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PM divulga imagens de suspeitos em assalto que deixou 16 feridos na UEPB

O comandante do 2º Batalhão da Polícia Militar (2ºBPM), tenente-coronel Rogério Damasceno divulgou no início da noite desta segunda-feira (1º) imagens de dois suspeitos em ação, no roubo a um carro-forte e uma agência bancária que ocorreu na Universidade Estadual da Paraíba (UEPB), em Campina Grande. Uma aluna e um vigilante foram baleados e outras 14 pessoas ficaram feridas ao tentar fugir do local.

As duas fotos enviadas foram reproduzidas do circuito de câmeras da UEPB. A Polícia Civil também já está em posse das imagens e investiga o caso. O delegado de Roubos e Furtos da Polícia Civil, Victor Melo, informou que está analisando os vídeos para identificar o suspeito. As forças de segurança da Paraíba destacam que a população pode ajudar na identificação através das linhas 190 e 197.

O caso ocorreu por volta as 10h desta segunda-feira. Até as 16h, nenhum dos suspeitos que participaram do assalto foi preso. Segundo a Polícia Militar, os criminosos entraram no local fingindo serem estudantes. Um dos assaltantes portava um fuzil dentro de um “case” de violão.

No momento da ação criminosa, havia cerca de 5 mil alunos e funcionários no prédio da Central Integrada de Aulas da UEPB, onde fica a agência bancária. Ocorreram vários disparos e os alunos não sabiam inicialmente o que estava ocorrendo. Muitos estudantes entraram em desespero temendo que estivesse ocorrendo um massacre semelhante ao que ocorreu em Suzano, São Paulo, no mês de março.

A assessoria de imprensa da universidade informou que um grupo armado chegou em dois carros e assaltou um carro-forte que levava malotes de dinheiro para uma agência bancária localizada na Central de Integração Acadêmica. Os criminosos conseguiram fugir levando malotes de dinheiro e uma arma de um dos vigilantes. Ainda não há informações da quantia roubada.

G1

 

Estudante baleada em tiroteio na UEPB, em Campina Grande, recebe alta

A estudante da Universidade Estadual da Paraíba (UEPB) ferida com um disparo de arma de fogo na manhã desta segunda-feira (1º) durante um assalto à agência bancária do Santander, que fica na instituição, foi liberada no início da tarde de hoje do Hospital de Trauma de Campina Grande.

Segundo o cirurgião geral Francisco Cláudio, do Trauma de Campina, ela sofreu um tiro de raspão na região lombar. Com quadro estável, após passar por exames e receber curativo, foi liberada.

A estudante, que não teve o nome revelado, foi ferida, juntamente com outras 11 pessoas, sendo um vigilante e o restante estudantes, durante a ação, que deixou alunos e professores aterrorizados.

O tiroteio foi registrado na manhã de hoje no campus da Universidade Estadual da Paraíba (UEPB) em Campina Grande. O tumulto aconteceu quando um grupo armado chegou em dois carros e explodiu um carro-forte que levava malotes de dinheiro para a agência do Santander, localizada na Central de Integração Acadêmica. Os assaltantes fugiram levando malotes de dinheiro.

O vigilante da universidade foi atingido por dois tiros, sendo um no pé esquerdo e outro na perna
direita. O quadro dele é estável e pode ser liberado ainda nesta segunda.

Outros estudantes, feridos após pularem do primeiro andar, tentando escapar do tiroteio, também já foram liberados.

O reitor da UEPB, Rangel Júnior, suspendeu as aulas pela manhã e admitiu que o período da tarde também pode ficar sem aulas por causa do clima de “terror” que tomou conta da instituição. As informações são do parlamentopb.

 

parlamentopb

 

 

UEPB emite nota “em defesa da Democracia”

A Reitoria da Universidade Estadual da Paraíba (UEPB) emitiu nota na quinta-feira (18) em relação ao processo eleitoral do segundo turno, quando será eleito o futuro presidente do Brasil. O documento “em defesa da Democracia e pelo Brasil” é assinado pelo reitor Rangel Júnior e pelo vice, Flávio Romero Guimarães.

No texto os gestores argumentam que defendem e sempre defenderão uma universidade pública, gratuita, laica, socialmente referenciada, democrática, inclusiva e de relevância social. Eles também destacam que entre os anos de 2003 e 2016, período em que o PT administrativa o país, foram feitos grandes investimos nas universidades públicas, com duplicação do número de vagas e maior democratização no acesso ao ensino superior.

“Defenderemos com todas as nossas forças as conquistas históricas da Democracia em nosso País. O ambiente universitário jamais poderá se tornar palco de intolerâncias e rupturas com os valores essenciais apregoados e defendidos como elos essenciais nas sociedades modernas”, diz trecho da nota.

Leia na íntegra:

A principal missão da Universidade consiste na construção de saberes ao pleno desenvolvimento humano, segundo princípios científicos e tecnológicos, pautados em valores éticos, cuja orientação para os seus alunos e suas alunas objetive sólida formação profissional ao respeito à vida. Em outras palavras, a Universidade, mais do que um espaço, significa projeto civilizatório, naquilo que se refere ao pensar e viver sobre bases pacíficas, mesmo quando discordantes ou diversas.

De 2003 a 2016, observamos um período de grande investimento nas universidades públicas, significando a duplicação do número de vagas e maior democratização no acesso ao ensino superior. Mesmo assim, do total de vagas disponíveis no país, apenas 12% estão nas públicas e, as demais, 88%, na iniciativa privada. A UEPB participou deste desafio e se esforçou para aumentar suas vagas e espaços de atuação na Paraíba, contribuindo para ampliar a inclusão social através da educação.

Neste atual contexto eleitoral brasileiro, temos presenciado discursos e atos de violência física e simbólica, em várias partes do país e por meio de diversos meios de comunicação. A sociedade como um todo sendo vitimada pela intolerância e desrespeito à diversidade e à liberdade do outro. Trata-se de um cenário que deixa entrever ameaças ao processo de construção democrática da sociedade e aos direitos constitucionais e trabalhistas, que coloca em jogo não apenas a resolução de uma crise política e econômica, mas o processo de consolidação do Estado Democrático de Direito.

Na esfera universitária, mais recentemente, presenciamos ataques que atingem o terreno essencial da liberdade de ensinar e aprender, assim como o processo de educação como prática da liberdade e construção crítica da cidadania. Ações e agressões têm se espalhado pelo país no sentido de ferir esta fundamental dimensão, o que põe em risco de morte esta instituição secular.

Sem universidades públicas não há compromisso com formação profissional crítica e cidadã; não há pesquisa comprometida com a ética e com o bem-estar humano; não há Universidade para os filhos e filhas dos trabalhadores e trabalhadoras, pois os interesses passam a ser os do mercado. Sem a Democracia restará a barbárie. Sem as garantias de liberdades individuais e o respeito às regras mais elementares de convivência pacífica em sociedade, perde-se parte fundamental dos laços que nos trouxeram até aqui como nação. Não podemos assistir impassíveis a tais práticas!

Queremos proclamar com veemência que defenderemos com todas as nossas forças as conquistas históricas da Democracia em nosso País. O ambiente universitário jamais poderá se tornar palco de intolerâncias e rupturas com os valores essenciais apregoados e defendidos como elos essenciais nas sociedades modernas.

Defendemos e defenderemos uma Universidade pública, gratuita, laica, socialmente referenciada, democrática, inclusiva, de relevância social e comprometida com o desenvolvimento da nação e com o mesmo vigor e a mesma veemência os valores fundamentais da Democracia em nosso Brasil. Somente a educação poderá nos levar a um patamar civilizatório mais elevado, honrando as melhores tradições dos tantos educadores, educadoras e tão importantes intelectuais e cientistas, verdadeiros humanistas que marcaram a história do Brasil, aqui e no mundo inteiro.

Acreditamos que só a Democracia, abraçada com a Educação de qualidade, possibilitará a Paz e a Justiça Social, bem como a consequente diminuição das profundas desigualdades de nossa sociedade. Como Universidade, demarcamos nosso compromisso com a Paz, a Democracia, os Direitos Civis, essencialmente com um projeto humanista e civilizatório que torne o Brasil um pais mais tolerante e, de fato, para todos.

Antonio Guedes Rangel Junior
Reitor

Flávio Romero Guimarães
Vice-Reitor

 

maispb

Tribunal de Justiça defere liminar e suspende concurso da UEPB

O Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB) suspendeu temporariamente, através de liminar, o concurso público que foi realizado pela Universidade Estadual da Paraíba (UEPB). O mandado de segurança foi pedido por uma candidata que se sentiu prejudicada com a interposição de recursos protocolados por outros candidatos fora do prazo.

Pelo menos nove candidatos teriam interposto recurso administrativo junto à banca após a divulgação final do concurso. A candidata que se sentiu prejudicada sustenta que o edital do certame não previa a interposição de recurso. Com os recursos aceitos pela banca, a classificação da candidata caiu de 114 para 124.

A 2ª Vara de Fazenda Pública de Campina Grande deferiu uma liminar suspendendo os sete recursos que haviam sido deferidos pela banca. Segundo a liminar, o concurso permanecia suspenso por 48h até o trânsito em julgado da ação.

As provas do concurso foram aplicadas no dia 17 de dezembro. Mais de 38 mil candidatos se inscreveram para concorrer às 197 vagas nos cargos de Nível Fundamental, Médio e Superior. Conforme previsto no edital, as remunerações são de R$ 1.502,24 para cargos de nível fundamental; R$ 2.394,35 para cargos de nível médio e R$ 3.396,43 para os cargos de nível superior.

ClickPB

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Professores da UEPB paralisam atividades nesta quarta-feira

Professores da Universidade Estadual da Paraíba (UEPB) anunciaram, através de comunicado emitido na tarde desta terça-feira (3), que irão paralisar as atividades nesta quarta-feira (4) em manifestação para “obrar do Governo do Estado reposição salarial de 26,42% e respeito a autonomia da instituição”.

De acordo com o comunicado divulgado pela Associação dos Docentes da ADUEPB, além dos professores, o ato ambém terá a participação dos técnico-administrativos da instituição.

Confira trexto na íntegra:

PROFESSORES DA UEPB PARALISARÃO AMANHÃ (04/04) POR REPOSIÇÃO SALARIAL E RESPEITO A AUTONOMIA DA UNIVERSIDADE

Os professores da Universidade Estadual da Paraíba – UEPB paralisarão amanhã (04/04) suas atividades para cobrar do Governo do Estado reposição salarial de 26,42% e respeito a autonomia da instituição. A Associação dos Docentes da ADUEPB – ADUEPB realizará amanhã, a partir das 9h, um ato público na Praça dos três poderes, em João Pessoa, para cobrar as reivindicações.

A paralisação e o ato público de amanhã serão resultados de uma intensa mobilização dos professores que a ADUEPB vem realizando nas últimas semanas, nos oito campi da universidade. A atividade também terá a participação dos técnico-administrativos da instituição.

Os professores decidiram aderir à proposta de paralisação apresentada pela diretoria da ADUEPB após várias tentativas de abertura de diálogo com o Governo do Estado, que até agora não resultaram em nenhum encontro.

Desde o início de janeiro a ADUEPB apresentou sua pauta de reivindicações, na data base dos servidores estaduais, a Secretaria de Planejamento e Gestão e ao Gabinete do Governador, mas não recebeu nenhuma resposta.

Data Base

Na pauta de reivindicações da data-base, também entregue a Reitoria da Universidade, está inclusa a defesa inalienável da educação pública superior; Defesa da autonomia Administrativa e financeira da UEPB em conformidade com a lei 7.643 de 04 de agosto de 2004; Respeito ao orçamento da UEPB por parte do poder do governo Estadual e Investimento do governo Estadual na infraestrutura da UEPB.

Técnicos

Além dos técnico-administrativos da UEPB também participarão da paralisação e do ato público de amanhã, os técnico-administrativos de várias secretarias e órgãos da administração indireta do Governo do Estado, que desde o dia 28 de março estão em greve por tempo indeterminado, também por reposição salarial.

 

PB Agora

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Gabaritos preliminares do concurso da UEPB são divulgados

(Foto: Junot Lacet Filho/Jornal da Paraíba/Arquivo)

Os gabaritos preliminares das provas do concurso da Universidade Estadual da Paraíba (UEPB) foram divulgados pela banca organizadora nesta segunda-feira (18). O concurso aconteceu neste domingo (17) para mais de 38 mil candidatos inscritos que concorrem às 197 vagas disponíveis, segundo a Comissão Permanente de Concursos (CPCon).

O resultado final do processo seletivo está previsto para ser divulgado em 30 de janeiro de 2018. O cargo com maior concorrência é o de auxiliar administrativo no campus de Guarabira, com 270,67 candidatos por vaga.

Segundo a CPCon, foram confirmadas 17.995 inscrições para cargos de nível fundamental, 19.675 para cargos de nível médio e 989 para os cargos de nível superior. Além de auxiliar administrativo, também apresentaram alta concorrência os cargos de advogado, com 254 candidatos para uma vaga e assistente técnico no campus de Campina Grande, que tem 228,63 candidatos por vaga.

O edital oferta 197 vagas, com remunerações de R$ 1.502,24 a R$ 3.396,43. No total, estão disponíveis 95 vagas para cargos de nível fundamental, 94 para cargos de nível médio e oito para cargos de nível superior. O cargo com o maior número de vagas é o de auxiliar administrativo, com 92 oportunidades.

Além deste cargo, estão disponíveis vagas para auxiliar de laboratório de análise físico-químicas, almoxarife, assistente técnico, técnico de segurança do trabalho, desenhista projetista, administrador, advogado, pedagogo, economista, psicólogo, farmacêutico industrial e secretário executivo.

G1

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Ricardo revela porque bloqueou promoções na PM e UEPB

O governador Ricardo Coutinho (PSB) comentou sobre os decretos publicados no Diário Oficial do Estado que beneficiam o plano de cargo e carreira da Universidade Estadual da Paraíba (UEPB) e da Polícia Militar, publicados na última quarta-feira(11). Segundo o gestor, as promoções haviam sido bloqueadas devido ao momento da crise econômica.

“Atualizamos todas as promoções da polícia, foram mais de seis mil e, também, dentro do orçamento proposto pelo reitor Rangel Junior, dentro do orçamento da UEPB, sem ultrapassar os limites da Lei Orçamentária Anual e os limites de pessoal dentro da legislação, foi autorizada a recomposição das promoções dos anos de 2005, 2006 e 2007”, explicou o governador.

Ricardo explicou que houve uma negociação com a Reitoria, o ADUEPB e o SINTESPB acerca do desbloqueio das promoções.  Em relação à Polícia Militar, ele ressaltou que começou a fazer as liberações dentro da polícia, pois aponta que, além da promoção, o serviço destes apresenta o diferencial da patente, dentro do exercício de poder e funções da corporação.

“Governar neste momento não é nada fácil. As coisas de uma hora para outra mudam completamente. A Paraíba é um estado em transformação, que vem avançando muito sua receita própria e nós nos preparamos pra crise sem parar nada”, destacou, aproveitando para comentar as inaugurações e os investimentos na educação para o próximo ano.

 

Juliana Cavalcanti –  MaisPB

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UEPB define calendário letivo após greve de mais de três meses

O período letivo 2017.1 da Universidade Estadual da Paraíba (UEPB), será iniciado no dia 21 deste mês. O semestre, que se estenderá até o dia 22 de dezembro, proposto pela Pró-Reitoria de Graduação (Prograd), foi aprovado pelo Conselho Superior de Ensino, Pesquisa e Extensão (Consepe) da UEPB.

Ainda de acordo com a proposta da Prograd, o período de 26 a 30 de dezembro será reservado à reposição de aulas, exames finais e colação de grau. As aulas do semestre 2017.2 tem previsão de início para o dia 19 de fevereiro de 2018. As atividades da UEPB estiveram paralisadas por 90 dias em decorrência da greve de professores e técnicos administrativos, que foi suspensa no dia 17 de julho. De acordo com o professor Eli Brandão, Pró-Reitor de Graduação da UEPB, o calendário acadêmico proposto por ele e aprovado pelo Consepe, tem como objetivo, compactar os 100 dias letivos dentro do ano de 2017. Dessa forma seriam evitados mais 10 dias no ano de 2018, o que causaria mais transtornos aos estudantes, com destaque para os concluintes que estão na expectativa do término de seus cursos.

Ele lembrou que o calendário está atrasado e é necessário fazer um ajuste, de forma a não penalizar os estudantes. O pró-reitor ressaltou, ainda, que a data de 19 de fevereiro de 2018, fixada para o início de semestre 2017.2, está levando em consideração o processo de seleção pelo Sistema de Seleção Unificada (SiSU). “Isso porque o Ministério de Educação e Cultura (MEC) já antecipou que a primeira lista de 2018 será divulgada no final de janeiro, mas só será disponibilizada para as universidades formarem as listas próprias na primeira de semana fevereiro”, disse Eli Brandão. Férias dos docentes.

Já o reitor Antônio Rangel Júnior observou que a proposta da Pró-Reitoria de Graduação visa garantir um calendário acadêmico que assegure o comprometimento da instituição com a sociedade e com os estudantes; além do comprometimento na defesa dos direitos de todos. Ele enfatizou que o calendário não retira direitos de férias dos docentes, visto que esse tema pode ser tratado no âmbito individual. No entendimento do reitor, o mais importante é que dentro da proposta estão assegurados os 30 dias de férias, sem contar que existe uma margem de mais de 45 dias entre o final do ano e o início do novo período letivo.

Francisco José

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Mais de 15 mil alunos saíram da UEPB por causa das greves

Mais de 15 mil alunos da Universidade Estadual da Paraíba (UEPB) se desligaram da instituição entre 2013 e 2016, período, durante o qual foram deflagradas duas greves de professores e servidores técnico-administrativos. Dados da Pró-Reitoria de Graduação atestam que entre 2013 e 2016, 15.128 alunos se desligaram da UEPB, apresentando como motivo, a indefinição sobre a conclusão dos cursos nos quais se matricularam.

De acordo com o professor Eli Brandão, Pró-Reitor de Graduação da UEPB, os cursos campeões de evasão de estudantes foram os de licenciatura. Os cursos de Odontologia, Psicologia, Fisioterapia, Direito, no Campina Grande; e Engenharia Civil, no Campus de Araruna, são os mais concorridos e segundo o pró-reitor registraram menos evasão motivada pelas greves.

No caso específico dos cursos da área de Saúde, no entendimento do professor Eli Brandão, a parcela dos alunos que pediram desligamento migrou para instituições privadas. “Esses estudantes conseguiram bolsas do Prouni, na certeza de sua absorção pelo mercado de trabalho depois de graduados”, disse.

O professor Eli Brandão explicou que, se a greve for suspensa ainda neste mês, dias letivos terão que ser repostos, mas os estudantes não terão férias de meio de ano. As aulas do primeiro semestre de 2017 serão retomadas em agosto. “Se houver mais uma semana de greve o semestre 2017.1 só poderia ser iniciado em 2018”, salientou Eli Brandão.

Em média, 20% dos alunos matriculados têm cancelado suas matrículas na Instituição e migrado para outras universidades com maior estabilidade no que diz respeito ao cumprimento do período letivo sem interrupção das aulas. , explicou o Pró- Reitor de Graduação.

“Estamos com o semestre irregular por causa das greves anteriores e com a situação se agravando com a atual greve. Quando estamos fazendo uma chamada, ela coincide com outras chamadas do Sistema de Seleção Unificada (SiSU). Agora vai começar o SiSU II, com a entrada regular em agosto, e nossa entrada do 2017.1 ainda nem começou. Então esse estudante que no ano passado fez o Enem entendia que o período 2017.1 iria começar em maio, por mais que estivesse atrasado. Mas chegamos ao meio do ano sem definição e esse aluno tem entrado no SiSU II para outra universidade. Cada vez mais temos registrado alunos que foram aprovados para o 2017.1, mas como o período não começou eles concorreram no SiSU II e estão pedindo cancelamento de sua matricula na UEPB para ir para outra Instituição”, comenta o pró-reitor.

pbagora

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Professores da UEPB decidem manter greve que já dura mais de dois meses

Os professores da Universidade Estadual da Paraíba (UEPB) decidiram em assembleia realizada nesta quinta-feira (30) que vão manter a greve dos servidores. A paralisação já dura dois meses e 17 dias, provocando atrasos nos períodos letivos da instituição e a entrada de novos alunos. Segundo o sindicato, o fim da greve depende de uma reunião com o governador do estado, Ricardo Coutinho.

O secretário-executivo de planejamento do Governo do Estado, Fábio Maia, disse que todo o problema tem que ser resolvido pela UEPB, pois o estado já repassar um valor fixo para a instituição.

Esta foi a terceira assembleia realizada pela Associação dos Docentes da UEPB (Aduepb), desde que a greve começou no dia 12 de abril deste ano. Na assembleia, os professores discutiram uma proposta de reajuste salarial apresentada pela reitoria, que pode chegar até 8%. Os professores pretendem levar a proposta para o governo do estado e se ela for aceita, eles dizem que a greve vai ser encerrada.

“Nós esperamos que o Governo do Estado possa nos receber pra que a gente possa colocar na mesa os nossos problemas e encontrar uma solução para que a gente saia dessa greve. Nós temos consciência do prejuízo que a greve traz”, disse o professor Edson Holanda, representante da UEPB.

Complexo administrativo da UEPB, em Campina Grande (Foto: João Paulo Medeiros/TV Paraíba)

Complexo administrativo da UEPB, em Campina Grande (Foto: João Paulo Medeiros/TV Paraíba)

Alguns estudantes acompanharam a assembleia e reclamam dos prejuízos causados pela greve, pendido o fim dela. “Nós temos estudantes que são de fora, de outras cidades, de outros estados e que estão pagando aluguel. As famílias fazem economias para manter esses estudantes, sem ter aula”, disse o estudante Jimmy Felipe.

No dia 14 de maio deste ano, quando a greve já estava deflagrada, 433 professores substitutos tiveram os contratos encerrados. Parte deles fez um acordo com a reitoria para ter um novo contrato e poder retornar a sala de aula.

Ainda sobre a situação dos professores substitutos, o reitor da UEPB, em exercício, Flávio Romero garantiu que eles terão um novo contrato, independente do fim da greve, para aqueles que desejarem voltas as aulas para encerrar o período 2016.2. Nesse caso, as aulas voltariam no dia 10 de julho.

Ainda segundo o reitor, se os professores efetivos não encerrarem a greve até este dia, a UEPB passará a ter dois calendários letivos. Um com as disciplinas ministradas pelos professores substitutos e outro para as disciplinas com professores efetivos.

G1

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