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Dois policiais militares são expulsos e um é afastado por má conduta na Paraíba

Dois policiais militares foram expulso e um foi licenciado por desvios de conduta e irregularidades que são incompatíveis com a profissão. As exclusões e afastamento dos policiais militares foram publicados no Diário Oficial do Estado da Paraíba (DOE) do dia 10 de abril. Em um dos casos, de acordo com a publicação, um policial foi expulso da PM por violência sexual contra mulheres.

Ainda de acordo com as portarias assinadas pelo comandante-geral da Polícia Militar, Euller Chaves, em todos os processos de exclusão e afastamento foram obedecidos os direitos ao contraditório e à ampla defesa. Todos os procedimentos obedeceram um inquérito administrativo.

No primeiro caso, o soldado René, foi expulso da PM após a constatação de “comportamentos intencionais carregados de imoralidade e antiéticos numa tendência clara e manifesta de cometer violência sexual contra mulheres, inclusive chegando ao ponto de atingir a liberdade sexual das suas vítimas”. Segundo o comandante da PM, ações que não se coadunam com os valores basilares da Policial Militar.

No segundo caso de exclusão publicado no DOE de 10 de abril, o sargento Batista foi excluído, como sanção administrativa pelos crimes de prevaricação, uso de moeda falsa, furto e tentativa de homicídio. Além da punição administrativa, o policial deve responder na criminal, conforme o Código Penal, pelos delitos identificados.

Por sua vez, a motivação do licenciamento do soldado Nóbrega não foi detalhada, embora o comandante-geral da Polícia Militar tenha explicado que os procedimentos revelaram o profundo abismo e descompasso entre suas condutas e os ditames legais que regem os policiais militares deste Estado, projetando e enfatizando atitudes inadequadas, impróprias e contrárias à honra pessoal, ao pundonor policial-militar e ao decoro da classe.

G1

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Apenas um município da PB não consegue preencher vagas ofertadas pelo ‘Mais Médicos’

mais-medicosDas três vagas solicitadas pelo município de Nova Floresta, localizado no Agreste da Paraíba, na nova etapa do programa ‘Mais Médicos’, apenas uma foi preenchida, de acordo com o Ministério da Saúde. A duas vagas disponíveis serão abertas para a segunda chamada de profissionais.

De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Nova Floresta tem uma população estimada em 10.655 habitantes,  destes cerca 20% vivem abaixo da linha de pobreza.

Na Paraíba, 59 cidades e um Distrito Sanitário Especial Indígena (DSEI) aderiram ao novo edital, divulgado em janeiro deste ano, e solicitaram 176 profissionais para atuar no estado.

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Nova Floresta é a única cidade do estado a oferecer vagas para o programa do governo federal.

BlogdoGordinho

Bando sequestra família de gerente e leva mais de um milhão do BB

banco-do-brasilMais de um milhão de reais foram roubados do Banco do Brasil, agência de Mangabeira, nesta sexta-feira (18), após o gerente e a família dele passar a noite inteira na mira de uma quadrilha de assaltantes, em João Pessoa.

Na manhã de hoje, os criminosos foram até o estabelecimento bancário fizeram o gerente abrir o cofre e fugiram levando todo o dinheiro. Ele foi surpreendido pelos assaltantes ao chegar a sua residência e foi feito refém, juntamente com sua família, durante toda a noite.

No banco, os assaltantes rederam os vigilantes e, após pegarem o dinheiro, trancaram todos em uma sala e fugiram no carro do gerente. um Renault Sandero vermelho. O veículo foi abandonado em frente à Escola Pedro Lins no bairro de Mangabeira.

 

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A mulher e os dois filhos foram liberados na BR-230, no sentido de Campina Grande, onde funcionava antiga Operação Manzuá, em Santa Rita. Os assaltantes não ainda não foram identificados. A agência está fechada.

 

 
MaisPB

 

Um em cada três casos de Alzheimer pode ser evitado

Foto: Getty Images
Foto: Getty Images

Um terço dos casos de Alzheimer no mundo tem prevenção, já que é desencadeado por fatores que podem ser evitados. São eles: sedentarismo, tabagismo, diabetes, hipertensão, obesidade, depressão e baixos níveis de educação. A conclusão faz parte de uma pesquisa publicada nesta segunda-feira na revista médica The Lancet Neurology.

O estudo, feito por especialistas americanos e britânicos, foi conduzido no Instituto de Saúde Pública da Universidade de Cambridge. A estimativa apontada pelo trabalho é menor do que a de um estudo anterior feito pelos mesmos pesquisadores, que havia indicado que metade dos casos de Alzheimer poderia ser evitada.

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Acredita-se que 44 milhões de pessoas no mundo tenham Alzheimer e que esse número chegue a 106 milhões de casos até 2050. Segundo pesquisa de Cambridge, no entanto, se a população mundial diminuir em 10% cada um dos fatores de risco modificáveis da doença, será possível evitar cerca de 9 milhões de casos de Alzheimer até 2050.

O novo estudo se baseou em estatísticas sobre a doença nos Estados Unidos e na Europa e relacionou esses dados com a prevalência de fatores de risco à saúde, como obesidade e diabetes, nessas regiões.

“Embora não exista uma forma única de prevenir o Alzheimer, talvez nós possamos dar alguns passos para reduzir o nosso risco de demência em idades mais avançadas. Praticar atividade física, por exemplo, diminui os níveis de obesidade, hipertensão e diabetes, e pode evitar demência em algumas pessoas, além de melhorar a saúde em geral com o envelhecimento”, diz Carol Brayne, professora da Universidade de Cambridge e coordenadora do estudo.

“A nossa esperança é que essas estimativas ajudem a traçar estratégias para prevenir e lidar melhor com essa condição”, diz Deborah Barnes, especialista do Departamento de Epidemiologia da Universidade da Califórnia em São Francisco, Estados Unidos, e uma das autoras da pesquisa.

 

Veja

Pacientes com AIDS começam a receber medicamento três em um

hivO novo tratamento será disponibilizado, primeiramente, aos pacientes do Rio Grande do Sul e do Amazonas, estados com maior incidência da doença

O Ministério da Saúde iniciou a oferta da dose tripla combinada, o chamado três em um, dos medicamentos Tenofovir (300 mg), Lamivudina (300 mg) e Efavirenz (600 mg). Atualmente, esses fármacos são distribuídos pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e consumidos, separadamente, pelos pacientes portadores de HIV e Aids. O novo tratamento será ofertado, em um primeiro momento, para dois estados que possuem as maiores taxas de detecção. A dose fixa combinada será disponibilizada gradativamente aos demais estados do país.

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O principal ganho com o novo medicamento antirretroviral está na redução do número de pacientes que deixam de dar continuidade ao tratamento. Isso porque a disponibilidade das três composições em um único comprimido facilita a ingestão, permitindo boa adesão ao tratamento e durabilidade do esquema terapêutico.

Essa combinação de medicamentos integra o Protocolo Clínico de Tratamento de Adultos com HIV e Aids do Ministério da Saúde, publicado em dezembro de 2013, e será disponibilizado como tratamento inicial para os pacientes soropositivos. Considerado um importante avanço, o Brasil passa a garantir o tratamento três em um, a exemplo de países como Estados Unidos, China e África.

Cenário

De acordo com o Boletim Epidemiológico HIV-Aids, em 2012, o Rio Grande do Sul apresentou a maior taxa de detecção do país, com 41,4 casos por 100 mil habitantes, e o Amazonas 29,2. A taxa de detecção do Brasil é de 20,2 registros da doença.

Em dezembro de 2013, o Ministério da Saúde passou a garantir a todos os adultos com testes positivos de HIV, mesmo que não apresentem comprometimento do sistema imunológico, o acesso aos medicamentos antirretrovirais contra a Aids pelo SUS. A medida também integra o novo Protocolo Clínico de Tratamento de Adultos com HIV e Aids.

Desde o início da oferta do antirretroviral no SUS, há 17 anos, 313 mil pessoas foram incluídas no tratamento. Com o novo protocolo, o Ministério da Saúde passou a disponibilizar os medicamentos a mais 100 mil pessoas, apenas em 2014. Isso significa um aumento de 32% no número de pacientes vivendo com HIV com acesso ao antirretroviral.

A rede de assistência conta hoje com 518 Centros de Testagem e Aconselhamento (CTA), 712 Serviços de Assistência Especializada (SAE) e 724 Unidades de Distribuição de Medicamentos (UDM). Gradualmente, as Unidades Básicas de Saúde estão sendo incorporadas no atendimento aos pacientes vivendo com Aids e HIV.

 

 

Adital

Queda de viga mata um e fere dois na obra do monotrilho em São Paulo

monotrilhoA queda de uma viga em uma obra do monotrilho da Linha 17-Ouro do Metrô, na Avenida Washington Luís, Zona Sul de São Paulo, deixou uma pessoa morta e outras duas feridas na tarde desta segunda-feira (9). Quatro equipes do Corpo de Bombeiros foram acionadas.

Segundo a Polícia Militar, o acidente ocorreu na esquina da Rua Vieira de Moraes com a Avenida Washington Luis. As causas do acidente ainda serão investigadas. A viga caiu sobre a rua e a bloqueava às 17h20.

O primeiro trecho da Linha 17 deverá ter 7,7 km e será composto pelas estações Jardim Aeroporto, Congonhas, Brooklin, Vereador José Diniz, Água Espraiada, Vila Cordeiro, Chucri Zaidan e Morumbi.

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Inicialmente, a expectativa era que os trens começassem a circular entre Congonhas e o bairro do Morumbi, na Zona Sul, antes da Copa. Segundo o governo, a demora na obtenção de licenças ambientais, porém, atrasou o andamento das obras.

local de acidente em obra do monotrilho
Queda de uma viga em uma obra do monotrilho da Linha 17 Ouro do Metrô, deixa uma pessoa morta e outras duas feridas, na Avenida Washington Luís, zona sul de São Paulo (Foto: Renato S. Cerqueira/Futura Press)
Queda de viga em obra do monotrilho da Linha 17 Ouro do Metrô. (Foto: Renato S. Cerqueira/Futura Press)

G1

Partidos têm menos de um mês para definir candidatos à eleição de 2014

partidosOs partidos políticos têm menos de um mês para realizarem as convenções internas, destinadas a escolher os candidatos e as coligações que vão disputar as eleições de outubro. De acordo com a Lei das Eleições (9.504/97), as legendas têm de 10 de junho a 30 de junho para oficializar os nomes dos candidatos que vão disputar cargos eletivos para presidente e vice-presidente da República; governador e vice-governador; senador e deputado federal, além de deputados estaduais – ou distritais, no caso do Distrito Federal. O primeiro turno será no dia 5 de outubro.

Após escolhidos nas convenções partidárias, o candidatos poderão entrar na Justiça Eleitoral com pedidos de direito de resposta contra declarações consideradas por eles como ofensivas por parte dos adversários da disputa eleitoral (candidatos, partidos e coligações). Após a declarações, a parte ofendida terá 48 horas para protocolar o recurso se a ofensa ocorrer na programação de rádio e TV e 72 horas, no caso de imprensa escrita.

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No dia 5 de junho, a Justiça Eleitoral deverá divulgar aos partidos políticos uma lista dos filiados devedores  de multa eleitoral. As informações serão usadas para emissão da certidões de quitação eleitoral, um dos documentos indispensáveis para obtenção do registro para concorrer às eleições.

A partir do dia 10 de junho, emissoras de rádio e tv, por serem concessões públicas, estão proibidas de transmitir programa apresentado ou que tenha participação de candidato escolhido em convenção. A partir da mesma data, os partidos deverão fixar o limite de gastos da campanha e comunicá-lo à Justiça Eleitoral no período de registro do candidatos, que vai até 5 de julho.

A propaganda eleitoral, nas ruas e na internet, será liberada no dia 6 de julho e a campanha, no rádio e na televisão, começará no dia 19 de agosto.

Agência Brasil

Nunca antes um partido indicou tantos ministros para o Supremo

ministros-size-598Nos últimos anos, à medida em que o julgamento do mensalão avançava, sinalizando que políticos petistas não escapariam de pagar por seus crimes na cadeia, o PT e a esquerda passaram a repetir a ladainha de que a composição do Supremo Tribunal Federal (STF) pesou nas condenações. O principal alvo sempre foi o presidente do STF e relator do mensalão, Joaquim Barbosa, mas os petistas também miravam outros integrantes da corte. O discurso capenga sempre esbarrou num dado concreto: no Brasil pós-redemocratização, nunca um partido político indicou tantos ministros para o Supremo quanto o PT, legenda que completa neste ano seu terceiro mandato na Presidência da República. Agora, com a saída precoce de Joaquim Barbosa, a presidente Dilma Rousseff fará sua quinta indicação para compor a suprema corte. Seu antecessor no cargo, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, fez oito. Juntos, os dois fecharão a conta de treze indicações – média superior a uma para cada ano de mandato. O saldo só é comparável às indicações feitas por Deodoro da Fonseca e Floriano Peixoto no início da República – cada um indicou quinze ministros.

 

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Na história do STF, durante a ditadura militar, João Baptista Figueiredo e Humberto Castelo Branco também indicaram diversos ministros para o tribunal – nove e oito, respectivamente. Getúlio Vargas, recordista, contabiliza 21 indicações.

Indicações para o Supremo

LULA – 8 
Cezar Peluso, Carlos Alberto Menezes Direito, Carlos Ayres Britto, Cármen Lúcia, Ricardo Lewandowski, Eros Grau, Joaquim Barbosa e José Antonio Dias Toffoli

DILMA ROUSSEFF – 4 
Luiz Fux, Luís Roberto Barroso, Rosa Weber e Teori Zavascki

FERNANDO HENRIQUE CARDOSO – 3 
Ellen Gracie, Gilmar Mendes e Nelson Jobim

ITAMAR FRANCO – 1 
Maurício Corrêa

FERNANDO COLLOR – 4 
Carlos Velloso, Ilmar Galvão, Francisco Rezek e Marco Aurélio Mello

JOSÉ SARNEY – 5 
Carlos Madeira, Célio Borja, Celso de Mello, Sepúlveda Pertence e Paulo Brossard

Nos próximos anos, independentemente da saída de Joaquim Barbosa, outras vagas serão abertas no Supremo. As primeiras ocorrerão com as aposentadorias compulsórias de Celso de Mello (2015) e Marco Aurélio Mello (2016), aos 70 anos. Indicados por José Sarney e Fernando Collor de Mello, respectivamente, os dois são, ao lado do ministro Gilmar Mendes – indicado no governo Fernando Henrique Cardoso –, os únicos que não chegaram à corte em mandatos do PT. Em 2018, completarão 70 anos Rosa Weber, Teori Zavascki e Ricardo Lewandowski.

A indicação por um presidente do PT não faz do ministro – e assim espera-se dele – um representante do partido no plenário do tribunal. Barbosa assumiu a cadeira na corte levado pelas mãos de Lula. Luiz Fux também foi apontado por Dilma. Os dois marcaram duros votos contra mensaleiros petistas. No entanto, há o exemplo contrário: Ricardo Lewandowski, indicado por Lula, é idolatrado por militantes petistas por assumir o papel de antagonista de Barbosa no julgamento do mensalão. Recentemente, os novatos Luís Roberto Barroso e Teori Zavascki, indicados por Dilma, foram decisivos para reverter condenações pelo crime de formação de quadrilha, atenuando penas.

Nos corredores do tribunal, a lista de possíveis sucessores de Barbosa é grande: os ministros do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Benedito Gonçalves, Luis Felipe Salomão, Herman Benjamin e Nancy Andringhi; e os advogados Heleno Torres e Luiz Eduardo Fachin. E ainda algumas apostas temerárias para a plena independência dos Poderes, como Luís Inácio Adams, advogado-geral da União (AGU), candidato a repetir o mau exemplo de José Dias Toffoli, que antes da toga deu expediente como advogado do PT.

 

Laryssa Borges e Talita Fernandes, de Brasília

Em um ano, carro popular fica R$ 2.300 mais caro por causa dos juros

Carro popular de R$ 25 mil sairia por R$ 38.482,90, se financiado no ano passado; agora, valor final do financiamento é de R$ 40.782,81 David Hecker/Getty Images News
Carro popular de R$ 25 mil sairia por R$ 38.482,90, se financiado no ano passado; agora, valor final do financiamento é de R$ 40.782,81
David Hecker/Getty Images News

De abril de 2013 até o mês passado, a taxa básica de juros no Brasil (Selic) subiu de 7,25% para 11% ao ano. Essa alta, usada para controlar a inflação, vem encarecendo o financiamento no País e desestimulando compras a prazo.

A alta de 3,75 pontos percentuais deixou todos os empréstimos para o consumidor mais caros, como o cheque especial, rotativo do cartão de crédito, empréstimo pessoal, financiamentos, entre outros.

A pedido do R7, a Anefac (Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade) calculou o financiamento de alguns produtos, considerando os juros em abril de 2013 e abril de 2014.

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Um carro popular, por exemplo, com preço à vista de R$ 25 mil, se fosse financiado em abril de 2013 por 60 meses, custaria R$ 38.482,90 ao fim do período.

Considerando o mesmo preço e modelo de financiamento, mas com os juros do mês passado, esse automóvel custaria R$ 40.782,81 após cinco anos. A diferença é de R$ 2.299,91. (Veja ao final outras comparações).

Essa diferença reflete apenas a alta dos juros, sem considerar a recomposição do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados), que deixou os carros mais caros desde janeiro.

Queda no crédito. Queda na venda de carros

Definidos pelo Banco Central, os juros básicos controlam a inflação porque afetam diretamente a demanda, encarecendo os juros praticados no mercado e, consequentemente, intimidando consumidores a realizar compras a prazo.

Pelas leis de mercado, a procura baixa alivia a pressão inflacionária. Mas, como o próprio nome diz, demanda baixa significa também menor número de pessoas dispostas a comprar um produto.

Segundo dados da Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores), as vendas de veículos caíram 2,1% no primeiro trimestre deste ano ante igual período de 2013, enquanto a produção, prejudicada também por exportações, despencou 8,4%.

Para especialistas e empresários, a alta dos juros é uma das razões que explicam a queda nesse mercado, mas não é apontada como a mais importante.

De acordo com o economista da Serasa Experian Luiz Rabi, a aceleração da inflação durante o primeiro trimestre deste ano também pesou negativamente na disposição do brasileiro em buscar mais crédito ao longo desse período.

Os dados da Serasa mostram que, no primeiro trimestre deste ano, ocorreu a maior queda na demanda dos consumidores por crédito para quem ganha até R$ 500 por mês (recuo de 7,6%). No geral, a queda foi de 3,2%.

— Por enquanto, a inadimplência tem ficado baixa, mas, se a inflação e os juros continuarem a subir, até o fim do ano ela pode aumentar. Não será muita coisa, mas com certeza [a inadimplência] vai parar de cair [como vem ocorrendo nos últimos meses].

Além dos juros e da temida inflação, os outros fatores que tiveram efeito sobre a venda de carros foram a redução do IPI, a menor concessão de crédito e a turbulência econômica causada pelo ano eleitoral.

Veja abaixo outros exemplos de como a Selic afetou os financiamentos de um ano para cá:

 

Joyce Carla, do R7