décadas pelos oncologistas clínicos Sergio Simon e Rene Gansl, o Centro Paulista de Oncologia CPO – Grupo Oncoclínicas, oferece cuidado integral e individualizado ao paciente oncológico. Com um corpo clínico com mais de 50 oncologistas e hematologistas e uma capacitada equipe multiprofissional com psicólogos, nutricionistas, farmacêuticos, enfermeiros e reflexologistas. Oferece consultas médicas oncológicas e hematológicas, aplicação ambulatorial de quimioterápicos, imunobiológicos e medicamentos de suporte, assistência multidisciplinar ambulatorial, além de um serviço de apoio telefônico aos pacientes 24 horas por dia e acompanhamento médico durante internações hospitalares.

O CPO possui a acreditação em nível III pela Organização Nacional de Acreditação (ONA) e a Acreditação Canadense Diamante (Accreditation Canada), do Canadian Council on Health Services Accreditation, o que confere ao serviço os certificados de “excelência em gestão e assistência” e qualifica a instituição no exercício das melhores práticas da medicina de acordo com os padrões internacionais de avaliação. A instituição possui uma parceria internacional com o Dana Farber Institute / Harvard Cancer Center, que garante a possibilidade de intercâmbio de informações entre os especialistas brasileiros e americanos, bem como discussão de casos clínicos. Além disso, ainda, proporciona a educação médica continuada do corpo clínico do CPO, com aulas, intercâmbios e eventos com novidades em estudos e avanços no tratamento da doença. Atualmente o CPO possui duas unidades de atendimento em São Paulo, nos bairros de Higienópolis e Vila Olímpia.

Sobre o Grupo Oncoclínicas

Fundado em 2010, é o maior grupo especializado no tratamento do câncer na América Latina. Possui atuação em oncologia, radioterapia e hematologia em 11 estados brasileiros. Atualmente, conta com mais de 60 unidades entre clínicas e parcerias hospitalares, que oferecem tratamento individualizado, baseado em atualização científica, e com foco na segurança e o conforto do paciente.

Seu corpo clínico é composto por mais de 450 médicos, além das equipes multidisciplinares de apoio, que são responsáveis pelo cuidado integral dos pacientes.

O Grupo Oncoclínicas conta ainda com parceira exclusiva no Brasil com o Dana-Farber Cancer Institute, um dos mais renomados centros de pesquisa e tratamento do câncer no mundo, afiliado a Harvard Medical School, em Boston, EUA.

Para obter mais informações, visite www.grupooncoclinicas.com.

 

 

Marido mata mulher a facadas e depois tira a própria vida na PB

Uma mulher de 51 anos foi morta pelo marido com golpes de faca na madrugada desta quarta-feira (28) em São João do Cariri, na Paraíba. Segundo informações da Polícia Militar foi um caso de crime passional. O marido se matou em seguida.

Os colegas de trabalho da vítima estranharam o atraso e chamaram a polícia. Ao chegar no local a vítima foi identificada como Maria José de Farias Brito e Meira funcionário do fórum local, foi encontrada morta dentro da sua residência com cortes no pescoço e sinais de luta corporal.

Ainda de acordo com a Polícia o marido da vítima Edvaldo Meira de Andrade, 56 anos, teria sido o responsável pelo crime se matou em seguida. Ele também foi encontrado morto com ferimentos de faca nos pulsos e sinais de enforcamento.

Amigos da vítima informaram que o casal estava em processo de divórcio. O Instituto de Polícia Científica (IPC) estava fazendo pericia no local. Os corpos devem ser levado para o IML de Campina Grande.

G1

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Beneficiários do INSS têm até fevereiro para comprovar vida

Aposentados e pensionistas que ainda não comprovaram ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) que estão vivos têm até o próximo dia 28 para fazer o procedimento no banco em que recebem seus benefícios. Quem não fizer a comprovação de vida no tempo previsto poderá ter seu pagamento bloqueado.

Até o último dia 8, mais de 3 milhões de beneficiários ainda não comprovaram o procedimento obrigatório. Segundo o INSS,  mais de 34 milhões de beneficiários têm que procurar o banco em que recebem o benefício e apresentar um documento de identidade com foto (RG, carteira de trabalho, carteira nacional de habilitação etc). Algumas instituições financeiras estão utilizando a tecnologia de biometria para realizar o procedimento nos terminais de autoatendimento.

Quem não puder comparecer à agência bancária por motivo de doença ou dificuldade de locomoção pode eleger um procurador que deverá ser cadastrado junto ao INSS. O procurador deverá ir a uma agência da Previdência Social munido do documento assinado pelo beneficiário e de um atestado médico, emitido nos últimos 30 dias, que comprove a impossibilidade de locomoção do beneficiário ou doença contagiosa, além dos documentos de identificação do procurador e do beneficiário. Um modelo da procuração está disponível na página do INSS.

Os beneficiários que vivem no exterior também podem realizar a comprovação de vida por meio de um procurador cadastrado no INSS ou por meio de documento de prova de vida emitido por consulado, bem como pelo Formulário Específico de Atestado de Vida para o INSS, que está disponível nos sites da Repartição Consular Brasileira ou do instituto.

Inicialmente, o prazo para que aposentados e pensionistas fizessem a prova de vida terminaria em 31 de dezembro de 2017, mas devido ao grande número de beneficiários que perderia o prazo, o período foi estendido até 28 de fevereiro de 2018.

Agência Brasil

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‘Minha casa Minha Vida’ é retomado e terá 2,6 mil novas unidades no país, diz ministro

As obras para a construção de 2.600 unidades habitacionais da Faixa 1 do Programa Minha Casa Minha Vida serão retomadas em todo o Brasil. O anúncio foi feito nessa sexta (26), em Recife (PE), pelo ministro das Cidades, Bruno Araújo. Serão aplicados mais de R$ 200 milhões em recursos.

Durante a abertura do Feirão da Caixa, o ministro  também autorizou o reinício das obras de 576 unidades habitacionais dos Residenciais Dona Lindu I e II na Granja Luciana, no município de São Lourenço da Mata, na Região Metropolitana do Recife. Com investimento de R$ 36 milhões, mais de duas mil pessoas devem ser beneficiadas com os residenciais.

“Eram 60 mil unidades paralisadas em todo o Brasil. Já retomamos mais de 33 mil e, semana que vem, vamos anunciar, em Pernambuco, novos empreendimentos da Faixa 1 do Minha Casa Minha Vida para o estado”, destacou o ministro.

Ao longo da próxima semana, ministro das Cidades, Bruno Araújo. antecipou que deverá ser retomada a construção de mais 20 mil unidades habitacionais distribuídas em vários estados do país.

Correio da Paraíba com agências

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Obesidade diminui expectativa de vida em até 10 anos

Os riscos causados pela obesidade são preocupantes: estar levemente acima do peso já pode diminuir cerca de um ano da expectativa de vida. Já em pessoas “moderadamente” obesas, há a diminuição de cerca de três anos de vida, com base no IMC – Índice de Massa Corporal.

Na última quinta-feira (14), a revista médica “The Lancet” publicou uma pesquisa alarmante, mostrando que em casos de obesidade severa a expectativa de vida cai em até 10 anos. Dessa forma, o aumento do peso pode resultar no risco de morte antes dos 70 anos.

Os pesquisadores utilizaram o maior conjunto de dados sobre obesidade e mortalidade já realizado, tendo mais de 10,6 milhões de participantes de 239 estudos realizados entre 1970 e 2015, em 32 países na América do Norte, Europa, Austrália, Nova Zelândia e no leste e no sul da Ásia.

A pesquisa descartou fumantes e ex-fumantes, portadores de doenças crônicas e pessoas que morreram nos primeiros cinco anos do projeto.

A amostra foi dividida em categorias, de acordo com seu IMC – Índice de Massa Corporal, e verificou os números e as causas de morte de cada grupo. Se todos com sobrepeso e obesidade tivessem níveis normais de IMC, seria evitada uma em cada cinco mortes prematuras na América do Norte, uma em cada seis na Austrália e na Nova Zelândia, uma em cada sete na Europa e uma em cada 20 no leste da Ásia.

O estudo constatou que o risco de morte antes dos 70 anos aumentou de 19% em homens com peso normal para 29,5% em homens moderadamente obesos. Entre as mulheres, esse risco aumentou de 11% para 14,6%.

O padrão da Organização Mundial de Saúde (OMS), um IMC de 18,5 a 24,9 é considerado normal, 25 a 29,9 excesso de peso, 30 a 34,9 obesidade moderada, 35 a 39,9 obesidade severa, e acima de 40 obesidade mórbida. Em 2014, mais de 1,9 milhão de adultos em todo o mundo estavam acima do peso, sendo que mais de 600 milhões eram obesos.

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‘Minha Casa, Minha Vida’ terá 170 mil unidades para famílias com renda de até R$ 1,8 mil

minha-casa-minha-vidaO Ministério das Cidades divulgou que as novas contratações de 2017 para a Faixa 1 do Programa Minha Casa Minha Vida (PMCMV) terão início no próximo mês. Estão previstas 170 mil novas unidades habitacionais, que vão atender famílias com renda até R$ 1.800.

Para a modalidade “Entidades”, da Faixa 1 do PMCMV, o governo federal reservou 35 mil unidades habitacionais neste ano – quase o dobro da maior contratação já feita na história do programa, 18.737 unidades, em 2014.

O Ministério das Cidades destaca que um maior número de famílias será atingido por causa da ampliação da faixa de atendimento do FGTS dentro do programa. Nas operações para famílias de baixa renda, com recursos do OGU, exclusivamente, não houve nenhuma modificação. Estão mantidos todos os parâmetros definidos em dezembro de 2015, conforme estabelecido pelo Plano Plurianual 2016-19.

portalcorreio

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Fumar cigarro custa US$ 2,3 milhões ao longo da vida, diz estudo

cigarroQuanto custa fumar a vida inteira? De acordo com uma pesquisa americana, US$ 2,3 milhões (R$ 7,17 mi), dependendo de onde o fumante mora. A análise foi realizada pelo site de finanças pessoais WalletHub. E a conta não se baseia apenas no preço do maço de cigarros – a parte mais interessante do estudo são os custos não tão óbvios de manter o hábito.

A pesquisa levou em conta os custos nos 50 estados americanos – então as figuras não se aplicam, diretamente, a qualquer lugar do mundo. Em Nova York, por exemplo, o cigarro é o mais caro do país, assim como os custos de saúde. Foi lá que o WalletHub encontrou o gasto de US$ 2,3 milhões durante uma vida de tabagismo. Já no Kentucky, onde tudo é mais barato, esse custo caiu para US$ 1,1 milhão.

Cigarro
Mas como eles chegaram a esse número? Primeiro, criaram um “perfil do fumante médio”, uma pessoa que começou a fumar com 18 anos e fuma um maço por dia. Um fumante vive, em média, até os 69 anos. Aí, o cálculo dos gastos básicos foi simples: multiplicar o custo de 1 maço pelo número de dias em 51 anos.
Saúde
Eles também buscaram os números estaduais dos custos com saúde devido ao tabagismo. Dividiram essa figura pelo número total de fumantes por estado e, de novo, multiplicaram por 51 anos.
Salário
Fumantes ganham menos que seus colegas não fumantes, na média estadounidense. Pesquisas como a do Banco Federal de Atlanta colocam esse prejuízo em uma taxa de até 20% – mas só 8% da diminuição do salário teria ligação direta com o cigarro. Por isso, a Wallethub tirou 8% da renda familiar média dos EUA e adicionou esse número ao prejuízo causado pelo cigarro.
Custo de oportunidade
Até aí, o preço de fumar a vida toda só chegava a US$ 676 mil, mesmo em Nova York, o estado mais caro. Mas aí o Wallethub resolveu calcular quanto dinheiro os tabagistas poderiam ter ganhado se tivessem gastado o dinheiro dedicado ao cigarro investindo na bolsa.

Pegaram a média histórica das taxas de retorno das 500 maiores empresas listadas pela consultora financeira S&P. Depois, descontaram a inflação do período. Resultado: a maior parte do prejuízo financeiro do cigarro não é o dinheiro ativamente gasto com ele, mas a perda da oportunidade de ganhar bem mais dinheiro com outras coisas.

Pensar que todo mundo seria milionário se tivesse parado de fumar na juventude não é o argumento mais sólido do mundo. É como a piada em que o fumante que é acusado de ter gasto o equivalente a uma Ferrari em cigarros – por um não fumante que também não tem Ferrari nenhuma. Não dá para ignorar o impacto que os prazeres imediatos têm na vida das pessoas. Por causa disso é que o site FastCoExist recomendou: não se preocupe demais com a bolsa. Se mude para o Kentucky.

180 Graus

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Cresce expectativa de vida do brasileiro

idososA expectativa de vida do brasileiro nascido em 2015 é de 75,5 anos, segundo dados divulgados hoje (1º) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O dado foi publicado na edição desta quinta-feira do Diário Oficial da União. A expectativa de vida para brasileiros nascidos em 2014, divulgada no ano passado, era de 75,2 anos.

Os detalhes da pesquisa Tábuas Completas de Mortalidade para o Brasil, inclusive a diferença de expectativa de vida entre os sexos, serão divulgados às 10h pelo IBGE.

As informações são usadas como parâmetro para o fator previdenciário no cálculo das aposentadorias do Regime Geral de Previdência Social.

Agência Brasil

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Reforma da Previdência terá de lidar com disparidade de expectativa de vida

saude_idosoA reforma da Previdência é uma das principais apostas do governo federal para tentar equilibrar as contas públicas. Uma das propostas prevista na reforma é estabelecer a idade mínima de 65 anos para homens e mulheres se aposentarem. Atualmente, o trabalhador pode pedir a aposentadoria com 30 anos de contribuição, no caso das mulheres, e 35 anos no dos homens. Para receber o benefício integral, é preciso atingir a fórmula 85 (mulheres) e 95 (homens), que é a soma da idade e o tempo de contribuição.

E um dos obstáculos da reforma do sistema previdenciário será lidar com a disparidade entre as expectativas de vida no país.

Se analisarmos por estado, existe uma diferença de 8,4 anos, conforme dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), entre a maior expectativa de vida, registrada em Santa Catarina, e a menor, no Maranhão.

Enquanto a esperança de vida dos catarinenses é 79 anos, para os maranhenses é 70,6 anos. A discrepância é o retrato das diferenças entre as regiões do país.

Na Região Sul, a expectativa de vida está em 77,8 anos, a maior do Brasil, no Nordeste, onde fica o Maranhão, é 73 anos, a segunda mais baixa do país.

A Região Nordeste fica atrás somente do Norte, onde o tempo médio de vida dos brasileiros é 72,2 anos. Rondônia, Roraima e Amazonas puxam o indicador para baixo, com esperanças de vida respectivamente de 71,3 anos, 71,5 anos e 71,9 anos. No Nordeste, apesar de o Maranhão ter a menor expectativa do Brasil, estados como Paraíba (73,2 anos), Bahia (73,5 anos) e Ceará e Pernambuco (73,9 anos) ajudam a melhorar o índice.

Municípios

A situação torna-se ainda mais desigual quando é avaliada a expectativa de vida por municípios. Se a idade mínima de 65 anos passasse a valer hoje, em 19 municípios do país, cuja esperança de vida é, em média, de 65 anos, os trabalhadores não iam se aposentar antes de morrer. Em outros 63 municípios, cuja expectativa de vida é, em média, 66 anos, as pessoas usufruiriam da aposentadoria por apenas cerca de um ano.

Os dados constam do Atlas do Desenvolvimento Humano do Brasil, elaborado em 2010 e divulgado pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) em 2013. O atlas é elaborado a cada dez anos, e, atualmente, é a estatística mais recente e completa disponível.

Entre as 19 cidades com esperança de vida de aproximadamente 65 anos, cinco se localizam na Paraíba, três em Alagoas, sete em Pernambuco e quatro no Maranhão, todas no Nordeste do país. Na outra ponta da tabela, com expectativa de vida ao redor de 78 anos, estão 20 municípios de Santa Catarina.

Transição demográfica

O pesquisador Fernando Albuquerque, gerente de estudos populacionais do IBGE, explica que a disparidade do Norte e Nordeste em relação ao Sul e Sudeste do país remonta à transição demográfica do campo para as cidades. Segundo ele, após a Segunda Guerra Mundial, houve melhora das condições de vida dos brasileiros e o início da migração para as grandes cidades.

Os fluxos migratórios tiveram auge na década de 1970 e a urbanização, aliada a políticas de saneamento básico, levou à queda da mortalidade. “As primeiras regiões, as mais beneficiadas, foram o Centro-Sul. Em 1980, a expectativa de vida de um brasileiro era, em média, 62,5 anos. Se ele vivesse na Região Nordeste, caía para 58,2 anos. Na Região Sul, era 66,1 anos”, informa.

De acordo com Albuquerque, a tendência é que a desigualdade entre as regiões diminua progressivamente, como já vem ocorrendo. “Em 1980, a diferença [entre as expectativas de vida] era 7,9 anos entre o Nordeste e o Sul. E agora, o diferencial entre Norte e Sul, entre a maior e menor esperança de vida, dá 5,6 anos. Então você vê que já houve uma redução”, avalia.

A pesquisadora Andréa Bolzon, coordenadora do Atlas de Desenvolvimento Humano no Brasil, corrobora que a esperança de vida ao nascer está em um contexto de melhora no país. “Mesmo no município de Cacimbas [pior expectativa de vida do Brasil], em 2010, a expectativa era de 65 anos, mas em 1991 era de 51 anos”, cita.

Muitos ‘brasis’

Andréa Bolzon ressalta, no entanto, que o ritmo dos avanços não tem sido o adequado para garantir isonomia. “As pessoas estão vivendo mais. Mas, nesse contexto de viver mais, tem muitas faixas. Algumas pessoas saem de 60 para 80 anos e outras de 50 para 60 em um período de 20 anos”.

A pesquisadora lembra que, até mesmo dentro da mesma área urbana, há condições sociais, taxas de mortalidade e expectativas de vida diversas. “É fato que, quando você pensa no Brasil, são muitos brasis. Tem que se pensar em uma reforma da Previdência com um olhar direcionado para as populações mais vulneráveis, populações que estão em situação de extrema pobreza”, afirma.

Apesar de defender políticas públicas que respeitem a diversidade entre as regiões, o pesquisador Fernando Albuquerque admite que seria um processo complexo adaptar a reforma da Previdência às diferenças culturais, sociais e econômicas das diversas localidades do Brasil.

“A mortalidade tem diferencial por sexo, situação socioeconômica, área rural ou urbana, nível de estudo da pessoa. É uma infinidade de tábuas [gráficos] que teria que fazer para contemplar todos esses grupos específicos. É por isso que se usa a média Brasil”, destaca. Atualmente, segundo o IBGE, a expectativa de vida média do brasileiro é 75,7 anos.

Para o governo, o dado mais adequado a ser levado na hora de se pensar a reforma da Previdência é a sobrevida quando aproxima-se da idade da aposentadoria. Com isso, a disparidade entre a expectativa de vida nas diversas localidades do país deixa de ser importante.

Informações da Agência Brasil.

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