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Ministro fala em crise global de vacinas e aumento do custo para o SUS

Durante viagem a Washington, nesta segunda-feira (30), o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, afirmou que o mundo passa por uma crise na produção de vacinas que deve ter impacto no preço que o governo brasileiro paga pelo produto.

Segundo o ministro, não faltam recursos para a compra de vacinas –que são oferecidas gratuitamente pelo SUS– mas sim fornecedores que atendam às demandas do país. Assim como os Estados Unidos, o Brasil vive hoje um surto histórico de sarampo.

sSAÚ”A crise da vacina é global, já que o sarampo voltou em praticamente todos os continentes. […] Os preços das vacinas, a gente imagina que deve ter tendência de alta, porque vai acabar prevalecendo a lei de mercado”, declarou o ministro em Washington.

“Entre nossas soluções está a decisão de iniciar o complexo industrial de vacinas na Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz), no Rio, um investimento alto, mas é uma questão de segurança ter seu fornecedor principal de suas vacinas principais”, completou.

Mandetta participou de reunião com ministros da Saúde das Américas na capital americana e disse que a OMS (Organização Mundial da Saúde) precisa discutir o preço da imunização e também estabelecer metas de vacinação entre 2020 e 2030.

Ele afirma que há uma campanha de não vacinação alimentada por notícias falsas na internet que deve ser combatida. No entanto, o ministro discorda do que chama de “medidas punitivas”, como as implementadas por Nova York, que impôs multa àqueles que se recusavam a vacinar crianças, por exemplo.
“Não sei sobre essa coisa mais punitiva, no caso é mais de construção de cidadania e consciência.”

Entre os exemplos de conscientização listados pelo ministro está a proposta de a carteira de vacinação ser obrigatória para a matrícula não só em creches –como funciona atualmente– mas também para o ensino médio e universitário no Brasil, além de fazer o controle dos vacinados durante a apresentação para o alistamento no Exército.

As medidas, porém, precisariam ser aprovadas pelo Congresso.
Como resultado da falta de vacinação, os Estados Unidos já registraram mais de mil casos de sarampo somente este ano e vivem o maior surto da doença desde 1992.

No Brasil, os casos de sarampo também continuam crescendo e, somente nos últimos 90 dias, foram confirmados 4.507 casos da doença, a maior parte deles em São Paulo.

Para enfrentar o surto, Nova York chegou a impor multas àqueles que se recusassem a vacinar as crianças, além de proibir alegações religiosas como justificativa para a não vacinação.

Isso porque comunidades ultraortodoxas chamaram atenção das autoridades americanas devido a preocupações dos pais de que a vacina contra o sarampo poderia causar autismo, um boato sem comprovação científica alimentado por vídeos amplamente espalhados na internet.

Segundo o CDC (Centro de Controle e Prevenção de Doenças) dos EUA, 33 novos casos foram confirmados no país entre maio e junho, a maior parte em Nova York. Até agora, o mais grave surto de sarampo entre os americanos havia ocorrido em 1992, com 2.126 infecções pelo vírus.

O sarampo é uma doença extremamente contagiosa e considerada grave, sobretudo em crianças menores de cinco anos e pessoas com baixa imunidade.

Antes considerada eliminada no Brasil, a doença voltou a registrar casos e a circular no país em 2018. Naquele ano, foram registrados 10.330 casos.

Diante do novo cenário, Mandetta afirma que “não gosta de se comprometer com o tempo” quando o assunto é discutir quando o país receberá de volta o certificado de livre da doença para o sarampo. Avalia, no entanto, que isso será encaminhado com as campanhas de vacinação previstas para este ano.

O ministro disse ainda que pediu parceria com os EUA principalmente na área das doenças negligenciadas, como a leishmaniose, por exemplo, e nas pesquisas envolvendo genética, uma área que, na sua avaliação, o Brasil “ficou para trás na corrida.”

Antes de viajar a Washington, Mandetta acompanhou a comitiva do presidente Jair Bolsonaro a Nova York para a abertura da Assembleia Geral da ONU, na semana passada.

 

FOLHAPRESS

 

 

PB terá mais de 3 milhões de vacinas para febre amarela

A vacina contra febre amarela fará parte da rotina da Paraíba a partir de março de 2019. A decisão foi anunciada, na terça-feira (20), pelo Ministério da Saúde, que passa a recomendar a vacina para todo o Brasil. A resolução foi tomada para que a vacina chegue a alguns estados do Nordeste, Sul e Sudeste que não faziam parte das áreas de recomendação. A ampliação irá ocorrer de forma gradual em todo o país. Apenas São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia manterão a campanha com base nas doses fracionadas.

Na Paraíba, a meta é vacinar 3.085.988 pessoas dos 223 municípios. De acordo com o Ministério da Saúde, a estratégia de ampliação é uma medida preventiva e tem como objetivo antecipar a proteção contra a doença para toda a população em caso de um aumento na área de circulação do vírus. A Secretaria de Estado da Saúde lembra que a Paraíba segue sendo território livre de febre amarela, sem circulação viral. Porém, é necessário que os serviços de saúde públicos e privados estejam atentos a possíveis casos suspeitos.

De acordo com a portaria nº 204/2016 e definição do Ministério da Saúde, indivíduo que apresente quadro febril agudo (até sete dias), de início súbito, acompanhado de icterícia e/ou manifestações hemorrágicas, residente ou precedente de área de risco para febre amarela ou de locais com ocorrência de epizootias em primatas não humanos ou isolamento de vírus vetores nos últimos 15 dias, não vacinado contra febre amarela ou com estado vacinal ignorado, deve ser notificado à Secretaria Municipal de Saúde e Secretaria de Estado da Saúde em até 24 horas.

A vacina contra febre amarela não é recomendada para todos, pois pode causar eventos adversos. São contraindicados à vacina pacientes em tratamento de câncer, pessoas com imunossupressão, além de pessoas que apresentam reação alérgica grave à proteína do ovo. Além disso, a vacinação contra febre amarela impede a doação de sangue por um período de quatro semanas.

O Ministério da Saúde recomenda que as pessoas realizem a doação de sangue antes da vacinação, para a manutenção dos estoques de hemocomponentes.

Portal Correioeio

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Pediatras alertam sobre risco na aplicação de vacinas em farmácias

A Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) divulgou um alerta sobre riscos relacionados à venda e aplicação de vacinas em farmácias e drogarias. O posicionamento da entidade acontece devido à liberação do procedimento pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), na semana passada. A SBP pediu que a medida fosse suspensa. De acordo com a reivindicação, a liberação pode causar à saúde da população, em especial de crianças e adolescentes.

“Entre os problemas identificados pelos pediatras na medida anunciada estão fatores como, a inexistência de médicos nas farmácias e drogarias, que devem estar presentes em locais de vacinação para diagnosticar casos de eventos adversos nas suas múltiplas formas de manifestação”, justifica a entidade, em nota divulgada à imprensa.

No texto, a SBP também argumenta que a existência de uma rede de vacinas em postos de saúde e hospitais, com distribuição gratuita, tornaria a medida desnecessária, “pois farmácias costumam funcionar nas proximidades desses serviços públicos”.

“Permitir a venda e aplicação de vacinas em drogarias e farmácias banaliza seu uso e torna a vacinação mais um produto com finalidade comercial do que uma estratégia para a prevenção de doenças”, finaliza a nota.

Outro lado

De acordo com a Anvisa, a resolução que autoriza venda e aplicação de vacinas em farmácias estabelece exigências para estabelecimentos que vão oferecer o serviço. Esses devem estar inscritos no Cadastro Nacional dos Estabelecimentos de Saúde (CNES), disponibilizar o calendário nacional de vacinação e os tipos de medicamentos disponíveis aos clientes.

Em cada local é obrigatória a designação de um responsável técnico e a contratação de profissionais habilitados para aplicar vacinas, com a realização de capacitações constantes. As instalações precisam ser adequadas e seguir parâmetros estabelecidos nas normas do setor, como ambiente refrigerado para armazenar as vacinas e cuidados no transporte dos materiais para não prejudicar a qualidade.

As regras aprovadas pela Anvisa também preveem obrigatoriedade de registro das informações nos cartões de vacinação e de erros ou problemas no sistema da agência e liberdade para emitir Certificados Internacionais de Vacinação.

 Agência Brasil

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Ministério da Saúde estuda fracionar doses de vacinas contra a febre amarela

Vacinas contra febre amarela distribuídas na rede pública (Foto: Divulgação/ Sesa)
Vacinas contra febre amarela distribuídas na rede pública (Foto: Divulgação/ Sesa)

O Ministério da Saúde informou que estuda a possibilidade do fracionamento das doses de vacina contra a febre amarela para imunizar um maior número de pessoas. Segundo a pasta, o efeito é o mesmo da dose comum e o que muda é a duração da imunidade, que passa a ser de apenas 1 ano.

Ontem, durante o 3º Encontro da Rede Nacional de Especialistas em Zika e doenças correlatas (Renezika), em Brasília, o ministro da Saúde, Ricardo Barros, disse que o fracionamento da vacina ocorre quando um diluente é adicionado e a ampola que seria de 10 doses se transforma em 50 doses, com um ano de proteção. Segundo Barros, pessoas que tomarem a vacina fracionada, caso essa seja a decisão do governo, terão que se vacinar novamente.

A medida será discutida na próxima terça-feira (4) quando o ministério deve receber o levantamento dos estados com informações sobre o número de doses extras de vacina necessárias para a imunização das áreas de risco. Com as informações, os gestores devem decidir a estratégia a ser adotada pelo governo.

Segundo Barros, além do fracionamento, o ministério também analisa a viabilidade de importação das doses. “Vamos adotar ou uma importação ou um fracionamento da vacina”, disse ontem.

De acordo com a assessoria de imprensa do Ministério da Saúde, caso o fracionamento seja apontado como o melhor meio para proteger a população, as vacinas passarão a ser oferecidas em locais considerados emergenciais.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda que os países deem prioridade de imunização em áreas de riscos, onde a população vive  ameaçada pelo vírus da febre amarela.

Agência Brasil

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Fiocruz bate recorde de produção de vacinas contra febre amarela

fio cruzA Fundação Oswaldo Cruz bateu o recorde de produção de vacinas contra a febre amarela por causa do surto que atinge principalmente Minas Gerais. Mas o Ministério da Saúde diz que não há necessidade de corrida aos postos nas áreas onde não há aumento de casos da doença.

Olhos vigilantes e o aplicativo de celular da Fundação Oswaldo Cruz (clique aqui) são ferramentas que a população pode usar no combate à febre amarela. Qualquer um pode mandar fotos, comunicar a morte suspeita de animais e evitar que a febre amarela se espalhe.

“O vírus circula entre o mosquito, os primatas e as pessoas, quanto mais próximo os mosquitos e os macacos estiverem da gente, maior a possibilidade desse surto. Então animais dentro da floresta e pessoas que vão à floresta se protejam dos mosquitos. E alimentar animais, jamais”, recomenda Márcia Chame, bióloga da Fundação Oswaldo Cruz.

O Brasil está enfrentando o maior surto de febre amarela silvestre da história. Os 107 casos da doença confirmados desde dezembro de 2016 se concentram na Região Sudeste, a maioria em Minas Gerais, estado que também registrou o maior número de mortes.

O esforço para evitar novas áreas de contágio envolve profissionais do Brasil inteiro, que nesta terça-feira (31) se reuniram no Rio.

Neste momento, o Ministério da Saúde recomenda vacinação nos seguintes casos: pessoas que moram nas áreas atingidas pela doença; pessoas que moram em regiões próximas a essas áreas atingidas; e pessoas que vão viajar para as regiões atingidas ou próximas.

Nestes casos estão Oeste do Espírito Santo, Noroeste do Rio de Janeiro, Oeste da Bahia, e Leste de Minas Gerais.

Além desses lugares, a vacinação já é uma rotina em áreas de 19 estados há muito tempo porque são, historicamente, locais de circulação do vírus.

E quem vive nessas regiões desses estados que aparecem em cinza no mapa já tinha antes do surto a recomendação de tomar duas doses da vacina ao longo da vida com um intervalo de dez anos. Isso continua valendo.

Quem mora em outras regiões do país não precisa tomar a vacina.

O ministério também avisa que não há necessidade de corrida aos postos de saúde, já que há doses suficientes para atender as regiões com recomendação de vacinação.

O importante é seguir as orientações das autoridades.

“É o esclarecimento da população, no caso específico da febre amarela, que é uma doença que nós temos uma vacina que é eficaz, que é segura, para não gerar pânico e, dentro da orientação que temos trabalhado com o Ministério da Saúde, de uma vacinação que é nas áreas de risco”, disse a presidente da Fiocruz, Nísia Trindade.

O laboratório da Fundação Oswaldo Cruz é o maior fabricante de vacinas contra a febre amarela do mundo e está batendo um recorde de produção. Em janeiro deve chegar ao máximo da sua capacidade: nove milhões de doses. Isso em um só mês.

“Nós produzimos a vacina há quase 80 anos e temos condição de atender à demanda, é lógico que obedecendo um planejamento e uma racionalidade da imunização”, explicou Marcos Freire, vice-diretor de Bio-Manguinhos.

JN

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Calendário nacional de vacinação ganha novas vacinas para adolescentes de ambos os sexos

vacinaA partir do dia 2 de janeiro de 2017, as vacinas contra HPV para meninos com idade de 12 a 13 anos e Meningocócica C (protege contra meningite), para ambos os sexos, também com idade entre 12 e 13 anos, passam a fazer parte do calendário nacional de vacinação. A Secretaria de Estado da Saúde (SES), por meio do Núcleo de Imunização, já distribuiu as doses para as Gerências Regionais de Saúde, que repassarão a todos os 223 municípios paraibanos.

Na Paraíba, o público-alvo para se vacinar contra HPV é formado por 72.637 meninos e de Meningocócica são 142.979 entre meninos e meninas. O objetivo da vacinação HPV para população do sexo masculino é prevenir os cânceres de pênis e verrugas genitais. Além disso, por serem os responsáveis pela transmissão dos vírus para as suas parceiras, ao receberem a vacina, os homens colaborarão com a redução da incidência do câncer de colo de útero e vulva nas mulheres, prevenindo também cânceres de boca, orofaringe, bem como verrugas genitais, em ambos os sexos.

A vacinação de adolescentes contra Meningocócica C proporcionará proteção direta impedindo o deslocamento do risco de doença para esses grupos etários, alcançando, ainda, o desejado efeito protetor da imunidade. “É bom que fique claro que não se trata de campanha de vacinação e sim de implantação de vacina na rotina do calendário do adolescente. É muito importante que os pais e responsáveis levem seus jovens para serem imunizados, evitando, assim que adquiram doenças que podem ser evitadas por meio destas vacinas”, disse a chefe do Núcleo de Imunização da SES, Isiane Queiroga.

As vacinas estarão disponívies em todas as Unidades de Saúde da Família a partir do dia 2 de janeiro de 2017.

Secom-PB

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Três tipos de vacinas contra zika têm resultados positivos em primatas

Lucas Lima/UOL
Lucas Lima/UOL

Um grupo de cientistas brasileiros e americanos completou mais uma etapa dos estudos pré-clínicos para o desenvolvimento de vacinas contra o vírus da zika. Um mês depois de anunciar que duas candidatas a vacinas deram proteção completa a camundongos, o grupo comprovou em novo estudo que três tipos de vacinas foram totalmente eficazes contra a infecção por zika em macacos rhesus.

O novo estudo, que teve seus resultados publicados nesta quinta-feira, 4, na revista Science, foi feito por pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP), do Beth Israel Deaconess Medical Center (BIDMC, na sigla em inglês) e do Instituto de Pesquisas Walter Reed do Exército (WRAIR), ambos dos Estados Unidos.

“As três vacinas forneceram proteção completa contra o vírus da zika em primatas não humanos, que são o melhor modelo animal para estudos antes de iniciar os testes clínicos (em humanos)”, disse um dos autores do estudo, Dan Barouch, diretor Centro de Pesquisa em Virologia e Vacinas do BIDMC e professor da Escola de Medicina da Universidade de Harvard.

“A proteção robusta e consistente contra o vírus da zika em roedores e primatas nos deixa otimistas em relação ao desenvolvimento de uma vacina segura e eficaz contra a zika para humanos”, afirmou Barouch.

Nesta quarta-feira, 3, o Instituto Nacional de Alergia e Doenças Infecciosas (NIAID, na sigla em inglês), dos Estados Unidos, anunciou o início dos testes em humanos de uma vacina experimental de DNA contra o vírus da zika.

Em junho, as autoridades de saúde americanas já haviam aprovado a realização de testes clínicos em humanos para uma outra candidata a vacina contra a zika, produzida pelo laboratório americano Inovio, em parceria com a GeneOne Life Sciences, da Coreia do Sul. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), há mais de 20 projetos de vacina contra o vírus da zika em países como os Estados Unidos, Brasil, Índia, França e Áustria.

O funcionamento das vacinas consiste em estimular o sistema imune do paciente para que ele desenvolva defesas contra o vírus. No novo estudo, os cientistas testaram três maneiras de produzir a imunidade em macacos rhesus: uma vacina de vírus inativo purificado (PIV, na sigla em inglês), desenvolvida por cientistas do Exército, uma vacina de DNA e uma vacina com base em vetor de adenovírus. As três apresentaram eficácia notável sem nenhum efeito adverso, segundo os autores.

Para testar a vacina PIV, os cientistas imunizaram oito macacos rhesus com o vírus inativo e oito outros macacos com um placebo. Em duas semanas, os sistemas imunes dos animais produziram anticorpos contra o vírus.

Depois de uma nova aplicação após quatro semanas, os níveis de anticorpos subiram substancialmente, segundo os cientistas. Quando os macacos foram expostos a duas linhagens diferentes do vírus da zika, isoladas no Brasil e em Porto Rico, mostraram que estavam completamente protegidos contra a zika, sem nenhum vestígio detectável do vírus no sangue, nem nos fluidos corporais.

Em um segundo experimento, 12 macacos rhesus foram imunizados com as vacinas de DNA ou com a vacina com base em vetor de adenovírus. Esses dois tipos de vacinas introduzem apenas um fragmento do DNA do vírus, que codifica proteínas da membrana que o envolve, fazendo com que o sistema imune do paciente desenvolva anticorpos.

Nesse experimento, ambas as vacinas produziram anticorpos específicos contra o zika em todos os macacos testados. A vacina com base em vetor de adenovírus provocou uma resposta mais ampla e potente. Quando os primatas foram expostos à linhagem brasileira do vírus da zika, ambas as vacinas forneceram proteção completa. Os dados sugerem que os testes clínicos para essas candidatas a vacinas contra o zika podem acontecer mais rápido do que se pensava.

Uol

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Testes de vacinas contra o ebola devem começar em dezembro

ebolaOs primeiros testes de vacinas do vírus ebola devem começar em dezembro na África Ocidental e centenas de milhares de doses poderão estar disponíveis em meados de 2015, anunciou hoje a Organização Mundial da Saúde (OMS).

“Tudo está a ser preparado para começar os testes nos países afetados ainda em dezembro”, afirmou a diretora-geral adjunta Marie-Paule Kieny, antecipando que centenas de milhares de doses poderão estar disponíveis “na primeira metade” do próximo ano.

As declarações de Marie-Paule foram feitas depois que a agência de saúde das Nações Unidas se reuniu na quinta-feira (23) a portas fechadas com peritos médicos, responsáveis de países afetados pela epidemia, empresas farmacêuticas e organizações financeiras.

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Neste momento, há duas vacinas experimentais que são as principais candidatas aos testes: uma oriunda do Canadá, outra de uma empresa farmacêutica britânica. Outras cinco estão em estudo.

A diretora indicou que o plano inicial é começar pela Libéria e que há discussões para incluir Serra Leoa e Guiné-Conacri nos testes da vacina, que ainda dependem da primeira fase de ensaios clínicos em vários países europeus e africanos, em que se tentará garantir que os produtos são eficazes e seguros.

“A vacina não é uma bala mágica [contra o vírus]”, alertou Marie-Paule.

Agência Brasil

 

Faltam vacinas contra HPV em algumas unidades básicas de saúde

Getty Images
Getty Images

Natanaeli Vitória tem 11 anos e reside no conjunto habitacional Major Veneziano, em Campina Grande. Em março deste ano ela recebeu a primeira dose da vacina contra HPV e, ontem pela manhã, percorreu as unidades básicas de saúde (UBS) dos bairros Três Irmãs, Catingueira e Cidades a procura da segunda dose da vacina. Apenas quando chegou ao Centro de Saúde Francisco Pinto, que funciona na rua Venâncio Neiva, no Centro da cidade, conseguiu encontrar a vacina, mesmo assim, a garota não conseguiu ser imunizada porque a aplicação da segunda dose só pode acontecer exatamente seis meses após a aplicação da primeira e a data é 27 de setembro.

Além da falta de vacinas nas Unidades Básicas de Saúde (UBS), a mãe de Natanaeli, Patrícia Mary, 42 anos, reclamou da falta de informação sobre a campanha de vacinação. “Minha filha perdeu aula hoje (ontem) para procurarmos essa vacina, já percorremos três bairros e não encontramos nada. Foi preciso vir até o Centro para conseguir a segunda dose e mesmo assim não foi possível, porque ela só pode receber a vacina no dia 27 de setembro, quando completar o período de seis meses da aplicação da primeira dose”, relatou.

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“A gente mora longe e nem sempre pode ficar andando de um bairro para outro para adivinhar qual o local terá a vacinação. Eu me preocupei porque essa vacina é muito importante para a saúde e decidi ir com minha filha para receber logo a segunda dose”, disse Patrícia Mary.

O que diz a prefeitura

A secretária de Saúde de Campina Grande, Lúcia Dercks, disse que as doses das vacinas do HPV já foram distribuídas nas unidades de saúde do município, entretanto, por medida de segurança as vacinas não são todas armazenadas nas unidades. “Essa vacina precisa ser guardada em locais totalmente seguros, uma vez que uma simples queda de energia é o suficiente para comprometer as doses, portanto, nós não fazemos estoque nas unidades. As vacinas são encaminhas de acordo com a demanda de cada área, ou seja, se a vacina não foi suficiente para atender a demanda durante tal período, cada unidade de saúde tem a responsabilidade de comunicar a secretaria para que seja feito o reabastecimento”, ressaltou.

De acordo com a coordenadora de imunização de Campina, Marinalva Cruz, a primeira etapa da campanha de vacinação do HPV realizada em março deste ano no município vacinou 7.552 adolescentes com idades de 11 a 13 anos.

Prevenção

O vírus do papiloma humano (HPV) é transmitido pelo contato direto com pele ou mucosas infectadas por meio de relação sexual. Também pode ser transmitido da mãe para filho no momento do parto. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), 290 milhões de mulheres no mundo são portadoras da doença. No Brasil, a vacinação está disponível gratuitamente pelo Ministério da Saúde conjuntamente com os municípios.

Para receber a dose, basta procurar uma unidade de saúde e apresentar o cartão de vacinação ou documento de identificação. A adolescente deve tomar três doses para completar a proteção, sendo que a segunda, 6 meses depois, e a terceira, 5 anos após a primeira dose.

 

Saúde aplicará duas novas vacinas a menores de 5 anos

 

O Ministério da Saúde anunciou nessa terça-feira (14), em Brasília, a inclusão de duas novas vacinas no calendário oficial, para crianças menores de 5 anos.

Uma campanha nacional será realizada em todo o país entre os dias 18 e 24 e pretende alcançar 14,1 milhões de crianças com até 4 anos, 11 meses e 29 dias. O dia de maior mobilização, chamado “Dia D”, ocorre neste sábado (18), em 34 mil postos fixos – além de outros volantes, em escolas e parques – e terá o envolvimento de mais de 350 mil profissionais da saúde e 42 mil veículos.

As duas novas doses são a pentavalente (contra difteria, tétano, coqueluche, meningite e outras doenças bacterianas, e hepatite B) – que até então era oferecida em duas vacinas separadas – e a inativada contra poliomielite, que não conterá mais o vírus “vivo” e passará a ser aplicada por meio de injeção.

A Vacina Inativada Poliomielite (VIP) será destinada a bebês de 2 e 4 meses de idade, e as famosas gotinhas serão usadas nos reforços, aos 6 e aos 15 meses. E mesmo quem já tiver se imunizado, mas estiver dentro da faixa até 5 anos, deve comparecer à rede pública acompanhado dos pais ou responsáveis para tomar um reforço.

Uma das vantagens da injeção é que ela acaba com o risco de uma paralisia infantil causada como consequência da dose oral. Esse efeito colateral, porém, é raro: de um caso em cada quatro milhões.

A introdução da VIP vem sendo usada em países que já eliminaram a pólio. A Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS), no entanto, recomenda que as nações das Américas continuem aplicando as gotinhas, com o vírus atenuado, até a erradicação mundial da paralisia.

O vírus da poliomielite ainda circula em 25 países do mundo. Para se manter livre, o Brasil vai usar simultaneamente as duas vacinas (oral e injetável) e aproveitar as vantagens de cada uma.

Nesta campanha, serão empregados R$ 18,6 milhões do Fundo Nacional de Saúde, que serão repassados aos estados e municípios. Ao todo, foram adquiridas mais de oito milhões de vacinas e, na primeira remessa, serão enviadas 726 mil doses para abastecer todo o Brasil.

Primeiro x segundo semestre

O ministro Alexandre Padilha falou em coletiva de imprensa na manhã desta terça que o calendário nacional de vacinação se dividirá em dois: um para o primeiro semestre e o outro para o segundo.

Nos primeiros meses do ano, o foco será a vacinação oral contra a pólio, para proteger individualmente cada criança e, ao ser expelida no ambiente (na água, por exemplo), ajudar a conter o vírus selvagem, que ainda está presente em alguns países, como Nigéria, Afeganistão e Paquistão.

“Enquanto houver situação endêmica de pólio, o Brasil vai manter a orientação de uma forte campanha”, disse Padilha.

No segundo semestre, em vez de ser aplicada uma segunda gotinha, o governo pretende fazer uma atualização do calendário vacinal. A meta será checar se a caderneta da criança está ou não em dia.

Da pentavalente para a heptavalente

Padilha ressaltou que a vacina pentavalente tem o benefício de reduzir o número de picadas nas crianças. Além disso, por ser fabricada por meio de uma parceria entre o Instituto Butantan, em São Paulo, e o laboratório Bio-Manguinhos, da Fundação Oswaldo Cruz, no Rio de Janeiro, a dose deve fortalecer a produção nacional.

“A vacina inativada já era usada para situações muito especificas de imunossupressão (fraqueza do sistema imunológico), e agora vai para as crianças que ainda não começaram o esquema de vacinação da pólio. A injeção é indicada para o início da proteção contra a paralisia, até os 4 meses de vida, que é o período de maior risco”, disse Padilha.

O ministro informou que o próximo passo é produzir uma vacina heptavalente, um projeto entre Butantan, Bio-Manguinhos e a Fundação Ezequiel Dias (Funed), de Minas Gerais, que deve levar quatro ou cinco anos.

“O Brasil tem condições de fabricar vacinas de interesse para o país e disputar o mercado externo, em parceria com a OMS (Organização Mundial da Saúde) e a OPAS. Hoje, já exportamos doses de febre amarela, BCG (tuberculose), sarampo e rotavírus”, ressaltou.

Vitamina A

Além da campanha nacional de vacinação, com a introdução de duas novas doses no calendário, o Ministério da Saúde anunciou nesta terça a suplementação nutricional de vitamina A, por via oral, que será feita em crianças entre 6 meses e 5 anos de idade, em 2.434 municípios nas regiões Norte, Nordeste e nos vales do Jequitinhonha e Mucuri, em Minas Gerais.

A ação faz parte do programa federal “Brasil Carinhoso”, e a meta é reduzir as mortes e internações por doenças infecciosas. Além disso, a vitamina ajuda a visão e o desenvolvimento cognitivo.

“A OMS indica uma dose a cada seis meses para crianças de até 5 anos em lugares onde haja uma falta endêmica de vitamina A. Essa carência está relacionada a diarreias, doenças respiratórias e infecções”, enumerou Padilha.

A gotinha de vitamina A será aplicada no mesmo período de vacinação, de 18 a 24 de agosto, e deve continuar nos postos de saúde depois. A expectativa é atingir 7,8 milhões de crianças nos municípios que integram o programa “Brasil sem Miséria”, onde há uma maior concentração de pobreza.

Nas demais regiões do país, a suplementação será feita no decorrer deste segundo semestre, nas Unidades Básicas de Saúde, e deve atingir 3.034 municípios em todos os estados, incluindo 34 distritos indígenas.

Fonte: G1