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Vaticano concede título de venerável a Frei Damião de Bozzano

A Arquidiocese de Olinda e Recife e a Província Nossa Senhora da Penha do Nordeste do Brasil, da Congregação dos Capuchinhos, divulgaram que o Papa Francisco autorizou promulgar, nesta segunda-feira (08/04), o decreto pelo qual reconhece as virtudes heroicas do Frei Damião de Bozzano e de outros. A decisão ocorreu em audiência com o cardeal Angelo Becciu, prefeito da Congregação para as Causas dos Santos, no último 6 de abril de 2019, no Vaticano. A partir de agora, Frei Damião ganha o título de venerável. O próximo passo é ser declarado beato e depois santo.

O processo de canonização, no entanto, é demorado e inclui cuidadosa documentação. No Recife, o capuchinho frei Jociel Gomes é o responsável pelo encaminhamento dos documentos e relatórios referente à causa junto ao Vaticano. Após nove anos de trabalho reunindo e organizando dados, testemunhos e documentos, frei Jociel enviou a documentação do processo para o Vaticano em 28 de junho de 2012 com a autorização do arcebispo de Olinda e Recife, dom Fernando Saburido. Somente agora, quase sete anos depois, chegam as notícias sobre o título de venerável.

“O povo já proclama Frei Damião santo por tudo que ele viveu nas missões e no dia-a-dia da população pobre do Nordeste, mas a Igreja mantém a salutar cautela dos estudos da vida e das obras, antes e depois de sua morte, para declará-lo santo”, explicou dom Fernando. “Continuemos rogando a Deus para que nos dê a graça de alcançar a canonização de Frei Damião”, acrescentou.

A notícia do decreto promulgado hoje alegrou o clero e os fiéis do Nordeste. Em mensagem enviada a dom Fernando Saburido, o bispo de Nazaré da Mata, dom Francisco Lucena, expressou seu contentamento com o andamento do processo de beatificação e canonização de Frei Damião. “Viva o nosso Apóstolo Missionário do Nordeste. Viva o nosso Regional NE2. Viva a Província N. Sra. da Penha do Nordeste do Brasil. Frei Damião praticou as virtudes heroicas e viveu com fidelidade na graça de Deus. É o nosso venerável Frei Damião. Dia de muita alegria!”, escreveu.

Para declarar uma pessoa santa, deve-se percorrer um caminho cuidadoso e, por vezes, demorado. O bispo local inicia a causa com a Congregação do Vaticano para as Causas dos Santos, com um postulador pesquisando e estudando detalhes da vida e das obras da pessoa a ser declarada santa. Material reunido, encaminha-se para o Vaticano que, ao analisar o compêndio, vai reconhecer suas virtudes heroicas (declarando-o venerável). Até aí, é apenas o reconhecimento da Igreja de que a pessoa teve uma vida especialmente sagrada ou foi martirizada por sua fé. Adiante, tendo o primeiro milagre comprovado, a pessoa é beatificada. Se o Vaticano reconhecer um segundo milagre, o Papa nomeia-o santo. É a canonização, que atribui ao novo santo um dia de festa (normalmente na data de sua morte, que é quando nasce para a vida no céu), permitindo que igrejas sejam nomeadas em sua honra.

Diário de Pernambuco

 

 

Vaticano recebe lista tríplice e Paraíba pode conhecer novo arcebispo em até 8 meses

bispoO Vaticano já recebeu uma lista tríplice com a indicação dos prováveis substitutos do Arcebispo Dom Aldo Pagotto, que renunciou ao cargo em julho do ano passado. O novo nome deve ser indicado pelo Papa Francisco em até 8 meses, segundo previsão do administrador apostólico Dom Genival Saraiva de França, que não pode revelar quem foram as pessoas indicadas.

Dom Genival ocupará o cargo de administrador apostólico até o próximo Arcebispo ser nomeado. Ele  não pode assumir o lugar de Pagotto, pois já tem mais de 75 anos, idade máxima para ocupar o cargo.

“O próprio Papa me nomeou como administrador apostólico para responder pela Diocese, da mesma forma será com o novo arcebispo. Acredito que em cerca de oito meses teremos um novo clérigo e que Deus ilumine a escolha do Papa”, declarou Dom Genival em entrevista à rádio Correio Sat/98FM.

Pedofilia na igreja

Apesar de polêmico, Dom Genival não se furtou a falar sobre os casos de denúncias de pedofilia na igreja. Ele se mostra totalmente contra essas práticas, mas diz que a preocupação não deve se prender somente à igreja, mas à sociedade como um todo, pois são muitos os casos de pedofilia principalmente dentro das próprias famílias. Nessa segunda-feira o Papa Francisco disse que a igreja deve ter tolerância zero com a pedofilia.

“Pecado e crime. Pecado pois atinge a dignidade do ser humano. Crime pois a legislação assim diz. Pedofilia é um atentado à honra e dignidade”, argumentou Dom Genival.

O administrador apostólico ainda destacou que as dioceses têm obrigação de denunciar qualquer caso de pedofilia e disse que o Papa trouxe esse problema devido a gravidade do assunto. “É um crime que acontece constantemente, mas uma instituição como a igreja católica não pode aceitar”, falou.

Denúncias contra Dom Aldo

Dom Genival também falou sobre as denúncias feitas contra o antigo arcebispo da Paraíba Dom Aldo. Ele revelou que as denúncias foram encaminhadas para instâncias maiores e refuta a veracidade de qualquer informação divulgada com relação a essas investigações, já que as mesmas correm em segredo de justiça.

estadopb

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Vaticano recebe lista tríplice e Paraíba deve conhecer novo Arcebispo em até 8 meses

dom-genival-saraivaO Vaticano já recebeu uma lista tríplice com a indicação dos prováveis substitutos do Arcebispo Dom Aldo Pagotto, que renunciou ao cargo em julho do ano passado. O novo nome deve ser indicado pelo Papa Francisco em até 8 meses, segundo previsão do administrador apostólico Dom Genival Saraiva de França, que não pode revelar quem foram as pessoas indicadas.

Dom Genival ocupará o cargo de administrador apostólico até o próximo Arcebispo ser nomeado. Ele  não pode assumir o lugar de Pagotto, pois já tem mais de 75 anos, idade máxima para ocupar o cargo.

“O próprio Papa me nomeou como administrador apostólico para responder pela Diocese, da mesma forma será com o novo arcebispo. Acredito que em cerca de oito meses teremos um novo clérigo e que Deus ilumine a escolha do Papa”, declarou Dom Genival em entrevista à rádio Correio Sat/98FM.

Pedofilia na igreja

Apesar de polêmico, Dom Genival não se furtou a falar sobre os casos de denúncias de pedofilia na igreja. Ele se mostra totalmente contra essas práticas, mas diz que a preocupação não deve se prender somente à igreja, mas à sociedade como um todo, pois são muitos os casos de pedofilia principalmente dentro das próprias famílias. Nessa segunda-feira o Papa Francisco disse que a igreja deve ter tolerância zero com a pedofilia.

“Pecado e crime. Pecado pois atinge a dignidade do ser humano. Crime pois a legislação assim diz. Pedofilia é um atentado à honra e dignidade”, argumentou Dom Genival.

O administrador apostólico ainda destacou que as dioceses têm obrigação de denunciar qualquer caso de pedofilia e disse que o Papa trouxe esse problema devido a gravidade do assunto. “É um crime que acontece constantemente, mas uma instituição como a igreja católica não pode aceitar”, falou.

Denúncias contra Dom Aldo

Dom Genival também falou sobre as denúncias feitas contra o antigo arcebispo da Paraíba Dom Aldo. Ele revelou que as denúncias foram encaminhadas para instâncias maiores e refuta a veracidade de qualquer informação divulgada com relação a essas investigações, já que as mesmas correm em segredo de justiça.

Gabriel Botto do Correio da Paraíba

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Madre Teresa de Calcutá é canonizada pelo papa Francisco em missa no Vaticano

madre-teresa-de-calcutaEm missa de canonização celebrada neste domingo (4) na Praça São Pedro, no Vaticano, o papa Francisco declarou santa Madre Teresa de Calcutá. A cerimônia contou com a presença de cerca de 120 mil fiéis de diversas partes do mundo.

A missão de Madre Teresa, segundo Francisco, permanece nos dias de hoje como um testemunho eloquente da proximidade de Deus junto aos mais pobres. O papa também se referiu à religiosa, de origem albanesa, como modelo de santidade para todos os agentes de misericórdia.

“Madre Teresa, ao longo de toda a sua existência, foi uma dispensadora generosa da misericórdia divina, fazendo-se disponível a todos, por meio do acolhimento e da defesa da vida humana, dos nascituros e daqueles abandonados e descartados.”

Referindo-se à nova santa, fundadora das Missionárias da Caridade, Francisco pediu que “esta incansável agente de misericórdia” ajude o mundo a entender que o único critério de ação é o amor gratuito, livre de qualquer ideologia e de qualquer vínculo e que é derramado sobre todos sem distinção de língua, cultura, raça ou religião.

“Levemos no coração o seu sorriso e o ofereçamos a quem encontremos no nosso caminho, especialmente àqueles que sofrem. Assim, abriremos horizontes de alegria e de esperança numa humanidade tão desesperançada e necessitada de compreensão e ternura”, concluiu o papa.

O processo de canonização de madre Teresa teve início com um milagre envolvendo o brasileiro Marcílio Haddad Andrino, morador da cidade de Santos (SP). Ele foi diagnosticado com hidrocefalia e uma infecção rara no cérebro, mas foi curado após sua esposa rezar pedindo a intercessão de Madre Teresa de Calcutá.

A religiosa, cujo nome verdadeiro é Agnes Gonxha Bojaxhiu, nasceu em uma comunidade albanesa no sul da antiga Iugoslávia. Ordenou-se freira na Índia, onde tomou o nome de Teresa. Em 1946, decidiu abandonar o convento e viver para os pobres. Sua atuação como missionária lhe rendeu o Prêmio Nobel da Paz em 1979.

Madre Teresa de Calcutá morreu em setembro de 1997 – seis anos antes de ser beatificada pelo papa João Paulo II.

Agência Brasil

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Vaticano confirma canonização de Madre Teresa de Calcutá

madre-terezaO Vaticano confirmou nesta sexta-feira (18) que irá canonizar Madre Teresa de Calcutá. A cerimônia será realizada em setembro de 2016, segundo a Igreja Católica.

“O Santo Padre autorizou a Congregação das Causas dos Santos a proclamar o decreto sobre o milagre atribuído à intercessão da beata madre Teresa”, afirma o Vaticano em um comunicado.

Madre Teresa, que morreu em 1997 aos 97 anos e era conhecida como “santa das sarjetas”, foi beatificada pelo papa João Paulo em 2003. A beatificação, que necessita de um milagre, é o último passo antes da canonização.

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De acordo com o Vaticano, o Papa Francisco abriu caminho para a canonização após aprovar um decreto reconhecendo um milagre atribuído à religiosa – a cura inexplicável de um homem que tinha múltiplos tumores no cérebro.

Parentes rezaram e pediram ajuda à Madre Tereza, e o homem se recuperou, deixando médicos sem explicações.

Segundo o jornal dos bispos italianos “Avvenire”, que já havia adiantado nesta quinta a canonização, o homem curado por Madre Teresa é um brasileiro que estava em fase terminal e se recuperou em 2008. O milagre aconteceu na diocese de Santos, no litoral de São Paulo.

Ainda de acordo com o jornal, o homem cuja cura foi atribuída a Madre Teresa tem hoje 42 anos. Em 2008, ele se encontrava em estado terminal, “com múltiplos abcessos no cérebro e hidrocefalia obstrutiva”, e já havia passado por um transplante de rim e terapia imunossupressora.

Era um caso extremamente crítico, com prognóstico desanimador e sem reação às terapias realizadas. De repente, sem cirurgia, o homem se curou. Um exame feito no ano seguinte determinou que a resolução da doença não tinha explicação científica.

De acordo com a vaticanista do jornal, Stefania Falasca, que conhece pessoalmente o Papa, Madre Teresa deverá ser canonizada no dia 4 de setembro de 2016, em Roma, durante o Jubileu da Misericórdia, iniciado no dia 8 de dezembro. A data deverá ser confirmada durante um consistório. Ainda não se sabe se a cerimônia será realizada em Roma ou na Índia.

O “Avvenire” afirma que a cura milagrosa atribuída à intervenção de Madre Teresa foi reconhecida durante uma reunião de especialistas da Congregação para as Causas dos Santos, há três dias.

História
Madre Teresa de Calcutá (1910-1997), que nasceu em uma família albanesa na Macedônia, fundou sua própria congregação em 1950, as Missionárias da Caridade, e se dedicou durante mais de 40 anos aos pobres e aos doentes, especialmente na cidade indiana de Calcutá. Ela foi agraciada com o Prêmio Nobel da Paz em 1979.

Seu enterro em Calcutá no dia 5 de setembro de 1997 foi um acontecimento nacional na Índia e milhões de pobres acompanharam seu corpo pelas ruas da cidade. O funeral contou com a presença de chefes de Estado e governantes de todo o mundo.

Esta religiosa, uma das mais famosas e populares do mundo cristão, foi beatificada por João Paulo II no dia 19 de outubro de 2003, em Roma, durante uma cerimônia que teve a presença de 300 mil fiéis.

Indiana segura cartaz com a imagem de Madre Teresa de Calcutá (Foto: Rupak De Chowdhuri/AFP)Indiana segura cartaz com a imagem de Madre Teresa de Calcutá (Foto: Rupak De Chowdhuri/AFP)

As Missionárias da Caridade tiveram origem em uma pequena congregação, que se transformou em uma rede que conta com cerca de 4.500 religiosas que trabalham em mais de 130 países, onde têm em torno de 700 casas dedicadas a ajudar os mais desfavorecidos.

A Ordem comemorou nesta sexta, em sua central na cidade de Calcutá, no leste da Índia, o anúncio da canonização.

“Estamos muito felizes e agradecidas. Soubemos da notícia nesta manhã”, disse à Agência Efe a porta-voz da congregação em Calcutá, a irmã Christie, que reconheceu que as religiosas foram pegas de surpresa com o anúncio e que ainda não sabem o que vão fazer para celebrar a boa nova.

Em 2002, o Vaticano reconheceu um primeiro milagre atribuído à intervenção da madre Teresa, a cura de uma mulher de 30 ano de Bangladesh, Monika Besra, que sofria de um tumor abdominal.

A mulher se curou depois que as irmãs da congregação a presentearam com uma “medalha milagrosa” da Virgem, que antes havia sido usada pela beata falecida em 1997, aos 87 anos.

O Papa Francisco conheceu a religiosa, por ocasião de um sínodo de bispos em 1994 em Roma.

Caminho para se tornar santo
São três as etapas pelas quais deve passar o candidato a santo – confirmação das “virtudes heroicas”, beatificação, e canonização -, para as quais se necessita de um milagre comprovado.

O primeiro passo para o processo de beatificação geralmente é dado pelo bispo da diocese à qual pertence o candidato e dificilmente antes dos cinco anos posteriores à sua morte.
Durante a investigação, primeiro se demonstra que o candidato tinha “fama de santidade” e que merece ser proposto à canonização.

Os teólogos consultores, os cardeais e até o papa têm o direito de opinar nesta etapa do processo, depois da qual se pode prever a beatificação, sempre e quanto se tenha demonstrado pelo menos a existência de um milagre que possa ser atribuído ao candidato.

Mas demonstrar a validade do milagre não é tarefa fácil. A Congregação para as Causas dos Santos se vale da assessoria de uma equipe de 70 médicos e vários especialistas, assim como dos estudos clínicos aos quais é submetido o indivíduo supostamente curado por um milagre.

Uma primeira aproximação do fenômeno denominado “milagre” é que a cura tenha acontecido de forma instantânea, perfeita e duradoura e inexplicável cientificamente, como a de uma doença incurável ou muito difícil de se tratar.

G1

Vaticano tem duas prisões por vazamento de documentos

vaticanoO Vaticano anunciou nesta segunda-feira que dois membros de uma comissão criada pelo Papa Francisco para estudar revisões financeiras junto à Santa Sé foram presos sob suspeita de vazamento de documentos confidenciais a jornalistas. As prisões vêm à tona apenas alguns dias antes da publicação de dois livros que devem colocar em pauta escândalos que marcam os bastidores da Igreja Católica.

Foram detidos o sacerdote espanhol Lucio Anjo Vallejo Balda e a especialista em comunicação e mídias sociais italiana Francesca Chaouqui. Eles foram levados sob custódia pela polícia do Vaticano no fim de semana. Francesca, entretanto, foi liberada na segunda-feira, depois de concordar em cooperar com a investigação, informou o Vaticano.

Balda, que tem 54 anos e é membro do Opus Dei, foi acusado de divulgar documentos confidenciais, um caso que lembra os vazamentos que minaram o pontificado de Bento XVI. Ele foi detido por ordem do Promotor de Justiça, segundo um comunicado da Santa Sé, que destaca como a divulgação de notícias e documentos confidenciais é “um crime sob a lei IX do Estado da Cidade do Vaticano, de 13 de julho de 2013”.

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Já Francesca Chaouqui, de 33 anos, foi consultora para a reforma econômica e organizacional da Santa Sé. A jovem assessora do Vaticano era conhecida por seus tuítes polêmicos e sua amizade com um dos jornalistas que revelou os documentos do escândalo “Vatileaks” em 2012.

Divulgar documentos confidenciais tem causado transtornos ao Vaticano desde o vazamento de uma série de documentos, incluindo material pessoal pertencente ao Papa Bento XVI, que Gianluigi Nuzzi publicou no best-seller “Sua Santidade “.

Após a publicação desse livro, o mordomo pessoal do Papa, Paolo Gabriele, foi preso sob a acusação de vazamento dos documentos a Nuzzi. Gabriele foi julgado e foi condenado em outubro de 2012 a 18 meses de prisão. Ele foi perdoado dois meses depois por Bento.

Ecos do escândalo Vatileaks voltaram a repercutir no mês passado no Vaticano, quando um jornal italiano anunciou que o Papa Francisco tinha um tumor cerebral tratável. Mas o Vaticano negou a notícia.

As novas prisões vêm à tona apenas alguns dias antes da publicação de dois livros – “Avareza”, de Emiliano Fittipaldi, e “Merchants no Templo”, de Gianluigi Nuzzi – que pretendem levantar a tampa de antigos e novos escândalos no Vaticano. O Vaticano disse, nesta segunda-feira, que os próximos livros foram “fruto de uma grave traição da confiança do Papa”. E os autores foram avisados de que escritórios de advocacia do Vaticano estão considerando medidas legais.

O livro de Nuzzi será publicado em vários países na quinta-feira. A publicação pretende mostrar bastidores de lutas travadas por Francisco e seus assessores mais próximos para realizar uma reforma na Igreja. O conteúdo foi produzido com base em “documentos inéditos e gravações em fita”, segundo o material de divulgação do livro. A obra sugere que as finanças do Vaticano estavam em tal caos que Bento XVI não tinha escolha a não ser renunciar.

O Globo

Arcebispo da Paraíba tem atividades suspensas pelo Vaticano

Dom-Aldo-PagottoO Arcebispo da Paraíba, Dom Aldo di Cillo Pagotto, está proibido de ordenar padres e diáconos e de receber novos seminaristas até que Vaticano finalize investigações que estão em curso. O processo que Dom Aldo responde no Vaticano corre em sigilo.

A decisão foi tomada pelo Vaticano depois da visita de um representante de Roma à capital. Dom Aldo teria perseguido padres e permitido que seminaristas expulsos de outras dioceses fossem acolhidos aqui na Paraíba. Os padres disseram ainda que o bispo se negaria, também, a discutir casos de pedofilia.

A Nunciatura Apostólica, que representa o Vaticano no Brasil, explicou que não presta informações sobre processos envolvendo bispos. A CNBB também não quis falar sobre o assunto.

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A assessoria de Dom Aldo negou que ele esteja suspenso e disse que Arcebispo só falará sobre o assunto depois de ler a reportagem

Recentemente, o blogueiro Dércio Alcântara publicou uma suposta carta com acusações gravíssimas contra o religioso, que recorreu à Justiça e conseguiu que o material fosse retirado da internet.

Com ParlamentoPB

Vaticano decide investigar bispo por perseguir padres e ser omisso ao não apurar denúncias

d-tome-ferreiraO Vaticano instaurou sindicância para apurar denúncias de que o bispo de São José do Rio Preto, no interior paulista, d. Tomé Ferreira da Silva, teria sacado dinheiro da conta da diocese e entregado ao seu motorista, com quem manteria um relacionamento amoroso.

Na iminência de ser descoberto por manter a relação, o bispo teria sacado “quantia exorbitante” e dado ao motorista para que ele deixasse o cargo e a cidade. O bispo também é acusado de perseguir padres e ser omisso ao não apurar denúncias contra sacerdotes que estariam usando dinheiro da igreja.

Na quinta-feira (25), d. Tomé falaria a 120 padres da diocese. Ele nega as acusações. Disse ao Colégio de Consultores da Diocese e a integrantes do Conselho de Presbíteros que são boatos.

O suposto namorado do bispo teria sido contratado em março de 2013, quando d. Tomé chegou a Rio Preto. Mas o motorista teria trabalhado na diocese somente até 30 de agosto do mesmo ano. A troca teria ocorrido porque a diocese não tinha mais necessidade de um motorista.

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Papa

O pedido de investigação partiu do papa Francisco à Nunciatura Apostólica em Brasília, que encarregou o cardeal-arcebispo de São Paulo, d. Odilo Scherer, de presidir as investigações. Em visita-surpresa a Rio Preto, d. Odilo ouviu d. Tomé, que negou as denúncias.

Segundo um padre, o cardeal também conversou com o ex-motorista, o gerente da agência na qual a diocese mantém conta bancária, com padres do Colégio de Consultores e com sacerdotes que denunciaram o bispo.

O padre disse ainda que o cardeal fez perguntas sobre um abaixo-assinado enviado por fiéis ao Vaticano. Eles pediam a saída do bispo porque ele teria deixado de investigar padres que estariam abusando do dinheiro da Igreja e não teria punido um padre acusado de assediar três ex-secretárias de sua paróquia.

Em nota, a assessoria de d. Odilo disse que ele não comentaria o caso, mas que confirma a visita “fraterna e privada” a d. Tomé. “Na ocasião, também conversou com outras pessoas sobre a diocese.” Até as 22h, a reportagem não havia conseguido localizar d. Tomé. As informações são do jornal “O Estado de S. Paulo”.

Paraíba

Um ex-padre, que preferiu o anonimato, afirmou que a Arquidiocese da Paraíba estaria passando por uma ‘intervenção branca’. De acordo com ele, a intervenção teria se dado por conta de um suposto dossiê  que acusaria Dom Aldo Pagotto de acobertar supostas práticas de pedofilia e homossexualismo dentro da igreja. Além disso, haveria denúncias da suposta prática de grilagem contra Dom Aldo à época em ele foi bispo de Sobral, no interior norte do Ceará.

A Arquidiocese da Paraíba negou qualquer intervenção programada pelo Vaticano.  “Não procede. Não existe nenhum processo de intervenção na Arquidiocese. Nem no momento, nem marcada para acontecer”, garantiu.

No início do ano, o arcebispo teria sido chamado teria sido chamado às pressas para dar explicações ao representante do papa Francisco no Brasil, Dom Giovanni d’Aniello, em Brasília, informação também negada pela assessoria da Arquidiocese.

Em 2013, já no cargo de arcebispo da Paraíba, dom Aldo disse que teria encaminhado ao Ministério Público da Paraíba (MPPB) denúncia de pedofilia contra dois padres da Igreja Católica.  A denúncia teria sido entregue por Dom Aldo diretamente a Oswaldo Trigueiro, enquanto este era procurador geral do Ministério Público do Estado.

Com UOL

Vaticano terá 1º julgamento de clérigo acusado de pedofilia no próximo mês

clerigoO primeiro julgamento no Vaticano de um clérigo acusado de pedofilia começará no dia 11 de julho, anunciou o porta-voz da Santa Sé, Federico Lombardi, nesta segunda-feira (15).

“O presidente do tribunal de Estado do Vaticano acusou o ex-núncio apostólico da República Dominicana Jozef Wesolowski. A primeira audiência acontecerá em 11 de julho”, afirmou.

Wesolowski é ex-arcebispo polonês e diplomata papal que foi destituído do sacerdócio no ano passado após denúncias de pagar crianças para realizar atos sexuais.

Renúncia de bispos
O Vaticano também anunciou nesta segunda que o Papa Francisco aceitou a renúncia de dois bispos americanos acusados de proteção a padres pedófilos.

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O arcebispo de Saint Paul e Minneapolis, monsenhor John Clayton Nienstedt, e seu adjunto, monsenhor Lee Anthony Piche, renunciaram depois que sua diocese foi acusada pelas autoridades dos Estados Unidos de não ter protegido menores de idade em relação a um padre que foi preso por abusos sexuais.

G1 

 

Vaticano vai reconhecer oficialmente o Estado palestino

palestinaO Vaticano respalda o reconhecimento oficial do “Estado da Palestina”. Não é nada menos do que colocar em um tratado bilateral algo que o Vaticano já tinha admitido. De fato, durante sua visita à Terra Santa em maio, Francisco sempre falou do “Estado palestino”, sabendo que a expressão – ainda mais dita por um Papa durante um pronunciamento oficial – implica um grande respaldo às aspirações da Organização para a Libertação da Palestina (OLP) e um certa falta de tato diplomático com Israel. Mas, como frisou na quarta-feira o subsecretário do Vaticano para as Relações com os Estados, Antoine Camilleri, a Santa Sé acredita que a solução do conflito no Oriente Médio deve passar pelo reconhecimento de “dois Estados” e, portanto, por uma Palestina independente.

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O anúncio do acordo, que será assinado em um “futuro próximo”, coincide também com a confirmação de que o presidente da Autoridade Nacional Palestina, Mahmoud Abbas, será recebido porJorge Mario Bergoglio no sábado, coincidindo com a canonização de duas freiras nascidas em território palestino. Como explicou o monsenhor Camilleri ao l’Osservatore Romano, o texto do acordo – que ainda deverá ter a concordância de ambas as partes – aposta no “auspício de uma solução da questão palestina e do conflito entre israelenses no âmbito da solução de dois Estados”.

Mesmo que o tratado também regule “aspectos essenciais da vida e a atividades da Igreja católica na Palestina”, o alto representante da Santa Sé admite que a assinatura do acordo terá repercussões no âmbito político: “Ainda que de maneira indireta, seria positivo que o acordo feito pudesse de alguma maneira ajudar os palestinos a ver estabelecido e reconhecido um Estado da Palestina independente, soberano e democrático que viva em paz e segurança com Israel e seus vizinhos”. E, mirando Israel, acrescenta: “O acordo poderá servir para animar de alguma forma a comunidade internacional, e em particular as partes mais diretamente envolvidas, a empreender uma ação mais decisiva para contribuir com a conquista de uma paz duradoura”.

O tratado que está próximo de ser assinado é fruto de um acordo inicial feito em fevereiro de 2000 entra a Santa Sé e a OLP, com quem o Vaticano já havia estabelecido relações em outubro de 1994. O subsecretário para as Relações com os Estados também lembrou que em novembro de 2012, quando a ONU reconheceu a Palestina como “Estado observador não membro”, o Vaticano publicou uma declaração na qual já mencionava a solução dos “dois Estados” para a resolução do conflito.

A notícia sobre a próxima assinatura do acordo com a Palestina surge três dias depois do papa Francisco receber o presidente de Cuba, Raúl Castro, no Vaticano, o que demonstra de maneira muito clara o papel diplomático a favor do diálogo assumido por Jorge Mario Bergoglio desde sua chegada ao Vaticano e que até o presidente dos EUA, Barack Obama, ressaltou durante sua visita a Roma em março de 2014: “Sua voz deve ser escutada pelo mundo”.

El País