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Atendimentos por acidentes de trânsito caem durante quarentena

Os números de acidentes de trânsito no estado da Paraíba diminuíram desde o início da quarentena causada pelo novo coronavírus, que começou na segunda metade de março. Dados recolhidos pelos principais hospitais de referência a esses atendimentos no estado mostram que, ainda assim, a Paraíba registra números altos de vítimas envolvendo acidentes com motocicletas.

Hospital de Trauma João Pessoa

O Hospital Estadual de Emergência e Trauma Senador Humberto Lucena, em João Pessoa, registrou redução nos números gerais de atendimento aos acidentados de trânsito. No mês de março, essa redução foi de 12%.

De acordo com o setor de estatística, foram registrados 776 atendimentos, do dia 1º ao dia 31 de março de 2020, número 12,6% menor que o registrado no ano anterior, com 888 entradas. A diminuição também foi sentida em relação às vítimas de acidentes de motocicletas, sendo um pouco menor. Em 2020 foram 629 usuários, enquanto no ano passado 699, representando uma queda de 10%.

No mês de abril, o isolamento social estava com medidas mais rigorosas e os atendimentos diminuíram 25% em comparação ao mês de março. Foram registradas 585 vítimas do trânsito na Capital, sendo acidente com motocicletas (452), acidente de carro (49), acidente com bicicletas (32) e atropelamento (52).

Para o diretor-geral da instituição, Laércio Bragança, essa diminuição é um ponto positivo da medida de contenção, que obrigou a população a ficar em casa. “Com relação aos números de acidentes com motociclistas, se deve pelo fato das pessoas estarem mais em suas residências, consequentemente, aumentarem os pedidos delivery (entrega em casa)”, ressaltou.

Ortotrauma de João Pessoa

O Complexo Hospitalar de Mangabeira Tarcísio de Miranda Burity (Ortotrauma) realizou 3,5 mil atendimentos e aproximadamente 400 cirurgias durante o mês de abril. O número de pacientes que chegaram ao hospital reduziu em relação aos três primeiros meses do ano.

De acordo com a diretora geral do Ortotrauma, Fabiana Araújo, observa-se redução no número absoluto de atendimentos, sem necessidade de internação, entretanto casos graves de vítimas de acidente de trânsito ainda apresentam um fluxo elevado. “O isolamento social serviu como um indicador que a redução do trânsito contribuiu como parâmetro para menos vidas em risco por acidente de trânsito, podendo servir como um alerta para a sociedade”, afirmou.

A unidade hospitalar já realizou 24,8 mil atendimentos este ano, sendo 7,8 mil atendimentos em janeiro; 7 mil em fevereiro; 6,4 mil em março e 3,5 mil em abril. “A situação de pandemia com toda essa situação de vulnerabilidade social, física, psicológica permitiu um estado de reflexão de possibilidade de resgate ao cuidado a si e ao próximo. Em que medidas básicas como higienizar as mãos e etiqueta respiratória podem salvar vidas, assim também obediência às leis de trânsito”, destacou Fabiana Araújo.

Hospital de Trauma Campina Grande

No Hospital de Emergência e Trauma Dom Luiz Gonzaga Fernandes em Campina Grande, foram registrados 832 atendimentos relacionados ao trânsito, com entradas realizadas a partir do dia 1º ao dia 31 de março de 2020. Sendo eles 680 vítimas de acidente de moto, 49 de acidentes de carro, 52 de acidente com bicicletas e 51 vítimas de atropelamento. A diminuição em relação ao ano anterior foi de 23%, já que em 2019 tiveram 1.094 atendimentos do mesmo tipo.

No mês de abril deste ano, foram realizados 613 atendimentos com vítimas de acidente de trânsito. Sendo 66 por acidentes com bicicletas, 30 envolvendo acidentes de carro, 35 por atropelamento e 482 vítimas de acidente de moto. Número 35% menor que o de 2019, onde foram atendidas 946 pessoas.

Hospital de Patos

O relatório de atendimentos do Complexo Hospitalar Regional Deputado Janduhy Carneiro, em Patos, Sertão da Paraíba, constata que o número de atendimentos na urgência e emergência da unidade de vítimas de acidentes de trânsito, referente ao período de 1º a 31 de março, também diminuiu consideravelmente.

Em março, foram registrados 266 atendimentos de vítimas de acidente de trânsito, uma redução de 22% comparando ao mês de fevereiro, que, mesmo com dois dias a menos no calendário, contabilizou 342 ocorrências. Essa redução coincide com a adoção das medidas de isolamento social adotadas na Paraíba em função da pandemia da Covid-19.

Outro dado relevante é que, embora tenha havido redução dos acidentes, o número de ocorrências na urgência envolvendo motociclistas se manteve alto. Dos 266 pacientes atendidos, 233 estavam em motos. Os demais casos foram de vítimas de acidentes com bicicletas (19), seguidos de automóveis (7), atropelamentos (6) e ainda uma ocorrência com veículo de tração animal.

Em outra análise, no período de 31 de março a 5 de abril, já contabilizava mais 49 atendimentos de vítimas de acidentes, dos quais 42 envolveram motos, 5 foram com automóveis, um com bicicleta e um atropelamento. Os dados completos do mês de abril de 2020 ainda não foram divulgados.

 

portalcorreio

 

 

Atendimentos em vítimas de acidentes de trânsito reduzem 12% em março, no Hospital de Trauma de João Pessoa

O número de atendimentos de vítimas de trânsito reduziu cerca de 12% no Hospital Estadual de Emergência e Trauma Senador Humberto Lucena, em João Pessoa. Conforme o setor de estatística do hospital, foram registrados 776 atendimentos entre os dias 1º e 31 de março deste ano, número 12,6% menor que o registrado no ano anterior, com 888 entradas.

De acordo com a unidade de saúde, a queda na quantidade de atendimentos aconteceu após a efetivação do isolamento social adotado durante a pandemia de Covid-19, doença causada pelo novo coronavírus.

Segundo o diretor geral da instituição, Laercio Bragança, o perfil das vítimas também mudou. A maioria dos pacientes sofreu acidentes em BRs e não em centros urbanos, como geralmente acontecia.

G1

 

Número de mortes em acidentes de trânsito no carnaval 2020 na PB é o menor em quatro anos

O número de mortes em acidentes de trânsito durante o carnaval 2020 é o menor registrado em rodovias federais da Paraíba em quatro anos. Os dados foram divulgados pela Polícia Rodoviária Federal nesta quinta-feira (27) e apontam que a PRF notificou uma morte em 2017, quatro em 2018, duas em 2019 e nenhuma neste ano.

A Operação Carnaval, realizada no período de 21 a 26 de fevereiro, registrou 33 acidentes, com 44 pessoas feridas. Ao todo, foram realizados 2.380 testes de etilômetro em condutores. Pelo menos 82 pessoas foram flagradas dirigindo sob efeito de álcool.

Na mesma ação, 5.765 veículos foram inspecionados, 6.223 pessoas foram abordadas, 2.371 infrações de trânsito foram registradas e 216 carros foram recolhidos aos pátios da PRF por irregularidades.

Entre as principais infrações de trânsito registradas estão a falta de cinto de segurança dos condutores e passageiros, as ultrapassagens indevidas, ausência de uso de capacete e não possuir carteira nacional de habilitação (CNH).

G1

 

Motos na PB são 45% da frota de veículos e estão envolvidas em 75% dos acidentes de trânsito

A frota de veículos na Paraíba saltou de 257.279 veículos para 1.362.383, entre 2000 e 2019, segundo dados do Departamento de Trânsito da Paraíba (Detran-PB). Um número cinco vezes maior, que preocupa cada vez mais as autoridades de trânsito e que começa a ser tratado como uma questão de saúde pública, principalmente por causa do aumento alarmante no número de motos que circulam no estado. Na maioria dos municípios com menos de sete mil habitantes, por sinal, a quantidade de motos já supera a soma dos demais veículos.

As motos respondiam por apenas 20,1% da frota em 2000, já que naquele ano só existiam 51.862 delas circulando na Paraíba. Em 2019, contudo, as motos já eram 45,19% da frota, visto que passaram a ser 615.696 delas. Uma realidade que resulta em acidentes, mortes, hospitais superlotados, milhões e milhões de reais investidos em saúde pública.

Segundo dados apresentados pelo superintendente do Detran-PB, Agamenon Viera, os acidentes de motos respondem atualmente a 75% dos acidentes de trânsito e a grande maioria dos leitos ocupados em hospitais de emergência e trauma do estado. “Cerca de 70% das ocupações nos hospitais são de pessoas acidentadas. E, desses, a grande maioria é de acidentes de motos”, pontuou.

Agamenon Vieira, superintendente do Detran-PB — Foto: Divulgação / Secom-PB

Agamenon Vieira, superintendente do Detran-PB — Foto: Divulgação / Secom-PB

Ele sugeriu se visitar os hospitais de traumas de João Pessoa e de Campina Grande num fim de semana para se certificar do número de vítimas de acidentes de moto que dão entrada nas duas unidades hospitalares a cada dia.

“O cenário é de praça de guerra. Morre uma pessoa. Não tem leito para todo mundo. O médico corre para ver quem está mais grave, quem dá para salvar. É assim a noite inteira”, descreveu Agamenon Vieira.

O superintendente do Detran-PB apresenta um outro dado preocupante. Segundo ele, 94% de todos os acidentes de moto são decorrentes de falhas humanas, enquanto que apenas 6% são de falhas mecânicas. “A absoluta maioria dos acidentes poderiam ser evitada, mas é provocada por excesso de velocidade, pilotagem sob efeito de álcool e desrespeito à legislação de trânsito”.

Acidentados de trânsito superlotam hospitais e sobrecarregam o Samu — Foto: Walter Paparazzo/G1

Acidentados de trânsito superlotam hospitais e sobrecarregam o Samu — Foto: Walter Paparazzo/G1

Problema nas pequenas e nas grandes cidades

O superintendente do Detran-PB, Agamenon Vieira, explica também que o aumento exagerado no número de motos na frota paraibana é um fenômeno tanto das pequenas cidades, como das grandes cidades. Nas pequenas, o veículo de duas rodas substituiu a força animal no trabalho do campo.

“Na maioria das pequenas cidades paraibanas com menos de sete mil habitantes, o número de motos já supera a soma dos outros veículos”, explica. “Mulas, jegues, cavalos, vacas foram sendo substituídos pela moto em cidades que, muitas vezes, o próprio prefeito defende uma fiscalização menos rígida”, completou.

Acidente de moto na área rural de Conceição: nas pequenas cidades, as motos estão substituindo os animais e ajudando a aumentar as estatísticas — Foto: Beto Silva/TV Paraíba

Acidente de moto na área rural de Conceição: nas pequenas cidades, as motos estão substituindo os animais e ajudando a aumentar as estatísticas — Foto: Beto Silva/TV Paraíba

Já com relação às cidades maiores, são os serviços de entrega à domicílio que provocaram o aumento das motos. “Hoje em dia se entrega em casa de tudo. Do remédio à autopeça, passando por pedidos em restaurantes. É uma disputa para chegar primeiro, para entregar mais rápido. E as pessoas acabam morrendo”, lamentou.

Agamenon explica ainda que essa realidade não é restrita à Paraíba, ainda que o estado também sofra demasiadamente com a questão. “Em todo o Brasil, são bilhões e bilhões de reais gastos todos os meses para tratar esses acidentados. Um dinheiro que poderia ser investido em outras áreas, como a educação, e que acaba sendo destinado a cuidar de um número cada vez maior de pessoas feridas”, destacou.

O problema das motos na Paraíba

A Paraíba tem hoje: 615.696 motos
Isso representa: 45,19% de toda a frota
Os acidentes de trânsito: 75% deles envolvem motos
A origem dos acidentes: 94% deles são provocados por falha humana
Os hospitais de trauma: 70% dos leitos são ocupados por acidentados

Em busca de uma solução

Em novembro de 2019, a Assembleia Legislativa da Paraíba aprovou uma lei que obriga os hospitais da Paraíba a notificar ao Detran da Paraíba os acidentados de trânsito que apresentem sinas de embriaguez ou de uso de drogas. A ideia é fazer um novo mapeamento sobre o problema e definir novas estratégias para combater a alta incidência de acidentes.

Agamenon Vieira explica que esses dados vão ser processados pelo Departamento de Estatísticas do órgão. Identificando onde o problema é maior, as campanhas de fiscalização e de conscientização poderão se concentrar onde realmente elas serão mais efetivas.

Hospitais como o de Trauma de João Pessoa precisam notificar o Estado sobre acidentados que deem entrada com sinais de embriaguez ou uso de drogas — Foto: Reprodução/TV Cabo Branco

Hospitais como o de Trauma de João Pessoa precisam notificar o Estado sobre acidentados que deem entrada com sinais de embriaguez ou uso de drogas — Foto: Reprodução/TV Cabo Branco

Ainda assim, o superintendente do Detran-PB é sincero ao dizer que não acredita em nenhuma melhora efetiva se não houver uma mobilização de toda a sociedade.

“Ou nós partimos para uma campanha envolvendo toda a sociedade civil, ou seguiremos vivendo nesta guerra, nesta epidemia. São 55 mil acidentados de trânsito no Brasil todos os anos. Quantos não morrem? Quantos não ficam em cadeiras de rodas, encostados pelo INSS? Quantos bilhões não estão sendo gastos em tudo isso?”, questiona.

Ele defende, como verdadeira solução, que a educação no trânsito vire disciplina escolar. Que seja tratado de forma séria desde a infância. “Precisamos colocar no imaginário da população, desde criança, um cuidado maior no trânsito para que as pessoas parem de morrer”.

G1

 

Acidente envolvendo seis veículos deixa trânsito lento na BR-230

Um acidente envolvendo seis veículos deixou o trânsito lento, na manhã deste sábado (25), nas proximidades do viaduto do Cristo, na BR-230. De acordo com as primeiras informações da Polícia Rodoviária Federal, o acidente aconteceu às 06h40, no sentido João Pessoa.

Uma faixa foi interditada e tem óleo sobre a via, que provavelmente ocasionou outro acidente no Km 19, mesmo sentido.

Ainda de acordo com a PRF, o primeiro acidente envolveu quatro veículos. Um dos motoristas apresentava sintomas de embriaguez e está sendo levado para a Central de Flagrantes. E o segundo envolveu dois veículos  e aconteceu devido ao primeiro.

As vítimas apresentavam lesões leves.

A PRF está no local e o trecho foi liberado às 08:30.

De acordo com um vídeo divulgado, o trânsito no local ficou bastante lento.

clickpb

 

Hospitais devem notificar casos de vítimas de acidentes de trânsito por embriaguez, na PB

Uma lei publicada nesta terça-feira (24) obriga que estabelecimentos de saúde da rede pública e privada da Paraíba devem notificar os casos de atendimento de vítimas de acidente de trânsito que apresentem indícios de embriaguez por parte dos condutores dos veículos envolvidos. A publicação foi feita no Diário Oficial do Estado (DOE) desta terça.

A obrigatoriedade faz parte do programa de redução de índice de acidente e mortes no trânsito e foi proposta pelo deputado Lindolfo Pires (Podemos).

De acordo com a lei, a notificação deve atestar o nível de alteração da capacidade psicomotora dos condutores. Além disso, o profissional e o estabelecimento de saúde responsáveis pelo atendimento e assistência devem fazer a notificação ao órgão competente, para a adoção de providências destinadas ao registro. O prazo para notificação é de 72 horas, a contar do momento do atendimento.

A informação contida no cadastro deverá ser encaminhada para o órgão estadual responsável pelo Programa Operação Lei Seca, para garantir o registro e acompanhamento dos índices de acidentes e mortes no trânsito ocorridas devido a ingestão de álcool.

G1

 

Ouvir música ao dirigir pode diminuir estresse no trânsito

O estresse no trânsito é um fator de risco para o desenvolvimento de doenças cardiovasculares e complicações súbitas no coração, como um infarto, apontam estudos publicados nos últimos anos. Uma das soluções para diminuir esse perigo pode estar em selecionar melhor a playlist de músicas que se ouve ao volante. Um estudo feito por pesquisadores da Universidade Estadual Paulista (Unesp) em Marília indicou que dirigir ouvindo músicas do gênero instrumental alivia o estresse no coração. Os resultados da pesquisa  foram publicados na revista Complementary Therapies in Medicine.

O trabalho teve a participação de pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP), da Oxford Brookes University, da Inglaterra, e da Università di Parma, da Itália. “Constatamos que ouvir música ao dirigir atenuou o estresse no coração das motoristas participantes do experimento que conduzimos”, disse Vitor Engrácia Valenti, professor da Unesp de Marília e coordenador do projeto.

Os pesquisadores analisaram os efeitos da música no estresse do coração de cinco mulheres saudáveis com idade entre 18 e 23 anos, consideradas condutoras eventuais – dirigem entre uma e duas vezes por semana – e que tiraram a carteira de habilitação recentemente.

“Optamos por avaliar condutoras não habituais porque as que dirigem com frequência e há mais tempo já estão melhor adaptadas a situações de estresse no trânsito”, explicou Valenti.

As voluntárias foram avaliadas ao longo de dois dias, em situações diferentes e de modo aleatório. No primeiro dia, elas dirigiram durante 20 minutos, em um trajeto de três quilômetros, em uma região movimentada da cidade de Marília, no noroeste de São Paulo. O teste foi feito no horário de pico – entre 17h30 e 18h30 – sem ouvir música.

Em outro dia elas refizeram o trajeto, com a mesma duração e no mesmo período do dia, ouvindo músicas instrumentais com um aparelho de som acoplado ao carro, já que o uso de fone de ouvido é classificado como uma infração de trânsito.

“Para aumentarmos o grau de estresse, elas dirigiram um carro que não era o delas, porque se cada uma dirigisse o próprio automóvel o nível de estresse seria reduzido”, afirmou Valenti.

A fim de avaliar o nível de estresse no coração das participantes, foi analisada a variabilidade da frequência cardíaca – as oscilações no intervalo de tempo entre dois batimentos cardíacos consecutivos – por meio de um monitor de frequência cardíaca acoplado ao tórax.

De acordo com o pesquisador, a variabilidade da frequência cardíaca é influenciada pela atividade dos sistemas nervoso simpático – que acelera os batimentos cardíacos – e parassimpático – que induz a desaceleração dos batimentos cardíacos.

“A elevação da atividade do sistema nervoso simpático reduz a variabilidade da frequência cardíaca e a do sistema parassimpático a aumenta”, explicou Valenti.

Os resultados das análises indicaram uma diminuição da variabilidade da frequência cardíaca das voluntárias ao dirigir sem ouvir música, indicando uma redução da atividade do sistema nervoso autônomo parassimpático e a ativação do sistema simpático.

Em contrapartida, foi observado um aumento da variabilidade da frequência cardíaca das motoristas ao ouvir música em razão do aumento da atividade do sistema nervoso parassimpático, além de redução do sistema simpático.

“Ouvir música diminuiu a leve sobrecarga de estresse que as voluntárias foram submetidas ao dirigir”, afirmou Valenti.

O estudo teve a participação só de mulheres para controlar as influências relacionadas aos hormônios sexuais, explicou o pesquisador. “Se misturássemos mulheres e homens, e se houvesse uma diferença significativa entre esse primeiro e o segundo grupo, o resultado poderia levantar dúvidas de que as diferenças estariam relacionadas à influência do hormônio sexual feminino”, disse Valenti.

Na avaliação do pesquisador, os resultados do estudo podem contribuir para a criação de medidas preventivas cardiovasculares em situações de estresse exacerbado, como a vivenciada no trânsito. “Ouvir música pode ser uma medida preventiva a favor da saúde cardiovascular para aliviar situações de estresse intenso, como ao dirigir em horário de pico”, afirmou.

O artigo The effects of musical auditory stimulation on heart rate autonomic responses to driving: a prospective randomized case-control pilot study (DOI: 10.1016/j.ctim.2019.08.006), de Myrela Alene Alves, David M. Garner, Joice A. T. do Amaral, Fernando R. Oliveira e Vitor E. Valenti, pode ser lido na revista Complementary Therapies in Medicine através deste link.

*Texto de Elton Alisson, da Agência FAPESP

 

 

Ambulantes interditam trânsito após ação da prefeitura no Centro de João Pessoa

Uma ação da prefeitura de João Pessoa, por meio da Secretaria de Desenvolvimento Urbano (Sedurb), está ocupando as calçadas do Centro da capital, na manhã desta quarta-feira (11), para retirar os ambulantes e desocupar os espaços públicos.

De acordo com o secretário Zennedy Bezerra, os ambulantes foram comunicados formalmente na última sexta-feira, assim como os lojistas que expõe os produtos nas calçadas.

Desde às 4h desta quarta, guardas municipais, Polícia Militar e agentes da Sedurb estão ocupando a Rua Duque de Caxias. No entanto, conforme explica o secretário, outros setores também devem ser ocupados.

Ambulantes interditam Avenida Santo Elias, no Parque Solon de Lucena, Centro de João Pessoa — Foto: Reprodução/Semob-JP

Ambulantes interditam Avenida Santo Elias, no Parque Solon de Lucena, Centro de João Pessoa — Foto: Reprodução/Semob-JP

Por causa da ação, os manifestantes interditaram ruas do Centro da cidade. De acordo com a Superintendência Executiva de Mobilidade Urbana de João Pessoa (Semob), por volta das 8h50 os manifestantes bloquearam o acesso às ruas Miguel Couto, Padre Meira e Santo Elias.

O trânsito está sendo desviado na Avenida Getúlio Vargas no sentido Rua Eurípedes Tavares e no sentido Avenida Princesa Isabel.

Segundo Zennedy Bezerra, a ocupação realizada pela Sedurb é permanente e o objetivo é devolver o espaço de mobilidade ao pedestre. “A ação é de ordenamento urbano e segurança pública, porque evitando a aglomeração evita também pequenos furtos”, explica Zennedy.

Os ambulantes pedem que, caso haja a retirada permanente, eles sejam instalados em um espaço que possam vender e expor os produtos.

Ação da Sedurb acontece desde 4h com guardas municipais, policiais militares e agentes da secretaria, em João Pessoa — Foto: Danilo Alves/TV Cabo Branco

Ação da Sedurb acontece desde 4h com guardas municipais, policiais militares e agentes da secretaria, em João Pessoa — Foto: Danilo Alves/TV Cabo Branco

 

 

G1

 

 

Mais de 6 mil vítimas de acidentes de trânsito atendidas no Trauma CG em 2019

Nos seis primeiros meses deste ano, o Hospital de Emergência e Trauma Dom Luiz Gonzaga Fernandes, em Campina Grande, realizou 6.051 atendimentos relacionados a acidentes de trânsito. Quando comparado ao mesmo período do ano anterior, verifica-se um aumento de 615 casos.

Entre os tipos de acidentes mais frequentes, destaque para os de moto, que representaram 4.572 casos (4.226 em 2018). Os outros casos se dividem em atropelamentos (310 em 2019 e 316 em 2018), acidentes de bicicleta (449 em 2019 e 417 em 2018) e acidentes de Carro (720 em 2019 e 477 em 2018).

De acordo com a diretora geral do Trauma-CG, Dra. Ingrid Ramalho, esses números representam um aumento de 10% comparado ao ano de 2018, repercutindo em superlotação e aumento dos gastos do hospital. “É necessária implantação de medidas de fiscalização mais rígidas para tentar combater essa epidemia chamada acidente de trânsito”, destacou ela.

Para o médico ortopedista do Hospital de Trauma de Campina, Eldiman Soares, esse aumento do número de acidentes de moto é uma associação de álcool e imprudência. Já pode ser tratado como uma epidemia os acidentes com os motociclistas.

Conforme o Dr. Eldiman, geralmente os pacientes vítimas desse tipo de acidente que chegam à unidade de saúde apresentam múltiplas lesões, que demandam procedimentos complexos.

O agricultor João Batista dos Santos, de 21 anos, faz parte dessas estatísticas. Interno na Ala Ortopedia II, especializada em cuidados ortopédicos, ele chegou ao maior hospital do Estado no dia 28 de junho, após colidir em um poste quando foi livrar de atropelar um cachorro.
“Eu estava indo para casa, quando enxerguei um cachorro atravessando na minha frente. Quando eu fui desviar do animal perdi o equilíbrio da moto e me choquei com o poste”, relatou João.

Já o pedreiro Marcos Antônio da Silva Sousa, 43 anos, foi vítima de um atropelamento quando vinha caminhando na BR-104, que liga as cidade de Lagoa Seca a Campina Grande-PB. Ele teve fratura nos braços e penas.

“Pelo que me falaram, as pessoas que passavam pelo local viram e chamaram o Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência), que me resgatou e trouxe para o Trauma de Campina”, relatou Marcos

Secom\PB

 

 

Viatura de policiamento de trânsito bate em carro esportivo de luxo em Campina Grande

Uma viatura do Batalhão de Policiamento Trânsito (BPTran) da Polícia Militar se envolveu em um acidente com um Porsche Boxster, carro esportivo de luxo, em Campina Grande. O acidente ocorreu na Avenida Floriano Peixoto, no bairro Santo Antônio, na tarde desta terça-feira (9).

De acordo com o relato feito no Boletim de Ocorrência, a viatura da BPTran estava trafegando na rua Silva Jardim, onde na esquina existe sinalização que o condutor deve parar. Já o carro esportivo de luxo transitava pela Avenida Floriano Peixoto, que é a via de preferência.

A viatura policial bateu na lateral do carro de luxo que foi parar do outro lado da avenida na contramão. A placa da viatura chegou a ficar presa a porta do carro de luxo. Apesar da batida, ninguém ficou ferido. O carro de luxo pertence a um empresário de Campina Grande.

O dono do carro de luxo e o policial que conduzia a viatura foram para a Central de Polícia Civil prestar boletim de ocorrência. Nem a viatura, que é alugada pelo Estado da Paraíba, nem o carro de luxo possuem seguros para colisão.

O carro envolvido no acidente é um Porsche Boxster ano 2018. A versão mais simples desse carro na tabela FIPE custa cerca de R$ 339 mil reais e mais completa custa cerca de R$ 446 mil.

Foto: Roberto Pinto Filho / Arquivo Pessoal

G1