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Prefeito e vice prefeito de Teixeira têm mandatos cassados pela segunda vez

Edmilson Alves tem mandato cassado pela segunda vez (Foto: Reprodução)

O prefeito de Teixeira, Edmilson Alves dos Reis, conhecido como Nego de Guri (MDB), e seu vice, Amarildo Meira de Vasconcelos (PSB), tiveram os mandatos cassados mais uma vez pelo juiz Carlos Gustavo Guimarães, da 30ª Zona Eleitoral, por suposta prática de compra de votos, por meio da distribuição de sacos de cimento a eleitores.

Nego de Guri e Amarildo já tinham sido cassados no final de janeiro, também pela prática de abuso de poder econômico e político durante as eleições municipais de 2016. A Ação de Investigação Judicial Eleitoral (Aije) foi protocolada pela coligação adversária, que teve Wenceslau Souza Marques (PDT), como candidato a prefeito.

Assim como na primeira decisão, o juiz Gustavo Guimarães, ao julgar procedente a Aije determinou além da cassação dos diplomas dos eleitos, a decretação da inelegibilidade por oito e aplicação de multa, a realização de novas eleições no município, após o trânsito em julgado dos recursos.

A exemplo do que ocorreu na primeira condenação, os advogados que atuam do prefeito e do vice, vão recorrer da decisão no Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba.

Na primeira Aije, cuja sentença do magistrado foi publicada em 31 de janeiro, o prefeito e o vice tiveram os mandatos cassados acusados de várias irregularidades na época da campanha eleitoral de 2016, dentre eles a distribuição de material de construção e de sacos de cimento; contratação ilegal de servidores públicos às vésperas das eleições; construção de açudes com máquinas do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) em fazendas de eleitores.

Tanto na primeira, quanto nesta segunda, que foi disponibilizada na tarde de ontem, os gestores não serão afastados de imediato, devido a necessidade do esgotamento das instâncias recursais, ou seja, só haverá a decretação da vacância dos cargos e a convocação de novas eleições, após o trânsito e julgado das ações. O candidato Wenceslau Marques, candidato adversário e autor das ações, perdeu as eleições por 200 votos.

ClickPB

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Agência dos Correios é assaltada pela sétima vez no Curimataú da Paraíba

policiaDois homens em uma moto assaltaram a agência dos Correios da cidade de Damião, no Curimataú paraibano, na sexta-feira (24). Os criminosos levaram todo o dinheiro que havia no caixa do estabelecimento. Esta é a sétima vez que a agência é alvo de bandidos. Nenhum suspeito ainda foi encontrado.

Segundo a Polícia Civil, a dupla chegou ao local em uma Honda Bros, rendeu o vigilante e foi direito ao caixa da agência, de onde levou o dinheiro. Havia pouco mais de 20 pessoas dentro do estabelecimento na hora do crime. Os suspeitos pediram para que todos ficassem de costas e com as mãos na parede.

Ainda conforme informações da polícia, a agência dos Correios de Damião já tinha sido alvo de criminosos outras seis vezes. Em duas, inclusive, o prédio do estabelecimento chegou a ser explodido.

Após a ação criminosa, os dois homens fugiram em direção à cidade de Casserengue. O caso foi repassado para a Polícia Federal. Até as 10h deste sábado (25), nenhum suspeito havia sido preso. Aiinda não se sabe a quantia que foi levada do caixa da agência.

G1

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Pela primeira vez em uma eleição, eleitorado feminino será maior que o masculino em todos os estados

Brasilia, BRAZIL:  A woman votes during Brazilian presidential elections' second round in Brasilia, 29 October 2006. Brazilians headed to the polls Sunday in a run-off that looked likely to give a second term to Luiz Inacio Lula da Silva, a self-styled defender of the downtrodden. Voter intention surveys ahead of the voting credited Lula with 61 percent support and a lead of 22 points over centrist former Sao Paulo governor Geraldo Alckmin.      AFP PHOTO/ Evaristo SA  (Photo credit should read EVARISTO SA/AFP/Getty Images)

Desde o pleito de 2000, o número de mulheres eleitoras ultrapassa o de homens. Mas, nas Eleições Municipais de 2016, pela primeira vez, o eleitorado feminino será maior que o masculino nos 26 estados onde haverá votação no dia 2 de outubro (não haverá eleição no Distrito Federal e nem em Fernando de Noronha).

O Brasil possui atualmente mais de 144 milhões de votantes, sendo 75.226.056 mulheres cadastradas na Justiça Eleitoral – 6,4 milhões a mais que homens. Rio de Janeiro, com 53,48%, Pernambuco, com 53,42%, e Alagoas, com 53,22%, são os estados que possuem mais eleitoras nas Eleições 2016. Já Tocantins (50,03%), Mato Grosso (50,24%) e Pará (50,24%) são as unidades da Federação onde a diferença entre mulheres e homens é menor. No Rio Grande do Norte, estado pioneiro no reconhecimento do voto feminino, 52,55% dos eleitores são mulheres.

Os números sobre o eleitorado feminino, a cada eleição maiores, mostram uma evolução na participação das mulheres como cidadãs. Em 2008, havia uma maioria feminina no universo de 130 milhões de eleitores. De total, 51,7% eram mulheres. No pleito de 2010, elas somaram 51,82% dos 135 milhões de eleitores. Já nas eleições de 2012, as mulheres representaram 51,9% dos 140 milhões de eleitores. Em contrapartida, apenas 31% dos candidatos das Eleições 2016 são mulheres.

O voto da mulher

Em 3 de maio de 1933, na eleição para a Assembleia Nacional Constituinte, a mulher brasileira, pela primeira vez, em âmbito nacional, votou e foi votada. A luta por esta conquista durou mais de 100 anos, pois o marco inicial das discussões parlamentares em torno do tema começou em meados do Século XIX.

A Constituição de 1824 não trazia qualquer impedimento ao exercício dos direitos políticos por mulheres, mas, por outro lado, também não era explícita quanto à possibilidade desse exercício, que foi introduzido no ano anterior, com a aprovação do Código Eleitoral de 1932.

O artigo 2º deste Código continha a seguinte redação: “É eleitor o cidadão maior de 21 anos, sem distinção de sexo, alistado na forma deste Código”. A aprovação do Código de 1932, no entanto, aconteceu por meio do Decreto nº 21.076, durante o Governo Provisório de Getúlio Vargas.

Mas, somente dois anos depois, em 1934, por meio da segunda Constituição da República, esses direitos políticos conferidos às mulheres foram incluídos em bases constitucionais. No entanto, a nova Constituição restringiu a votação feminina às mulheres que exerciam função pública remunerada.

Já a Constituição de 1946, finalmente, nem se preocupou em especificar os brasileiros de um e outro sexo afirmando no Art. 131: “São eleitores os brasileiros maiores de 18 anos que se alistarem na forma da lei”. Apesar de a Constituição não fazer distinção, essa diferença só foi superada, definitivamente, com o Código Eleitoral atual, de 1965.

Primeira eleitora

Em 1927, o Rio Grande do Norte colocou em vigor lei eleitoral que determinava, em seu artigo 17, que no estado poderiam “votar e ser votados, sem distinção de sexos”, todos os cidadãos que reunissem as condições exigidas pela lei. Assim, o estado ingressou na História do Brasil como pioneiro no reconhecimento do voto feminino.

A professora potiguar Celina Guimarães Viana é considerada a primeira eleitora do país. Desde que ela conseguiu seu registro para votar, em 1928, a participação feminina no processo eleitoral brasileiro se consolidou.

Acesse aqui as estatísticas do eleitorado de 2016.

TSE

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Preso por roubo escreve carta pedindo impeachment de Dilma pela segunda vez; leia

Foto: Agência PT
Foto: Agência PT

Partiu da cela 12 da Penitenciária de São Vicente 1, no município de mesmo nome em São Paulo, o segundo mais recente pedido de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff. Na Câmara desde o último dia 14, o requerimento escrito à mão é assinado pelo presidiário João Pedro Boria Caiado de Castro, 38 anos, condenado a seis anos e 11 meses de detenção por roubo. A petição é um das dez que ainda aguardam decisão do presidente da Casa, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), a quem cabe dar andamento ou arquivar matérias desse tipo. Este é o segundo pedido de impeachment contra a presidente apresentado pelo presidiário (clique para ler o novo texto).

O primeiro, como o Congresso em Focorevelou com exclusividade em novembro de 2014, foi feito quando João Pedro ainda estava na Penitenciária Compacta de Potim II, no Bairro das Correias, em São Paulo. Na ocasião, ele se queixava de violação de direitos individuais em decorrência das más condições do sistema prisional, e culpava Dilma e o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB-SP), pela situação. O caso foi arquivado. Agora, o detento acusa a petista de ter utilizado dinheiro desviado da Petrobras para se reeleger.

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A demanda do detento foi enviada pelos Correios à Central do Cidadão do Supremo Tribunal Federal (STF), que repassou o pedido à Câmara. Na “ementa” de seu pedido, João Pedro atribui a Dilma “autoria por negligência e culpa em sentido estrito, reeleição com verba oriunda da Operação Lava Jato; atos de reeleição são inerentes ao segundo mandato – atividade em detrimento do patrimônio nacional”.

Sujeito a arquivamento

Como foi escrito à mão, o pedido de impeachment fica sujeito ao arquivamento sumário, segundo a norma vigente, devido ao não atendimento dos requisitos formais. O próprio autor da mensagem reconhece a situação.

“O ora impetrante encontra-se preso e recolhido, mas ainda possui seus direitos de cidadão, todavia, em hipossuficiência para cumprir formalidades como autenticação de assinatura, cópia autenticada de CPF/RG, comprovante de regularidade com a Justiça Eleitoral. Assim, em homenagem à paridade de armas, com a devida vênia, vossa excelência poderá oficiar à PGR [Procuradoria-Geral da República], ou mesmo o corpo jurídico da Casa legislativa, para atuar como patrono do impetrante, […] para auxiliar este impetrante a exercer sua cidadania”, diz trecho da carta – nos moldes da anterior, com texto em letra cursiva e linguagem formal que sugere certo conhecimento sobre a legislação aventada para o caso, a Lei 1.079/50 (em vigor há mais de 60 anos, “define os crimes de responsabilidade e regula o respectivo processo de julgamento”).

Estudos e reportagens

João Pedro recorre a estudos acadêmicos para fundamentar sua demanda. Para tipificar a “culpa” da presidenta Dilma, ele menciona trecho da obra Curso de Direito Civil Brasileiro, da jurista e professora da PUC de São Paulo Maria Helena Diniz, doutora em Teoria Geral do Direito e Filosofia do Direito. Na sequência, na seção “Dos fatos”, o detento faz referência à reportagem publicada pela revista IstoÉ em 28 de agosto com o título “Gilmar Mendes: o ministro que tira o sono de Dilma”.

O presidiário faz referência a “fartas as denúncias sobre o abuso de poder econômico e político na campanha à reeleição de Dilma Rousseff” – objeto do processo em curso contra a chapa presidencial vencedora em 2014 no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). “De acordo com relatório técnico do TSE, o PT recebeu, de 2010 a 2014, R$ 172 milhões de empresas envolvidas no esquema do Petrolão. Além dos repasses do partido, a campanha de Dilma conseguiu R$ 47,5 milhões das empreiteiras investigadas”, diz trecho da reportagem, mencionado na carta do detento.

“Destarte, se a presidente, em sua reeleição, usou, por negligência, dinheiro oriundo, no mínimo, de sonegação fiscal, temos caracterizado o crime de responsabilidade contra a guarda e legal emprego dos dinheiros públicos. Pois, se usou dinheiro sem origem, incorreu em prejuízo ao patrimônio nacional”, argumenta João Pedro.

Por determinação de Eduardo Cunha, todo e qualquer pedido de impeachment protocolado em sua gestão só poderá ser liberado à consulta pública pela Secretaria-Geral da Mesa depois de uma decisão do próprio presidente da Câmara. A não ser que o próprio autor libere o conteúdo antes – caso dos juristas Hélio Bicudo, Miguel Reale Júnior e Janaína Paschoal, que formalizaram requerimento com ampla cobertura pela imprensa na última quarta-feira (21), com direito a íntegra publicada na internet e apoio da oposição.

Novo pedido

O pedido de João Pedro foi protocolado no último dia 14 na Câmara. Depois desse requerimento, apenas um chegou à Casa até o momento. Trata-se da denúncia em que o advogado Luís Carlos Crema, “pela robustez dos fatos, das provas e dos fundamentos jurídicos”, pretende enquadrar Dilma na esteira da rejeição, por parte do Tribunal de Contas da União, das contas presidenciais relativas a 2014 e 2015 – com destaque para as chamadas “pedaladas fiscais”, espécie de manobra contábil do governo para alcançar meta de superávit (economia para pagamento dos juros da dívida pública).

O requerimento de Crema, a exemplo daquele protocolado pelos juristas, também acusa Dilma de ter assinado decretos que desrespeitaram a Lei Orçamentária Anual e a Constituição e cita a questão da Lava Jato. E, como o requerimento de Bicudo, Reale e Paschoal, tem mais chances de ser acatado por Cunha, uma vez que dispõe da fundamentação jurídica que João Pedro não conseguiu apresentar.

Dos 44 pedidos de impeachment da era Dilma, 34 já foram arquivados até esta terça-feira (27). Segundo especialistas, estão entre as razões que levaram ao arquivamento das peças a ausência de provas e testemunhas de que Dilma tenha cometido ilícitos e o fato de que o eventual crime de responsabilidade fiscal tenha sido cometido no mandato presidencial anterior, o que a livraria da cassação. Além de Cunha, já mandaram pedidos para a gaveta os ex-presidentes da Câmara Henrique Eduardo Alves (11 peças) e Marco Maia (três).

Numerosos e inusitados

O Congresso em Foco acompanha desde outubro de 2012 os pedidos de impeachment protocolados na Câmara contra Dilma, então em seu segundo ano de mandato – todos foram arquivados por falta de embasamento legal. Àquela época, Dilma ainda gozava de aprovação popular (chegou a 65% em março de 2013), e sequer poderia imaginar que enfrentaria as manifestações de junho de 2013 e as seguintes, quando viu a aprovação ao seu governo despencar para 30% e, nas medições posteriores, para menos de 10%.

Com a primeira reportagem sobre o assunto, o site mostrou que, tanto quanto numerosos, os pedidos são inusitados.

Congresso em Foco

Principal nascente do Rio São Francisco secou pela primeira vez na história

saofrancisco_secoA nascente principal do Rio São Francisco secou pela primeira vez na história e os reflexos desse fenômeno preocupam os Municípios. A cabeceira do rio está no Parque Nacional da Serra da Canastra, em São Roque de Minas, Região Centro-Oeste do Estado. Chamado de Velho Chico, o rio é um dos mais importantes cursos d’água do Brasil e de toda a América do Sul. Ele se estende por 2,7 mil quilômetros, em cinco Estados – Minas, Bahia, Pernambuco, Alagoas e Sergipe. Sua bacia hidrográfica alcança 504 Municípios, incluindo Municípios de Goiás e o Distrito Federal.

No próximo dia 4 de outubro, o Velho Chico completa 513 anos, segundo a Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf). E por conta da falta de chuva, o Sudeste brasileiro enfrenta a pior estiagem dos últimos anos. No entanto, esse não é o único problema que tem levado o Rio São Francisco a secar. Segundo a prefeitura mineira de Pirapora, a falta de gestão e o mau uso também causaram o atual cenário catastrófico. A equipe técnica da Confederação Nacional de Municípios (CNM) esteve no Município no dia 25 de setembro, e pode ver de perto a gravidade da situação. A entidade estava reunida com os integrantes da Associação de Municípios da Bacia do Médio São Francisco (Ammesf), e o prefeito de Pirapora, Heliomar Valle, que é um dos fundadores da Associação.

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“O rio está quase seco”. Com essa expressão, os representantes da Confederação confirmaram a informação divulgada pelo chefe do Parque Nacional da Serra da Canastra, Luiz Arthur Castanheira, no início da semana passada, dia 23 de setembro. Conforme esclarecimentos da prefeitura, a vazão do Rio, que era de 500 metros cúbicos por segundo, no início do ano, começou a diminuir e passou para 200 metros cúbicos.

“O problema é grave com perspectiva de se tornar mais grave porque não há prognóstico de chuva em curto prazo”, contou o prefeito de Pirapora. Ele esclareceu que a medida em vazão do rio diminui o que significa menos água, mais banco de areia e maior dificuldade  e custo para captação de água. “A

situação nos preocupa sobremaneira”, relatou Valle. O gestor tem se reunido com prefeitos da região, que já estão sofrendo com a falta de água. Mas, para o prefeito o problema da falta de chuvas “se soma ao desmatamento, ao assoreamento de nascentes, a falta de proteção das veredas, e a falta de modernização do processo de agricultura irrigada, indústria e de consumo humano”.

Impacto
Conforme informações da Assessoria de Comunicação do Município (Ascom) de Pirapora, a prefeitura já havia detectado que essa redução da vazão iria prejudicar, e muito o abastecimento da cidade.  E a Ascom contou a Agência de Notícias CNM que só não está havendo falta de água no Município porque a prefeitura realizou nos meses de maio e junho, uma obra emergencial, um segundo canal de capitação de água.

O sistema construído está garantido, pelo menos temporariamente, o abastecimento de água. “Se a situação é essa aqui em Minas, que é responsável pela geração de 70% das águas do rio, imagina no Nordeste, nas prefeituras em que não há geração de água, e contam apenas com o São Francisco”, alertou a Ascom de Pirapora. Situação essa que coloca em alerta todas as comunidades ribeirinhas, diante da possibilidade de racionamento de água ao longo do chamado rio da integração nacional – maior curso d’água que nasce e deságua em território nacional.

Medidas
O presidente do Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco, Anivaldo Miranda, alertou que medidas emergenciais devem ser tomadas para promover o uso racional da água na bacia. Ele lembra que a situação das nascentes também se reflete no nível crítico dos reservatórios de usinas, como a de Três Marias, que está com apenas 5,7% de sua capacidade. De acordo com a prefeitura de Pirapora, um estudo sinalizou que o volume do rio na região de Três Marias só será recuperado ao longo de 10 anos.

As estimativas também não são favoráveis na Capital do Estado, Belo Horizonte. A região também enfrenta os reflexos da seca mais severa dos últimos 104 anos. Dados preliminares do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) apontam que mesmo que ainda chova até dezembro, a média de água deve ficar 24% abaixo da média anual.

CNM

Dilma veta pela segunda vez novas regras para criação de municípios

dilma_wf2A presidente Dilma Rousseff vetou integralmente o projeto de lei aprovado no início do mês pelo Senado que definia critérios para criação, emancipação e fusão de municípios. A decisão foi publicada na edição desta quarta-feira (27) do “Diário Oficial da União”.

A proposta havia sido elaborada após Dilma vetar integralmente, no ano passado, uma proposta semelhante, sob o argumento de que aumentaria as despesas públicas. Diante da ameaça de derrubada do veto pelo Congresso Nacional, a base aliada no Senado elaborou um novo texto, em acordo com o governo federal, tornando mais rigorosos os critérios para a emancipação de municípios.

Na justificativa do veto, dirigida ao presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), a chefe do Executivo federal afirmou ter consultado o Ministério da Fazenda sobre os possíveis efeitos da nova legislação. De acordo com Dilma, a pasta apontou que, embora negociado entre o governo e os parlamentares, o texto aprovado pelos congressistas ainda mantinha o risco de a União ter de assumir os custos dos novos municípios.

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“Ouvido, o Ministério da Fazenda manifestou-se pelo veto ao projeto de lei complementar pelas seguintes razões: Embora se reconheça o esforço de construção de um texto mais criterioso, a proposta não afasta o problema da responsabilidade fiscal na federação. Depreende-se que haverá aumento de despesas com as novas estruturas municipais sem que haja a correspondente geração de novas receitas”, informou a presidente.

Com a decisão, o veto da presidente deverá ser analisado pelo Congresso em sessão conjunta da Câmara e do Senado. Os parlamentares poderão manter o veto ou derrubá-lo.

Novo projeto
O texto enviado pelo Congresso Nacional ao Palácio do Planalto no início do mês previa a exigência de 20 mil habitantes para a criação de municípios nas regiões Sul e Sudeste, 12 mil, no Nordeste, e 6 mil, no Centro-Oeste e Norte. A expectativa era de que fossem criados 200 novos municípios nos próximos cinco anos com as novas regras.

Conforme a redação do Legislativo, não haveria exigência de tamanho mínimo para a emancipação dos municípios. De acordo com a proposta, o primeiro passo para a criação de um município seria a apresentação, na Assembleia Legislativa, de um pedido assinado por 20% dos eleitores residentes na área geográfica diretamente afetada, no caso da criação ou desmembramento.

Após o pedido, a Assembleia teria que coordenar um “estudo de viabilidade” do novo município, que deveria comprovar, por exemplo, se na região havia condições de arrecadação suficientes para sustento próprio.

Além disso, um plebiscito deveria ser realizado e, se a maioria da população aprovasse a criação do município, a Assembleia elaboraria e votaria uma lei estabelecendo o nome e limites geográficos. A instalação do município se daria oficialmente com a posse do prefeito e vice-prefeito.

 

Filipe Matoso

Papa Francisco recebe pela primeira vez vítimas de padres pedófilos

papaO papa Francisco recebeu pela primeira vez no Vaticano seis vítimas de padres pedófilos, anunciou nesta segunda-feira (7) a assessoria de comunicação da Santa Sé.

O pontífice recebeu dois britânicos, dois alemães e dois irlandeses que sofreram abusos sexuais de religiosos.

O encontro aconteceu na residência privada de Francisco no Vaticano, a Casa Santa Marta, onde ele mora desde sua eleição como pontífice em março de 2013.

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A reunião foi anunciada pelo próprio Francisco no dia 26 de maio, durante o voo que o transportou para Roma após uma viagem ao Oriente Médio.

As vítimas assistiram à missa que o bispo de Roma preside na capela de sua residência e depois aconteceu o encontro privado.

Os nomes das pessoas presentes não serão divulgados, segundo o Vaticano.

Francisco se comprometeu desde o início a lutar contra a pedofilia e criou uma comissão para a proteção da infância, que tem entre seus integrantes uma vítima, a irlandesa Mary Collins.

Apesar dos gestos, as associações de vítimas consideram que a Igreja não está fazendo todo o possível para impedir que padres abusem sexualmente de menores de idade em todo o mundo.

Um grupo de ativistas mexicanos enviou na quinta-feira uma carta ao Papa Francisco na qual pede “decisões estruturais” para acabar com os “padres abusadores”.

As vítimas pedem que as boas intenções manifestadas pelo papa virem normas específicas, explicou José Barba, ex-membro dos Legionários de Cristo, de 75 anos.

Barba foi vítima de Marcial Maciel, o falecido fundador da poderosa congregação, protagonista do maior escândalo de pedofilia da instituição, que recebeu durante décadas a proteção de João Paulo II.

 

G1

Zagallo piora, está fora da estreia e cada vez mais longe da Copa

zagaloZagallo está fora da abertura da Copa do Mundo. O Velho Lobo piorou da dor na coluna, provocada por uma bactéria, e não foi liberado por seus médicos para assistir à estreia do Brasil contra a Croácia, nesta quinta-feira, no Itaquerão, a partir das 17h.

Seu filho, Paulo, revelou ao blog Extracampo que Zagallo, de 82 anos, está desapontado por não poder ir ao estádio ver a seleção brasileira.

– Eu sempre achei difícil, mas ele tinha alguma esperança. Agora, está vetado. Ele voltou a sentir dores fortes, agudas, durante a noite. Não conseguiu dormir. Está chateado, pois sempre foi muito ativo – disse.

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Zagallo não voltou a ser internado, mas conta com uma equipe médica na sua casa, já que continua tomando medicação intravenosa.

– Em casa, ele tem o mesmo tratamento que receberia no hospital. E não corre o risco de contrair outras bactérias – explicou.

– Estou achando muito difícil ele ir a algum jogo da Copa. Os três primeiros, acho que a gente já pode descartar – encerrou o filho.

Extra Online

Xuxa rompe o silêncio e responde o pela 1º vez deputado que a atacou

xuxaXuxa usou seu Facebook, nesta sexta-feira, 23, para responder ao deputado Pastor Eurico, que a criticou durante sessão da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados, na última quarta-feira. A sessão discutiu o projeto que proíbe pais e responsáveis legais por crianças e adolescentes de baterem nos menores, a chamada Lei da Palmada.
“Gente, estava lendo o desabafo e a opinião de vocês sobre o acontecido no Congresso. Por favor, não culpem os evangélicos. Minha mãe é evangélica e me ensinou que nem Jesus Cristo agradou todo mundo, por que eu iria? Sei que minha mãe ficou muito triste com esse senhor. Mas ele já teve o seu momento de fama , não vamos dar mais força a ele.

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Mais uma vez obrigada pelas lindas palavras de carinho e respeito com meu trabalho, vou precisar de vocês, e muito, e sei que vou poder contar sempre. Vejo isso lendo cada palavra de amor de vocês por mim. Obrigada : )”, escreveu. Segundo o jornal “O Globo”, a primeira sessão realizada para tentar votar a Lei da Palmada foi tumultuada, e a apresentadora de TV Xuxa Meneghel, que acompanhava a tentativa de votação, chegou a ser hostilizada por um deputado da bancada evangélica. “A conhecida Rainha dos Baixinhos em 1982 provocou a maior violência contra as crianças em um filme pornô”, disse o deputado Pastor Eurico (PSB-PE).

 

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Xuxa, que apoiou o projeto, riu e fez um sinal de coração com as mãos na direção do deputado. Ela não tinha direito à palavra, por não ser parlamentar, e não deu declarações ao deixar o local.

180 graus

Vem aí a Olimpíada de 2016… Em Londres, mais uma vez

encerramento-olimpiadas-londresOlimpíada de Londres-2012 foi considerada a melhor da história dos Jogos – e a capital britânica tem uma chance de repetir a dose em 2016. Tudo graças aos atrasos cada vez mais preocupantes nos preparativos do Rio de Janeiro, que têm deixado os integrantes do Comitê Olímpico Internacional (COI) em desespero. De acordo com reportagem publicada nesta sexta-feira pelo jornalLondon Evening Standard, as autoridades britânicas foram consultadas por integrantes da cúpula do COI sobre a possibilidade de Londres receber o evento de forma emergencial caso os brasileiros fracassem em seu projeto olímpico. Uma porta-voz do COI desmentiu a informação, dizendo que seria impossível repetir os Jogos em Londres.

 

O diário londrino insiste, porém, que houve uma consulta sigilosa para descobrir se as instalações olímpicas de 2012 poderiam ser reativadas (e quanto tempo isso levaria). Muitas delas já foram transformadas – o próprio Parque Olímpico foi fechado e passou por uma enorme transformação para servir à população.

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Depois de ter seus preparativos classificados como “os piores da história olímpica” por John Coates, vice-presidente do COI, o Rio de Janeiro continua sendo alvo dos dirigentes, mesmo com o discurso mais diplomático do presidente do comitê, Thomas Bach, que garante que não há plano B e que o Brasil é capaz de compensar os atrasos. A fonte ouvida pelo Standardafirmou que a situação do Rio é desesperadora na comparação com as sedes anteriores dos Jogos. “Num estágio similar, Atenas tinha concluído 40% dos trabalhos em infraestrutura e locais de competição. Londres tinha completado 60% O Rio só fez 10%, e agora só faltam dois anos. Então o COI está pensando: ‘Qual é o plano B?’ Obviamente, a resposta seria voltar a Londres.” A fonte, que não foi identificada, disse que a repetição dos Jogos na Grã-Bretanha é “muito improvável” no momento, pois o COI insistirá em fazer o Rio funcionar, mas seria “a coisa mais lógica a se fazer” caso não fosse possível salvar a Olimpíada brasileira.

Não seria a primeira vez que Londres se mobilizaria para salvar, de última hora, uma edição dos Jogos Olímpicos. A edição de 1908 estava marcada para Roma, mas uma erupção do Vesúvio provocou danos e prejuízos graves, deixando os italianos em situação delicada. Pouco mais de um século depois, os britânicos poderão ser acionados mais uma vez – mas sem tragédia provocada por um vulcão, só muita desorganização e muitos equívocos. A segunda edição dos Jogos em Londres também aconteceu sob circunstâncias muito inusitadas: a Olimpíada de 1948 foi realizada apenas três anos depois do fim da II Guerra Mundial, mas ainda assim foi um sucesso. Os britânicos, porém, não parecem muito animados com a possibilidade de repetir a experiência e encarar o desafio de “Londres-2016”. Como as instalações olímpicas já estão adaptadas ao uso do público, revertê-las para o modo de competição seria uma empreitada caríssima. Para completar, a Vila dos Atletas hoje é ocupada por moradores da cidade – os apartamentos foram vendidos.

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