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À frente da Secom/PB Nonato avisa que trabalhará com transparência e verdade

À frente da Secretaria de Comunicação do Governo da Paraíba desde a semana passada, o jornalista Nonato Bandeira disse, em entrevista nesta sexta-feira (09), que irá trabalhar na pasta não apenas com a transparência, mas, sobretudo com a verdade.

Bandeira, que disputou uma das vagas para deputado federal nas eleições de 2018, e perdeu, ressaltou que, mesmo já tendo passado pela pasta, em outra oportunidade, agora, em 2019, trata a função como um novo desafio.

“A gente está retornando a uma função que já ocupamos. Sempre é um novo desafio. Quem está em governo não pode estar escolhendo funções. Vamos trabalhar Com a transparência e com a verdade. Quando tiver algum problema, vamos tentar ser o mais claro possível. Vamos manter a divulgação periódica do que o governador e o governo estão fazendo tanto por Campina Grande, quanto pela Paraíba”, ressaltou.
As declarações de Bandeira repercutira na Caturité FM.

 

PB Agora

 

 

Saiba o que é mito e verdade sobre a infecção urinária

infeccao-urinariaA Infecção do Trato Urinário (ITU), mais conhecida como Infecção Urinária, é um quadro infeccioso que aumenta a frequência para ir ao banheiro, além de causar ardor ao urinar. Pode ocorrer em qualquer parte do sistema urinário, nas vias urinárias superiores (rins e ureteres) e nas vias urinárias inferiores (bexiga e uretra).

A doença pode gerar dúvidas. Para esclarecer sobre a patologia, a ginecologista Regina Paula Ares lista alguns mitos e verdades. Confira:

1. Urinar depois do sexo!  – VERDADE
Durante o sexo, o corpo humano entra em contato com muitas bactérias que, por consequência, podem acabar entrando tanto no canal urinário feminino quanto no masculino. Eliminar o xixi após a prática pode ajudar a remover as possíveis bactérias que se acumulam durante a relação.

2. Sempre que houver ardor ao urinar o motivo é a infecção urinária – MITO
Segundo pesquisas, apenas 20% dos casos de dor e ardor são infecções urinárias. Os outros 80% não apresentam alterações que comprovem. Esse problema pode estar relacionado a infecções ginecológicas, traumatismo local ou irritações.

3. Evitar segurar a urina –  VERDADE
O fato de reter a urina favorece um aumento da população bacteriana da flora local, podendo ocasionar a infecção. O nosso trato urinário tem uma flora bacteriana própria, que coloniza o sistema e é eliminada periodicamente ao urinar.

4. A limpeza após a evacuação não pode causar infecção urinária – MITO
Em quase 90% das vezes a bactéria Escherichia coli, que habita o intestino, é a culpada. Por isso, é tão importante fazer corretamente a higiene íntima, limpando sempre da vagina em direção ao ânus.

5. Os problemas ginecológicos favorecem o surgimento da patologia –  VERDADE
As mulheres com infecções vaginais ou corrimentos estão mais predispostas à infecção urinária. A proximidade entre a vagina, ânus e uretra, facilita a contaminação.

6. A ingestão de álcool e cafeína não influenciam na contaminação – MITO
É necessário reduzir consumo desses itens pois eles podem enfraquecer o sistema de defesa do organismo.

7. Evitar o uso de biquíni molhado por longos períodos –  VERDADE
O uso prolongado de peças molhadas, como biquínis ou bermudas, aumentam as chances de contrair a doença, devido à proliferação facilitada de bactérias patogênicas (agressoras) no sistema urinário.

8. Usar roupas justas ou de fibras sintéticas não interfere no desenvolvimento da patologia –  MITO
O hábito pode, sim, contribuir para o aparecimento dos sintomas, uma vez que a falta de ventilação pode facilitar na proliferação das bactérias.

9. Trocar o absorvente íntimo com frequência  – VERDADE
A presença de umidade e sangue aumenta muito o risco de proliferação de bactérias. Portanto, o correto é não deixar o absorvente íntimo ficar cheio por muito tempo, principalmente se for um absorvente externo, que pode deixar a pele ao redor da uretra úmida e com sangue. Ainda há controvérsias entre os especialistas sobre qual tipo de absorvente é o mais perigoso: internos ou externos. Na dúvida, independentemente do absorvente usado, troque-o com frequência.

tribunadoceara

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Mito ou verdade? Bebidas alcoólicas aceleram estágio de hipotermia

 

bebida-alcoolicaAo contrário do que muita gente pensa, o consumo de bebidas alcoólicas não ajuda a aquecer o organismo no inverno. Muito pelo contrário! É, na verdade, um fator de risco ainda maior à saúde, capaz de acelerar o processo de hipotermia, de acordo com a clínica geral do Complexo Hospitalar Edmundo Vasconcelos, Ligia Brito.

A especialista esclarece que, ao ingerir vinho, vodca, uísque e destilados em geral, há apenas o aquecimento do estômago e intestino, ocasionando uma falsa sensação de aumento da temperatura corporal. “A bebida queima as membranas mais sensíveis nestes órgãos, o que ocasiona esta sensação. Se a pessoa estiver com estômago vazio, a queimação pode desencadear até mesmo uma gastrite aguda”, esclarece.

Segundo Ligia Brito, não há mistério: quanto maior teor alcoólico ingerido, mais acelerado fica o metabolismo, provocando a queda da temperatura do corpo. “O álcool faz com que os vasos sanguíneos se dilatem, provocando a queda da temperatura do corpo, o que contribui para o quadro de hipotermia”, complementa a médica.

Nesta situação, o organismo se “autodefende”, tirando sangue das extremidades para levar às áreas mais nobres do corpo, como coração e cérebro. “Por isso, as mãos e os pés são sempre as partes mais frias”, explica.

Em casos de hipotermia, alguns sinais chamam a atenção, como tremores, ritmo respiratório mais lento que o normal, perda da coordenação motora, confusão metal, sonolência, pele fria e pálida e sensação de cansaço. Em situações mais graves, o paciente está sujeito a ataque cardíaco e falência múltipla de órgãos.

A clínica geral lembra ainda que, em casos aparentes de hipotermia, é possível seguir alguns cuidados básicos. “A primeira medida é tentar aquecer a pessoa, retirando as roupas frias e molhadas e envolve-la com cobertores ou bolsas de água quente. Em casos graves, deve ser acionado o serviço de emergência para uma melhor detecção do quadro de saúde”, aconselha.

 

TREE COMUNICAÇÃO

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Pirpirituba: candidato a prefeito restabelece verdade dita em convenção

 

Interpretar frase fora de contexto é fácil, difícil é reconhecer tudo o que foi dito

hugo simõesO sucesso e a grande proporção gerada pela convenção do candidato a Prefeito pelo PSB, Hugo Simões, em Pirpirituba-PB, provocou uma interpretação equivocada a respeito do que realmente foi dito pelo candidato em seu discurso. A matéria publicada no site www.focandoanoticia.com.br interpreta uma fala de Hugo retirando de contexto o que foi dito na ocasião, numa tentativa de confundir a população e tentar diminuir o sucesso do evento.

Em seu discurso, na convenção de lançamento de sua candidatura, nesta última sexta-feira (05/08), o candidato, dentre outras coisas, fala de maneira clara sobre seus planos para uma futura gestão, apresentando ideias e projetos que almejam o desenvolvimento de sua cidade.

Ao discursar Hugo Simões convida a população a avaliar os atuais candidatos à gestão do Município e os projetos que os mesmos têm trazido à população, analisando também a atual administração dos últimos oito anos, realizada pelo prefeito Rinaldo Guedes, a qual não acarretou em progressos para a cidade. Dentro de sua fala, Hugo trouxe a definição do verdadeiro significado da palavra HUMILDADE, dizendo que “Ser humilde não é ser pobre, mas sim ser honesto”; assim, ele afirma que humildade não é sinônimo de pobreza, mas de honestidade em atos concretos, sem fazer referência a nenhuma pessoa específica, como tem sido divulgado de maneira maliciosa pelo blog acima citado, onde se afirma que o candidato se referiu ao seu opositor Denilson Freitas (Didiu), chamando-o de pobre e desonesto. O que não foi verdade.

Confira o vídeo, para que a população possa ter acesso ao que foi realmente dito pelo candidato Hugo Simões.

Interpretar uma frase fora de contexto é fácil, difícil é reconhecer tudo o que foi dito pelo candidato Hugo Simões em seu discurso. Em suas palavras, Hugo deixa claro que ele é o oposto do que a equipe da situação tem divulgado incansavelmente, ao dizer que ‘Hugo é um candidato prepotente’, formando uma imagem contorcida do que ele realmente é.

Diante da situação, Hugo se põe à disposição da população, comprometendo-se com uma gestão de transparência e acessibilidade, visando atender e ouvir os cidadãos e suas necessidades, mostrando assim que é um candidato democrático e popular, diferente do que Pirpirituba tem vivenciado nos últimos oito anos pela gestão do atual Prefeito, a qual teve em seu secretariado o atual candidato a Prefeito pelo PSDB Didiu, que promete uma gestão de continuidade, mostrando que não fará uma administração diferente da anterior.

 

Assessoria

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Marília Mendonça fala sobre críticas: ‘A minha verdade ainda assusta’

 (Foto: Maurício Antônio/Divulgação)
(Foto: Maurício Antônio/Divulgação)

Marília Mendonça já era destaque em composições sertanejas anos antes de fazer seu primeiro show como cantora. A estreia nos palcos aconteceu em 2015, pouco depois de ela gravar seu primeiro DVD. Menos de um ano após a primeira apresentação oficial, Marília entrou forte para o hall de mulheres em destaque no cenário sertanejo.

Há algumas semanas, inclusive, tornou-se a artista mais vista no Brasil segundo números do Youtube, superando até artistas internacionais como Shakira, Taylor Swift e Adele.

Sobre o fato, aliás, Marília comemora, mas prefere não ser comparada a nenhuma outra estrela. “É uma felicidade muito grande até por nunca ter tido essa pretensão. Tudo aconteceu naturalmente. Não gosto de comparações… Fizeram comparação, falando que fiquei na frente da Adele. Mas sempre digo, não tenho nada a ver com isso, foi o povo que escolheu. Obrigada a todos os fãs”, afirmou ela, ressaltando que não foi uma conquista planejada.

Marília conversou com o EGO dias após ser internada com princípio de estafa. “Já voltei (ao trabalho). Foi só um sustinho”, afirmou ela, que vem tentando se acostumar com a mudança radical entre a vida de compositora e a de cantora.

“É uma mudança da água para o vinho. Compositor tem a vida mais tranquila, dorme na hora certa, acorda na hora certa, tem como preservar a imagem. Cantava desde nova na igreja, mas não pensava em tudo o que está acontecendo. Algumas coisas assustam a gente, como o que aconteceu agora (a internação). Mas a felicidade é muito grande ao ouvir as pessoas cantarem minha música”, afirmou ela.

Sinceridade
A sinceridade de Marília não aparece apenas para falar sobre esse assunto, mas é um de seus pontos fortes. Sua postura firme e direta é comum em sua fala e decisões. Como por exemplo, a de não seguir os conselhos para emagrecer. “Presenciei muita gente que fez isso por pressão. Eu não acho que isso seja legal. Tenho que mostrar no palco o que eu sou. A gente já sofre tanto por ai, se não puder comer o que gosta, não dá, né? (risos). Vou fazer sempre o que me sinto bem”, disparou ela, que por muitas vezes também já foi julgada por beber nos palcos.

Sobre esse fato, aliás, Marília faz um desabafo envolvendo as críticas que recebeu após o show cancelado por estar passando mal. “Muitas pessoas falaram que eu estava bêbada, que bebi o dia todo no hotel. E eu já cheguei doente no hotel de noite. As pessoas acham estranha mulheres botando a cara desse jeito. Acho que estou sofrendo um pouco disso. Uma pratica que não é comum ainda. E as pessoas acabam colocando foco naquilo. Se fosse um cantor sertanejo tomando uma dose no palco, como faço, é normal. Mas se é mulher, é alcoólatra. A minha verdade ainda assusta as pessoas”, desabafou.

Marília contou ainda que não esconde nada de sua vida e, inclusive, coloca algumas de suas histórias em suas canções. “Sentimento louco”, música que conta a história de uma mulher que se envolve com um homem comprometido, é uma delas.

DVD
Ainda colhendo os frutos de seu primeiro DVD, Marília se prepara para gravar o segundo trabalho. A filmagem será no dia 8 de outubro no Sambódromo de Manaus. As participações especiais no palco ainda são surpresa. Mas a cantora entrega que, no repertório, trará novamente histórias falando de amor. “Vem a cara da Marília Mendonça de novo. Com novos assuntos, mas as ‘polêmicas’ ainda vão existir. As pessoas gostam de chamar de polêmica, mas gosto de falar sobre a verdade. Serão músicas românticas, mas com o toque mais dançante”, contou.

Em suas faixas, Marília costuma falar sobre uma mulher mais independente, que não sofre tanto por amor quando é largada e que, muitas vezes, também é a responsável por “dar o pé” no boy. Mas essa independência nos relacionamentos ela admite que é mais para os palcos mesmo. “Eu sofro de amor, sim. Hoje estou com o coração tranquilo, estou namorando um rapaz aí… Eu não sou tão forte como eu canto. Mas acho que aquilo é uma forma de incentivar as mulheres”, afirma.

Marília Mendonça (Foto: Flaney Gonzalez/Divulgação)Marília Mendonça (Foto: Flaney Gonzalez/Divulgação)

 

Marília Mendonça  (Foto: Maurício Antônio/Divulgação)Marília Mendonça (Foto: Maurício Antônio/Divulgação)
Marília Mendonça  (Foto: Maurício Antônio/Divulgação)Marília Mendonça (Foto: Maurício Antônio/Divulgação)
Marília Mendonça  (Foto: Maurício Antônio/Divulgação)Marília Mendonça (Foto: Maurício Antônio/Divulgação)

 

EGO

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Cuidado! Ferramenta que promete deixar o Whatsapp azul é, na verdade, um golpe

Se você recebeu através do WhatsApp um link com uma suposta ferramenta que torna o aplicativo azul, fique atento. Trata-se de um novo golpe que está circulando entre os celulares, capaz de roubar os dados do usuário para usá-los de forma maldosa. Funciona da seguinte forma: quando a pessoa clica no link , é redirecionada para uma página, chamada “Whatsapp Trendy Blue”, onde deve inserir o número do celular.

Ao clicar em “I agree! Continue!” (em livre tradução, “Eu concordo! Continuar!”), abrirá uma nova tela, onde deve confirmar que é um usuário ativo. Depois dessas etapas, a ferramenta solicita que a pessoa convide dez amigos ou três grupos no Whatsapp para que o aplicativo seja desbloqueado e fique azul.

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Porém, no fim das contas, o usuário não é levado a nenhuma página de download, mas a uma pesquisa online, que solicita informações pessoais. Quanto mais a vítima avança, mais dados são roubados pelo site. De acordo com sites de tecnlogia estrangeiros, a ferramenta chega a inscrever o usuário em um serviço de mensagens tarifadas, gerando custos extras na conta do celular. Fique atento!


Extra

Deputada paraibana chama de covarde e traidora Comissão da Verdade no país

luizaParaibana, a deputada federal Luiza Erundina (PSB-SP), que desde 2011 tenta emplacar no Congresso uma revisão da Lei da Anistia com punição aos acusados de repressão durante a ditadura, acredita que a Comissão Nacional da Verdade (CNV) “traiu os movimentos sociais” e foi “covarde” ao não enfrentar os militares. Aos 80 anos, a socialista expressou à BBC Brasil suas críticas ao que chamou de “processo extremamente fechado” da comissão, que não envolveu a sociedade na construção de seu parecer final.

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Ela se emocionou ao se lembrar de amigos desaparecidos nos governos militares e afirmou que a CNV não representa esperanças para a punição de envolvidos em crimes de tortura.

“Não podemos nos enganar e achar que o dever histórico do Estado está garantido com este relatório. Não está. O governo brasileiro continua em dívida com as vítimas da ditadura militar”, disse Erundina.

A parlamentar acredita que as conclusões da Comissão, que saem nesta quarta-feira, Dia Internacional dos Direitos Humanos, são “só mais um relatório que vai para o Arquivo Nacional”.

Suas declarações representam uma voz crítica no ambiente de esquerda em relação às investigações da comissão, que se propõe a reacender o debate sobre crimes como tortura, assassinato e ocultação de cadáveres durante os governos militares, entre 1964 e 1985.

“Todo o processo da comissão foi extremamente fechado”, critica Erundina. “Ninguém teve acesso. Este relatório nunca poderia ser divulgado sem haver uma discussão de avaliação com comitês do país inteiro que levantaram dados e devem ter contribuído com as principais informações deste relatório”, afirmou. “Por isso, na minha visão, os movimentos sociais foram traídos pela Comissão da Verdade.”

‘Covardia’ – Segundo a parlamentar, o surgimento da Comissão, em 2012, fomentou a criação de dezenas de comitês independentes em universidades, sindicatos, organizações sociais, assembleias e câmaras legislativas para investigações regionais de violações durante a ditadura. “O único ponto positivo (da Comissão) é este saldo organizativo que ficou na sociedade”, afirma.

Para Erundina, entretanto, a estrutura da CNV não estimulou a população a “tomar as ruas” pela criminalização de atos violentos promovidos por militares ou agentes do Estado.

“Não tomou as ruas. A força dos militares continua muito forte. As restrições à participação da sociedade e dos familiares no acompanhamento da comissão tem a ver com a covardia dos membros desta comissão em enfrentar os militares”, afirmou.

A ex-prefeita de São Paulo prossegue: “Nestes dois anos e meio, a comissão funcionou de maneira fechada. Suas audiências públicas não eram públicas de verdade. Os encontros com os acusados pelos crimes foram feitos em sua maioria de forma reservada, privada, sem a presença das vítimas, familiares e cidadãos diretamente interessados nesta busca.”

Por isso, Erundina diz entender a Comissão da Verdade como um projeto de “reconciliação” entre civis e militares, suscetível a pressões externas, e não pela “verdade e punição de quem realmente lesou o país”.

“O objetivo deveria ser a justiça, mas a comissão não tenta impedir a impunidade, que mantém a ditadura viva e se reproduzindo nas delegacias, na repressão policial a cidadãos pobres nas periferias”, afirma.

“Não podemos nos enganar e achar que o dever histórico do Estado está garantido com este relatório. Não está. O governo brasileiro continua em dívida com as vítimas da ditadura militar”, continua a deputada.

A Lei da Anistia prevê perdão a todos que “cometeram crimes políticos ou conexos”, definidos como “os crimes de qualquer natureza relacionados com crimes políticos ou praticados por motivação política”.

É contra a interpretação de que os crimes como tortura seriam atos conexos que Erundina luta desde 2011, quando propôs no Congresso Nacional a “interpretação autêntica” (ou revisão) desta lei, promulgada em 1979.

“Os civis já pagaram pelo que cometeram sob tortura, sob violência”, diz, se referindo a membros de organizações que se utilizaram de métodos violentos contra o regime militar.

Para a deputada, os civis “também cometeram excessos”, mas teriam pagado por eles na justiça ao passarem por prisões e serem vítimas de abusos contra a vida, como atos de tortura.

“O que querem mais contra estas pessoas? Os autores dos crimes não pagaram nada. Uma lei de anistia não pode admitir crimes de lesa-humanidade como os que foram cometidos. Essas pessoas não podem ter direito a perdão.”

Corte – Erundina lembra que, em novembro de 2010, a Corte Interamericana de Direitos Humanos condenou o Brasil em julgamento sobre abusos cometidos por militares durante a ditadura. Ela cobra o cumprimento desta decisão internacional.

Dezoito anos antes, o Brasil aderiu à Convenção Americana, o que pressupõe o cumprimento de suas decisões. Entretanto, para juristas como Ives Gandra, nenhuma decisão internacional pode sobrepor decisões do Supremo Tribunal Federal (STF), que já se colocou contra a revisão da anistia. A deputada discorda. “Quem defende dessa forma, usando a formalidade da lei e filigramas de vírgulas da legislação, faz uma opção contra a vida, a liberdade e a democracia. Eu não me conformo.”

Ela se emociona ao lembrar dos “anos de chumbo”, quando precisou “sair correndo” da Paraíba, seu estado natal, para São Paulo.

“Tive meus momentos. Fui perseguida em vários sentidos e resisti como pude. Mas não posso nem me colocar diante daqueles que sofreram torturas, abusos sexuais, violência sobre sua dignidade. Sobretudo as mulheres, que foram vítimas pela sua natureza de mulher, mães cujos filhos pequenininhos assistiram à sua tortura, mães que assistiram aos filhos pequenininhos sendo torturados”, diz.

Ela finaliza a conversa com a voz trêmula. “Isso precisa mexer com o sangue dessas pessoas. A mente, a alma e o coração dessas pessoas… Acho que perdi o racional agora. Me desculpe se me emocionei.”

MaisPB com IG 

Dilma chora ao receber relatório final da Comissão da Verdade

dilmaA presidente Dilma Rousseff se emocionou e chorou nesta quarta-feira (10), durante a cerimônia de entrega do relatório final da Comissão Nacional da Verdade, ao lembrar quem morreu e lutou contra a ditadura militar. Ex-presa política, a chefe do Executivo afirmou em seu discurso que o documento elaborado ao longo de dois anos e sete meses ajuda o Brasil a “se reconciliar consigo mesmo” após os anos de ditadura militar.

“Estou certa de que os trabalhos produzidos pela comissão resultam do esforço pela procura da verdade, respeito da verdade histórica e estímulo da reconciliação do país consigo mesmo, por meio da verdade e do conhecimento”, afirmou.

A Comissão da Verdade entregou a Dilma o relatório final sobre as violações aos direitos humanos cometidos entre 1946 e 1988, especialmente na ditadura militar, de 1964 a 1985. A divulgação ocorre quando se celebra o Dia Internacional dos Direitos Humanos.

O documento lista os responsáveis pela repressão política, além de 434 vítimas dos crimes cometidos. Há ainda a relação dos locais onde ocorriam as sessões de interrogatórios forçados, prisões ilegais e desaparecimentos forçados. A íntegra dos três volumes, com mais de 2 mil páginas, será disponibilizada às 11h no site oficial da comissão.

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Em discurso, o coordenador da Comissão Nacional da Verdade, Pedro Dallari, disse que o relatório recomenda a criação de um órgão público para dar seguimento aos trabalhos iniciados pelo colegiado, inclusive com investigações que possam identificar mais vítimas da ditadura militar. “Certo que o rol de vítimas do relatório não é definitivo”, disse.

Dallari afirmou ainda ter a convicção de que as violências cometidas no período da ditadura militar não voltarão a ocorrer. “Cumprimos o que a lei determinou. Em meu nome pessoal [e dos demais integrantes da comissão] oferecemos a vossa excelência e ao país este relatório, com a firme convicção de que os fatos nele descritos não se repetirão nunca mais”, afirmou.

Ao fazer agradecimentos, Dallari afirmou que o ministro da Defesa, Celso Amorim, soube dialogar, apesar das resistências entre militares aos trabalhos da comissão. “Aqui quero fazer um registro especial ao relacionamento que houve com o Ministério da Defesa, em que pese as circunstâncias difíceis, em nenhum momento deixou de haver um diálogo respeitoso e relacionamento institucional entre entes do estado brasileiro.”

Relatório
O relatório é composto de três volumes e dividido em 18 capítulos. O primeiro descreve os fatos principais da ditadura, desde o contexto histórico que antecedeu o golpe militar de 1964, passa pela criação dos órgãos de repressão, as ações de repressão no exterior (como a Operação Condor, de colaboração com ditaduras latino-americanas), além dos métodos usados na repressão aos opositores do regime.

Há ainda um capítulo sobre a atuação do Judiciário, outro sobre a guerrilha do Araguaia (iniciativa de luta armada a partir do campo no Norte do país), além da relação de locais onde ocorreram as violações e a lista de responsáveis indiretos e diretos pela implantação, manutenção e prática sistemática de torturas, homicídios e prisões ilegais. Uma última parte contém as conclusões e recomendações.

O segundo volume traz estudos elaborados por equipes coordenadas pelos membros da comissão sobre diversos grupos que sofreram ou colaboraram com a repressão. Há, por exemplo, capítulo dedicados aos militares perseguidos ou a empresários que ajudaram na perseguição. Há também textos referentes à perseguição contra operários, camponeses, universitários, religiosos, homossexuais, além de um sobre os grupos armados de oposição.

O terceiro e último volume conta a história de cada um dos 434 mortos e desaparecidos identificados pelo grupo, bem como as circunstâncias que os levaram à morte. Os relatos mostram o sofrimento por que passaram e fazem reverência à oposição que fizeram ao regime de exceção.

G1

Jurídico do PT diz que Maranhão falta com a verdade e nega impugnação

MARCUSO advogado do PT, Marcus Tulio Macedo Campos (foto), rebateu, nesta sexta-feira (18), em contato com a reportagem do Portal MaisPB, as declarações do presidente estadual do PMDB, José Maranhão, que ontem revelou, que moveu o pedido de impugnação da candidatura de Lucélio Cartaxo (PT) para senador, como forma de resposta à tentativa anterior da bancada jurídica do PT paraibano, que tentou impugnar a sua candidatura também ao Senado.

“Infelizmente, o senhor José Maranhão falta com a verdade ao afirmar que o PT impugnou sua candidatura ao Senado. O PT, em momento algum, apresentou impugnação à candidatura de José Maranhão”, revelou.

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“A psicologia explica que o ser humano, quando não consegue justificar os próprios erros, tende a transferir sua responsabilidade para terceiros. É o que faz o candidato. Ele quer justificar o injustificável”, acrescentou.

Marcus Tulio classificou a postura do pemedebista de desespero. “Maranhão precisa entender que eleição se ganha no voto”, completou.

O advogado também desafiou Maranhão a apresentar provas de que a assessoria jurídica do PT tentou impugnar sua candidatura.

Cristiano Teixeira – MaisPB

Comissão da Verdade de São Paulo pede a Dilma que reconheça assassinato de JK

FOLHAPRESS
FOLHAPRESS

A Comissão Municipal da Verdade de São Paulo enviou ao Palácio do Planalto, em Brasília, ofício em que pede à presidenta Dilma Rousseff que reconheça que o acidente de trânsito que tirou a vida do ex-presidente Juscelino Kubitschek, em 22 de agosto de 1976, foi resultado de um atentado – e não uma mera fatalidade, como diz a versão oficial. Enviado em 19 de fevereiro, o documento pede ainda que Dilma tome as “providências necessárias” para alterar a causa da morte de JK e seu motorista, Geraldo Ribeiro, “em nome da História do Brasil, da Verdade, da Memória e da Justiça”.

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A solicitação é resultado de um trabalho de investigação de aproximadamente dois anos, conduzido pelo presidente da Comissão, vereador Gilberto Natalini (PV). “Recolhemos contradições graves nas investigações da época, fraudes, mentiras, tentativas de incriminar o motorista de um ônibus, quando na realidade ele não abalroou o carro de Juscelino”, lembra o parlamentar. As pesquisas da comissão foram reunidas nas 30 páginas do Relatório JK, apresentado por Natalini no  dia 10 de dezembro passado com 90 indícios que, assegura, demonstra que o ex-presidente foi assassinado.

“Estamos pedindo que o Brasil declare que Juscelino morreu de morte matada, e não de morte morrida. Não foi acidente, foi um atentado que provocou aquele acidente que matou JK”, exigiu o parlamentar paulista quando da apresentação do relatório. Para Natalini, tudo aponta que os mandantes do crime foram os generais Golbery do Couto e Silva, então ministro-chefe da Casa Civil da Presidência da República, e João Baptista Figueiredo, que na época comandava o Serviço Nacional de Informações (SNI) e dois anos depois seria nomeado como último presidente militar do país.

Além de Dilma, também devem receber solicitação da Comissão Municipal da Verdade de São Paulo para reconhecer o assassinato de JK o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Joaquim Barbosa, o presidente do Congresso Nacional, senador Renan Calheiros, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, e o coordenador da Comissão Nacional da Verdade (CNV), Pedro Dallari. O Relatório JK foi encaminhado ainda aos procuradores da República de Volta Redonda (RJ) e de Resende (RJ), Paulo Gomes Ferreira Filho e Luciana Fernandes Portal Lima Gadelha, que abriram inquéritos civis públicos após tomarem conhecimento sobre o resultado das investigações conduzidas pelos vereadores paulistas.

Juscelino perdeu a vida após o veículo em que se encontrava, um Opala, colidir frontalmente com um caminhão Scania-Vabis. O acidente ocorreu na Rodovia Presidente Dutra, na altura do km 168, atual km 331, no município de Resende. Conduzido pelo motorista Geraldo Ribeiro, que trabalhava com JK havia 36 anos, o carro do ex-presidente tinha saído de São Paulo com destino ao Rio.

 

 

Redação RBA