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Mulher sedentária é, no mínimo, 8 anos mais velha do aquela que se exercita

idosaPesquisadores da Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos, concluíram que mulheres sedentárias são biologicamente, pelo menos, oito anos mais velhas do que aquelas que praticam atividade física regular. O estudo foi publicado no periódico científico “American Journal of Epidemiology”, neste mês.

A conclusão foi alcançada ao se analisar 1.481 mulheres norte-americanas de 64 a 95 anos. As que ficavam sentadas dez horas ou mais por dia e faziam menos de 40 minutos de exercício diário eram, biologicamente, pelo menos, oito anos mais velhas. O tempo parado era medido com um aparelho, usado ao longo do dia, que verificava o movimento de cada pessoa.

Segundo os estudiosos, a combinação de sentar muito e pouca atividade física seria responsável por envelhecer as células. Saiba mais: Uma dieta rica em fibras ajuda a envelhecer com saúde – Patrocinado

O organismo está em constante processo de renovação celular, por meio do qual uma célula-mãe dá origem a células-filhas, replicando todo o DNA para que funcionem perfeitamente.

Para garantir que a “receita” seja repassada na íntegra existe o telômero, que é uma capa protetora na extremidade do cromossomo. O problema é que, com o passar dos anos, ele se desgasta, fazendo a célula funcionar mal e justificando o aparecimento de doenças.

A prática de exercícios –ao fazer com que o organismo produza substâncias inflamatórias e antioxidantes—protegeria os telômeros, explicando assim o fato de as mulheres que se exercitam serem mais jovens.

Uol

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Candidata mais velha da PB tem 90 anos e mais jovem tem 18

urnaA disputa por uma vaga nas 223 Câmaras Municipais da Paraíba reunirá 11.732 candidatos a vereador nas eleições deste ano.

De acordo com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) a candidata mais velha na disputa tem 90 anos e concorre a uma cadeira na CMCG. Creusa Maria da Conceição (PSDC), 90 anos, é natural de Campina Grande e nasceu no dia 25 de janeiro de 1926. Creusa é 72 anos mais velha do que Rananda Xerazade da Silva Oliveira (PSOL), 18 anos, que é a mais jovem na disputa na Rainha da Borborema.

Em João Pessoa, os candidatos mais velhos são: a ex-deputada Lúcia Braga (PDT) e Raymendo Geraldo (PSD), ambos com 82 anos. Com 18 anos, Misael Gustavo da Silva (PTB) é o candidato mais jovem da capital.

MaisPB

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Falhou, soltou pum, calcinha velha? Veja 17 micos na hora H

No filme em cartaz Sex Tape, Jason Segel e Cameron Diaz encarnam um casal que resolve apimentar a relação gravando a própria transa e acaba, sem querer, compartilhando o vídeo com amigos e familiares pela internet. Mas as vergonhas não ocorrem apenas quando a intimidade sexual vem a público. Vários vexames também ficam entre quatro paredes. E embora muitos defendam a tese de que vale tudo na cama, há de se convir que nem tudo convém, como surpreender o parceiro com uma lingerie furada ou deixar escapar um pum no meio do “rala e rola”.

Segundo o especialista em inteligência artificial David Levy, da Universidade de Maastricht, na Holanda, no futuro vamos para a cama e até casar com robôs. Os parceiros cibernéticos estarão disponíveis a partir de 2050. Mas, enquanto isso não acontece, vale evitar constrangimentos. Em homenagem ao Dia do Sexo, o Terra selecionou alguns micos que costumam ocorrer na hora H e pensou em maneiras de sair deles sem deixar o clima esfriar. Confira e celebre a data sem vergonha.

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Lost: à procura da camisinha perdida

Foto: enisu/Getty Images

É hoje! Mas a cueca está furada…

Foto: lofilolo/Getty Images

Atenção homens: elas podem dar sinal verde quando vocês menos esperam. Por isso, dá para evitar o vacilo de aparecer com uma cueca, digamos, “imprestável”. Mas se isso acontecer, invista no sexo oral nela antes de tirar a roupa e, quando não tiver mais jeito, tire tudo de uma só vez. No dia seguinte, abra sua gaveta, jogue os trapos fora e compre cuecas novas, pois ela certamente achará estranho se você quiser transar sempre vestido.

Lingerie velha

Foto: leszekglasner/Getty Images

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No caso das mulheres o problema é pior. Embora elas reparem mais em detalhes na hora da transa (sendo difícil disfarçar uma cueca furada), os homens são mais visuais e certamente vão querer dar aquela analisada no material antes de despi-lo de vez. Aí, vale apostar na técnica do banho (para aparecer de toalha, já pronta para o ataque) ou investir em alguma brincadeira erótica, como vendar os olhos dele e ir beijando o seu corpo enquanto se despe. Mas vamos e venhamos: isso tudo exige certa experiência em malabarismo. Melhor renovar o guarda-roupa de uma vez e deixar aquela calcinha bege esgarçada para o dia em que aderir ao cinto de castidade.

Ai, que vontade de fazer xixi!

Foto: Creatas/Getty Images

Quem nunca? Vocês começam a noitada no bar, conversam, dão risada entre um copo e outro… e a vontade incontrolável de esvaziar a bexiga surge bem no momento do finalmente. Nessa hora, não tem jeito: é melhor fazer um pitstop do que querer concluir tudo rapidinho para ir logo ao banheiro e acabar passando a impressão de afoito ou de devoradora. Mas se o aperto não for tão grande assim, dá para recorrer ao velho truque de pedir para ficar por cima. Assim, a pressão sobre a bexiga será menor e você conseguirá resistir por mais tempo – quiçá até a linha de chegada!

‘Um tapinha não dói!’

Foto: KatarzynaBialasiewicz/Getty Images

Quem faz o estilo mais romântico pode sair do clima quando o parceiro de cama resolve apelar para tapinhas e palavras de baixo calão – especialmente se isso rolar logo na primeira transa.  Se você aprecia falar ou ouvir sacanagens, ou tem preferências sadomasoquistas, é melhor começar de leve para testar a reação do outro. Se ele não aprovar, recolha as garras a tempo – ou parta para outra… Afinal, conhecer os limites do outro e respeitá-los é uma das premissas de qualquer relacionamento sadio.

Ixi! O pênis ‘quebrou’

Foto: Wavebreakmedia Ltd/Getty Images

Acredite: isso pode acontecer, e acomete 10% dos homens! A fratura geralmente ocorre quando a mulher está por cima, cheia de energia, e o pênis escapa da vagina sem querer. A ruptura de um dos corpos cavernosos causa dor, inchaço e vermelhidão, mas pode ser facilmente reparada com uma cirurgia. O único inconveniente é que o amigão terá que ficar de molho por seis semanas, para se recuperar da operação. Mas é melhor isso do que correr o risco de a cicatrização se dar de forma incorreta e o ‘amigão’ ficar curvo, ou com disfunção erétil, sempre que der o ar da graça. Melhor ainda é evitar que todo esse contratempo aconteça procurando cavalgar com menos empolgação em cima do coitado… E no caso do homem, se perceber que ela está exagerando na performance, peça para ir mais devagar – ou você pode se machucar de verdade.

‘Vai, fulana… Quer dizer, beltrana’

Foto: Jupiterimages/Getty Images

Não tem jeito. Por mais que o sexo esteja bom, poucas mulheres dão continuidade quando têm o seu nome trocado pelo de outra. E os homens podem até prosseguir após serem chamados de ‘Ricardão’, mas provavelmente vão querer discutir a relação mais tarde e saber quem é o tal… Nessa hora, pense num artista gostosão que tenha o mesmo nome e diga que estava fantasiando com ele. É bem melhor – e menos ameaçador – o cara achar que você estava se referindo ao Richard Gere do que ao Ricardo Santos, do açougue na esquina.

Cadê a lupa?

Foto: minemero/Getty Images

Atenção, mulheres: dar sufixo “ão” a um homem de pênis pequeno soa tão falso quanto ele dizer que você está perfeita quando pergunta se está gorda vestindo uma cinta esconde-barriga. Mas também não é por isso que vamos depreciá-lo. O ideal é lembrá-lo que membros de 5 cm também têm lá suas vantagens. E têm mesmo: cansam menos a boca na hora do sexo oral e não causam desconfortos na posição cachorrinho. Basta abusar da criatividade para tirar o maior proveito possível do miniequipamento, sem hipérboles ou eufemismos.

Uau!

Foto: Fuse/Getty Images

Também pode acontecer de a mulher ser surpreendida com um pênis acima da média (de 14 a 24 cm em ereção) e temer as consequências. Mas também há solução para isso. Se achar que a posição papai-mamãe está machucando, peça para sentar sobre ele e assuma o controle da marcha.

Ops! Escapou sem querer…

Foto: ATIC12/Getty Images

Ok. Todo mundo solta pum. Mas ele não precisa ser partilhado, mesmo em momentos de profunda intimidade. Se ele escapar sem querer, finja que nada aconteceu e siga em frente. Tecer comentários nessa hora é ainda mais constrangedor, mesmo que seja um pum evidente, daqueles que não dá pra disfarçar, liberado bem na hora em que ele estava fazendo sexo oral em você. Agora, se ele for um troglodita flatulento, daqueles que fazem questão de espalhar mau cheiro por aí, como se o tamanho do barulho fosse proporcional à virilidade, dê cartão vermelho vitalício. Ou você vai querer passar o resto da vida com uma máscara de oxigênio na cabeceira da cama?

Dor de barriga

Foto: Kiuikson/Getty Images

Parece praga. Quanto mais perdidamente apaixonada a pessoa está, mais seu estômago dá reviravoltas no primeiro encontro, podendo resultar em uma imensa dor de barriga bem na hora que não devia. Paciência! Se a vontade for incontrolável, superando o desejo que sente pela cara-metade, peça licença e corra para o banheiro dizendo que quer fazer uma surpresa para ele. Antes, aumente o volume do rádio para que nenhum ruído escape do banheiro. Você terá o tempo de uma descarga para pensar em algo, como convidá-lo para um banho a dois ou sair já despida, com cara de femme fatale.

Que m…

Foto: snowflock/Getty Images

Durante o sexo anal também pode ocorrer de a camisinha ficar com vestígios de fezes. Aí, mais uma vez, vale a velha tática de fingir que nada aconteceu. Jogue o preservativo no lixo e evite criar alarde, sem que ela perceba o fato. Caso contrário, poderá ficar sem graça e nunca mais aparecer.

Pênis mal-cheiroso

Foto: studiokovac/Getty Images

Na hora do sexo oral, você descobre que o rapaz esqueceu de fazer a assepsia peniana e aquele cheiro de xixi provoca uma reviravolta no seu estômago. Ok. Disfarce e chame ele para o banho. E quando estiverem no chuveiro, aproveite para fazer o ‘serviço’ com o equipamento dele bem limpinho. Só não vale desperdiçar água nestes tempos de escassez.

Atchim!

Foto: AndreyPopov/Getty Images

Vocês estão cheios de fogo. Ele convida você para ir ao apartamento dele. Chegando lá, mostra o gatinho de estimação e convida para conhecer o quarto. Só que você é alérgica a pelos, pó, perfume e afins… Resultado: não consegue mais parar de espirrar. Em vez de pedir um lenço, vá à cozinha e mergulhe o nariz em um copo com água e sal. Isso ajuda a retirar o muco e aliviar a crise. Só não faça na frente dele, claro! Já se o problema for soluço, engula uma colher de chá de açúcar a seco. Dizem que funciona.

Isso nunca me aconteceu…

Foto: vadimguzhva/Getty Images

A maioria dos homens morre de medo de falhar na hora H. Mas isso não significa falta de interesse ou de virilidade. Vários fatores externos podem provocar o fracasso. Se isso acontecer, lembre-se de que o amigão não é o único órgão capaz de dar prazer a uma mulher. É possível levá-la ao êxtase com mãos, língua e até recorrer a brinquedinhos eróticos, como o vibrador, que não costuma deixar nenhuma mulher na mão. Depois de um tempo, tente novamente sem grandes traumas.

Não sai mais

Foto: George Mayer/Getty Images

Alguns homens recorrem a esse acessório para fazer a ereção durar mais, mas depois não conseguem retirá-lo. Se isso acontecer, corra para o chuveiro e dê um banho gelado na região, para que o membro encolha. Mas se o anel continuar não saindo, corra a um hospital antes que a falta de circulação do sangue deixe o ‘amigão’ sem oxigênio – o que, em casos graves, pode culminar em amputação do membro. Socorro!

Que chulé!

Foto: Benis Arapovic/Getty Images

Não importa se está calçando um Louboutin. Se na hora da transa aquele cheiro de chulé subir para as narinas, o rapaz certamente ficará mal impressionado. Por isso, se você tende a ficar com os dedos fedorentos após a balada mas não quer abrir mão de um gran finale com o gatinho, anote um truque infalível, sugerido no Livro dos Remédios Caseiros: primeiro peça um copo de vodca no bar da casa noturna; depois, vá ao banheiro, encharque uma toalha com a bebida e passe nos pés. O álcool, segundo a publicação, tira a umidade da região e mata os fungos que causam o mau-cheiro. Aproveite e passe na palmilha do Louboutin também! Afinal, ninguém está vendo…

 

Terra

“Macaca, suja, pobretona e preta velha”: Médica se nega a atender criança e é presa

 

Ao ser levada para prestar esclarecimentos sobre o fato no 19º Distrito Integrado de Polícia (DIP), a médica ainda teria mordido uma das policiais

 

maehospitalmanausApós se recusar a atender uma criança e ofender verbalmente a mãe da mesma, supostamente chamando-a de “macaca, suja, pobretona e preta velha” dentro do Hospital e Pronto Socorro da Criança da Compensa, na Zona Oeste de Manaus, uma pediatra identificada pela polícia como Socorro Pereira foi presa por policiais militares da 8ª Companhia Interativa Comunitária (Cicom) na noite da terça-feira (10). A médica ainda não quis se identificar para os militares e ainda teria mordido uma PM, que efetuou sua prisão.

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De acordo com a polícia, a mãe da criança denunciou a profissional de saúde depois da mesma se recusar a atender a menor de idade e ficar conversando no corredor com uma mulher. Ela teria se aproximado da médica para saber quando ela iria atender a menor de idade, que apresentava sintomas de vômito e diarréia. Socorro teria respondido de forma ofensiva e a expulsou da unidade com a criança, segundo a denúncia.

A atitude da pediatra foi denunciada à guarnição, que foi até o local e confirmou a ocorrência. De acordo com a polícia, ao perceber a presença dos policiais, a médica se recusou a se identificar e agiu também de forma agressiva contra os militares. Ao ser levada para prestar esclarecimentos sobre o fato no 19º Distrito Integrado de Polícia (DIP), a médica ainda mordeu uma das policiais.

Segundo testemunhas, os outros médicos saíram em favor da pediatra e deixaram de atender os pacientes por alguns minutos. A médica negou o fato e disse que a mãe foi grosseira ao questionar o atendimento e que decidiu sair sozinha da unidade, sem que ela a expulsasse.

Os policiais militares informaram ainda que a médica foi apresentada na delegacia por prevaricação – por ter se negado a prestar atendimento -, desobediência, racismo e resistência à prisão. De acordo com a assessoria de imprensa da Polícia Civil do Amazonas, na delegacia a mãe não relatou em depoimento nada sobre as ofensas e a pediatra assinou um Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO) por omissão de socorro.

Ainda segundo a assessoria, a médica alegou abuso de autoridade por parte dos PMs e os denunciou na Corregedoria da Polícia Militar (PM), localizada na sede da Secretaria de Segurança Pública (SSP). Todos foram ouvidos na manhã da quarta-feira (11).

Nota Susam

Em nota repassada à imprensa, a Secretaria de Estado da Saúde (Susam) informa que já determinou a instalação de Comissão de Sindicância para apurar as circunstâncias do incidente ocorrido na noite da última terça-feira (10), no Pronto Socorro da Criança da Zona Oeste, envolvendo uma médica da cooperativa de pediatria que mantém contrato com a Susam e uma usuária.

“Mediante o resultado dos trabalhos da comissão serão adotadas as medidas administrativas cabíveis, mas enquanto durar a apuração a referida médica está afastada do atendimento. A Susam destaca que, no momento do incidente, 12 médicos estavam de plantão na unidade e que o atendimento transcorria normalmente. A Susam reitera o seu compromisso com a Política Nacional de Atendimento Humanizado do SUS, cujas diretrizes devem ser seguidas por todas as unidades de saúde e profissionais que atuam na rede”, informa o comunicado.

A nota diz, ainda, que “independente da apuração da conduta da médica, a direção do Pronto Socorro da Criança da Zona Oeste reforçou junto à sua equipe esses preceitos, que devem ser seguidos rigorosamente por todos os servidores da saúde”.

Por Geledés, Revista Fórum

Campos prega ‘nova política’ e pratica a velha

A chegada de Marina Silva ao PSB fez de Eduardo Campos um personagem paradoxal. Na corrida presidencial, ele passou a enfatizar a tese segundo a qual é preciso combater o status quo, adotando novas práticas políticas. No governo de Pernambuco, administra o status sem mexer no quo.

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A caminho do término do seu segundo mandato, Eduardo Campos nunca se deu ao luxo de moralismos e ideologias na composição do seu secretariado. Conforme relata o repórter Jamildo Melo, a gestão dele é apoiada por um condomínio partidário de 14 siglas. Desse emaranhado não sai coelho. Sai jacaré, Inocêncio Oliveira (PR), cobra, Severino Cavalcanti (PP)…

Inocêncio Oliveira, um ex-pefelê que se alojou no PR do mensaleiro Valdemar Costa Neto, é um político de muitas façanhas. A mais memorável foi ter recorrido ao Departamento Nacional de Obras contra a Seca, o Dnocs, para cavar poços em dois empreendimentos de sua propriedade – uma clínica médica e uma revendedora  de motocicletas. Fez isso numa época em que presidia a Câmara.

Aliado de Eduardo Campos desde a campanha de 2006, Inocêncio foi premiado no primeiro mandato com duas vistosas secretarias: Agricultura e Transportes. Nesta última, acomodou um primo: Sebastião Oliveira. No mandato atual, Inocêncio indicou apaniguados para a Secretaria de Turismo e para o Porto de Recife.

Severino Cavalcanti, outro ex-pefelê, esse alojado no PP de Paulo Maluf, também é personagem de façanhas múltiplas. Eleito presidente da Câmara numa sublevação do baixo clero parlamentar, pediu a Lula “aquela diretoria da Petrobras que fura poço.”

Antes de ser posto a nocaute por um concessionário de restaurante de quem cobrava um mensalinho, levou uma descompostura de Fernando Gabeira, então deputado do PV, por defender numa entrevista que a turma do mensalão recebesse da Câmara apenas “censuras”, não a cassação dos mandatos.

Gabeira foi ao microfone de apartes do plenário numa hora em que Severino presidia a sessão. Dedo e língua em riste, disparou: “Vossa Excelência está se comportando de maneira indigna.” Recordou que Severino já havia defendido até uma destilaria pernambucana que explorava trabalho escravo.

“Vossa Excelência está em contradição com o Brasil. A sua presença na presidência da Câmara é um desastre para o Brasil e para a imagem do país”, esculachou Gabeira, amigo de Marina Silva (assista abaixo).

 

De fato, o Brasil revelou-se grande demais para Severino. Ele desceu do comando da Câmara para a prefeitura de João Alfredo, sua cidade. Mas encontrou espaço na megacoligação de Eduardo Campos, que nomeou sua filha, Ana Cavalcanti, para o comando da Secretaria de Esportes.

O arcaísmo político de Eduardo Campos materializou-se também numa cruzada que empreendeu há dois anos. Com 222 votos, a então deputada Ana Arraes (PSB-PE) venceu a disputa por uma poltrona no TCU. Seu principal rival, Aldo Rebelo (PCdoB-SP) só obteve 149 votos.

Advogada e servidora licenciada do Tribunal de Contas de Pernambuco, Ana prevaleceu graças a outra credencial: sua condição de mãe, uma carreira que dispensa exames psicotécnicos, cursos universitários e antecedentes funcionais. Virou ministra do TCU graças ao esforço do filho Eduardo.

Nepotismo?, indagaram os repórteres à mãe do governador. E ela: “Se o nepotismo é feito pelo povo, então é o voto do povo. […] É uma honra criar um filho como Eduardo. […] Pergunte ao povo de Pernambuco como ele está satisfeito. Ele [Eduardo] tem 92,5% de satisfação da população.”

A chegada de Ana ao TCU fez aniversário de dois anos no mês passado. O salário é bom: R$ 25 mil mensais. As férias, generosas: dois meses por ano. Os benefícios assemelham-se aos que ela tinha quando era deputada: gabinete bem estruturado, carro oficial e cota de passagens. A diferença é que o posto é vitalício.

Ao tomar posse, assistida pelo filho e por Dilma Rousseff, a mãe de Eduardo Campos disse logo a que veio. Fiscalização do TCU não pode resultar na paralisação de obras públicas, ela declarou na época. “O controle deve servir para aperfeiçoar a gestão dos governos e não para paralisá-la, quando não inviabilizando-a, pois é fugaz o tempo de quem governa.”

Menos de um ano depois da posse, em julho de 2012, guiando-se por um voto da ministra Ana Arraes o TCU considerou “regular” um contrato celebrado pela agência de propaganda DNA, que pertencia a Marcos Valério, com o Banco do Brasil. Um negócio de R$ 153 milhões anuais, que vigorou entre 2003, primeiro ano de Lula, e 2005, quando estoutou o escândalo do mensalão.

Na denúncia que deu origem à ação penal do mensalão, a Procuradoria Geral da República sustentara que parte do dinheiro que financiara o mensalão viera de irregularidades praticadas nesses contratos. O próprio TCU já havia apontado irregularidades na transação. Porém, a ministra Ana Arraes deu de ombros para os relatórios do corpo técnico do tribunal e para o parecer do procurador Paulo Bugarin, representante do Ministério Público junto ao TCU.

Divulgada numa época em que o STF se preparava para iniciar, dali a poucos dias, o julgamento do mensalão, a notícia de que o TCU desqualificara uma das provas da Procuradoria repercutiu mal. Poucos dias depois, o próprio TCU suspenderia os efeitos da decisão. A representação do Ministério Público no tribunal recorrera contra a decisão. E o recurso tinha efeito suspensivo.

Em 20 de setembro de 2012, quando os ministros do STF já se debruçavam sobre o mensalão, Eduardo Campos imprimiu suas digitais num manifesto em que o PT acusava a oposição de transformar o mensalão num “julgamento político, golpear a democracia e reverter as conquistas que marcaram a gestão do presidente Lula”. Agora, o aliado de Marina enrola-se na bandeira da decência na política e diz que o PT precisa se atualizar.

 

josiasdesouza

Wagner Gomes: A “nova classe média” e a velha ideologia burguesa

Wilson Dias/ABr

O fenômeno é inegavelmente positivo. Falsa, porém, é a interpretação que o caracteriza como a emergência de uma nova classe média no Brasil, amplamente disseminada e vulgarizada pela mídia nativa.

Num livro recente em que refuta tal caracterização, o economista Marcio Pochmann mostra que a causa principal da mobilidade social em tela foi a criação de 21 milhões de novos postos de trabalho ao longo dos últimos 10 anos, sendo 94,8% deste total com salários equivalentes até 1,5 mínimo. O nível de desemprego, que tinha subido a 20% no governo FHC, despencou. Mas não se pode falar com seriedade em nova classe média.

“Seja pelo nível de rendimento, seja pelo tipo de ocupação, seja pelo perfil e atributos pessoais, o grosso da população emergente não se encaixa em critérios sérios e objetivos que possam ser claramente identificados como classe média”, argumenta Pochmann. Trata-se, na realidade, de classe trabalhadora – e de baixa remuneração. Os dois conceitos conduzem a estratégias políticas diferentes, uma vez que os interesses e objetivos históricos da classe trabalhadora, reiterados a cada 1º de Maio, nem sempre coincidem com os da classe média, apesar de não serem antagônicos.

Embora pareça inofensivo, o falso conceito de classe média (que a mídia monopolista, como quem não quer nada, procura transformar em senso comum), serve a um propósito ideológico e político reacionário, que é o de incutir neste novo contingente de assalariados a cultura do consumismo e do individualismo, tornando-os consumidores em vez de cidadãos.

É uma operação ardilosa da velha ideologia liberal-burguesa, hoje travestida de neoliberalismo, cujo objetivo é obscurecer a identidade e a consciência de classe das trabalhadoras e trabalhadores, afastando-os com isto da busca de soluções coletivas para problemas sociais comuns, das lutas solidárias e das bandeiras classistas, que desde sempre inspiraram e guiaram o movimento operário e sindical. Podemos notar em tudo isto um significado análogo ao do novo idioma que o patronato usa para caracterizar o empregado, chamando-o de “parceiro” ou “colaborador”, como se já não existisse a subordinação do trabalho ao capital (atestado pelos altos índices de rotatividade) e o trabalhador tivesse sido alçado à condição de sócio da empresa.

O sindicalismo classista deve não só rechaçar o falso conceito em voga como também, e ao mesmo tempo, procurar compreender com maior rigor científico o fenômeno social em questão, de forma a abordar este novo contingente da classe trabalhadora com espírito classista, visando sua conscientização, sindicalização e incorporação nas lutas sociais. Desta forma, daremos à agenda da 2ª Conclat por um novo projeto nacional de desenvolvimento com soberania e valorização de trabalho a energia e a força de amplas massas.

*Wagner Gomes é presidente da CTB

Portal Vermelho

Comunidade de Fazenda Velha em Solânea, não vê com bom gosto presença do Matadouro Público Municipal

Solânea PB – Totalmente desenganada com a falta de habilidade do poder público municipal de Solânea, de concluir e por em funcionamento o sempre sonhado Matadouro, diversas pessoas da comunidade de Fazenda Velha, entrevistadas pelo DIÁRIO DO BREJO.COM, mostraram-se revoltadas com o que chamam de falta de determinação e compromisso social, diante da injustificada conclusão da citada obra.

“Pareçe que é de rosca, já que há mais de 12 anos, está lá, parada, servindo às vezes de esconderijo para algum criminoso, consumidores de drogas e, até mesmo, como uma espécie de Motel, para os usuários de relações sexuais às escondidas”.

O Desabafo, traduzindo revolta e apontando permanente irresponsabilidade administrativa, faz parte do pensamento de diversas pessoas residentes na citada área, enfatizando que, mesmo diante da passagem de três Prefeitos – um deles, com dois mandatos consecutivos -, ações capacitadas não foram efetivadas no sentido de concluir e por em operação o tão esperado Projeto de Governo.

“Cada um dos Prefeitos sempre deu as mais esfarrapadas desculpas possíveis e imagináveis, não se preocupando com as inaceitáveis consequências vivenciadas pela Comunidade como um todo”, é o que enfatizam os entrevistados sempre que falam sobre o assunto, inclusive demonstrando desejos de não mais aceitá-lo naquela área.

Construção abandona há 12 anos


“Não queremos o Matadouro em Fazenda Velha”

“Esse Matadouro já foi bem visto em fazenda Velha mas hoje, pelo pensamento geral, não mais o queremos aqui, em nossa tranquila comunidade”.

Esse, pelo menos é o pensamento dos vários entrevistados e, como justificativa, alegam que as consequências de seu funcionamento, irão acarretar diversos incomôdos, a exemplo, da presença de um inseto inerente a tais setores, chamado de “Mosca Azul”, propagadora de diversos males para a saúde da coletividade em geral.

“No começo, há mais de 12 anos atraz, diante de várias promessas encantadoras, todos ficaram enobrecidos diante da presença da interminável obra, todavia, hoje, a existência da mesma não é mais aceita, pois nos trará atropelos diversos, como a inaceitável Lagoa de Esgotos vem causando a  respeitada população residente na localidade de Açudinho”, é o que sempre enfatizam vários moradores entrevistados.

Salgadeira do abatedouro de animais


diariodobrejo.com

Uma velha história da concentração entre mídia e políticos

 

A concentração do poder midiático e político por uma mesmo indivíduo não aparenta ser novidade na realidade do Brasil. Venício Lima, professor aposentado do curso de Ciência Política e Comunicação da Universidade de Brasília (UnB), afirma em seu livro sobre a regulação das comunicações que “o vínculo entre radiodifusão e política é um fenômeno fortemente arraigado na cultura e na prática política brasileira que perpassa os tempos de ditadura e os tempos de democracia”.
O ponto de vista do professor é reforçado por algumas pesquisas, como a realizada pelo projeto Donos da Mídia, que cruzou dados da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) com a lista de prefeitos, governadores, deputados e senadores de todo o país e descobriu que, no ano de 2008, 271 políticos eram sócios ou diretores de 324 veículos de comunicação. Em dezembro de 1980, o Jornal do Brasil já havia publicado um levantamento em que listava o nome de 103 políticos de 16 diferentes estados que controlavam direta ou indiretamente veículos de comunicação.
Discussão no STF
Em dezembro de 2011, o Partido Socialismo e Liberdade (PSOL) entrou com ação no Supremo Tribunal Federal contra a outorgas de rádio e TV a empresas que possuam políticos como sócios ou associados. Na ação elaborada em parceria com o Coletivo Intervozes, o partido afirma que o controle de emissoras por políticos viola 11 artigos constitucionais, entre eles os direitos fundamentais como o acesso à informação, a liberdade de expressão, o pluralismo político e a realização de eleições livres.
O julgamento do pedido de liminar proibindo estas outorgas e exigindo que os políticos se retirem destas empresas ainda aguarda a decisão do STF. A Advocacia Geral da União e a Câmara dos Deputados já enviaram um parecer para o tribunal alegando não haver nenhuma inconstitucionalidade nas outorgas para políticos. Ainda falta o Ministério Público Federal se manifestar sobre o caso para ser julgada a medida liminar. Após esta decisão, o processo deverá ser o julgado em seu mérito.

Bruno Marinoni
Observatório do Direito à Comunicação