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Quais as complicações da gripe se não tratada corretamente?

gripeTodo mundo se lembra com um sorriso no rosto da vovó dizendo “cuidado com a friagem, menino! Se esta gripe te pega…”. Para as avós e bisavós que testemunharam a gripe espanhola em 1918, uma pandemia causada pelo vírus influenza H1N1 na qual morreram cerca de 3% da população do mundo, não era mesmo exagero se preocupar tanto com a gripe. E não, a gripe não é coisa de idosos e tampouco de antigamente. A gripe atinge a todos e outras epidemias aconteceram (e continuarão a acontecer) depois de 1918. Assim, preocupar-se com gripe é um assunto extremamente atual.

Em geral, a gripe é uma doença autolimitada, denominação complicada para dizer que ?passa sozinha?. Outra vez, tinha razão a vovó, que receitava chá e cama para as gripes. Hidratação, medicamentos para a febre e para a dor e, alguns dias depois, a gripe vai embora. No entanto, em alguns casos, a gripe pode complicar. Segue aqui uma lista das pessoas e situações com risco aumentado de sofrer complicações da gripe:

pessoas com idade acima de 65 anos
crianças pequenas
pessoas institucionalizadas
gestantes e puérperas
obesos
portadores de doenças cardíacas crônicas (mas não hipertensão arterial)
pessoas com asma
pessoas com diabetes
pessoas com insuficiência renal ou hepática
pessoas com anemia falciforme
pessoas com câncer ou outras imunossupressões
pessoas vivendo com HIV

Pacientes nestas condições devem sempre procurar atendimento médico na suspeita de gripe.

Agora, a pergunta é: como saber se é gripe? Via de regra, a gripe é uma doença aguda, que chega sem aviso prévio, com febre, dor de cabeça, dor no corpo, coriza, mal-estar e tosse. Para as pessoas do grupo de maior risco, é indicado (além do chá e da cama), o uso de medicamentos específicos para a gripe, chamados antivirais. Sabe-se que mesmo usando esses antivirais, algumas pessoas podem precisar ficar internadas, especialmente quando a gripe atinge também os pulmões.

O próprio vírus da gripe pode causar inflamação nos pulmões (pneumonite viral) e pode ainda propiciar o desenvolvimento de outras pneumonias, causadas por bactérias. Em geral, esta é a principal causa de internação e de óbito por gripe. Lembre-se que apenas uma minoria das pessoas com gripe vai ter pneumonite ou pneumonia e apenas uma minoria desta minoria vai morrer. Mas, ainda assim, é importante saber quem deve procurar ajuda médica antes mesmo de ficar grave. Pessoas não listadas acima, mas que cursem com gripe, falta de ar ou quadro que se arraste por mais de cinco a sete dias, também devem procurar um médico.

A vacina protege, não prejudica. Mas porque o vírus da gripe vive em constante mutação, também a vacina tem que ser atualizada todos os anos.
A arma com a qual a vovó não contava, no entanto, era a vacina. Eficaz e com mínimos efeitos adversos, ela é recomendada, pelo menos, para as pessoas com maior risco de complicações. Para as outras pessoas, receber a vacina não faz mal nenhum e ela deve ser aplicada, se disponível.

Para quem se preocupa com a história de “tomei vacina e peguei uma gripe que me derrubou”, é importante saber que a vacina da gripe é feita com um pedacinho do vírus. Um punhadinho de fubá sem o ovo, fermento e manteiga – não há vovó que transforme em bolo. Assim, a vacina da gripe não poderia, ainda que quisesse, causar gripe.

Como qualquer vacina, pode causar dor no local da picada e eventualmente acarretar em febre nos dias seguintes à aplicação. Acontece que se recomenda que a vacina seja aplicada no outono, antes da chegada do inverno, quando os casos de gripe costumam aumentar. Muitas vezes, quando nós somos vacinados para gripe, já há muitos outros vírus respiratórios circulando. Numa coincidência, depois da vacina, um desavisado apanha um resfriado e sai por aí culpando a vacina.

A vacina protege, não prejudica. Mas porque o vírus da gripe vive em constante mutação, também a vacina tem que ser atualizada todos os anos. A cada ano, um esforço mundial de cientistas colhe amostras em vários centros tentando determinar quais tipos de vírus influenza estão circulantes. As vacinas são desenvolvidas com base nas informações colhidas por estes laboratórios-sentinela. E, a cada ano, é necessário revacinar com a vacina da vez.

E antes que me perguntem se a vovó tinha razão em implicar com o cabelo molhado, o vento frio e o sorvete: nada disso causa gripe. Mas (não estou aqui para tirar razão de vovó nenhuma), é possível que choques térmicos, ao alterar o funcionamento de mecanismos protetores nas vias respiratórias, possam não ser exatamente uma boa ideia, especialmente no inverno, tempo de gripe.

minhavida

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Mais de 35% da água tratada na PB é desperdiçada, diz Trata Brasil

(Foto: Rizemberg Felipe/Jornal da Paraíba)
(Foto: Rizemberg Felipe/Jornal da Paraíba)

Um total de 41,51% da água produzida pelo sistema de abastecimento na Paraíba não foi faturada em 2013, de acordo com um levantamento do Instituto Trata Brasil divulgado nesta quarta-feira (25). Este quadro é reflexo do volume de água desperdiçada no estado. O estudo também aponta que 36,18% da água tratada no estado não chega a ser efetivamente consumida porque se perde. Para ter uma ideia, a perda chega a 283,66 litros de água por dia para cada unidade ligada ao sistema de abastecimento.

O estudo detalha o quadro das cidades de João Pessoa e Campina Grande, que estão entre as cem maiores cidades do país. A perda diária por unidade na capital chega a 407,62 litros, enquanto em Campina Grande o volume chega a 346,42 litros. As perdas na distribuição chegam a 39,90% e 40,32% em João Pessoa e Campina, respectivamente.

Segundo o assessor de Planejamento da Cagepa, Ricardo Benevides, dados do Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS) do Ministério das Cidades mostram que as perdas de faturamento estão em 37,33% e as perdas na distribuição, em 36,42%.

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“Vale observar que estas perdas não se somam, são conjuntos com interseções. Desta forma apesar dos números oficias serem estes, podemos afirmar com certeza que se não existissem desvios e ligações clandestinas tais percentuais seriam muito menores”, declarou o engenheiro.

Ainda de acordo com ele, também citando o SNIS, o índice de perdas por ligação em todo o estado é de 284,81 litros por dia, por ligação, o que dá um total de 103 mil litros por ano. Em João Pessoa, esse número fica em 407,62 litros por dia, por ligação, e em Campina Grande, em 346,42 litros por dia, por ligação.

Para evitar esse desperdício, Benevides mencionou algumas ações que a Cagepa tem efetuado. Entre elas, estão substituição de hidrômetros, instalação de macromedidores, automação de sistemas, incremento de equipes para retirada de vazamentos, substituição de trechos de redes antigas de distribuição de água, projeto de melhoria do callcenter, visando agilizar o recebimento e encaminhamento de avisos de vazamentos com maior rapidez, Projeto de Setorização, visando reequilibrar as pressões nas redes de distribuição o que reduzirá o número de vazamentos, e intensificação da fiscalização de águas cortadas e desvios fraudulentos.

Abastecimento
Segundo o instituto, 100% da população de Campina Grande é atendida pelo sistema de abastecimento de água, enquanto em João Pessoa esse índice é de 95,29%.

 

Do G1 PB

Depressão pode começar nos primeiros anos de vida, mas nem sempre é tratada

depressãoA publicitária Bárbara Lopes* apresentou os primeiros sinais de depressão aos 19 anos. Na época, começou a se isolar, faltava às aulas na faculdade e dormia durante grande parte do tempo.

— Tinha dia em que eu não queria sequer tomar banho. Minhas amigas me chamavam para sair, mas eu não queria. Eu dizia que estava triste, mas para mim não era depressão. Era só tristeza.

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Especialista ouvida pela Agência Brasil diz que é uma doença que pode começar em pessoas jovens e nem sempre recebe tratamento médico.

Mais de 15 anos depois e uma lista extensa de psiquiatras e psicólogos visitados, a publicitária atualmente é casada, tem um bebê e atua na área em que se formou, mas ainda luta contra a doença.

— As pessoas ficam sempre perguntando o que a gente tem. Aqueles que se julgam normais perguntam por que eu estou triste se tenho tudo que preciso, se tudo está certo, se sou bonita e inteligente.

Bárbara toma o mesmo medicamento há sete anos. Mesmo sendo acompanhada por profissionais, a depressão precisa ser combatida diariamente.

— Outro dia, deixei meu bebê cair da cama. Além de me sentir culpada, comecei a pensar que nada para mim funcionava, que tudo para mim dava errado, que eu era a pior mãe do mundo.

Para a publicitária, a combinação entre medicamento e terapia traz qualidade de vida para quem sofre com a doença.

— O remédio libera aquilo que está faltando no seu organismo. É como se fosse uma orquestra que precisa do maestro. Quando ele está ali, a música sai direito. Quando não tem o maestro, não tem música.

Dados da Pesquisa Nacional de Saúde, divulgada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) nesta semana, indicam que mais de 11 milhões de brasileiros têm depressão. O número corresponde a 7,6% das pessoas com 18 anos ou mais. Ainda segundo o instituto, desse total, apenas 46,6% dos pacientes tiveram assistência médica nos 12 meses anteriores à pesquisa.

De acordo com a psiquiatra e psicoterapeuta Fatima Vasconcelos, o Brasil é um dos países latino-americanos com índices mais altos quando o assunto é depressão. Apesar de ser tida por muitos como uma doença que atinge os mais velhos, a depressão, segundo ela, começa cedo – 9% dos casos ocorrem entre 18 e 25 anos; 7,5% entre 26 e 49 anos; e 5,5% acima dos 50 anos.

— Quanto mais precoce é a doença, mais grave pode vir a ser no futuro e mais danos ela vai provocar na vida do indivíduo. A depressão é uma doença crônica e o mais comum não é ter só uma única crise na vida. O risco de ter uma segunda crise é 50% maior após a primeira. E, para quem tem dois episódios, a chance é 70% maior.

Ainda de acordo com a especialista, a estimativa é de que seis em cada dez pacientes não procuram ou não encontram tratamento para a doença – sobretudo em razão do preconceito. Ela destaca que uma pessoa com depressão sofre com alterações do humor e, por mais que queria estar bem, vê o mundo de forma negativa e precisa de ajuda para enfrentar isso.

— Uma pessoa que está deprimida, às vezes, nem percebe que está triste. Mas, quando vai para o trabalho, rende menos do que rendia. Tem dificuldade de memória, concentração e sente uma insegurança muito grande. Ela passa a desconfiar de sua própria capacidade. Por isso, é muito importante que as pessoas saibam que a depressão é uma doença do cérebro que tem que ser reconhecida e tratada.

 

R7

‘Nunca fui tão bem tratada’, diz mineira que largou plano por SUS

susCintia Vieira Leal, de 29 anos, começou a frequentar o Posto de Saúde da Família (PSF) de seu bairro em Uberlândia (MG) apenas “enquanto o novo convênio não ficava pronto”. Ao descobrir uma doença durante a gravidez, no entanto, decidiu abandonar o tratamento privado em favor do SUS. “Nunca fui tão bem tratada”, disse à BBC Brasil.

Apesar dos problemas na implantação do modelo de atenção básica no Brasil, médicos de família e comunidade – os especialistas que atuam na atenção básica – entrevistados pela BBC Brasil dizem que histórias de pacientes que trocaram o plano de saúde pelo acompanhamento com equipes de Saúde da Família são mais comuns do que parecem, quando o modelo funciona bem em um município.

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Nos postos de saúde e unidades básicas, uma equipe de médicos, enfermeiros e agentes comunitários deve acompanhar até quatro mil pessoas – desde crianças até idosos. O bom funcionamento do modelo, que também é adotado por países como Reino Unido, Canadá e Austrália, ajudaria a evitar a superlotação de emergências e hospitais, um dos principais gargalos do atendimento médico no país.

Na maior parte das unidades, no entanto, pacientes e profissionais sofrem com a infraestrutura precária e a dificuldade de completar equipes de profissionais, especialmente em municípios menores e mais distantes das capitais.

O desconhecimento da população sobre o funcionamento do sistema de saúde também faz com que muitos pacientes procurem diretamente as Unidades de Pronto Atendimento (UPA) ou hospitais.

“Eu tinha ido poucas vezes nessas unidades do SUS, porque tudo costuma ser mais rápido pelo convênio. Mas minha vizinha fazia o atendimento lá e resolvi começar o pré-natal”, disse Cintia, que trabalha como porteira, à BBC Brasil.

Quando seu novo plano de saúde ficou pronto, ela chegou ir a consultas com outro médico, mas decidiu deixar o atendimento privado e concluir a gestação com o acompanhamento da equipe do posto de saúde.

“Na minha outra gravidez fui atendida pelo convênio, mas o atendimento era superficial. O médico não me perguntava muito sobre mim e eu não sentia a oportunidade de perguntar para ele. No posto de saúde, gostei de como a equipe me acolheu. Pareciam ter interesse em me ajudar, tirar minhas dúvidas”, diz.

Durante a gestação, a equipe diagnosticou Cintia com toxoplasmose – uma infecção que oferece sério risco ao bebê. “Meu convênio não me dava segurança de que teria cobertura para o que precisasse e a doutora me convenceu a ficar no SUS.”

‘Outro tipo de complexidade’

A médica que atendeu Cintia, Natália Ferreira, afirma que parte do preconceito com relação aos médicos de família parte de acreditar que o trabalho nos postos de saúde é “simples”.

“Os recém-formados acham que ir para a atenção básica até passar em uma residência é mais fácil do que ir para uma urgência, onde os problemas são mais agudos e é preciso ter mais experiência. Mas não é tão fácil assim, é outro tipo de complexidade”, disse à BBC Brasil.

“Na atenção básica você não precisa tanto da tecnologia, dos exames complexos. Mas nós lidamos com a situação do indivíduo e com a complexidade clínica. Se um sujeito é hipertenso e eu fosse um cardiologista, meu foco seria na doença dele. Quando eu, médica de família, recebo um hipertenso, eu considero que ele é idoso, que tem outras doenças associadas. É como se eu montasse o quebra-cabeça das especialidades.”

Mesmo encaminhando o paciente para um especialista, segundo Natália, o médico da família deve, idealmente, continuar fazendo o controle da sua situação. “Somos nós que lidamos com a dificuldade de a família cuidar dele, de ele não saber entender a receita, de não querer tomar o remédio”, afirma.

A médica de 29 anos, que hoje orienta recém-formados na residência de medicina da família e comunidade da Universidade Federal de Uberlândia, diz que os novatos “se espantam com a quantidade e com o tipo” de pacientes que procuram o posto de saúde.

Um médico de família divide sua carga horária semanal em atendimentos no posto ou unidade básica de saúde – que ocupam a maior parte do seu tempo – e visitas às casas dos pacientes quando é necessário. Em alguns casos, um trabalho de investigação chega a ser necessário para solucionar problemas que atingem pacientes de um bairro ou comunidade.

Há cerca de três meses, Natália e outras médicas de seu posto de saúde foram até uma creche em Uberlândia descobrir por que três crianças atendidas por elas permaneciam abaixo do peso normal. “Descobrimos que a creche servia as refeições às crianças com um intervalo muito pequeno entre uma e outra e não controlava se elas comiam”, diz.

“Algumas não tinham fome na hora da refeição e tomavam só leite o dia inteiro. Por isso não estavam ganhando peso”. A solução provisória encontrada foi negociar o acompanhamento especial das três crianças pela professora, mas as médicas questionaram junto às autoridades o cardápio das creches do município e aguardam resposta.

‘Deveria ser assim’

Mesmo satisfeita com o atendimento que teve na equipe de Natália durante a gravidez, Cintia Leal diz que nem tudo funcionava tão bem. “Eu tinha medo de perder a consulta e ter que pegar a fila de novo no posto, era desgastante. O ultrassom lá também é muito demorado. Eu não consegui nenhum, fiz todos pelo plano de saúde.”

O bebê nasceu há cerca de um mês e ela diz que pretende continuar frequentando o PSF. “Não sei se esse projeto é só aqui ou se foi só o jeito dela (da médica) mesmo. Mas acho que deveria ser assim em todos os lugares”, diz.

Apesar de trabalhar em uma unidade de referência em sua cidade, Natália reconhece que a infraestrutura é um dos principais problema dos profissionais na atenção básica – e um fator que afasta os pacientes.

“Muitas vezes falta o básico: macas, tensiômetros, medicamentos. E temos dificuldades ao encaminhar os pacientes para os especialistas e os hospitais. Pegamos pacientes graves, cujos casos não conseguimos resolver porque falta ambulância, falta leito no hospital”, diz.

“Às vezes tenho um paciente com uma condição que não é tão aguda, mas que eu não consigo resolver porque encaminho para o especialista e a consulta demora quatro ou cinco meses.”

A dificuldade para conseguir realizar exames mais complexos também contribui para a dificuldade dos médicos de família para resolverem uma quantidade maior de problemas de pacientes, segundo a profissional.

“Temos um número de exames de cada tipo que podemos fazer e um número de vagas em cada especialidade, definidos pelo município, mas em muitos lugares essa conta não fecha. Aí a fila fica enorme e os exames demoram meses pra sair. A minha fila de ultrassom hoje é de sete meses, no mínimo. No caso das gestantes e de pacientes muito graves eu faço um pedido de prioridade”, diz.

Em entrevista à BBC Brasil, o secretário de saúde de Uberlândia, Almir Fontes, afirmou que o número de equipes de Saúde da Família na cidade aumentou de 50 para 70 em um ano e meio de gestão, na tentativa de impedir a sobrecarga do atendimento.

Fontes afirmou também que a prefeitura reformulou o sistema de entrega de medicamentos e o controle da compra dos materiais, mas fala de “problemas logísticos” e burocracia que causam atrasos na distribuição.

“Parte dos medicamentos da atenção básica é distribuída pelo Estado e recentemente houve uma demora por conta de um problema logístico. Reestruturamos a nossa central de farmácia e nesse momento estamos sem problema de falta de medicamentos. Mas isso também é dinâmico, há questões logísticas que às vezes não dependem de nós”, afirmou.

Ainda de acordo com o secretário, um médico cardiologista, a demora na realização de exames como o ultrassom se deve, em parte, a um excesso de pedidos por parte dos profissionais. “O profissional hoje é mais voltado para a tecnologia do que para o exame, a conversa com o paciente. Por causa de uma cultura de formação, às vezes ele pede exames que não seriam realmente necessários após o exame clínico. Conseguimos reduzir as filas até para exames mais complexos, como a ressonância, mas a demanda do ultrassom de fato continua grande.”

Natália Ferreira e Irene Gonçalves em Uberlândia (MG) | Foto: Araipedes Luz
Mesmo com problemas, atenção de médicos de família ‘conquista’ usuários: à esquerda, Natália Ferreira atende Irene Silva

Vínculo

Apesar dos atrasos e filas, o atendimento pode fazer a diferença na hora de “conquistar” os pacientes. Durante a residência os médicos de família e comunidade são encorajados a estabelecer vínculos com as pessoas que acompanham – algo que nem sempre é comum em profissionais sem essa especialidade.

“Por sermos uma especialidade com menos prestígio, a abordagem da medicina de família ainda é desconhecida por muitos médicos que atuam na atenção básica”, diz Natália Ferreira.

A dona de casa Irene Gonçalves da Silva, de 50 anos, também se disse “convertida” ao SUS pelo acolhimento da equipe. “Natália não me obriga a nada, mas conversa muito comigo. Desde então estou com ela e não pretendo mudar”, disse à BBC Brasil.

Irene chegou à equipe do mesmo PSF com sintomas de descontrole de sua diabetes. “Eu nunca tinha feito atendimento no Posto de Saúde. Quando comecei com o problema de diabetes eu tinha convênio, então eu ia a um endocrinologista há três anos.”

Após perder o convênio quando seu marido mudou de empresa, Irene continuou pagando consultas, mas sua saúde deteriorou. “Comecei a inchar, ter dores de cabeça, tinha dificuldade de enxergar. Quando Natália me atendeu e pediu os exames, descobriu que eu já estáva com insuficiência renal crônica. Aí ela trocou meus medicamentos e eu fui melhorando.”

“Pra te falar a verdade, eu não achava que ia ter esse atendimento no SUS. Ela tira um tempo assim para te ligar, para saber o que está acontecendo. Isso eu nunca tive, nem no convênio”, afirma.

BBC Brasil 

 

Governo inaugura adutora que vai levar água tratada para mais de 90 mil pessoas no Brejo

adutoraMais de 90 mil pessoas dos municípios de Guarabira, Araçagi, Cuitegi e Pilõezinhos estão sendo beneficiadas com a água tratada chegando em suas casas. O Governo do Estado inaugurou, nesta sexta-feira (30), o sistema adutor Araçagi-Guarabira, que garantirá água para os quatro municípios nos próximos 25 anos e o sistema de esgotamento sanitário dos bairros de Osmar de Aquino, Clóvis Bezerra e parte de Areia Branca, em Guarabira. Foram investidos R$ 20,5 milhões.

O governador Ricardo Coutinho disse que essa é uma obra estruturante, pois garante água tratada pelos próximos 25 anos para quatro municípios importantes do Brejo. “O governo priorizou essa obra para garantir água tratada e de qualidade para que o Brejo possa crescer e se desenvolver com a segurança de que não vai faltar água”, completou.

 

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O presidente da Cagepa, Deusdete Queiroga, afirmou que a adutora tem 27 km e uma capacidade de transportar até 160 litros por segundo. “Todas essas cidades convivem com problemas no abastecimento, como Guarabira, que em suas partes altas e acidentadas, em determinados períodos do dia, a água nãoconsegue mais atender à população”, comentou.

Deusdete acrescentou que essa é uma barragem de grande porte, com 63 milhões de metros, e que hoje está com 99% da capacidade e que tem uma vazão para resolver o problema da água nessa região. Ele acrescentou que num segundo momento servirá para atender as adutoras de Itapororoca, Mamanguape e Rio Tinto.

O prefeito de Araçagi, Didi de Braz, falou da emoção de ver a água chegando à cidade. “Só quem sabe é quem convivia com cinco, oito dias ininterruptos sem água e agora vê a água jorrando de suas torneiras”, disse. Didi lembrou que lutou pela construção barragem de Araçagi e pela adutora e o povo só tem a celebrar essaconquista. “A água que chega a Araçagi é tratada e temos a certeza que nos próximos anos não vai faltar água no nosso município”, afirmou.

Em Guarabira – O Governo do Estado também inaugurou o esgotamento sanitário dos bairros de Osmar de Aquino, Clóvis Bezerra e Areia Branca no valor de R$ 1,4 milhão. As obras integram os 11,5 km de rede coletora no valor de R$ 10,4 milhões que garantirá o saneamento básico de vários bairros de Guarabira. O motorista Marcos Pontes, de Guarabira, disse que no bairro do Nordeste, onde mora, já passou por 30 dias sem água. “Imagine um sofrimento de um pai e uma mãe em não ter água para colocar no feijão durante 1 mês. Água é vida e a gente esperou muito por essa água que vem hoje pela adutora de Araçagi”, completou.

Secom