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Idosa com Covid-19 interrompe tratamento e foge de hospital

Uma mulher de 71 anos, paciente infectada pela Covid-19, fugiu do Hospital Municipal Pedro I, em Campina Grande, na noite dessa terça-feira (7). A informação sobre a interrupção do tratamento da idosa foi confirmada na manhã desta quarta-feira (8) pela Secretaria Municipal de Saúde, que emitiu uma nota oficial sobre o caso. No texto, a pasta esclarece que está adotando as medidas sanitárias necessárias a respeito desta questão.

“De acordo com o boletim médico do hospital, a paciente estava internada em estado de saúde estável, consciente e orientada. Apesar da recomendação médica para seguir o tratamento, a idosa retirou os dispositivos médicos por conta própria e informou aos profissionais de saúde do plantão que iria retornar para a residência dela, desconsiderando os esclarecimentos dados sobre a gravidade da interrupção do tratamento”, diz a nota da Secretaria de Saúde.

A pasta afirma ainda que a paciente também se recusou a assinar o termo de responsabilidade antes de interromper o tratamento, conforme determina o protocolo do hospital. “O setor de serviço social do hospital fez contato com os familiares, informou sobre a situação e está colaborando para que a idosa possa retomar o tratamento o mais breve possível”, informa a secretaria.

A Portaria Interministerial 5/2020 do Governo Federal garante que o serviço público possa instituir a internação compulsória em casos de Covid-19 como forma de proteger o indivíduo e a coletividade. A Secretaria de Saúde poderá acionar a legislação para fazer cumprir o tratamento da paciente.

 

portalcorreio

 

 

Paraíba recebe 84 ventiladores pulmonares para tratamento de pacientes com Covid-19

A Paraíba recebeu, nesta segunda-feira (22), os 84 ventiladores pulmonares adquiridos pela Secretaria de Estado da Saúde para ampliação de leitos de UTI para as vítimas da Covid-19 e que estavam retidos pelo Ministério da Saúde desde o mês de março. Desta forma, a Paraíba poderá concluir todo o plano de expansão de leitos previsto no Plano Estadual de Contingência para o Covid-19.

Foram investidos R$ 4,3 milhões na compra dos equipamentos, porém foram requisitados de forma administrativa pelo Ministério da Saúde, para atender aos estados em situação crítica e só após ação do Ministério Público Federal foi determinada a entrega para o Governo da Paraíba.

“Nós fizemos a compra e a Justiça determinou, por meio de uma ação dos Ministérios Públicos Federal e Estadual, que a empresa fizesse a entrega. Os 84 respiradores darão um alívio extraordinário para toda a rede hospitalar porque vamos praticamente fechar o nosso Plano de Contingência, fazendo com que o percentual de ocupação dos leitos de UTI caia ainda mais, oferecendo mais segurança à população”, destacou o governador João Azevêdo.

O secretário estadual de saúde, Geraldo Medeiros, destacou que “nenhum paciente paraibano ficou em lista de espera aguardando leito de UTI. Isso demonstra a eficiência do plano de contingência, criado ainda no fim de janeiro, nos primeiros indícios que a pandemia atingiria o nosso estado”. O Plano Estadual de Contingência para o Covid-19 prevê a criação de 425 leitos de UTI em hospitais de gestão estadual, municipal e federal.

G1

 

Covid-19: pandemia atrapalha diagnósticos e rotina de tratamento de pacientes com câncer

O medo, o receio da contaminação pelo novo coronavírus (Covid-19) tem alterado a rotina de todos. A hashtag #Fiqueemcasa virou bordão das autoridades em saúde pública diante da atual crise sanitária que aflige o mundo. No entanto, o mesmo #Fiqueemcasa tem reduzido a realização de exames para diagnósticos de doenças graves, como o câncer, por exemplo, nas unidades de saúde.

De acordo com dados da Organização Mundial de Saúde (OMS), a pandemia se tornou um obstáculo a mais na vida daqueles que precisam dar sequência ao tratamento oncológico. Segundo pesquisa publicada pela  OMS na última segunda-feira (1º), dezenas de países tiveram o acesso a esse tipo de serviço abalado pelos efeitos da Covid-19. O estudo realizado em 155 países durante três semanas constatou um impacto global, principalmente, nos países de baixa renda.

Na Paraíba, a redução na manutenção da rotina de tratamentos oncológicos também foi observada. Ao PB Agora, o doutor Thiago Lins Almeida, coordenador do Projeto de Educação Continuada em Oncologia Clínica e Cirúrgica (ECOCC), da Universidade Federal da Paraíba (UFPB), e professor da disciplina de Oncologia no curso de Medicina da instituição, revelou que o fenômeno é mais um dano social causado pela atual crise sanitária. Professor Thiago destacou que o câncer não segue o calendário imposto à sociedade pelas medidas de isolamento social, desta forma, a realização de exames para o diagnóstico da doença e os procedimentos para o tratamento precisam continuar. “Com a pandemia da Covid-19, muitos serviços precisaram se readequar e a população também ficou receosa em procurar atendimento com o oncologista e realizar seus exames preventivos.  Precisamos lembrar que o câncer não obedece a quarentena e devemos manter o contato com o médico para decidir o melhor momento da realização da consulta e dos exames”, explicou.

O contato com o médico deve permanecer mesmo durante o isolamento e, para isso, doutor Thiago Lins argumenta que a tecnologia pode ser uma parceira, já que a telemedicina (conversa com o profissional da saúde através de videoconferência) pode atuar no acompanhamento e na decisão pela realização ou adiamento de exames e cirurgias. “Essa definição deve ser profissional porque alguns exames e tratamentos não podem ser adiados. Os grandes hospitais e as clínicas especializadas no diagnóstico e tratamento do câncer já estão adaptadas e prontas para proteger os pacientes e seus funcionários também”, disse.

A pesquisa feita pela OMS revelou que 42% dos países pesquisados  interromperam parcial, ou até mesmo completamente, os serviços para tratamento do câncer. Além disso, o paciente oncológico está inserido no grupo de risco para a pandemia, o que resultou no afastamento dessas pessoas das unidades hospitalares. “O medo sempre nos atrapalha no dia a dia. Em especial, quando falamos em câncer na era Covid. Precisamos evitar o adiantamento de diagnósticos e de tratamentos contra o câncer nesse momento de pandemia, porque podemos estar permitindo que o câncer se espalhe por todo o corpo. E isto é muito temerário, uma vez que reduz muito a chance de controle e cura”, alertou o médico.

Na necessidade de um diagnóstico precoce para o sucesso do tratamento e a cura, o #Fiqueemcasa não deve ser primordial. Professor Thiago Lins acrescenta que as chances de cura e resolução da doença são muito elevadas se diagnosticado inicialmente. Porém, se essa decisão for adiada em razão da pandemia, como tem sido o caso, o resultado, em breve, poderá ser a elevação dos números de pacientes oncológicos. “Poderemos  nos deparar com o câncer em seu estágio mais avançado ou sem possibilidade de tratamento cirúrgico ou antineoplásico”.

Mesmo focado no enfrentamento à pandemia, o professor Thiago Lins esclarece que o poder público, no que se refere à saúde e, em especial, a saúde oncológica, está otimizando sua articulação nas três esferas, bem como, mantendo o diálogo com o Conselho Regional de Medicina da Paraíba (CRM-PB) e o Hospital Napoleão Laureano, referência no estado. “A dificuldade de transporte, acesso e logística veio para todos, bem como para o setor público e setor privado. Neste momento, precisamos unir forças para não sermos surpreendidos com uma grande população de câncer intratável nos próximos anos, após o controle da Covid-19. Afinal, grande parte da população será curada dessa doença, mas o risco de termos câncer permanecerá”, analisou.

Manter o isolamento e respeitar as ações de distanciamento, podem sim ser vitais para o paciente em tratamento do câncer, no entanto, a interrupção desse tratamento ou o adiamento de um possível diagnóstico não devem ocorrer, explica o professor da UFPB. “Por isso, precisamos analisar individualmente qual o melhor benefício em manter o tratamento e quais malefícios podemos ter em adiá-lo. Estamos vivendo um cenário novo de conjunção de uma pandemia (Covid-19) e uma endemia (câncer), e precisamos decidir pelo melhor ao paciente. Vale salientar, que mesmo em lockdown, esta população está autorizada a manter seu tratamento”, declarou o coordenador do ECOCC-UFPB, que visando contribuir com esses pacientes, abriu um canal de comunicação com a sociedade para orientações e esclarecimentos durante a pandemia. Dr Thiago explica que basta o usuário entrar em contato pelo perfil @ecocc no Instagram para ter suas dívidas sanadas.

É necessário que todos, inclusive o paciente oncológico, que busquem se adaptar a esta nova realidade, afirma o professor, até porque ainda não se sabe quando toda a situação estará normalizada. Os cuidados adotados por estes pacientes para a prevenção contra o novo coronavírus deverá ser permanente, alertou o coordenador do ECOCC, Thiago Lins. “Devemos manter os cuidados de proteção contra a Covid-19 e também manter os cuidado preventivos contra o câncer, como: boa alimentação, praticar atividades físicas e realizar sim os exames complementares de prevenção para diagnóstico precoce”.

 

PB Agora

 

 

PB exclui cloroquina do protocolo de tratamento da covid-19: “Estudo mostrou a ineficiência”, ressalta Geraldo Medeiros

A Secretaria de Saúde da Paraíba incluiu em seu protocolo de atendimento aos pacientes acometidos de covid-19, a não recomendação do uso de hidroxicloroquina para tratamento da doença no estado.

De acordo com o secretário Geraldo Medeiros, novos estudos publicado recentemente apresentam metodologias mais adequadas para o tratamento além de lançar por terra a evidências inicialmente promovidas pelos estudos Chineses sobre a cloroquina, que são bastante frágeis.

“Também não se pode deixar de evidenciar que além da ausência de benefícios do uso da cloroquina, o seu uso esteve relacionado a maior mortalidade e maior incidência de efeitos colaterais em vários trabalhos previamente citados”, disse.

Foram citados estudos da Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI), Associação de Medicina Intensiva Brasileira (AMIB), o “Centers for Disease Control and Prevention” (CDC), “National Institutes of Heatlh”, USA (NIH), e “Infectious Disease Society of America” (IFSA).

PB Agora

 

 

Jovem na PB cata latinhas para pagar tratamento da mãe: ‘única forma que eu achei’

Com apenas 18 anos de idade, Gabriela Paola Santos Cunha não vive uma realidade fácil. Mas as dificuldades não a impedem de sonhar alto. A garota, que mora em Picuí, no Seridó da Paraíba, cata latinhas para sustentar o sonho de se tornar empresária e pagar um tratamento para a doença da mãe.

A mãe de Gabriela, Edneide Cristine Dantas Santos, de 56 anos, é auxiliar de enfermagem e foi diagnosticada com colite crônica. A doença intestinal impede que o organismo dela absorva os nutrientes dos alimentos que come. Ela chegou a pesar 36 kg.

Edneide está afastada do emprego por causa da doença. Ela recebe um benefício pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), mas o dinheiro só é suficiente para bancar as despesas básicas da casa e comprar parte dos remédios que precisa tomar. O tratamento nunca foi feito integralmente.

Desde que soube da doença, Gabriela tenta ajudar nas despesas da casa. Catar latinhas não foi a primeira opção da garota, que é filha única de pais divorciados. Ela procurou emprego em muitos estabelecimentos da cidade. Mas, sem perspectiva de contratação, viu que trabalhar com a reciclagem seria a única alternativa.

“A única forma que eu achei foi essa”, reforçou.

Há cerca de um ano, uma empresa de reciclagem foi aberta no município em que ela mora.

“Estavam pegando papelão, garrafa descartável e latinha. Eu vi que o que daria uma renda melhorzinha seria a latinha”, explicou.

A jovem coleta o material em bares, espetinhos e festas privadas. Na maioria das vezes, ela trabalha à noite, mas não reclama. O faturamento dela é de, no máximo, R$ 120 por mês.

Gabi, como gosta de ser chamada, também não reclama do preconceito, mesmo sendo magoada por quem discrimina o trabalho que ela desempenha com a reciclagem.

“Tinha mais no começo. Um dia fui pra uma vaquejada com amigos e peguei uma sacola. Um menino olhou e perguntou se eu tava morrendo de fome. Eu olhei e fiquei calada, fui catar o resto das latinhas. Fiquei chateada. Não fazia porque eu tava morrendo de fome, mas eu precisava ajudar em casa”, desabafou.

Mãe de Gabi tem uma doença que impede que o organismo dela absorva nutrientes dos alimentos — Foto: Gabriela Paola Santos Cunha/Arquivo pessoal

Mãe de Gabi tem uma doença que impede que o organismo dela absorva nutrientes dos alimentos — Foto: Gabriela Paola Santos Cunha/Arquivo pessoal

A dedicação de Gabriela é conhecida pela região. Comerciantes e pessoas que fazem festas em casa costumam reservar o material de entregar nas mãos dela. Alguns deixam até na casa onde ela mora.

As intenções de Gabriela reforçam que há um amor tão forte quanto o de uma mãe para um filho: o de um filho para a mãe.

“Minha mãe não fala nada, a única coisa que ela faz é me abençoar quando eu saio. Ela não tem vergonha de mim”, garantiu.

Em nenhum momento a jovem pensou em desistir e guarda, entre tantas lições, uma das mais valiosas que a mãe poderia ter deixado.

“Eu acho que a gente só consegue as coisas se batalhar. Minha mãe dizia sempre que se eu quiser alguma coisa na minha vida, eu tenho que correr atrás”, pontuou.

Gabriela fatura cerca de R$ 120 por mês catando latinhas — Foto: Gabriela Paola Santos Cunha/Arquivo pessoal

Gabriela fatura cerca de R$ 120 por mês catando latinhas — Foto: Gabriela Paola Santos Cunha/Arquivo pessoal

Paixão pelo ramo automotivo surgiu na lavagem de motos e carros

A paixão de Gabi pelo ramo automotivo surgiu em outro trabalho que ela encarou: a lavagem de carros e motos. Mesmo precisando de pouco para começar a trabalhar, ela também enfrentou dificuldades.

Os tios dela tinham um equipamento de lavagem de pequeno porte e passaram para ela. Ela cuidava dos veículos no beco da casa onde mora e ia buscá-los caminhando.

O micronegócio precisou ser interrompido porque as instalações não eram as ideais. Os veículos ficavam no sol e secavam antes que ela pudesse retirar os produtos de limpeza, o que fazia com que ficassem manchados.

Gabi sabe o que quer e também o que precisa fazer para chegar lá. Por isso, ela valoriza os estudos. Cursa a segunda série do ensino médio em uma escola pública. Assim, o dia ficou preenchido com a esperança de um emprego.

Trabalho na feira

Gabriela também trabalha com mudanças e fretes com carrinhos de mão na feira da cidade onde mora. Ela contou que o preconceito no local não é de classe, mas de gênero.

“Fui muito humilhada também. Ouvi muitas vezes que uma menina é pra estar na cozinha, em casa. Não é pra pegar no pesado não”, relatou.

G1

 

Hanseníase tem cura e tratamento gratuito pelo SUS

A hanseníase é uma doença não hereditária causada pelo bacilo Mycobacterium leprae, mas que é transmissível pelas vias aéreas respiratórias entre pessoas doentes sem tratamento e pessoas saudáveis. A doença é manifestada por lesões cutâneas e diminuição de sensibilidade térmica. É importante ressaltar que hanseníase tem cura e o tratamento pode ser feito pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

Existem duas formas de hanseníase: a cutânea e a nervosa. A cutânea é menos grave, com manchas na pele e progressiva perda de sensibilidade. Na nervosa aparecem nódulos, os nervos se transformam em cordões nodosos e com a incidência de fortes dores, insensibilidade e deformidade.

Desde 2016, o Ministério da Saúde oficializou o mês de janeiro como o período para o combate à hanseníase e fixou a cor roxa para a campanha. Sendo assim, o mês de janeiro passou a ser intitulado Janeiro Roxo e é dedicado à conscientização da doença. Dia 29 é o dia mundial de combate à doença, enquanto a data nacional é 31 de janeiro.

História, preconceito e tabus

Mas em torno desta doença estão segregação, preconceito e rejeição. O preconceito acontece por conta de lendas históricas e de valores bíblicos que consideravam a doença deformadora da pele e que caía pedaços das pessoas. A hanseníase era conhecida como ‘lepra’.

Hanseníase
Na Bíblia, Jesus aparece curando os doentes (Foto: Ilustração/ Alexandre Teles)

As referências mais remotas datam de 600 a.C. e procedem da Ásia, que, juntamente com a África, são consideradas o berço da doença. A Bíblia contém passagens fazendo referência ao nome ‘lepra’. A doença foi durante muito tempo incurável, o que forçava o isolamento dos pacientes em ambiente denominados gafarias, leprosarias ou leprosários, principalmente na Europa durante a Idade Média, onde as vítimas eram obrigadas a carregar sinos para anunciar a presença. A doença, nessa altura, deu origem a medidas de segregação.

No Brasil, em meados do século XX (20), os doentes eram obrigados a se isolar em leprosários e tinham pertences queimados, uma atitude que visava mais o afastamento dos portadores do que a um tratamento efetivo. Nessa época existiam leis para que os portadores de lepra fossem ‘capturados’ e obrigados a viver em leprosários. Apenas em 1962 a internação compulsória dos doentes deixou de existir.

Mitos e verdades

Veja abaixo um resumo com esclarecimentos sobre a doença:

  • A hanseníase já foi totalmente erradicada. 

É MITO! A Hanseníase ainda possui grande ocorrência no mundo e, principalmente, no Brasil (veja os número abaixo).

  • Pessoa de qualquer sexo, idade e classe social pode “pegar” hanseníase. 

É VERDADE! Apesar de qualquer um estar sujeito a adquirir a bactéria, 90% da população tem resistência para adoecer desse problema.

  • A hanseníase pode causar deformidades e incapacidades físicas.

É VERDADE! Com diagnóstico e tratamentos tardios, há o risco de graves sequelas. Isso pode ser evitado com o tratamento rápido, que cura e é gratuito em unidades do SUS.

  • É possível “pegar” hanseníase de um animal.

É MITO! A hanseníase só é transmitida de uma pessoa que tenha a doença na forma infectante, e não tratada, para outra pessoa.

  • A aglomeração de pessoas facilita a transmissão da hanseníase.

É VERDADE! Ambientes muito fechados e com pouca circulação de ar são locais propícios para a transmissão da doença.

Dados sobre hanseníase

No período de 2008 a 2016, foram notificados 301.322 casos de hanseníase em todo o país, dos quais 21.666 (7,2%) eram menores de 15 anos de idade. Segundo a Secretaria de Saúde da Paraíba, a taxa de detecção na população geral da hanseníase no estado aumentou de 525 casos em 2018 para 608 casos em 2019, apresentando um acréscimo de 2,1%.

Na população maior que 15 anos na Paraíba, em 2018, houve registro de 20 casos, subindo em 2019 para 29 casos novos registrados. Esse indicador mede a força da transmissão recente da endemia e sua tendência, mostrando assim uma alta carga da doença na região onde os casos são encontrados e a importância de se avaliar todos os contatos de casos registrados para quebra da cadeia de transmissão.

Em relação à hanseníase, a meta do Ministério da Saúde é reduzir a carga da doença, com diminuição da taxa de casos novos de hanseníase com Grau de Incapacidade Física 2 (GIF) no diagnóstico para 4,36 casos por 1 milhão de habitantes, e reduzir em 57% o número de crianças diagnosticadas com hanseníase com GIF 2 até 2020.

A meta brasileira difere da meta da Organização Mundial da Saúde (OMS), de “reduzir a taxa de casos novos para menos de 1 por milhão de habitantes e zero para crianças com diagnóstico de hanseníase com GIF 2”, pois leva em consideração o cenário epidemiológico e os determinantes socioeconômicos que influenciam no processo da eliminação da doença como problema de saúde pública no Brasil.

Tipos e Classificação

Manchas na pele são as características mais conhecidas da doença (Foto: Divulgação/ Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD))

Os pacientes com hanseníase são classificados, de acordo com a Organização Mundial de Saúde, em dois grupos: paucibacilares e multibacilares. Aqueles são os que apresentam exames com poucos ou nenhum bacilo; já estes são os que apresentam em seus exames muitos bacilos.

De acordo com a classificação de Madri, a hanseníase pode ser classificada em: hanseníase indeterminada (paucibacilar), tuberculoide (paucibacilar), dimorfa (multibacilar) e virchowiana (multibacilar). Veja a definição de cada um desses tipos, de acordo com a Sociedade Brasileira de Dermatologia:

  • Indeterminada: Pacientes possuem até cinco manchas de contornos imprecisos, e, nesse caso, não há comprometimento neural. É a fase inicial da doença.
  • Tuberculoide: Paciente apresenta até cinco lesões bem definidas e um nervo comprometido.
  • Dimorfa: Paciente apresenta mais de cinco lesões, com bordos que podem estar bem ou pouco definidos, e o comprometimento de dois ou mais nervos.
  • Virchowiana: Paciente apresenta a forma mais disseminada da doença, sendo observada grande parte da pele danificada e, algumas vezes, comprometimento de órgãos, como nariz e rins.

Sintomas e diagnóstico

A hanseníase é fácil de diagnosticar, tratar e tem cura, no entanto, quando diagnosticada e tratada tardiamente pode trazer consequências para os portadores e seus familiares, pelas lesões que os incapacitam fisicamente.

Hanseníase
Sintomas não podem ser ignorados e devem ter acompanhamento médico (Foto: Divulgação/EBC)

Quando se detecta manchas esbranquiçadas, avermelhadas ou amarronzadas em qualquer parte do corpo, sem pelos e que não coçam, com alteração de sensibilidade (térmica, dolorosa ou tátil) e/ou força muscular, deve-se procurar uma Unidade de Atendimento de Saúde, pois esses são os principais sintomas da hanseníase. Também podem surgir dores e sensação de choque, formigamento e dormência ao longo dos nervos, dos braços e das pernas.

A hanseníase, se não tratada inicialmente, pode evoluir para incapacitações físicas. Entre as sequelas deixadas pela doença, estão: incapacidade de elevar o pé (“pé caído”); incapacidade de extensão dos dedos e do punho (“mão caída”); incapacidade de fechar os olhos (lagoftalmo); necrose e ulceração da cartilagem do nariz (“nariz desabado”).

O diagnóstico da hanseníase é feito analisando a manifestação clínica da doença. Além disso, o exame denominado baciloscopia do raspado intradérmico é utilizado para confirmar a existência da doença. Esse exame visa identificar a presença de bacilos. Vale destacar que o resultado negativo do exame não descarta a doença caso o paciente apresente sintomas.

A manifestação clínica da hanseníase em cada pessoa é fundamental para determinar a classificação da doença como Paucibacilar (poucos bacilos) ou Multibacilar (muitos bacilos) e para selecionar o esquema de tratamento adequado para cada caso.

Hanseníase tem cura

O tratamento é realizado em Unidades de Saúde e a medicação é oferecida de forma gratuita. Ao iniciar o tratamento, a carga bacilar da doença diminui gradativamente e assim, o paciente deixa de transmitir para outras pessoas. Para o controle da doença e interrupção da cadeia de transmissão, é imprescindível que sejam realizados: diagnóstico precoce, tratamento regular e avaliação de contatos.

Hanseníase
O paciente deve procurar uma Unidade de Pronto Atendimento. (Foto: Divulgação)

O Sistema Único de Saúde (SUS) disponibiliza o tratamento e acompanhamento da doença em unidades básicas de saúde e em referências, realizado com a Poliquimioterapia (PQT), uma associação de antimicrobianos. Essa associação diminui a resistência medicamentosa do bacilo, que ocorre com frequência quando se utiliza apenas um medicamento, o que acaba impossibilitando a cura da doença.

Os medicamentos são seguros e eficazes. O paciente deve tomar a primeira dose mensal supervisionada pelo profissional de saúde. As demais são auto-administradas. Ainda no início do tratamento, a doença deixa de ser transmitida. Familiares, colegas de trabalho e amigos, além de apoiar o tratamento, também devem ser examinados.

Para crianças com hanseníase, as doses dos medicamentos são ajustadas de acordo com a idade e o peso. Já no caso de pessoas com intolerância a um dos medicamentos do esquema padrão, são indicados esquemas substitutivos.

A alta por cura é dada após a administração do número de doses preconizadas pelo esquema terapêutico, dentro do prazo recomendado. O tratamento da hanseníase é ambulatorial, ou seja, não necessita de internação.

 

 

por

 Erickson Nogueira e Ingrid Donato

 

 

Na PB: Ministério Público fiscalizará campanhas para tratamento de saúde

Pessoas físicas ou jurídicas agora são obrigadas a abrirem conta bancária antes de iniciar campanha solidária para arrecadação de dinheiro com o objetivo de auxiliar financeiramente no tratamento de saúde voltado a crianças, idosos, incapazes e pessoas hipossuficientes no Estado da Paraíba. A lei de autoria do deputado estadual Ricardo Barbosa (PSB), foi sancionada pelo governador João Azevêdo (sem partido) e publicada no Diário Oficial do Estado (DOE) deste sábado (25).

Ainda de acordo com a nova legislação, a  conta bancária mencionada  deverá ser apresentada perante o Ministério Público do Estado da Paraíba para que este efetue a fiscalização da campanha e também verificar sua finalidade analisado os exames comprobatórios da doença que acomete o paciente, atestado médico prescrevendo o medicamento e o tratamento adequado, bem como documentos comprovando a falta de recursos para custear o tratamento.

A campanha deverá ter prazo estipulado e a fixação do valor total necessário para o tratamento de saúde, sendo disponibilizado saldo remanescente a outra campanha com a mesma finalidade.

Trimestralmente, a parte deverá prestar contas ao Ministério Público com apresentação das notas fiscais dos gastos e o valor que possui na referida conta para demonstrar quanto valor arrecadou e quanto gastou, além de especificar o destinatário do dinheiro.

Caso não seja apresentada a prestação de contas, o Ministério Público poderá apresentar procedimento junto ao Judiciário para bloqueio da conta. A Lei entra em vigor a partir de hoje, data de sua publicação.

MaisPB

 

 

Dor lombar: Conheça o tratamento que reduz sintomas

Cerca de 80% da população mundial sofre com lombalgia, diz estudo

Segundo pesquisa publicada pela revista cientifica The Lancet em 2018, a dor lombar é o principal fator incapacitante em todo o mundo, afetando aproximadamente 540 milhões de pessoas, cerca de 80% da população mundial. Dados da Organização Mundial de Saúde (OMS) apontam que lombalgia (dor na região lombar) é a segunda maior causa de visita aos consultórios médicos, perde apenas para dor de cabeça. No Brasil, último levantamento do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) de 2018 aponta crescimento de 6% no volume de afastamento de trabalhadores por doenças ou complicações de saúde. Com mais de 83 mil casos, lombalgia é a principal causa.

 A lombalgia pode ser originada por traumatismo pelo movimento crônico ou momentâneo como torções, carregar peso, envelhecimento, infecção dos discos intervertebrais e doenças reumáticas.

Para corrigir a doença existem alguns recursos terapêuticos como fisioterapia, LEDterapia e reeducação postural. Segundo o fisioterapeuta Dr. Alexandre Alcaide, a fisioterapia, agregada aos LEDs, auxilia no fortalecimento dos músculos e articulações, além de aliviar a dor.

 Um dos procedimentos utilizados em clínicas especializadas são os tratamentos baseados em LEDterapia, como o Sportllux, que atua como ação analgésica e anti-inflamatória. “A terapia com luz de baixa potência também pode ser usada no tratamento e prevenção desta condição”, explica o especialista, que completa: “Estes dispositivos realizam fotobiomodulação, ou seja, utilizam da estimulação fotodinâmica para promover efeitos fisiológicos, atuando na recuperação dos músculos e prevenindo dores”.

O Sportllux é um dispositivo, único no mercado, que emite luzes vermelha e infravermelha, estimulando a produção de ATP intracelular, que nada mais é do que a energia que o corpo humano necessita para funcionar. O ATP aprimora a função celular, trazendo inúmeras respostas benéficas ao organismo, entre elas a regeneração muscular acelerada, gerando resposta terapêuticas.

 Segundo o angiologista Dr. Álvaro Pereira, idealizador do Sportllux, quando ocorre a interação da luz com os tecidos do corpo há um aumento de ATP (energia) mitocondrial e óxido nítrico. “O ATP auxilia na contração muscular e atua no reparo tecidual das lesões em nervos periféricos, além de aliviar a dor e atrasar o aparecimento da fadiga muscular, podendo ainda ter uma ação protetora sobre o desenvolvimento de dores crônicas e aguda”, afirma o médico.

 FONTE:

Dr Alexandre Ribeiro Alcaide – Fisioterapeuta especializado em Fisioterapia Esportiva e Músculo-Esquelética e sócio fundador da Sociedade Nacional de Fisioterapia Esportiva (SONAFE).

Dr. Álvaro Pereira – Formado na FMUSP em 1978, residência em Cirurgia Vascular no HCFMUSP, Doutorado em Cirurgia Vascular na Divisão de Bioengenharia do INCOR – HCFMUSP, pós-doutorado no B&H Hospital – Harvard.

Cosmedical 
Empresa fabricante do Sportllux, especializada em oferecer tratamentos seguros e inovadores aos seus clientes, desde terapia capilar à recuperação de musculatura pós esforço físico com o intuito de promover qualidade de vida, sem dor e sem esforço, tudo ao toque de um botão. Atuando com a alta tecnologia e a eficácia da fotobiomodulação por meio de LEDs, a empresa se tornou referência em equipamentos home device. A COSMEDICAL fabrica, comercializa e importa equipamentos para a saúde, desde 2008.

Redes Sociais:

Instagram: @Sportlluxoficial

https://www.instagram.com/sportlluxoficial/

 

HIV: OMS faz recomendações de testagem para ampliar tratamento

A Organização Mundial da Saúde (OMS) fez novas recomendações para tentar alcançar as 8,1 milhões de pessoas que vivem com vírus da imunodeficiência humana (HIV), mas ainda não foram diagnosticadas e, portanto, não têm acesso ao tratamento. As diretrizes foram divulgadas pelo Dia Mundial de Luta Contra a Aids, lembrado neste domingo (1º), e tem o objetivo de ajudar os serviços de saúde a se adaptarem à natureza mutável da epidemia de HIV.

“A face da epidemia de HIV mudou dramaticamente na última década”, afirmou, em nota, o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus. “Mais pessoas do que nunca estão recebendo tratamento, mas muitas ainda não têm a ajuda de que precisam porque não foram diagnosticadas”, acrescentou.

O teste de HIV é essencial para garantir que as pessoas sejam diagnosticadas precocemente e iniciem o tratamento. De acordo com a OMS, bons serviços de testagem também garantem que as pessoas que apresentem HIV negativo estejam ligadas a serviços de prevenção adequados e eficazes. Isso pode ajudar a reduzir 1,7 milhão de novas infecções que ocorrem a cada ano.

No final de 2018, havia 36,9 milhões de pessoas com HIV no mundo. Desses, 79% foram diagnosticados, 62% estavam em tratamento e 53% haviam reduzido seus níveis de HIV por meio de tratamento sustentado, a ponto de reduzir substancialmente o risco de transmissão do vírus.

No Brasil, de acordo com o Ministério da Saúde, 135 mil pessoas no Brasil vivem com o vírus HIV e não sabem. Na última sexta-feira (29), a pasta lançou a sua nova campanha: “HIV/aids. Se a dúvida acaba, a vida continua”, com foco na importância da prevenção, testagem e tratamento. O público alvo é população jovem, faixa em que a contaminação está crescendo no país.

Novas recomendações
Uma das recomendações da OMS é que todos os países adotem uma estratégia padrão de teste de HIV, que usa três testes reativos consecutivos para estabelecer um diagnóstico de soropositividade. Anteriormente, a maioria dos países de alta carga usava dois testes consecutivos. A nova abordagem pode ajudar os países a alcançarem a máxima precisão no teste de HIV, na medida em que uma grande proporção de pessoas já foi testada e tratada.

A OMS recomenda ainda que os países usem o autoteste de HIV (teste rápido de HIV) como uma porta de entrada para o diagnóstico. De acordo com a organização, pessoas com maior risco de HIV e que não fazem testes em contextos clínicos têm maior probabilidade de fazer o autoteste.

As redes sociais também podem ser utilizadas para rastrear certos grupos populacionais importantes, que têm alto risco de infecção pelo HIV, mas menos acesso aos serviços. Isso inclui homens que fazem sexo com homens, pessoas que usam drogas injetáveis, profissionais do sexo, população trans e pessoas privadas de liberdade.

Segundo a OMS, essas “populações-chave” e seus parceiros são responsáveis por mais de 50% das novas infecções pelo HIV. Por exemplo, a testagem de 99 contatos de redes sociais de 143 pessoas soropositivas na República Democrática do Congo mostrou que 48% tiveram diagnóstico soropositivo.

O uso de comunicações digitais inovadoras lideradas por pares, como mensagens curtas e vídeos, também pode criar demanda e aumentar a aceitação do teste de HIV. Evidências do Vietnã mostram que profissionais de assistência online aconselharam cerca de 6,5 mil pessoas de grupos-chave da população em risco, das quais 80% foram encaminhadas para testes de HIV e 95% fizeram os testes. A maioria (75%) das pessoas que receberam aconselhamento nunca havia tido contato antes com serviços de pares ou serviços sociais para o HIV.

A OMS também pede esforços para fornecer serviços de diagnóstico rápido por meio de fornecedores não especializados em países da Europa, Sudeste Asiático, Pacífico Ocidental e Mediterrâneo Oriental. Nessas regiões ainda está em uso o método laboratorial “western blotting”. Evidências do Quirguistão mostram que diagnósticos de HIV que levaram de quatro a seis semanas com o “western blotting” agora levam apenas de uma a duas semanas e são muito mais acessíveis graças a mudanças em políticas.

O uso de testes rápidos duplos de HIV/sífilis no atendimento pré-natal como o primeiro teste de HIV pode ajudar os países a eliminar a transmissão de mãe para filho de ambas as infecções. Para a OMS, a medida pode ajudar a fechar a lacuna de testes e tratamento e combater a segunda principal causa de natimortos no mundo. Abordagens mais integradas para testes de HIV, sífilis e hepatite B também são incentivadas pela organização.

 

Agência Brasil

 

 

Equipes multidisciplinares para o tratamento contra o câncer de mama são fundamentais

Os tratamentos são mais focados, são menos agressivos aos tecidos e com resultados mais expressivos

De acordo com a pesquisa publicada por médicos do Hospital Sírio-Libanês no International Journal of Radiation Oncology, os protocolos cirúrgicos atuais são menos invasivos poupando mais a região operada priorizando a estética e mantendo tecido mamário.

Segundo o cirurgião plástico, Dr. Marco Cassol, a radioterapia é uma das áreas da medicina que mais teve modificações nos tratamentos e protocolos nos últimos tempos. “Hoje os tratamentos são mais focados, são menos agressivos aos tecidos e com resultados mais expressivos”. Informa

O estudo questiona o quanto a mastectomia deve efetivamente remover e o quanto de pele remanescente é ideal prevalecer de acordo com os protocolos oncológicos. Além disso, a pesquisa defende a importância de ter médicos diferentes para a retirada do tumor e da reconstrução. “Equipes multidisciplinares para o tratamento contra o câncer de mama, são fundamentais, sendo um radiologista responsável pelo tratamento radioterápico, oncologista responsável pela retirada do nódulo, setorectomia, quadrantectomia ou mastectomia e um cirurgião plástico responsável pela reconstrução da mama com prótese ou sem prótese ou dependendo do tipo de cirurgia necessário”. Concluí Dr. Cassol

Dr. Marco Cassol, cirurgião plástico. Membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP), da Sociedade Americana de Cirurgia Plástica (ASPS) e da Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica Estética (ISAPS) com mais de 20 anos de experiência. É formado pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Especialista em plástica facial.

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