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Professores da UFPB irão participar da campanha nacional ‘Fora Bolsonaro’

O presidente do Sindicato dos Professores da Universidade Federal da Paraíba (Adufpb), Fernando Cunha promoveu na ultima semana uma plenária docente para discutir a proposta de calendário extraordinário na UFPB e a participação da categoria na campanha nacional Fora Bolsonaro. A atividade ocorreu por videoconferência – devido às medidas de isolamento social decorrentes da pandemia de covid-19 – e reuniu cerca de 60 professores e professoras.

Na ocasião, a plenária docente concordou com a proposta de o sindicato participar dos atos virtuais e simbólicos (com atividades de rua) que estão sendo organizados no país pelas frentes Brasil Popular e Povo sem Medo dentro da campanha Fora Bolsonaro. Além disso, a entidade também tomará parte no ato nacional a ser realizado no dia 2 de julho pela Confederação dos Trabalhadores no Serviço Público Federal (Condsef), que também inclui na pauta o Fora Bolsonaro. Além de ações virtuais, a atividade prevê atos simbólicos, como a afixação de cartazes e cruzes simbolizando as vítimas da covid-19.

Indagado como enxerga as medidas do Governo Federal diante dos movimentos sindicais o presidente Fernando Cunha, disse: “No movimento sindical, os tempos com o governo Bolsonaro têm sido muito difícil. Desde a aprovação da reforma trabalhista no governo Michel Temer, um forte ataque aos movimentos sindicais foi iniciado. Bolsonaro, ao assumir, aprovou a reforma da Previdência que, em si já é uma ampliação da retirada de direitos, ampliando o tempo de trabalho… isso teve impacto no movimento sindical. Na medida em que você tem, entre os trabalhadores uma redução de seu ganho salarial eles fazem as opções de onde vão contribuir. A contribuição sindical é voluntária e a sindicalização garante a autonomia política e financeira dos sindicatos. Na reforma trabalhista também entrou o fim do sindicato como mediador dos vínculos de trabalho entre o empregador e o trabalhador. Então qualquer contato estabelecido entre o empregador e o trabalhador passa a ser validado sem a aprovação do sindicato que aumenta o sucateamento dos sindicatos e do próprio trabalhador. O trabalhador é descartável para esse governo, essa é a visão, o trabalhador não é de interesse deles. Toda a narrativa desse governo é de proteger os empresários e aumentar seus privilégios e ele vem fazendo isso”, comentou.

Em relação ao calendário extraordinário da UFPB, o sindicato apresentou proposta de realização de uma plenária unificada dos três segmentos da comunidade universitária já no mês de julho e também de plenárias dos centros para se discutir o ensino remoto e o semestre letivo 2020.1. Na avaliação da ADUFPB, o semestre só deve ser reiniciado se as condições mínimas para o ensino e a aprendizagem forem garantidas pela universidade.

Várias intervenções e análise foram realizadas ao longo do evento. O professor Carlos, por exemplo, avaliou que a UFPB vem conduzindo o processo de aulas remotas de maneira burocrática. A professora Maria de Fátima Rodrigues lembrou que os problemas não se limitam ao ensino, mas atacam também a extensão e a pesquisa. E o professor Antônio Joaquim Feitosa destacou os docentes não podem ser obrigados a utilizar aparelhos pessoais (computadores, celulares) para realizar atividades públicas.

Para o professor Marcelo Sitcovsky, as universidades devem continuar desenvolvendo atividades relacionadas ao enfrentamento da pandemia e seus reflexos nas mais variadas áreas da vida social. “Realizar atividades que envolvem ensino, pesquisa e extensão, colocando toda nossa capacidade a serviço da sociedade. Temos condições de promover ações amplas direcionadas para comunidade interna e externa”, avaliou. Segundo ele é preciso indicar que a UFPB busque com o governo federal acessar o Fundo de Democratização das Comunicações no sentido de adquirir hardware e software para a comunidade acadêmica.

Na avaliação da professora Juliana, a formação universitária não se dá apenas pelo ensino curricular. “A pesquisa e a extensão também formam e ensinam, e muito. A UFPB deveria focar em ampliar o fomento de ações de pesquisa e extensão (que inclui ensino não curricular) da comunidade acadêmica com vistas a apoiar a sociedade no enfrentamento da pandemia de covid-19”.

Para isso, segundo ela, “é necessária uma política de fomento e suspensão de alguns pontos da resolução 52, que amplie a carga horária dedicada a essas atividades. Além disso, temos as atividades de gestão que incluem a necessidade de planejamento coletivo, envolvendo o conjunto de professores, técnicos e estudantes para pensar essas estratégias e planejar um futuro quando for possível o retorno presencial que vai precisar de novas condições de organização física e institucional”.

pbagora

 

Em Bananeiras, UFPB abre inscrições para mil vagas em cursinho online de preparação para o Enem

Estão abertas até o dia 21 de junho as inscrições para mil vagas em um cursinho online com o objetivo de preparar estudantes que querem prestar vestibular, principalmente o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). A iniciativa é de um projeto da Universidade Federal da Paraíba (UFPB), no Centro de Ciências Humanas, Sociais e Agrárias (CCHSA), no campus III, em Bananeiras, no Brejo paraibano.

As inscrições devem ser realizadas pelo Sistema Integrado de Gestão de Eventos (SIGEventos). Podem se inscrever estudantes, professores, técnico-administrativos e colaboradores da UFPB e alunos sem vínculo com a instituição.

O curso, previsto para iniciar em 22 de junho, é uma iniciativa do projeto “Inclusão social de alunos da rede pública: educação, cultura e direitos humanos”, coordenado pelo professor do Departamento de Agricultura, Marcos Barros. As atividades devem ocorrer até 30 de abril de 2021.

As mil vagas terão vigência de oferta até dezembro deste ano, período em que acontecerá a etapa preparatória para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), ainda sem data definida. Entre janeiro e abril, serão realizadas outras atividades, como acompanhamento e monitoramento dos resultados no Enem e no Sistema de Seleção Unificada (Sisu).

“Queremos promover a inclusão social de jovens provenientes das camadas populares, ampliando as possibilidades do ingresso dos estudantes de escolas públicas do Brejo paraibano em cursos de graduação das universidades públicas do estado da Paraíba. Assim, contribuiremos para a educação, formação sociocultural e o exercício pleno da cidadania deles”, reforçou o professor.

O professor Marcos Barros destaca a experiência de ofertar um curso 100% online. “É um desafio interessante, motivador, pois temos aproveitado nossos atributos de domínio de conteúdo e adaptando às ferramentas multimídias. É um caminho sem volta para o país esse novo normal da educação”.

Ele observa ainda que um curso online tem alcance muito maior, atingindo pessoas e lugares cada vez mais distantes. “No ano passado, dependíamos dos ônibus das prefeituras para trazer os alunos até o campus universitário. A adoção das ferramentas virtuais de aprendizagem remete a uma maior eficiência e eficácia da transmissão do conhecimento teórico e prático e a uma preparação pré-universitária massificada”.

Para isso, foram pensados recursos didáticos para permitir a realização do curso, tais como material didático digitalizado; apresentações em multimídia; vídeos, web-conferências e web-aulas; fórum para debate e tiração de dúvidas; ferramentas Moodle Classes (UFPB) e Google Meet; rede social Instagram; Whatsapp e outros aplicativos de comunicação.

Mais informações podem ser obtidas por meio dos números de telefones (83) 99132-6812/3367-5566, pelo e-mail cursinhoproenem.cchsaufpb@gmail.com e pelo perfil do projeto no Instagram.

portaldobrejo

 

UFPB e UFCG estão entre as 10 melhores universidades do NE em ranking internacional

A Paraíba tem duas universidades entre as 10 melhores do Nordeste e 50 melhores do Brasil, de acordo com o World University Rankings 2020-21, divulgado nesta segunda-feira (8), pelo Center for World University Rankings. O ranking conta com 2 mil instituições de ensino superior de todo o mundo, sendo 57 do Brasil.

De acordo com o ranking mundial, a Universidade Federal da Paraíba (UFPB) está na posição 1.241, com 69 pontos em uma escala que vai até 100. Entre as instituições de ensino do país, a UFPB ocupa a 31° posição, sendo a 5ª melhor do Nordeste.

Já a UFCG tem 66.8 pontos e ocupa a posição de 1.740 no mundo, estando em 49° entre as universidades do Brasil e em 8° entre as instituições do Nordeste.

Em relação à performance das pesquisas, para a qual também foi elaborado um ranking internacional, a UFPB ocupa a posição número 1.177, enquanto que a UFCG está na 1.661.

Para desenvolver o ranking, conforme o Centro, foram avaliados fatores como a qualidade do ensino; a empregabilidade dos ex-alunos; a quantidade de acadêmicos que ganharam prêmios e medalhas internacionais; e o total de trabalhos de pesquisa realizados.

Além disso, é considerado o número de pesquisas publicadas em revistas de “primeira linha” e influentes, assim como o número de trabalhos altamente citados.

O primeiro lugar geral foi ocupado pela Universidade de Harvard, pelo nono ano consecutivo. Entre as instituições brasileiras, a Universidade de São Paulo ficou em primeiro lugar.

Com Jornal da Paraíba

 

Isolamento prejudica sono, trabalho e prática esportiva, segundo pesquisa da UFPB

Uma pesquisa do Departamento de Terapia Ocupacional do Centro de Ciências da Saúde da Universidade Federal da Paraíba (UFPB) investiga se o isolamento social em domicílio, para contenção do contágio por Covid-19, alterou a rotina das pessoas adultas.

Segundo os dados preliminares, já se percebe que o distanciamento social tem provocado alterações negativas no cotidiano das pessoas, em aspectos como sono, trabalho, atividades religiosas e de autocuidado, sobretudo prática de atividades físicas.

O distanciamento social também alterou o cuidado com as crianças e com os idosos, atividades de ensino e de lazer. Mas nem todas as modificações foram apontadas, inicialmente, como negativas, a exemplo das relações familiares, que, para algumas pessoas, melhoraram.

O levantamento é realizado por meio de questionário on-line. Até esta quinta-feira (4), a pesquisa, que teve início em 26 de maio, já tinha recebido aproximadamente 200 respostas em menos de dez dias. A meta é atingir pelo menos 500 participantes.

O estudo está sendo conduzido pela pesquisadora Berla Moraes, líder do grupo de pesquisa Vida adulta e cotidiano. Ela explica que a sua percepção de mudanças em uma série de rotinas das pessoas, em função do distanciamento social, foi o que motivou o estudo.

“Acredito que a pesquisa vai contribuir socialmente porque a gente já começou a analisar um pouco e ela já dá indícios de que várias rotinas foram alteradas. Então a gente já começa a perceber que realmente as rotinas tiveram alterações, logo, como terapeutas ocupacionais, pretendemos propor soluções”, diz a pesquisadora.

Os dados também poderão ser utilizados como subsídios para que outras estudos sejam empreendidos. Ela observa que mudanças nas questões emocionais, como medo e ansiedade, podem estar impactando na realização das ocupações cotidianas.

Berla Moraes avalia que é preciso considerar, para as análises, fatores como a classe social dos entrevistados. “Para pessoas com renda mais baixa, por exemplo, pode haver impacto negativo nos relacionamentos, no nível de satisfação com a rotina, nas ocupações cotidianas. Por isso a pesquisa precisa ser bem divulgada para ampliar seu alcance e chegar a todos os públicos”.

Além disso, a pesquisadora adverte que, após o isolamento social, as pessoas vão precisar de tempo para se adaptar à nova normalidade. “Há um risco de terem dificuldades para ajuste do sono, trabalho, lazer, autocuidado”.

Conforme Berla Moraes, a partir do momento que a pessoa tem a consciência de como está sua rotina, é possível ajudá-la a reorganizá-la de modo mais saudável, considerando suas condições de vida.

Os resultados serão disponibilizados por meio do perfil do grupo de pesquisa no Instagram e no site do Departamento de Terapia Ocupacional da UFPB. O estudo foi aprovado pela Comissão Nacional de Ética em Pesquisa para Seres Humanos (Conep) do Ministério da Saúde. Outras informações podem ser obtidas pelo e-mail vidaadultacotidiano@gmail.com.

Ascom/UFPB

 

 

Pesquisa da UFPB estuda efeitos do distanciamento social nos hábitos e saúde da população

Uma pesquisa da Universidade Federal da Paraíba (UFPB) feita pelo Departamento de Terapia Ocupacional do Centro de Ciências da Saúde estuda efeitos do distanciamento social no cotidiano das pessoas, em aspectos como sono, trabalho, atividades religiosas e de autocuidado, sobretudo prática de atividades físicas. O objetivo da pesquisa é investigar se o isolamento social em domicílio, para contenção do contágio por Covid-19, alterou a rotina das pessoas adultas.

O levantamento está sendo realizado por meio de questionário on-line. Até a quinta-feira (4), a pesquisa, que teve início em 26 de maio, recebeu pelo menos 200 respostas em menos de dez dias. A meta é atingir 500 participantes.

Segundo os dados preliminares da pesquisa, o distanciamento social também alterou o cuidado com as crianças e com os idosos, atividades de ensino e de lazer. Mas nem todas as modificações foram apontadas, inicialmente, como negativas, a exemplo das relações familiares, que, para algumas pessoas, melhoraram.

O estudo está sendo conduzido pela pesquisadora Berla Moraes, líder do grupo de pesquisa Vida adulta e cotidiano. Os dados poderão ser utilizados como subsídios para que outras estudos sejam feitos. Segundo a pesquisadora, mudanças nas questões emocionais, como medo e ansiedade, podem estar impactando na realização das ocupações cotidianas.

“Acredito que a pesquisa vai contribuir socialmente porque a gente já começou a analisar um pouco e ela já dá indícios de que várias rotinas foram alteradas. Então a gente já começa a perceber que realmente as rotinas tiveram alterações, logo, como terapeutas ocupacionais, pretendemos propor soluções”, disse a pesquisadora.

A pesquisa considerou para as análises, fatores como a classe social dos entrevistados. “Para pessoas com renda mais baixa, por exemplo, pode haver impacto negativo nos relacionamentos, no nível de satisfação com a rotina, nas ocupações cotidianas. Por isso a pesquisa precisa ser bem divulgada para ampliar seu alcance e chegar a todos os públicos”.

Os resultados serão disponibilizados por meio do perfil do grupo de pesquisa no Instagram e no site do Departamento de Terapia Ocupacional da UFPB. O estudo foi aprovado pela Comissão Nacional de Ética em Pesquisa para Seres Humanos (Conep) do Ministério da Saúde.

G1

 

Pico da Covid-19 na Paraíba será no início de junho, diz estudo da UFPB

Um estudo desenvolvido pelo Laboratório de Inteligência Artificial e Macroeconomia Computacional (Labimec) da Universidade Federal da Paraíba (UFPB) aponta que o pico de contágios por Covid-19 na Paraíba será no início de junho, atingindo 5% da população, com 190.078 casos.

O prognóstico é mantido quando aplicado, por exemplo, à cidade de João Pessoa, sendo esperados 35.457 casos, o que corresponde a 4% da população do município.

“Com estas previsões, podemos auxiliar gestores públicos no enfrentamento da pandemia, por meio de tomada de decisões, a fim de gerenciar os riscos”, avalia Maria Daniella Silva, uma das pesquisadoras responsáveis pelo estudo.

A estimativa foi realizada com base no modelo epidemiológico SIR, usado para medir a evolução de epidemias contagiosas. Para isso, indivíduos de determinada população são definidos em Susceptíveis (S), Infectados (I) e Recuperados (R).

Para o estudo, foram feitas três suposições: a população é constante, com isso, não é levado em consideração os nascimentos e as mortes durante a pandemia; os indivíduos são igualmente susceptíveis à doença; as pessoas ficam imunes após uma única infecção.

Maria Daniella Silva explica que os resultados não estão levando em conta nenhuma medida de contenção de interação humana. “Isso achataria a curva, ou seja, reduziria o número máximo de infectados”.

O modelo de previsão também não considera a existência de subnotificação dos casos. “O número de infectados pode ser maior que o apresentado oficialmente. Todo modelo de previsão está sujeito a erros”.

Nesta terça (12), segundo a Secretária de Saúde do Estado, a Paraíba registrou o maior número de casos e óbitos em um único dia. Foram 252 novos casos de Covid-19 e 15 óbitos causados pela doença. Assim, a Paraíba atingiu 2.777 casos de Covid -19. Desses, 154 faleceram e 601 se recuperaram. Outros 3.137 casos investigados já foram descartados.

Por meio dos boletins da pasta estadual, o Laboratório de Inteligência Artificial e Macroeconomia Computacional da UFPB levantou que, das mortes provocadas pela Covid-19, 60,2% pessoas tinham 60 anos ou mais, grupo de risco da doença. Outras 74,2% tinham comorbidades, tais como hipertensão, diabetes e problemas cardíacos. Com relação ao sexo das vítimas, 36,6% são mulheres e 63,4% homens, com média de idade de 64 anos.

Isolamento

A partir de dados da geolocalização de smartphones do sistema Android captados pela Google, o laboratório da UFPB também analisa o nível de circulação de pessoas em determinados locais, com a finalidade de monitorar o cumprimento da política de isolamento social.

Os dados constatam que houve uma grande variação na circulação de pessoas no dia 21 de abril, que foi o máximo de isolamento social no período, chegando a uma variação negativa de 78% da circulação de pessoas em lojas e ambientes de recreação, devido ao feriado de Tiradentes.

Já no dia 26 de abril, foi observado grande aumento da circulação de pessoas e um certo descumprimento da política de isolamento implementada, o que pode ser preocupante para o sistema de saúde paraibano e para a sociedade como um todo.

Reações

O mapeamento do Twitter, produzido pela unidade de pesquisa, teve como foco a reação dos usuários brasileiros a notícias relacionada à Covid-19. Para isso, foram coletados 90 mil tweets de 4 a 8 de maio.

Através de machine learning, um método de análise de dados, os tweets da segunda-feira (4) apresentaram um novo ápice do sentimento negativo. Isso ocorreu devido a notícias e acontecimentos do final de semana, além da divulgação de que o país havia ultrapassado 100 mil casos confirmados e mais de 7 mil óbitos.

Na dia 7 de maio, houve uma redução brusca desse sentimento, que pode ser atribuída à divulgação da descoberta, por parte de Israel, de um anticorpo que “neutraliza” o coronavírus e também ao relatório feito pelo Imperial College de Londres, com foco no Brasil, que recomenda a adoção de medidas mais severas para conter a explosão da pandemia.

Desde então, algumas cidades começaram a discutir e implantar o lockdown, isolamento total, e a reação de “alívio” por parte de alguns usuários foi captada, uma vez que o Twitter se trata de uma ferramenta de monitoramento em tempo real.

As análises do laboratório acompanham a pandemia do novo coronavírus desde o início de abril. O grupo é formado ainda pelos pesquisadores Cássio Besarria, Valéria Besarria, Fabyan Esberard, Pierre Hítalo, Flávio Macaúbas, Daniel Campesi e Guilherma Mazala. É possível acompanhá-los pelo perfil do laboratório no Instagram.

 

ascom

 

 

Pesquisadores da UFPB desenvolvem teste de Covid-19 mais rápido e barato

Projeto de pesquisa intitulado “Desenvolvimento de testes point of care eletroquímicos para diagnóstico de Covid-19”, da Universidade Federal da Paraíba (UFPB), testará pacientes com suspeita de Covid-19 por meio de sensores eletroquímicos, que permitem diagnósticos rapidamente e com custo cerca de cinco vezes mais baixo do que os testes de referência utilizados atualmente.

De acordo com o coordenador do projeto, professor Sherlan Lemos, as atividades ainda estão em planejamento e a proposta surgiu a partir de métodos utilizados para diagnosticar câncer de tireoide.

“A metodologia que empregamos é baseada em procedimentos que já vêm sendo testados para diagnósticos rápidos em outros países. É bastante flexível, pois pode ser adaptada ao diagnóstico de outras doenças como a Covid-19”, explica o pesquisador.

Segundo Lemos, a diferença da proposta da UFPB é o emprego de uma “instrumentação muito mais barata e portátil – um sensor eletroquímico”. Para o professor, “uma vez validada, a proposta permitirá o diagnóstico a um preço muito mais baixo e com resultado em poucos minutos”.

O objetivo, com a validação do projeto, é realizar o diagnóstico de Covid-19 rapidamente. “Inclusive em lugares com recursos financeiros e de pessoal mais escassos. Testes point of care específicos irão detectar o vírus SARS-CoV-2 em amostras de soro sanguíneo e saliva baseadas em sensores eletroquímicos e instrumentação eletroquímica portátil”, afirma Lemos.

O professor da UFPB argumenta que serão desenvolvidos dois testes. O primeiro, baseado no diagnóstico da doença pela classificação da resposta do sensor eletroquímico e uma operação de inteligência artificial que exibirá o resultado “positivo ou negativo”. O segundo, pela determinação direta e inequívoca do vírus na amostra, com a ação de um imunossensor construído a partir da relação antígeno e anticorpo do vírus SARS-CoV-2.

“Uma vez produzidos e válidos, os testes são viáveis para produção em maior escala. A execução deles contribuirá diretamente para o monitoramento da pandemia no Estado da Paraíba e no país, pois são mais rápidos e de menor custo que o método referência”, almeja Sherlan Lemos.

Conforme dados do pesquisador, o preço de custo (não obrigatoriamente o que pode ser cobrado) de um teste de referência é cerca de R$250 e o valor do teste com o sensor pode ficar em torno de R$50. “Esse preço é porque adaptaremos na primeira fase do projeto um sensor comercial que já está disponível para o desenvolvimento do teste mais rapidamente. Mas é possível produzirmos esse sensor no futuro por um preço mais baixo”, estima o professor.

PB Agora com Ascom

 

 

Colégio agrícola da UFPB oferta 2 mil vagas para cursos EAD gratuitos

Colégio Agrícola Vidal de Negreiros, no campus III da Universidade Federal da Paraíba (UFPB), em Bananeiras, publicou edital com oferta de 2 mil vagas para oito cursos de qualificação profissional na modalidade a distância (EAD). As inscrições devem ser realizadas até o dia 22 de maio, através do Sistema Integrado de Gestão de Atividades Acadêmicas (Sigaa) da instituição.

Entre as capacitações, estão Auxiliar de Agropecuária, Auxiliar em nutrição e dietética, Cervejeiro, Caprinocultor, Agricultor Orgânico, Padeiro, Instalador e Reparador de Redes de Computadores e Assistente Administrativo. Serão abertas, ao todo, 20 turmas.

A seleção será por ordem de inscrição. Para se inscrever, é preciso ter Ensino Fundamental completo e idade a partir de 16 anos. Os selecionados e cadastro de reserva serão divulgados em 23 de maio, no site do colégio. As matrículas acontecerão de 26 a 29 de maio e as aulas terão início no dia 30, com previsão de conclusão até 30 de setembro deste ano.

Esta é a primeira vez que estão sendo ofertados cursos totalmente EAD, devido à pandemia de Covid-19, através do ambiente virtual de aprendizagem Moodle. Segundo o diretor do colégio, Edvaldo Beltrão Filho, para participar das atividades, não é necessário que o candidato resida nas cidades-polos citadas no edital, ficando livre a escolha de qualquer curso e cidade polo.

O gestor esclarece que a alocação dos cursos por municípios tem a finalidade de atender ao Sistema Nacional de Informações da Educação Profissional e Tecnológica (Sistec), do Ministério da Educação (MEC). As cidades-polo são Areia, Araruna, Bananeiras, Belém, Borborema, Guarabira, Remígio, Sapé, Serraria e Solânea.

De acordo com o diretor, os cursos são ofertados a partir de um convênio com a Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica (Setec) do MEC, pelo Programa Novos Caminhos do governo federal. Ele destaca que a expectativa é conseguir preencher as duas mil vagas. “São cursos que têm uma demanda enorme abrangem todas as áreas de eixos tecnológicos que oferecemos aqui no colégio”, ressalta.

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Reportagem: Aline Lins | Edição: Pedro Paz
Ascom/UFPB

 

 

Coronavírus: UFPB suspende calendários acadêmicos do período 2020.1

O período letivo 2020.1 dos cursos presenciais de graduação da Universidade Federal da Paraíba (UFPB) foi suspenso. A decisão do Conselho Superior de Ensino, Pesquisa e Extensão (Consepe) de suspender os calendários acadêmicos do período dos quatro campi da instituição foi divulgada nesta segunda-feira (20) após uma reunião extraordinária. Um modelo não presencial será debatido em 3 de maio. Se aprovado, período letivo de 2020.1 começará com atividades remotas, em 11 de maio.

Conforme a universidade, a suspensão das atividades presenciais também vale para os cursos de pós-graduação. Já as pesquisas e orientações continuam sendo desenvolvidas remotamente. De acordo com os calendários cancelados, as atividades presenciais teriam início nesta quinta-feira (23), para os campi I, em João Pessoa e IV, em Rio Tinto e Mamanguape, e em 14 de maio, para os campi II, em Areia e III Bananeiras.

Os cursos do Ensino a Distância (EAD) terão situação discutida em maio. A UFPB tem 36.792 estudantes em todos os níveis de ensino.

As medidas valem por tempo indeterminado durar, na Paraíba, a situação de emergência em saúde pública decorrente da epidemia do coronavírus. De acordo com a reitora Margareth Diniz, nova reunião ocorrerá em 5 de maio, quando serão apresentadas e discutidas propostas de funcionamento do período letivo de 2020.1 por meio de atividades não presenciais. Se aprovadas, as atividades remotas começarão em 11 de maio.

A reunião do Consepe foi realizada através de videoconferência. Até o próximo encontro, as pró-reitorias de graduação, pós-graduação, de pesquisa e de extensão deverão acolher sugestões da comunidade universitária para as atividades acadêmicas não presenciais no período letivo de 2020.1, durante o isolamento social. Novos calendários serão elaborados assim que for considerado seguro o retorno do funcionamento presencial.

G1

 

Pesquisadores da UFPB criam respirador mais barato do país e empresas podem solicitar produção

A Agência de Inovação Tecnológica da Universidade Federal da Paraíba (INOVA-UFPB), finalizou o desenvolvimento do protótipo de ventilador pulmonar que é o mais econômico já produzido até o momento no Brasil. De acordo com os inventores, o custo estimado do aparelho será de R$ 400,00, mais barato do que o da USP que custará R$ 1 mil reais e 37,5 vezes mais barato do que um ventilador no mercado que custa R$ 15 mil.

A equipe de pesquisadores e servidores da UFPB foi responsável pelo pedido de patente, mas não pela fabricação, que deverá ser feita por empresa com autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) e o aparelho ainda precisa passar por testes pelo Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (INMETRO). Nesses últimos caso, acredita-se que em face da urgência as tramitações burocráticas e testes sejam aceleradas.

O projeto tem licença aberta para os interessados em produzir o ventilador pulmonar. Os interessados deverão entrar em contato com a INOVA-UFPB por meio do e-mail: inova@reitoria.ufpb.br.

O equipamento também é de rápida montagem e programação, sendo possível concluir a montagem e deixá-lo plenamente operável em 60 segundos. Outro detalhe é que ele não é um respirador de emergência, podendo ser usado indefinidamente; ou seja, um substituto aos convencionais comercializados atualmente.

Os inventores tiveram como missão garantir uma alternativa nacional viável que pudesse ser disponibilizado com um baixíssimo custo para hospitais.

O produto faz uso da tecnologia touch-screen, é equipado com sistema multibiométrico e tem conectividade wireless. Inclusive é possível acessá-lo, monitorá-lo e operá-lo em tempo real remotamente por meio de aplicativo em dispositivos móveis (smartphones).

No dia 30 de março de 2020 as imagens do protótipo já estavam disponíveis nas redes sociais. No dia 31, foi realizada nova força tarefa com os inventores, a equipe da Diretoria de Propriedade Intelectual da INOVA-UFPB e do Instituto Nacional da Propriedade Industrial (CGDI/EDIR-PE/SEDIR-PB/INPI) para preparar a redação do pedido de patente. No dia 01 de abril o pedido de patente foi finalizado e no dia 02 foi protocolado no INPI.

A iniciativa tem a coordenação do diretor Presidente Prof. Dr. Petrônio Filgueiras de Athayde Filho, que fez a demanda do projeto no dia 28 de março de 2020 para que fosse desenvolvido um ventilador pulmonar por pesquisadores do Centro de Ciências Exatas e da Natureza (CCEN). A equipe composta por Railson Ramos, Mario Ugulino, Válber Almeida, Tiago Maritan e Marcos Alves concluíram em 48 horas a missão.

 

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