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Treze vence no Presidente Vargas, mas Auto Esporte mantém a liderança no Paraibano

Reprodução/Voz da Torcida/ Pedro Alves
Reprodução/Voz da Torcida/ Pedro Alves

O Treze continuou no embalo da última vitória sobre o Sousa e venceu mais uma vez neste domingo (8). Em jogo no Presidente Vargas, em Campina Grande, o alvinegro derrotou o líder da competição, Auto Esporte por 2 a 0.

O Treze dominou o jogo, mas os dois gols só saíram na segunda etapa da partida. O destaque foi para o atacante Araújo, autor dos gols da vitória do time campinense. Apesar da derrota, o Auto Esporte mantém a liderança do Paraibano com 10 pontos, já o treze subiu para a quinta posição com sete pontos.

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O primeiro tempo começou com o Treze fazendo as melhores jogadas. Já no segundo minuto Zotti teve grande chance de abrir o placar após o rebote do goleiro Gessé, que deixou o gol livre, mas o jogador colocou a bola para fora.

O time de Campina Grande continuou pressionando e aos 13 minutos o atacante Araújo acertou a trave do Auto Esporte. O clube rubro-negro teve boa chance de marcar com jogada de Raphael Freitas e Jó Boy, que chutou para o gol. A bola foi defendida pelo goleiro Paulo Musse. No rebote, Léo Olinda cabeceou, mas a bola tocou na zaga do Treze e saiu pela linha de fundo.

No fim do primeiro tempo o jogador Panda, do Treze, e Léo Olinda, do Auto, se desentendem e foram punidos pela arbitragem. Leo Olinda que já tinha cartão amarelo, com o segundo foi expulso, já Panda recebeu o primeiro amarelo.

Já aos 13 minutos da segunda etapa do jogo, o Treze abriu o placar. Após cruzamento da esquerda, Araújo cresceu na defesa do Auto e, de cabeça, mandou para o fundo da rede.

O segundo gol só saiu no fim da partida aos 40 minutos. Novamente Araújo mandou para o gol do Auto após passe David Modesto.

 

portalcorreio

Contadora afirma que Youssef se reuniu com Renan e Vargas para ter acesso a fundos de pensão

yousefDepoimento colhido pela Polícia Federal na investigação da Operação Lava-Jato indica que parlamentares do PT e do PMDB negociaram com o doleiro Alberto Youssef para que ele fechasse negócios com os fundos de pensão dos Correios, o Postalis, e da Caixa Econômica Federal, o Funcef. Em troca de apoio político para o fechamento do negócio com os fundos, haveria uma partilha de comissões com integrantes dos dois partidos. O negócio só não se concretizou porque o doleiro foi preso. Em maio deste ano, O GLOBO revelou que a a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) havia aberto investigação para apurar operações fraudulentas ligadas ao Postalis.

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Na época, a reportagem identificou uma delas: um aporte de R$ 40 milhões, de 19 de dezembro de 2012, no Banco BNY Mellon por meio da gestora DTW Investimento LTDA, que teria sido direcionado pelo ex-diretor da fundação Ricardo Oliveira Azevedo após influência de Youssef, e dos donos da Tino Real Participação, Maria Thereza Barcelos da Costa e Eric Davi Bello, alvos da Operação Lava-Jato da Polícia Federal.

Segundo relato à PF da contadora Meire Poza, ex-funcionária do grupo de Alberto Youssef, em 12 de março deste ano, cinco dias antes de ser preso, o doleiro se reuniu com o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), em Brasília, e fechou um acordo verbal para ser beneficiado com R$ 50 milhões dos dois fundos de pensão. O deputado André Vargas (sem partido-PR) teria ajudado na articulação com a ala petista dos fundos de pensão.

COMISSÃO DE 10% AOS ‘CORRETORES’

Meire Poza disse ainda que o acordo renderia uma comissão de 10%, R$ 5 milhões, aos “corretores” do negócio. Esses corretores seriam os intermediários que fariam chegar o dinheiro aos partidos. Mas não está claro qual o percentual dos R$ 50 milhões que seria destinado aos políticos. Youssef foi preso no dia 17 de março, no Maranhão, e a transação não se efetivou.

Renan e Vargas negam qualquer vínculo com as tratativas do doleiro. Segundo o relato de uma das pessoas que está participando das investigações da Operação Lava-Jato, Youssef estava precisando de muito dinheiro e tentou convencer o Postalis e o Funcef a investirem R$ 50 milhões em ações em uma de suas empresas, a Marsans Brasil.

Diante da resistência de dirigentes dos fundos vinculados ao PMDB, Youssef teria procurado apoio de Renan na noite de 12 de março. Dois dias depois, num café da manhã, em São Paulo, ele comemorou com Meire Poza a futura entrada do dinheiro que poderia aliviar parte dos problemas financeiros da Marsans. “Ele (Youssef) me disse que esteve com o Renan para ajustar a parte do Postalis, que tinha conseguido os R$ 50 milhões em debêntures para a Marsans”, relatou a contadora a policiais.

Pelo suposto acerto, o Postalis faria um aporte de R$ 25 milhões, e a outra parte, de igual valor, caberia ao Funcef.

A contadora disse à Polícia Federal que o doleiro pagaria comissão de 10% do valor do aporte para os corretores credenciados para esse tipo de transação. O valor é bem superior às cifras pagas pelo mercado nesses tipos de transação que, segundo ela, ficam em torno de 3%. A suspeita levantada é que parte do dinheiro seria destinado a campanhas eleitorais.

Meire Poza prestou depoimento no início de agosto. As informações deverão ser encaminhadas ao ministro Teori Zavascki, do Supremo Tribunal Federal, como parte das informações colhidas nas colaborações feitas pelos investigados. Caberá ao ministro decidir se as acusações têm fundamento e se polícia deve aprofundar a investigação do caso.

Procurado pelo GLOBO por intermédio da assessoria, Renan Calheiros negou que tenha recebido Youssef, disse que não o conhecia e que ficou sabendo do caso pela imprensa. André Vargas também negou qualquer vínculo com as negociações de Youssef com o Postalis e o Funcef. Vargas já reconheceu que é amigo de Youssef há muitos anos, mas disse que não conhece e não tem qualquer relação com dirigentes dos dois fundos.

— Não conheço ninguém no Postalis. Nunca estive lá e nem sei onde fica. Ele (Youssef) nunca tratou desse assunto comigo. Isso é lorota — disse Vargas.

O GLOBO tentou, sem sucesso, falar com o presidente do Postalis, Antonio Carlos Conquista. A assessoria não retornou a ligação. Ainda na 1ª fase das investigações da Lava-Jato, o Funcef reconheceu que Youssef tentou, mas não conseguiu, fazer um negócio com a instituição.

Teori Zavascki é relator das investigações já abertas contra os deputados André Vargas, Luiz Argôlo (SDD-BA) e contra o senador Fernando Collor de Mello (PTB-AL), acusados de receber vantagens materiais de Youssef. Meire foi contadora de Youssef de 2011 até março deste ano, quando a Operação Lava-Jato implodiu os negócios do doleiro. Num outro depoimento, a contadora relata que o doleiro intermediou o pagamento de R$ 4,6 milhões em propina para o governo do Maranhão antecipar o pagamento de um precatório de R$ 120 milhões da Constran.

LAVAGEM DE DINHEIRO DE EMPREITEIRAS

O advogado Carlos Alberto Pereira da Costa, ex-diretor jurídico da Marsans e da GFD, outra empresa de Youssef, decidiu colaborar com as investigações da PF e do Ministério Público Federal. Ele relatou como funcionava a GFD. Youssef teria criado a empresa para administrar parte de seus negócios lícitos. Mas, depois, passou a usar a empresa na estrutura de lavagem de dinheiro de empreiteiras com contratos com a Petrobras.

Com as colaborações de Meire, Pereira, Leonardo Meirelles, um dos sócios de Youssef no laboratório Labogen, e mais recentemente do ex-diretor de Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa, investigadores acreditam que não restará outra alternativa ao doleiro senão aceitar a delação premiada. O volume de informações contra o doleiro, o ex-diretor da Petrobras e algumas grandes empreiteiras é expressivo. Youssef e Costa são acusados de chefiar duas grandes estruturas de desvio de dinheiro.

Costa é suspeito de intermediar contratos da Petrobras em negócios articulados entre grandes empreiteiras, prestadores de serviço e políticos. Na delação premiada, Costa disse que 3% de cada contrato da estatal eram destinados a políticos.

 

O Globo

Juiz de Curitiba envia investigação sobre André Vargas ao presidente do STF

andre-vargasO juiz Sérgio Fernando Moro, da 13ª Vara Federal em Curitiba, determinou nesta terça-feira (13) que seja enviada ao presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Joaquim Barbosa, parte da investigação da Operação Lava Jato, da Polícia Federal, na qual o deputado federal licenciado André Vargas (sem partido-PR) é citado. Com a decisão, caberá ao Supremo apurar a relação entre Vargas e o doleiro Alberto Youssef, preso pela PF.

André Vargas não é investigado na Operação Lava Jato, no entanto, a suspeita de envolvimento entre o parlamentar e o doleiro foi descoberta durante as investigações. Na decisão, o juiz entendeu que somente o Supremo pode julgar o deputado. Por ser parlamentar, Vargas tem foro privilegiado e não pode ser julgado pela Justiça de primeira instância.

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“Embora o relatório [da PF] demande avaliação mais acurada e abranja diversos fatos, haveria, em síntese, indícios da participação do deputado federal André Vargas na obtenção pela empresa Labogen S/A Química Fina e Biotecnologia de Parceria para Desenvolvimento Produtivo junto ao Ministério da Saúde. Há indícios de que a Labogen não teria estrutura mínima para a obtenção da parceria”, afirmou o juiz.

Com autorização da Justiça, a Polícia Federal quebrou o sigilo de 270 mensagens de texto trocadas entre Vargas e Youssef e descobriu a relação próxima entre eles. A primeira conversa monitorada pela PF foi no dia 19 de setembro de 2013 e a última, no dia 12 de março.

Inicialmente, a PF teve dificuldade para concluir que o interlocutor André Vargas se tratava do deputado. As mensagens foram enviadas de celulares da marca Black Berry, aparelhos considerados mais seguros, devido à grande capacidade de ocultar a identidade dos usuários.

Com a quebra do sigilo telefônico, a PF descobriu que o número de identificação fornecido pela Black Berry era o mesmo do aparelho do deputado. Os agentes da PF chegaram aos contatos do deputado por meio de vários cartões de visita de Vargas que foram apreendidos na GFD Investimentos, uma das empresas de Youssef.

Reportagem do jornal Folha de S.Paulo publicada em abril diz que Vargas usou um avião do doleiro para uma viagem a João Pessoa. Segundo o jornal, o empréstimo da aeronave foi discutido entre os dois por mensagens de texto no início de janeiro. Em outras mensagens, Vargas e o doleiro discutiram assuntos relacionados a contratos com o Ministério da Saúde, por meio do Laboratório Labogen.

No relatório de inteligência enviado ao juiz Sergio Moro, a Polícia Federal concluiu que “as evidências indicam que Vargas tinha interesse no processo de contratação da Labogen junto ao Ministério da Saúde”.

Deflagrada no dia 17 de março, a Operação Lava Jato, da Polícia Federal, desarticulou uma organização que tinha como objetivo a lavagem de dinheiro em seis estados e no Distrito Federal. De acordo com as informações do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), os acusados movimentaram mais de R$ 10 bilhões.

Segundo a polícia, o grupo investigado, “além de envolver alguns dos principais personagens do mercado clandestino de câmbio no Brasil”, é responsável pela movimentação financeira e lavagem de ativos de diversas pessoas físicas e jurídicas envolvidas em crimes como tráfico internacional de drogas, corrupção de agentes públicos, sonegação fiscal, evasão de divisas, extração e contrabando de pedras preciosas, além de desvio de recursos públicos.

A operação foi intitulada dessa forma porque o grupo usava uma rede de lavanderias e postos de combustíveis para movimentar o dinheiro.

Agência Brasil

Presente de doleiro a André Vargas custou R$ 100 mil

Quando fretou um avião particular para as férias do vice-presidente da Câmara dos Deputados, André Vargas (PT-PR), o doleiro Alberto Youssef não estava fazendo apenas um favor para um político influente no governo da presidente Dilma Rousseff. Vargas era mais do que isso para o doleiro. Ambos tratavam-se como irmãos. Nas conversas interceptadas pela Polícia Federal no âmbito da Operação Lava Jato, o deputado petista não esconde a euforia ao agradecer Youssef pelo aluguel do jato: “Valeu irmão.” Um verdadeiro presente de irmão mesmo. Documentos obtidos por VEJA revelam que o aluguel do Learjet 45, fretado para transportar a família do petista de Londrina (PR) a João Pessoa, na Paraíba, custou 100.000 reais.
Reprodução

Jatinho fretado pelo doleiro Alberto YoussefJatinho fretado pelo doleiro Alberto Youssef

Pivô de um esquema de lavagem de dinheiro que pode ter movimentado até 10 bilhões de reais, o doleiro Alberto Youssef é um antigo conhecido de André Vargas. Como VEJA revela na edição desta semana, Vargas e Youssef moram na mesma cidade, Londrina, se conhecem há vinte anos e, nos últimos anos, com a chegada de André Vargas a cargos importantes no Congresso, conversavam rotineiramente sobre negócios variados. “Ele me procurava para avaliar investimentos, colher informações, trocar ideias”, disse Vargas na semana passada. Nessa “troca de informações” entrariam dados valiosos sobre o programa Minha Casa Minha Vida – cujo relator foi justamente André Vargas, na Câmara – e negócios do doleiro no Ministério da Saúde.

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Foi interceptando o telefone BlackBerry, o mesmo modelo utilizado por André Vargas, que a Polícia Federal estabeleceu o vínculo do doleiro com o deputado petista. No dia 2 de janeiro, véspera da viagem de férias da família, Vargas e Youssef trocaram vinte mensagens sobre o avião. “Tudo certo para amanhã. Daqui a pouco te passo o tel do comandante… Duração do voo: 3h45 minutos, João Pessoa, Paraíba”, avisa Youssef a Vargas. “Tem o telefone da América?”, pergunta o deputado, referindo-se ao hangar aonde o avião chegaria. “Da América, não. Mas é só buzinar no portão que eles abrem”, orientou o doleiro. “Valeu irmão”, devolveu Vargas. “Boa viagem e boas férias abs (sic)”, responde Youssef.

A proprietária do jato disponibilizado por Youssef ao vice-presidente da Câmara é a Elite Aviation, uma empresa de taxi aéreo de Salvador, na Bahia. O dono da empresa, Bernardo Tosto, conta que o voo de André Vargas foi acertado diretamente com uma agência de São Paulo, que intermediou o contrato com o cliente no Paraná. “Eu não sei nem quem é esse doleiro e esse deputado. Não gosto da política brasileira e não trabalho com isso. Eu fretei o avião para uma empresa de agenciamento de voos. Não preciso saber quem entra no avião. Só tenho que saber que o dinheiro é lícito”, diz Bernardo, que confirmou os valores pagos pelo fretamento da aeronave, mas não quis revelar o nome da agência que intermediou o contrato. Jatos luxuosos como o disponibilizado ao petista costumam vir acompanhados com mimos a bordo, como bebidas caras, chocolates e até pratos sofisticados. A empresa nega, no entanto, que o voo de André Vargas e sua família, com duração de 3 horas e 45 minutos, tenha contato com tais mordomias.

Na sexta-feira, quando foi ouvido por VEJA, André Vargas negava ter obtido qualquer vantagem a partir da amizade com o doleiro. Na verdade, nem a relação de proximidade o deputado confirmava: “Amizade é uma palavra sagrada. Não dá para dizer que ele é meu amigo. É no máximo um conhecido corriqueiro. Eu tinha ele como um cidadão comum, que tinha passado por problemas como outros passaram. Posso ter incorrido em alguma coisa imprópria, mas eram apenas conversas, nada ilegal. Se eu soubesse que ele estava sendo investigado de novo eu não teria falado com ele”, disse Vargas. Questionado se o doleiro havia providenciado um avião para sua viagem, André Vargas despistou: “Esse negócio de avião quem está espalhando é o deputado Fernando Francischini, mas não existe isso.” Hoje, porém, ao jornal Folha de S.Paulo, que revelou a viagem de Vargas, o deputado mudou o discurso. Disse que pediu o avião porque os voos comerciais estavam muito caros no período. “Não sei se o avião é dele, ele foi dono de hangar e eu perguntei se ele conhecia alguém com avião”, disse o petista.

 

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Robson Bonin, de Brasília

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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Na ‘metade do mundo’ e com Vargas, Grêmio abre duelo do ano com LDU

Luxa e Mello conferem o gramado do Casa Blanca(Foto: Hector Werlang/Globoesporte.com)
Luxa e Mello conferem o gramado do Casa Blanca
(Foto: Hector Werlang/Globoesporte.com)

Pelo simbolismo, bem que Quito deveria encerrar o confronto entre LDU e Grêmio. Ao dividir os hemisférios em Sul e Norte, a capital do Equador está na “metade do mundo”, como chamam os locais. Há, inclusive, uma linha simbólica, igual àquelas dos mapas, marcando o ponto exato de união dos extremos: o marco de 0º de latitude e, claro, 0º de longitude. Uma marcação bem diferente da do meio-campo, lateral, linha de fundo… mas que resume a separação que as duas equipes obrigatoriamente terão em 2013. Quem ganhar continua em busca de mais um título da Libertadores. Ao derrotado, restará a desconfiança e a necessidade de mudar o planejamento da temporada logo no seu início. Mas, calma, a partida decisiva ainda será na Arena, dia 30, em Porto Alegre. Então, pode-se dizer que o começo é pelo meio: quarta-feira, às 22h (horário de Brasília – 19h, no Equador), no Casa Blanca, na “mitad del mundo”.

A preparação de ambas as equipes foi semelhante. As duas começaram a pré-temporada em 3 de janeiro. LDU, em Quito, e o Grêmio, Porto Alegre. Até o clube brasileiro rumar ao local da partida dez dias antes com a intenção de adaptar-se à altitude de 2,8 mil metros. Tão próximos, mas tão distantes, nenhum dos dois permitiu que os treinos derradeiros tivessem presença da imprensa. O mistério foi o ingrediente a completar o duelo que reúne três títulos do torneio sul-americano (só um é da equipe equatoriana).

grêmio ldu quito casa blanca (Foto: Hector Werlang/Globoesporte.com)Na metade do campo, na metade do mundo: Grêmio começa Libertadores (Foto: Hector Werlang)

Saritama, contratado do rival Deportivo Quito, é estrela e a principal dúvida de um time em reformulação com 16 contratações, que afastou Reasco e Urrútia e liberou Bieler, os protagonistas dos títulos da Libertadores (2008), Recopa (2009) e Sul-Americana (2010). Em recuperação de problema muscular na panturrilha direita, o meia não tem presença garantida no time de Edgardo Bauza, recontratado após ter deixado o clube na derrota ao Manchester United no Mundial de quatro anos atrás.

O Grêmio entrará em campo reenergizado pela integração-relâmpago da principal contratação, o atacante Eduardo Vargas, que foi regularizado na terça e, logo depois, tomou um voo para Quito. Outro dado positivo: tem certeza de ter eliminado um grande rival: a altitude.

O período em Quito fez os atletas se adaptarem e, de acordo com o preparador físico Antônio Mello, o risco de terem problemas respiratório é zero. Vanderlei Luxemburgo, então, teve de se preocupar apenas com as partes técnica e tática. Neste sentido, optou por deslocar Pará à lateral esquerda e dar chance a Tony na direita – Alex Telles foi ao banco. O ataque será de dois centroavantes, Willian José e Marcelo Moreno.

O regulamento prevê gol qualificado, portanto, o Tricolor pensa, primeiro, em ganhar, mas considera o empate um bom resultado. O fundamental é marcar gol como visitante.

Wilmar Roldan será o árbitro, auxiliado por Eduardo Diaz e Alexander Guzman – trio da Colômbia. A RBS TV transmite para o Rio Grande do Sul. O SporTV passa a partida para todo o Brasil. O GLOBOESPORTE.COM acompanha a partida em Tempo Real.

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LDU: o técnico Edgardo Bauza só tem a dúvida de Saritama no ataque. De resto, o time está definido, o que não garante entrosamento. Afinal, praticamente um grupo inteiro foi contratado para esta temporada. De alento aos equatorianos, ficaram as boas atuações da equipe nos amistoso preparatórios. O time: Dominguez; Canuto, Morante e Araujo; Madrid, Vera, Hidalgo, Vitti e Rojas; Feraud (Saritama) e Garcés.

Grêmio: Vanderlei Luxemburgo tinha uma grande dúvida, na lateral esquerda. Apostar no jovem Alex Telles ou improvisar o experiente Pará? Acabou ficando com a segunda opção, com Tony indo para a direita. Vargas começa no banco. O time: Dida; Tony, Saimon, Cris e Pará; Fernando, Souza, Elano e Zé Roberto; Marcelo Moreno e Willian José.

quem esta fora (Foto: arte esporte)

LDU: não há desfalques.

Grêmio: Werley e Léo Gago, suspensos pela Conmebol por confusões na Sul-Americana, estão fora. Já as baixas por lesões nem foram relacionadas para a pré-Libertadores. Bertoglio e Fábio Aurélio, com problemas musculares) e Kleber (recuperação de cirurgia no tornozelo esquerdo) ficaram em Porto Alegre e só poderão ser inscritos numa eventual fase de grupos.

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LDU: Garcés. O centroavante tem apenas 22 anos, é da leva de novas contratações, mas já tem grande expectativa depositada em seus pés. E também cabeça. Afinal, é pelos lados de campo que a LDU abastece os seus avantes.

Grêmio: Dida, Cris, Willian José… estreantes no time titular não faltam. Mas quem realmente deixa os tricolores esperançosos começará no banco. Surpresa na delegação, Eduardo Vargas nem treinou na altitude, mas tem a seu favor um histórico de vitória no Casa Blanca, pela final da Copa Sul-Americana de 2011.

header o que eles disseram

Edgardo Bauza, técnico da LDU: Sabemos que eles também não queriam ter a liga como rival. O orçamento deles é maior, mas não quer dizer que não possamos ganhar. Provavelmente será um jogo parecido com o que fizeram contra o Barcelona (Copa Sul-Americana de 2012), é uma equipe que joga junta há algum tempo”.

Souza, volante do Grêmio: “Temos de entender que o confronto se decide em dois jogos. Não adianta querer arriscar tudo aqui. Eles estão na casa deles, tem qualidade e tradição, mas estamos preparados. Temos de buscar o melhor resultado para decidir em casa. Vamos jogar, mas sem se arriscar sem necessidade”.
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Eduardo Vargas escolhe o São Paulo, e acerto fica mais próximo

Eduardo Vargas está muito perto de ser reforço do São Paulo (Foto: Getty Images)

A intensa disputa pela contratação do chileno Eduardo Vargas está cada vez mais próxima de ser vencida pelo São Paulo. A negociação se arrasta há mais de um mês, e pode ter entrado em seu capítulo final no primeiro dia de 2013, quando o clube formalizou uma proposta que atendia aos interesses do Napoli. A intenção é anunciar a chegada do atacante nos próximos dias. Os italianos gostariam de contratar um substituto antes de sua liberação para abafar a saída de um jovem que custou 12 milhões de euros.

Quem cuida de toda a transação desde o início é Cristián Ogalde, mesmo agente que tratou da venda de Vargas para o Napoli, e quase não aparece na mídia. No fim de novembro, ele visitou o CT do São Paulo, na Barra Funda, e, recebido pelo diretor de futebol Adalberto Baptista, conheceu a estrutura do clube. Gostou do que viu, mas mesmo assim foi também ao Santos. O Alvinegro esteve adiantado nas negociações, mas fez questão de ter o atleta, no mínimo, por um ano e meio. Também propôs ao Napoli um empréstimo sem custos, apenas com o valor do salário.

O Grêmio chegou a Ogalde em um segundo momento, também recebeu o empresário, mas o São Paulo já havia marcado território, e era mais vantajoso financeiramente. O clube paulista, caso feche mesmo o negócio, vai pagar integralmente o salário de Vargas, algo em torno de R$ 240 mil por mês. O presidente Juvenal Juvêncio gostaria de ter concluído a contratação do chileno antes da virada do ano, mas o período, repleto de recessos, atrapalhou.

O técnico Ney Franco confirmou que o nome de Vargas é trabalhado há algum tempo. Já na visita de novembro, Adalberto mostrou a Ogalde a importância que o chileno teria na equipe, taxado de substituto de Lucas, jogador mais caro da história do futebol brasileiro e ídolo da torcida. A presença do São Paulo na Libertadores e a consequente exposição para Jorge Sampaoli, novo técnico da seleção chilena, também foram fatores importantes. Vargas é um velho conhecido do treinador, do tempo em que trabalharam juntos na Universidad e conquistaram o título da Sul-Americana, em 2011. Isso lhe dá grande esperança de disputar a Copa do Mundo de 2014, no Brasil.

O São Paulo dará início aos treinos da pré-temporada nesta sexta-feira, no CT de Cotia, quando os também atacantes Aloísio e Negueba serão apresentados. O desejo do clube é incorporar Vargas, pouco utilizado no Napoli na última temporada, o mais rapidamente possível ao grupo para que ele não fique defasado fisicamente no início da temporada, quando o time terá o compromisso de passar pelo Bolívar para chegar à fase de grupos da Libertadores.

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