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Criança de sete anos morre em UTI no Sertão e Saúde investiga suspeita de H1N1

Isadora Alves Leite, com sete anos de idade, faleceu na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Infantil Noaldo Leite (Foto: Reprodução)

A Secretaria de Saúde do Estado da Paraíba investiga um caso suspeito de gripe H1N1 na cidade de Patos, no Sertão do Estado. Na última segunda-feira (09), Isadora Alves Leite, com sete anos de idade, faleceu na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Infantil Noaldo Leite, onde estava internada.

De acordo com Renata Nóbrega, gerente executiva de Vigilância em Saúde, a investigação deve ser encerrada em cerca de 40 dias. Ela explicou que “a suspeita é de um tipo de gripe que evoluiu com complicação, mas o H1N1 só circulou em 2016 para a gente. 2017 e 2018 é o tipo de gripe A, do tipo H3”. Ainda segundo Renata Nóbrega, “não é momento para pânico”.

A criança, natural de São José de Piranhas, foi internada no Hospital de Cajazeiras ainda no dia 4 de abril com sintomas de gripe. O quadro avançou rapidamente para uma pneumonia e no último sábado (07), ela foi transferida para o Hospital Infantil de Patos.

Eulâmpio Dantas, diretor técnico do Hospital Infantil de Patos, explicou que Isadora “já veio em estado gravíssimo, entubada, com suporte ventilatório. E a princípio veio com quadro de pneumonia complicada”. Devido à “evolução torpe, foi levantada a hipótese de H1N1, já que não é uma evolução comum numa pneumonia com todo o tratamento antimicrobiano, ela não respondeu”, detalhou o diretor técnico, afirmando ainda que um dos pulmões dela teve um comprometimento completo.

Antes de falecer, entre o domingo (08) e a segunda-feira (09), a menina de sete anos teve cinco paradas cardiorrespiratórias. Ela não resistiu ao quadro de saúde e acabou falecendo na tarde da segunda-feira.

ClickPB

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CFM fixa critérios para admissão e alta de pacientes na UTI

Leitos de UTI em hospital de Minas Gerais (Foto: Reprodução EPTV)
Leitos de UTI em hospital de Minas Gerais (Foto: Reprodução EPTV)

O Conselho Federal de Medicina (CFM) publicou nesta quinta-feira (17) uma resolução em que estabelece critérios para a admissão e a alta de pacientes em unidades de terapia intensiva (UTI), que devem ser seguidos por todos os médicos, tanto da rede pública quanto privada.

A norma, publicada no Diário Oficial da União, tem o objetivo de melhorar o fluxo de atendimento médico diante da carência de leitos de UTI no país, especialmente nos hospitais públicos.

Segundo dados do Ministério da Saúde, o SUS dispõe de 20.173 leitos em UTI para cerca de 150 milhões de pacientes. Na rede particular, são 20.787 lugares em UTI para em torno de 50 milhões de pessoas.

Na prática, o médico intensivista irá avaliar se o paciente atende aos requisitos para ocupar um leito de UTI ou se deve dar lugar a outra pessoa em situação mais crítica.

O CFM, porém, ressalta que o paciente só deixará a UTI para ser encaminhado a uma unidade de cuidado semi-intensivo, por exemplo, quando também preencher os critérios para ter alta da UTI.

“Não tem expulsão de UTI. Ninguém é retirado de uma UTI sem retaguarda, como unidade de cuidados paliativos ou unidade semi-intensiva. Se o hospital não tiver essas unidades, esse paciente não pode ter alta”, afirmou o coordenador da Câmara Técnica de Medicina Intensiva do CFM, Hermann von Tiesenhausen.

A admissão de um paciente na UTI deverá ser priorizada de acordo com uma escala de 1 a 5, em que quanto mais baixo o número, maior prioridade o paciente terá, considerando, inclusive, as suas chances de recuperação.

No número 5 da escala, estão pacientes com doença incurável e na fase terminal, ou ainda moribundos, sem possibilidade de recuperação. O texto da resolução explicita que, “em geral, esses pacientes não são apropriados para admissão na UTI (exceto se forem potenciais doadores de órgãos)”. A norma ressalva, no entanto, que o seu ingresso pode ser justificado “em caráter excepcional” e condicionado ao critério do médico.

A resolução determina que, nesses casos, o ideal é que o médico ofereça ao paciente cuidados paliativos, “sem empreender ações diagnósticas ou terapêuticas inúteis ou obstinadas”, para que a vaga na UTI seja ocupada por um paciente com chances de ser salvo. O médico intensivista terá que levar em consideração a vontade expressa do paciente ou de seu representante legal.

Pela resolução, as admissões devem ser baseadas em cinco pontos: diagnóstico e necessidade do paciente, serviços médicos disponíveis na instituição, priorização de acordo com a condição do paciente, disponibilidade de leitos e potencial benefício para o paciente.

Alta
Serão considerados aptos para ter alta da UTI os pacientes que estiverem com seu quadro clínico controlado e estabilizado ou para o qual tenham se esgotado todos os recursos terapêuticos e que possa permanecer em ambiente hospitalar fora da UTI “de maneira digna” e, “se possível, junto com sua família”.

De acordo com o presidente do CFM, Carlos Vital Tavares Corrêa Lima, a resolução vai servir para embasar a escolha do médico sobre qual paciente irá para a UTI.

“Essa resolução serve para normatizar, orientar e trazer diretrizes que devem ser observadas na hora da internação para que os médicos tenham mais segurança e respaldo nas suas decisões, que são tão difíceis de serem tomadas”, explicou.

E acrescentou: “Temos em torno de 20 mil leitos para 150 milhões de pacientes da rede pública. Fica óbvia a carência na saúde pública. Então, o médico tem que fazer a ‘escolha de Sofia’. Com essa resolução, o médico terá um apoio com diretrizes técnicas muito bem estabelecidas para determinar a internação e a alta na UTI”.

A partir de agora, cada instituição terá que desenvolver um protocolo de atendimento com base nos critérios de internação e alta da resolução. O médico que descumprir as orientações ficará sujeito ao Código de Ética médico, cujas punições incluem advertência, suspensão do exercício da medicina e até cassação.

 

G1

 

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Bebê tem pés queimados ao ser levado de UTI para quarto de hospital

Bebê de 1 ano com queimaduras de segundo grau nos dois pés (Foto: Fernanda Aguiar/Arquivo Pessoal)
Bebê de 1 ano com queimaduras de segundo grau nos dois pés (Foto: Fernanda Aguiar/Arquivo Pessoal)

A Polícia Civil do Distrito Federal investiga as circunstâncias em que um bebê de 1 ano sofreu queimaduras de segundo grau nos dois pés dentro do Hospital Brasília, no Lago Sul. Segundo a mãe, a publicitária Fernanda Aguiar, de 34 anos, o incidente aconteceu quando Miguel era transferido da UTI para o quarto, após 18 dias de internação por causa de uma otite. O menino foi levado em pé em um berço junto com uma garrafa térmica, que vazou água quente. O líquido atingiu o menino. A unidade de saúde instalou comitê interno para apurar os fatos.

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A mãe afirma que uma série de erros aconteceu nos dias em que Miguel esteve internado, desde alimentação errada até má prestação de serviços. “Ele tem alergia à proteína do leite e era sempre oferecido mingau com lactose, por exemplo. Eu trazia a mamadeira de casa e não deixavam a gente esterilizar lá. Pedia todos os dias um raio X e nada era feito. Nos últimos dias, fomos descobrir que ele estava com pneumonia e que a otite tinha se agravado. Só não transferimos ele de lá porque não havia outras vagas.”

O garoto foi levado para o quarto na última quinta-feira (22). Ele tomaria os últimos antibióticos e seria liberado para tratamento em casa, na véspera da festa de aniversário do 1 ano. Fernanda e o marido, deixaram o garoto aos cuidados da avó materna para poder limpar a casa.

Após queimadura, bolhas se formaram no pé de Miguel, de 1 ano (Foto: Fernanda Aguiar/Arquivo Pessoal)Bolhas que se formaram no pé de Miguel, de 1 ano (Foto: Fernanda Aguiar/Arquivo Pessoal)

“A medicação foi feita e tudo estava correndo como previsto. Às 23h17, a minha mãe me liga, desesperada ao telefone com o nosso menino aos berros, informando que Miguel estava com os pés queimados. Eu fiquei desesperada, só pensava coisas ruins. Quando cheguei até o hospital e vi o jeito que as queimaduras estavam, entrei em choque. Ele estava desfalecido, todo molinho e suado de tanto  chorar”, conta Fernanda.

Às 23h17, a minha mãe me liga, desesperada ao telefone com o nosso menino aos berros, informando que Miguel estava com os pés queimados. Eu fiquei desesperada, só pensava coisas ruins. Quando cheguei até o hospital e vi o jeito que as queimaduras estavam, entrei em choque. Ele estava desfalecido, todo molinho e suado de tanto  chorar”
Fernanda Aguar,
mãe do bebê

Segundo a publicitária, o transporte do paciente dentro do berço é um procedimento do Hospital de Brasília. A medida ocorre porque carregar a criança no colo pode colocá-la em risco de queda. A mãe diz que Miguel foi transportado em pé, com todos os objetos pessoais – mala, sacola de brinquedos e caixa de fraldas – e a garrafa térmica.

“O berço virou um caminhão de mudanças. As coisas dele estavam há 18 dias no chão, porque não havia lugar para colocar. A garrafa térmica, que era o único jeito de esterilizar as mamadeiras, estava fervendo. A enfermeira responsável pela UTI Pediátrica autorizou e acompanhou a transferência nessas condições. Foi uma sessão de terror, erros primários que ocasionaram em queimaduras de 2° grau.”

Após o episódio, um cirurgião plástico conversou com os pais e fez curativos. Porém, segundo Fernanda, o Hospital Brasília não se pronunciou e nem pediu desculpas pelo erro. Ela registrou um boletim de ocorrência e pretende entrar na Justiça contra a empresa.

Miguel com os dois pés enfaixados (Foto: Fernanda Aguiar/Arquivo Pessoal)Miguel com os dois pés enfaixados (Foto: Fernanda Aguiar/Arquivo Pessoal)

“Ele [o hospital] me disse que as queimaduras não afetaram nenhum tecido, nenhuma articulação e que não irá comprometer os movimentos dele. Eu só queria um pedido de desculpas, um telegrama. Eles não entraram em contato comigo para nada”, lamentou.

Meu filho está de volta em casa, mas em condições que jamais pensei trazê-lo de um hospital, ainda mais sendo particular e renomado. Olho para ele e não consigo não pensar na dor que sentiu. Fico imaginando como seria bom tê-lo de volta andando e brincando”
Fernanda Aguiar,
mãe do bebê

Por nota, o Hospital de Brasília informou ao G1 que está prestando todo o atendimento para tornar a recuperação de Miguel mais breve possível. Segundo a empresa, a criança está sendo acompanhada por equipe de cirurgia plástica e permanecerá com estes cuidados até recuperação total.

“Sobre o episódio ocorrido no dia 22 de outubro nas dependências do Hospital Brasília, informamos que a criança estava internada para tratamento de uma síndrome infecciosa. No dia da alta da UTI para o apartamento ocorreu um incidente, e desde então o hospital está prestando todo o atendimento. O Hospital Brasília informa que instaurou um comitê interno para apuração dos fatos.”

A mãe de Miguel diz que a única coisa que resta é rezar para que o filho se recupere rapidamente e possa voltar a andar normalmente, sem problemas físicos. Segundo ela, mantê-lo tranquilo tem sido uma missão difícil. Ela diz que a  criança está assustada, com medo até de pessoas conhecidas e extremamente sensível.

“Meu filho está de volta em casa, mas em condições que jamais pensei trazê-lo de um hospital, ainda mais sendo particular e renomado. Olho para ele e não consigo não pensar na dor que sentiu. Fico imaginando como seria bom tê-lo de volta andando e brincando. Tenho fé que suas feridas vão curar e que Deus vai derramar suas bênçãos para que ele não fique com nenhuma cicatriz nem sequela.”

G1

Ariano Suassuna tem parada cardíaca e morre em Recife, depois de três dias na UTI

ariano-suassunaMorreu na tarde desta quarta-feira (23) o escritor e dramaturgo paraibano Ariano Suassuna. Ele estava internado no Real Hospital Português, em Recife, desde a segunda-feira (21), quando sofreu um acidente vascular cerebral (AVC) hemorrágico. Após a realização de um procedimento cirúrgico, Ariano Suassuna entrou em estado de coma. Esta foi a terceira internação do escritor em um ano. Ariano Suassuna sofreu uma parada cardíaca por volta das 17h40 desta quarta-feira.

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O velório do escritor deve ser realizado no Palácio do Campo das Princesas, em Pernambuco. De lá, o corpo do paraibano segue para cortejo em carro do Corpo de Bombeiros até o Cemitério Morada da Paz, onde será sepultado.

A última vez que Ariano Suassuna apareceu em público foi na sexta-feira (18). Ele concedeu uma aula-espetáculo no Festival de Inverno de Garanhuns, município localizado no Agreste pernambucano, a 228 km da capital Recife. No sábado (19), ele tirou fotos com fãs que participavam do evento.

Biografia 

Considerado um dos maiores escritores paraibanos de todos os tempos, Ariano Suassuna era filho do ex-governador João Suassuna. Um contador nato de histórias. E uma delas, que mais gostava de contar, era de que foi a única criança que circulou nua pelos corredores do Palácio da Redenção. Ariano nasceu dentro da sede do Governo do Estado da Paraíba.

Desse fato, derivou outra história. Ariano contava que, já adulto e escritor renomado, iria participar de uma solenidade no Palácio da Redenção numa época onde os homens só tinham acesso ao local vestidos de paletó e gravata. Desavisados, Ariano não estava de terno e foi barrado. E reagiu com bom humor, lembrando ao soldado da PM que fazia a guarda nos portões do Palácio: “Amigo, fique sabendo que eu já andei nu aí dentro”.

Ariano Vilar Suassuna nasceu em Nossa Senhora das Neves, hoje João Pessoa (PB), em 16 de junho de 1927, filho de Cássia Villar e João Suassuna. No ano seguinte, seu pai deixa o governo da Paraíba e a família passa a morar no sertão, na Fazenda Acauã.

Com a Revolução de 30, seu pai foi assassinado por motivos políticos no Rio de Janeiro e a família mudou-se para Taperoá, onde morou de 1933 a 1937. Nessa cidade, Ariano fez seus primeiros estudos e assistiu pela primeira vez a uma peça de mamulengos e a um desafio de viola, cujo caráter de “improvisação” seria uma das marcas registradas também da sua produção teatral.

A partir de 1942 passou a viver no Recife, onde terminou, em 1945, os estudos secundários no Ginásio Pernambucano e no Colégio Osvaldo Cruz. No ano seguinte iniciou a Faculdade de Direito, onde conheceu Hermilo Borba Filho. E, junto com ele, fundou o Teatro do Estudante de Pernambuco. Em 1947, escreveu sua primeira peça, ‘Uma Mulher Vestida de Sol’. Em 1948, sua peça ‘Cantam as Harpas de Sião’ (ou ‘O Desertor de Princesa’) foi montada pelo Teatro do Estudante de Pernambuco. Os ‘Homens de Barro’ foi montada no ano seguinte.

Entre 1951 e 1952, volta a Sousa, para curar-se de uma doença pulmonar. Lá escreveu e montou Torturas de um coração. Em 1955, Auto da Compadecida o projetou em todo o país. Em 1962, o crítico teatral Sábato Magaldi diria que a peça é “o texto mais popular do moderno teatro brasileiro”. Sua obra mais conhecida, já foi montada exaustivamente por grupos de todo o país, além de ter sido adaptada para a televisão e para o cinema.

Em seguida, retorna a Recife, onde, até 1956, dedica-se à advocacia e ao teatro. Abandonou a advocacia para tornar-se professor de Estética na Universidade Federal de Pernambuco. No ano seguinte foi encenada a sua peça ‘O Casamento Suspeitoso’, em São Paulo, pela Cia. Sérgio Cardoso, e ‘O Santo e a Porca’; em 1958, foi encenada a sua peça ‘O Homem da Vaca’ e o ‘Poder da Fortuna’; em 1959, ‘A Pena e a Lei’, premiada dez anos depois no Festival Latino-Americano de Teatro.

Em 1959, em companhia de Hermilo Borba Filho, fundou o Teatro Popular do Nordeste, que montou em seguida a ‘Farsa da Boa Preguiça’ (1960) e ‘A Caseira e a Catarina’ (1962). No início dos anos 60, interrompeu sua bem-sucedida carreira de dramaturgo para dedicar-se às aulas de Estética na UFPE. Ali, em 1976, defende a tese de livre-docência ‘A Onça Castanha’ e a ‘Ilha Brasil: Uma Reflexão sobre a Cultura Brasileira’. Aposenta-se como professor em 1994.

Membro fundador do Conselho Federal de Cultura (1967); nomeado, pelo Reitor Murilo Guimarães, diretor do Departamento de Extensão Cultural da UFPE (1969). Ligado diretamente à cultura, iniciou em 1970, em Recife, o ‘Movimento Armorial’, interessado no desenvolvimento e no conhecimento das formas de expressão populares tradicionais. Convocou nomes expressivos da música para procurarem uma música erudita nordestina que viesse juntar-se ao movimento, lançado em Recife, em 18 de outubro de 1970, com o concerto ‘Três Séculos de Música Nordestina – do Barroco ao Armorial’ e com uma exposição de gravura, pintura e escultura. Secretário de Cultura do Estado de Pernambuco, no Governo Miguel Arraes (1994-1998).

Entre 1958-79, dedicou-se também à prosa de ficção, publicando o ‘Romance d’A Pedra do Reino’ e o ‘Príncipe do Sangue do Vai-e-Volta’ (1971) e ‘História d’O Rei Degolado nas Caatingas do Sertão’/’Ao Sol da Onça Caetana’ (1976), classificados por ele de “romance armorial-popular brasileiro”.

Ariano Suassuna construiu em São José do Belmonte (PE), onde ocorre a cavalgada inspirada no ‘Romance d’A Pedra do Reino’, um santuário ao ar livre, constituído de 16 esculturas de pedra, com 3,50 m de altura cada, dispostas em círculo, representando o sagrado e o profano. As três primeiras são imagens de Jesus Cristo, Nossa Senhora e São José, o padroeiro do município.

Em 2000, ele passou a integrar a lista de membros da Academia Paraibana de Letras e recebeu o título de Doutor Honoris Causa da Faculdade Federal do Rio Grande do Norte.

Em 2004, com o apoio da ABL, a Trinca Filmes produziu um documentário intitulado ‘O Sertão: Mundo de Ariano Suassuna’, dirigido por Douglas Machado e que foi exibido na Sala José de Alencar.

Ariano Suassuna, um dos maiores escritores do país, dizia sempre: “Você pode escrever sem erros ortográficos, mas ainda escrevendo com uma linguagem coloquial.”

 

portalcorreio

Após 11 dias na UTI, jovem baleada no rosto não resiste e morre em João Pessoa

ericaA bacharel em Direito Érika Vanessa de Lima, de 31 anos, morreu na manhã desta segunda-feira (5), após passar 11 dias internada em estado gravíssimo no Hospital de Emergência e Trauma Senador Humberto Lucena, em João Pessoa.

Ela sofreu um tiro no rosto, dentro do apartamento onde morava, no bairro do Bessa, na quinta-feira (24 de abril) e o principal suspeito do crime é o namorado, o bacharel em Direito José Itamar Montenegro, de 35 anos, que já está preso na sede do 5º Batalhão de Polícia Militar, no Valentina, por cumprimento de mandado de prisão preventiva.

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A Delegacia de Crimes contra a Pessoa (Homicídios) da Capital interditou a residência da vítima desde quarta-feira (30) e durante três dias o Instituto de Polícia Científica (IPC) realizou exames. De acordo com a delegada Roberta Neiva, titular da delegacia especializada, as análises no local foram concluídas e os vestígios necessários preservados. “O laudo do IPC será encaminhado à Justiça pela Delegacia de Homicídios no prazo de dez dias”, adiantou a delegada.

Os exames no apartamento de Érika Vanessa foram realizados por uma equipe formada por dois peritos e um técnico em perícia. “O trabalho foi meticuloso, de muita paciência e nós utilizamos métodos científicos consagrados nacional e internacionalmente”, detalhou Herbert Boson, perito que coordenou as análises e que é especialista em Balística Aplicada ao Local de Crime.

Miss venezuelana é atingida na cabeça durante os protestos e luta pela vida na UTI

Genesis Carmona, de 23 anos, foi atingida durante as manifestações na Venezuela Reprodução/Globovision
Genesis Carmona, de 23 anos, foi atingida durante as manifestações na Venezuela
Reprodução/Globovision

A venezuelana Genesis Carmona, de 23 anos, eleita miss turismo Carabobo em 2013, foi uma das vítimas durante os protestos da última terça-feira (18), na cidade de Valência. De acordo com o jornal, El Carabobeno, a miss foi atingida na cabeça por uma bala na avenida Cedeño.

A rede de televisão Venevisión, informou que o estado da jovem é grave e ela corre risco de morte. A bala que feriu a miss ainda está alojada no crânio dela e de acordo com os médicos só poderá ser retirada depois que o inchaço e as inflamações na região sejam sanadas.

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Pelas redes sociais fãs da miss e opositores do governo chavista denunciaram a violência ocorrida durante as manifestações em toda a Venezuela e publicaram fotos da jovem sendo levada para o hospital em uma moto.

Mais tarde, supostas fotos de Genesis Carmona na UTI (Unidade de Terapia Intensiva) também circularam entre os seus seguidores.

De acordo com os jornais locais, a miss está internada em um hospital de Valência.

Manifestção antichavista

A oposição venezuelana e os estudantes convocaram para esta quarta-feira uma nova mobilização em apoio ao dirigente radical opositor Leopoldo López, que se entregou à polícia e será apresentado ante um tribunal acusado pela morte de três manifestantes na semana passada.

“Nesta quarta, vamos acompanhar Leopoldo, que é vítima de um processo judicial armado”, afirmou em coletiva de imprensa transmitida pela internet o prefeito de Caracas, Antonio Ledezma.

À convocação se uniram outros partidos políticos e líderes estudantis como Gaby Arellano, que em seu Twitter escreveu: “Nosso compromisso com #Venezuela continua, nos vemos amanhã 10h no Palácio da Justiça ¡Não mais #RepressãoemVzla!”.

Leopoldo López, líder do partido opositor Vontade Popular, entregou-se na terça-feira à Guarda Nacional Bolivariana em uma praça de Caracas.

López era procurado pela Justiça venezuelana, que o acusa da morte de três pessoas durante os protestos da semana passada. Ele estava foragido há uma semana.

O líder opositor apareceu por volta do meio-dia na Praça Brión, no bairro opositor de Chacaito (leste). Após um breve discurso a seus partidários, ele se entregou aos agentes, que o escoltaram até um veículo da guarda.

“Apresento-me à Justiça injusta, a uma Justiça corrupta”, declarou López, vestido de branco e com uma bandeira da Venezuela, sob os aplausos de milhares de partidários.

Após discursar a seus seguidores e pedir que se retirassem da praça de forma pacífica, López se dirigiu aos guardas nacionais com uma flor branca. A multidão tentou impedir a passagem do veículo que levava López, que — pessoalmente e com um megafone da própria polícia — pediu aos simpatizantes que deixassem os agentes trabalhar. Já dentro da viatura, voltou a pedir que todos ficassem calmos.

“Liberdade, liberdade!”, gritavam os manifestantes.

 

r7

Menino que teve 80% do corpo queimado é transferido e continua na UTI

Reprodução Rede Record

O menino de um ano e meio que teve 80% do corpo queimado após um acidente doméstico em Baliza, cidade de Goiás, foi transferido para o Hospital de Queimaduras de Goiânia e está na UTI (Unidade de Terapia Intensiva).

O pai da criança foi queimar uma teia de aranha no teto da casa e as faíscas atingiram o colchão em que a criança dormia. O fogo se alastrou e o menino teve 80% do corpo atingido.

Ele chegou a ser levado para o hospital Infantil de Goiânia, mas foi transferido no fim da segunda-feira (4). Ele aguardou na fila de espera para uma vaga na UTI.  O hospital informou que o estado de saúde dele é gravíssimo.

 

 

Do R7, com Rede Record

Vítima de um AVC, Joelmir Beting está em coma na UTI do Hospital Albert Einstein

O jornalista e comentarista econômico do Jornal da Band, Joelmir Beting, de 75 anos, está internado em estado de coma na UTI do hospital Albert Einstein, após uma tomografia detectar na manhã de ontem a ocorrência de um AVC hemorrágico.

Desde 22 de outubro, Beting tratava no Einstein de uma doença autoimune nos rins. Segundo seu filho, o também jornalista Mauro Beting, apesar do tratamento, a expectativa era de que o jornalista voltasse ao trabalho em alguns meses, mesmo dialisado.

Mauro definiu a situação do pai como “bem delicada”.

portalimprensa

Bebê morre em hospital da PB e família denuncia falta de leitos de UTI

Imagem ilustrativa

Um bebê de apenas 45 dias, com problemas cardíacos, morreu no final da tarde dessa quarta-feira (24) em João Pessoa, no Complexo Hospitalar Governador Tarcísio Burity, mais conhecido como Trauminha de Mangabeira. Ele deu entrada ainda de manhã, em estado grave, mas segundo a família a culpa pela morte da criança foi a falta de leitos em unidades de terapia intensiva pediátricas na cidade. Segundo a tia da criança, Danielle Araújo da Silva, vários hospitais foram procurados e em nenhum deles a criança foi atendida.

Ainda de acordo com Danielle, o sobrinho estava com falta de ar e foi atendido por volta das 7h30 (horário local) no Trauminha de Mangabeira. A equipe médica realizou uma pequena intervenção cirúrgica para implantar um marcapasso na criança, que em seguida foi entubada para receber oxigênio por meio de aparelhos.

Era preciso então que o bebê fosse internado em uma UTI pediátrica, mas não havia o leito disponível no Trauminha, levando a uma busca pela vaga em cinco outras unidades hospitalares: Hospital Infantil Arlinda Marques, Maternidade Frei Damião, Maternidade Cândida Vargas, Hospital Universitário e Hospital Santa Isabel, conforme relatou a tia do bebê.

Danielle disse só no final da tarde foi encontrada uma vaga no Hospital da Unimed, mas a criança morreu por volta das 16h55 antes de ser transferida. Ela informou também que a família só foi avisada da morte da criança às 18h (horário local).

De acordo com Raiana Mota, responsável pelo plantão administrativo na noite desta quarta-feira (24) no Complexo Hospitalar Governador Tarcísio Burity, o bebê atendido no hospital era prematuro e tinha histórico de problemas cardíacos. “A criança atendida era um bebê prematuro de 45 dias, cardiopata, que foi trazido pelo Samu. Durante o atendimento ele teve uma parada cardiorrespiratória e foi entubado. A Secretaria Municipal de Saúde conseguiu uma vaga na UTI do Hospital da Unimed, mas infelizmente na hora da transferência ele não resistiu e veio a óbito”, explicou a plantonista.

Raiana Mota confirmou que foram feitas diversas tentativas em outros hospitais e que a vaga não foi conseguida. “Realmente foram feitas diversas tentativas em outros hospitais. Tendo em vista a negativa, a Secretaria Municipal de Saúde conseguiu a vaga na Unimed, mas infelizmente o bebê não resistiu”, concluiu.

G1 PB

Cantor Pedro segue internado na UTI de hospital de SP em estado grave

(Foto: Zuhair Mohamad/O Popular)

O cantor Pedro Leonardo segue internado na Unidade de Terapia Intensiva do Hospital Sírio Libanês, em São Paulo, na manhã desta terça-feira (1º). O jovem chegou ao hospital na última quinta-feira (26), transferido de um hospital de Goiânia. Seu estado de saúde é grave, porém estável. Nesta segunda-feira (30), segundo os médicos, exames apontaram uma avaliação neurológica positiva.

Pedro apresentou reações a exames feitos pelos médicos nesta segunda – entretanto, segundo o médico Roberto Kalil Filho, que coordena a equipe que cuida do paciente, a reação não indica que o jovem já tenha algum nível de consciência. Apesar de a sedação ter sido suspensa completamente no domingo, (29), ainda há remédios na circulação de Pedro, e não há previsão para que ele acorde.

O filho do cantor Leonardo também ainda tem inchaço no cérebro, mas a pressão intracraniana parou de subir. Ele sofreu um acidente de carro no dia 20 de abril, quando ele voltava de um show em Minas Gerais. Pedro ainda respira com a ajuda de aparelhos.

Nesta segunda, Pedro recebeu a visita do padre Antônio Maria. “Ele está fazendo um esforço, a gente sente. Eu digo, ‘Pedro, aperta a minha mão’, e ele fazia esforço, não só para apertar minha mão, mas parece que ele queria sair de um sono. Ele está entendendo. Com certeza está ouvindo”, afirmou o padre.

Contando ser amigo da família, Padre Antônio Maria disse ter tido a chance de cantar Ave-Maria ao lado da cama de Pedro na UTI. A impressão que o paciente deixou no religioso foi positiva. “Ele está com um bom aspecto, nem parece doente. Com toda certeza, ele sairá dessa”, disse, completando que, para ele, Pedro é como se fosse um “sobrinho”.

G1