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Maioria dos deputados democratas apoia impeachment de Trump

A maioria dos democratas na Câmara dos Deputados dos Estados Unidos é a favor de se iniciar um processo de impeachment contra o presidente republicano Donald Trump, agora que um parlamentar do Estado da Califórnia se tornou o 118º democrata a pedir isso, nesta sexta-feira.

“Nos últimos anos, nossa nação viu e ouviu coisas deste presidente que não têm cabimento em nossa democracia”, disse o deputado Salud Carbajal em um comunicado, no qual acusou Trump de comportamento “criminoso”.

“Acredito que está na hora de iniciar um inquérito de impeachment sobre o presidente”, disse Carbajal.

Os democratas têm uma maioria de 235 deputados na Câmara. O apoio a um inquérito de impeachment ultrapassou duas dúzias de democratas desde que o ex-procurador especial Robert Mueller depôs, no dia 24 de julho, a respeito de sua investigação sobre Trump e a interferência da Rússia na eleição norte-americana de 2016.

Mas o total de 118 ainda está longe dos 218 votos que são necessários na Câmara para aprovar uma resolução de impeachment, e pesquisas de opinião continuam a mostrar o eleitorado profundamente dividido sobre a questão.

Ver a maioria de seu próprio grupo partidário a favor do impeachment pode elevar a pressão sobre a presidente da Câmara, Nancy Pelosi, que se opõe à medida por considerá-la politicamente arriscada, a menos que investigadores encontrem indícios contundentes de má conduta de Trump que possam unir a opinião pública. Mas alguns democratas dizem acreditar que a abordagem cautelosa de Pelosi dificilmente mudará.

Os democratas que se opõem ao impeachment dizem que a melhor maneira de tirar Trump do cargo é derrotá-lo em 2020, quando ele vai concorrer à reeleição.

 

 

Terra

 

 

Pesquisa mostra que aprovação de Trump chega ao pior índice

O número de norte-americanos que aprovam o presidente Donald Trump caiu 3 pontos percentuais para o menor nível do ano após a divulgação do relatório de um procurador especial detalhando a interferência russa na eleição presidencial dos Estados Unidos em 2016, segundo pesquisa Reuters/Ipsos. 50 por cento dos americanos acham que Trump ou alguém ligado a ele manobrou com russos nas eleições passadas.

A pesquisa, realizada entre a tarde de quinta-feira e a manhã desta sexta-feira, é o primeiro levantamento de âmbito nacional a medir a resposta do público norte-americano depois que o Departamento de Justiça dos EUA divulgou o relatório de 448 páginas do procurador especial Robert Mueller, que relata inúmeras ocasiões em que Trump pode ter interferido na investigação.

 

wscom

 

 

Desde o início do governo Trump, 2.611 refugiados de países que seriam vetados entraram no país

trumpDados oficiais mostram que desde o início do governo de Donald Trump foram recebidos 2.611 refugiados dos seis países de maioria muçulmana que o presidente dos EUA quer vetar – Irã, Líbia, Síria, Somália, Sudão e Iêmen.

Todos foram instalados em território americano, e o grupo representa 32% dos 7.969 refugiados que entraram nos EUA entre 21 de janeiro e 16 de março. A Síria lidera o número de refugiados (1.036), atrás de Somália (956), Irã (422), Sudão (184), Iêmen (13) e nenhum da Líbia, entre 21 de janeiro e 16 de março.

A segunda lei proposta por Trump para proibir a entrada de cidadão destes seis países foi barrada pela Justiça federal na noite de quarta-feira (15) horas antes de entrar em vigor.

A primeira lei, barrada em janeiro, vetava ainda a entrada de cidadãos do Iraque. No mesmo período, foram recebidos nos EUA 931 iraquianos.

Em comparação com o mesmo período no ano passado, durante o governo Obama, os EUA receberam 9.589 refugiados, entre eles 2.587 cidadãos dos seis países alvo do veto de Trump e 1.262 iraquianos.

Os refugiados admitidos pelos EUA passam por um processo que dura entre 18 e 24 meses antes de serem recebidos em solo norte-americano. É feita uma investigação de cada pedido pelo Departamento de Estado, pelo Departamento de Segurança Interna, pelos Serviços de Imigração e por outras agências federais, além de triagens de saúde e orientações culturais para adaptação.

Todos que são recebidos têm um destino certo, uma residência fixa e um sistema de apoio de alguma organização.

Analisando dados de entrada de refugiados do ano fiscal de 2017 (que começa em outubro de 2016), foram recebidos 12.924 refugiados daqueles seis países e 5.588 do Iraque. Mas o maior número de refugiados no período vem da República Democrática do Congo (6.632).

Menos cristãos, mais muçulmanos

Em uma análise feita pelo Pew Research incluindo o número de refugiados recebidos durante o governo Trump, o instituto apontou que 45% dos aceitos nos EUA são muçulmanos, enquanto 43% são cristãos. Outras religiões são identificadas entre os demais refugiados (incluindo hindus, budistas e judeus).

UOL

 

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Trump propõe separar filho de mãe na fronteira

Guillermo Arias / AFP
Guillermo Arias / AFP

O Departamento de Segurança Interna dos Estados Unidos (DSI) está estudando a proposta de separar as mães e os filhos que atravessarem ilegalmente a fronteira com os Estados Unidos. A mudança permitiria ao governo manter os pais presos durante o processo de deportação, enquanto as crianças ficariam sob custódia do Departamento de Saúde e Serviços Humanos (DHS), numa condição “menos restritiva” possível até que possam ser colocadas aos cuidados de um parente nos Estados Unidos ou de um tutor indicado pelo Estado.

Atualmente, famílias de imigrantes contestando a deportação ou pedindo asilo geralmente são soltas rapidamente e têm permissão para ficar nos Estados Unidos até que seus casos sejam resolvidos. Isso acontece principalmente porque uma decisão do tribunal federal impede a detenção prolongada de menores.

O presidente americano, Donald Trump, já pediu o fim desta política, que chamou de “prende e solta”. Funcionários do governo, no entanto, disseram que ainda não há decisão tomada. A Casa Branca também não comentou a proposta.

Em um comunicado à agência Reuters, o DHS disse que a viagem é perigosa, e em muitos casos as crianças — trazidas por pais, outros familares e contrabandistas — são exploradas, abusadas e até podem perder a vida.

Mas Henry Cuellar, deputado democrata no Texas, rebateu a proposta em um comunicado:

— É quando deixamos a segurança de fronteira e entramos na violação de direitos humanos. Separar mulheres de seus filhos é errado. Ponto final.

DETENÇÕES AUMENTARAM

Cerca de 54 mil crianças e seus tutores foram detidos entre 1º de outubro de 2016 e 31 de janeiro deste ano — é mais que o dobro do registrado no mesmo período do ano passado.

No Congresso, deputados republicanos têm argumentado que as mulheres imigrantes estão dispostas a arriscar a viagem com seus filhos porque têm a certeza de que serão soltas rapidamente e suas audiências levarão anos para acontecer.

A diretora executiva do Centro Nacional de Imigração, Marielena Hincapie, disse que o governo terá que estar disposto a enfrentar desafios legais, se decidir impor a política de separação.

O Globo

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Trump pede ao Congresso que investigue supostas escutas em seus telefones

(Foto: Pablo Martinez Monsivais/AP)
(Foto: Pablo Martinez Monsivais/AP)

O presidente Donald Trump pediu ao Congresso que investigue as escutas “com potencial motivação política” de seus telefones durante a campanha eleitoral de 2016, informou a Casa Branca neste domingo.

O anúncio acontece um dia depois que Trump usou o Twitter para acusar seu antecessor Barack Obama de grampear seus telefones antes das eleições de novembro, sem, no entanto, fornecer qualquer tipo de prova dessa acusação, negada por um porta-voz do ex-presidente.

“Eu apostaria que um bom advogado poderia levar adiante um caso pelo fato de que o Presidente Obama grampeou meus telefones em outubro, antes da eleição!”, escreveu Trump no Twitter

“Como o Presidente Obama caiu tão baixo a grampear meus telefones durante o sagrado processo eleioral. Isso é Nixon/Watergate. Cara ruim (ou doente)!”, assinala em outro tuíte.

Em resposta à acusação, um porta-voz do ex-presidente Barack Obama afirmou que o ex-presidente jamais ordenou que cidadãos americanos fossem alvo de espionagem. A declaração classificou de “simplesmente falsa” a acusação feita pelo atual ocupante da Casa Branca, Donald Trump.

G1

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Trump anula norma que permitia aos transexuais escolher banheiro nas escolas

trumpO presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anulou nesta quarta-feira uma norma proclamada por seu antecessor, Barack Obama, para que as escolas públicas do país permitissem aos alunos transexuais usar os banheiros e vestiários que prefiram em função do gênero com o qual se identifiquem.

O procurador-geral, Jeff Sessions, anunciou em comunicado que o governo de Trump tinha decidido suspender a medida porque produzia muita confusão em nível local e não incluía “uma análise legal suficiente” sobre como essa iniciativa era coerente com os poderes que a Constituição outorga ao Executivo.

Desta forma, Trump se coloca ao lado dos estados governados por republicanos que asseguravam que Obama se excedeu em seu poder em maio do ano passado ao proclamar uma norma que, embora não tivesse categoria de lei, ameaçava tirar fundos federais das escolas que não permitissem aos alunos usar os banheiros de sua escolha.

Em seu comunicado, Sessions indicou que agora o Congresso, os parlamentos estaduais e os governos locais “estão em condições de adotar políticas ou leis apropriadas que abordem esta questão”.

Sem a norma de Obama, agora as entidades locais terão liberdade para proclamar suas próprias leis e determinar se os estudantes podem ou não usar os banheiros que desejem de acordo com o gênero com o qual se identifiquem, ao invés de em consonância com o sexo de sua certidão de nascimento.

Na nota, Sessions também assegurou que o Departamento de Justiça “mantém seu compromisso” de proteger da discriminação, da intimidação e do assédio “todos os estudantes”, inclusive aqueles que pertencem à comunidade lésbica, gay, bissexual e transexual.

A mudança na posição do governo não terá um impacto imediato, pois a medida de Obama já havia sido bloqueada em agosto do ano passado pelo juiz federal do Texas, Reed O’Connor, a pedido de 13 estados.

No entanto, o giro adotado por Trump impactará nos litígios que estão sem solução e que incluem um caso que deveria ser analisado pela Suprema Corte em março.

Este caso se centra na figura de Gavin Grimm, um jovem da Virgínia que se identifica como homem e que foi obrigado por sua escola a usar os banheiros para mulheres.

O Departamento de Justiça notificou hoje o Supremo da mudança em sua política para os estudantes transexuais, o que poderia fazer com que a máxima corte anule a audiência prevista para março e devolva o caso de Grimm a tribunais inferiores.

EFE

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Trump ataca a imprensa em comício na Flórida

Kevin Lamarque/Reuters
Kevin Lamarque/Reuters

O presidente dos EUA, Donald Trump, voltou a lançar um ataque contra a imprensa do país, desta vez em um “comício pela América” neste sábado (18), em Melbourne, na Flórida.

“Quero falar com vocês sem o filtro das ‘fake news’ [notícias falsas], disse Trump diante de centenas de pessoas. “Eles estão se tornando uma grande parte do problema. Eles são parte de um sistema corrupto.”

“Mas apesar de todas as suas mentiras, suas deturpações e suas falsas histórias, eles não puderam nos derrotar nas primárias ou nas eleições gerais”, acrescentou.

Trump, que completa um mês na Presidência nesta segunda-feira (20), tem tornado a imprensa um de seus alvos favoritos.

Ontem, no Twitter, ele postou que “a mídia das notícias falsas (os fracassados @nytimes, @NBCNews, @ABC, @CBS, @CNN) não é meu inimigo, é inimigo do Povo Americano!”

No dia anterior, em pronunciamento antes de coletivo, ele acusou a imprensa de ser “tão desonesta” e a responsabilizou pelo mau relacionamento com a Rússia.

Imigração

O comício foi aberto pela primeira-dama, Melania Trump. Ela rezou um pai-nosso e falou por alguns minutos, antes de dirigir a palavra ao marido.

“Não sabia que Melania ia começar com uma oração, isso foi bem bonito”, disse Trump.

O presidente usou o comício também para defender suas medidas de imigração.

“O resumo é o seguinte: Nós temos de manter nosso país seguro. Veja o que está acontecendo na Alemanha”, afirmou, em referência à política de portas abertas aos refugiados adotada pelo país europeu.

O governo da chanceler (premiê) alemã corre o risco de perder as eleições federais deste ano, em parte devido a questionamentos dessa política.

“Apagar as fronteiras não deixa o nosso povo mais seguro ou mais próspero. Mina nossa democracia. Veja o Brexit’, disse.

Sobre imigrantes ilegais nos EUA, Trump falou: “Que saiam daqui! Que voltem de onde vieram!”

Spencer Platt/Getty Images/AFP

Manifestantes fazem funeral simbólico pela “Presidência dos EUA” em Nova York

Protesto

Milhares de manifestantes saíram neste sábado às ruas de várias cidades dos Estados Unidos para protestar contra o aumento de batidas e as políticas migratórias de Trump.

Em Los Angeles, cerca de 5.000 pessoas se manifestaram contra as ações executivas de Trump, que amplia os critérios de detenção e deportação por parte do Serviço de Imigração e Alfândegas (ICE, em inglês), assim como em rejeição aos mais de 160 imigrantes ilegais detidos na área este mês.

“Todos os dias Trump está assinando uma ordem executiva, todos os dias esta falando contra os imigrantes, então todos os dias nós vamos sair para as ruas para nos manifestar e armar a resistência”, disse à Agência Efe Pablo Alvarado, diretor da Rede Nacional de Jornaleiros.

A manifestação em Los Angeles, realizada dias depois de uma concentração no centro da cidade, reuniu imigrantes de diversas nacionalidades e idades.

Da mesma maneira, com palavras de ordem, cerca de 2.000 pessoas se manifestaram em Dallas, no Texas, enquanto em Indianápolis, os filhos de imigrantes ilegais defenderam o direito a ter uma família unida.

“Orgulhosa de ser filha de imigrantes”, podia-se ler no cartaz que levava a menor de seis anos de idade Viviana Torres nesta cidade.

As baixas temperaturas não evitaram que perto de mil pessoas saíssem às ruas de Mineápolis, em Minnesota, para se unir ao chamado nacional, enquanto em Nova Orleans um “funeral pelas políticas da administração Trump” percorreu as ruas da cidade.

As ações de protesto continuarão no domingo em cidades como Chicago, Oregon, Washington, Nova York, entre outras.

(Com agências internacionais)

 

Uol

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Trump diz que muro na fronteira com o México já está sendo elaborado

 (Foto: Reuters/Carlo Allegri)
(Foto: Reuters/Carlo Allegri)

Washington, 8 fev (EFE).- O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse nesta quarta-feira que o muro que prometeu construir na fronteira com o México “está sendo elaborado”, será “grande” e “de muita ajuda” para garantir a segurança do país.

“O muro está sendo elaborado atualmente”, comentou Trump em discurso perante uma conferência de chefes de polícia e oficiais das forças da ordem ao argumentar que, ao contrário do que alguns pensaram, “não estava brincando” durante a campanha eleitoral quando prometeu erguer a barreira.

“Eu não brinco sobre coisas assim, teremos um muro. Será um grande muro e fará muito, será de muita ajuda. Perguntem a Israel sobre muros. Os muros funcionam? Só perguntem a Israel. Eles (os muros) funcionam se forem feitos da maneira certa”, insistiu o republicano.

Em outro momento ao longo do discurso desta quarta-feira, o líder americano afirmou que “é hora de deter” a entrada de drogas nos Estados Unidos.

Essas declarações de Trump coincidem com a visita de hoje a Washington do chanceler do México, Luis Videgaray, que pretende se reunir com os secretários americanos de Segurança Nacional, John Kelly, e de Estado, Rex Tillerson.

Além da construção do muro, cujo custo deve ser pago pelo México, segundo Trump, a relação bilateral passa por um momento tenso pela intenção do líder americano de renegociar o Tratado de Livre-Comércio da América do Norte (NAFTA), do qual ambos os países fazem parte junto com o Canadá.

Vários veículos da imprensa vazaram na semana passada parte do conteúdo de uma conversa por telefone na qual Trump supostamente propôs ao colega mexicano, Enrique Peña Nieto, o envio tropas ao México.

Em entrevista à emissora “Fox”, Trump afirmou que nessa ligação Peña Nieto parecia estar “muito disposto” a receber ajuda dos Estados Unidos para combater os cartéis.

No entanto, o porta-voz da presidência mexicana, Eduardo Sánchez, respondeu nesta semana em outra entrevista com um “não contundente” à suposta proposta de Trump de enviar tropas.

EFE

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EUA revalidam cerca de 60 mil vistos revogados por decreto de Trump

vistoAutoridades americanas suspenderam neste sábado (4) a revogação de cerca de 60 mil vistos, depois que um juiz bloqueou o decreto migratório do presidente Donald Trump contra cidadãos de sete países muçulmanos.

“Revertemos a revogação provisória de vistos”, disse um porta-voz do Departamento de Estado. “Os indivíduos que tiverem vistos que não foram fisicamente cancelados já podem viajar”, assinalou.

O governo Trump “está trabalhando com o Departamento de Segurança Interna e com nossas equipes legais”, à espera da revisão completa de um recurso apresentado pelo procurador-geral do Estado de Washington (oeste), informou o funcionário.

“O pessoal do Departamento de Segurança Interna irá retomar a inspeção de viajantes de acordo com a política e os procedimentos padrões”, assinalou o departamento, indicando, no entanto, que o Departamento de Justiça entrará com um recurso “o quanto antes” para restabelecer a proibição de entrada, que o governo Trump julga “legal e apropriada”.

Ontem (3), o Departamento de Estado informou que os EUA haviam revogado 60 mil vistos de viagem desde que o presidente Donald Trump ordenou uma proibição de entrada em território americano para cidadãos de sete países de maioria muçulmana.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, tachou neste sábado como “ridícula” a decisão de um juiz americano de suspender o veto migratório temporário que ele tinha imposto a sete países de maioria muçulmana e refugiados, e garantiu que acabará “cancelado”.

Em três mensagens no Twitter, Trump reagiu à decisão de um juiz de suspender ontem (3) à noite o veto que ele impôs no último dia 27 de janeiro, uma decisão que obrigou o governo a comunicar às companhias aéreas que já podem aceitar de novo todos os passageiros.

“A opinião deste suposto juiz, que essencialmente arrebata do nosso país a capacidade de aplicar a lei, é ridícula e será cancelada”, disse Trump em uma de suas mensagens.

“Quando um país já não é capaz de dizer quem pode e quem não pode entrar e sair, especialmente por razões de segurança, é um grande problema!”, escreveu o presidente americano em outro tweet.

Trump também afirmou que “certos países do Oriente Médio”, aos quais não identificou, “estão de acordo com o veto”, porque “sabem que se for permitida a entrada de certa gente haverá morte e destruição”.

A Casa Branca anunciou que seus advogados apresentarão “o mais rápido possível” uma apelação à decisão judicial com o objetivo de restituir o veto que, segundo sua opinião, é “legal” e “apropriado”.

“A ordem (executiva) tem como objetivo proteger o país e o presidente tem o dever constitucional e a responsabilidade de fazê-lo”, indicou a Casa Branca em comunicado.

O bloqueio representa o primeiro golpe para o governo de Trump e uma vitória política para os democratas, cujos procuradores-gerais nos estados de Washington e Minnesota tinham apresentado o processo que provocou a suspensão.

Foi o juiz federal James Robart, com tribunal em Seattle (estado de Washington), quem bloqueou com efeito imediato em todo o país a polêmica ordem executiva, que vetava a entrada aos Estados Unidos de imigrantes procedentes de Iraque, Iêmen, Irã, Somália, Sudão, Síria e Líbia, além dos refugiados sírios.

Essa suspensão é temporária e vale até que Robart tome uma decisão definitiva sobre a legalidade da ordem presidencial ou até que uma instância judicial superior à qual recorra o governo, como o Tribunal de Apelações do Nono Circuito ou a Suprema Corte como último recurso, decida suspendê-la.

Robart, um juiz indicado pelo ex-presidente republicano George W. Bush (2001-2009), alegou em sua decisão que as “circunstâncias apresentadas” perante ele “são tais que requerem uma intervenção para cumprir com a ordem constitucional”.

Trump já tinha divulgado na sexta-feira à noite uma primeira reação à decisão do juiz, ao escrever em sua conta no Twitter que “temos que manter o diabo afastado de nosso país!”.

Uol

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Juíza suspende parte de veto de Trump a imigrantes e refugiados nos EUA

donald_trumpA juíza federal Ann Donnelly aceitou um pedido da União Americana pelas Liberdades Civis (ACLU, da sigla em inglês) na noite deste sábado (28) para suspender as deportações de refugiados e imigrantes que estão ou chegarão aos Estados Unidos e que tenham vistos válidos. Na sexta-feira (27), Trump deu início a uma série de restrições de acesso a cidadãos de 7 países, todos de origem islâmica.

Donnelly concluiu que aplicar a ordem do presidente com o envio dessas pessoas a seu países poderia causar um “dano irreparável”, informou a imprensa local. Contudo, Donnelly não declarou que os afetados possam permanecer no país nem se pronunciou sobre a constitucionalidade da medida e fixou uma audiência para 21 de fevereiro para voltar a abordar o caso.

De acordo com a CNN e a agência Reuters, o Departamento de Segurança Nacional informou que vai obedecer ordens judiciais, mas que as resoluções do presidente continuam válidas. “Essas pessoas passaram por exames de segurança reforçada e estão sendo verificadas ​​para a entrada nos Estados Unidos, de acordo com nossas leis de imigração e ordens judiciais”, disse o comunicado

A restrição imposta por Trump, com validade de 90 dias, atinge pessoas que tenham nascido no Iraque, Iêmen, Síria, Irã, Sudão, a Líbia e Somália. Além disso, o plano suspende o programa norte-americano de refugiados por 120 dias. Em retaliação, o Irã anunciou neste sábado que vai aplicar a reciprocidade e proibirá a entrada de americanos durante esse período.

De acordo com o jornal “The New York Times”, já neste sábado, foram barrados um cientista iraniano que iria a um laboratório de Boston, um iraquiano que trabalha como intérprete há uma década e uma família de refugiados que iria recomeçar a vida em Ohio, entre inúmeros outros casos.

O decreto firmado por Trump não bloquearia de forma imediata a entrada de refugiados, mas estabelece barreiras para a concessão de vistos, de acordo com a France Presse. No ano fiscal de 2016 (1º de outubro de 2015 a 30 de setembro de 2016), os Estados Unidos admitiram em seu território 84.994 refugiados, de diversas nacionalidades, incluindo 10 mil sírios. A intenção do novo governo é reduzir drasticamente este número, o que no caso dos sírios pode chegar a 50%.

‘Green cards’
O Departamento de Segurança Domésticados Estados Unidos informou neste sábado (28) que irá estender a restrição à entrada de imigrantes também aos estrangeiros que tenham autorização de residência permanente no país, os chamados “green cards”.

Os vistos permanentes concedidos pelos EUA, ou green cards, permitem que imigrantes permanecerem no país sem as restrições de outros vistos e concedem a eles alguns direitos de um cidadão norte-americano.

Os seus detentores podem sair do país e voltar a ele sem que tenham de renovar o documento. Eles só não podem se ausentar dos EUA por mais de um ano ou por longos períodos sucessivos.

G1

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