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Maranhão descarta união com PSDB; ‘Não existe aliança que não seja com integrantes tradicionais da oposição’

jose-maranhaoA tendência do PMDB é manter aliança com o PT nacionalmente e partidos tradicionais de oposição na Paraíba, foi o que destacou o presidente do partido e ex-governador José Maranhão em entrevista ao Sistema Arapuan de Comunicação nesta quinta (6).

Para Maranhão, o possível entendimento nacional com o PSDB está sendo feito apenas por segmentos do partido e garantiu que o PMDB não dialoga dessa forma. “Não sei até que ponto essas opiniões teriam peso significativo na decisão final do PMDB”, diz.

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Apesar disso, o presidente explicou que tem a impressão que o partido quer redescutir a aliança e esmiuçar alguns aspectos, contudo mantém a tendência dominante que é manter a aliança com o PT da presidente Dilma.

Na Paraíba, o senador Vital do Rego Filho (PMDB) teve conversas com o também senador Cássio Cunha Lima (PSDB) pouco antes do rompimento do tucano com o governador do Estado, Ricardo Coutinho (PSB). Para isso, Maranhão explicou que não chegou ao seu conhecimento nenhuma articulação visando uma aliança diferente que não seja com os integrantes tradicionais da oposição na Paraíba.

“Acho que o PMDB continua no campo da oposição, na cabeça de chapa. Temos um candidato já lançado que está em plena atividade como candidato sendo recebido de forma positiva em todos os segmentos da vida política na Paraíba”, conta.

A conversa entre Cássio e Vital, para o ex-governador foi apenas para tratar de questões da bancada federal. “Não perguntei, mas foi uma conversa cordial, civilizada de parlamentares que estão no mesmo nível. De senadores. É importante que haja essa conversa não só com Cássio, mas com todos os integrantes da bancada federal, inclusive partidos que não estejam aliados ao PMDB”, diz.

Marília Domingues / Fernando Braz

Participantes do Seminário da 5ª Semana Social Brasileira denunciam ofensiva contra os povos e comunidades tradicionais

conferenciaOs participantes do 4º Seminário Nacional da 5ª Semana Social Brasileira (SSB), reunidos em Brasília entre os dias 20 a 22 de maio de 2013, oriundos das mais diversas realidades do Brasil, refletindo a conjuntura atual à luz do tema “Estado para que e para quem”. Ao final do encontro, foi publicada uma Carta onde se reflete como o capital, em sua fase neoliberal e nesse momento de crise mundial, através do Estado brasileiro tem orquestrado uma ofensiva violenta e cruel, atuando através do judiciário, legislativo, executivo e dos meios de comunicação.

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A seguir, a íntegra da carta.

CONFERÊNCIA NACIONAL DOS BISPOS DO BRASIL

Comissão Episcopal Pastoral para o Serviço da Caridade, Justiça e Paz

Carta do 4º Seminário da 5ª Semana Social Brasileira

Nós, participantes do 4º Seminário da 5ª Semana Social Brasileira – SSB, reunidos em Brasília entre os dias 20 a 22 de maio de 2013, oriundos das mais diversas realidades do Brasil, refletimos a conjuntura atual à luz do tema Estado para que e para quem e nos alimentamos pela mística do bem viver partilhada aqui a partir da experiência dos nossos irmãos indígenas latino americanos.

Fizemos memória dos frutos produzidos pelas semanas sociais anteriores, destacando o Grito dos Excluídos, os Plebiscitos Populares, a Assembleia Popular, o Jubileu Sul, importantes espaços de mobilização, de denúncia e de partilha. Com indignação, vimos e refletimos como o capital, em sua fase neoliberal e nesse momento de crise mundial, através do Estado brasileiro tem orquestrado uma ofensiva violenta e cruel, atuando através do judiciário, legislativo, executivo e dos meios de comunicação. Diante disso nos dirigimos à sociedade para denunciar:

• A ofensiva contra os povos e comunidades tradicionais operacionalizada em diversas frentes, com destaque para a proposta de alteração da Constituição, com falta de diálogo e recrudescimento de ações contra os povos, se configura como um verdadeiro terrorismo de Estado. Violências vêm sendo cometidas pela própria Polícia Federal, principalmente nas ações de reintegração de posse, e no Congresso Nacional há uma campanha anti comunidades tradicionais e indígenas que se desenvolve com a PEC 215, engendrada pela bancada ruralista, que objetiva transferir as atribuições constitucionais do poder executivo em reconhecer os territórios indígenas e quilombolas para o legislativo. O próprio governo reforça estas ações através da Portaria 303 da Advocacia Geral da União, das declarações da ministra da Casa Civil e do ministro da Justiça, e da suspensão das demarcações no Paraná, visivelmente atendendo aos interesses dos ruralistas.

• A criminalização que vem ocorrendo sobre comunidades, povos e movimentos sociais, que de forma legítima vêm lutando e resistindo pela efetivação dos seus direitos. No bojo dessa repressão condenamos o decreto 7957 da Presidência da República, que legaliza a intervenção e a repressão militarizada.

• O crescente extermínio da juventude, principalmente pobre e negra, e a proposta de redução da maioridade penal que vem sendo amplamente difundida pelos meios de comunicação, desconsiderando a necessidade de implementação de políticas públicas efetivas para juventude, o fortalecimento da rede de proteção da criança e do adolescente, medidas sócio- educativas, e a falta de educação pública de qualidade que respeite a diversidade.

• A remoção de milhares de famílias para dar lugar às obras para realização de grandes eventos como a Copa das Confederações e a Copa do Mundo, e grandes obras de infra- estrutura como portos, aeroportos, rodovias e hidrelétricas, com total desrespeito e violação aos direitos humanos, principalmente aos direitos das mulheres, da população de rua e de vendedores ambulantes.

• O amplo processo de terceirização que assola a todos os trabalhadores e trabalhadoras, com retirada de direitos, precarização do trabalho, baixos salários e elevação do índice de mortes e acidentes de trabalho. As iniciativas de privatização da previdência que estipulou teto para aposentadoria, agora ameaça com previdência privada o setor público, prejudicando a aposentadoria das gerações futuras.

• A ausência de uma reforma urbana, o déficit habitacional, de saneamento básico, da coleta seletiva feita pelos catadores, e de uma política de mobilidade urbana, que garanta o transporte público que favoreça a população na disponibilização de equipamentos com baixo custo e de boa qualidade.

• Ao modelo energético que garante grandes lucros as empresas transnacionais, e penaliza a população com altas tarifas e degrada o meio ambiente. Também a implantação de parques de energia eólica, na forma como vem se dando na região nordeste produz passivos ambientais, sociais, e principalmente a perca de território.

• Aos leilões do petróleo e das hidrelétricas que entregam trilhões de reais em riquezas do povo brasileiro a ganância de empresas privadas e a acionistas estrangeiros. E a entrega das riquezas minerais através do novo marco regulatório.

• A liberação dos transgênicos e o uso de agrotóxicos, muito dos quais banidos em outros países, colocando em risco a saúde da população, elevando a incidência de várias doenças e problemas, entre eles a má formação do feto, abortos, suicídios e o câncer.

• A criminalização das organizações da sociedade civil e a não regulamentação do marco regulatório da parceria entre governo e sociedade.

Diante desse cenário desafiante, nós reafirmamos nosso compromisso com:

• A luta e resistência dos povos e comunidades tradicionais rurais e urbanas. Vemos a recente articulação desse segmento como sinal de esperança e luz a caminho do bem viver. Os povos indígenas e comunidades tradicionais, a partir de suas experiências próprias de bem viver, são exemplos para a reconstrução de um outro Estado. Nos somamos a Campanha Nacional pela Regularização do Território das Comunidades Tradicionais Pesqueiras, que visa o reconhecimento do território como espaço de reprodução social, cultural, econômico, ancestral.

• A refundação do Estado brasileiro, através de um reforma política que garanta o financiamento público de campanha e a regulamentação de medidas de democracia direta, medidas de democratização do judiciário, da reforma urbana, agrária e tributária. É central fortalecermos a luta pela democratização dos meios de comunicação e sua regulamentação, conforme plataforma construída no âmbito do Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação – FNDC.

O capitalismo e o projeto neoliberal demonstra plenamente sua falência em todos os cantos do mundo. O atual nível de desenvolvimento produtivo, tecnológico e científico demonstra que é necessária a construção de uma sociedade alternativa que seja justa e inclusiva.

Um projeto popular fundamentado nos princípios da cooperação, da complementariedade e da solidariedade, que busca acumular forças populares e institucionais por una nova libertação. São muitas as lutas, organizações e iniciativas que resistem e demonstram que uma outra sociedade e Estado que queremos está em curso.

 

 

 

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Sobrenomes tradicionais se destacam nas eleições no Nordeste; paraibano está na lista

O mapa eleitoral do Nordeste aponta hoje para a ascensão de nomes tradicionais da política na região. Se as eleições fossem hoje, sobrenomes carimbados ou herdeiros de clãs políticos -como os Magalhães, de Salvador, e os Alves, de Natal- comandariam cinco das nove capitais do Nordeste.

Em Salvador, o deputado Antonio Carlos Magalhães Neto (DEM-BA) apresenta larga vantagem sobre o adversário, Nelson Pelegrino.

O líder da corrida pela Prefeitura de Maceió, deputado federal Rui Palmeira, credita ao nome do pai, o ex-ministro do TCU Guilherme Palmeira, sua estreia na política há seis anos, quando se elegeu deputado estadual.

Em Natal, o ex-prefeito Carlos Eduardo Alves (PDT) lidera com folga a disputa pela Prefeitura. Sobrinho do ex-governador Aluísio Alves e primo do ministro Garibaldi Alves, adotou o nome político de Carlos Eduardo. Apenas.

Em Aracaju e João Pessoa, dois ex-governadores encabeçam as pesquisas.

Na capital da Paraíba, José Maranhão tenta retornar à cena política, após derrota em 2010. Em Aracaju, o também ex-senador João Alves concorre à vaga e, se a eleição fosse hoje, venceria no primeiro turno. Os adversários acusam Alves de representar a “velha oligarquia”.

Fonte: Folha