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PT e PSB podem sair unidos em torno do nome de Veneziano em Campina, afirmam dirigentes partidários das duas siglas  

venezianoPresidentes dos diretórios municipais do PT e do PSB podem estar juntos no processo eleitoral deste ano em Campina Grande. Ambos reconheceram a possibilidade de seus partidos apoiarem o nome do ex-prefeito e atual deputado federal mais votado na cidade Veneziano Vital do Rêgo (PMDB-PB).

Segundo o presidente do Partido dos Trabalhadores em Campina Grande, Peron Japiassú, praticamente inexiste qualquer possibilidade da legenda lançar candidatura própria. Ele revelou, no entanto, que o destino do partido em 2016 deverá ser decidido em uma reunião após o carnaval. “Acho muito difícil apresentarmos um nome para concorrer ao pleito, não temos consistência eleitoral nem estrutura financeira”, disse.

Peron declarou ainda que o partido está dividido a quem prestar apoio. Segundo ele, alguns membros defendem o apoio à reeleição do prefeito Romero Rodrigues (PSDB), e outros o nome Veneziano Vital do Rego (PMDB).

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Para o presidente do Partido dos Trabalhadores da Paraíba (PT-PB), Charliton Machado, o PT em Campina seguirá com os partidos de oposição ou lançará candidatura própria, mas que isso só será definido em reunião. O dirigente afastou totalmente a possibilidade do partido se coligar com o PSDB como quer o atual presidente municipal Peron Japiassu.

O pensamento de Charliton é o mesmo do petista Hermano Nepomuceno que é ligado politicamente ao deputado Veneziano Vital do Rêgo (PMDB), e quer o partido longe do ninho tucano. Além do mais em nível nacional, o PSDB é oposição ao Palácio do Planalto e tem defendido a saída da presidente Dilma Rousseff (PT).

“Não há condições políticas de o partido seguir com PSDB, pelas orientações da direção nacional. A decisão majoritária será de candidatura própria ou de seguir com os partidos de oposição. De uma maneira geral, o PT em Campina deve se fortalecer, eleger vereadores e disputar uma composição correta ou candidatura própria”, pontuou.

Já o presidente do diretório municipal do PSB e Chefe de Gabinete do Governo do Estado, Fábio Maia, as chances do partido de apoiar o nome do deputado federal Veneziano Vital do Rego (PMDB) são consideradas significativas. Ele acredita, que mais de um candidato no campo das oposições acabará fortalecendo o projeto de reeleição de Romero Rodrigues. Maia defende a união de todos os partidos oposicionistas em torno de um nome forte. “E o nome que vejo com mais capital político, com condições de dentro dessa composição sair vencedor é o do deputado federal Veneziano”, analisou.

 

Assessoria

Estados Unidos da América: potência militar destemperada

Os norte-americanos viveram numa “cultura da vitória” durante a maior parte do século 20. Pode-se dizer que vivemos quase 75 anos de triunfalismo – praticamente um verdadeiro “século americano”, da 1ª Guerra Mundial ao fim da Guerra Fria, com tempo sobrando para nos meter num beco sem saída na Coreia e sermos derrotados no Vietnã, eventos chocantes demais tanto para absorver como para esquecer.

Quando a União Soviética desintegrou-se em 1991, tudo parecia óbvio. O destino claramente mandara diretamente a Washington uma rodada de cartas vencedoras, um royal flush. Vitória com V maiúsculo. Os EUA ali estavam, afinal, a única superpotência sobrevivente, depois de séculos de incessantes disputas de poder pelo planeta. Potência militar sem comparação nem inimigo, sem nenhum “Estado bandido” à vista. Quase entediante esse navegar em mar sem ondas, em céu sem nuvens, rumo a futuro de dominação sem desafiante. Mas momento a registrar na história do mundo. Durante uma década, especialistas em Washington viveram de se elogiarem eles mesmos como “a potência dominante no mundo, mais dominante que qualquer outra desde Roma”.

Estranho. Em certo sentido, pouco mudou de lá até hoje. Mesmo assim, tudo parece diferente. Pode-se chamar de “o paradoxo do império americano”: hoje, por todos os lados apontam-se “ameaças” contra nosso bem-estar que exigem ação imediata, embora não se veja, por mais que se procure, inimigo de equivalente tamanho ou força. Por todo o mundo os militares dos EUA ainda reinam supremos, por praticamente qualquer critério de aferição que se use.

Mesmo assim – caso alguém ainda não tenha percebido o paradoxo – em lugar algum do planeta os exércitos dos EUA conseguem fazer o que dizem que têm de fazer. Nenhuma missão cumprida.

Num nível, a situação dos EUA é magnífica, de tirar o fôlego. Nunca antes na história moderna houve notícia de corrida armamentista de corredor único; grande ameaça da qual não se vê o ameaçador; confronto de titãs, de um só titã. Pelo menos em termos militares, exatamente como os neoconservadores sonharam nesses primeiros anos do século 21, os EUA permanecem como “a única superpotência”, a única, até, “hiper-potência” do planeta Terra.

Top Gun planetário

Pois mesmo assim, quanto mais dominantes se vão tornando os exércitos norte-americanos, na habilidade para destruir, e quanto mais se vão espalhando pelo mundo, maiores as derrotas e semi-derrotas que se vão empilhando no currículo; cresce a pilha dos erros; quanto maior a pilha dos erros e o estresse, maior o número de suicídios; e mais depressa o Tesouro americano vê-se auto-escorrer pelo ralo, num buraco negro. E, resposta a tudo isso, mais o Pentágono se agita.

Grande potência militar sem inimigo? Só se viu no auge do Império Romano ou em alguma dinastia chinesa em momento de apogeu. Osama bin Laden está morto. A Al-Qaeda está consideravelmente reduzida. As grandes ameaças regionais do momento, a Coreia do Norte e o Irã são regimes que se mantêm precariamente na corda bamba, com populações em sofrimento perpétuo. A única incipiente grande potência planetária rival, a China, acaba de lançar ao mar o primeiro porta-aviões, modelo ucraniano 1990 recauchutado. E não há ainda aviões para serem transportados pelo porta-aviões.

Os EUA têm mais de 1.000 bases militares pelo mundo; outros países, mal chegam à meia dúzia. Os EUA gastam mais para manter seus exércitos que todas as 14 potências militares que aparecem abaixo, na lista (aliadas dos EUA, quase todas), somadas. De fato, os EUA estão investindo estimados $1,45 trilhões de dólares para produzir e operar uma única aeronave, o F-35 – mais do que qualquer país, incluídos os EUA, gastam anualmente nos programas de defesa nacional.

Foto http://www.flickr.com/photos/thenationalguard/

Há outras singularidades nos militares dos EUA. Já conseguiram dividir o globo – a Terra inteira – em seis “comandos”. Com mais um “comando”, para o caso de terem esquecido alguma coisa, um Stratcom, Comando Estratégico, que comanda a terra, o inferno e o paraíso e mais um pouco; e ainda mais um comando, criado recentemente, exclusivamente para comandar o espaço ainda não ocupado, o ciberespaço, no qual os EUA já estão (extraoficialmente) também “em guerra”. Nenhum outro país do planeta pensa-se ele mesmo, nem de longe, em termos tão absoluta e completamente militares e belicistas.

Quando o alto comando dos EUA planeja-se para futuras “necessidades”, iniciativa do comandante da junta do Estado-maior dos comandantes de todos os corpos militares [orig. Joint Chiefs of Staff], general Martin Dempsey, eles falam em “retornar” (não pronuncie a palavra “retirada”) uma base militar ao sul da capital, onde se põem a inventar presentes e futuros novos jogos de guerra para possíveis crises, enquanto andam, para lá e para cá, sobre um mapa do mundo maior que uma quadra de basquete. Que outros militares seriam páreo para tal método de produzir guerras?

O presidente já tem agora, sob seu comando, não um, mas dois exércitos de mercenários, privados. O primeiro é a CIA que em anos recentes tornou-se pesadamente militarizada, comandada por ex-general de quatro estrelas (que se refere ao novo emprego como “viver um sonho”) e comanda suas próprias, pessoais, privadas campanhas de assassinatos predeterminados e guerra de drones em todo o Oriente Médio Expandido. O segundo é uma elite sempre em expansão, o Comando de Operações Especiais Conjuntas [orig. Joint Special Operations Command], encapsulado dentro do corpo militar dos EUA e cujos membros são deslocados para os “pontos quentes” por aí, pelo mundo.

A Marinha dos EUA, com seus 11 porta-aviões movidos a energia nuclear para transporte de forças-tarefas, domina as ondas do planeta como antes, talvez, só a Marinha Britânica; e os céus planetários são controlados pela Força Aérea dos EUA, de modo absolutamente incontestável. (Apesar das várias guerras e conflitos, o último caso de avião norte-americano derrubado em combate aéreo parece ter acontecido em 1991, na Primeira Guerra do Golfo.) Em todo o sul global, praticamente não há espaço aéreo de país soberano que os drones de Washington não possam invadir para assassinar quem quer que a Casa Branca considere “ameaça” (e, portanto, assassinável).

Resumindo, os EUA são o único, solitário, Top Gun planetário, exatamente como os antigos construtores de impérios fantasiavam, mas que ninguém, depois de Genghis Khan, jamais foi: solitário e sem adversário no planeta. De fato – não fossem os fracassos – poder-se-ia dizer que nunca antes o mundo conheceu tal poder.

Mas cegos para as consequências previsíveis não desejadas

Por todos os critérios usuais, os EUA deveriam ser supremos de um modo que não tem precedentes históricos.

Pois, mesmo assim, difícil é não ver que, apesar de todas as bases, as forças de elite, os exércitos privados, os mercenários, os drones, os porta-aviões, as guerras, os conflitos, os ataques, as intervenções e as operações clandestinas, apesar de uma inteligência burocrática labiríntica, praticamente sem limites ou controle que parece nunca parar de inchar e na qual o país queima, no mínimo $80 bilhões de dólares/ano, nada parece funcionar de modo satisfatoriamente imperial. Não há como não ver que não vivemos um sonho glorioso, mas algum tipo de pesadelo imperial em contínua expansão.

Tudo isso, é claro, já era bem visível, bem claramente, no mínimo, no início de 2004, menos de um ano depois que o governo Bush invadiu e ocupou o Iraque, quando as estradas começaram a ser minadas e tudo começou a explodir todos os dias, e o número de homens-bomba começou a aumentar, ao mesmo ritmo em que se iam calando as comparações com Roma. E a possibilidade de uma Pax Americana no Oriente Médio Expandido sumiu como o orvalho da manhã sob sol quente.

Mesmo assim, as guerras contra grupos relativamente pequenos de guerrilheiros maltrapilhos e mal armados iam tomando, parecia, o rumo do triste fim previsível. (Sinal eloquente do que já estava acontecendo é que hoje, depois de quase 11 anos de guerra, morreu o 2.000 soldado dos EUA no Afeganistão, sob tiros de um “aliado” afegão, num “ataque interno”). Durante todos esses anos, Washington continuou perfeitamente cega – regularmente enceguecida – sem ver as consequências não desejadas dos movimentos dos militares norte-americanos. As surpresas – nenhuma agradável – tornaram-se rotina. E vitórias militares viraram coisa rara, raríssima, cada dia mais rara.

Uma coisa já parece óbvia: uma superpotência bélica, com poderio militar sem paralelo para destruir o que bem entenda, já não tem sequer alguma mínima capacidade para impor o próprio desejo seja onde for, pelo planeta.

O que se vê é, de fato, o contrário disso: o poderio militar dos EUA já está espantosamente desacreditado globalmente, e por forças que, na comparação, se pode dizer, são miseráveis. Do Paquistão a Honduras, praticamente em qualquer ponto do velho mundo colonial e neocolonial, naquelas regiões que se conheceu durante a sempre contestada Guerra Fria como “o Terceiro Mundo”, brotou uma resistência, várias resistências, cada uma a seu modo, dos mais surpreendentes tipos, e o fracasso dos EUA se vai delineando, lento, dramático e espetacular.

Dada a total ausência de inimigos – alguns poucos milhares de jihadis, um conjunto ínfimo de guerrilhas minoritárias, um ou dois frágeis poderes regionais – por que as coisas são o que são?

O que, exatamente, que força é essa que impede sempre o sucesso de Washington? Essa resposta permanece absolutamente inacessível, um mistério. Com certeza há algo lá, relacionado talvez ao meio século de movimentos de descolonização, às rebeliões, aos rebeldes, às guerrilhas e aos guerrilheiros que foram tão ativos no século passado.

E tem algo a ver também com o modo como a catástrofe econômica espalhou-se para além dos EUA, Europa e Japão – com a ascensão dos “tigres” asiáticos, a explosão das economias chinesa e indiana, os avanços nacionais do Brasil e da Turquia, e o movimento de todo o planeta na direção de alguma genuína multipolaridade econômica. Pode ter algo a ver, também, com o fim da Guerra Fria, que pôs fim a vários séculos de disputas imperiais ou entre grandes potências, que deixaram, como resto, uma única potência, o Victor solitário, o qual, como agora se vê com espantosa clareza, caminha na direção da saída, naufragado numa tormenta de auto-congratulações.

Expliquem como queiram, é como se o próprio planeta, ou a humanidade, se tivessem autoimunizado contra a imposição de qualquer poder imperial, que agora é rejeitado onde e quando se tente impor. No século passado, bastou uma meia-nação, a Coreia do Norte, apoiada por suprimentos russos e soldados chineses, para empurrar os EUA para um impasse sem saída; ou um movimento de levante popular, apoiado por uma potência local, o Vietnã do Norte, apoiado por sua vez pela União Soviética e pela China, para derrotar o poder dos EUA. Hoje são pequenas guerrilhas minoritárias, que lutam com bombas de fabricação caseira e homens-bombas, e que também já empurraram os EUA para impasse sem saída (ou, talvez pior do que isso) e, dessa vez, sem qualquer grande potência bélica a apoiá-los.

Penso nessa força crescente de resistência, que resiste contra o maior exército que o mundo jamais conheceu, como o equivalente da “matéria escura” no universo. As provas estão aí. Sabemos (ou deveríamos saber) que a coisa está aí, mesmo que não se possa vê-la.

As guerras de Washington, no piloto automático

Depois da década passada de fracassos militares, impasses sem saída e frustrações seria de esperar que tudo isso já fosse visível também em Washington. Afinal, os EUA já são império visivelmente super estendido e super tensionado, que vai do Oriente Médio Expandido à América Latina; e os limites desse poder são cada dia mais evidentes. Pois é. Aí está a coisa mais estranha: dois sucessivos governos em Washington vieram e passaram e nada viram, nada concluíram. De fato, seja quem for o eleito nas próximas eleições presidenciais, já se vê, com absoluta clareza, que, no que tenha a ver com isso, absolutamente nada mudará.

Apesar de, como potência militar, os EUA acumularem fracasso sobre fracasso, os políticos nos EUA confiam hoje, mais do que jamais antes, em resposta militarista e bélica aos problemas globais. Em outras palavras, os EUA não são hoje apenas império super distendido e tensionado clássico, mas também império sem temperança, destemperado, temerário, que opera, parece, governado por uma espécie de piloto automático militar. Falta atenção a uma curva de aprendizagem. O que se vê não é só que ninguém aprende. O que se vê é que já nem pode haver curva de aprendizagem, porque já ninguém sabe aprender.

Washington, ao que se vê, só conhece um modo de pensar e agir, não importa o problema ou o objetivo, e esse modo envolve sempre, direta ou indiretamente, abertamente ou clandestinamente, aplicar força militar. E nem importa que cada nova aplicação de força militar só consiga desestabilizar mais uma região do mundo ou comprometa cada vez mais o que, antes, se conhecia como “interesses dos EUA”.

Na Líbia, por exemplo. De início, quase pareceu que seria rara história de sucesso dos militares norte-americanos: intervenção rápida, em apoio a uma rebelião contra um ditador reconhecido tão brutal que a CIA, pouco antes, despachava para lá “suspeitos de terrorismo” e rebeldes islâmicos, para serem torturados lá! Não houve baixas no exército dos EUA. Mas aquela ação foi decisiva para por no poder um (outro) bando governante que, de democrático, nada tem ou algum dia teve.

No planeta das consequências não desejadas, contudo, a queda de Gaddafi despachou os tuaregues de seus exércitos para o Mali. Agora, o que se vê é que todo o norte da Líbia já está sob controle de extremistas e outras partes do Norte da África também já se veem envolvidas na mesma guerra. Ao mesmo tempo, é claro, aconteceram as primeiras baixas norte-americanas, o embaixador Christopher Stevens e três outros morreram num ataque ao consulado dos EUA em Benghazi, dentro do que se supunha que fosse “local seguro”.

Com a situação regional em rápida degeneração, a resposta não poderia ser mais previsível. Como Greg Miller e Craig Whitlock do Washington Post já noticiaram, a Casa Branca já trabalha, em reuniões secretas, no planejamento de novas operações militares contra a al-Qaeda-no-Magreb (Norte da África), a qual, hoje, já está rearmada com o armamento que recolheu nos arsenais de Gaddafi. Esses planos, evidentemente, incluem a abordagem já usada contra o Iêmen (“forças especiais” dos EUA em solo, ataques de drones, guerra suja da CIA, apoiada por paramilitares e mercenários africanos); claro que também se cogita, como sempre, da “possibilidade de intervenção direta dos EUA”.

Como se não bastasse, Eric Schmitt e David Kilpatrick do New York Times noticiam que o governo Obama “prepara ação de retaliação” contra os que se suspeita que sejam os assassinos do embaixador dos EUA – retaliação que, claro, deve incluir “ataques de drones e ação de agentes de operações especiais” semelhantes ao raid que levou ao assassinato de Osama bin Laden, e “operações conjuntas com as autoridades líbias”. A absoluta certeza de que, como em intervenções anteriores, esse novo conjunto de ações militares só conseguirá desestabilizar ainda mais aquela região, o que gerará mais surpresas terríveis e mais consequências não desejadas parece não preocupar absolutamente ninguém. Tampouco se veem sinais de preocupação com a evidência, tão clara para tantos de nós, de que ações desse tipo só geram, por principal efeito, ânsia renovada para planejar e ordenar mais ações desse tipo.

A cada dia, veem-se mais situações como essa,em todo o Oriente Médio expandido e pelo planeta. Outro pequeno exemplo: o Iraque, de onde, depois de praticamente uma década de desastre militar ininterrupto, as “últimas” unidades norte-americanas partiram em correria, no meio da noite, no final de 2011. Mesmo nesses momentos finais, o governo Obama e o Pentágono ainda tentavam manter lá número significativo de soldados dos EUA (e, de fato, conseguiram deixar para trás várias centenas de soldados, encarregados de treinar unidades de elite iraquianas). E, simultaneamente, o Iraque jamais deixou de apoiar o regime sírio e aproximou-se ainda mais do Irã, apesar de ver crescer, também internamente, a luta sectária.

Pois, apesar desse resultado de sua ação espantosamente desastrada no Iraque, os EUA, segundo o New York Times, negociam agora um acordo “que pode resultar no retorno de pequenas unidades de soldados dos EUA ao Iraque, para missões de treinamento. A pedido do governo iraquiano, segundo o general Caslen, uma unidade de soldados das Operações Especiais do Exército foi recentemente deslocada para o Iraque, onde os soldados operarão como conselheiros de contraterrorismo e apoio de inteligência”.

Que vontade de dizer a esses “negociadores”, como se diz a criança teimosa: “Não, não faça mais isso!”, mas o impulso para retornar à cena do mais recente fracasso, parece incontrolável. Podem-se oferecer várias explicações de por que os políticos, militares e civis norte-americanos insistem nessa repetição doentia e – do ponto de vista imperial – contraproducente, recriando situações cujas consequências indesejadas são absolutamente garantidas e o fracasso já pode ser narrado hoje. Sim, claro, é preciso alimentar o complexo industrial-militar. Sim, claro, queremos controlar recursos cruciais, sobretudo energia, sim, e tal e tal e tal.

Mas o que de mais razoável se pode dizer é que há uma mentalidade militarista, bélica, sempre ativa; e as manobras globais continuarão ininterruptas. É como se Washington tivesse feito da guerra seu way of life e, doravante, os EUA tivessem de viver eternamente “em guerra”. Veem-se os tiques da grande potência em declínio, como se veem os tiques de quem sofre de uma síndrome obsessivo-compulsiva. Os tiques vêm, porque não há como impedir que venham, porque estão impressos no DNA político do complexo de segurança nacional dos EUA. Em outras palavras: é como se os agentes da guerra já nada pudessem fazer para impedir-se de agir.

Essa é a única conclusão a que se pode chegar, num mundo onde o óbvio se tornou cada dia mais impensável: retirar-se, afastar-se, sair de lá! (Norte do Chade? Mas o que temos os EUA a ver com o norte do Chade? Quando, afinal, o norte do Chade virou região crucialmente decisiva para o bem-estar dos norte-americanos?) Reduzir contingentes? Retirar missões? É inconcebível. Pensar o impensável? Cale-se! Nunca mais fale disso!

O que sobra, claro, é fórmula infalível para novos desastres de guerra comandada por piloto automático. Mas não informem Washington. Não fará diferença alguma. Eles acham que sabem.

revistaforum

Presidenta Dilma condena bloqueio dos Estados Unidos a Cuba

Em vinte e cinco minutos, a presidenta Dilma Rousseff falou, em seu discurso de abertura da 67ª Assembleia Geral das Nações Unidas, nessa terça-feira (25), em Nova York, sobre os problemas que afligem o mundo. Ela fez críticas fortes e condenações veementes à guerra na Síria, à islamofobia no mundo ocidental até aos reflexos da crise econômica.

Presidência da República

Dilma alterna críticas e apelos em discurso nas Nações Unidas Dilma: é preciso dar um basta ao anacronismo que representa o bloqueio econômico dos Estados Unidos a Cuba.

Dilma Rousseff destacou, entre as críticas, o bloqueio econômico dos Estados Unidos imposto a Cuba, que impede o desenvolvimento daquele país; as decisões unilaterais de guerra, ignorando decisões da ONU; e a tentativa do governo estadunidense de desclassificar as medidas comerciais adotadas pelo Brasil.

A presidenta brasileira, que pela segunda vez faz discurso de abertura da ONU, disse que “um ano depois, constato os mesmos problemas que nos afligiam em setembro de 2011”, e manifestou preocupação em voltar a discutir essas questões que exigem solução urgente.

Usando termos fortes, Dilma disse que não admite que “medidas legítimas de defesa comercial por parte de países em desenvolvimento sejam injustamente classificadas de protecionismo. A legítima defesa comercial está amparada pela normas da OMC (Organização Mundial do Comércio)”, lembrou a presidenta brasileira, acrescentando que “o protecionismo e formas de manipulação do comércio devem ser combatidos pois conferem maior competitividade (aos países que adotam) de forma espúria e fraudulenta”.

A presidenta do Brasil alternou críticas ácidas à situação do mundo com apelos à cooperação, diálogo e amizade para enfrentamento dessa situação. E enfatizou, nesses apelos, a necessidade permanente do combate à fome e à miséria, medidas de enfrentamento à crise econômica que permitam o desenvolvimento e a inclusão no mercado de trabalho, principalmente dos jovens, além do respeito ao meio ambiente.

Em defesa de Cuba

Para Dilma Rousseff, é preciso dar um basta ao anacronismo que representa o bloqueio econômico dos Estados Unidos “a um país irmão e querido de todas as nações latinas e caribenhas”, como definiu Cuba. “Cuba precisa do apoio de países próximos e distantes para o progresso, que é prejudicado pelo bloqueio econômico que golpeia sua população”, avaliou Dilma Rousseff.

E, ao falar sobre a situação de Cuba, estendeu sua avaliação sobre todo o continente latino-americano, que definiu como “exemplo para o mundo”. “Avançamos no espaço latino e caribenho. Nossa região é bom exemplo para o mundo. O estado de direito que conquistamos após os períodos autoritários que marcaram nosso continente está sendo preservado e fortalecido”, disse, destacando ainda os organismos do Mercosul e Unasul como exemplos da integração da região.

Segundo ela ainda, os países latino-americanos reafirmam o compromisso de manter a região livre de armas de destruição em massa, lembrando a existência de imensos arsenais de armas “que ameaçam toda a humanidade, agravam tensões e prejudicam os esforços de paz”. “O mundo pede, em lugar de armas, alimento para bilhões de homens, mulheres e crianças que padecem do mais cruel castigo que se abate sobre a humanidade – a fome”, afirmou.

Dificuldade do mundo

A presidente brasileira também fez apelo em favor da Palestina, dizendo que renovava o apelo para que o Estado palestino seja admitido como membro pleno da ONU. “Só um Estado livre pode estabelecer relações de paz e diálogo com os seus vizinhos”, disse, mais uma vez intercalando apelos às críticas.

Segundo ela, a comunidade internacional tem dificuldade em lidar com os conflitos regionais. Isso fica visível nas questões discutidas nas Nações Unidas. E, por isso, defendeu a reforma de mecanismos da governança mundial, que ainda não foram integralmente implementados pelas Nações Unidas.

As guerras e conflitos regionais, as trágicas perdas de vidas humanas e prejuízos materiais exigem reforma da ONU e do seu Conselho de Segurança, avalia Dilma Rousseff. “Não podemos permitir que esse conselho seja substituído, como vem ocorrendo, por coalizões que se formam à sua revelia, fora do seu controle e à margem do direito internacional. O uso da força sem autorização do conselho, uma clara ilegalidade, vem ganhando ares de opção aceitável. Mas, definitivamente, não é uma opção aceitável”, afirmou.

E insistiu em dizer que “o Brasil sempre lutará para que prevaleçam as decisões emanadas da ONU, mas que sejam legítimas e fundadas na legalidade internacional”.

Contra austeridade

Sobre a crise econômica, Dilma disse que ela ganhou novos e inquietantes contornos. E mais uma fez atacou as nações desenvolvidas que, ao adotar políticas ortodoxas, agravam a situação em seus países com reflexos nas regiões em desenvolvimento. Segundo ela, “os países ricos não encontraram caminho para ajuste fiscal e estímulo ao desenvolvimento e demanda necessários para interromper recessão e garantir crescimento econômico”.

Para ela o que existe é um “falso dilema”, lembrando que a responsabilidade fiscal é tão necessária quanto medidas de estímulo ao crescimento. “Não pode escolher entre uma coisa e outra, tem que fazer as coisas de forma simultânea e articulada”, aconselhou a presidenta do Brasil, usando seu governo como exemplo.

“Meu país tem feito a sua parte. Nos últimos anos, mantivemos política econômica prudente, acumulamos reservas cambiais expressivas, reduzimos o endividamento público e com políticas sociais inovadoras retiramos 40 milhões da pobreza, consolidando amplo mercado de consumo de massa”, enfatizando que “a dívida soberana dos estados e a dívida bancária e financeira não serão equacionadas em quadro recessivo”.

“A história revela que austeridade, quando exagerada e isolada do crescimento, derrota a si mesma”, avisa, dizendo que a opção do Brasil é enfrentar esses desafios. “O Brasil aumenta investimentos em infraestrutura e educação enquanto controla a inflação; atua em políticas de inclusão social e combate à pobreza ao mesmo tempo que faz reformas na área financeira e previdenciária; reduz a carga tributária, o custo de energia enquanto investe em conhecimento para produzir ciência e tecnologia.”

Ideiais olímpicos

Ao falar sobre a situação na Síria, Dilma Rousseff disse que “condenamos, nos mais fortes termos, a violência e o drama humanitário de grandes proporções” e fez apelo para que sejam depostas as armas e em seu lugar se use a diplomacia e diálogo que, segundo ela, é a melhor e a única opção para eliminar os conflitos.

Dilma Rousseff disse ainda, fazendo críticas às políticas colonialistas e neocolonialistas, que têm interesses comerciais por trás de um discurso civilizatório, que como presidenta de um país onde vivem pessoas de origem islâmica, lança protesto contra a islamofobia no mundo ocidental.

A presidenta brasileira reservou, para o final do discurso, palavras de estímulo e incentivo ao mundo, hoje multilateral: “Proponho a todas as nações que se deixem iluminar pelos ideais da chama olímpica. O fortalecimento das Nações Unidas é necessário nesse estágio em que estamos, onde a multipolaridade abre nova perspectiva histórica, de trabalho para que a cooperação predomine sobre o confronto, o diálogo se impunha sobre a ameaça e a solução negociada chegue sempre antes e evite a intervenção pela força”.

Para Dilma Rousseff, “nesse esforço necessariamente coletivo e busca de consenso, cabe às Nações Unidas papel privilegiado, na medida em que as instâncias se tornem mais representativas, mais efetivas e mais eficazes”.

Ela lembrou que com o encerramento dos Jogos Olímpicos de Londres, começou para o Brasil a contagem regressiva para os jogos no Rio em 2016, que serão precedidos pela Copa do Mundo de 2014, enfatizando que durante esses períodos de jogos, “a humanidade desperta para valores que devem nos inspirar permanentemente – tolerância, respeito pela diferença, inclusão, amizade e entendimento –, princípios que são alicerces dos direitos humanos e dessa organização”, concluiu.

De Brasília
Márcia Xavier

Portal Vermelho

Brasil se prepara para tomar liderança dos Estados Unidos em soja

Com o início das chuvas, produtores brasileiros de soja começam o plantio da safra 2012/2013: o Brasil deve tomar a liderança dos Estados Unidos como o principal produtor mundial do produto. Em Mato Grosso, maior estado produtor do cereal, o plantio já começou em alguns municípios, com mais de uma semana de antecipação em relação à safra anterior.

Segundo o meteorologista do Inmet Mozar Salvador, a previsão para os próximos dias é a de chuvas mais intensas nas regiões Nordeste e Sudeste. No Centro-Oeste, as precipitações devem ser em menor intensidade. “Mesmo que, no início, seja em menor quantidade, a tendência é aumentar o plantio”, avaliou o especialista em relação às chuvas tão aguardadas pelos produtores. No Sul, onde a seca forte do início do ano conserva os efeitos até hoje, a previsão é de chuvas acima da média nos próximos três meses.

O presidente da Associação Brasileira dos Produtores de Soja (Aprosoja), Glauber Silveira, disse que a liderança deve ser conquistada, em grande parte, pela quebra de aproximadamente 20% da safra de soja americana. Além disso, a produção no Brasil deve crescer cerca de 14%, passando de 66,3 milhões de toneladas na safra 2011/2012 para 83 milhões de toneladas na que se inicia.

Além da possibilidade de conquistar a liderança mundial na produção de soja, os sojicultores brasileiros devem se beneficiar também da quebra da safra americana na rentabilidade de suas lavouras. Os preços do cereal estão em patamares recordes e, segundo o assessor da Secretaria de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, Sávio Pereira, eles se manterão para o próximo ano.

“Há uma quebra muito grande nos Estados Unidos e isso beneficia a produção e a expansão da área agrícola no Brasil. Os produtores brasileiros terão lucratividade garantida para a safra de 2013”, disse Pereira em nota.

Agência Brasil

Embaixada dos Estados Unidos seleciona adolescentes para programa de intercâmbio

A Embaixada dos Estados Unidos vai selecionar 35 jovens brasileiros para um programa de intercâmbio de três semanas no país norte-americano. A iniciativa faz parte do Programa Jovens Embaixadores, que está na sua 11ª edição. Para participar, o estudante deve cursar o ensino médio na rede pública, ter entre 15 e 18 anos, dominar a língua inglesa e desenvolver trabalhos voluntários em sua comunidade.

Segundo a adida cultura da Embaixada dos Estados Unidos, Susan Bell, o programa busca alunos com perfil de liderança e consciência cidadã. “Ao oferecer essa oportunidade aos jovens brasileiros com perfil de liderança e que se destacam em suas próprias comunidades, a Embaixada dos EUA espera estreitar cada vez mais essa parceria com o Brasil no século 21”, disse.

Susan destacou que a iniciativa aprofunda as relações entre os dois países. “Os Estados Unidos acreditam no poder de conectar brasileiros e americanos por meio desse intercâmbio. O programa proporciona aos futuros líderes brasileiros uma compreensão melhor sobre os Estados Unidos, ao mesmo tempo, em que eles representam seu país e levam o melhor do Brasil ao povo americano”, disse.

Quando participou da edição de 2010, o estudante do Acre, Felipe Storch, 18 anos, não imaginava o “tamanho da porta de oportunidades” que se abriria para ele. Desde então, ele conseguiu mais três bolsas de estudo, sendo que a última lhe garantiu o curso de graduação em economia com foco em questões ambientais. Daqui a um mês, o jovem retorna aos EUA, onde vai cursará a faculdade durante os próximos quatro anos.

“O Jovens Embaixadores abriu uma porta de oportunidades para mim. Eles não querem apenas que os estudantes tirem fotos durante a viagem, querem compartilhar conhecimentos. Eu jamais teria tanta oportunidade no Acre. Eles me ajudaram com o pontapé inicial e agora começo a andar com meus próprios pés”, disse. O jovem estudante leva na bagagem a vontade de ajudar seu país e sua comunidade. “Eu volto. Meu objetivo principal é ajudar a Amazônia e a minha cidade”, garantiu.

A estudante Késia Nunes, 18 anos, da cidade de Mossoró, no Rio Grande do Norte, também não esperava alçar voos tão altos. No entanto, depois de participar da última edição do Jovens Embaixadores, também quer usar o conhecimento para melhorar o local onde mora. “Esse conhecimento adquirido não vou guardar só para mim, quero ajudar minha comunidade. Eu sei que posso fazer a diferença”, disse.

Em dez edições, cerca de 300 estudantes brasileiros participaram do programa. O interesse aumenta a cada ano. Segundo a embaixada norte-americana, até o momento 12 mil inscrições foram feitas. Em 2011, foram 7.500 inscritos. Quem tiver interesse pode se candidatar até dia 26 de agosto pelo site: http://www.jovensembaixadores.org/2013/

Agência Brasil

Criminosos da facção ‘Estados Unidos’ executam pai no lugar do filho em Santa Rita

Uma tragédia chocou os moradores da comunidade Livramento, no município de Santa Rita, localizado na região metropolitana de João Pessoa. Bandidos armados invadiram uma casa e assassinaram a tiros um pai no lugar do filho. O crime ocorreu na madrugada desta sexta-feira (20).

Segundo informações da Polícia Militar do 7º BPM, cerca de dez homens integrantes da facção criminosa ‘Estados Unidos’ invadiram a casa a procura de um jovem que participava da gangue da ‘Al Qaeda’.

Como os criminosos não encontraram o alvo, efetuaram tiros de pistola, espingarda calibre 12 e revólver calibre 38, no pescador Severino dos Ramos Francisco, 37 anos, que era pai do adolescente.

Já baleado, o homem ainda tentou fugir pelo telhado da casa, mas devido a gravidade morreu em cima da residência.

Ainda de acordo com a polícia, os criminosos efetuaram disparos em uma criança de 10 anos, mas o revólver bateu ‘catolé’. Como a arma não disparou, o menino foi espancado.

Durante as investigações, o delegado Valderio Lobo informou que a Polícia Civil já identificou seis bandidos. Eles teriam chegado de canoa por um rio.

Foram feitas rondas, mas até as 06h33 ninguém tinha sido preso.

Portalcorreio

Messi resolve: craque faz três e derruba o Brasil nos Estados Unidos

Messi brilha nos Estados Unidos: três gols contra a Seleção de Mano Menezes (Foto: Getty Images)

O Brasil voltou a sofrer com a maestria de Lionel Messi na tarde deste sábado, em Nova Jersey. Se antes muitos cobravam que o camisa 10 não resolvia para os “hermanos”, agora ele assumiu a responsabilidade e passou por cima do time canarinho. Com três gols, um deles uma pintura, “La Pulga” foi fundamental na vitória de sua equipe por 4 a 3 sobre a Seleção de Mano Menezes, no MetLife Stadium, nos Estados Unidos.

Mas não foi fácil para a Argentina. O Brasil ficou à frente do marcador em duas oportunidades. Os gols do time canarinho foram marcados por Rômulo, Oscar e Hulk. Além dos três tentos de Messi, o zagueiro Federico Fernández após cobrança de escanteio fez o outro para os Hermanos.

Essa foi a segunda vez em três anos que Messi decidiu uma partida contra o Brasil com um gol antológico. Em 2010, no Qatar, no triunfo dos Hermanos por 1 a 0, o jogador também resolveu com uma jogada individual. A seleção brasileira a partir de agora vai se preparar para os Jogos de Londres. A convocação definitiva para o torneio será divulgada no dia 6 ou 9 de julho. A CBF ainda não definiu a data.

Vale lembrar que esse foi o terceiro encontro entre Messi e Neymar. Nos anteriores, vitória do argentino. O primeiro aconteceu entre as equipes nacionais em Doha, no Qatar. O segundo foi na goleada por 4 a 0 do Barcelona sobre o Santos, em partida válida pela final do Mundial de Clubes da Fifa. Na ocasião, “La Pulga” marcou duas vezes.

Neymar na partida do Brasil contra a Argentina (Foto: Reuters)Neymar pede pênalti após cair na área: árbitro ignora dois lances polêmicos com brasileiro (Foto: Reuters)

Neymar pede pênaltis, e Messi resolve no primeiro tempo

Os primeiros minutos de jogo mostraram um Brasil disposto a pressionar a Argentina em seu campo de defesa. Neymar estava até melhor do que Lionel Messi. O brasileiro se movimentava, buscava o jogo e atuava pelo lado direito. Hulk ficou mais pelo lado esquerdo. Aos 10, o camisa 11 canarinho recebeu na entrada da área e errou o alvo. Segundos mais tarde, o argentino tocava pela primeira vez na bola. E não era para ser figurante.

Na primeira grande jogada da Argentina, Hulk deu bobeira e a bola sobrou para Dí Maria. O atacante do Real Madrid tocou para Messi. “La Pulga” invadiu a área, mas foi travado pela zaga canarinho. O jogo continuou corrido, e o Brasil atuando melhor. Mas desperdiçava muitas oportunidades de gol. Aos 15, Oscar fez um ótimo lançamento para Hulk. O atacante invadiu a área e finalizou em cima do goleiro Romero.

Sandro marcava Messi em cima. Não deixava o “melhor do mundo” tocar na bola. Aos 21, o Hermano pediu calma aos companheiros, queria paciência do time para sair da defesa para o ataque. No minuto seguinte, em jogada ensaiada treinada por Mano Menezes nos últimos dias, Neymar cobrou rápido e encontro Rômulo dentro da área. O volante soltou a bomba e abriu o marcador. O goleiro Romero ainda tocou na bola, mas não evitou o tento.

O time canarinho seguiu melhor e teve duas chances de abrir o marcador, todas com Neymar. Na primeira, aos 27, o atacante recebeu lançamento de Rômulo, entrou na área e levou um tranco. Pênalti não marcado pelo árbitro americano Jair Marrufo. Três minutos depois, o camisa 11 recebeu no meio, invadiu a área e vacilou no momento na finalização.

Como Neymar não marcou, Messi tratou de iniciar o seu show. Aos 31, Sandro, que até então estava marcando o argentino de maneira impecável, perdeu a bola no meio de campo para Higuaín, que lançou “La Pulga”. O craque invadiu a área e tocou na saída de Rafael Cabral. Três minutos depois, o camisa 10 tabelou com Dí Maria, recebeu na frente, passou pelo arqueiro brasileiro e virou a partida. Festa azul, branca e preta em Nova Jersey.

Mesmo com a virada, o Brasil seguiu tendo uma boa atuação. E Hulk perdeu outra oportunidade clara. O jogador recebeu ótimo passe de Neymar dentro da área e chutou em cima de Romero. Quase o empate canarinho.

E Messi decide o segundo tempo…

O panorama da partida continuou o mesmo. O Brasil buscava o ataque, e a Argentina esperava as vaciladas do time canarinho. Aos seis, Hulk fez boa jogada, invadiu a área e soltou a bomba. A bola passou por cima do gol de Romero. No lance seguinte. Higuaín ficou de frente para Rafael Cabral e finalizou para defesa do arqueiro canarinho.

E foi exatamente por conta dessa busca pelo empate que o Brasil passou a se expor mais na defesa. Higuaín começou a aparecer, principalmente recebendo lançamentos nas costas dos defensores do Brasil. Em uma dessa jogadas, o atacante do Real Madrid saiu na diagonal do gol canarinho e chutou cruzado para fora. Quase o terceiro da Argentina.

A persistência do Brasil surtiu efeito. Aos dez, o entrosamento do Internacional entrou em ação. Oscar tabelou com Leandro Damião e recebeu dentro da área. O jogador dominou de frente para Romero e tocou na saída do arqueiro para deixar tudo igual. Logo em seguida, o camisa 10 da Seleção pediu para sair por conta de uma pancada que levou na região abdominal.

Mano também tirou Damião para a entrada de Alexandre Pato, enquanto o colorado Guiñazu substituiu Sosa na Argentina. Aos 26, a virada brasileira: Neymar cobrou escanteio da esquerda, Romero falhou e deixou a bola escapar, Hulk pegou de primeira de canhota e marcou.

O gol movimentou os técnicos novamente. Mano tirou Rômulo para a entrada de Casemiro, e Sabella colocou Agüero, herói do título inglês do Manchester City, no lugar de Di María. E mais uma vez a rede balançou após escanteio. Mas, dessa vez, para a Argentina: Messi cruzou e Fernández, de cabeça, voltou a empatar aos 30.

Cinco minutos depois, Neymar teve boa chance para colocar o Brasil na frente. Após falha da zaga, o craque do Santos conseguiu driblar Romero na área e chutou, mas Fernández salvou os hermanos com um carrinho.

Logo em seguida, foi a vez de Messi aprontar. O camisa 10 driblou Danilo na entrada área, mas o lateral – que minutos antes entrara no lugar de Rafael – derrubou o craque do Barça. Falta perigosa: Messi cobrou com categoria, e Rafael Cabral defendeu.

Aos 39, Messi resolveu a parada. Dominou pela direita, deixou Marcelo para trás, arrancou e chutou de fora da área, no ângulo direito de Rafael: golaço. Vitória argentina por 4 a 3. Vitória de Messi.

Já nos acréscimos, Lavezzi e Marcelo se desentenderam, houve troca de empurrões entre brasileiros e argentinos e os dois foram expulsos.

– Perdi a cabeça. Não justifica o que eu fiz… – reconheceu Marcelo na saída de campo em entrevista à TV Globo.

BRASIL 3 x 4 ARGENTINA
Rafael Cabral, Rafael (Danilo), Bruno Uvini, Juan e Marcelo; Sandro, Rômulo (Casemiro) e Oscar (Giuliano); Neymar, Hulk (Lucas)  e Leandro Damião (Alexandre Pato). Romero, Zabaleta, Garay, Fernández, Clemente Rodríguez (Campanaro), Mascherano, Gago, Sosa (Guiñazu), Dí Maria (Agüero), Messi e Higuaín (Lavezzi).
Técnico: Mano Menezes Técnico: Alejandro Sabella
Gols: Rômulo, aos 22 do primeiro tempo; Messi, aos 31 do primeiro tempo; Messi, aos 34 do primeiro tempo; Oscar, aos 10 do segundo tempo; Hulk, aos 26 do segundo tempo; Fernández, aos 30 do segundo tempo; Messi, aos 39 do segundo tempo
Cartões amarelos: Rafael, Danilo (Brasil); Gago, Higuaín, Mascherano (Argentina). Cartão verrmelho: Lavezzi (Argentina) e Marcelo (Brasil)
Local: MetLife Stadium, em Nova Jersey (EUA).: Árbitro: Jair Marrufo (EUA) Auxiliares: Eric Boria (EUA) e Frank Anderson (EUA). Data: 09/06/2012

 

Globoesporte.com