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Lobista acusa jornalista do UOL de cobrar propina e fazer chantagem; repórter nega

O ex-assessor do governo de Mato Grosso e lobista Rowles Magalhães Pereira Silva afirmou que pagou propina ao repórter Vinícius Segalla, do UOL, para que ele não publicasse notícias negativas sobre o Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), informou o portal MidiaNews, nesta sexta-feira (22/2). O jornalista, também acusado de chantagem, negou as afirmações de Silva e disse estar “tranquilo”.
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O portal MidiaNews alegou que teve acesso exclusivo ao depoimento, prestado no dia 24 de agosto de 2012, ao delegado Gianmarco Paccola Capoani, da Polícia Civil de MT.
Reportagem
O lobista foi convocado a depor após reportagem de Segalla, que motivou seu afastamento do cargo de assessor especial do governo do MT. No texto, publicado em 17 de agosto de 2012, o jornalista relata que o consórcio vencedor da licitação do VLT já era conhecido um mês antes da divulgação. E que Silva afirmou que integrantes do governo receberam propina de R$ 80 milhões, dos três consórcios primeiros colocados na concorrência, para viabilizar o negócio.
Crédito:Reprodução/ Facebook
Vinícius Segalla nega as denúncias do lobista

Suposto acordo

Silva resaltou que ele e Segalla tiveram o primeiro encontro em São Paulo, quando teriam trocado e-mails e falado sobre as vantagens do VLT. Em novo encontro e “depois de alguns questionamentos”, o jornalista teria dito a “realidade dos fatos”. “Que, na verdade, ele recebia mensalmente vantagens econômicas para manipular informações na imprensa no sentido de denegrir o projeto do VLT e apoiar o BRT”, afirmou
Na ocasião, Segalla teria dito, sem revelar nomes, que por trás dessas ações estava um “empresário de Cuiabá”. O lobista afirmou ainda que, ao demonstrar interesses comerciais em uma Parceria Público-Privada (PPP), com o VLT como melhor opção para MT, ouviu o pedido. “O Vinícius solicitou algumas vantagens mensais e eu disse que pagaria R$ 7 mil por mês a ele, que ficou com o único compromisso de não publicar notícias negativas no UOL em desfavor do VLT”, disse.
Segundo Silva alegou, houve “oito ou nove” pagamentos nos meses seguintes, sendo alguns pessoalmente, um pela mãe de sua filha e por seu irmão.
Entre o final de 2011 e início de 2012, quando Silva soube que o VLT não seria feito por meio de uma PPP, mas sim por Regime Diferenciado de Contratação (RDC), disse ao jornalista que não lhe pagaria mais os R$ 7 mil mensais, e que Segalla teria ficado “puto, magoado”.
Conversa informal
Em março de 2012, um “último bate papo” teria sido marcado em um bar, onde os dois teriam tomado “algumas cervejas, descontraidamente”. Silva afirmou que, enquanto conversavam sobre VLT e BRT, suas vantagens e outras situações, o jornalista queria saber o que ele estava ganhando para trabalhar pela Ferconsult e se havia algum tipo de “armação” na licitação.
Após dizer que “nunca soube de esquemas envolvendo pessoas do governo”, o jornalista teria mostrado um guardanapo de papel com anotações de um anúncio cifrado, publicado no Diário de Cuiabá, com informações do vencedor da licitação do VLT.

“Ele continuou me perguntando o que eu achava disso, e eu estava alcoolizado, de saco cheio, e mandei ele procurar o jornal. Então, blefei e disse mais ou menos isso: ‘uma empresa me ofereceu R$ 60 milhões, vai ver que ofereceram R$ 80 milhões, vai saber’… Falei isso de modo irônico, para encerrar o assunto e dizer que o processo de licitação foi transparente”, relatou.

Mas segundo o lobista, passado algum tempo, ele recebeu uma ligação de um número desconhecido. Ao atender, era o jornalista, que lhe perguntou se “fazia tempo que não abria o e-mail criado para se comunicarem”.
“Eu abri o e-mail e vi a mensagem: ‘Descobri que você foi nomeado assessor especial da vice-governadoria. Nossas conversas foram gravadas, vá a um orelhão e me ligue’. Eu fiquei puto e fui até um telefone público […]. Ele atendeu e disse que a gente precisava conversar. Eu falei: ‘Vai a puta que o pariu e faça o que quiser, não tem papo. E desliguei o telefone”, disse.
Horas depois, “de cabeça fria”, ligou para Segalla de novo. “Eu falei que aquilo não era justo, pois não havia lhe concedido nenhuma entrevista e que a conversa foi informal, em bate papo de bar, tomando bebida alcoólica, e que não havia nada de ilegal naquilo que eu fiz e presenciei. Ele falou que não queria saber, e que eu teria um prazo, até segunda-feira, porque, na terça-feira, ele faria a publicação da matéria e iria ‘me fuder’”, afirmou.
Supostas chantagem e ameaças
O lobista disse que foi aconselhado a ligar para o jornalista e saber o que ele queria. “Ele me disse que queria R$ 500 mil, até segunda-feira, para não publicar a matéria, que seria publicada na terça. Eu falei que seria impossível arrumar esse dinheiro, e pedi a ele que aguardasse uma semana. Ele concordou”, relatou.
Silva admitiu que na terça, nada fora publicado, mas que recebeu uma ligação perguntando do dinheiro, e após um encontro não cumprido, recebeu telefonemas ameaçadores de Segalla.
Algum tempo depois, já como assessor do governo, viu uma notícia no blog Prosa e Política, de Adriana Vandoni, em que era “francamente atacado”. No mesmo dia, ele teria recebido ligações de Segalla. “Eu não falei que ia te foder, você já viu a Adriana Vandoni hoje?”, teria dito o jornalista. O lobista afirmou Segalla falou para ele escolher no “sentido de ceder ao seu pedido de R$ 500 mil”.
Em novo encontro com o jornalista, Silva afirmou que levou um amigo, chamado Geraldo, para testemunhar a conversa. “O Vinícius exigia os R$ 500 mil e eu não cedi. Neste momento, tocou o telefone do Vinícius e ele disse: ‘Estou aqui com a pessoa e amanhã está de pé a nossa viagem a Cáceres’. Depois que ele desligou o telefone, ele disse que era Aldo Locatelli, e que no dia seguinte iriam à Cáceres atrás de um processo que envolvia Eder Moraes”, detalhou.
Durante a conversa, foi alertado que estava sendo “detonado” no blog da Adriana. “A matéria me denegria, falando de doações do projeto do VLT, da viagem que fiz a Londres para tratar da dívida externa do Estado. Eu mostrei a matéria [no celular] para o Vinícius e ele, ao ver a postagem, deu risada, dizendo que a Adriana era sua parceira”, disse.
Silva relatou que o jornalista aceitava diminuir o valor para R$ 200 mil. “Ele disse: ‘Você é quem sabe, já abaixamos o valor… Ou nós queremos algum documento, ou informação, contra Eder Moraes, pois se ele obtivesse esse documento, acertaria o valor diretamente com Aldo Localtelli, e eu não precisaria pagar mais nada, e teria meu nome preservado’”, afirmou.
Segundo o lobista, após um encontro em Cuiabá, o jornalista o teria procurado, por várias vezes, mas que não o atendeu. Dias depois, porém, ele disse que recebeu uma ligação de Segalla, e foi ao seu encontro, acompanhado de Geraldo.
Nessa conversa, o jornalista teria afirmado que conversou com Maurício Guimarães, presidente da Secretaria Especial da Copa (Secopa), e que ele queria envolver Silva em “rolos”. O lobista teria dito estar “cansado desta história” e que iria procurar a imprensa. “Provoquei o Vinícius a publicar as gravações na íntegra”, explicou. Após esse dia, não teriam se encontrado mais.
Silva afirmou, por fim, que após duas semanas, o UOL publicou a reportagem envolvendo seu nome, “insinuando o recebimento de propinas”, motivando seu afastamento imediato do cargo no governo.
Jornalista nega cobrança de propina
Ao MidiaNews, Segalla confirmou ter se encontrado, algumas vezes, com o lobista, além de ter conversado com ele via e-mail, mas negou que tenha cobrado propina. “É mentira dele. Eu nunca pedi nenhum tipo de propina a ele, nem de R$ 7 mil, nem de R$ 500 mil. O que ele falou é completamente desprovido de qualquer ligação com a realidade, com os fatos”, afirmou.
Segalla também negou que tenha se encontrado com a mãe da filha do lobista ou seu irmão, apontados por Silva como intermediadores de alguns pagamentos.
Sobre a conversa informal regada a “algumas cervejas”, o jornalista confirmou o encontro, mas negou que tenha sido em um bar. “Foi no Franz Café. Era de manhã, não tomamos cerveja, não consumimos bebida alcoólica. Ele, inclusive, levou a filha. Nós conversamos; foi onde ele deu as declarações, publicadas pelo UOL”, afirmou.
Sobre a embriaguez que o lobista relatou à polícia, o jornalista disse que só seria possível se ele tivesse consumido bebida antes, mas que não parecia alcoolizado. “Dá para ouvir a voz dele nessas falas, isso também foi publicado. Não falamos sobre o anúncio do Diário de Cuiabá, não é verdade. Essa informação, sobre o anúncio, me foi passada pelo Ministério Público semanas, ou meses, depois, conforme também publicamos. Eu não tinha essa informação à época”, afirmou.
Segalla comentou também o encontro em Cuiabá. “Nos encontramos para que ele me entregasse um vídeo, supostamente com informações sobre propina na Secopa. Ele não entregou o vídeo e não publicamos nada sobre o assunto. Nosso encontro foi para isso, jamais pedi propina”, afirmou.
Sobre Adriana Vandoni, o jornalista afirmou que trabalhou com ela na apuração da matéria. “Ela assina a matéria como colaboradora. Esse contato com ela jamais foi secreto. Houve troca de informações durante apuração. Nunca a usei como ameaça”, relatou.
Segalla admitiu também o encontro com o empresário Aldo Locatelli. “Conheço o Aldo. Me encontrei com ele. Fiz uma apuração intensa e extensa, e ele foi uma das pessoas que ouvi, entre muitas outras, como promotores, conselheiros do Tribunal de Contas e empresários”, explicou.
O jornalista, que também prestou depoimento ao delegado Capoani, em São Paulo, afirmou que “está tranquilo” em relação ao assunto. “Não fiz nada de comprometedor. Se ele gravou os encontros, acho bom, para poderem saber o que a gente conversou. Não tem nada a ver com o que ele alegou na polícia”, assegurou.

Posicionamento UOL

Nesta sexta-feira (22/2), Rodrigo Flores, diretor de conteúdo do UOL, disse à IMPRENSA que o portal pretende ir até às últimas instâncias jurídicas contra Rowles Magalhães Pereira Silva, por tentar manchar o trabalho do repórter Vinícius Segalla.
“Temos certeza da inocência do nosso profissional [Segalla] e acreditamos que esta denúncia é mais uma tentativa de intimidação da imprensa que faz o seu trabalho de trazer à tona informações de interesse público”, declarou Flores.
O diretor de conteúdo do UOL ainda revelou que, desde o início das apurações de Segalla, o departamento de jurídico do portal acompanhou o seu trabalho, garantindo que o mesmo fosse amparado juridicamente por se tratar de uma denúncia que poderia trazer contestações dos envolvidos.

Portal IMPRENSA

Cultivo de flores no município de Pilões (PB) é destaque no Portal Uol

As flores mudaram a vida das agricultoras de Pilões, município do interior da Paraíba. Foi o cultivo delas que garantiu a 22 mulheres renda para suas famílias, após o fechamento de uma usina que tirou empregos nos canaviais. O negócio se mostrou promissor e, hoje, a cooperativa que elas criaram vende o produto na Paraíba e em outros Estados.

A ideia de trabalhar com flores foi de Maria Helena dos Santos, que tinha um terreno, e Karla Cristina. Mas o cultivo da planta era desconhecido na região. Todas as flores comercializadas na Paraíba vinham de Recife e São Paulo. “Não sabíamos plantar, nem como começar. A única certeza que tínhamos era que precisávamos ganhar dinheiro”, Maria Helena.

Mas era necessário trabalhar com uma atividade próxima à realidade delas. Chegou-se à conclusão que tinha de ser com terra.

A outra opção era investir na plantação de bananas, negócio não muito rentável, visto que era preciso concorrer com grandes proprietários de terra. “Diante dessa realidade sentimos a necessidade de fazer alguma coisa para ter uma renda”, diz.

Após testes, perceberam que no brejo a flor daria certo. O terreno de Maria Helena foi doado ao grupo. Em troca, a associação oferecia 10% da renda.

Projeto pioneiro já foi premiado

O percurso foi marcado por dificuldades. Ninguém acreditava nelas: nem o banco, nem os amigos, nem os próprios maridos. Com exceção do Sebrae-PB, serviço de apoio às micro e pequenas empresas, que de imediato acreditou na iniciativa e passou a apoiar o sonho daquelas mulheres. Surgia a Cofep (Cooperativa de Flores de Pilões).

Agora, o projeto pioneiro é sinônimo de sucesso e conta com o apoio do Banco do Brasil e do Governo da Paraíba.  De acordo com a cooperativa, por mês são produzidos, em média, 700 pacotes de flores. No início eram 200.

O rendimento mensal é muito variável, mas nunca inferior a R$15 mil. A cooperativa trabalha com 12 variedades de flores, desde a rosa vermelha até a gérbera. O objetivo é ampliar a produção para mil pacotes até o próximo ano.

A Cofep já ganhou vários prêmios de reconhecimento e Maria Helena o prêmio Mulher Empreendedora do Sebrae-PB.São mais de sete hectares de terra de cultivo.

Mulheres enfrentaram resistência em casa, mas hoje colhem reconhecimento

Até 1999, em Pilões, a única ocupação das mulheres era ficar em casa tomando conta das crianças, enquanto os maridos trabalhavam em uma usina da cidade, que declarou falência e deixou várias famílias sem nenhuma perspectiva de vida.

A situação era difícil. Sem emprego, alguns arriscaram ir embora para São Paulo ou Rio de Janeiro, na esperança de uma vida mais digna. De uma forma geral, a pobreza predominava nas casas daquelas famílias.

Mas nada foi fácil. As mulheres tiveram de enfrentar o machismo de seus maridos, que não aceitavam a ideia. “Achavam loucura”, conta Maria Helena. As flores, símbolo do amor e do romantismo, por pouco não causou divórcio na localidade.

Nada disso foi mais forte que a força de vontade. “Chegamos a pensar em fábrica de redes, de doces, de sandálias, mas depois vimos que o melhor mesmo era cultivar flores”, declara.

As mulheres de Pilões quebraram as barreiras e o machismo. Hoje, trabalham na cooperativa 22 mulheres e seis homens. “As flores trouxeram renda e até melhoraram a convivência com nossos maridos. A vida agora é outra. Tudo são flores”, diz.

Do UOL

Portal Uol destaca Caminhos do Frio 2012: ‘Roteiro mistura história e degustação de cachaça pelo interior da Paraíba’

Os efeitos colaterais são visíveis. Os olhos quase não piscam diante de cada um dos detalhes sobre engenhos e escravidão; o sorriso parece não caber na boca com as deliciosas histórias contadas sobre tempos passados; e o corpo começa a ficar mais relaxado logo após a segunda degustação de cachaça. Esses são alguns dos (agradáveis) sintomas para quem realiza a rota ‘Caminhos dos Engenhos’, no interior da Paraíba.

‘Caminhos dos Engenhos’ é roteiro turístico embriagante pelo interior da Paraíba

Foto 1 de 31 – O centro histórico de Areia, município de 23 mil habitantes do interior da Paraíba, abriga um belo conjunto arquitetônico declarado Patrimônio Histórico Nacional, em 2005. A cidade, um dos destinos históricos da rota ‘Caminhos dos Engenhos’ servia de parada de tropeiros que seguiam para o sertão nordestino e, anos mais tarde, abrigou diversos engenhos produtores de produtos derivados da cana-de-açúcar Eduardo Vessoni/UOL

Pode parecer história de fazendeiro exagerado, mas bem longe da cobiçada costa litorânea paraibana o viajante encontra um inesperado roteiro turístico que inclui visita a antigos engenhos produtores de cachaça, casario histórico bem preservado e um clima de interior com direito até a friozinho serrano.

Localizada no Brejo paraibano, uma microrregião daquele estado formada por serras e vales, Areia é uma das principais portas de entrada. Esse pequeno município de 23 mil habitantes, que no século 17 servira de parada de tropeiros que seguiam para o sertão nordestino, abriga um belo conjunto arquitetônico declarado Patrimônio Histórico Nacional, em 2005.

SERVIÇO

Areia
www.areia.pb.gov.br
Bananeiras www.bananeiras.pb.gov.br
Brejo Paraibano www.brejoparaibano.com.br
Parahyba Convention & Visitors Bureau Campina Grande e Região
Av. Floriano Peixoto, 53 (sala 7) – Centro de Campina Grande
Tel: (83) 3322-6363
De seg. a sex. das 8h às 12h e das 14h às 18h

É lá que estão o Teatro Minerva, obra de 1859 considerado o primeiro teatro da Paraíba, a casa onde nasceu Pedro Américo, o artista que pintou o famoso ‘Grito do Ipiranga’, e dezenas de casarões do período em que a região era formada por engenhos de açúcar.

Areia abriga os primeiros engenhos da Paraíba a contarem com máquinas a vapor.
Outro dado curioso é que essa cidade de tendências abolicionistas antecipou-se à Lei Áurea e, dias antes, libertou os últimos escravos que trabalhavam na região. O que não deve faltar são altas doses de boas histórias contadas nos engenhos locais visitados. Moderação só no nível de álcool ingerido.

Estabelecimentos como o Engenho Triunfo, estabelecimento que produz 250 mil garrafas por mês e que ficou conhecido pela produção natural que não utiliza nenhum produto químico, e o Engenho Vaca Brava, um engenho histórico de 1860 administrado pelo divertido e falante Aurélio Leal Freire.

Se depender do ‘Seu’ Aurélio, o engenho deve continuar como nos velhos tempos das máquinas francesas compradas na década de 50. “Enquanto eu estiver vivo, ninguém tira essas ferragens daqui. É um maquinário histórico”, ameaça com tom de voz mais elevado o simpático senhor de mais de 80 anos.

  • Eduardo Vessoni/UOLA cachaça Rainha é fabricada no Engenho Goiamunduba desde 1877 e é um clássico da Paraíba

Sem dúvida, esse é um dos pontos máximos da viagem pela zona rural da região. O proprietário, cujo estabelecimento recebe os visitantes de forma improvisada (mas não menos acolhedora) pois ainda não possui estrutura voltada para o turista, é capaz de dar um show na hora de contar histórias da época de José Rufino, personagem local que morou em uma casa equipada com uma senzala, e ao descrever, detalhadamente, o processo caseiro de preparação da sua cachaça.

A vizinha Bananeiras, a quase 30 km dali e a 552 metros sobre o nível do mar, é outro destino que merece uma visita. Esse município de passado colonial, recortado por ladeiras e sobrados do século 19, foi o maior produtor de café de toda a Paraíba e abriga um casario com 80 construções catalogadas pelo IPHAEP.

A região abriga também o histórico engenho Goiamunduba que, desde 1877, fabrica a cachaça ‘Raínha’, um clássico da Paraíba. A cidade ainda conta com outras construções históricas como um túnel de trem de 1922 e um cruzeiro do final do século 19 localizado a 507 metros de altura, além da Cachoeira do Roncador, uma queda d’água de 45 metros.

Entre julho e agosto, quando a região chega a registrar temperaturas de até 12°, o Brejo paraibano serve também de cenário para o evento ‘Caminhos do Frio’. Areia, Bananeiras e Alagoa Grande são algumas das cidades que recebem os visitantes com atividades como exposições de artesanato, apresentações de dança e de grupos folclóricos, shows de forró pé-de-serra, oficinas culturais e passeios como trilhas e visita aos engenhos locais.

Se depender do alto número de histórias contadas sem moderação, o visitante deve deixar a região viciado por uma das mais agradáveis opções turísticas e históricas de toda a Paraíba.

Uol