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Gol aos 54 do 2º tempo dá vitória épica ao Verdão contra o Peñarol

 (Foto: NELSON ALMEIDA / AFP)
(Foto: NELSON ALMEIDA / AFP)

Teve virada, teve pênalti perdido por Borja, teve expulsão de Dudu, teve confusão, teve gol aos 54 minutos do segundo tempo… Só não teve tapa na cara. O Palmeiras fez 3 a 2 no Peñarol e saiu do Allianz Parque com uma vitória épica. Willian, Dudu e Fabiano, nos acréscimos, fizeram para o Verdão.

O resultado coloca a equipe de Eduardo Baptista na liderança do grupo, com sete pontos. O Jorge Wilstermann está em segundo, com seis, e o Peñarol ficou para trás, com três.

O primeiro tempo saiu melhor do que a encomenda para o Peñarol. Uma das missões dos uruguaios era levar Felipe Melo ao descontrole, estratégia que eles provavelmente adotariam mesmo que a frase sobre o tapa na cara nunca tivesse existido. Aos poucos, eles perceberam que Dudu também seria um bom alvo para provocações e passaram a importunar o camisa 7.

Dudu respondia com lindos dribles, mas na maioria das vezes não encontrava ninguém vestido de verde por perto para dar sequência. Felipe Melo, entre uma encarada e outra, acumulava desarmes e levantava a arquibancada. Ironicamente, os torcedores vibraram com o chutão que o volante deu para a linha de fundo aos 30 minutos. Não sabiam que era isso que o Peñarol estava esperando. Júnior Arias, com um tiro de cabeça, abriu o placar após a cobrança.

Mas bastaram cinco minutos do segundo tempo para a preocupação virar euforia. O Verdão voltou com a mesma formação, mas ganhando as divididas, chegando ao fundo pelos dois lados, asfixiando o rival. Dinamite pura. Borja parou em Guruceaga antes do minuto um, Willian empatou no lance seguinte e Dudu extravasou toda sua ira após presente de Guerra, pouco depois.

O jogo poderia ficar tranquilo logo aos dez minutos, mas Borja chutou longe o pênalti sofrido por Dudu. O colombiano ainda perderia mais uma chance antes de ser substituído por Michel Bastos, aos 23. Com cartão amarelo, Felipe Melo também saiu, para a entrada de Thiago Santos. Foi justamente aplaudido.

A vitória estava se oferecendo ao Palmeiras, que não agarrava. Aos 29, o goleiro Guruceaga impediu o gol de Michel Bastos e o lateral Hernández, em cima da linha, deixou o grito de gol entalado na garganta de Tchê Tchê. Vacilos imperdoáveis diante de oponente tão tradicional.

Gastón Rodríguez aproveitou nova pane do Verdão na bola parada para empatar no momento seguinte. Saiu apontando para o número 5 que indica o número de conquistas do Peñarol nesta competição.

Willian, aos 32, driblou o goleiro e chutou na trave. Inacreditável. Eduardo ainda apostou suas fichas em Keno, mas tirou Guerra, que vinha bem. Parecia que o gol salvador não viria desta vez, ainda mais quando Dudu perdeu a cabeça de vez, aplaudiu o árbitro após levar amarelo e acabou expulso. A confusão entre os jogadores era a deixa para o fim do jogo, mas o predestinado Fabiano, o mesmo que marcou o gol do título brasileiro, surgiu na área no apagar das luzes para definir o triunfo.

FICHA TÉCNICA
PALMEIRAS 3 X 2 PEÑAROL-URU
Local: Allianz Parque, São Paulo (SP)
Data-Hora: 12/4/2017 – 21h45
Árbitro: Roddy Zambrano Olmedo (EQU)
Auxiliares: Luis Vera (EQU) e Juan Macías (EQU)
Público/renda: 38.483 pagantes/R$ 2.582.842,67
Cartões amarelos: Mina e Felipe Melo (PAL), Ramón Arias, Gastón Rodríguez, Cristian Rodríguez, Petryk, Pereira e Affonso (PEN)
Cartões vermelhos: Dudu, aos 48’/2º (2º Amarelo)
Gols: Ramón Arias (31’/1ºT) (0-1), Willian (1’/2ºT) (1-1), Dudu (5’/2ºT) (2-1), Gastón Fernández (30’/2ºT) (2-2), Fabiano (54’/2ºT) (3-2)

PALMEIRAS: Fernando Prass; Fabiano, Mina, Edu Dracena e Zé Roberto; Felipe Melo (Thiago Santos, aos 24’/2ºT), Willian, Tchê Tchê, Guerra (Keno, aos 36’/2ºT) e Dudu; Borja (Michel Bastos, aos 22’/2ºT). Técnico: Eduardo Baptista.

PEÑAROL-URU: Guruceaga: Petryk, Quintana, Ramón Arias e Lucas Hernández; Nández, Novick (Gastón Rodríguez, aos 13’/2ºT), Pereira e Cristian Rodríguez; Junior Arias (Ángel Rodríguez, aos 37’/2ºT) e Affonso (Perg, aos 43’/2ºT). Técnico: Leonardo Ramos

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Com reservas, galo vence, volta ao G-4 e deixa verdão em alerta

atleticoNo último jogo do Palmeiras como mandante no Pacaembu, antes da inauguração de sua nova Arena, quem fez a festa foi o Atlético-MG. Ou melhor: o time reserva do Atlético-MG. Priorizando a final da Copa do Brasil, o técnico Levir Culpi poupou seus titulares e mandou a campo uma equipe que mesclava jogadores experientes, como Pierre e Leandro Donizte, com alguns bons garotos formados na base do Galo, como Dodô e Marion. Deu certo.

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Sólido na defesa e letal nas bolas paradas e contra-ataques, o Atlético-MG venceu o Palmeiras por 2 a 0, chegou a 57 pontos e chegou à terceira colocação. Não há como sair do G-4 nesta rodada, já que só poderá ser ultrapassado por Grêmio ou Inter, que se enfrentam. O Verdão, que havia aberto cinco pontos do Z-4, pode ver essa distância cair para apenas dois neste domingo, caso o duelo catarinense entre Figueirense e Chapecoense termine empatado, e o Vitória vença o São Paulo em Salvador.

O público pagante na despedida do Palmeiras do Pacaembu foi de 24.368 pessoas (26.630 no total), com renda de R$ 602.520. O time alviverde saiu vaiado de campo.

Na quarta-feira, o Atlético-MG inicia a decisão da Copa do Brasil contra o Cruzeiro, no Independência. Pelo Brasileirão, recebe o Figueirense, domingo, também no Horto. Já o Palmeiras, no mesmo dia, faz o clássico Choque-Rei contra o São Paulo, no Morumbi.

Pedro Botelho e Valdivia, Palmeiras x Atlético-mg (Foto: Marcos Bezerra / Agência Estado)Pedro Botelho e Valdivia, em lance de Palmeiras x Atlético-MG (Foto: Marcos Bezerra / Agência Estado)

O jogo

O Palmeiras teve a semana inteira para treinar para este jogo e, entre seus principais jogadores, só não tinha o zagueiro Lúcio (com uma virose) e o volante Wesley (suspenso). Mesmo assim, parecia um catadão em campo, sem entrosamento. Valdivia, muito bem marcado, era o único que conseguia produzir algo de útil. Na melhor oportunidade, deixou Henrique na cara do gol, logo aos oito – o atacante driblou Victor, mas falhou na finalização. Com seu time reserva, o Atlético-MG, com quatro volantes, apostava nos contra-ataques e nos lances de bola parada. Dodô teve duas chances em cobranças de falta – na primeira, mandou direto para o gol e viu Prass fazer bela defesa; na segunda, cruzou na medida para o zagueiro Tiago marcar de cabeça. Festa do Galo B e apreensão dos palmeirenses no Pacaembu, que vaiaram o time na saída para o intervalo.

No segundo tempo, Dorival voltou com Diogo e Mouche nos lugares de Allione e Mazinho, e o Palmeiras ensaiou uma pressão. Chegou a ter 58% da posse de bola e jogar inteiro no campo de ataque. Valdivia continuou sendo o mais lúcido. Faltava a ele uma boa companhia. Ao Galo, sobravam força defensiva e velocidade nos contra-ataques. Foi num lance assim que o time mineiro matou o jogo, com Dodô. O garoto de 20 anos iniciou a jogada e chegou na frente para concluir com estilo, dando um drible desmoralizante no volante Renato.

 

Globoesporte.com

Valdivia reaparece, treina no Verdão e dará entrevista nesta quinta-feira

valdiviaO Mago apareceu. Após o empresário Wagner Ribeiro garantir que Valdivia já estava no Brasil na última terça-feira, o jogador treinou pelo Palmeiras nesta quarta. Na Academia de Futebol, ele fez atividades físicas pela manhã, ao lado de Eguren e Rodolfo, ambos em recuperação. Os atletas que não foram relacionados para o jogo desta noite contra o Avaí, pela Copa do Brasil, fizeram movimentação em campo reduzido. As informações são da assessoria do Palmeiras.

O clube explicou ainda que o meia dará uma entrevista nesta quinta, às 13h, para esclarecer o caso de sua transferência não concretizada para o Al Furaijah, dos Emirados Árabes e o posterior “sumiço” de uma semana, sem informações para o Verdão, enquanto fazia turismo na Disney, nos Estados Unidos.

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Wagner Ribeiro disse que vai acionar a Fifa contra o Al Furaijah. Segundo ele, o contrato do acordo entre Palmeiras, árabes e atleta foi assinado por todas as partes, mas posteriormente a transferência acabou desfeita por um “motivo ridículo”. Ribeiro, porém, se recusa a dar detalhes sobre o tal motivo.

– Nós vamos à Fifa para que o Fujairah responda o motivo de dar o negócio como desfeito. O Valdivia vai dar uma entrevista para esclarecer tudo. Ele não fez nada errado. Estão criticando o Valdivia injustamente. Depois da Copa ele teria férias. O Palmeiras recebeu a proposta enquanto eu estava negociando com um time francês, em Paris. Depois, o Palmeiras aceitou e o Valdivia me disse que estava viajando. Interrompi as conversas, e ele viajou, foi apresentado, vestiu camisa, deu autógrafo e tirou foto. E os árabes lhe deram 15 dias de férias para se apresentar, e ele foi à Disney. Onde errou? Vou contratar o Marcos Motta (advogado) para entrar com uma ação contra o Fujairah, porque o contrato foi assinado por todas as partes e temos a cópia – disse.

Wagner Ribeiro ainda lembrou que Valdivia tem contrato até agosto de 2015 com o Verdão e agora promete analisar o contrato assinado com o Al Fujairah, com o advogado Marcos Motta.

Pelo acordo acertado no meio de julho, o meia seria vendido por 5,5 milhões de euros (R$ 16,6 milhões, sendo R$ 10,5 milhões do Verdão e o restante do conselheiro e investidor). Uma multa de 2 milhões de euros também seria paga ao Al Ain, ex-clube de Mago nos Emirados Árabes.

Apesar de o jogador ter se despedido dos torcedores do Palmeiras por meio de uma rede social, o clube paulista nunca anunciou a transferência. Tanto que ainda mantém o Mago em sua página oficial como um dos atletas do atual elenco comandado por Ricardo Gareca.

Por 

Em novo vexame, Verdão leva seis em um tempo e perde para Mirassol

Imagem reprodução TV Globo
Imagem reprodução TV Globo

Eram 11 jogadores de uniforme verde com o escudo da Sociedade Esportiva Palmeiras. Mas não era o Palmeiras. Havia um goleiro, quatro zagueiros, mas “a defesa que ninguém passa” parecia uma caricatura. A torcida tentava cantar e vibrar – mas o alviverde imponente sofria.  A academia de outrora, o Palmeiras que distribuía goleadas pelo interior, não viajaria 453 quilômetros para receber uma surra de almanaque.  O Mirassol fez o melhor primeiro tempo de sua história. O Palmeiras… talvez o pior. E o placar final cravou mais uma adaga no sacrificado peito palmeirense em 2013: 6 a 2.

Seis gols do Mirassol. Dois gols do Palmeiras. O campeão do Século XX seguiu sua via-crúcis no Século XXI.

O revés do Verdão em Mirassol entra para um grupo de vexames históricos que inclui dois rebaixamentos no Campeonato Brasileiro e derrotas antes inconcebíveis, como os 7 a 2 para o Vitória, na Copa do Brasil de 2003.

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Por outro lado, foi a primeira vitória em casa do Mirassol contra um dos quatro grandes de São Paulo na história. Ironicamente, até então, o time do interior só havia vencido uma vez como visitante – o próprio Palmeiras, ano passado, no Pacaembu.

A goleada alivia a barra do Mirassol, que entrou na rodada com apenas dois pontos à frente da zona do rebaixamento. Já o Verdão permanece em sétimo, longe de ter garantida a vaga no mata-mata. Outra ironia: o time de Kleina não perdia no Paulistão havia 11 rodadas.

Onze jogadores com o uniforme da Sociedade Esportiva Palmeiras voltarão a campo no sábado, contra o Linense, às 18h30, no Pacaembu. Já o Mirassol recebe o Penapolense, também no sábado, no mesmo horário.

Dos oito desfalques do Palmeiras em Mirassol, só Vilson e Maurício Ramos deverão estar em campo. Valdivia, Leandro Amaro, Souza, Kleber, Maikon Leite e Henrique seguem no departamento médico. O técnico Gilson Kleina, muito contestado por parte da torcida, segue prestigiado pela diretoria.

 

Defesa fraca, time entregue

O treinador do Palmeiras, Gilson Kleina, queria repetir a escalação do último fim de semana, mas não conseguiu. Com Maurício Ramos cortado no vestiário por conta de um desconforto estomacal, o técnico foi obrigado a promover a estreia de Marcos Vinícius, que, até janeiro, integrava o elenco da equipe B – Kleina já não tinha Henrique e Vilson, titulares, que estão lesionados. E o garoto de 21 anos deu um azar incrível – em seu primeiro toque na bola como jogador do time profissional do Palmeiras, fez gol contra, ao tentar cortar um cruzamento de André Luis, da direita. O cronômetro mostrava apenas 40 segundos de jogo.

O Palmeiras, desnorteado por ter sido vazado tão precocemente, tentava se acertar em campo. Mas não teve tempo para isso. O Mirassol chegou outras duas vezes ao ataque e ampliou o placar para 3 a 0. No primeiro, Caion recebeu na entrada da área – Marcos Vinícius dava condição – e marcou, com tranquilidade. Dois minutos depois, Caion ganhou na corrida de Márcio Araújo e “matou” Prass com um leve toque por cima.

Com 3 a 0 adverso no placar, Gilson Kleina mexeu no time – trocou o volante Charles pelo meia-atacante Ronny. E a mudança, a princípio, surtiu resultado – o Palmeiras conseguiu dois gols rapidamente, com Caio, aos 22, e depois com o próprio Ronny, aos 30.

Mas qualquer tentativa de reação acabou aos 39 minutos, quando Leomir acertou um chutaço de falta, fazendo 4 a 2. E tal qual um boxeador que “sente o golpe” e fica encurralado no córner, sem conseguir sair, o Palmeiras seguiu apanhando. Levou o quinto (aos 43, de Medina), o sexto (aos 46, de Tiago Luís), e só não tomou o sétimo porque foi “salvo pelo gongo” – o árbitro Vinícius Gonçalves de Araújo encerrou o primeiro tempo aos 48.

 

Jogando pela dignidade no segundo tempo

Os jogadores do Palmeiras voltaram do intervalo com uma única coisa em mente: honrar a camisa e evitar um vexame maior. Estavam claramente abatidos, é verdade, mas não deixaram de correr. Caio, um dos jovens da base, chegou a marcar de cabeça – gol anulado, por suposta falta no zagueiro adversário.

O Mirassol, por sua vez, já não parecia o Brasil de 1970, a Holanda de 1974, o Barcelona de 2011. O Mirassol voltou a ser o Mirassol – encolhido em seu campo de defesa, esperando o erro do time grande para tentar um contra-ataque. Conseguiu dois. Mas, já sem a sorte e a competência do primeiro tempo, não marcou.

Nem precisava. Os 6 a 2 já eram mais do que suficientes para entrar na história do Campeonato Paulista – como a maior glória de um time de uma cidade de 53 mil habitantes, e mais um vexame de um gigante que parece adormecido num sono cada vez mais profundo.

 

 

Globoesporte.com

Pressão, surpresa e um carrasco: Timão e Verdão ficam no empate

O único dérbi garantido de 2013 terminou empatado. O Corinthians começou bem, abriu o placar, viu o Palmeiras virar, e contou com o carrasco Romarinho para decretar o 2 a 2 na tarde deste domingo, no Pacaembu. O duelo válido pela oitava rodada do Campeonato Paulista teve o resultado mais justo. Dois times tão diferentes, mas que mostraram disposição idêntica em vários momentos do jogo.

Os primeiros 25 minutos e os 20 finais foram do Timão, que abriu o placar com Emerson Sheik e teve duas bolas na trave que poderiam ter matado o jogo logo no começo. Isso se o Palmeiras não fosse o Palmeiras. Com um time limitado, mas lutando como o gigante que é, o Verdão conseguiu a virada com Vilson e Vinícius, sempre de cabeça, sempre na raça. Entre os dois períodos de domínio corintiano, o Palmeiras mostrou totais condições de vencer o maior rival.

Romarinho foi o fator decisivo para o empate, com um belíssimo gol na metade do segundo tempo. O carrasco alviverde fez seu quarto gol em três jogos diante do maior rival do Corinthians. O resultado levou as duas equipes aos 13 pontos, na briga pelas primeiras posições do Paulistão.

O Timão volta a campo na próxima quarta-feira, quando estreia na Libertadores diante do San José, da Bolívia, às 22h (horário de Brasília). Pelo Paulistão, o compromisso é contra o Bragantino, domingo que vem, às 16h. No mesmo dia e horário, o Palmeiras pega o União Barbarense.

Sheik desencanta, Verdão não se entrega

Há jogadores que ficam mais ligados em jogos grandes. Emerson era o único dos atacantes corintianos que não havia marcado na temporada. No banco, a sombra enorme de Alexandre Pato, há semanas à espera de uma oportunidade. O Sheik precisava mostrar serviço. Mas, com histórico de provocações sobre o Palmeiras, sofreu no início do clássico.

Paulinho no jogo do Corinthians e Palmeiras (Foto: Marcos Ribolli / Globoesporte.com)Disputa: Paulinho cercado por palmeirenses (Foto: Marcos Ribolli / Globoesporte.com)

Logo de cara, uma falta dura de Patrick Vieira anunciava que o atacante iria pagar pela língua afiada. Ruim para Emerson, bom para o Timão. Enquanto o jogador atraía a marcação, o Alvinegro tomava conta do jogo. Mais organizado, mais técnico, mais inteiro. Jorge Henrique deu o cartão de visitas com uma bomba no travessão logo aos oito minutos. Ele apareceu sozinho na área para finalizar e denunciou a marcação falha do sistema defensivo alviverde. Depois, Fernando Prass teve de trabalhar em novo chute de Sheik.

Raça não faltou aos comandados de Gilson Kleina. O que faltou foi acertar passes, chutes, marcar direito. Wesley que o diga. O meia foi o mais voluntarioso, teve a bola e chamou o jogo, enquanto Patrick Vieira, Souza e Vinícius foram tímidos. Tudo piorou quando o insistente ataque corintiano funcionou. Aos 17, Paulo André desviou um cruzamento de cabeça e deixou Emerson Sheik livre para marcar. Emocionado, o atacante respondeu às pancadas na bola e comemorou seu primeiro gol em 2013: 1 a 0 Timão. Na comemoração, ele fez o gesto de embalar um bebê. No intervalo, garantiu que não será pai:

– Calma, gente! O bebê não é meu. É de um amigo que descobiu hoje que vai ser pai…

A equipe de Tite poderia ter matado o confronto nos primeiros 30 minutos. Guerrero quase fez o segundo após falha de Fernando Prass – acertou a trave. Os alvinegros criavam, e a torcida não perdoava o rival. Gritos de “Segunda Divisão” ecoaram em quase todos os setores do Pacaembu. Só que o Timão não matou o Palmeiras, e pagou por isso.

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Aos poucos, o Verdão se soltou. Patrick Vieira passou a ameaçar Cássio. A defesa corintiana parecia distraída; a linha de impedimento, idem. Na base da velocidade, o time de Gilson Kleina cresceu e aproveitou as falhas rivais. Aos 29, o cruzamento de Wesley pegou todo mundo desprevenido, menos Vilson: de cabeça, decidido, o reforço alviverde empatou o dérbi.

Apesar de todo o respeito pregado durante a semana, o Corinthians não esperava uma resposta desse tipo por parte do Palmeiras. Com os pés – e a bola – no chão, os alviverdes criaram as melhores chances a partir da metade do jogo. Cássio voltou neste domingo ao gol do Timão. E teve muito trabalho: defendeu um chute de Márcio Araújo, viu Patrick Vieira fazer um gol, anulado por impedimento, e fez outra grande defesa em arremate de Weldinho. Favorito no clássico, o Timão agradeceu o fim do primeiro tempo.

Verdão vira, mas carrasco salva Timão

O Palmeiras começou o segundo tempo como se estivesse em uma final de campeonato. O Corinthians parecia jogar uma partida como qualquer outra. Só que o dérbi não é qualquer partida, e por isso o Verdão levou vantagem. O time de Gilson Kleina foi grande, como o Palmeiras deve ser. Com disposição, dividindo todos os lances e marcando forte, a virada veio logo aos sete minutos: Wesley cobrou falta da direita, Cássio falhou, e Vinícius apareceu como um raio para cabecear. A provocação mudou de lado, e o atacante fez até dancinha diante do tobogã cheio de corintianos: 2 a 1.

A apatia do Corinthians impressionou. Nem o gol do rival foi capaz de acender jogadores como Danilo e Guerrero, mais do que acostumados a grandes clássicos. Paulinho, então, nem se fala. Displicente, o volante foi engolido por um bravo Márcio Araújo, que não desgrudou do corintiano em momento algum.

Tite tentou livrar seu time das amarras feitas por Gilson Kleina. A apostou foi na mística em vez da qualidade. O carrasco alviverde Romarinho entrou, e Pato continuou no banco. O talismã conseguiu levar a campo a disposição que faltava aos alvinegros. No primeiro chute, Fernando Prass fez defesa à queima-roupa. Renato Augusto, outro que saiu do banco de reservas, quase fez um golaço de fora da área.

Pato também entrou, e aí o jogo começou a tomar contornos mais alvinegros. Em lançamento longo de Cássio, o baladado atacante mostrou rara categoria no domínio perfeito da bola e rolou para Paulinho. Ao ver Romarinho sozinho, o volante não teve dúvidas. Tocou a bola e viu o atacante bater com estilo, sem chances para Prass: 2 a 2. Quarto gol de Romarinho em três jogos contra o Verdão.

O empate já estava bom demais para o ferido Palmeiras, que tentou surpreender nos contra-ataques. Para o Timão, vencer passou a ser questão de honra. Toda a apatia dos primeiros 60, 65 minutos foi convertida na garra usual. Nenhum dos dois times mereceu perder. Por isso, os mais de 34 mil pagantes que foram ao Pacaembu viram um justo empate.

 

 

Globoesporte.com

Com ‘bênção’ de São Marcos, Verdão vence Sporting Cristal na estreia

De uma das tribunas do estádio do Pacaembu, o ex-goleiro Marcos assistiu ao jogo do Palmeiras nesta quinta-feira, contra o Sporting Cristal, pela primeira rodada do Grupo 2 da Libertadores. O ídolo alviverde pode até ter sentido falta daquele Verdão de 1999, campeão da América, mas certamente deixou o local satisfeito com a entrega de um time recém-rebaixado à Série B e que busca retomar o caminho do sucesso. Isso não faltou na vitória por 2 a 1 sobre os peruanos, com gols de Henrique e Patrick Vieira.

O pentacampeão Marcos era apenas um entre os 18.433 presentes (para uma renda de R$ 680.550,47) que ficaram apreensivos com a insegurança vista em diversos momentos na equipe de Gilson Kleina. Algo que permitiu ao Sporting Cristal ameaçar o gol do Verdão por diversas vezes. O time peruano, no entanto, é tecnicamente limitado e não aproveitou com eficiência os espaços dados pelos palmeirenses.

Mas o que importa para o torcedor, nesse caso, é que a ansiedade pela estreia na Libertadores passou. E passou com vitória, construída mais na base da raça do que na técnica. Talvez esse seja o caminho do Verdão no torneio sul-americano. Com o resultado, o time salta na frente no Grupo 2, com três pontos. Tigre, da Argentina, e Libertad, do Paraguai, estreiam no dia 21, em duelo no estádio Monumental Victoria, na Argentina.

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O próximo jogo do Palmeiras é o clássico contra o Corinthians, pelo Campeonato Paulista, no domingo, às 17h, também no Pacaembu. Pela Libertadores da América, os comandados de Gilson Kleina voltam a jogar no dia 28, contra o Libertad, em Assunção, no Paraguai.

Wesley do Palmeiras e Lobatón do sporting Cristal (Foto: Miguel Schincariol / Ag. Estado)Wesley, do Palmeiras, e Lobatón, do Sporting Cristal (Foto: Miguel Schincariol / Ag. Estado)

Cabeçada certeira

O Palmeiras iniciou sua estreia na Libertadores da América de forma acelerada. Mas pouco eficiente. Ao mesmo tempo que pressionou o Sporting Cristal em seu campo de defesa, a equipe brasileira errou muitos passes e ficou vulnerável no setor defensivo. Mesmo assim, o Verdão foi quem deu início aos lances mais perigosos.

Logo aos cinco minutos, Patrick Vieira apareceu bem colocado no ataque, recebeu em profundidade e chutou cruzado. Empolgada, a torcida alviverde empurrou o time para cima dos peruanos. Tanto que três minutos depois o Verdão quase marcou. Souza lançou para Wesley na grande área. Mas o chute passou por cima do gol.

Muito embora estivesse melhor em campo, o Palmeiras, mais uma vez, ficou refém dos seus próprios erros. Precipitada, a equipe perdeu algumas bolas bobas no meio de campo, errou outros passes e permitiu ao adversário criar chances no ataque. Mas nada que preocupasse muito a torcida alviverde.

Quando deixava a afobação de lado, o time de Gilson Kleina era perigoso. Insistente muitas vezes. E foi assim que o Palmeiras chegou ao gol, aos 39 minutos. Wesley bateu o escanteio da direita, Henrique subiu na grande área e marcou de cabeça. A defesa do Sporting Cristal ainda tentou tirar em cima da linha, mas o arremate foi forte. Na arquibancada, a torcida do Verdão, tensa com a partida, fez a festa e gritou o nome do autor do gol, que apareceu com oportunismo para colocar o Verdão em vantagem.

Henrique gol Palmeiras x Sporting Cristal (Foto: Reuters)Henrique comemora seu gol, o primeiro do Palmeiras sobre o Sporting Cristal (Foto: Reuters)

Susto e alívio

A etapa final não começou bem para o Palmeiras. Logo de cara, aos seis minutos, o Sporting Cristal empatou a partida. Lobatón foi derrubado na grande área por Marcelo Oliveira e o árbitro uruguaio Martín Vazquez marcou pênalti. Na cobrança, o próprio Lobatón acertou o canto esquerdo do goleiro Fernando Prass: 1 a 1.

Na base da raça, da dividida e da vontade, então, o Palmeiras foi em busca do segundo gol. Mas a vulnerabilidade da defesa não permitia ao Verdão arriscar muito. Toda vez que saía demais ao ataque, o time brasileiro sofria com os contra-ataques peruanos. Afinal, o Sporting Cristal, recuado, jogava para surpreender dessa forma.

Com a intenção de colocar o Palmeiras mais à frente, Gilson Kleina sacou Márcio Araújo aos 15 minutos e colocou o atacante Caio. O problema é o que o volante substituído é, certamente, um dos jogadores mais entrosados com o time em 2013. Mas o técnico preferiu manter em campo o improvisado zagueiro Vilson no setor.

De qualquer maneira, a ideia de partir para o ataque deu certo. Aos 22 minutos, Patrick Vieira mostrou oportunismo ao receber ótimo passe de Caio. A jogada começou com cruzamento de Marcelo Oliveira da esquerda. Caio, de costas para o gol, tentou o domínio, errou, mas acabou ajeitando para o autor do gol encher o pé.

Voltar a ficar em vantagem no placar deu mais segurança ao Palmeiras e calou o princípio de pressão do time peruano. Deu também mais ânimo à torcida, que coloriu o Pacaembu com faixas verdes, brancas e vermelhas e cantou orgulhosa: “Chiqueiro, chiqueiro, festa no chiqueiro”. A primeira vitória na Libertadores foi conquistada, mas com muito sufoco e graças a Fernando Prass, que fez duas belas defesas no fim, salvando o Verdão.

Patrick Vieira gol palmeiras (Foto: Levi Bianco / Ag. Estado)Patrick Vieira comemora o gol da vitória do Palmeiras (Foto: Levi Bianco / Ag. Estado)
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Barcos brilha no fim, mas Verdão e Bota empatam e se complicam

O gol tardio de Barcos não enganou a torcida do Palmeiras, que vaiou o time ao final do empate em 2 a 2 com o Botafogo, neste domingo, em Araraquara. Ao Alvinegro, que vencia até os 45 do segundo tempo, fica o gosto amargo de perder a chance de se aproximar do São Paulo, último que se classificaria para a Taça Libertadores da América. No fim do duelo, ficou ruim para os dois lados – um pouco pior para o Verdão.

O empate deixou o Palmeiras com 33 pontos, algo que fica ainda mais grave com a vitória do Sport sobre o Vasco por 3 a 0. O Verdão continua na 18ª posição, mas agora a três pontos do 17º colocado. De bom, só Barcos. Com os dois gols marcados neste domingo, o Pirata chegou aos 27 na temporada e atingiu a meta estabelecida em sua chegada. Só não há clima para o churrasco prometido para celebrar o feito.

O Botafogo lamentou demais o gol sofrido no fim. O time de Oswaldo de Oliveira foi aos 51 pontos e continua a oito do São Paulo, que também empatou neste domingo – com o Fluminense, no Morumbi. Lodeiro foi o melhor do lado alvinegro, fazendo um gol e dando o passe para Elkeson marcar o segundo.

Maurício Ramos inventa, Barcos não

Fazer o simples nem sempre é tão fácil. O Palmeiras de Gilson Kleina é capaz de provar isso. No discurso, tudo muito bonito: não inventar, tocar fácil, fazer o básico… Na prática, inventa-se. E muito. Sabendo disso, o Botafogo de Oswaldo de Oliveira se portou de maneira correta, esperando a primeira falha palmeirense para armar o contra-ataque.

jogo Palmeiras e Botafogo (Foto: Marcos Ribolli / Globoesporte.com)Palmeirenses tentam evitar, sem sucesso, o gol de Lodeiro (Marcos Ribolli / Globoesporte.com)

O Verdão, mais uma vez, foi superior ao seu adversário durante o primeiro tempo. A irritação deu lugar à paciência, virtude que até o esquentadinho Luan teve ao se livrar da marcação e deixar Patrick Vieira na cara do gol, aos 16 minutos. O garoto não apresentou a mesma calma, e o chute foi para fora. Mesmo assim, a postura animou o pequeno público presente em Araraquara – uma decepção, já que o time precisa demais do apoio do torcedor.

Tudo ia bem, até que Maurício Ramos não fez o simples. Justo ele, que durante a semana cobrou tranquilidade dos seus companheiros. Aos 21, ele resolveu sair jogando, Andrezinho roubou, quatro botafoguenses dispararam e, segundos depois, Lodeiro aproveitava o rebote da trave para fazer 1 a 0. O Botafogo, sim, fazia o básico. Uma aula de contra-ataque na Arena da Fonte.

A torcida ensaiou um protesto, gritando que se o Palmeiras não ganhasse o “bicho ia pegar”. Até ela se lembrar de que o artilheiro Barcos gosta demais de enfrentar o Botafogo. Só depois do gol é que o Pirata acordou, buscou jogo, tentou tabelas. Mesmo assim, nada levava perigo à meta de Jefferson.

Sem imaginação no meio-campo, sobrou para a bola parada de Marcos Assunção. Aos 28, cobrança de escanteio na cabeça de Patrick Vieira, que desviou para Barcos empatar, quase debaixo das traves. Atenção aos números: 26 gols na temporada, a um de sua meta anual e do prometido churrasco – e o quinto gol no Alvinegro em quatro duelos. Tudo porque Barcos fez, pasmem, o simples.

Barcos comemora gol do Palmeiras contra o Botafogo (Foto: Marcos Ribolli / Globoesporte.com)Barcos vibra com o gol de empate ainda no primeiro tempo (Marcos Ribolli / Globoesporte.com)

Verdão martela, mas Alvinegro decide

O Botafogo começou o segundo tempo com marcação no campo de ataque, pressionando a saída de bola alviverde. Sempre com seu bloco de quatro jogadores bem definido: Andrezinho, Fellype Gabriel e Lodeiro em linha, e Bruno Mendes mais avançado. O sistema dinâmico deu tão certo que o segundo gol quase saiu logo aos 3 minutos, quando Andrezinho cruzou e Lodeiro exigiu defesa difícil de Bruno.

Mais ligado, o Alvinegro, enfim, descobriu o caminho para irritar um Palmeiras que vive altos e baixos na parte psicológica. Gesticulando muito, Oswaldo pedia para seus jogadores rodarem a bola de um lado a outro do campo. Luan foi o primeiro a ficar nervoso: bateu boca com rivais e foi advertido verbalmente pelo árbitro Elmo Resende Cunha.

Quando o técnico Gilson Kleina mandou Maikon Leite para o aquecimento, a sensação era de que ele sacaria seu jogador mais irritado. No entanto, o palmeirense ousou e tirou Artur, deixando a equipe com três atacantes para tentar retomar as rédeas do jogo. No plano tático, deu certo. O Verdão passou a pressionar, mandar no jogo. O panorama era todo alviverde. O que faltou foi técnica.

De novo, o “simples” não apareceu. Luan, duas vezes, Maikon Leite e Patrick Vieira tiveram a bola do jogo quase na pequena área, em lances semelhantes. Nas quatro vezes, eles tentaram fazer uma jogada mais bonita e perderam suas oportunidades. A torcida, claro, voltou a pegar no pé. Pediu Obina, vaiou o árbitro, pressionou, mas não conseguiu fazer o time mudar o resultado.

O castigo foi duro, quase um nocaute. De novo, Maurício Ramos, em dia para ser esquecido. Aos 18 minutos, ele perdeu uma disputa com Lodeiro, que cruzou na cabeça de Elkeson – o atacante acabara de entrar no lugar de Fellype Gabriel: 2 a 1 para o eficiente Botafogo, único time em campo com os nervos no lugar.

Nos 30 minutos que sucederam o gol de Elkeson, o pesadelo das chances perdidas se repetiu no Palmeiras. E tome bola na trave de Maikon Leite, defesa de Jefferson em chute do mesmo atacante, tropeço de Patrick Vieira com o gol vazio, bola de Barcos que a zaga salva em cima da linha…O Palmeiras tentava, tentava, tentava… Nas finalizações, um verdadeiro massacre. Tinham sido 21 tentativas de gol verde contra apenas sete do Alvinegro. Aos 45 minutos, Barcos, apareceu de novo na sua missão de salvador. o argentino dominou no peito dentro da área, deixou a bola pingar e encheu o pé esquerdo no ângulo de Jefferson.

O placar de 2 a 2, jogando como mandante, ainda pode ser considerado um resultado negativo. Mas pelo que o Palmeiras jogou e se dedicou, o torcedor ainda tenta manter um fio de esperança nas quatro partidas finais. Já o Botafogo, a oito pontos do G-4, vê a vaga na Libertadores ficar cada vez mais complicada.

Na próxima rodada, o Botafogo recebe a Portuguesa, sábado às 19h30m (horário de Brasília), no Engenhão. No domingo, o Palmeiras pega o Fluminense às 17h, no Prudentão, em Presidente Prudente.

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Iluminado, Betinho decide contra o Bahia e renova esperança do Verdão

Era a última chance. O Palmeiras entendia que uma derrota, ou até mesmo um empate contra o Bahia nesta quarta-feira, em Pituaçu, selaria o rebaixamento da equipe no Campeonato Brasileiro. Mas a esperança está renovada com uma suada vitória por 1 a 0, fora de casa, com gol do iluminado Betinho. A vitória acirrou a briga contra a degola. A diferença entre os dois rivais, que começou em nove, passou a ser de seis pontos. Faltam sete rodadas para o fim do campeonato.

Tem dias em que tudo dá certo: em voo atrasado que assustou os alviverdes, Barcos chegou do Chile a tempo de entrar em campo e dar o passe para a cabeçada certeira do predestinado Betinho, autor de seu segundo gol com a camisa do Palmeiras – o primeiro foi “só” o do título da Copa do Brasil, em julho. O Verdão foi aos 29 pontos e subiu uma posição na tabela. Está em 17º, mas o Sport enfrenta a Ponte Preta nesta quinta-feira e pode ultrapassar o rival.

Tem dias em que tudo dá errado: antes bem arrumado por Jorginho, o Bahia mostrou falhas que o Palmeiras costumava apresentar nos últimos jogos. Erros sucessivos de passes, chutes mal direcionados e uma torcida que começou jogando junto, mas passou a pressionar demais no segundo tempo. A equipe baiana continua com 35 pontos, e o risco de degola aumentou um pouco.

As duas equipes voltam a campo no próximo fim de semana. O Palmeiras recebe o Cruzeiro no sábado, às 18h30 (horário de Brasília), em Araraquara. Na mesma data e horário, o Bahia vai ao Pacaembu para enfrentar o tranquilo Corinthians, que já pensa no Mundial de Clubes.

Zé Roberto, Bahia e Palmeiras (Foto: Edson Ruiz / Agência Estado)Zé Roberto disputa jogada com Zé Roberto no primeiro tempo (Foto: Edson Ruiz / Agência Estado)

O voo de Barcos, a luz de Betinho

O dia de Barcos não foi nada fácil. Um voo que parecia interminável de Santiago a Salvador, com escala em São Paulo, só terminou às 18h, uma hora e meia antes do início da partida. Escoltado por um carro de polícia, ele apareceu em Pituaçu em cima da hora, vestiu o uniforme e foi à luta. Ao lado dele, Gilson Kleina fez mudanças: as entradas de Patrick Vieira e Betinho causaram surpresa no torcedor alviverde, que nem assim perdeu a esperança.

O Bahia tentou fazer o que qualquer rival do Palmeiras faz hoje em dia: toca a bola com paciência, roda o jogo e sabe que a falha uma hora vai chegar. A zaga fez seu papel, tentando enervar Barcos e provocar uma expulsão – algo que já virou rotina na equipe paulista. No ataque, Jones Carioca fez o que pôde. Da direita para a esquerda, depois para o meio, ele foi o mais lúcido entre os baianos. Apesar do esboço de pressão, o goleiro Bruno teve pouco trabalho.

O controle do jogo era do time da casa, que não tinha alguém capaz de definir a jogada. Um estilo parecido com o de Barcos, que discutiu com Titi, reclamou da falta de bolas recebidas, mas mesmo assim resolveu. Bastou um lançamento longo de Bruno e um passe “quebrado” de Betinho. Aos 19 minutos, o Pirata recebeu pela esquerda, passou o pé por cima da bola e cruzou de canhota, na cabeça de Betinho: 1 a 0 Palmeiras. Os torcedores do Bahia se calaram por alguns minutos. Já valeu a viagem do Pirata.

Não custa lembrar que Betinho é o iluminado atacante que raspou a bola em sua cabeça para dar o título da Copa do Brasil ao Palmeiras. O gol dele desestabilizou o Bahia, que passou a pressionar e jogar só no campo de ataque, mas sem a decisão do último passe. O Tricolor foi prejudicado pelo mesmo nervosismo que acabou com o Verdão nos últimos jogos. Não houve um chute na direção do gol. Mesmo recuado demais, o time de Gilson Kleina conseguiu segurar o rival no primeiro tempo.

Betinho comemora gol do Palmeiras contra o Bahia (Foto: Cesar Greco / Agência Estado)Betinho comemora o gol da vitória do Palmeiras contra o Bahia (Foto: Cesar Greco / Agência Estado)

Nervosismo muda de lado

A morosidade de Zé Roberto foi substituída pela alta velocidade de Lulinha, que entrou para tentar incendiar o Bahia no segundo tempo. O primeiro ato foi o óbvio: levantou os braços e chamou a torcida para o jogo, depois de ela ter vaiado do Tricolor na saída para o intervalo. Pituaçu tinha de se tornar um caldeirão para os donos da casa empatarem o jogo.

De novo, o nervosismo atrapalhou. Lulinha até entrou bem, dando dinâmica ao time e forçando as jogadas pelas laterais. O ponto fraco da defesa alviverde era pela esquerda, com Leandro, ainda sem o ritmo de jogo ideal. Mas foi impressionante a quantidade de erros do Bahia, até nos passes mais simples. Sem conseguir se encontrar em campo, o time da casa passou a criticar qualquer marcação do árbitro Leandro Vuaden.

A impaciência passou para as arquibancadas. A torcida, que sempre joga junto, começou a vaiar. Em campo, Cláudio Pitbull entrou para melhorar o ataque e já irritou os tricolores logo no primeiro passe errado – mas quase empatou em cobrança de falta, com bela defesa de Bruno. Na defesa, Titi quase fez um gol contra em lance fácil, sem ninguém perto dele.

No fim, o Palmeiras ainda reclamou de um suposto pênalti de Diones, que atingiu a bola com a mão dentro da área. O mais importante para os alviverdes, porém, foi que o time conseguiu controlar o jogo com uma tranquilidade que não mostrava há algum tempo. A fuga do rebaixamento ainda é uma missão difícil, mas o Bahia já passa a ser visto mais de perto.

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Na estreia de Kleina, Figueira e Verdão fazem decisão às avessas

Figueira, de Márcio Goiano, pega Verdão, de Kleina (Montagem sobre fotos do Globoesporte.com)

Figueirense e Palmeiras podem iniciar a arrancada da salvação. Ou morrer abraçados. O fato é que o estádio Orlando Scarpelli, em Florianópolis, vai receber um jogo nervoso neste sábado, a partir de 18h30m (horário de Brasília). O clima é de decisão, mas às avessas, pois não vale taça. Para os rivais deste sábado, título é a sobrevivência na elite do futebol brasileiro. A situação é difícil, mas quem sair vitorioso pode sonhar com voos mais altos nas últimas rodadas do Campeonato Brasileiro. Em caso de empate, todos perdem. Como trunfo, o Verdão conta com a estreia do técnico Gilson Kleina.

A equipe catarinense também trocou recentemente de técnico – Márcio Goiano chegou e os alvinegros esboçaram uma reação. De lanterna absoluto, o Figueirense passou para a 18ª posição, com 22 pontos, mas ainda a seis de sair da zona de rebaixamento. Mesmo assim, o futebol melhorou, e a esperança da torcida voltou.

O Palmeiras demorou um pouco mais, mas tomou a mesma medida na semana passada. Demitiu o supercampeão Luiz Felipe Scolari e iniciou um tratamento de choque no elenco, que culminou na contratação de Gilson Kleina, ex-Ponte Preta.

O técnico estreia neste sábado com um desafio e tanto nas mãos. Apesar do contrato assinado até dezembro de 2013, ele sabe que os últimos 13 jogos deste Brasileirão serão determinantes para seu projeto. Com 20 pontos, o Verdão está atolado na 19ª posição – só leva vantagem sobre o lanterna Atlético-GO no número de vitórias (5 a 4).

O Figueirense vem de uma derrota amarga para o Bahia, outro concorrente que foge do rebaixamento. O Alvinegro catarinense sofreu a virada aos 45 do segundo tempo e ficou mais longe da Série A de 2013. A vitória poderia deixar o furacão um pouco mais tranquilo. Para a partida deste sábado, no entanto, o time volta a contar com a dupla de ataque que mais fez gols no Brasileirão. Aloísio e Caio fizeram, juntos, 16 gols. Na última partida, o Boi Bandido cumpriu suspensão e Caio fez dupla com Julio Cesar.

Diante de um adversário direto na luta contra a degola, o Palmeiras avisou que vai jogar fechado e com três volantes, como “time pequeno”, como definiu o volante Marcos Assunção. Não poderia ser diferente. Em 36 pontos disputados como visitante, ganhou apenas quatro – uma vitória sobre o Botafogo e um empate com o Coritiba em 12 partidas.

O GLOBOESPORTE.COM acompanha todos os lances em Tempo Real, com vídeos, a partir das 18h30m. O PFC mostra o confronto para todo o Brasil, pelo sistema pay-per-view.

header as escalações 2

Figueirense: o time deve permanecer no 4-4-2, embora Márcio Goiano tenha trabalhado uma formação com três atacantes durante a semana. A provável escalação do Furacão deve ser com Wilson no gol; Elsinho na lateral direita e Hélder na esquerda; na dupla de zaga: João Paulo e Edson. Túlio e Jackson devem fazer a dupla de volantes, com Botti e Claudinei mais à frente; no ataque: Caio e Aloísio.

Palmeiras:
Gilson Kleina já implantou seu método de trabalho, mas ainda deve manter grande parte da base deixada por Felipão. O novo técnico avisou que vai começar a arrumar o time pela defesa, e por isso deve ter três volantes em campo – Henrique, Márcio Araújo e Marcos Assunção. Na vaga de Luan, Maikon Leite deve ser titular. O provável time: Bruno, Correa, Maurício Ramos, Thiago Heleno e Juninho; Henrique, Márcio Araújo, Marcos Assunção e Valdivia; Maikon Leite e Barcos.

quem esta fora (Foto: arte esporte)

Figueirense: Fernandes, que sofreu uma lesão no ombro esquerdo e poderia se recuperar a tempo, está fora. Loco Abreu ainda está em Montevideo, onde se recupera da artroscopia.  Héber e Ricardo seguem em tratamento no departamento médico.

Palmeiras: Artur, Luan e Obina, suspensos, João Vitor, com dores no pé direito, e Fernandinho e Wesley, que se recuperam de cirurgias de joelho.

header pendurados (Foto: ArteEsporte)

Figueirense: João, Edson e Túlio. Sandro e Loco Abreu estão pendurados, mas não foram relacionados.

Palmeiras: Daniel Carvalho, Luan, Márcio Araújo e Wellington.

header o árbitro (Foto: ArteEsporte)

Wilton Pereira Sampaio (GO) apita a partida, auxiliado por Guilherme Dias Camilo (MG) e Wagner de Almeirda Santos (RJ). Wilton Sampaio arbitrou oito jogos no Brasileirão, marcou 318 faltas (média de 39,7 por jogo), aplicou 51 amarelos (média de 6,4 por jogo), sete vermelhos (média de 0,8 por jogo) e nenhum pênalti. O campeonato tem média de 5,01 amarelos, 0,28 vermelho, 36,5 faltas e 0,2 pênalti. O árbitro apitou um jogo dos paulistas na Série A deste ano: Vasco 3 x 1 Palmeiras, pela 24ª rodada.

header fique de olho 2

Figueirense: Aloísio. O atacante tem sido o homem de referência no ataque alvinegro. Ele atravessa uma boa fase e tem desequilibrado a favor do Alvinegro, ao lado de caio – juntos, já balançaram a rede 16 vezes no Brasileirão.

Palmeiras:
 Barcos. De volta após uma participação no Superclássico das Américas, com a seleção argentina, o atacante quer voltar a fazer seus gols e ajudar o Verdão a sair da zona de rebaixamento. São 21 marcados na temporada, mas o último foi há mais de um mês, no dia 19 de agosto, contra o Atlético-GO.

header o que eles disseram

Marcio Goiano, técnico do Figueirense: “A gente sabe que vai enfrentar uma das grandes equipes do futebol brasileiro, que é o Palmeiras. Eles estão mobilizados em sair da situação, da mesma maneira que nós estamos. Esse jogo é uma decisão para todos os jogadores, até pela pontuação. (…) As duas equipes tem o mesmo objetivo: estar na Série A em 2013”

Gilson Kleina, técnico do Palmeiras: “Dentro do Orlando Scarpelli, o Figueirense é uma equipe muito perigosa, nos últimos seis jogos ganhou um padrão e conseguiu subir na tabela. Sabemos que temos de competir bem por lá para trazer a vitória”.

header números e curiosidades

* Figueirense e Palmeiras são duas das equipes com mais rodadas na zona de rebaixamento. De 25 jogos disputados até agora, o Figueira ficou 19 na zona perigosa, enquanto o Verdão passou 16 partidas por ali.

* No ano passado, os mandos dos rivais no Brasileirão foram “invertidos”. O Palmeiras venceu por 1 a 0 no primeiro turno do Brasileiro, em Florianópolis, enquanto o Figueirense devolveu com um 2 a 1 no segundo turno, em São Paulo.

* A última vitória do Figueira em Florianópolis sobre o Palmeiras foi marcante. Em 2006, uma goleada por 6 a 1 deflagrou a crise alviverde e causou a demissão do técnico Emerson Leão.

header último confronto v2

Em 1º de julho de 2012, o Palmeiras bateu o Figueirense por 3 a 1 e conseguiu sua primeira vitória na atual edição do Brasileirão. Ainda preocupado com a disputa da Copa do Brasil, a equipe paulista viu o rival abrir o placar com um golaço de Julio César, ainda no primeiro tempo. O zagueiro paraguaio Román empatou minutos depois. A vitória só veio depois dos 40 do segundo tempo, quando Barcos e Maikon Leite selaram o resultado na Arena Barueri, que recebeu apenas 2.580 pagantes.

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Kleber é expulso logo no início, mas Grêmio segura Verdão no Pacaembu

Em 15 minutos, o torcedor palmeirense se encheu de esperança. Parecia que chegaria ao fim o o martírio que o time vive no Brasileirão deste ano. Com um jogador a mais a partir dos 16 do primeiro tempo – Kleber, sim, ele mesmo, foi expulso -, o Verdão controlou todo o jogo, encurralou o Grêmio, criou chances, mas faltou o gol. Faltou só um gol. O empate por 0 a 0 aumenta o clima tenso e a pressão sobre a equipe, figura constante na zona do rebaixamento do Campeonato Brasileiro. Para os gaúchos, um ponto comemorado como se fossem três.

Kleber quase ajudou o ex-clube. Vaiado pela torcida desde o momento em que seu nome apareceu no telão, o atacante recebeu cartão amarelo por reclamação, aos 12 minutos, e levou o vermelho, aos 15, depois de um choque com Henrique em que teria deixado o cotovelo de forma proposital.

O Grêmio deixa São Paulo com um ponto valioso por atuar com um homem a menos por mais de 70 minutos. Com 41 pontos, os gaúchos estão a três do vice Fluminense e do líder Atlético-MG, que tem dois jogos a menos (encara o Corinthians neste domingo e o Flamengo, em duelo adiado, no dia 26).

O Palmeiras se animou, teve a partida nas mãos ao sufocar o adversário durante quase todo o tempo, mas não conseguiu aliviar o mau momento. O incentivo vindo das arquibancadas se transformou em nervosismo e vaias. São agora quatro partidas sem vencer, desempenho que o mantém no grupo dos quatro piores, com apenas 17 pontos, em 17º lugar. O perigo de cair novamente para a Série B é cada vez mais real.

Na próxima rodada, o Palmeiras volta a jogar em casa. Recebe o Sport, quinta-feira, às 21h, no Pacaembu. O Grêmio recebe o Atlético-GO, quarta-feira, às 20h30min, no estádio Olímpico.

luan palmeiras kleber grêmio brasileirão (Foto: Nelson Antoine / Agência Estado)Luan, do Palmeiras, em disputa de bola com Kleber, do Grêmio  (Foto: Nelson Antoine / Agência Estado)

Palmeiras domina, mas não marca; Kleber é expulso

A necessidade de uma vitória para aliviar a pressão fez o Palmeiras colocar o Grêmio contra a parede. No embalo da torcida, que compareceu em número apenas razoável ao Pacaembu (o público total foi de 12.035 pessoas), mostrou vontade, lutou em todos os lances, mas não foi capaz de furar a boa marcação armada pelo Grêmio e construir uma vantagem mínima.

Felipão optou por um esquema com três volantes e acabou minando as forças ofensivas do time. Luan, de volta após 14 partidas, o estreante Tiago Real e o ídolo Barcos se destacaram, mas não puderam resolver. Os paulistas esbarraram na muralha construída por Vanderlei Luxemburgo em frente à área e só levaram perigo em chutes de longe de Artur e João Vitor.

O domínio alviverde aumentou ainda mais aos 15 minutos. Muito vaiado pela torcida palmeirense, o atacante Kleber foi expulso depois de uma dividida com Henrique na intermediária. A arbitragem entendeu que o Gladiador acertou uma cotovelada no adversário – ele já havia sido punido com cartão amarelo por reclamação três minutos antes.

Mesmo com um a mais, o Palmeiras não conseguiu criar oportunidades claras para marcar. Maikon Leite entrou na vaga de João Vitor e pouco fez. O Grêmio só chegou ao ataque aos 44. Zé Roberto recebeu passe em profundidade na área, driblou o goleiro Bruno e chutou. A bola tocou no braço de Thiago Heleno, mas a arbitragem mandou o lance seguir, revoltando os tricolores.

henrique palmeiras zé roberto grêmio brasileirão (Foto: Cesar Greco / Agência Estado)Henrique, do Palmeiras, disputa com Zé Roberto,
do Grêmio (Foto: Cesar Greco / Agência Estado)

Mais pressão do Verdão e…0 a 0

Scolari tentou dar mais qualidade ao Palmeiras com a entrada de Correa no lugar de Artur. O volante foi improvisado na lateral direita, e o Verdão passou a insistir mais por aquele lado. Apesar de os primeiros minutos se transformarem em um treino de ataque contra defesa, os paulistas não levaram perigo ao goleiro gremista. Na melhor jogada, Tiago Real bateu da entrada da área e quase acertou o canto direito de Marcelo Grohe.

Assim como na primeira etapa, o Grêmio se trancou atrás e buscou apenas os contra-ataques. E foi em um deles que os gaúchos quase abriram o placar, aos dez. Zé Roberto fez bela jogada pela esquerda e, na saída de Bruno, tocou a bola para trás. Com o gol vazio, Marcelo Moreno chutou e a bola explodiu em Maurício Ramos.

O passar do tempo trouxe nervosismo à torcida e contaminou a equipe. O Palmeiras passou a errar mais passes e, por alguns momentos, se descontrolou. Bem marcado, Barcos sofreu com a falta de espaço. Novamente, a solução foi arriscar em chutes de longe. Maikon Leite foi quem mais se aproximou do gol em duas finalizações perigosas de fora da área.

Aos 40, o lance que definiu o empate por 0 a 0. Barcos fez boa jogada pela direita, passou por um marcador e tocou por cobertura. A bola passou pelo goleiro gremista e caprichosamente beijou o travessão. Era o fim do jogo.

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