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Governo instala usina de produção de concreto e acelera obras da barragem Camará

barragem-camaraAs obras da barragem Camará, no município de Alagoa Nova, vão ser aceleradas com a instalação de uma segunda usina de produção de concreto. O investimento do Governo do Estado na reconstrução do manancial é de R$ 50 milhões, para garantir oferta de água a 170 mil pessoas de sete cidades.

A barragem, que tem capacidade total de 26 milhões de metros cúbicos, começará a acumular água este ano e vai abastecer os municípios de Alagoa Nova, São Sebastião de Lagoa de Roça, Matinhas, Puxinanã, Remígio, Lagoa Seca, Esperança, além de distritos da região como São Tomé, Campinote, Cepilho, dentre outras comunidades.

Em visita de inspeção nessa terça-feira (20), o secretário da Infraestrutura, Recursos Hídricos, Meio Ambiente, Ciência e Tecnologia, João Azevedo, constatou o bom ritmo das obras que envolvem hoje 140 operários. “Com a instalação da segunda usina de concreto, esse ritmo vai ser acelerado para que a gente possa agora em 2015 começar a acumular água, dando início à solução de problemas de abastecimento, principalmente da região de Remígio e Esperança”.

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Obra segura – O secretário ressaltou que a reconstrução da barragem Camará passa por um processo de acompanhamento dos maiores profissionais do Brasil, geólogos e especialistas em barragens. “É uma obra que tem todos os cuidados para que possa oferecer essa tranquilidade à população”. A barragem será inaugurada no segundo semestre deste ano, com a primeira etapa da adutora em funcionamento.

João Azevedo esteve acompanhado pelo secretário executivo da Infraestrutura e Recursos Hídricos, Deusdete Queiroga, pelo deputado eleito João Bosco Carneiro Júnior, além do engenheiro proprietário da construtora Andrade Galvão Engenharia, Antonio Galvão.

“Aqui nós temos a nata dos mais renomados técnicos do Brasil na elaboração de estudos, a exemplo de professores da USP, e a obra em si vai se consagrar como um conhecimento adicional para a engenharia que deve ser observado por projetistas, por contratantes, por executores. Aqui é, na verdade, uma escola”, revelou Antonio Galvão. Ao final da reconstrução, a obra terá consumido 40 mil metros cúbicos de concreto.

Além de reconstruir Camará, o Governo do Estado também está implantando um sistema adutor para distribuir água para sete municípios e três distritos. “Nós já estamos com cerca de três quilômetros de adutora já executados e a estação de tratamento em processo inicial”, destacou João Azevedo. A adutora de 74 quilômetros tem investimentos de R$ 75 milhões.

Histórico – Inaugurada em 2002, a barragem Camará sofreu um rompimento em junho de 2004. Em 2011, o Governo do Estado decidiu pela reconstrução, após ouvir prefeitos da região e renomados especialistas.

Secom PB

Incra-PB recebe posse do imóvel Usina Tanques, palco de luta da sindicalista Margarida Alves

Incra-PB
Incra-PB

O Incra foi imitido, na manhã desta quinta-feira (11), na posse de uma das mais emblemáticas áreas para a reforma agrária no Brasil, o imóvel Usina Tanques, localizado no município de Alagoa Grande, no brejo paraibano, a cerca de 100 km de João Pessoa. Esta imissão é tão importante para a reforma agrária na Paraíba que o próprio presidente do Incra, Carlos Guedes, recebeu o documento de posse das mãos do oficial de justiça Antonio Wanderlei, da 4ª Vara da Justiça Federal.

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A área é emblemática porque foi na Usina Tanques onde a líder camponesa Margarida Maria Alves, assassinada em 12 de agosto de 1983, destacou-se na luta por melhores condições de trabalho para os operários e operárias, que não tinham sequer carteira assinada.

A desapropriação das terras da Usina Tanques se tornou, desde a época de Margarida Maria Alves, uma das maiores bandeiras de lutas dos trabalhadores que defendem a democratização de acesso à terra no Brasil.

Os imóveis rurais denominados Usina Tanques/Capoeira foram declarados de interesse social para fins de reforma agrária através de Decreto Presidencial publicado no Diário Oficial da União no dia 21 de agosto de 2012. O novo projeto de assentamento terá aproximadamente 860 hectares e capacidade para assentar 60 famílias de trabalhadores rurais, muitas delas, antigos posseiros que moram nas terras há muitos anos.

“A luta pelo direito a essa terra durou vários anos. Agora é hora de conquistar o direito de produzir, gerar renda e criar seus filhos com dignidade”, disse Guedes às famílias presentes. Ele ressaltou que a criação do assentamento é a porta de entrada para as demais políticas públicas, como a garantia de que todos terão assistência técnica desde o início, a moradia pelo Minha Casa, Minha Vida, a melhoria da infraestrutura, dentre outras.

Para isso, as famílias serão inscritas no CadÚnico, um dos critérios para ser assentada e para que possa, receber imediatamente benefícios sociais como o Bolsa Família e o Brasil Sorridente.

O prefeito de Alagoa Grande, Hildon Regis Navarro Filho, reafirmou o compromisso de apoiar o futuro assentamento, a exemplo de outras 13 áreas da reforma agrária que existem no município, onde a Prefeitura investiu, por exemplo, na implantação de açudes e na construção de casas de farinha e poços artesianos. “Estamos prontos para trabalhar em parceria, dar as mãos para ajudar essas famílias”. O município foi contemplado com máquinas do PAC 2, do Ministério do Desenvolvimento Agrário.

História

A desapropriação das terras tem um grande significado na história da reforma agrária na Paraíba. As fazendas, na década de 1970, eram usadas para a produção de cana-de-açúcar destinada à Usina Tanques, hoje em ruínas, instalada dentro da área. A líder camponesa Margarida Maria Alves foi assassinada no dia 12 de agosto de 1983, na porta da sua casa em Alagoa Grande.

Margarida foi uma das mulheres pioneiras das lutas pelos direitos dos trabalhadores e trabalhadoras rurais no Brasil. Após sua morte, tornou-se um símbolo político, representativo das mulheres trabalhadoras rurais, que deram seu nome ao evento mais emblemático que realizam: a Marcha das Margaridas, uma mobilização nacional que reúne, em Brasília, milhares de mulheres trabalhadoras rurais no dia de aniversário de sua morte.

A área tem potencial para produzir batata-doce, banana, mandioca e cana-de-açúcar. Para Carlos Guedes o assentamento será um polo de produção de alimentos vai atender programas como o da merenda escolar, e dessa forma orgulhar a memória de Margarida Alves e de Maria da Penha.

Zumbi dos Palmares

Ainda na manhã desta quinta-feira (11) o presidente do Incra, Carlos Guedes, fez uma visita de campo ao Assentamento Zumbi dos Palmares, no município de Mari (PB). Ele percorreu parte da grande produção agroecológica irrigada de macaxeira do assentamento e foi recebido com um almoço, na escola do assentamento, feito com alimentos produzidos pelas famílias assentadas.

Guedes conheceu o trabalho que vem sendo desenvolvido pela Assessoria Técnica, Social e Ambiental (Ates) no assentamento e os detalhes do projeto da Cooperativa de Produção Agropecuária do Assentamento Zumbi dos Palmares (Coopaz), que foi selecionado para compor a Carteira de Projetos do programa Terra Forte, um programa de fomento à agroindustrialização e à comercialização da produção em assentamentos da reforma agrária.

 

portalcorreio

Filho de Lula é investigado pela PF por indício de enriquecimento ilícito com a Usina de Itaipu

Filho do ex-presidente foi monitorado por agentes da Polícia Federal Greg Salibian / Greg Salibian/Folhapress
Filho do ex-presidente foi monitorado por agentes da Polícia Federal Greg Salibian / Greg Salibian/Folhapress

Relatório da Polícia Federal relata as andanças de Fábio Luís Lula da Silva, filho do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, na cidade de Foz do Iguaçu, no Paraná. Produzido pelo Núcleo de Inteligência da PF, o documento afirma que Lulinha, como é conhecido, manteve encontros em janeiro de 2008 com diretores de Itaipu, a empresa binacional de energia. Na época, Lula era presidente da República. O relatório ganhou selo de confidencial e foi classificado pela PF como um caso de “enriquecimento ilícito”, apesar de não haver menção explícita ao crime no texto.

Segundo o documento, Fábio Luiz chegou a Foz em 22 de janeiro de 2008. O Núcleo de Inteligência Policial diz que ele teria ido à cidade em viagem de negócios. Foi acompanhado por três agentes do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), como é a praxe da segurança da Presidência que protege familiares do chefe do Executivo federal. Os agentes da PF foram encarregados de apoiar o GSI; o trabalho foi registrado no relatório 7/08. O caráter confidencial do documento foi desclassificado. A referência ao relatório está exposta no site da PF numa lista de 77 documentos com sigilo revogado.

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O Núcleo de Inteligência fala de encontro entre Lulinha e o diretor-executivo de Itaipu, o brasileiro Jorge Samek. “Após uma reunião com diretores de Itaipu Binacional na data de 22 de janeiro de 2008, que se encerrou aproximadamente às 22 horas, Fábio Luiz dirigiu-se o hotel para um banho e aguardar o presidente de Itaipu Jorge Samek, o qual o acompanharia até a Argentina”, diz o relatório.

Após visita à usina de Itaipu, os dois foram jantar no país vizinho. Um agente da PF ficou de prontidão na ponte que liga os dois países. O fim da noite foi em Puerto Iguazu, no “El Quincho del Tio Querido”, restaurante que serve carnes. Segundo o documento, como eles retornaram na madrugada para o Brasil, o auxílio do agente da PF não foi necessário.

Desde o final de 2013, O GLOBO vem apurando detalhes da história. Itaipu Binacional confirmou a visita de Lulinha, mas negou que ela tenha sido de caráter comercial. Segundo a assessoria de Itaipu, Fábio Luís esteve em Foz do Iguaçu entre 21 e 23 de janeiro de 2008, e visitou a Usina Hidrelétrica de Itaipu, “a passeio, sendo recepcionado pelo diretor-geral brasileiro da Itaipu, Jorge Samek”. “Fábio fez uma visita institucional, também conhecida como visita técnica, que costuma ser mais demorada e diferente da visita turística pelo interior da usina, que tem duração de duas horas, em média. A visita foi conduzida pelo próprio Samek e passou pelas cotas 144 (condutos forçados) e 225 (topo da barragem), hall do Edifício da Produção, sala de comando central (CCR), sala de despacho de carga, catedrais, eixo de uma unidade geradora em funcionamento, estação blindada a gás hexafluoreto de enxofre (SF6), e cota 40 (antigo leito do Rio Paraná), dentre outros pontos estratégicos”. A assessoria informou que “Fábio nunca fez qualquer negócio com a Itaipu Binacional, seja direta ou indiretamente, por meio de nossos fornecedores. Portanto, inexistem contratos, convênios ou patrocínios da Itaipu com empresas de Fábio Luís Lula da Silva. Existe, sim, uma relação de amizade entre ambos (Samek e Fábio Luís)”, informou Itaipu.

Procurada pelo GLOBO, a PF disse que a resposta deveria ser buscada na delegacia de Foz do Iguaçu da própria PF. A delegacia da PF não respondeu às perguntas. O Instituto Lula não retornou até o fechamento da edição.

FRANCISCO LEALI  DE O GLOBO

Pistoleiros ameaçam famílias acampadas em usina falida de deputado federal

usinaO latifúndio voltou a usar as suas velhas práticas de opressão em uma ocupação nas terras de uma falida usina ‘de propriedade’ de um deputado federal por Alagoas. Na madrugada do último sábado (6), um bando de pistoleiros efetuou diversos disparos de arma de fogo, incendiou os barracos de lona e ameaçou os acampados.

As famílias estão no Acampamento Santo Antônio da Lavagem, na propriedade da Usina Laginha, desde 11 de junho deste ano. A usina pertence ao deputado federal João Lyra, que está com processo de falência tramitando no Tribunal de Justiça e mantém um débito trabalhista com a maioria dos trabalhadores rurais ali acampados.

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A ação foi descrita pelos acampados como rápida. Eles relatam que os ‘pistoleiros’ chegaram ao local em seis veículos grandes, modelo caminhoneta, e em duas motocicletas. “Foi tudo muito rápido, eles chegaram assim, perguntaram quantas pessoas tinham, gritando, atirando. Muita gente correndo, caindo, pensei que iria morrer (sic)”, enfatizou a trabalhadora, apenas identificada por Carminha.

Nenhum acampado foi atingido pelos disparos. O Pelotão de Operações de Policiamento Especiais (Pelopes), da Polícia Militar, esteve no local momento após a prática criminosa. Na ocasião, os militares recolheram cerca de 40 cápsulas deflagradas de pistola 380. “Esse armamento é de grosso calibre, o que demonstra que não são pequenos grupos atuando na região”, destacou um dos militares que não quis ter a sua identidade divulgada.

Cápsulas encontradas pelos camponeses após o ataque

A direção do Movimento de Libertação dos Sem Terra (MLST), movimento que acompanha o acampamento, esteve na Delegacia de Polícia Civil da cidade para prestar queixas, entregar outras oito cápsulas deflagradas encontradas pelos trabalhadores, além de confeccionar um Boletim de Ocorrências. “Pelo menos para ver se o Estado nos garante segurança”, enfatizou o coordenador da Zona da Mata, Cristiano dos Santos.

Ainda segundo Cristiano, na semana passada, durante as vésperas do festejo de São Pedro (29/06), o mesmo grupo esteve no local, mas desta vez derrubando os barracos de lona e destruindo as plantações. “Só que usando um veículo de grande tração, um trator”, explicou.

“Vamos ter de esperar que outro trabalhador rural venha a tombar para que efetivamente a segurança pública em Alagoas funcione? Porque pelo jeito teremos outro Jaelson Melquiades, outra irmã Dorothy, outro Chico Mendes e estes crimes não serão esclarecidos, farão apenas parte de uma estatística”, desabafou Josival Oliveira, dirigente nacional do MLST.

Fotos: Railton Teixeira

Usina Tanques, um marco na história de Alagoa Grande (PB)

Construída ainda nas primeiras décadas do século XX (vimos referência tanto para 1926 quanto para os anos de 1930), a Usina Tanques funcionou a todo vapor por mais de meio século, moendo cana, fabricando e refinando açúcar, até que na década de 1990 parou de funcionar.
Hoje em ruínas, essa usina que teve origem no antigo engenho Tanques representou um marco para a modernização da produção açucareira na região do brejo paraibano.
Ao longo dos anos muitas histórias se passaram dentro e fora dessas paredes…
Pudemos conhecer e fotografar o local em recente visita (espaço muito belo tanto pelas ruínas propriamente ditas quanto pela paisagem natural e humana do entorno).
Pesquisando sobre esse espaço, encontramos algumas imagens do passado que coincidentemente mostram ângulos ou olhares similares aos que mostramos nas nossas fotografias atuais (imagens abaixo).Espaço pouco visitado hoje em dia (com exceção para os moradores das comunidades rurais vizinhas que transitam diariamente pelo local), distante alguns poucos quilômetros da cidade de Alagoa Grande/PB,  poderia muito bem ser mais um dos pontos turísticos da região.
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MST pede desapropriação de usina que teria abrigado incineração de presos da ditadura

São Paulo – O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) está em campanha aberta pela desapropriação das fazendas pertencentes à usina Cambahyba, localizada no norte do Rio de Janeiro. De acordo com o livro “Memórias de uma Guerra Suja”, lançado em maio, o local teria sido utilizado pelos órgãos da repressão para dar um sumiço nos corpos de desaparecidos políticos durante a ditadura (1964-1985).

As ligações entre o regime e os proprietários da Cambahyba apareceram nos depoimentos de Cláudio Guerra, ex-delegado do Departamento de Ordem Política e Social (Dops), que revelou detalhes da repressão política aos jornalistas Rogério Medeiros e Marcello Neto, autores do livro. “O forno da usina era enorme. Ideal para transformar em cinzas qualquer vestígio humano”, diz um trecho da obra, citado pelo MST. “A usina passou, em contrapartida, a receber benefícios dos militares pelos bons serviços prestados.”

No livro, Cláudio Guerra garante que a colaboração com a ditadura fez com que a Cambahyba escapasse à crise que, na época, mergulhou em dívidas usineiros do norte fluminense. “Tinham acesso fácil a financiamentos e outros benefícios que o Estado poderia prestar.” Em nota, o movimento toma como verdade a denúncia de que a instalação industrial foi usada como máquina de morte pelo regime – e adiciona o fato ao histórico.

Histórico

“O Judiciário vem impedindo a desapropriação do complexo de sete fazendas da Cambahyba, que totalizam 3,5 mil hectares”, contabiliza. “Em 1998, as fazendas foram consideradas improdutivas e passíveis de desapropriação para fins de Reforma Agrária pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), e objeto de um decreto presidencial.”

Em 2000, frente à lentidão das autoridades, o MST afirma que 470 famílias ocuparam as terras da usina. No mesmo ano, a Procuradoria da Fazenda Nacional de Campos dos Goytacazes, no estado do Rio, iniciou um processo de arrecadação das terras, cujas dívidas com a União ultrapassam R$ 100 milhões. Porém, continua o movimento, a tentativa foi frustrada pelo governo federal em 2003 através do Plano de Refinanciamento das Dívidas dos empresários com a União (Refis).

“A proteção do Estado ao latifúndio permanece. Em 2006, as polícias Federal e Militar, por decisão da Justiça Federal da cidade de Campos, despejaram com violência famílias que viviam nas terras da Cambahyba”, diz a nota. “Houve agressões e prisões, casas e plantações foram destruídas. “A história da usina ilustra o poder do latifúndio em nossa sociedade. Por isso, exigimos a imediata desapropriação das terras da Cambahyba para assentamento das famílias.”

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