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Receita descobre que Vaccari não tem patrimônio

vaccariUm levantamento da Receita Federal sobre os bens de João Vaccari Neto conclui que o ex-tesoureiro do PT não enriqueceu no cargo. Vaccari é um dos principais alvos da Operação Lava Jato por ter arrecadado recursos oficiais para o partido.

A Receita encontrou apenas R$ 385.059,88 em bens de Vaccari, que está preso preventivamente em Curitiba. O PT sustenta que todas as doações são legais e foram declaradas à Justiça Eleitoral.

A informação sobre o levantamento é do colunista Lauro Jardim. De acordo com ele, um novo levantamento está sendo feito neste momento pela Receita sobre os bens de Giselda Rousie Lima, esposa de Vaccari.

Vaccari responde no âmbito da Lava Jato pelos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro. Ele foi preso com base na acusação de que orientou o executivo Augusto Mendonça, do grupo Setal Óleo e Gás, a fazer depósito na conta da Editora Gráfica Atitude para encobrir propina ao partido.

De acordo com o PT, Vaccari não orientou o delator Augusto Mendonça a realizar o depósito. “Nenhuma prova foi apresentada quanto à participação do Sr. Vaccari, que nega, veementemente, ter orientado o delator Augusto Mendonça a fazer qualquer depósito, a qualquer título, na conta dessa Editora Gráfica Atitude”, diz nota do Partido dos Trabalhadores.

A cunhada de João Vaccari, Marice Corrêa de Lima, chegou a ser presa temporariamente acusada de realizar depósitos na conta bancária da irmã e esposa de Vaccari, Giselda. O dinheiro seria pagamento de propina da empreiteira OAS, de acordo com os investigadores. Ela foi confundida com a irmã, porém, nos vídeos das câmeras de segurança do banco Itaú e solta dias depois pelo juiz Sérgio Moro, que comanda a Lava Jato.

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Vaccari e Aécio: dois citados na lava jato. Enquanto um é preso, o outro pede impeachment

A bomba de hoje da imprensa que sonha com o golpe de noite e tenta transformá-lo em realidade de dia é que os partidos de oposição ao governo federal (PSDB, DEM, PPS, PV e SD) estão se organizando para atuar conjuntamente no pedido de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff, mesmo sem haver qualquer prova ou indício que a envolva na Operação Lava Jato.

Aliás, Lava Jato que era até ontem tratada como investigação de corrupção na Petrobrás e que por isso fez com que os procuradores não quisessem nem saber da lista de Furnas, mas que agora passa a dirigir seus canhões para as contas (pasmem!) da Editora e Gráfica Atitude, responsável pela Rede Brasil Atual.

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Cada dia fica mais claro que a Lava Jato que tem entre os seus indiciados parlamentares de vários partidos, entre eles o presidente da Câmara, Eduardo Cunha, o do Senado, Renan Calheiros, e o ex-coordenador da campanha de Aécio Neves, ex-governador de Minas e atualmente senador Antonio Anastasia, está se tornando um segundo tempo da Operação Mensalão, quando todo o foco foi dirigido ao PT.

Nesse contexto chama atenção o tratamento diferenciado em dois casos emblemáticos, não só pela mídia, mas pela justiça. João Vaccari Neto, tesoureiro do PT, foi preso ontem. Vaccari foi citado nos depoimentos de delatores da operação. O juiz federal Sergio Moro foi atrás de algo que pudesse incriminar o petista.

Já no caso de Aécio Neves (PSDB), ele foi citado pelo doleiro Alberto Youssef que disse que o senador teria recebido recursos desviados de Furnas, através de sua irmã. O doleiro ainda afirmou que recolheu dinheiro de propina na empresa Bauruense, que prestava serviços para Furnas, duas vezes. Em uma delas, faltavam 4 milhões de reais. E foi avisado que o PSDB já havia coletado a quantia.

Mas as citações sobre o envolvimento de Aécio no caso de Furnas foram arquivadas pelo STF à pedido do procurador-geral da República, Rodrigo Janot.

E agora, livre de qualquer investigação, Aécio comemorou ontem a prisão de Vaccari e começou a articular o impeachment de Dilma. E junto dele, com a mesma cara de pau, estava o presidente do DEM, Agripino Maia, acusado de receber R$ 1 milhão em propina num esquema de inspeção de veículos em seu estado, o Rio Grande do Norte. Se o leitor quiser saber mais sobre o caso, basta lê-lo aqui.

A qualidade de uma democracia se avalia nos detalhes. Enquanto grãos-tucanos comprovadamente corruptos e envolvidos em grandes escândalos não forem presos e tratados como qualquer político de outra agremiação, não se poderá dizer que vivemos numa sociedade de direitos equivalentes.

É por isso que num recente debate pelo twitter com Vinicius Wu, assessor do Ministério da Cultura (Minc), o deputado Jorge Pozzobom  (PSDB-RS), disse: “Me processa. Eu entro no Poder judiciário e por não ser petista não corro o risco de ser preso”.

 

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