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Cássio não nega disputar a PMCG e opina sobre saída de Romero do ninho tucano: “Eu desejo o mesmo sucesso que ele teve no PSDB”

Com a saída do prefeito Romero Rodrigues do PSDB, o ex senador e ex governador da Paraíba Cássio Cunha Lima (PSDB), opinou em entrevista a uma emissora de Campina nesta terça-feira (28), sobre esse tema como da possibilidade de vir como um coringa para a disputa pela Prefeitura de Campina Grande em 2020.

Sem Romero no “ninho tucano”, Cássio que ainda é o principal comandante do “clã Cunha Lima” deu a primeira pista de que pode voltar a disputar a PMCG. Semana passada, Cássio postou uma foto do crachá usado por ele quando prefeito de Campina Grande, aos 25 anos. no seu perfil que mantém no Instagram, o que levou alguns eleitores e colunistas políticos a especularem que ele estaria planejando uma volta triunfal em 2020.

Questionado sobre esse post, Cássio respondeu: “É muito precoce falar sobre as eleições de 2020. Está muito distante ainda”, disse o tucano sem negar a possibilidade de vir a disputar a PMCG.

Cássio também opinou sobre a saída de Romero do ninho tucano. “Eu desejo a Romero no PSD o mesmo sucesso que ele teve no PSDB, quando foi eleito, vereador, deputado estadual, federal e prefeito de Campina por duas vezes”, disse.

O ex-senador que é primo do prefeito Romero Rodrigues, é a principal figura política de expressão no PSDB no Estado e, caso tenha interesse, tentar retomar o comando político e administrativo da Rainha da Borborema, não terá dificuldade para encabeçar a chapa majoritária. Isso porque, a sigla é comandada no estado pelo deputado federal Pedro Cunha Lima, filho de Cássio, e que também já manifestou interesse em disputar a cadeira e a chave do Palácio do Bispo.

 

pbagora

 

 

PEC de senador tucano impede volta de Lula e de FHC à Presidência

lula-fhcUma proposta de emenda à Constituição apresentada pelo senador Paulo Bauer (PSDB-SC), líder da legenda na Casa, impede a volta dos ex-presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Fernando Henrique Cardoso ao comando do País.

A PEC 41/2016 altera o artigo 14 da Constituição Federal para tornar inelegíveis para cargos na mesma esfera quem tiver exercido mandato de chefe do Poder Executivo por duas vezes. Ou seja, quem exerceu duas vezes a Presidência da República não poderia voltar ao cargo.

Ao HuffPost Brasil, o autor da proposta explicou que a PEC também limita repetição de funções em âmbito estadual e municipal mesmo em cidades e estados diferentes.

Por exemplo, uma pessoa pode ser prefeita de São Paulo duas vezes, mas não pode se candidatar para o posto uma terceira vez nem para qualquer outra prefeitura do País. Também quem foi prefeito de Osasco (SP) e de São Bernardo do Campo (SP), por exemplo, não poderia tentar o comando de uma terceira cidade.

O mesmo vale para governador. A PEC mantém a permissão para comandar o mesmo estado ou estados diferentes por duas vezes, mas impede uma terceira candidatura.

Pela proposta, o tucano Geraldo Alckmin, duas vezes governador de São Paulo, não poderia disputar o Palácio dos Bandeirantes novamente, mas poderia ser candidato ao Palácio do Planalto, por exemplo.

Enquete no site do Senado mostra 961 votos a favor e 573 contra a mudança.

De acordo com Bauer, o objetivo é evitar a perpetuação de uma mesma pessoa no poder.

“O que não pode é Lula voltar a ser presidente. FHC voltar. Porque já foram duas vezes”, afirmou. “O propósito é evitar que alguém se eternize no poder, como acontece, por exemplo, na Bolívia”, completou.
A proposta foi apresentada ao Senado em agosto. “Eu apresentei quando ainda não tinham impedimentos para Lula ser candidato de novo porque não tinham avançado as denúncias contra ele e em vários lugares temos exemplos tristes e ruins de repetição de mandato”, afirmou o tucano.

A PEC aguarda um relator na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado. Se for aprovada no colegiado, será discutida em uma comissão especial sobre o tema antes de ir para o plenário.

Na Câmara, são necessários 308 votos, em dois turnos, para que a medida seja aprovada. No Senado, é preciso o apoio de 49 parlamentares, também em dois turnos.

Fonte: http://www.brasilpost.com.br/

 

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Provocada por Cássio, Dilma Rousseff diz que tucano se se aliou a ‘chantagista’

cassio-cunha-limaApós ser  provocada pelo senador Cássio Cunha Lima (PSDB), a presidente Dilma Rousseff  alegou que o tucano foi cúmplice de um processo chantagista comandado pelo ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha (PSDB).

Cássio tinha dito que o processo de impeachment surgiu de forma espontânea nas ruas e não no Senado como tinha afirmado antes a petista em resposta a  outros parlamentares.

“Não concordo que veio das ruas de forma espontânea. Quem é que é o responsável pela aceitação do impeachment. A aceitação do impeachment tratava de uma chantagem explicita de Cunha: São cúmplices de um processo que começou com uma chantagem implícita”, afirmou.

Durante os seus questionamentos, Cássio disse que Dilma tinha perdido a última chance de fazer a sua defesa contra “os graves crimes” cometidos. Cássio rebateu a nomeclatura de golpe para o processo e disparou:

“Golpe é vencer a eleição mentido e quebrando  a Petrobras.

“É fazer terrorismo contra os mais pobres como fez em todas as eleições o partido de vossa excelência. O que estamos vendo aqui hoje é mais um espetáculo político do que  uma defesa”, argumentou.

Apesar de se unir ao PMDB pelo impeachment da presidente Dilma Rousseff,  Cássio e o  PSDB se posicionaram favoráveis as investigações e cassação do mandato do deputado Eduardo Cunha (PSDB) acusado de esconder contas no exterior.

paraiba.com.br

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Luiz Couto diz que Aécio tem trauma por derrota e sugere que tucano faça psicanálise

Luiz Couto PlenarioAo defender o Governo e a presidente Dilma Rousseff na Câmara dos Deputados, o deputado federal Luiz Couto (PT-PB) atacou, nesta segunda-feira (7),  o senador Aécio Neves (PSDB-MG)   por causa de pedido de impeachment acatado pelo presidente da Casa, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), contra a petista.

Para Couto os atos contra o mandato de Dilma são articulados  por Aécio e sugeriu que o tucano procure um psicanalista para curar “traumas” da derrota nas eleições presidenciais.

“Quem na derrota é mau perdedor, na vitória não há de ser um bom vencedor. Quem não sabe perder, não sabe vencer. Aécio Neves e seu trauma. Um caso para a psicanálise. Eis um dos nomes da crise”, disparou Luiz Couto.
Para Couto, por não reconhecer a derrota, Aécio Neves se mostrou “despreparado”,  “autoritário” , “desassossegado”  e mostra “uma infernal frustração” que deu lugar a um trauma e a uma obsessiva perseguição contra a candidata eleita.

“Aécio Neves liderou deputados do seu partido para que questionassem no Tribunal Superior Eleitoral contra a prestação de contas da Campanha de Dilma Rousseff. Insatisfeito, pegou carona nas manifestações conservadoras, para conclamar à população a defender o impedimento da presidenta eleita democraticamente. A justificativa deslavada era a baixa popularidade do governo federal”, alegou Couto.

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O deputado disse ainda que,  em verdadeiro  “vale-tudo” para derrubar Dilma,  Aécio Neves uniu a sua frustração à de Hélio Bicudo e ao rancor de Miguel Reale para dar sustentação à proposta de um golpe parlamentar através das chamadas “pedaladas fiscais”

A derrota cegou o derrotado ao ponto dele se aliar a um chantagista e respectivos  asseclas na acolhida ao descabido propósito de impeachment. Age como um aventureiro numa república de bananas”, finalizou.

Mais PB

Tucano defende Ricardo Marcelo, e elogia possível candidatura de Daniella: “é viável”

tovarO deputado estadual diplomado Tovar Correia Lima (PSDB) concedeu entrevista à imprensa paraibana, nesta quinta-feira (21), e negou os boatos de desistência do atual  presidente da Assembleia Legislativa da Paraíba (ALPB), Ricardo Marcelo (PEN), de disputar à reeleição na Casa de Epitácio Pessoa.

Segundo o tucano, a continuidade do atual presidente à frente do parlamento paraibano nasce do desejo dos próprios parlamentares, que tem aprovado a administração de Ricardo Marcelo, e não da imposição do próprio.

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“Eu acredito que Ricardo Marcelo é o melhor candidato a presidente. Mas, ele nunca fez nenhuma imposição, nenhum pedido, ele não tem características de impor. O trabalho que ele realizou na Assembleia Legislativa é que credencia a sua candidatura”, disse Tovar.

O parlamentar do PSDB também comentou sobre as especulações em torno do ingresso da deputada Daniella Ribeiro (PP) como candidata à presidente da ALPB, em caso da confirmação da desistência de Ricardo Marcelo.

“A deputada Daniella é um nome viável. Mas, para falar a verdade, nunca falamos com ela sobre isso. Ela tem uma grande experiência legislativa acumulada, tanto na Câmara Municipal de Campina Grande como na própria Assembleia”, concluiu.

WSCOM Online

Manoel Júnior assume candidatura de Cássio e pede voto para tucano em comício

manoel juniorO deputado federal Manoel Júnior (PMDB) já foi visto em alguns eventos políticos ao lado do senador e candidato a governador Cássio Cunha Lima (PSDB) no decorrer da campanha eleitoral deste ano.

Mas neste fim de semana, o parlamentar resolveu subir no palanque de Cássio e sem reservas pediu votos para o tucano. “Vamos votar no 45 da libertação da Paraíba. Vamos à vitória, meus amigos e que Deus ilumine a todos”, discursou.

Manoel Júnior é um dos peemedebistas que chegou a defender uma composição entre o PSDB e PMDB para enfrentar o governador Ricardo Coutinho (PSB) nas urnas.

 

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Neste fim de semana, ele também participou de atividades de campanha ao lado de Cássio em Nova Floresta.

 

 

BlogdoGordinho

Prefeito de Sumé declara apoio a Ricardo, mas é flagrado em reunião com Cássio e pode se aliar ao tucano

cassio-O prefeito do município de Sumé, Francisco Duarte Neto, Doutor Neto (PMDB), vem declarando, nos últimos dias, em vários veículos de comunicação apoio ao projeto de reeleição do governador Ricardo Coutinho (PSB) nas eleições estaduais deste ano.

No entanto, neste final de semana, Doutor Neto foi flagrado em um encontro com o senador Cássio Cunha Lima (PSDB), também candidato a governador, em João Pessoa. O prefeito e Cássio passaram horas conversando e tomando alguns drinks.

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Nos bastidores, as informações são de que o prefeito se encontrou com Cássio na Capital para definir seu apoio à candidatura do tucano.
MaisPB com o Pipoco.com

Pesquisa descarta vitória de Dilma no 1º turno, mas método beneficia tucano

dilma-rousseffEstá praticamente descartada a chance de vitória da presidente Dilma Rousseff (PT) no primeiro turno das eleições presidenciais de 2014. Pelo menos é o que mostra uma pesquisa do Instituto Sensus, divulgada neste sábado 3. O levantamento coloca a petista com 35% das intenções de voto, seguida pelo senador mineiro Aécio Neves (PSDB), com 23,7%, e pelo ex-governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), com 11%. Como os adversários de Dilma têm juntos 34,7% dos votos, a eleição só seria decidida no segundo turno. O levantamento, no entanto, causou polêmica ao usar um método que beneficia o candidato tucano.

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De acordo com o jornal O Estado de S.Paulo, o instituto apresentou o nome dos presidenciáveis aos entrevistados em ordem alfabética, enquanto que o comum é apresentar os candidatos em disco, que traz os nomes em formato circular. A explicação é que, quando os nomes são dispostos em listas, o eleitor tem tendência a escolher o primeiro indicado na tabela, que no caso é Aécio Neves. Ainda de acordo com o jornal, o próprio Sensus sempre utilizou discos em seus levantamentos. Por isso, a reportagem informa que procurou o diretor do instituto, Ricardo Guedes, para questioná-lo sobre a utilização de um método diferente. O diretor, no entanto, teria afirmado que estava em uma reunião e que não se manifestaria antes da publicação dos resultados.

A pesquisa do Instituto Sensus foi realizada em parceria com a revista Isto É, no dia 28 de abril, e tem uma margem de erro de 2,2%. De acordo com a publicação semanal, Dilma também não vence no primeiro turno mesmo quando o eleitor é colocado diante de uma lista mais ampla, incluindo os nomes de pré-candidatos nanicos como Levy Fidelix (PRTB) e Randolfe Rodrigues (Psol), por exemplo.

Além disso, o levantamento ouviu as entrevistas sobre a avaliação do governo Dilma. O resultado foi que 66,1% das pessoas consideram a gestão da petista como regular ou negativa e 49,1% desaprovam o desempenho pessoal da presidenta. Além disso, metade dos eleitores (50,2%) acredita que o Brasil não está no rumo certo. Sobre este resultado, O Estado de S.Paulo também publicou que as perguntas sobre a gestão petista foram feitas depois de questionamentos sobre perda do poder de compra de “alimentos e outros produtos” desde o ano passado. Especialistas ouvidos pelo jornal explicaram que “uma pergunta sobre conjuntura política ou econômica colocada antes da avaliação de governo também pode induzir a resposta”.

Carta Capital

STF decide enviar processo do mensalão tucano para justiça comum em Minas Gerais

stfO STF (Supremo Tribunal Federal) decidiu, nesta quinta-feira (27), remeter o processo do mensalão tucano para a Justiça Federal em Minas Gerais.

A maioria dos ministros decidiu que, como o ex-deputado tucano Eduardo Azeredo renunciou ao mandato na Câmara, perdeu o foro privilegiado e será julgado pela justiça comum.

O relator do caso, ministro Roberto Barroso, votou a favor do envio do processo para a primeira instância, alegando que essa é a jurisprudência do Supremo. No entanto, Barroso apresentou uma proposta para inovar o procedimento.

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— A partir de agora, se o parlamentar renunciar ao mandato após o recebimento da denúncia, a competência não será afetada e continuará a ser da Corte. Estou propondo a mudança do critério geral, mas não estou aplicando a nova regra ao caso concreto em andamento por considerar indevida a mudança da regra com o jogo em andamento.

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No entendimento de Barroso, quem renuncia ao cargo eletivo após ser denunciado no STF, abre mão do mandato apenas para fugir do julgamento na Suprema Corte.

No entanto, o ministro não acha prudente aplicar a nova regra ao caso de Azeredo, porque na data da renúncia o entendimento jurídico era outro.

O plenário da Corte acompanhou o ministro relator e decidiu que Azeredo será julgado pela Justiça comum. Isso dá a ele mais possibilidades de recursos, já que ele pode pedir novo julgamento ao STF, se a decisão em primeira instância não lhe for conveniente.

Relembre

Azeredo entregou carta de renúncia à Câmara dos Deputados em fevereiro, depois de ser denunciado por peculato e lavagem de dinheiro, acusado de desvio de recursos públicos que teriam sido utilizados durante a sua campanha à reeleição ao governo de Minas Gerais em 1998.

De acordo com a PGR (Procuradoria-Geral da República), o desvio alcançaria, em valores atuais, R$ 9,3 milhões. Os recursos viriam de duas estatais e de um banco, todos administrados pelo governo mineiro.

O procurador-geral, Rodrigo Janot, pediu a condenação de Eduardo Azeredo pelos crimes de peculato e lavagem de dinheiro, pelo qual pediu a pena de 22 anos de reclusão e multa.

R7

Acredite se quiser: Globo usa mensalão tucano para atacar o PT

GloboJá falei várias vezes. Os jornalões deveriam agradecer a existência de blogueiros dispostos a debater democratica e pacificamente o que consideramos arbitrariedades e injustiças da grande mídia. Existe uma razão histórica para a gente existir. O Brasil já sofreu vários golpes nos quais a mídia teve uma participação central. É evidente, portanto, que é preciso haver um contraponto.

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Além disso, a gente faz um trabalho de ombudsman gratuito. Em vez de ficar nos atacando, e até nos processando e nos pedindo indenização financeira, como faz seu diretor de jornalismo, Ali Kamel, o qual, não satisfeito com seu salário, quer arrancar R$ 41 mil de um blogueiro duro como eu, a Globo deveria é nos ajudar.

Bem, chega de papo. Ao trabalho. Analisemos a capa do Globo deste sábado.

A Procuradoria deu uma boa capa para os jornais, ao pedir 22 anos para Eduardo Azeredo. Mas o Ministério Público se excedeu, mais uma vez. Não é de sua alçada opinar na dosimetria. Isso é competência do Judiciário. Não sou jurista, apenas um blogueiro palpiteiro, mas não acho que resolveremos o problema da corrupção aplicando penas descabidas. O que combate a corrupção é descobrir os malfeitos e prender os culpados, com agilidade e senso de justiça. O mensalão tucano é de 1998. O Ministério Público comeu mosca e deveria pedir desculpas à sociedade por demorar tanto a agir.

Quanto ao Globo, a capa é milimetricamente calculada para não ferir os brios do PSDB. O assunto só ocupa a capa do jornal e a página 3. Lembrem-se que ontem apenas Pizzolato ocupou cinco páginas.

Quando se lê a matéria, há mais espaço para a defesa do que informações sobre a acusação.

Pior, se você analisar com atenção, a matéria consegue uma proeza: atacar o PT. Observe como termina o texto na primeira página: “Petistas ironizam o Judiciário”.  Que petistas, que ironias, o que eles falaram? Na página 3,  mais defesa do PSDB, e ataques ao PT, por parte de Aécio Neves e do próprio jornal.

Como se vê, não houve ironia nenhuma. Nem qualquer “ataque” ao MP ou ao Judiciário. Uma coisa é um blogueiro fazer críticas democráticas ao MP e ao Judiciário, como eu faço, outra é dizer que um partido político “atacou” o MP e o Judiciário. Isso é grave, é tentar promover intriga entre um grande partido político e as instituições.

Os petistas citados fizeram observações equilibradas. Defenderam que os tucanos tenham direito a um julgamento sereno e justo. Que não sejam expostos à sanha linchatória que se viu contra o PT. Ou seja, evitaram fazer qualquer proselitismo partidário com uma questão que agora é exclusivamente judicial. Mostrou grandeza, magnanimidade, ao não revelar nenhum sentimento de “vendeta” contra os tucanos.

Os setores da sociedade que não foram contaminados pelos sentimentos de rancor e ódio políticos disseminados pela mídia, não quer que o preço pelo combate à corrupção seja a desqualificação da democracia. Querem uma justiça mais rápida, mas também uma justiça mais justa. O caminho não é remover direitos dos cidadãos, e sim ampliá-los.

Ao Ministério Público cabe agir com mais objetividade, para que as pessoas sejam condenadas com base sempre em provas, e não em indícios e ilações. É triste que o procurador tenha mencionado o “domínio do fato” no processo contra Azeredo. Se não tem prova contra ele, então diga que não tem. Essa teoria aí é um perigo. Seu próprio criador, Claus Roxin, alertou que tem de ser usada apenas em casos excepcionais e não pode jamais dispensar a existência de provas, de provas diretas contra a pessoa envolvida.

À imprensa, cabe agir como bem lhe entender, já que é livre. Se o Globo entende que seu objetivo é defender os tucanos e atacar o PT, então que o faça. Tem toda a liberdade para isso. Só que haverá sempre um blogueiro para lhe apontar os excessos e a parcialidade.

 

 

brasil247