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Ministério segue OMS e passa a recomendar dose única da vacina contra a febre amarela

Vacinas contra febre amarela distribuídas na rede pública (Foto: Divulgação/ Sesa)
Vacinas contra febre amarela distribuídas na rede pública (Foto: Divulgação/ Sesa)

O Ministério da Saúde mudou a recomendação nacional para o número de doses de vacina contra a febre amarela. A partir desta segunda-feira (5), a pasta passa a indicar uma aplicação única para as áreas com exigência de vacinação em todo o país.

Até então, o governo federal pedia que os moradores das áreas com recomendação, e quem fosse viajar a estes locais, tomassem uma dose da vacina e, após 10 anos, recebessem um reforço. A Organização Mundial da Saúde (OMS) já pedia apenas uma única aplicação – o Brasil era o único país do mundo que ainda exigia a dose extra.

“Temos evidências científicas hoje de que uma dose da vacina da febre amarela é suficiente ao longo da vida”, disse Carla Domingues, coordenadora do Progama Nacional de Imunizações.

Além disso, o governo voltou a informar que está estudando o uso da dose fracionada, com a criação de um Plano de Contingência. O ministério disse que não haverá uma diluição na vacina, mas uma diminuição no volume da aplicação. A vacina padrão tem 0,5 ml; a fracionada, 0,1 ml.

“A composição da vacina continuará a mesma, o que haverá é uma diminuição do quantitativo de volume que será colocado na seringa para se fazer essa vacinação nos locais que ainda serão definidos”, disse Domingues.

“Nós passamos de um frasco de cinco doses, que hoje vacina cinco pessoas, a um volume que irá vacinar 25 pessoas, num curto prazo de tempo. Com um frasco de 10 doses, iremos vacinar até 50 pessoas”, completou.

Ainda de acordo com o ministério, pesquisas sobre a vacina apontam que a versão com menos volume protege por pelo menos um ano. Por isso, quem receber a dose fracionada deverá receber a vacina padrão posteriormente.

Gestantes, crianças com até quatro anos e pessoas que viajarão ao exterior não poderão tomar a dose fracionada, de acordo com o governo. Isso ocorre porque os estudos atuais não englobaram os efeitos nesta faixa etária e em grávidas. Além disso, o protocolo internacional de vacinação só aceita a vacina padrão.

O Brasil recebeu 1.987 notificações da doença até esta semana, sendo que 586 casos foram confirmados, 951 foram descartados e 450 ainda estão em investigação. Até agora, 190 pessoas morreram devido à febre amarela.

G1

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Eleições para o Sindicato dos Trabalhadores na Agricultura Familiar terá chapa única

O Sindicato dos Trabalhadores na Agricultura Familiar de Solânea, Bananeiras e Cacimba de Dentro divulgou edital com a chapa que vai concorrer a eleição da entidade a ser realizada em janeiro.

A eleição ocorrerá no dia 22 de janeiro de 2017, das 8h às 16h.

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Encontro nacional reforça que desencarceramento é única solução ao sistema prisional

encontroCom a proposta comum de descontruir o punitivismo vigente na sociedade brasileira, 120 pessoas, de diferentes grupos que atuam pela promoção de direitos humanos, além de egressos do sistema penal e familiares de pessoas presas, participaram em 8 de outubro, na Casa de Oração do Povo da Rua, em São Paulo (SP), de um encontro de reflexão sobre a Agenda Nacional pelo Desencarceramento, que lançada em 2013 propõe, a partir de 10 diretrizes, o amplo desencarceramento no país e a desmilitarização das polícias.

As reflexões iniciais do encontro foram feitas em uma mesa-redonda, mediada por Paulo Cesar Malvezzi Filho, assessor jurídico da Pastoral Carcerária, da qual participaram o Padre Valdir João Silveira, coordenador nacional da Pastoral Carcerária; Débora Silva, do movimento Mães de Maio; e Monique Cruz, da ONG Justiça Global.

Ainda na primeira parte do evento, houve espaço para as falas de outras pessoas presentes. Chamou a atenção o relato dos familiares de presos que denunciaram a recorrência das práticas de revista vexatória nas visitas às unidades prisionais e falaram da revolta dos presos com as condições em que vivem; e o testemunho de egressos sobre a realidade perversa do ambiente prisional, com frequentes torturas físicas e psicológicas, seja em unidades geridas pelo Estado ou pela iniciativa privada por meio das PPP´s.

É urgente desencarcerar e desmilitarizar

Em sua reflexão inicial, Padre Valdir alertou para a urgente necessidade de desmilitarização das polícias, tendo em vista que segundo dados do 9º Anuário do Fórum de Segurança Pública, em média, três pessoas são vítimas da letalidade policial por hora. Nesse sentido, o Padre defendeu o fortalecimento da polícia comunitária, com vistas à promoção conjunta de políticas de segurança que respeitem a cidadania e os direitos humanos das minorias.

Ainda segundo Padre Valdir, atualmente a polícia atua pautada em estereótipos para a resolução de conflitos, o que leva à criminalização da pobreza, uma vez que são alvos principais da ação policial os jovens, negros e periféricos.

No que se refere à expansão da população carcerária no Brasil, hoje próxima a 700 mil pessoas, Padre Valdir enfatizou que a atual política de guerra às drogas jogou o país em um cenário de violência sistêmica contra as classes menos favorecidas, causando morte e o aumento da população carcerária.

O Padre falou ainda dos efeitos nocivos da criminalização das drogas e rebateu a ideia de que legalizá-las levaria a uma escalada no consumo. Para ele, o aumento da criminalidade, comumente apresentado como consequência do consumo de drogas ilícitas, é na realidade resultante do efeito da própria criminalização das drogas, sendo o atual proibicionismo a mola propulsora do encarceramento em massa e do fortalecimento violento das ações policiais.

Em resumo, no entender do coordenador nacional da PCr, o Estado deve abrir mão da repressão penal, que é uma solução enganosa, para valer-se de mecanismos alternativos para o tratamento da questão das drogas.

Também Monique Cruz, da Justiça Global, afirmou que a ONG é contrária a qualquer tipo de criminalização das drogas, seja do usuário, seja da própria substância. “A proibição de drogas

não diminui o consumo, ao contrário, permite que crianças estejam relacionadas a esse mercado, então, cria-se um mercado ilegal no qual circula muito dinheiro”, afirmou.

Ainda segundo Monique, existe um discurso socialmente construído de que a pessoa presa deve ser sempre tratada como inimiga, não merecendo ter a sua dignidade respeitada pela polícia, pelo judiciário ou sequer pelos serviços de saúde quando precisa.

Débora da Silva, das Mães de Maio, também lamentou a recorrente truculência das ações policiais, e nesse sentido disse ser indispensável a desmilitarização das polícias. Pediu, ainda, que o Ministério Público dê especial atenção às denúncias que são feitas pelos familiares dos presos e não tenham subserviência aos tribunais de justiça.

Para o Padre Gianfranco Graziola, vice-coordenador nacional da Pastoral Carcerária, é preciso combater as causas do encarceramento em massa. “Tem a questão da droga, tem a questão de hoje se conceber a sociedade como um quartel, com a militarização não só da polícia, mas do Estado, do Judiciário, de todo um sistema”, avaliou, lamentando, ainda, que “os poderes públicos constituídos não são democráticos e não querem quebrar o paradigma, mas nós continuamos a bater na porta deles para dizer que não concordamos com isso”.

Como mudar essa realidade?

Na segunda parte do encontro, divididos em grupos, os participantes discutiram sobre como articular uma mobilização antipunitivista na sociedade brasileira, a partir do fortalecimento das lutas locais e nacionais e da mobilização de outras pessoas e coletivos para que se juntem na luta pelo desencarceramento e pela desmilitarização das polícias.

Dentre as muitas sugestões apresentadas, que não são deliberações finais, estão um foco inicial maior na luta pelo desencarceramento dos presos provisórios (hoje mais de 40% do total de pessoas encarceradas); mapear todas as entidades e grupos nos estados que dialogam com a questão do desencarceramento; elaboração de agendas específicas em cada estado para somar às propostas da Agenda Nacional de Desencarceramento; criação de grupos de trabalho em diferentes áreas do saber sobre o tema; divulgar a agenda a partir de ferramentas de artes, como forma para a crítica do encarceramento em massa; instigar a criação de uma frente parlamentar para pautar o desencarceramento junto a deputados e senadores; e tornar a data de 2 de outubro como o Dia Nacional de Luta pelo Desencarceramento.

Outras sugestões foram apresentadas por quase a totalidade dos grupos: ouvir sempre o que os familiares dos presos, os encarcerados e os egressos têm a dizer sobre as políticas prisionais no país; tornar a linguagem da atual agenda mais simples, mais popular e menos técnica, para que seja compreendida por um número maior de pessoas; fortalecer a temática do desencarceramento nas mídias sociais dos diferentes coletivos; criar uma rede de comunicação (por e-mail ou mídia social) para circular informações sobre o tema e voltar a fazer um encontro nacional sobre a temática em 2017, em outra cidade do país.

O encontro de 8 de outubro, em São Paulo, foi articulado pela Pastoral Carcerária, movimento Mães de Maio, Justiça Global, Ação Educativa, Associação Juízes para a Democracia (AJD), IBCCRIM, Margens Clínicas, Centro de Direitos Humanos do Sapopemba, Sociedade Maranhense de Direitos Humanos, Comissão Pastoral da Terra (CPT), Conselho Indigenista Missionário (CIMI), assessoria da Comissão Caridade, Justiça e Paz da CNBB, Fala Guerreira, Centro Santos Dias de Direitos Humanos, Amparar, Instituto Terra, Trabalho,

Cidadania (ITTC), Instituto Práxis de Direitos Humanos, Cáritas Brasileira, Instituto Paulista de Juventude (IPJ), Pastoral da Juventude Nacional, Pastoral Operária Nacional, Grupo de Amigos e Familiares de pessoas presas de Belo Horizonte, Pastoral do Povo de Rua, LEAP Brasil, Mecanismo de Combate e Prevenção à Tortura do Rio de Janeiro, Pastoral do Menor Nacional, Grupo Elas Existem, Casa Viviane, Centro de Juventude Anchietanum, Associação Nacional de Travestis e Transexuais, Coletivo DAR, Rede Brasileira de Centros e Institutos de Juventude, Programa Magis Brasil – Jesuítas, Casa Viviane, entre outras organizações.

Por Assessoria de Imprensa da Pastoral Carcerária Nacional

(Daniel Gomes, Edcarlos Bispo e Marcelo Naves)

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Única das vítimas de estupro a ter alta chora ao saber da morte da amiga

Umas das meninas vítimas do estupro coletivo em Castelo do Piauí chorou e ficou muito abalada com notícia da morte da amiga Danielly Rodrigues, 17 anos . Ela, que estava internada em um hospital particular de Teresina, teve alta no fim de semana.

De acordo com o pai da garota, a filha só ficou sabendo da notícia na manhã desta segunda-feira (8). Segundo ele, a família não voltará a morar em Castelo do Piauí.

“Eu deixei para contar, sobre a morte da amiga hoje pela manhã. Ela ficou muito triste e está chorando muito”, falou.

Mãe da garota é amparada por colegas na porta do hospital (Foto: Ellyo Teixeira/G1)Mãe de Danielly é amparada por colegas na porta
do hospital (Foto: Ellyo Teixeira/G1)

Danielly Rodrigues não resistiu aos graves ferimentos e morreu no início da noite de domingo (7). Ela sofreu esmagamento do lado direito da face, lesões pelo pescoço e traumatismo torácico. A menina chegou a passar por três cirurgias, mas os médicos não conseguiram evitar as complicações em decorrência das hemorragias.

A amiga de Danielly passou mais de uma semana internada e teve alta no sábado, mas ainda continuará sendo avaliada por médicos e passará por acompanhamento psicológico.

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“Na sexta-feira ela fez uma tomografia para ver o traumatism na cabeça e o médico disse que ela está evoluindo muito bem e no outro dia deu alta. Agora ela vai passar por acompanhamento psicológico. Esperamos que se recupere o mais rápido possível desse trauma”, disse o pai.

Ainda segundo ele, a família não pretende voltar a morar em para Castelo do Piauí. “Nós queremos que a justiça seja feita. Vamos seguir em frente e esquecer essa barbárie, o mais rápido possível, mas não pretendemos voltar para a nossa cidade”, enfatizou.

O corpo de Danielly Rodrigues está sendo velado nesta segunda-feira na Igreja Nossa Senhora do Desterro e o enterro está previsto para as 17h.

Hospital de Urgência de Teresina   (Foto: Gilcilene Araújo/G1)Duas vítimas do crime permanecem internadas em
Teresina (Foto: Gilcilene Araújo/G1)

Outras vítimas
As outras duas adolescentes vítimas do crime que chocou o estado permanecem internadas na unidade de cuidados intermediários do Hospital de Urgência de Teresina (HUT). Segundo o diretor do hospital Gilberto Albuquerque, as duas garotas estão conscientes e há previsão de alta para esta semana.

Todas foram amarradas, agredidas, violentadas sexualmente e arremessadas do alto de um penhasco na cidade de Castelo do Piauí, a 190 km de Teresina. O crime aconteceu no dia 27 de maio.

Investigações
De acordo com as polícias civil e militar, as garotas teriam saído para tirar fotos em um ponto turístico distante alguns quilômetros da zona urbana, quando foram rendidas por cinco pessoas.

Quatro adolescentes suspeitos de participação no crime foram detidos horas após a barbárie. O quinto suspeito, Adão José de Sousa, 40 anos, foi preso dois dias depois pela Polícia Militar quando tentava entrar na cidade de Campo Maior, a 90 km de Teresina.

Atualmente os quatro menores estão recolhidos no Centro de Internação Provisória de Teresina (CEIP). Eles responderão pelos atos infracionais equivalentes aos crimes de tentativa de feminicídio, associação criminosa e, caso comprovada, pela prática de estupro.

 

G1

Única sobrevivente de acidente aéreo nos EUA fala pela 1ª vez em 25 anos

Rede de TV dos EUA mostra cenas do documentário em que Cecelia Cichan fala pela primeira vez (Foto: Reprodução)

Rede de TV dos EUA mostra cenas do documentário em que Cecelia Cichan fala pela primeira vez (Foto: Reprodução)

Única sobrevivente do acidente aéreo que matou todas as outras 154 pessoas dentro da aeronave e mais duas que estavam no local da queda do avião, em Detroit (EUA), em 1987, Cecelia Cichan concedeu a primeira entrevista em 25 anos.

Atualmente com 29 anos e casada, ela era uma menina, com 4 anos de idade, e perdeu seus pais e um irmão quando o avião caiu logo após decolar. “Penso no acidente todos os dias. É dificil não pensar quando olho no espelho. Tenho cicatrizes visíveis”, disse (assista a trechos da entrevista).

Ela foi encontrada sob escombros, e muitos acreditam que sua mãe a tenha protegido na hora do acidente. Cecelia foi criada por uma tia, e nunca apareceu publicamente ou deu entrevistas sobre o acidente.

Ela faz parte do documentário “Sole Survivor”, que vai ser lançado nos Estados Unidos e que se concentra na história de pessoas como Cecelia, que foram as únicas que se salvaram em grandes acidentes aéreos. Ela diz que aceitou falar pela primeira vez por não ser um trabalho com foco apenas em sua vida, mas na de pessoas que sobreviveram.

G1

Mais de 22 cidades da Paraíba ficam com candidatura única para prefeito

A impugnação de candidaturas consideradas irregulares pela Justiça Eleitoral poderá deixar mais de 178,5 mil eleitores paraibanos sem opção de escolha para o voto em 7 de outubro.

Isso porque 22 cidades  do Estado estão com ‘candidato único’ na disputa ao cargo de prefeito devido aos indeferimentos de registros. Os impugnados ainda podem recorrer ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE) para reverter a decisão e voltar ao páreo.

Se as impugnações forem mantidas após o julgamento dos recursos, a Paraíba terá ao todo 27 cidades com apenas um candidato a prefeito, somando-se a outros cinco municípios onde só um candidato se inscreveu para o pleito. É o caso de Aguiar, Camalaú, Curral Velho, Poço Dantas e São Domingos de Pombal. Este total representa 12,1% dos 223 municípios do Estado, ampliando para 195,5 mil eleitores sem opção de voto. A Paraíba tem mais de 2,6 milhões de eleitores.

Ficaram com apenas um registro de candidatura a prefeito os municípios de Areia de Baraúnas, Barra de São Miguel, Bom Jesus, Bonito de Santa Fé, Cabedelo, Cacimba de Areia, Coremas, Damião, Juazeirinho, Marizópolis, Massaranduba, Mulungu, Pedra Branca, Pilar, Pombal, Riachão do Poço, Santana de Mangueira, Santana dos Garrotes, São José de Espinharas, Serraria, Triunfo e Uiraúna. Os dados estão disponíveis no sistema DivulgaCand, da Justiça Eleitoral.

Todos os candidatos a prefeito que tiveram candidatura impugnada podem continuar fazendo campanha eleitoral até que o recurso seja julgado definitivamente pelo TRE-PB e até lá permanecem com o nome, número e foto constando na urna eletrônica. Entretanto, os votos atribuídos a eles só serão validados se o recurso for acatado pela Justiça Eleitoral e o registro de candidatura for deferido.

Fonte: Jornal da Paraíba

Focando a Notícia

Stedile: a única saída para a crise capitalista são mobilizações de massa

“Só mobilização das massas podem resolver os problemas estruturais da sociedade brasileira.” Assim que o dirigente do MST e da Via campesina, João Pedro Stédile, visualiza o debate proposto pela Fundação Perseu Abramo “A crise do capitalismo e a construção de um modelo de desenvolvimento justo e sustentável” realizado durante a Cúpula dos Povos, que também contou com as participações de Rui Falcão, presidente nacional do PT, Marcio Pochmann, professor de Economia da Unicamp, ex-presidente do IPEA, Márcio Macedo, deputado federal (PT/SE), presidente da Comissão Mista Permanente de Mudanças Climáticas do Congresso Nacional.
Stedile disse ver com total ceticismo os debates que aconteciam na Rio+20. Ele criticou a forma como os governos vêm travando o debate sobre o meio ambiente e também não poupou críticas ao governo brasileiro. Ele alertou para a ação predatória do capitalismo internacional, protagonizada por grandes corporações e bancos internacionais que controlam a produção e o fluxo de capitais especulativos que também atinge o Brasil.
De 1990 para cá, segundo Stedile, o Brasil vive sob a hegemonia do capital financeiro internacionalizado e que a política econômica adotada pelos governos Lula e Dilma, não foi suficiente para reverter essa subordinação.  Depois da crise de 2008, segundo ele, a situação se agravou: “houve uma avalanche do capital para transformar em patrimônio – terras, usinas hidroelétrica, pré-sal, petróleo, recursos naturais em geral; e agora querem privatizar as florestas, com os créditos de carbono, que nada mais são que a privatização do ar. Os recursos naturais estão sendo desnacionalizados no país e isso trará consequências gravíssimas para as futuras gerações e para a economia em geral. Os capitalistas sabem que os recursos naturais, depois que levados ao mercado, adquirem preços superiores ao seu valor original e geram lucro extraordinário, muito maior que o gerado nas fábricas.”

Para Stédile, o projeto que previa crescimento econômico com distribuição de renda adotado pelos governos Lula e Dilma Rousseff está esgotado. Ele reconheceu que iniciativas dos dois governos distribuíram renda com o aumento do salário mínimo, pagamento do Bolsa Família, aumento dos  empregos etc, mas que isso já não basta no novo cenário de crise econômica, pois para gerar crescimento seria preciso investir em produção para que ele seja multiplicador na sociedade.


O dirigente do MST disse ainda que a sociedade elegeu um governo interclassista, mas que não tem força de massa para impor mudanças estruturais. Ele citou algumas iniciativas urgentes para que o cenário na América Latina mude: a mudança na taxa de câmbio brasileira, a criação de uma moeda latino-americana para sair da esfera do dólar, o fortalecimento de instrumentos regionais como a Unasul e a Alba.

Stélide finalizou sua participação enfatizando que para discutir novo projeto para o Brasil e resolver os problemas estruturais da sociedade brasileira, é necessário a mobilização das massas, que devem ir para as ruas para disputar com a burguesia.

“Um véu nos aliena, que nos conduz a um processo de individualização”

Marcio Pochmann, professor de Economia da Unicamp, ex-presidente do IPEA,  iniciou sua exposição afirmando que esta é a crise mais profunda de todo o século XXI, porém não acredita na tese de que o capitalismo estaria na sua fase final por não conseguir seguir explorando a mais valia. Pelo contrário, ele acredita que o capitalismo se modifica, se dinamiza a partir de suas crises. Ele alerta: “estamos diante de uma situação muito difícil; as raízes dessa crise ainda não foram atacadas; a crise é mais ampla, extrapola a dimensão financeira.”

A superação da atual crise, segundo Pochmann, tem a ver com o que vai acontecer nos Estados Unidos, se estes aceitarão perder o poder atual, tendo em vista o fortalecimento de outros centros dinâmicos e o deslocamento dos centros de manufatura, especialmente para a Ásia.  Ele questiona se o deslocamento desses centros será aceito tranquilamente pela Europa e pelos Estados Unidos, cujo padrão atual de produção e consumo não insustentáveis.

O professor da Unicamp afirmou que no continente sul-americano, o Brasil soube aproveitar momentos de instabilidade internacional, de regorganização do capitalismo mundial, para se reposicionar. E o momento atual é especial para esse reposicionamento brasileiro.

Momento de crise é propicio para aparecimento de propostas para superação, mas segundo Pochmann, não existe um projeto claro para colocar o socialismo no século XXI e isso se deve a fatores como a profunda fragmentação existente tanto em relação à agenda temática específica, por exemplo, a luta das mulheres, dos afrodescendentes, dos ambientalistas, dos jovens etc.; à profunda  transformação na estrutura demográfica e laboral, com a mudança na centralidade do trabalho. Com o avanço do capitalismo, nasce uma nova classe trabalhadora, ligada aos serviços, e, portanto, introduzindo o conceito do trabalho imaterial. Os sindicatos passam a ser vistos como agentes do passado, e não como comprometidos com as transformações dos próximos anos.

Pochmann acrescentou a crescente tendência à individualização. Ele citou os exemplos da geração de 22 milhões de postos de trabalho durante os governos Lula e Dilma, que não se refletiu na taxa de sindicalização. Outro exemplo: o Prouni incluiu 1 milhão de novos estudantes no ensino superior, mas isso não se refletiu na ampliação do movimento estudantil.

Outra dificuldade citada pelo economista é a alienação das ciências sociais, resultado da superespecialização. “Temos um volume muito grande de informação, mas temos grande dificuldade de análise das mesmas”, disse Pochmann. Para ele, a visão cada vez mais fragmentada reflete na incapacidade de entender o todo e isso não ajuda a criar um novo padrão civilizatório, que pressupõe que a educação associada à condição humana é para a vida toda, que o ensino superior passa a ser o piso, e não o teto, que a jornada de trabalho não supere 12 horas por semana, e assim por diante.

Capacidade de recuperação da natureza está se esgotando

O deputado federal Márcio Macedo analisou a conjuntura sob a qual acontece a Rio +20 e alertou para a necessidade de mudança do modo de vida e do padrão de consumo atual dos países desenvolvidos. Os recursos naturais não são ilimitados e sua capacidade de recuperação está se esgotando, o que impõe à sociedade mundial a adoção de um modelo de apropriação ordenada desses recursos, caso contrário, vão deixar de existir.

O Brasil, segundo Márcio, precisa investir em tecnologia. Ele defendeu que parte da arrecadação do Pré-sal seja investida em energia limpa e em tecnologia.

Sobre a Rio +20, o deputado enfatizou que o mundo chega à conferência com o acúmulo de 40 anos, com a Europa e os Estados Unidos em crise, e países periféricos – os BRICS -, em ascensão. “Penso que esta Rio+20 é uma arena para discutir o tema da biodiversidade sob nova perspectiva. A arena da Rio +20 é importante para dizer que pode haver um reposicionamento, disse o deputado, que também afirmou que o Brasil está se adequando a um modelo de desenvolvimento, com inclusão social, com distribuição de renda.

O deputado disse ainda, que o debate sobre a biodiversidade vai se tornar econômico: “é o homem botando a mão no meio ambiente e transformando em bem material”. Sobre o debate sobre economia verde, ele afirmou que ele retrata a mesma desconfiança que havia na Rio 92 com o desenvolvimento sustentável. O conceito de economia verde, segundo ele, não está no documento final da Rio +20, porque  não há acordo, e  a proposta do Brasil é que a economia seja verde, inclusiva (colocar respeito direitos individuais e não intolerância, instrumentos democráticos, erradicaçao da pobreza etc.). “O conceito da economia verde deve estar no debate sobre desenvolvimento, unindo social com econômico.

Mas o deputado faz dois alertas: primeiro, quem vai pagar a conta da transição para outro patamar?  Os países que hoje estão vivendo o esgotamento de seus recursos naturais querem resolver seus problemas deixando aqui só as commodities; segundo, se a questão do desenvolvimento sustentável não for amplamente discutido, ele não ganhará força nas mesas governamentais.

Países em desenvolvimento e a sociedade em geral requerem o seu espaço na governança global

Para o presidente do PT, Rui Falcão, nos vinte anos que separam a Eco92 da Rio +20, muitas esperanças foram frustadas, devido, principalmente, à ação devastadora do neoliberalismo com a liberalização financeira, comercial e de investimentos, e esse modelo, que está em crise, jogou seus custos sobre os ombros dos trabalhadores e dos segmentos mais vulneráveis da população por meio de redução de salários, eliminação de direitos sociais e promoção do desemprego, que afeta particularmente a juventude.

Falcão disse achar difícil que resoluções da Rio +20 tenham destino diferente daquelas da Eco92, por enteder que desenvolvimento economicamente, socialmente e ambientalmente justo e sustentável não rima com capitalismo e, muito menos, com neoliberalismo.  Mas o contraponto a tudo isso, segundo ele, são as iniciativas adotadas por países da América Latina, dos BRICS e d outras parte do mundo, que buscam um modelo de desenvolvimento com outras bases e capaz de enfrentar a crise. Na América Latina, por exemplo, houve avanços em relação à Eco92 e para Falcão, isso se deve à atuação de movimentos sociais e de governos de esquerda que assumiram na região.

O PT, segundo Falcão, quer discutir questões como a necessidade de outro modelo de desenvolvimento no mundo e a incapacidade do atual sistema de governança global de lidar, de forma justa, com temas desta magnitude. Para ele, “é preciso adotar um novo paradigma de desenvolvimento no mundo que amplie a qualidade de vida dos setores populares, que amplie a capacidade produtiva e tecnológica de nossos países, que preserve os direitos das gerações futuras e o ambiente comum que todos compartilhamos, o Planeta Terra”. Mas este modelo, segundo Falcão, não se conquistará sob o neoliberalismo: “Devemos focar na busca da igualdade, entre as pessoas e entre as nações. Para que isto seja sustentável, é preciso pensar em mecanismos eficazes de divisão da riqueza, de padrões de consumo igualitários, sustentáveis, exigindo impor limites aos atuais padrões de consumo dos países desenvolvidos, bem como das elites nos países em desenvolvimento. Tudo isso combinado com a elevação dos padrões de consumo da maioria das populações do sul do planeta.”

Esta mudança, segundo Falcão, requer adoção de medidas imediatas sobre a contenção do aquecimento global e consequentemente a implementação de uma economia menos apoiada nas fontes fósseis de energia. Também deve ser considerada  a questão do financiamento e a transferência de tecnologias limpas.   Falando sobre participação social e governança global, Falcão enfatizou que o  PT quer discutir a democratização, o financiamento e a eficácia dos organismos internacionais. O multilateralismo, segundo ele, deve ser fortalecido e os países em desenvolvimento e a sociedade em geral requerem o seu espaço na governança global para assegurar que as organizações internacionais atendam às necessidades de todos.

Falcão defendeu também a adoção de novos indicadores de sustentabilidade internacional, que extrapolem a dimensão econômica e incluam os aspectos sociais e ambientais.

 

 

MST

João Pessoa é a única capital finalista em prêmio nacional de acessibilidade na web

 

O portal da Prefeitura Municipal de João Pessoa (PMJP) – www.joaopessoa.pb.gov.br está concorrendo à final do Prêmio Nacional de Acessibilidade na Web – Todos@Web, na categoria Governo/ instituições. A capital paraibana é a única do País a obter o reconhecimento. O prêmio avalia as facilidades de acesso nos sites e, de acordo com o diretor de ações multimídias da Secretaria de Comunicação (Secom), Eliseu Lins, o site da PMJP foi idealizado para garantir informação a todos os cidadãos.

O Portal da PMJP foi desenvolvido seguindo as diretrizes da Web Content Accessibility Guidelines (WCAG), com o objetivo garantir o acesso de todo o seu conteúdo para todos os cidadãos, podendo ser acessado nos navegadores mais recentes, e com recursos para navegação via dispositivos móveis.

“Esta indicação ao prêmio é um reconhecimento ao nosso trabalho de prover as pessoas de informação com acesso fácil, inclusive as que têm algum tipo de deficiência ou necessidade especial”, diz Eliseu.

O portal foi desenvolvido pelos analistas Sérgio Vilar e Giseldo Oliveira, com apoio do coordenador da Divisão de Desenvolvimento de Mídias Sociais da Secom-JP, Flávio Mendes e de Eliseu Lins.

Sérgio Vilar destaca que o portal tem facilidades para pessoas com deficiência visual. “Temos recursos para aumentar a fonte dos textos, alterar o contraste da página, para ficar mais visível, e uma série de atalhos que facilitam o acesso”.

Segundo Sérgio, a versão para aparelhos de celular ou tablets é diferente da convencional, mais focada nas notícias e nos serviços, com um acesso mais prático. “É uma versão compacta”, sintetiza ele.

Redes sociais – Eliseu Lins ressalta haver uma grande resposta da população às redes sociais da PMJP. “O perfil do twitter @pmjp é o mais acessado proporcionalmente do Brasil, entre as capitais, e o segundo em números absolutos, considerando a quantidade de contatos com relação à população. Já o perfil do facebook, Pmjponline, ocupa a segunda posição nacional, de forma proporcional”.

Neste ano, o portal já recebeu um selo de reconhecimento do site dasilva.org, primeiro avaliador de acessibilidade em Português para websites.

O prêmio – A PMJP concorre ao prêmio Todos@Web com a Associação de Deficientes Visuais e Amigos (Adeva), Fundação Dorina Nowill para Cegos, Prefeitura de Rio das Ostras (RJ) e Programa Censo-Inclusão de Pessoas com Deficiência e Mobilidade Reduzida da Prefeitura de São Paulo.

O prêmio Todos@web é uma iniciativa do W3C Escritório Brasil, por determinação do Comitê Gestor da Internet, em parceria com a Secretaria de Logística e Tecnologia da Informação do Ministério do Planejamento e a Associação Brasileira das Agências Digitais (Abradi) e Secretaria dos Direitos da Pessoa com Deficiência, de São Paulo.

Haverá premiação em dinheiro para os três primeiros colocados, que varia de R$ 1,5 mil a R$ 5 mil. O projeto melhor colocado em cada categoria vai participar do evento internacional W4A – Web for All, durante a conferência WWW2013, da solenidade de entrega do troféu, no dia 14 de junho, e exposição dos trabalhos em publicação do W3C.br.

Ferramentas de Acessibilidade do site da PMJP

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