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Vacina contra quatro tipos de meningite é ofertada em todas as cidades da Paraíba

A Secretaria de Estado da Saúde (SES) disponibilizou doses da vacina ACWY, que protege crianças e adolescentes entre 11 e 12 anos de quatro tipos de meningite, para todos os 223 municípios da Paraíba. A doença provoca inflamação das membranas que envolvem o cérebro e a medula espinhal, e pode ser causada por vírus ou por bactéria.

A SES chama a atenção de pais e responsáveis para que coloquem em dia a caderneta de vacinação dos filhos.

“Com a pandemia muitos pais estão deixando de levar as crianças aos postos por medo do coronavírus, mas é importante lembrar que há outras doenças preveníveis que ainda estão circulando. É muito importante que os adolescentes de 11 e 12 anos tomem a dose da ACWY”, destacou a técnica do núcleo de imunização, Milena Vitorino.

A rede pública também oferece a vacina contra o sorotipo C, que é indicada para bebês em três doses, aplicadas aos 3 e 5 meses e com reforço aos 12 meses.

A vacina ACWY pode ser administrada no mesmo momento em que outras vacinas do calendário nacional de vacinação do adolescente.

G1

 

Vacina chinesa contra Covid-19 começa nova fase de testes este mês

Os testes da fase 3 da vacina Coronavac, contra o novo coronavírus, desenvolvida pela farmacêutica chinesa Sinovac, que foram autorizados pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), começarão no próximo dia 20.

É a segunda liberação de testes pelo órgão. No dia 2 de junho, a Anvisa havia dado o aval à Universidade de Oxford, no Reino Unido.

Na semana que vem, chegarão os lotes da vacina vindos da China e será iniciado o processo de distribuição para os centros de pesquisa.

A pesquisa clínica será comandada pelo Instituto Butantan. O objetivo é testar 9.000 profissionais de saúde de São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná, Brasília, Rio Grande do Sul e Minas Gerais.

“Essa é uma etapa de fundamental importância na vida do país e na vida e na saúde de milhões de brasileiros.

Os voluntários deverão se cadastrar a partir de 13 de julho, por meio de um aplicativo. Na sexta-feira (10), o governo divulgará as informações para a inscrição.

Para participar dos testes, é preciso ser maior de 18 anos, não ter infecção prévia e nem doenças ou alterações que impeçam a vacinação, não participar de outros estudos e não estar grávida.

Os participantes dos testes atuarão no atendimento a pacientes com Covid-19.

Os testes da fase 1 e 2 já foram feitos em animais e seres humanos adultos saudáveis, respectivamente.

Desde o início da pandemia até esta segunda-feira (6), o estado de São Paulo somou 323.070 casos de Covid-19, de acordo com dados apresentados pelo coordenador do Centro de Contingência do Coronavírus, Paulo Menezes.

O número de infectados é 1% maior que o registrado neste domingo (5), quando a contagem chegou a 320.179.

Em relação aos óbitos, o aumento foi menor que 0,5%, passando de 16.078 para 16.134. A taxa de letalidade pela doença está em 5%.

“Nós já realizamos aqui em São Paulo mais de um milhão de testes. Estatisticamente, teremos mais casos, como já tem ocorrido nas últimas semanas. E por quê? Porque estamos testando mais e vamos continuar a testar”, afirma o governador João Doria durante entrevista.

Doria anunciou a distribuição de mais de meio milhão de testes para o estado.

“Melhorar o diagnóstico aumenta o conhecimento da pandemia e reduz as subnotificações. O objetivo principal é reduzir a curva de óbitos e isso nós estamos conseguindo em São Paulo”, diz Doria.

Pela segunda semana consecutiva, São Paulo teve queda no número de óbitos por Covid-19.

Houve uma diminuição de 36 mortes na semana que acabou no último domingo em relação à anterior.

Se compararmos os períodos, foram 1,769 óbitos contra 1.733. a taxa de letalidade está em 5%. É o índice mais baixo de toda a série histórica.

A taxa de ocupação de leitos de UTI está em 63,9% no estado e 63,3% na Grande São Paulo. Internados nas UTIs com confirmação ou suspeita da doença somam 5.501 pacientes; outros 8.023 estão nas enfermarias.

 

FOLHAPRESS

 

 

Governo Federal anuncia parceria para vacina contra Covid-19

O Brasil fechou acordo para disponibilização no futuro de doses de uma vacina que está sendo testada para o tratamento da Covid-19, doença causada pelo novo coronavírus. O medicamento é desenvolvido em uma iniciativa conjunta da Universidade de Oxford e de um laboratório no Reino Unido e já é testado no país.

O acordo prevê a produção de 100 milhões de doses de vacina por meio da aquisição de insumos e transferência de tecnologia para produção no país. Dois lotes, de 15,2 milhões de unidades cada, serão disponibilizados em dezembro de 2020 e janeiro de 2021, totalizando cerca de 30 milhões de doses, ao custo de US$ 127 milhões. Caso seja comprovada a eficácia deste tratamento, o Brasil poderá disponibilizar mais 70 milhões de doses, por cerca de US$ 160 milhões.

Em entrevista coletiva em Brasília, na manhã deste sábado (27), o secretário executivo do Ministério da Saúde, Élcio Franco, justificou a opção por assumir o risco da pesquisa, mesmo sem a comprovação da eficácia do medicamento. “O risco é necessário devido à urgência de busca de solução efetiva para as demandas de saúde pública. Consideramos um avanço para a tecnologia nacional e uma amostra do esforço do governo de encontrar soluções para a população brasileira.”

O secretário de Vigilância em Saúde, Arnaldo de Medeiros, destacou a situação promissora deste tratamento. “A vacina já está na fase 3, em fase clínica. O Brasil é representante do conjunto de nações que estão testando a vacina. A gente tem uma oportunidade de produzirmos e avançarmos com a oferta desta parceria e encomenda tecnológica. É óbvio que toda e qualquer entrega à população será feita com respeito aos critérios farmacológicos e clínicos e da segurança à população”, declarou.

Segundo o secretário, em caso de decisão pelo uso da vacina serão priorizados os grupos de risco, como idosos e pessoas com comorbidades, além de profissionais de saúde e trabalhadores da segurança pública.

Caso não seja comprovada a eficácia, o secretário de Vigilância em Saúde informou que não haverá aplicação da vacina, mas que permanece a transferência de tecnologia prevista no acordo para continuar avaliando soluções de tratamento.

De acordo com o Ministério da Saúde, há 460 projetos de pesquisa aprovados sobre diferentes aspectos relacionados à covid-19, de tratamentos ao entendimento da doença. Há também 114 ensaios clínicos e 44.262 participantes dessas iniciativas.

Teste

Os testes da vacina ChAdOx1 nCoV-19 no Brasil foram anunciados no início do mês e deverão contar, de acordo com a Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), com 2 mil voluntários em São Paulo e com 1 mil no Rio de Janeiro, onde serão realizados pela Rede D’Or.

 

Agência Brasil

 

 

Ausência de cicatriz da vacina BCG não é indício para reaplicação

BCG é uma das primeiras vacinas que o bebê recebe ao nascer, e serve para prevenir a tuberculose. É aquela conhecida por deixar uma cicatriz no braço que não desaparece nem na idade adulta. Por muito tempo, os pais foram orientados a repetir a dose caso a picada não deixasse a marca característica no braço. Só agora descobriram que essa necessidade não existe.

Em fevereiro deste ano, o Ministério da Saúde emitiu um comunicado revogando a orientação de repetir a dose de BCG caso não haja cicatriz. Segundo a nota, a nova recomendação está alinhada com a Organização Mundial da Saúde (OMS) e o Comitê Técnico Assessor de Imunizações (CTAI), após comprovação da eficácia da vacina em crianças que não ficam com a marca.

O pai da bebê Isabella, Alexandre Freire, foi um dos pegos de surpresa. Ao Portal Correio, o jornalista contou que por pouco não foi reaplicar a vacina na filha, pois estranhou a ausência da marca.

“Até onde eu sabia, desde a gravidez da minha primeira filha, a vacina tinha que mostrar a cicatriz. Existe até um prazo para que ela apareça, mas não estava evidente, mesmo depois do tempo que nos foi dado. Consultamos a pediatra e o lactário, onde aplicamos a vacina, porque acreditávamos que se a cicatriz não aparecesse, ela não tinha funcionado. Existia essa dúvida, então, da ‘revacinação’”, explicou.

Para o infectologista Fernando Chagas, é comum que o receio venha, já que antigamente a vacina era reaplicada. No entanto, o médico disse que a nota emitida pelo Ministério da Saúde não é apenas algo nacional, mas mundial.

“Estudos não demonstraram evidências convincentes de benefício para doses repetidas de vacina BCG contra tuberculose, nem mesmo quando não se tem cicatriz. A ausência de cicatriz de BCG, após a vacinação, não é indicativa de ausência de proteção”, informou.

O Conselho Regional de Medicina da Paraíba (CRM-PB) também se pronunciou sobre o caso, através do pediatra Cláudio Orestes, que mais uma vez confirmou que a reaplicação é desnecessária. “Antigamente acreditava-se que só haveria eficácia se houvesse de fato a cicatriz. Mas o organismo produz defesa necessária mesmo sem deixar marcas”.

Importância da vacina contra tuberculose

A vacina BCG é a principal forma de prevenção da tuberculose em crianças. Ela é oferecida gratuitamente no SUS e deve ser aplicada no bebê o mais cedo possível. A cicatriz deixada pela picada costuma surgir em decorrência da inflamação causada pelo sistema imunológico tentando combater a bactéria enfraquecida injetada.

Nos casos em que a marca não aparece, criou-se o mito de que a vacina “não pegou”. No entanto, estudos recentes citados pelo Ministério da Saúde comprovaram a eficácia da vacina também nas crianças que não apresentaram a cicatriz.

Cobertura vacinal contra a Tuberculose

A vacinação é a forma mais eficaz de prevenir doenças, por isso o Ministério da Saúde tem alertado periodicamente a população sobre a importância de manter a vacinação em dia. A vacina BCG é uma das que têm maior adesão.

Em 2017 registrou 96,2% de cobertura vacinal em todo o país, acima do preconizado pelo Ministério da Saúde que é de, pelo menos, 90%. Em anos anteriores a taxa da cobertura vacinal ultrapassada os 100%, sendo: 2011 (107,94%); 2012 (105,7%); 2013 (107,42%); 2014 (107,28%); 2015 (105,08%); 2016 (95,55%).

“Não podemos descansar com relação à vacinação. Só com altas coberturas vacinais é que conseguimos manter bem longe das nossas crianças doenças como a tuberculose, que pode até matar”, enfatiza Carla Domingues.

O Ministério da Saúde oferta gratuitamente nas mais de 36 mil salas de vacinação do SUS todas as vacinas recomendadas pela OMS no Calendário Nacional de Vacinação. Atualmente, são cerca de 300 milhões de doses de imunobiológicos, por ano, para combater mais de 20 doenças, em todas as faixas etárias.

Há ainda vacinas especiais para grupos em condições clínicas específicas, como portadores de HIV, disponíveis nos Centros de Referência para Imunobiológicos Especiais (CRIE).

Sintomas

A tuberculose pode apresentar sintomas como febre vespertina, sudorese noturna, emagrecimento e cansaço/fadiga. O principal sintoma é a tosse por três semanas ou mais. Sempre que identificar uma pessoa tossindo, lembre-se de investigar a causa.

 

portalcorreio

 

 

Paraíba recebe 19 mil doses da vacina pentavalente, mas não deve abastecer todo público alvo

A Paraíba recebeu 19 mil doses da vacina pentavalente, que estava com estoque zerado na Paraíba há mais de dois meses. As doses devem abastecer os municípios até esta quarta-feira (15), quando todos os postos estarão com estoque atualizado. No entanto, a quantidade de doses recebidas, segundo a coordenadora de imunização do estado, Isiane Queiroga, não deve ser suficiente para o público alvo.

A vacina pentavalente, que protege bebês contra cinco doenças, estava sem estoque na Paraíba desde o mês de outubro, quando o Estado recebeu a última remessa do Ministério da Saúde, de 14 mil doses.

De acordo com Isiane Queiroga, coordenadora de imunização do estado, a quantidade recebida em outubro corresponde a quase 100% da necessidade mensal da Paraíba e foram distribuídas para os municípios. No entanto, como já havia uma demanda reprimida de criança que estavam sem tomar a vacina, houve o desabastecimento mais rápido.

Ainda de acordo com a secretaria de estado da saúde, a quantidade suficiente para abastecer todo o grupo que precisa da vacina seria cerca de 90 mil doses, tendo em vista que a Paraíba está com cinco meses de demanda reprimida.

A pentavalente é uma vacina de rotina para bebês. As doses devem ser dadas aos 2, 4 e 6 meses. Ela protege contra difteria, tétano, coqueluche, hepatite B e uma bactéria responsável por infecções.

Isiane Queiroga lembra que para os bebês que não tomaram nenhuma dose, será necessário tomar a primeira, esperar 60 dias para a segunda e depois mais vinte dias para a terceira dose.

De acordo com o Governo Federal, responsável pelo repasse aos estados, a vacina é feita fora do país e quando é transportada para os estados, precisa de autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). No entanto, para explicar o atraso, informou que o último lote não foi autorizado por causa de irregularidades e houve o retorno dos produtos.

G1

 

Sem enviar vacina pentavalente desde novembro, Ministério da Saúde recomenda substituição

Seguindo recomendação do Ministério da Saúde, a Secretaria de Estado da Saúde (SES) inicia um ajuste no esquema de vacinação em virtude da falta de distribuição nacional da vacina pentavalente que protege a criança contra difteria, tétano, coqueluche, hepatite B e meningite por Haemophilus Influenzae B. As dosagens serão substituídas pelas vacinas DTP e Hepatite B, enquanto o estoque não é normalizado no país.

A última remessa da vacina pentavalente para a Paraíba chegou no mês de outubro de 2019. Em dezembro, diversas mães começaram a denunciar a falta da vacina e o Ministério disse não haver previsão para normalização, conforme publicado no Click PB.

O Ministério optou pelo esquema alternativo com uma dose de DTP acrescida de Hepatite B (HB) a fim de proteger as crianças menores de um ano contra difteria, tétano, coqueluche e Hepatite B.

De acordo com o Ministério da Saúde, após a regularização dos estoques com a vacina pentavalente, será suspenso o novo cronograma e os estados retomam o Calendário Nacional de Vacinação definido pelo Programa Nacional de Imunizações.

As vacinas indicadas para substituição temporária da pentavalente já estão disponíveis nas Unidades Básicas de Saúde da Paraíba. De acordo com o a chefe do Núcleo de Imunização da SES, Isiane Queiroga, as gerências de saúde estão recebendo orientações específicas para o preenchimento adequado dos cartões de vacina.

“As crianças que forem vacinadas neste esquema especial terão a caderneta de vacinação devidamente documentada especificando as doses e o tipo de vacina utilizada, para que posteriormente seja feito o reforço na data prevista com a pentavalente”, explica Isiane.

Entenda o cronograma:

a) Crianças menores de um ano de idade com início de esquema (aos 2 meses), aplicar DTP + Hepatite B e complementar esquema (segunda e terceira doses) com penta;
b) Crianças que iniciaram o esquema com penta, fazer segunda dose com DTP + Hepatite B e complementar esquema (terceira dose) com penta;
c) Crianças com duas doses de penta, complementar esquema (terceira dose) com uma dose de DTP + Hepatite B;
d) Para todas as situações acima, o reforço com penta aos 15 meses é recomendado.

 

clickpb

 

 

Bebês ficam sem vacina pentavalente há mais de dois meses na PB

A falta de vacina pentavalente nos postos de Saúde da Paraíba completa dois meses em janeiro. A imunização garante a proteção de bebês contra a difteria, tétano, coqueluche, hepatite B e contra a bactéria haemophilus influenza tipo b, responsável por infecções no nariz, meninge e na garganta. Com a falta dos postos de saúde, mães denunciaram ao Portal ClickPB que chegam a pagar em uma única dose o valor de R$ 400 reais em farmácias especializadas.

De acordo com o Ministério da Saúde, a vacina pentavalente é a combinação de cinco vacinas individuais em uma.  As crianças devem tomar três doses da vacina: aos 2, aos 4 e aos 6 meses de vida.

Em nota do órgão enviada ao Portal ClickPB, não existe previsão de retomada do repasse das vacinas, o motivo alegado são complicações com os fornecedores, já que elas são importadas e quando é transportada para os estados, precisa de autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), mas que o último lote não teria sido autorizado por causa de irregularidades, havendo o retorno dos produtos.

Mais de 88 mil vacinas são destinadas ao estado da Paraíba. A última remessa da pasta foi feita em outubro, com o envio 885 mil doses para todo o país e 14 mil para a Paraíba.

Desde 2012, o Programa Nacional de Imunizações (PNI), do Ministério da Saúde, oferta a vacina pentavalente na rotina do Calendário Nacional de Vacinação.

 

clickpb

 

 

Com cobertura vacinal baixa na Paraíba, Saúde alerta população para atualizar vacina contra Sarampo

A Secretaria de Estado da Saúde (SES) divulgou um alerta para que a população atualize a caderneta de vacinação com a aplicação da Tríplice Viral. O alerta é para proteger a Paraíba contra o Sarampo, doença que já havia sido extinta e que foi reintroduzida em alguns locais do país.

O Sarampo é uma doença infecciosa, transmissível e extremamente contagiosa, podendo evoluir, com complicações e óbitos, particularmente em crianças desnutridas e menores de um ano de idade.

De acordo com a chefe do Núcleo de Imunizações da SES, Isiane Queiroga, a Paraíba encontra-se com a cobertura vacinal de 81,87%. O ideal é subir esse dado para mais de 95%, que é a recomendação do Ministério da Saúde. “Dos 223 municípios paraibanos, 109 (48,87%) apresentaram coberturas vacinais adequadas, conforme recomendação do Programa Nacional de Imunização – PNI. Tal situação caracteriza a existência de bolsões de suscetíveis que possibilita a reintrodução do Sarampo no Estado”, afirma.

Este ano, até a semana Epidemiológica 29/2019, terminada em 20 de julho, a Paraíba registrou 18 notificações suspeitas de sarampo, das quais 14 foram descartadas por laboratório e 4 por não preencher o critério de caso suspeito. Isiane afirma que é necessário alertar os gestores municipais para intensificarem a busca ativa na população para imunizar pessoas não vacinadas com a Tríplice Viral, principalmente aqueles locais que não alcançaram a meta de 95%.

“O objetivo é manter um alto nível de imunidade na população, reduzindo a possibilidade da ocorrência da doença. No ano de 2018, até o momento, o Estado da Paraíba atingiu 95,77% de cobertura vacinal contra o sarampo”, alerta.

O secretário de Saúde da Paraíba, Geraldo Medeiros explicou que, na região Nordeste, os casos registrados foram todos importados. Ou seja, não são casos de transmissão dentro do território. Mesmo assim, é necessário atualizar a caderneta de vacinação para a Tríplice Viral, pois a vacinação é a única maneira de prevenir a doença e evitar que o Sarampo seja reintroduzido na Paraíba.

Esquema vacinal para o Sarampo:

Crianças de 12 meses a menores de 5 anos de idade: 

  • uma dose aos 12 meses e outra aos 15 meses de idade.

Crianças de 5 anos a 9 anos de idade que perderam a oportunidade de serem vacinadas anteriormente: 

  • duas doses da vacina tríplice viral.

Adolescentes e adultos até 49 anos:
Pessoas de 10 a 29 anos  –  duas doses das vacinas tríplice viral
Pessoas de 30 a 49 anos  – uma dose da vacina tríplice viral
Profissionais de saúde, independentemente da idade, administrar 2 (duas) doses, conforme situação vacinal encontrada, observando o intervalo mínimo de 30 dias entre as doses.

IMPORTANTE: Quem já tomou duas doses durante a vida, da tríplice ou da tetra, não precisa mais receber a vacina. Se não há comprovação de vacinação nas faixas etárias indicadas, há necessidade de adultos receberem a vacina.

Contra indicação para a vacina
✓ Casos suspeitos de sarampo.
✓ Gestantes – devem esperar para serem vacinadas após o parto. Caso esteja planejando engravidar, assegure-se que você está protegida. Um exame de sangue pode dizer se você já está imune à doença. Se não estiver, deve ser
vacinada um mês, antes da gravidez. Espere pelo menos quatro semanas antes de engravidar.
✓ Menores de 6 meses de idade.
✓ Imunocomprometidos.

 

clickpb

 

 

SES vacina quase 5 mil estudantes contra HPV no mês de março na PB

Durante o mês de março, a Secretaria de Estado da Saúde (SES), em conjunto com a Secretaria de Educação e da Ciência e Tecnologia, intensificou a vacinação contra o HPV nas escolas públicas e privadas da Paraíba. O objetivo foi reforçar as atuais ações de prevenção dos cânceres do colo do útero, pênis, verrugas genitais, boca e orofaringe. O público-alvo é composto por meninas de 9 a 14 anos e meninos de 11 a 14 anos.

As atividades foram realizadas em 226 escolas e administradas 4598 doses, até o momento.

“Alguns municípios desenvolvem ações de vacinação contra o HPV, no mês de abril. Observamos que o monitoramento das coberturas vacinais reflete uma queda nos anos em que não foi utilizada a estratégia de vacinação nas escolas. Então, é fundamental que os municípios façam esforços para garantir a vacinação da população, reiterando a importância de alcançar altas e homogêneas coberturas vacinais por faixa etária”, pontuou a assessora técnica do Núcleo de Imunização da SES, Márcia Mayara.

Em 2014, ano de introdução da vacina contra o HPV, a cobertura da primeira dose na Paraíba alcançou mais de 100%, resultado da vacinação ter ocorrido, na sua maioria, em ambiente escolar.

“É uma ação estratégica desenvolvida para o maior alcance do público-alvo da vacinação contra o HPV. Esta ação faz parte do Programa Saúde na Escola, uma política intersetorial que tem como objetivo promover saúde e educação integral para crianças, adolescentes, jovens e adultos”, disse Márcia Mayara.

Dados – Na Paraíba, em 2018 foram registrados 138 óbitos por câncer do colo do útero. Outras 133 mortes contabilizadas em 2017 pelo mesmo motivo. Já em 2016, foram registradas 113 mortes em decorrência do câncer do colo do útero.

PB Agora

 

 

Vacina contra o câncer de pele desenvolvida no Brasil é testada com sucesso em cobaias, diz estudo

Pesquisador Marcio Chaim Bajgelman, do LNBio, trabalha no desenvolvimento de vacina contra o câncer. (Foto: CNPEM/Divulgação)

Pesquisadores brasileiros desenvolveram uma vacina contra o câncer e obtiveram bons resultados nos testes realizados em camundongos. O resultado foi publicado na revista científica “Frontiers of Immunology”.

A vacina usa células tumorais do próprio indivíduo que receberá o tratamento e secreta citocina GM-CSF, que estimula a proliferação e a maturação de diferentes tipos de células de defesa, para evitar que as células tumorais se multipliquem descontroladamente no organismo.

“A vacina consiste em modificar células tumorais para que produzam imunomoduladores. Estes imunomoduladores estimulam as células de defesa do organismo a identificar e eliminar o câncer”, disse o pesquisador Marcio Chaim Bajgelman, que coordena o estudo no Laboratório Nacional de Biociências, no Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM).

Os pesquisadores testaram diferentes combinações de células tumorais geneticamente modificadas para desenvolver a vacina, que foi aplicada em camundongos com câncer de pele. Os resultados foram positivos.

“Nossos estudos demonstraram a possibilidade de curar o câncer em experimentos com animais. Além disso, uma observação interessante foi que animais curados e redesafiados com novos tumores apresentaram uma resposta duradoura, sugerindo-se o desenvolvimento de uma memória imunológica antitumoral”, avalia Bajgelman.

Por que o câncer de pele?

Para o estudo, os pesquisadores injetaram as células tumorais de um melanoma altamente agressivo nos animais. A ideia era colocar os animais em uma situação semelhante ao que acontece com humanos, em que o tumor se desenvolve a partir de células próprias e o sistema imunológico age nestas células.

O resultado mostrou que o sistema imunológico daqueles que tinham recebido a vacina conseguiu responder ao câncer. Em alguns animais, o tumor foi eliminado completamente.

“Sendo assim, animais que não recebem a terapia desenvolvem tumores e animais submetidos a terapia têm o sistema imune estimulado para erradicar o câncer”, diz o pesquisador.

Eles também já trabalham para desenvolver a vacina que funcione com outros tipos de câncer: “Além do modelo de melanoma também estamos investigando outros modelos que utilizam células derivadas de câncer de mama e câncer de próstata. O câncer é uma doença multifatorial que apresenta características que podem variar entre indivíduos, por esse motivo pacientes podem responder de forma diferente aos tratamentos”.

No futuro

Nas próximas etapas no estudo, a vacina será testada em tecido humano proveniente de amostras clínicas de pacientes removidas em cirurgias para avaliar o desempenho in vitro. Se esta etapa for bem sucedida, os cientistas planejam fazer ensaios no que chamam de “animais humanizados”, simulando os efeitos no corpo humano.

“A transferência desta tecnologia para o mercado depende da conclusão destes ensaios pré-clínicos e posterior realização de ensaios clínicos, que seguem requisitos preconizados por comissões e órgãos regulamentadores. Estes ensaios seguem um cronograma padrão, de cerca de 8 anos para chegar ao mercado”, explica Bajgelman.

O trabalho vem sendo conduzido no Laboratório Nacional de Biociências (LNBio), do Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM), durante o doutorado de Andrea Johanna Manrique Rincón, sob a coordenação do pesquisador Marcio Chaim Bajgelman.

 G1

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