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Útero retrovertido e fertilidade: entenda essa relação

A saúde feminina transita em torno de alguns grandes mitos, entre eles, a dificuldade em engravidar quando a mulher é diagnosticada com útero retrovertido. De acordo com o ginecologista do Hospital Edmundo Vasconcelos, Fernando Moreira de Andrade, a condição é frequente e não passa de uma mudança anatômica, não interferindo na fertilidade.

A mudança, citada pelo médico, refere-se à posição do útero, que pode ser descoberta em um exame de rotina. Na maioria das vezes, o órgão está voltado para a bexiga, já nos casos de útero retrovertido, esse posicionamento segue em sentido ao reto.

“Essa alteração não é considerada uma doença e não traz nenhuma consequência grave ao organismo. Portanto, não há tratamento para reverter o posicionamento do útero”, tranquiliza Andrade.

As mulheres nesta condição, entretanto, podem sentir incômodos ao evacuar ou mesmo durante a relação sexual. Para estes casos, o tratamento é direcionado apenas aos sintomas, seja com medicação, ou mesmo adaptação com a escolha de posições mais confortáveis para o casal no momento da relação.

O especialista lembra que mesmo após engravidar não é preciso ter atenção especial, pois entre os 3 e 4 meses de gestação, com o crescimento do útero, o órgão fica na disposição convencional.

“Depois desse período da gravidez, em um ultrassom, é difícil saber se a paciente tem ou não útero retrovertido. Mas é importante salientar que após o parto, o órgão volta a sua posição de origem”, complementa o ginecologista.

HOSPITAL EDMUNDO VASCONCELOS

Localizado ao lado do Parque do Ibirapuera, em São Paulo, o Hospital Edmundo Vasconcelos atua em mais de 50 especialidades e conta com cerca de 1.000 médicos. Realiza aproximadamente 12 mil procedimentos cirúrgicos, 13 mil internações, 230 mil consultas ambulatoriais, 145 mil atendimentos de Pronto-Socorro e 1,45 milhão de exames por ano. Dentre os selos e certificações obtidos pela instituição, destaca-se a Acreditação Hospitalar Nível 3 – Excelência em Gestão, concedida pela Organização Nacional de Acreditação (ONA) e o primeiro lugar no Prêmio Melhores Empresas para Trabalhar na categoria Saúde – Hospitais, conquistado por dois anos consecutivos, 2017 e 2018.

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TREE COMUNICAÇÃO

 

 

Bactérias presentes no útero podem dificultar gravidez

Silenciosa, doença provocada pela ação de bactérias atrapalha a fixação do embrião

Especialistas descobriram que mulheres que passam por tentativas frustradas para engravidar podem sofrer com a ação dos conhecidos patógenos, que tornam o útero um ambiente difícil para a evolução da gravidez. No entanto, foram descobertos dois testes capazes de identificar quando existem bactérias nocivas na parte interna do órgão e qual a característica delas. Diante do resultado, é possível indicar a conduta apropriada e aumentar as chances de gravidez.

Segundo o especialista em reprodução humana assistida, Georges Fassolas, o útero, assim como qualquer cavidade do corpo, é povoado por bactérias que ajudam no funcionamento do órgão e por outras que atrapalham literalmente, provocando uma doença conhecida como endometrite crônica.

A infecção acontece na mucosa endometrial, ou seja, dentro do útero, onde o embrião precisa se fixar para que a gravidez evolua. De acordo com estudos recentes, a doença está presente em 40% das mulheres inférteis, 66% das mulheres com histórico de falhas de implantação e 57% das que sofrem com aborto de repetição.

Felizmente, há pouco tempo foram criados dois testes capazes de identificar a doença: ALICE (Análise de Infecção por Endometrite Crônica) e EMMA (Análise Metagenômica do Microbioma Endometrial), que são realizados apenas em pacientes que sofreram falha de implantação.

“Ainda não foi descoberto o que provoca o surgimento das bactérias ruins no útero, assim como ainda não se tem conhecimento sobre a função dos lactobacilos, as bactérias do bem, nesse órgão. Porém, acredita-se que a presença dos lactobacilos aumenta as chances de implantação”, explica Georges, que também é diretor da Clínica Vivitá.

O teste ALICE é capaz de identificar até nove patógenos responsáveis pela infecção na mucosa endometrial, como Mycoplasma, Ureaplasma, Enterobacteriaceae, Enterococcus, Streptococcus e Staphylococcus. Com o exame, é possível avaliar se o ambiente microbiano uterino está favorável à implantação do embrião. Caso o teste aponte a presença de bactérias nocivas, o médico é capaz de indicar o antibiótico específico para a solução do problema. Após a conduta, uma biópsia é feita para saber se o remédio teve a ação esperada.

Já o teste EMMA é capaz de identificar se o perfil das bactérias encontradas na mucosa endometrial é favorável à implantação do embrião. O teste permite saber se antes de tentar engravidar é necessário realizar um tratamento de infertilidade. “É possível identificar a população e a quantidade de lactobacilos. Se tiver quantidade inadequada, são aplicados óvulos vaginais de lactobacilos durante sete dias para melhorar a capacidade de fixação do embrião”, explica Fassolas.

Nos dois testes uma pequena amostra do tecido endometrial é coletada por biópsia, realizada no próprio consultório médico, sem necessidade de anestesia ou acompanhamento para a paciente. Os testes podem ser realizados em qualquer momento do ciclo menstrual. A única restrição é durante o ciclo menstrual.

Fassolas explica que outros fatores podem impedir que o embrião consiga se fixar no útero. “Não podemos pensar apenas que bactérias podem impedir o processo da gravidez. Existem outros fatores que também atrapalham, como trombofilia e fatores imunológicos, capazes de influenciar e diminuir a implantação dos embriões”, esclarece o médico.

Rose Oliveira

 

Mioma: tumor quase sempre benigno que afeta o útero mais de 5 a cada 10 mulheres em idade fértil

Embolização é uma técnica  moderna, segura e garante preservação do útero para futuras gestações

Imagem retirada da internet

Bastante comum, o mioma é um tumor quase sempre benigno que afeta o útero mais de 5 a cada 10 mulheres em idade fértil. Relacionado aos níveis do hormônios femininos, o mioma uterino pode provocar muitos problemas.

Segundo o radiologista intervencionista e angiorradiologista, Dr. André Moreira de Assis, do CRIEP – Carnevale Radiologia Intervencionista Ensino e Pesquisa, a desinformação sobre a doença é muito prejudicial.  “Quando a mulher que convive com o problema não tem acesso aos tratamentos adequados, a consequência pode ser o agravamento dos sintomas e da própria doença.” explica o médico.

Desfazer mitos e conhecer as características dos miomas é fundamental para a boa qualidade de vida da paciente, ainda mais quando existe a facilidade para encontrar inverdades sobre o tema. Dr. André Assis desmitifica esses tumores:

Mito 1 – Miomas uterinos sempre causam sintomas

“Não é bem assim. Estudos indicam que cerca de 30 a 50% das mulheres que têm o problema desenvolvem quadros mais complicados”, conta o médico. O sintoma mais frequente é o sangramento vaginal intenso (durante ou fora do período menstrual), seguido de outros, como dor ou pressão pélvica, aumento da frequência urinária, e dor durante à relação sexual. Em casos mais extremos, os miomas podem estar relacionados a dificuldades para engravidar. A medicina possui um amplo arsenal de recursos para amenizar ou eliminar completamente esses sintomas.”

Mito 2 – Miomas só acometem mulheres mais velhas

“Aproximadamente 50 a 70% das mulheres desenvolverão a condição ao longo da vida, com maior incidência entre 35 e 50 anos. No entanto, mulheres mais jovens também podem ter miomas. Se tiverem alguns dos sinais descritos acima, é aconselhável consultar um ginecologista”, orienta Dr. André. Após a menopausa, os miomas costumam reduzir de tamanho e parar de causar sintomas.

Mito 3 – Miomas em crescimento podem se tornar tumores malignos

“Miomas são tumores benignos. A ideia de que a presença de um mioma uterino aumenta as chances de ter câncer no útero ou em outros órgãos não tem suporte científico”, diz Dr. André Assis. Também é muito raro confundir miomas com tumores malignos do útero durante o diagnóstico. Exames de imagem como a Ultrassonografia e a Ressonância Magnética complementam a avaliação clínica e ajudam no diagnóstico adequado e na melhor caracterização dos miomas.

Mito 4 – Se os miomas causam sofrimento e a mulher não quer ter filhos, o melhor é retirar o útero

A retirada do útero (histerectomia) é uma das opções de tratamento para miomas sintomáticos em mulheres que não desejam mais ter filhos. Entretanto, atualmente existem outras técnicas que não necessitam da retirada do útero, sendo as principais a embolização e a miomectomia. Para definir a opção de tratamento, é muito importante o médico discutir com as mulheres aspectos como a intensidade dos sintomas e os desejos de futuras gestações e da manutenção do útero. O melhor caminho é que a escolha seja fruto de uma conversa profunda e aberta entre a equipe médica e a paciente, avaliando os riscos e as vantagens e desvantagens de cada modalidade de tratamento.

Mito 5 – Os miomas uterinos não diminuem sem tratamento

Os miomas são hormônio-dependentes. Eles crescem com o estímulo do estrogênio e também pela progesterona, dois hormônios femininos. Com a chegada da menopausa, quando a mulher não ovula e não menstrua mais, a produção hormonal fica reduzida a quantidades muito pequenas. Segundo o médico, a ausência dos hormônios leva à redução do tamanho dos miomas e ao desaparecimento dos sintomas relacionados. De todo modo, é necessário que os miomas sejam monitorados regularmente pelo médico especialista.

Dr. André pontua também, que a embolização dos miomas uterinos é um exemplo de terapia minimamente invasiva guiada por imagem que melhorou o padrão de cuidados e a qualidade de vida de muitas mulheres. “Além de evitar a retirada do útero, a embolização oferece um período de recuperação muito mais curto do que as opções cirúrgicas convencionais” conclui o especialista.

 

Dr. André Moreira de Assis – médico do CRIEP – Carnevale Radiologia Intervencionista Ensino e Pesquisa – especializou-se em Radiologia Intervencionista e Angiorradiologia pelo Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP (HC-FMUSP). É radiologista intervencionista do HC-FMUSP e do Hospital Sírio-Libanês, e membro titular do Colégio Brasileiro de Radiologia (CBR) e da Sociedade Brasileira de Radiologia Intervencionista e Cirurgia Endovascular (Sobrice).

 

CRIEP – Carnevale Radiologia Intervencionista Ensino e Pesquisa – centro médico e de pesquisas que é referência nacional e internacional nas áreas de Radiologia Intervencionista e Cirurgia Endovascular, especialidades voltadas ao tratamento minimamente invasivo de doenças com o auxílio de métodos de imagem. Desde 1997, por meio de uma equipe de médicos da Universidade de São Paulo (USP) formada pelo Prof. Dr. Francisco Cesar Carnevale, Dr. Airton Mota Moreira e Dr. André Moreira de Assis, o CRIEP oferece, aos pacientes, uma série de tratamentos por meio de técnicas e equipamentos tecnológicos mais avançados. Site: http://www.criep.com.br

 

 

PB tem 138 mortes por câncer de colo do útero e reforça vacinação

A Paraíba fechou 2018 com 138 mortes por câncer do colo do útero. Outras 133 mortes contabilizadas em 2017 pelo mesmo motivo. Já em 2016, foram registradas 113 mortes em decorrência do câncer do colo do útero. A Secretaria de Estado da Saúde (SES), em conjunto com a Secretaria de Educação e da Ciência e Tecnologia, orienta que os Municípios intensifiquem a vacinação contra o HPV nas escolas públicas e privadas da Paraíba durante o mês de março.

O objetivo é reforçar as atuais ações de prevenção dos cânceres do colo do útero, pênis, verrugas genitais, boca e orofaringe. O público alvo é composto por meninas de 9 a 14 anos e meninos de 11 a 14 anos.

“Observamos que o monitoramento das coberturas vacinais reflete uma queda nos anos em que não foi utilizada a estratégia de vacinação nas escolas. Então, é fundamental que os municípios façam esforços para garantir a vacinação da população, reiterando a importância de alcançar altas e homogêneas coberturas vacinais por faixa etária”, pontuou a assessora técnica do Núcleo de Imunização da SES, Márcia Mayara.

Em 2014, ano de introdução da vacina contra o HPV, a cobertura da primeira dose na Paraíba alcançou mais de 100%, resultado da vacinação ter ocorrido, na sua maioria, em ambiente escolar.

“É uma ação estratégica desenvolvida para o maior alcance do público-alvo da vacinação contra o HPV. Esta ação faz parte do Programa Saúde na Escola, uma política intersetorial que tem como objetivo promover saúde e educação integral para crianças, adolescentes, jovens e adultos”, disse Márcia Mayara.

portalcorreio

 

 

Novo tratamento erradica câncer de colo de útero em duas pacientes

Cancer de colo de uteroAricca Wallace sofreu durante três anos com dores e sangramento irregular, mas seu médico lhe assegurou que estes eram efeitos colaterais do DIU que tinha implantado.

Segundo ele, os resultados de sua citologia eram normais, o que o levou a descartar a hipótese de que Aricca estivesse com câncer. Na verdade, porém, ela havia desenvolvido a doença.

Quando esta mulher de 34 anos, mãe de dois filhos, decidiu tirar o dispositivo intrauterino, depois do diagnóstico de câncer, a doença já tinha se propagado para o peito e para o abdômen.

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“Um especialista me disse que a quimioterapia não poderia eliminá-lo”, contou Aricca Wallace à AFP. “E que não teria mais que um ano” de vida, prosseguiu.

Era fevereiro de 2012. Meses depois, seu médico lhe disse que estavam fazendo testes com imunoterapia em pacientes encaminhados pelos Institutos Nacionais de Saúde a uma clínica nos arredores de Washington.

Aricca Wallace decidiu participar.

Os médicos iniciaram o tratamento eliminando um de seus tumores e coletando células imunológicas específicas, os linfócitos T, que o rodeavam e que desempenham um papel-chave, ao atacar o vírus do HPV (papiloma humano).

O HPV é uma doença sexualmente transmissível que a maioria dos adultos adquire em algum momento da vida. Embora o HPV possa ser inofensivo, algumas cepas agressivas podem provocar verrugas genitais ou, inclusive, causar o câncer de colo de útero, de ânus, cabeça, pescoço, ou de garganta.

Setenta por cento dos casos de câncer de colo de útero, também conhecido como câncer cervical, são causados pelas cepas 16 e 18 do vírus do papiloma humano.

Aricca Wallace se submeteu a uma primeira semana de quimioterapia em doses fortes para desativar seu sistema imunológico. Em seguida, os cientistas fizeram nela uma infusão de 100 bilhões de suas próprias células T, cultivadas em laboratório com base naquelas retiradas do tumor.

Depois, ela teve de tomar duas doses de aldesleucina, um agente que ajuda a desenvolver as células imunológicas, mas pode causar importantes efeitos colaterais como hemorragias, vômitos, pressão baixa, febre e infecções.

— Tive a pior febre da minha vida.

O resultado foi impressionante. Seus tumores diminuíram consideravelmente e, depois de quatro meses, desapareceram por completo.

Em 29 de maio, Aricca Wallace voltou à mesma clínica para fazer novos exames, que não mostraram rastro da doença, 22 meses depois de iniciado o tratamento. “É um verdadeiro milagre”, disse a mulher, hoje com 37 anos.

Ela foi a primeira pessoa diagnosticada com câncer de colo de útero para quem o novo tratamento funcionou.

Outra americana também viu desaparecer completamente seu câncer uterino metastático depois desse tratamento e, um ano depois, não tinha sinais da doença.

Elas são duas das novas pacientes que participaram do teste clínico. Uma terceira respondeu da mesma forma durante um curto período, mas o câncer reapareceu em seguida.

Christian Hinrichs, do Instituto Nacional do Câncer dos Estados Unidos (NCI, em inglês), disse que com apenas nove pacientes, “não podemos dizer com certeza até que ponto este tratamento funciona”.

“Tudo o que sabemos é que pode funcionar”, continua o pesquisador, que apresentou o estudo nesta segunda-feira na conferência anual da Sociedade Americana de Oncologia Clínica (Asco, em inglês), que acontece em Chicago.

A imunoterapia é um novo enfoque considerado promissor, que já deu mostras de ser eficiente especialmente contra o melanoma, o câncer de pele mais agressivo.

Segundo um estudo publicado no final de 2013, 40% das pessoas diagnosticadas com melanoma metastático que seguiram um tratamento de imunoterapia não apresentam sinais da doença sete anos depois.

No entanto, essa técnica ainda está longe de ser generalizada, e os pesquisadores ainda devem determinar porque funciona em alguns casos, e não em outros.

O câncer de colo de útero afeta anualmente 530.000 mulheres em todo o mundo e causa a morte de mais de 270.000, a maioria em países em desenvolvimento, de acordo com a OMS (Organização Mundial de Saúde).

AFP

Pesquisadores realizam transplante de útero em mulheres que não conseguem engravidar

feto-uteroNove mulheres na Suécia receberam transplantes de úteros doados por parentes e, de acordo com os pesquisadores da Universidade de Gotenburgo, na Suécia, uma delas que recebeu o transplante entre 2012 e 2013, teve o processo de fertilização in vitro bem-sucedido, no final do mês de janeiro. Se a gravidez for adiante será a primeira mulher no mundo a ter um bebê com útero transplantado.

Segundo o especialista em reprodução assistida, Nilo Frantz, membro da Sociedade Americana de Medicina Reprodutiva (ASRM) e da Sociedade Europeia de Reprodução Humana (ESHRE), problemas relacionados a fatores uterinos são os maiores responsáveis pela infertilidade, incluindo problemas congênitos (ausência ou má formação), ou adquiridos, depois de uma histerectomia (retirada do útero por qualquer outro motivo).

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Conforme as informações do jornal britânico The Telegraph, a mulher, que não teve seu nome revelado, participou do estudo porque tem uma doença genética caracterizada pela ausência do útero. Mulheres com essa doença, chamada síndrome de MRKH, têm ovários totalmente desenvolvidos, o que permite que a fertilização artificial utilize seus próprios óvulos. Ainda de acordo com o jornal, quem doou o útero para essa paciente foi a mãe dela, o que significa que o bebê seria gerado no mesmo útero que gerou a própria mãe.

Pacientes transplantadas

As pacientes, na faixa etária dos 30 anos, nasceram sem o órgão ou tiveram de retirá-lo devido a um câncer cervical. As cirurgias ocorreram a partir de setembro de 2012, mas o experimento só foi divulgado em 2014.

Novas tentativas

Os resultados mostram que as nove pacientes passam bem. Algumas menstruaram seis semanas depois dos transplantes, um sinal de que os úteros estavam saudáveis e funcionando. Foram poucos episódios de rejeição e nenhuma das doadoras ou beneficiadas precisaram de acompanhamento médico intensivo após a operação.

As tentativas anteriores pelo mundo de realização de transplantes de útero não foram bem sucedidas. Uma delas foi em 2011, na Turquia. Uma jovem de 22 anos recebeu o órgão do cadáver de uma mulher com quem não tinha parentesco. A gestação foi interrompida duas semanas depois.

Método polêmico

Para o médico Nilo Frantz, o trabalho dos suecos é promissor, mas merece cautela em relação aos efeitos do transplante na saúde da paciente e com a possibilidade de que a placenta não leve a quantidade necessária de alimentos para o feto.

Transplantes de órgãos como coração, fígado e rim são realizados há décadas e a medicina está investindo cada vez nos transplantes de mãos, rosto e outras partes do corpo que possam melhorar a qualidade de vida dos pacientes. No útero, porém, os estudos são incipientes.

Zero Hora

Estresse materno pode afetar bebê ainda no útero

Estresse maternoA gestação é cercada de grandes mudanças e as futuras mamães precisam ficar atentas para evitar o acúmulo de estresse. É fundamental pegar leve no trabalho, na alimentação e rotina. O estresse pode afetar o bebê ainda no útero, produzindo efeitos a longo prazo na vida da criança, sugerem pesquisadores alemães. “É impossível durante 40 semanas a mulher não se estressar; o que deve ser evitado é o extremo, ficar sob tensão intensa, por exemplo, conviver com um parceiro violento. O estresse provoca alterações biológicas em um receptor de hormônios e o bebê sente essa mudança, ele consegue ouvir os batimentos e inquietação da mãe”, explica a psicóloga da linha de cuidados mãe-bebê, do Hospital Nossa Senhora de Conceição, de Porto Alegre (RS), Eliana Bernner. Segundo ela, as alterações sofridas pelo feto durante a gestação podem fazer com que a própria criança seja menos capaz de lidar com o estresse mais tarde.

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Portal Andi

Dieta, exercícios e café reduzem riscos de câncer de útero

Foto: Getty Images
Foto: Getty Images

Uma pesquisa conduzida por cientistas britânicos indica que seguir uma dieta saudável, praticar exercícios diários e possivelmente tomar café podem reduzir os riscos de câncer de colo do útero.

 

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Os pesquisadores, do Imperial College, de Londres, ressalvaram que, apesar de terem encontrado indícios de que o café pode ajudar a proteger mulheres contra o tumor, não há evidências suficientes para estimular consumo da bebida como forma de prevenção da doença.

 

Na primeira análise global de pesquisas sobre câncer endometrial desde 2007, os pesquisadores examinaram as ligações entre a doença e a prática de exercícios, dieta e peso corporal.

 

Eles concluíram que cerca de 3,7 mil casos de câncer de colo do útero poderiam ter sido evitados se as mulheres tivessem se exercitado ao menos 38 minutos diários cinco dias por semana e mantido um peso saudável.

 

A autora do estudo, Teresa Norat, afirmou que se as mulheres se exercitarem regularmente e mantiverem uma boa dieta “podem reduzir os riscos de câncer de útero e melhorar a saúde em geral”.

 

Karen Sadler, diretora-executiva do World Cancer Research Fund, afirmou que as evidências sobre o café “são muito interessantes”, mas que novas pesquisas devem ser feitas sobre os efeitos da bebida na prevenção do câncer.

 

“Temos de considerar os possíveis efeitos colaterais do café em outros tipos de câncer e na saúde em geral”, afirmou Sadler.

 

BBC BRASIL.com

Campanha de prevenção ao câncer do colo do útero, continua até 16 de agosto em Solânea

 

Cancer de colo de uteroA Secretaria Municipal de Saúde de Solânea, visando combater os altos índices do câncer uterino, continua a campanha de exames citológico até 16 de agosto, em todos os PSFS do município. O público alvo são as mulheres com idade entre 24 e 69 anos. Além dos PSFS, também está ocorrendo o exame na Policlínica municipal, para as mulheres residentes nas micro áreas 11(Rua Pernambuco), 13( Rua Projetada) e 50(Rua Getúlio Vargas), uma vez que o PSF XI será inaugurado em breve.

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O exame preventivo é simples, rápido e indolor, e a mulher que pretender submeter-se ao exame, não deve praticar ato sexual até dois dias antes da consulta, não utilizar anticoncepcional local, nem estar menstruada.

 

Assessoria

Secretaria Municipal de Saúde de Solânea promove campanha de prevenção ao câncer do colo do útero

Cancer de colo de uteroA Secretaria Municipal de Saúde de Solânea, preocupada com os altos índices do câncer de colo do útero convoca as mulheres com idades entre 25 a 64 anos a comparecerem ao Posto de Saúde mais próximo a sua casa para realizar o seu citológico. A campanha terá início no dia 16 de julho e irá até o dia 16 de agosto de 2013.

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Exame preventivo do câncer de colo uterino (Papanicolau)
O que é?

É um teste realizado para detectar alterações nas células do colo do útero. Este exame também pode ser chamado de esfregaço cervicovaginal e colpocitologia oncótica cervical.
O nome “Papanicolaou” é uma homenagem ao patologista grego Georges Papanicolaou, que criou o método no início do século.
Esse exame é a principal estratégia para detectar lesões precocemente e fazer o diagnóstico da doença bem no início, antes que a mulher tenha sintomas. Pode ser feito em postos ou unidades de saúde da rede pública que tenham profissionais capacitados. É fundamental que os serviços de saúde orientem sobre o que é e qual a importância do exame preventivo, pois sua realização periódica permite que o diagnóstico seja feito cedo e reduza a mortalidade por câncer do colo do útero.
O exame preventivo é indolor, simples e rápido. Pode, no máximo, causar um pequeno desconforto que diminui se a mulher conseguir relaxar e se o exame for realizado com boa técnica e de forma delicada.

Para garantir um resultado correto, a mulher não deve ter relações sexuais (mesmo com camisinha) nos dois dias anteriores ao exame, evitar também o uso de duchas, medicamentos vaginais e anticoncepcionais locais nas 48 horas anteriores à realização do exame. É importante também que não esteja menstruada, porque a presença de sangue pode alterar o resultado.

Mulheres grávidas também podem se submeter ao exame, sem prejuízo para sua saúde ou a do bebê.

Como é feito o exame?

· para a coleta do material, é introduzido um instrumento chamado espéculo na vagina (conhecido popularmente como “bico de pato”, devido ao seu formato);
· o médico faz a inspeção visual do interior da vagina e do colo do útero;
· a seguir, o profissional provoca uma pequena escamação da superfície externa e interna do colo do útero com uma espátula de madeira e uma escovinha;
· as células colhidas são colocadas numa lâmina para análise em laboratório especializado em citopatologia.

Quem deve fazer e quando fazer o exame preventivo?

Toda mulher que tem ou já teve vida sexual deve submeter-se ao exame preventivo periódico, especialmente as que têm entre 25 e 59 anos. Inicialmente, o exame deve ser feito anualmente. Após dois exames seguidos (com um intervalo de um ano) apresentando resultado normal, o preventivo pode passar a ser feito a cada três anos.

O que fazer após o exame?

A mulher deve retornar ao local onde foi realizado o exame (ambulatório, posto ou centro de saúde) na data marcada para saber o resultado e receber instruções. Tão importante quanto realizar o exame é buscar o resultado e apresentá-lo ao médico.

Resultados

Se o exame acusou:

• Negativo para câncer: se esse for o primeiro resultado negativo, a mulher deverá fazer novo exame preventivo um ano depois. Se ela já tem um resultado negativo no ano anterior, deverá fazer o próximo exame preventivo daqui a três anos;
• Alteração (NIC I): repetir o exame seis meses depois;
• outras alterações (NIC II e NIC III): o médico decidirá a melhor conduta. A mulher precisará fazer outros exames, como a colposcopia (exame feito com o colposcópio: aparelho com lentes de aumento e câmera para visualizar o colo do útero, vagina, períneo);
• infecção pelo HPV: deverá repetir o exame seis meses depois;
• amostra insatisfatória: a quantidade de material não deu para fazer o exame. Ela deve repetir o exame logo que for possível.
Independente desses resultados, a mulher pode ter alguma outra infecção que será tratada. Deve seguir o tratamento corretamente e, às vezes pode ser preciso que o seu parceiro também receba tratamento. Nesses casos, é bom que ele vá ao serviço de saúde receber as orientações diretamente dos profissionais de saúde.

Obs.: Os sintomas do câncer do colo do útero só aparecerão em fase já adiantada da doença: sangramento e dor nas relações sexuais.

 

Por  Solanea Online