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Aumenta o uso do nome social por travestis e transexuais no Enem 2016

enemO número de travestis e transexuais que vão usar o nome social nesta edição do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) é quatro vezes maior do que em 2014, primeiro ano da entrada em vigor da medida. Em 2014, 102 pessoas trans usaram o nome social durante a aplicação da prova, em 2015 esse número passou para 278 e nesta edição do Enem serão 407, de acordo com o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep).

A transexual Bruna Benevides, que aos 36 anos vai fazer pela primeira vez a prova do Enem, solicitou o uso do nome social, que não consta no documento de identidade. Ela disse que a medida permite que as pessoas trans tenham a cidadania garantida na hora da prova e incentiva esse grupo a se inscrever para o exame.

Bruna disse que, caso não pudesse usar o nome social, não faria o Enem, para evitar passar por constrangimentos, como o de ter registrado no documento um nome que não condiz com o gênero do candidato que se apresenta para a prova. “O nome social facilita que tenhamos nossa cidadania garantida na hora da prova. Já é uma batalha fazer o Enem, imagina ter que passar por constrangimentos. Em alguns lugares têm pessoas que fazem comentários preconceituosos, o que pode até prejudicar o desempenho na hora da prova, quando a pessoa já está ansiosa”, disse.

Seguindo a tendência dos últimos anos, as mulheres são maioria (58%) entre os inscritos para o Enem, assim com os candidatos que já concluíram o ensino médio (57%). Os que vão concluir o ensino médio em 2016 são 21%, percentual igual ao do Enem de 2015.

A Região Sudeste concentra 35% dos 8,6 milhões de inscritos, seguida pela Região Nordeste (32%). Os estados que mais tiveram inscritos foram São Paulo (1.404.362), Minas Gerais (948.545) e Bahia (664.698).

Em relação a faixa etária, 31% dos candidatos têm entre 21 e 30 anos, 14,5% é maior de 30 anos, 14,1% tem idade igual a 17 anos e 12% tem idade igual a 18 anos. Esses percentuais também se mantém estáveis em relação aos dois anos anteriores.

Foram recebidos 68.907 pedidos de atendimento especializado, que é garantido, por exemplo, aos participantes com baixa visão, cegueira, deficiência física, auditiva, surdez, deficiência intelectual, dislexia, déficit de atenção, autismo, entre outros. Eles vão contar com recursos como sala de mais fácil acesso, prova superampliada e auxílio para transcrição.

Os atendimentos específicos, que incluem gestantes, idosos, lactantes, estudantes em classe hospitalar e os sabatistas, que por convicção religiosa guardam os sábados, serão 101.896.

As provas do Enem serão aplicadas nos dias 5 e 6 de novembro.

Agência Brasil

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Vídeo: Travestis são espancadas no RJ e caso gera revolta na internet

Duas travestis foram espancadas, no meio da rua no Rio de Janeiro. Um vídeo que circula nas redes sociais mostra duas travestis sendo agredidas e humilhadas por três homens armados com pedaços de madeira.

Eles batem, socam e chutam as duas. Uma delas está caída no chão, possivelmente desacordada, e a outra pede e implora para os homens pararem com aquilo e deixassem elas em paz. Eles, enquanto isso, chutam o rosto da travesti caída. Os carros e as pessoas passam, alguns param para ver a briga, mas ninguém parou para conter a briga.

Travestis são espancadas no RJ e caso gera revolta na internet
Travestis são espancadas no RJ e caso gera revolta na internet

Segundo testemunhas a confusão começou dentro de uma van. A irmã de uma das travesti comentou que ela começou a ser ofendida e agredida por um dos homens. Na sequência, ela reagiu e agrediu o homem com uma facada. A confusão criou força quando outros dois rapazes se juntaram no ataque.

A polícia pediu a prisão preventiva dos agressores e investiga o caso.

O vídeo continua sendo compartilhado na internet, com centenas de visualizações nas redes sociais. A imagem já teve mais de 4 milhões de visualizações, 22 mil comentários, 18 mil curtidas e 45.5 mil compartilhamentos.

G1

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Idoso é roubado por travestis e obrigado a praticar orgias sexuais na cidade de Sousa

sireneNa madrugada deste sábado (27), um fato curioso movimentou a área policial da cidade de Sousa.

Um senhor de idade acionou a polícia militar do 14º BPM e informou aos militares que acabou sendo roubado por um grupo de travestis, e obrigado a participar de orgias sexuais com os mesmos.

O idoso contou que a confusão aconteceu próximo a um bar, e em seguida, os travestis fugiram do local com sua bolsa e todos os seus objetos pessoais.

A PM orientou à vítima a registrar um boletim de ocorrência na delegacia para formalizar o ocorrido.

Diário do Sertão

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Prefeitura vai pagar bolsas de R$ 840 para travestis e transexuais

travestis-e-transexuaisA Prefeitura de São Paulo lançou na tarde desta quinta-feira, 29, o programa Transcidadania, que tem como objetivos promover a reintegração social e e incentivar a colocação profissional para travestis e transexuais na cidade. O projeto terá duração de dois anos e vai oferecer acesso à escola e cursos profissionalizantes. O projeto, que já selecionou os 100 primeiros beneficiários, vai oferecer um auxílio de R$ 840 e realizará campanhas de respeito ao nome social.

“Essas pessoas foram excluídas de quase todos os processos sociais, sobretudo educação e trabalho. Esse direito lhes foi negado em função do preconceito e da violência. O que está se procurando fazer agora é um resgate, é abrir uma oportunidade”, diz o prefeito Fernando Haddad.

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Em um discurso emocionado, a cabeleireira Aline Marques, de 36 anos, que é uma das beneficiárias, elogiou a iniciativa e destacou a importância de oferecer oportunidades para os travestis e transexuais. “Eu não tive oportunidade de estudar. Mas o lugar do travesti não é nas esquinas, é nas escolas, é nas empresas.”Werther Santana/EstadãoZona norte. Escola Municipal Madre Lucie Bray

Duas escolas passam por treinamento para receber os estudantes do projeto, a Escola Municipal de Ensino Fundamental (Emef) Celso Leite e o Centro Integrado de Educação de Jovens e Adultos (Cieja) Cambuci. As aulas terão início do dia 4 de fevereiro.

Hormônio. Duas Unidades Básicas de Saúde (UBS), localizadas na República e em Santa Cecília, região central da capital paulista, vão atender pacientes do programa e oferecer tratamento hormonal. O objetivo é evitar que travestis e transexuais ponham em risco a própria saúde, como, por exemplo, na aplicação de silicone industrial.

A previsão da pasta é que sejam investidos R$ 3 milhões no “Transcidadania” neste ano e em 2016. De acordo com a Secretaria Municipal de Direitos Humanos, os assistidos pelo programa terão prioridade na Casa Abrigo do Brasil, exclusiva para travestis e transexuais”, e no Complexo Zaki Narchi.

Estadão

Travestis e transexuais poderão usar nome social no Enem

ARQUIVO ABR
ARQUIVO ABR

O travesti ou transexual que se inscrever no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2014 poderá ser identificado pelo nome social nos dias e locais de realização das provas. Para isso, é preciso fazer o pedido pelo telefone 0800-616161, até o final do período de inscrição. A informação está no site do Enem elaborado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep).

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No momento de fazer a inscrição, na internet, o nome a ser usado pelo travesti ou transexual é o que consta no documento de identidade, de acordo com a assessoria de imprensa do Inep. As inscrições começaram hoje (12) e se encerram no dia 23 deste mês, no site do Inep. O valor da taxa de inscrição é R$ 35 e pode ser pago até o dia 28 deste mês. Estudantes da rede pública e pessoas com renda familiar até 1,5 salário mínimo ficam isentas do pagamento. As provas estão marcadas para os dias 8 e 9 de novembro.

O edital do Enem com as informações completas sobre o exame está no site do Inep. O edital pode ser acessado em formato de leitura compatível com o Dosvox, sistema criado para pessoas com deficiência visual, e em vídeo na Língua Brasileira de Sinais (Libras), para quem tem limitação auditiva.

A expectativa do Ministério da Educação é que 8,2 milhões de pessoas se inscrevam. Nesta edição do Enem, detectores de metais estarão disponíveis nos locais de prova para reforçar a segurança.

A nota do Enem pode ser usada para concorrer à vagas em instituições públicas de ensino superior, em cursos técnicos e a bolsas de estudo em instituições privadas de ensino superior. É também pré-requisito para firmar contratos por meio do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) e para a obter bolsas de intercâmbio pelo Programa Ciência sem Fronteiras.

Os estudantes maiores de 18 anos que ainda não obtiveram a certificação do ensino médio podem fazer o Enem com essa finalidade. Eles devem pedir, no ato da inscrição, que o resultado do exame seja usado para obter a certificação.

Para se preparar para o Enem, o aluno pode acessar o aplicativo questoesenem.ebc.com.br. O banco de questões da Empresa Brasil de Comunicação (EBC) reúne itens de 2009 a 2013 para o estudante treinar para exame. O acesso é gratuito.

 

 

por Yara Aquino, da Agência Brasil

Paraíba abre primeiro ambulatório para travestis e transexuais do Nordeste

clinicaUm ambulatório de saúde voltado para travestis e transexuais será inaugurado nesta quarta-feira (24) , às 15h, no Hospital Clementino Fraga, em João Pessoa. A unidade é pioneira no Nordeste e vai prestar atendimento em endocrinologia, ginecologia e cirurgia plástica, seja para quem quer fazer a transgenitalização (cirurgia de mudança de sexo) ou para quem deseja tomar hormônios para mudar o corpo. A fila para atendimento no novo ambulatório já conta com 25 pessoas.

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De acordo com a diretora geral do Clementino Fraga, Adriana Teixeira, os pacientes são encaminhados pelo Espaço LGBT, da Secretaria de Estado da Mulher e Diversidade Humana. O acompanhamento dura em média dois anos, mas pode variar para mais ou para menos, de acordo com a evolução do tratamento. A diretora explica que, nesse período, é comum alguns travestis e transexuais desistirem da cirurgia. “Tomando exemplos de outros ambulatórios semelhantes em São Paulo e Minas Gerais, vi que muitos desistem, mesmo já estando com a cirurgia marcada. Por isso, que esse período de dois anos é necessário. Afinal, é uma cirurgia de grande porte e irreversível”, explicou.

Adriana Teixeira orienta que a triagem é feita pelo Espaço LGBT da Secretaria de Estado da Mulher e Diversidade Humana, e, portanto, os interessados devem procurar o setor para se cadastrar. Além dos transexuais que querem mudar de sexo, travestis podem fazer o tratamento de hormonoterapia para provocar mudanças na voz, mamas e pelos. O ambulatório também atenderá pacientes de estados vizinhos, como Pernambuco e Rio Grande do Norte.

A inauguração faz parte das comemorações pelos 54 anos de fundação do Complexo Hospitalar Clementino Fraga. Amanhã e na próxima sexta-feira, o hospital vai disponibilizar serviços de saúde, com testagem rápida de hepatite B e C e vacinação contra a hepatite B. Ainda vão ser realizadas palestras e mesas redondas. A programação termina no próximo domingo, dia 28, com atividades pelo Dia Mundial de Luta Contra as Hepatites Virais, na praia do Cabo Branco, na Capital.

 

Por Correio da Paraíba

Escravos do sexo: Polícia Federal e Ministério Público investigam tráfico de travestis na Paraíba

travestisCerca de 30 travestís paraibanas podem ser vítimas do tráfico de humanos para a Itália. A estimativa é do procurador chefe do Ministério Público do Trabalho na Paraíba, Eduardo Varandas. O Governo Federal vai investigar a existência de quadrilhas agenciadoras no Estado e em outras localidades do Nordeste. Por isso, embarcaram ontem para Roma funcionários dos ministérios da Justiça e das Relações Exteriores e das secretarias de Mulheres e Direitos Humanos. Eles participarão de reuniões com autoridades italianas para tratar do assunto.

“O tráfico de humanos também está associado ao de drogas, a condições de exploração sexual e escravidão. Previmos que haja cerca de 20 a 30 travestís paraibanas estão nessa situação. São pessoas que têm seu passaporte capturado, trabalham até por 12 horas seguidas em ‘programas’, dormem em quartos com 20 pessoas, têm obrigação de ter uma média de produtividade mínima de 800 Euros, e quando não atingem esse valor, são impedidas de voltar pra casa e chegam a sofrer castigos corporais”, salientou Eduardo Varandas.

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A missão diplomática do Governo Federal surgiu através de denúncias e pedido de intervenção através do procurador chefe do Ministério Público do Trabalho na Paraíba, Eduardo Varandas, Polícia Federal e Ministério Público Federal. Ele se reuniu em dezembro do ano passado no Itamaraty, em Brasília (DF), com a diretora do Departamento Consular e de Brasileiros no Exterior, a ministra Luiza Lopes da Silva. Uma quadrilha que agia com tráfico de mulheres na Espanha já foi desarticulada.

Pessoas aprisionadas

De acordo com Eduardo Varandas, as travestis acabam sendo escravas de um ciclo vicioso, em que 80% do que conseguem com seu trabalho é repassado para o explorador e 20%, serve para pagar dívidas e despesas. “São escravas de um ciclo vicioso que não acaba fácil. O tráfico parte da premissa do engano, 80% delas vão enganadas e pensam que ganharão mais, ou terão melhores condições de vida.

“Essas pessoas acabam também sendo obrigadas a transar sem camisinha, a consumir drogas ou a traficar entorpecentes também”, acrescentou. É muito comum elas envelhecerem e começarem a traficar drogas. Uma boa parte delas começa a aliciar menores pobres no Brasil a serem vitimas desse ciclo de miséria. Transforma vitimas em vilões num sistema de corrupção generalizado”, destacou Eduardo Varandas.

Falta dignidade

De acordo com Eduardo varandas, o Brasil é o país que mais exporta travestis para o mundo. “Que escolha elas têm permanecendo no Brasil? Não oferecemos trabalho digno, proteção social, políticas públicas voltadas para a diversidade. Na prática, elas são expulsas, maginalizadas e escanteadas por causa das desigualdades e da cultura hipócrita que temos. Alguém já viu alguma atendendo no comércio em João Pessoa?”, indagou o procurador.

De acordo com ele, elas vão para outros países fazer, de certa forma, o que também fazem no Brasil, mas de forma diferente. “No Brasil elas apanham, são obrigadas a fazer sexo sem camisinha, a usar drogas, a transar com policiais em troca de livre utilização do ‘ponto’ onde atuam, dentre outros”, elencou Eduardo Varandas. Enquanto no país, elas ganham de R$ 20 a R$ 30 em um programa, na Europa esse valor sobre para 100 a 150 Euros.

Correio denunciou esquema em 2005

O esquema internacional de aliciamento de jovens travestis paraibanos para a prostituição na Europa foi denunciado pelo Jornal Correio da Paraíba em duas reportagens especiais da jornalista e Santiago. As publicações são de 20 de fevereiro de 2005 (“Gays voltam ricos da Europa, influenciam e ‘exportam’ jovens”) e em 29 de outubro de 2006 (“Garotos da Paraíba são aliciados e levados para o Exterior”).

Segundo as reportagens, a rede aliciava e agenciava jovens de vários municípios da Paraíba, como Araçagi, Guarabira, Mulungu e Baía da Traição e os “levava” para exercer a prostituição na Europa, principalmente na Itália.

Na época, o promotor Marinho Mendes fez uma denúncia e a Polícia Federal investigou o esquema.

denúncia afirmava, inclusive, que um adolescente, de 17 anos, havia sido levado para a Itália para ser explorado sexualmente pela rede. Segundo as reportagens, os jovens chegavam à Itália devendo até R$ 50 mil e pagavam o dobro aos agenciadores.

Entre os jovens paraibanos acompanhados pela reportagem estavam Emerson da Cruz Batista, a “Yasmim”, na época com 17 anos e o irmão, Jean Carlos Batista, a “Geovana”. Yasmim foi aliciada e levada para a Itália, onde também teve que pagar ao seu aliciador uma quantia em dinheiro oito vezes maior.

Em depoimento à Polícia Federal, em setembro de 2009, José de Arimatéia Junior, ou “Isabella da Roma”, confessou que ajudou Yasmim a ir para a Itália, pagou para ela as passagens aéreas e emprestou 500 euros e “que posteriormente recebeu de Yasmim aproximadamente quatro mil euros”.

 

 

Correio da Paraíba

Rio Grande do Sul já emitiu 119 carteiras de identidade para travestis e transexuais

Carteiras começaram a ser emitidas no dia 16 de agosto passado: estado caminha para garantir cidadania (Foto:SSP/RS)

O uso do nome social é determinante para travestis e transexuais. Sem isso, são discriminados em todos os ambientes e circunstâncias, desde a hora da chamada na sala de aula até ocasiões públicas, como em consultórios médicos, lojas, entre outros momentos em que são tratadas pelo nome de registro, com o qual não se identificam. Raras iniciativas têm reduzido esse constrangimento.

O estado de São Paulo, por exemplo, por meio do Decreto 55.588, de 2010, prevê o tratamento de travestis e transexuais pelo nome por eles escolhido para usar socialmente de acordo com sua identidade de gênero. Mas a medida restringe-se à administração pública estadual direta e indireta. No entanto, vem do governo do Rio Grande do Sul algo que pode indicar a redução da marginalização desse grupo: a Carteira de Nome Social (CNS), que começou a ser emitida em 16 de agosto passado, por meio da qual travestis e transexuais poderão ser identificados nos serviços públicos do estado gaúcho. Com sorte, a sociedade em geral vai entender e aceitar também.

A carteira, elaborada pela Secretaria de Segurança Pública em parceria com a Secretaria de Justiça e dos Direitos Humanos, dentro do programa RS sem Homofobia, é emitida pelo Instituto Geral de Perícias (IGP) com o mesmo método da Carteira de Identidade. Até hoje (18), foram emitidas 119 carteiras. No Departamento de Identificação, em Porto Alegre, houve 100 solicitações. No Posto de Identificação de Caxias do Sul, houve cinco. No de Pelotas, duas. Em Santo Ângelo, uma, e no Presídio Central, 11.

A criação da carteira social estava prevista no Decreto 48.118/2011, assinado pelo governador Tarso Genro (PT). Em 17 de maio passado, Dia Estadual de Enfrentamento à Homofobia, o governador entregou simbolicamente a primeira CNS à travesti Simone Rodrigues. Na data também foi criado o Comitê Gestor dos Direitos Humanos, para cuidar, entre outros, dos direitos de lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais (LGBT).

Airton Michels, secretário de Segurança Pública do RS

O secretário da Segurança Pública do estado, Airton Michels, explicou que a carteira social remete ao RG, portanto, a pessoa pode usá-la porque vai ser imediatamente identificada, já que possui a mesma numeração. Ele explica que o uso da CNS não exclui a necessidade de portar o RG, mas é uma garantia de respeito ao nome social.

“É claro que a carteira tem seus limites. Em um cartório, por exemplo, a pessoa pode até se identificar com a carteira social e ser tratada pelo nome social, mas o contrato, por exemplo, tem de ser feito com o nome de registro. A mudança pode valer para o tratamento desse grupo na escola, na delegacia, até numa loja ou em qualquer estabelecimento privado, embora não tenhamos como forçá-los a aceitar”, esclareceu Michels. Mas, para ele, com um mínimo de sensibilidade o atendente vai confrontar a carteira social com o RG e vai tratar a pessoa por seu nome social.

“O decreto prevê aceitação na Administração Pública e no Poder Executivo, mas estamos negociando com o Poder Judiciário, e a discussão está evoluindo. Porém, o Judiciário está muito sensível a essa questão”, disse o secretário. Ele afirmou que os policiais já começam a ser preparados para aprender a lidar com a questão e a respeitar a validade do documento. “Este ano vamos capacitar alguns policiais em algumas delegacias. Os novos policiais militares já recebem informações nesse sentido, mas isso carece de mais capacitação”, admitiu. O estado tem 6 mil policiais civis e 24 mil policiais militares.

“Não é de um dia pro outro, mas à medida que a mídia divulgue e que fique claro que a Secretaria de Segurança Pública adota esse sistema, as coisas vão mudar”, disse Michels, acrescentando que este é apenas o início para que o preconceito e a intolerância sejam extirpados do estado gaúcho.

A advogada Maria Berenice Dias, especialista em direito homoafetivo, destacou a importância da iniciativa. “A ideia é levar a aceitação a todas as autoridades públicas”, disse. A ex-desembargadora lembrou que travestis e transexuais de outros estados também podem usufruir desse benefício. É preciso solicitar Carteira de Identidade no mesmo pedido da CNS.

“Esse é um grupo marginalizado, sofre desde cedo com a expulsão de casa, a perda de convívio familiar, sofre humilhações na escola e dificuldades no mercado de trabalho”, disse Berenice. Ela defende a existência de uma lei federal que combata a homofobia e garanta direitos, como o uso do nome social.

Como pedir

Segundo a Secretaria de Segurança Pública, desde segunda-feira (17), os Postos de Identificação Regionais de Santana do Livramento, Caxias do Sul, Pelotas, Passo Fundo, Santa Maria, Santo Ângelo, Novo Hamburgo, Osório e Rio Grande passaram a receber encaminhamentos para a Carteira de Nome Social. A emissão do documento destinado a travestis e transexuais começou em Porto Alegre no dia 16 agosto.

Para solicitar a CNS são necessários certidão original, conforme o estado civil, ou a Carteira de Identidade, em bom estado de conservação e expedida no Rio Grande do Sul. A primeira via será gratuita e a segunda via custará R$ 45,50, mesmo preço da Carteira de Identidade. A CNS terá prenome, foto, assinatura e número do RG.

redebrasilatual

Por incompreensão, travestis estão entre grupos mais discriminados da sociedade

A artista performática Rogéria é mencionada como exemplo de travesti, que às vezes 'vira homem', o Astolfo (Foto: Ronald Monteiro/Facebook)

Travestis são pessoas que sofrem muito porque o mundo não está preparado para compreendê-las. O médico, psiquiatra e psicodramatista Ronaldo Pamplona da Costa as define como o grupo das pessoas mais marginais, não apenas na sociedade, mas também nos estudos sobre sexualidade. Os terapeutas têm muita dificuldade para entendê-las e são raríssimos os que as aceitam como pacientes. Neste entrevista, Pamplona, autor do livro Os Onze Sexos – As múltiplas faces da sexualidade humana, faz uma análise deste grupo, destacando recentes estudos sobre o cérebro humano.

O médico explica que a sexualidade deve ser compreendida do ponto de vista biológico, psicológico e social, todos interligados. Mas a diferença básica está centrada no biológico, o que já pode ser comprovado pelas pesquisas da neurociência. “No cérebro aparecem todas as diferenças entre o comportamento dos seres humanos. Existe uma vertente masculina e uma vertente feminina. Na masculina, temos homens heterossexuais, homossexuais e bissexuais. Na feminina, a mesma coisa. Só que o homem heterossexual é muito diferente da mulher hetero; o homem homo é muito diferente da mulher lésbica, e os bissexuais também são muito diferentes em se tratando de um homem e de uma mulher”, detalha.

O que podemos entender por identidade sexual e identidade de gênero relativamente aos indivíduos travestis?

Nós temos uma identidade sexual, que tem dois aspectos – um é a orientação sexual, a parte da identidade que faz com que o ser humano busque uma parceria. O outro é a identidade de gênero, que vai determinar se um indivíduo é masculino ou feminino. Só que a orientação sexual e a identidade de gênero independem uma da outra. Os indivíduos que são travestis, tanto as travestis homens quanto os travestis mulheres (muito raros, mas existem) têm uma identidade de gênero dupla, porque é um gênero masculino e um feminino mesclados dentro da mesma pessoa.

Isso explica o comportamento às vezes ambíguo de travestis?

Por essa identidade de gênero dupla, um homem travesti se sente também mulher, mas não deixa de se sentir homem em algumas situações por mais feminino que ele seja. Temos o exemplo da artista Rogéria, que se diz mulher, que se comporta como mulher, que gosta de se relacionar com homens, mas que em determinado momento da vida baixa o Astolfo (nome de registro) e ela se comporta como um homem bravo. Há travestis homens que se relacionam com mulher ou com homem e alguns até com os dois sexos. Estes seriam travestis homossexuais, bissexuais ou heterossexuais.

E seria a mesma definição para o transexual?

O transexual é um indivíduo que nasce homem do ponto de vista biológico, tem corpo masculino, se desenvolve como homem, mas sempre se sente mulher. Então, é uma pessoa que não consegue aceitar o corpo que tem, não aceita o pênis, a barba, a voz ou qualquer outro aspecto masculino, que são os caracteres sexuais secundários.

Daí a necessidade de fazer a cirurgia para trocar de sexo?

Sim, porque a única conclusão que a medicina chegou até hoje é que é preciso mudar o corpo porque não dá para mudar a cabeça. Tem de operar para mudar de sexo, seja homem ou mulher transexual. A mulher não aceita a vagina, a menstruação, as mamas porque se sente homem. Quando menstrua se sente muito mal. As poucas que acabam engravidando têm muita dificuldade na parte biológica da gestação e da amamentação.

Travestis aceitam o corpo?

Travestis aceitam a genitália, mas não aceitam os caracteres sexuais secundários. A travesti homem jamais vai fazer uma cirurgia que mude seu pênis, porque ela gosta. Em geral, usa o pênis no relacionamento sexual, mas rejeita a voz, a distribuição dos pelos, da gordura, a falta da mama. Tanto que acaba usando hormônio ou também fazendo cirurgia para colocar prótese mamária de silicone.

Então a diferença entre travestis e transexuais está na aceitação dos órgãos sexuais?

Sim, a diferença básica entre transexual e travesti é que os travestis nunca vão modificar a genitália, a não ser que estejam em fase transitória de transexualismo. Vamos supor que ele ou ela ainda não chegaram à conclusão de que são mulher ou homem por inteiro. Pode ser que cheguem ou não a fazer a cirurgia. Tanto a cirurgia quanto a hormonioterapia são tratamentos médicos que não se pode fazer sem assistência médica porque vai comprometer o organismo com um todo.

Fala-se muito sobre os perigos das mudanças feitas nos corpos para adequação à identidade de gênero.

Muitas vezes as travestis usam silicone por conta própria, se medicam sozinhas, e é um desastre porque elas fazem tudo sem a técnica que tem de ser usada e acabam danificando o corpo.

O que dizem os estudos que começam a revelar informações sobre a sexualidade?

É recente nas pesquisas médicas o estudo do cérebro humano. Até 1990 não tínhamos meios de estudar o órgão porque não havia aparelhos. Hoje em dia há aparelhos de todo tipo para entender o cérebro em funcionamento. Em relação à sexualidade, se grupos de homens heterossexuais e homens homossexuais são submetidos à exibição de filmes com apelo sexual fica claro que nos heterossexuais a região do cérebro estimulada pelo desejo é uma, e nos homossexuais é outra. Os estudos avançaram mais e mostraram que essas regiões são determinadas durante a gestação.

Isso significa que a pessoa já nasce com a sexualidade definida?

Sim, é genético. Cada um tem uma carga genética que vai promover o desenvolvimento das glândulas e do cérebro. A definição do desejo por homens ou mulheres só vai aparecer na adolescência. O cérebro vai amadurecendo e quando chega na adolescência o corpo começa a produzir hormônios. Os hormônios são relacionados com o desejo e essas regiões do cérebro começam a agir de tal forma que o indivíduo vai sentir desejo mesmo que ele não queira, porque é uma coisa biológica. Até hoje tudo o que se sabia era que essas aspectos sexuais eram todos desenvolvidos graças ao psicológico: o relacionamento do pai com a mãe, a resolução do complexo de édipo. Só que isso não faz sentido com as novas descobertas.

Então dá para dizer que a pessoa nasce homossexual ou heterossexual? 

Sim, esse estudo foi publicado em 2011 por grupos que estudam o cérebro na Holanda, Suécia, Inglaterra, EUA, e vários países que têm comunicação entre si, principalmente na Europa. O Brasil tem pouco contato com esses estudos europeus, que estão avançando cada vez mais. Desde 1990 acompanho tudo e essa conclusão pode ser vista no livro Sex Differences in the Human Brain, their underpinnings and implications (As diferenças sexuais no cérebro humano, seus fundamentos e implicações), escrito por Ivanka Savic, editado pela editora Elsevier, da Suécia. Os autores se basearam em mais de 130 pesquisas sobre o cérebro nesse tema, e como fruto dessa compilação fecharam o conceito de que a homossexualidade ou a heterossexualidade é algo inato.

A sexualidade envolve as pessoas como um todo e influencia diretamente os sentimentos e a maneira de ser, agir e pensar
(Ronaldo Pamplona da Costa)

Quais são os onze sexos
homem heterossexual
homem homossexual
homem bissexual
mulher heterossexual
mulher homossexual
mulher bissexual
travesti homem
travesti mulher
transexual homem
transexual mulher
intersexos (como os hermafroditas)

Isso derruba todos os tabus a respeito da homossexualidade. Ou seja, não é uma opção.

O desejo fica armazenado no cérebro até a adolescência e aí brota de um jeito muito complicado. A pessoa que está sentindo não consegue explicar. Os pais, por conta das antigas teorias psicológicas, acham que são os responsáveis. Só que, na realidade, não são. Não é possível eliminar por completo o desejo. Você pode forçar a mudança do comportamento da pessoa, pode reprimir ou sublimar – os dois aspectos que a religião utiliza para dizer que “curou” o homossexual. Não é doença – foi considerado doença até 1985, mas de lá para cá, não mais.

E há alguma característica específica no cérebro de travestis?

Tem uma outra região do cérebro, que fica no hipotálamo (estrutura do sistema nervoso central), responsável pelo gênero. Todas as regiões do cérebro relacionadas com sexualidade estão no hipotálamo. Homens com identidade de gênero feminino ou mulheres com identidade masculina, do ponto de vista biológico, já nascem assim. Por isso crianças de dois anos e meio ou três anos muitas vezes dizem que não são do gênero ao qual nasceram. É o menino que diz: ‘eu não sou menino, eu sou menina’. Ou a menina que diz: ‘eu sou menino’. Isso é muito complicado. Para fechar o diagnóstico numa criança ou adolescente é difícil, é um diagnóstico evolutivo, o médico acompanha até fechar. Existem pouquíssimos centros no mundo, tem um em Boston, onde o médico atende a crianças com distúrbio de gênero. Porque também se nasce com a predisposição de masculino ou feminino. Quando se estudar a área do cérebro pelo masculino ou feminino, nos travestis e transexuais, é diferente. É um corpo de homem e no cérebro, uma identidade feminina, cabeça de mulher. Ou menina com cabeça de homem.

A identidade de gênero aparece em que momento?

Muito cedo. Um menino de três anos já sabe que é um menino. A sociedade vai ensinando e o cérebro já está mais amadurecido para a identidade de gênero, então começa a aparecer o comportamento masculino ou feminino, só que às vezes na criança a identidade vem trocada, apesar de a educação estar de acordo com o padrão. Porque o mundo só funciona com dois gêneros – o masculino e o feminino. Daí, os banheiros de homens e de mulheres. Não tem banheiro de outro gênero.

É mesmo muito difícil fugir às regras… 

Sim, travestis são pessoas que sofrem muito porque o mundo não está preparado para comprendê-los. Acho que são as pessoas mais marginais que há dentro da sexualidade. Estão à margem de tudo. Porque nos estudos da sexualidade os travestis também estão excluídos. Os terapeutas têm muita dificuldade para entendê-los e são pouquíssimos os que os aceitam como pacientes.

A não aceitação tem a ver com sentimentos enraizados de uma sociedade de homens e mulheres?

Para o homem machista, ser travesti é ser menos. O homem não aceita ter seu papel de macho cumprido e ver um outro ‘homem’ querendo ficar no lugar de uma mulher. Para o machista, a mulher é menos, por isso, a travesti também é. Essas raízes são muito do passado, primitivas, da época em que o homem era tudo e a mulher, nada. Então, se deitar com outro homem e fazer o papel de ‘mulher’ é uma coisa menor.

Então por que tantos homens procuram travestis para se relacionar? 

Essa sua pergunta não tem resposta. Não conheço nenhum estudo feito sobre homens que desejam travestis e a cabeça deles. Tive alguns poucos pacientes que relataram desejo por travestis, que seria o desejo de estar com uma mulher, mas com uma mulher que tenha pênis – então, é um desejo muito mais relacionado com a ambiguidade do que qualquer outra coisa. Se ele deseja um homem, travesti não serve. Se deseja uma mulher, travesti não serve. Muita gente avalia que homens procuram travestis porque têm desejos por outros homens, mas boicotam o desejo saindo com um homem que parece mulher. Mas eu não concordo. Porque o desejo por outro homem é tão profundo e direto que nada serve no lugar. Acho que é um desejo por travestis mesmo, mas não conheço estudos a respeito.

Os fato de os estudos serem tardios certamente ajudaram aumentar o preconceito ao qual os homossexuais estão sujeitos. Isso pode mudar?

Os estudos sobre homossexualidade só foram feitos a partir do surgimento da Aids. Sou de um tempo em que não tinha Aids. Ninguém no meio médico tinha interesse em estudar homossexual. No momento em que veio a ‘peste gay’, os médicos foram obrigados a aceitá-los como pacientes, e a ciência foi atrás de estudá-los. Talvez algo tenha de acontecer para que os homens que desejam travestis sejam objetos de estudo.

É muito mais raro encontrar mulheres travestis ou elas se expõem menos?

A única referência que tenho de mulheres travestis é de filme pornográfico. É uma mulher que se sente mulher e ao mesmo tempo, homem. Ela se veste de homem, tira os seios, toma hormônio para se virilizar e ter pelos, engrossa a voz com os hormônios, mas não mexe na genitália, preserva a genitália e a usa no relacionamento sexual. Tem o prazer que uma mulher tem e tanto faz que seja se relacionando com outra mulher quanto com um homem.

No seu livro, o senhor fala em intersexos. Como se explica esse grupo?

São pessoas que nascem com defeito biológico, seja tanto nos genitais internos ou externos, como seja genético, com repercussões as mais variadas possíveis. Os casos devem ser encaminhados para os hospitais-escola, porque precisa de tratamento endocrinológico, com geneticista, pediatra. São raros os casos que chegam à idade adulta sem ter havido uma correção. Mais fácil encontrar na zona rural por falta de assistência médica. Um exemplo são os hermafroditas. A criança nasce com os dois genitais malformados, e os médicos concluem que é melhor deixar a vagina do que o pênis. Só que aí, é feita uma menina que pode se revelar masculina logo cedo. Mas a medicina a fez menina. A medicina, na verdade, a fez transexual. Porque a identidade de gênero era masculina.

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OEA condena assassinato de dois travestis no Brasil

 

São Paulo – A Comissão Interamericana de Direitos Humanos condenou dois assassinatos de travestis no Brasil e cobrou a investigação dos crimes para não abrir espaço à cultura de impunidade. O primeiro caso ocorreu em Curitiba e o segundo se deu em Bauru, no interior de São Paulo, ambos no final de junho.
Em nota emitida na sexta-feira (6), a comissão, que integra a Organização dos Estados Americanos (OEA), “lembra que é obrigação do Estado investigar de ofício fatos dessa natureza e sancionar aqueles que resultarem responsáveis. A Comissão insta ao Estado a abrir linhas de investigação que tenham em consideração se este assassinato foi cometido em razão da identidade de gênero ou da orientação sexual da vítima”.
No dia 26 foi encontrado um corpo queimado perto do rio Iraí, no Paraná. Segundo a comissão, o corpo foi identificado como sendo do sexo masculino, com unhas pintadas e presença de características atribuídas ao sexo feminino, o que levou a se indicar como o assassinato de uma pessoa trans, cuja identidade ainda não foi possível de estabelecer.
Quatro dias depois, em Bauru, Camila de Mink, registrada no nascimento como Carlúcio de Oliveira, foi apunhalada perto de uma zona conhecida pela prostituição. Seria o terceiro caso de violência contra travestis na cidade paulista apenas neste ano.
O órgão afirma no comunicado que o Brasil deve agir para garantir uma vida livre de discriminação e que assegure o respeito à orientação sexual. “A comissão continua recebendo informações sobre assassinatos, torturas, detenções arbitrárias e outras formas de violência e preconceito contra lésbicas, gays e pessoas trans, bissexuais e intersex”, diz.
“Além disso, a comissão observa que existem problemas nas investigações destes crimes, o que conduz, em parte, a que não se abram linhas de investigações que considerem se o delito foi cometido em razão da identidade de gênero ou orientação sexual das vítimas. A inefetividade da resposta estatal fomenta altos índices de impunidade, os quais, por sua vez, propiciam uma repetição crônica, submetendo vítimas e seus familiares a uma situação de desamparo.”

Fonte: Rede Brasil Atual
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