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Paraíba perde 81 bolsas de pesquisa na UFPB e UFCG após cortes na Capes

A Paraíba perdeu 81 bolsas de pesquisa científica na UFPB e UFCG após bloqueio e corte feito pelo Ministério da Educação (MEC) no benefícios custeados pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes). Segundo dados passados pelas instituições, foram 42 bolsas suspensas na UFCG e 39 bolsas suspensas na UFPB. O IFPB, que também possui bolsas financiadas pela Capes, não teve registro de suspensão.

O corte nas bolsas da Capes afetou instituições em todo o país. De acordo com nota da Associação Nacional de Pós-Graduandos (ANPG), os bloqueios e suspensões podem afetar pesquisas e impedir a retomada do crescimento do país. “Esses cortes que atingem o pior orçamento da década para esses setores consolidam um projeto de governo que fere de morte o ensino superior, a pós-graduação e a ciência nacional, enterrando qualquer possibilidade de retomada do desenvolvimento brasileiro e de futuro”, diz a nota.

UFPB

A Universidade Federal da Paraíba teve um corte de 39 bolsas financiadas pela Capes. De acordo com a pró-reitora de pós-graduação da UFPB, Maria Luiza Alencar, são 34 bolsas de mestrado e doutorado em todas as áreas, duas bolsas referentes ao (Proex) e duas ligadas ao Programa Nacional de Pós-Doutorado (PNPD).

As bolsas cortadas são do campi de João Pessoa e de Areia. Conforme a pró-reitora, os cortes correspondem a 5% do total das bolsas ativas em João Pessoa e 10% no campi de Areia. São cerca de 5.100 discentes nos programas de pós da UFPB, sendo que desses, pouco mais de 1.100 são bolsistas.

“São bolsas de mérito acadêmico, que contemplam a demanda social, da carência socioeconômica dos pesquisadores”, comentou.

De acordo com a professora Maria Luiza Alencar, o sistema da Capes ficou bloqueado durante o processo de remanejamento das bolsas e ocasionou os cortes.

“Todo mês, nos primeiros 15 dias do mês, a Capes abre o sistema para implantarmos as bolsas que abrem, justamente referente aos pesquisadores que concluíram os cursos ou que começaram a trabalhar. Esse mês eram pra ter aberto, mas só abriram o sistema nesta quinta e as bolsas que estariam disponíveis foram cortadas”, explicou.

A pró-reitora explicou ainda que pode ser que o corte se repita no mês seguinte. “Se repetirem isso no próximo mês, um bloqueio do sistema, para haver um corte, pode ser que a gente perca mais bolsas. Esse processo afeta muito a universidade”, comentou.

UFCG

O vice-reitor da UFCG, Camilo Farias, relatou que a universidade foi impactada com a perda de 42 bolsas que eram financiadas pela Capes. Foram 19 bolsas de mestrado, 19 de doutorado e quatro de pós-doutorado.

“A Capes prometeu devolver até segunda 15 bolsas, sendo 10 de mestrado e 5 de doutorado, do programa de pós em Engenharia Elétrica, por ser Proex e ter nota 7”, comentou o vice-reitor da UFCG.

Universidade Federal de Campina Grande (UFCG) — Foto: Marinilson Braga/UFCG

Universidade Federal de Campina Grande (UFCG) — Foto: Marinilson Braga/UFCG

Conforme levantamento feito pela instituição de ensino, são 828 bolsas mantidas para amparo à pesquisa científica. São 334 de mestrado, 452 de doutorado e 42 de pós-doutorado.

IFPB não perdeu

A pró-reitora de pós-graduação do Instituto Federal da Paraíba, Silvana Cunha Costa, explicou que o IFPB não perdeu nenhuma bolsa porque todas que são mantidas pela Capes, seis bolsas do único mestrado acadêmico da instituição, estão ativas. No entanto, Silvana Cunha Costa explicou que não há garantia de renovação dessas bolsas em fevereiro, quando os pesquisadores concluírem o curso.

“Temos 15 bolsas do programa de pós, dessas, somente seis são mantidas com recursos da Capes. As demais são mantidas pela própria instituição, com recursos nossos. Mas, infelizmente, com os cortes no nosso orçamento, há uma previsão de que haverá cortes também das bolsas mantidas pelo IFPB”, lamentou a pró-reitora.

Ainda de acordo com o IFPB, havia sido previsto no orçamento bolsas de doutorado para os servidores da instituição, porém, a pró-reitora explicou que a previsão após o cortes anunciados pelo MEC é de que essas bolsas para os servidores sejam cortadas.

G1

 

Bloqueio superior a R$ 50 milhões afeta funcionamento da UFPB

A Universidade Federal da Paraíba sofrerá um bloqueio superior a R$ 50 milhões em recursos federais, através do Ministério da Educação. Em nota, a Reitoria da Universidade informou que a redução dos recursos de custeio e capital alcança R$ 44.742.865,00 e ressaltou que a medida irá afetar 45% nas ações responsáveis pelo funcionamento da unidade.

Em nota, a UFPB afirmou que atualmente, a universidade já trabalha com orçamento inferior às suas necessidades. Segundo a Reitoria, a justificativa apresentada pelos representantes do governo é infundada, principalmente ao considerar os índices de desempenho das UF’s.

“A UFPB ocupa, atualmente, o 4º lugar no Brasil em registro de patentes; é a 4ª melhor Universidade do Nordeste e a 28ª da América Latina; a 12ª da América do Sul e 8ª do Brasil em produção de pesquisas em ciências naturais. Além disso, com o intuito de promover a integração, divulgação e distribuição de saberes, realizou, somente em 2018, mais de 180 encontros acadêmicos com repercussão local, nacional e internacional e mantém convênios científicos com quase 90 países”, diz trecho da nota.

Além disso, foram bloqueados R$ 5.645.537,00 (cinco milhões seiscentos e quarenta e cinco mil quinhentos e trinta e sete reais) de recursos de capital oriundos de emendas da bancada federal de deputados e senadores, chegando aos 32,75% (trinta e dois vírgula setenta e cinco por cento) de corte total. Conforme a nota, o corte afeta “profundamente” o Hospital Veterinário, a Escola Técnica de Saúde e o Colégio Agrícola Vidal de Negreiros.

A nota convoca as pessoas a enfrentarem e resistirem aos ataques desferidos contra a universidade.  O documento ainda reafirmou o ‘compromisso’ de defender o pleno funcionamento da UFPB e da universidade gratuita, de qualidade, inclusiva e referenciada socialmente.

Leia nota na íntegra:

A Administração Superior da Universidade Federal da Paraíba (UFPB) informa a Comunidade Universitária e a Sociedade Paraibana que o Governo Federal, através do Ministério da Educação, bloqueou R$ 44.742.865,00 (quarenta e quatro milhões, setecentos e quarenta e dois mil, oitocentos e sessenta e cinco reais) de recursos de custeio e capital, correspondendo a 30% (trinta por cento) dos recursos previstos na Lei Orçamentária Anual (LOA) para 2019. Cabe ressaltar que, antes do anúncio deste corte, a UFPB já trabalhava com orçamento inferior às suas necessidades.

Esta intervenção afetará 45,5% (quarenta e cinco vírgula cinco por cento) na ação responsável pelo funcionamento cotidiano da universidade. Além disso, foram bloqueados R$ 5.645.537,00 (cinco milhões seiscentos e quarenta e cinco mil quinhentos e trinta e sete reais) de recursos de capital oriundos de emendas da bancada federal de deputados e senadores, chegando aos 32,75% (trinta e dois vírgula setenta e cinco por cento) de corte total, o que afeta profundamente o Hospital Veterinário, a Escola Técnica de Saúde e o Colégio Agrícola Vidal de Negreiros.

É do conhecimento público que as justificativas apresentadas pelos representantes do governo federal para este tipo de intervenção nos recursos orçamentários das universidades federais (IFES), e divulgadas pela imprensa, são absolutamente infundadas, considerando o crescimento exponencial dos índices de desempenho da UFPB e das demais IFES espalhadas pelo território nacional.

A UFPB ocupa, atualmente, o 4º lugar no Brasil em registro de patentes; é a 4ª melhor Universidade do Nordeste e a 28ª da América Latina; a 12ª da América do Sul e 8ª do Brasil em produção de pesquisas em ciências naturais. Além disso, com o intuito de promover a integração, divulgação e distribuição de saberes, realizou, somente em 2018, mais de 180 encontros acadêmicos com repercussão local, nacional e internacional e mantém convênios científicos com quase 90 países.

As universidades federais, embora em menor número comparativamente ao conjunto das universidades privadas, são responsáveis pela formação de qualidade de milhares de profissionais lançados no mercado de trabalho, pelo funcionamento da esmagadora maioria dos melhores programas de pós-graduação avaliados pelas Capes, pela quase totalidade da ciência de ponta produzida no Brasil e pela promoção incessante de arte, cultura e cidadania em nosso país.

A UFPB é responsável pela formação inicial e continuada na área de educação por meio do Comitê Institucional de Formação Continuada de Profissionais do Magistério da Educação Básica (COMFOR), capacitando mais de 41.820 profissionais nos 223  municípios do Estado. Mantém 1.100 ações de extensão que chegam à sociedade das mais diversas formas, emprega 6.353 servidores efetivos e mais de 1.240 funcionários terceirizados, movimentando a economia do estado, especialmente nas cidades onde estão instalados os Campi II, III e IV.

As IFES são, portanto, um patrimônio estratégico inestimável do povo brasileiro. Sem elas não haverá Ensino, Pesquisa, Extensão, Ciência, Tecnologia, Inovação e Cultura de qualidade disponível para toda a sociedade brasileira. Não há projeto de Nação que se instaure nos marcos da civilização e da democracia sem a participação efetiva das Universidades Públicas brasileiras.

Por fim, a Administração Superior da Universidade Federal da Paraíba reafirma seu compromisso institucional de defender, em todas as instâncias cabíveis e por todos os meios pertinentes, o pleno funcionamento de todas as unidades da UFPB, bem como a Universidade Pública, Gratuita, de Qualidade, Inclusiva e Referenciada Socialmente. Sem Educação de excelência não é possível construir um país com desenvolvimento econômico, justiça social e democracia política. Por isso, conclama a todas as pessoas que assim pensam a “enfrentar e resistir” a todos os ataques que venham a ser desferidos contra a nossa Universidade.

MaisPB

 

 

Polícia Federal e Ministério Público investigam fundações e obras inacabadas da UFPB

A reitora Margareth Formiga, da Universidade Federal da Paraíba (UFPB), afirmou nesta segunda-feira (6), durante entrevista a rádio Arapuã, que os problemas das obras inacabadas da instituição estão longe de acabar. Ela lembrou das irregularidades encontradas pelos órgãos de fiscalização e controle, e também criticou a forma como os projetos das obras eram elaborados: ‘Obras casca de ovo. Sem nada, só a casca’.

“Todas as obras deveriam estar concluídas até o final de 2012, no projeto Reuni, na gestão passada. E nós recebemos um quantitativo de obras inacabadas em mais de 40. O que eu chamei de ‘obra casca de ovo’. Só tinha a casca, mas faltava a clara e a gema.  Não tinha projeto elétrico, hidro sanitário, não tinha projeto de logística, nem sequer bombeiros, nem acessibilidade. Nunca se tirou um alvará de construção dentro da instituição. Para além desses problemas técnicos, tem os problemas jurídicos”, destacou.

A reitora também explicou que a Polícia Federal e o Ministério Público investigam fundações e obras inacabadas dentro da instituição. “É tanto que estão envolvidos nesse processo das investigações diversas entidades como: PMJP com a questão dos alvarás, o MPPB, TCU, CGU, AGU. O que demonstra a complexidade das irregularidades encontradas. São com essas investigações que poderemos fazer um PAC para responsabilizar quem deu prejuízo ao erário, mas que libere as obras para que possamos concluí-las”, explicou.

Ainda segundo ela, em alguns desvios eram retirados mais de R$ 3 milhões das obras. “Uma das primeiras investigações descobriu que se abriu no início de 2013 um desvio de recurso como se tivessem comprando alimentos para o restaurante universitário e nunca chegou nem um pacote de café. Isso é mais de R$ 3 milhões de reais e todas as notas são falsas. Isso é só um pequeno exemplo. A PF, o MP e os órgãos de controle estão investigando as fundações e as obras inacabadas da UFPB”, disse.

Em 2013 uma operação da Polícia Federal (PF) na Paraíba foi iniciada para combater desvios de verbas públicas federais destinadas à Fundação José Américo, que prestava apoio à UFPB.

 

clickpb

 

 

Vigilante é assassinado a tiros em frente a UFPB, em Santa Rita

Um vigilante foi assassinado em frente ao campus da Universidade Federal da Paraíba (UFPB), em Santa Rita, na região metropolitana de João Pessoa. O crime aconteceu na noite deste sábado (27), no km 38 da BR-230, no conjunto Boa Vista, bairro de Várzea Nova.

O núcleo de comunicação da Polícia Rodoviária Federal (PRF) informou que a vítima estava de moto e foi encontrada pela equipe policial, já sem vida, caída no acostamento em frente à universidade.

O Nucom da PRF relatou que um grupo de policiais fazia patrulhamento na região quando viu a moto caída sobre a via da BR-230. Outro segurança, em serviço na UFPB, disse aos policiais que ouviu disparos de arma de fogo momentos antes do corpo ser encontrado já caído no acostamento.

O motivo e os autores do homicídio ainda não foram revelados, até a noite deste sábado. A Polícia Civil deve acompanhar o caso.

Edição de imagem: Nucom/PRF-PB

 

clickpb

 

 

Organizadora divulga gabaritos de provas do concurso da UFPB

Já estão disponíveis para consulta no site do Instituto AOCP os gabaritos das provas do concurso da Universidade Federal da Paraíba (UFPB), realizado nesse domingo (7). O certame ofereceu 131 vagas em funções técnico-administrativas, com cargos que contemplam os níveis médio, técnico e superior. Confira os gabaritos abaixo:

Gabarito (manhã)

Gabarito (tarde)

As remunerações dos aprovados vão variar entre R$ 1.945,06 e R$ 4.180,66, de acordo com o cargo. Em todos os casos, será acrescentado o valor de R$ 458, relativos a auxílio alimentação.

Mais de 18 mil inscritos deixaram de fazer as provas do concurso da UFPB, conforme a organização. Durante a manhã, dos 16.231 candidatos que estiveram aptos a participar do certame, 4.466 faltaram. Já no período da tarde, dos 58.748 candidatos capacitados ao concurso, 14.282 não compareceram aos locais de provas.

 

portalcorreio

 

 

Polícia Federal prende quatro pessoas suspeitas de fraudes no concurso da UFPB

A Operação Ponto Final, da Polícia Federal, prendeu quatro pessoas suspeitas de fraudes em concursos públicos, neste domingo (7), enquanto realizavam as provas para os cargos de administrador e assistente em administração do concurso da Universidade Federal da Paraíba (UFPB), em João Pessoa e Rio Tinto.

A operação contou com a participação de 10 policiais federais. De acordo com PF, os candidatos presos utilizam instrumentos eletrônicos de recepção de dados, com objetivo de receberem, de terceiros, o gabarito de suas provas. A Polícia Federal não detalhou em qual local de prova as prisões teriam acontecido.

Os investigados devem responder pelos crimes de fraude em certames de interesse público e organização criminosa, cujas penas, somadas, poderão chegar à 14 anos de reclusão.

As provas do concurso da UFPB aconteceram neste domingo (7), com a participação de mais de 70 mil candidatos inscritos, nas cidades de João Pessoa, Mamanguape, Rio Tinto, Bananeiras e Areia. São 131 vagas disponíveis nos quatro campi da instituição.

G1

 

Aulão realizado em Solânea prepara estudantes para concurso da UFPB

No último dia 24 de março aconteceu o 1° Aulão de revisão para concursos. O evento foi realizado no Cineteatro Municipal de Solânea.

O aulão serviu para revisão do concurso da UFPB, com a promoção do Letra Exata Preparatório para concursos, de Solânea, em parceria com o Seletto Concursos, de João Pessoa.

“Foi o primeiro evento de uma série de outros aulões que ocorrerão buscando prestigiar os concurseiros da nossa região. Agradecemos a confiança dos nossos alunos de Solânea, Bananeiras e cidades circunvizinhas que fizeram do último domingo um dia muito proveitoso de estudo e foco, em busca da sua aprovação no concurso da UFPB que se aproxima, dia 07 de abril”, destacaram Francisco Alexandre e Rosângela, representantes da empresa Letra Exata.

Redação FN

 

 

Troca de tiros resulta em vigilante baleado na UFPB, em João Pessoa

No final da tarde desta sexta-feira (15), uma tentativa de assalto terminou em troca de tiros e duas pessoas baleadas no campus de João Pessoa da UFPB. Um dos feridos trabalha como vigilante na instituição.

Uma dupla em uma moto se aproximou e abordou o vigilante em uma das entradas do campus. Os suspeitos anunciaram o assalto e pediram que a vítima entregasse a arma. O vigilante reagiu e houve troca de tiros.

O vigilante, que tem 30 anos de idade, foi atingido na panturrilha e garantiu a polícia que conseguiu ferir um dos suspeitos e que ele fugiu em direção a mata. Uma Unidade de Suporte Básico (USB) do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) foi acionada e socorreu a vítima para o Hospital de Emergência e Trauma de João Pessoa.

Ninguém foi preso.

 

PB Agora

 

 

Criminosos invadem UFPB e desligam sistema de câmeras de vigilância

A Prefeitura Universitária da UFPB informou nesta segunda-feira (6) que o prédio da Superintendência de Tecnologia da Informação (STI), situado no campus de João Pessoa, foi invadido no domingo, 5 de agosto. A Polícia Federal foi acionada e instaurou inquérito para averiguação.

Segundo o órgão, o invasor entrou pelo telhado e desligou todos os equipamentos e o circuito de câmeras de segurança. Em decorrência, houve paralisação nos serviços de internet, já restaurado, e nos sistemas acadêmicos e administrativos informatizados.

wscom

MPF obtém condenação de envolvidos em construção de restaurante universitário na UFPB em Bananeiras

Irregularidades ocorreram no Campus III da UFPB, em Bananeiras, e incluíram pagamentos sem contrato, paralisação e serviços mal executados

O Ministério Público Federal (MPF) em Guarabira (PB) obteve a condenação de três servidores da Universidade Federal da Paraíba (UFPB) por causarem um prejuízo de R$ 173.391,52 ao erário, decorrente de execução irregular do restaurante universitário do Campus III da UFPB em Bananeiras (PB), em 2008. Eles foram condenados pela prática de atos de improbidade administrativa, por várias irregularidades na execução da obra, como pagamentos realizados sem contrato, paralisação da obra e defeitos estruturais ocasionados por serviços mal executados.

Foram condenados o então diretor do Campus III da UFPB em Bananeiras, Antônio Eustáquio Resende Travassos; o servidor Inaldo Soares dos Anjos, então gestor financeiro do contrato firmado entre a universidade e a construtora responsável pela obra; e o servidor Ivanildo Rodrigues de Melo, fiscal das obras do restaurante universitário. Todos foram sentenciados ao ressarcimento do dano, suspensão dos direitos políticos por cinco anos, multa civil e proibição de receber benefícios ou incentivos fiscais ou creditícios pelo prazo de cinco anos.

Aditivo retroativo – Conforme o processo, em 2007, o Centro de Ciências Humanas, Sociais e Agrárias – CCHSA, do Campus III da UFPB, em Bananeiras, realizou licitação para a construção do restaurante universitário. A empresa Saneamento e Construções Ltda – Secol ganhou a licitação e foi assinado o Contrato n. 11/2007, em 30 de dezembro de 2007, no valor de R$ 308.873,39.

Entretanto, o contrato venceu em 30 de agosto de 2008 sem que a construção do restaurante tivesse sido concluída. Mesmo assim, os pagamentos das medições continuaram a ser realizados. Houve três medições executadas e pagas sem qualquer amparo contratual. O aditivo somente foi providenciado em 23 de dezembro de 2008, ampliando o prazo da conclusão em 90 dias.

Negligência – De acordo com a sentença, o diretor Antônio Eustáquio Travassos foi negligente nos cuidados da execução do contrato, uma vez que “afirmou claramente que assinava os documentos sem se atentar para datas ou seu conteúdo”. Eustáquio também se omitiu quanto à aplicação de penalidades administrativas à empresa Secol, em razão do descumprimento das cláusulas contratuais que ocasionaram o atraso na construção do prédio e o abandono da obra. Em depoimento, o diretor do campus afirmou que “apenas tomou medidas administrativas contra a empresa somente quando houve a inspeção da Controladoria Interna da UFPB”.

O gestor financeiro do contrato, Inaldo Soares dos Anjos, deixou de recolher o percentual de 5% do valor do contrato a ser pago pela empresa como garantia de execução da obra. Já o fiscal das obras do restaurante, Ivanildo Rodrigues de Melo, realizou atestos de execução de obras mesmo quando os serviços não tinham sido realizados, deixando, assim, de agir com diligência e probidade no desempenho de suas funções, conforme a sentença.

O processo tramita na 12ª Vara da Justiça Federal sob o número 0801466-33.2015.4.05.8200.

portalmidia

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