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Trabalhadores dos Correios da Paraíba entram em greve por tempo indeterminado, diz sindicato

Os trabalhadores dos Correios da Paraíba entraram em greve por tempo indeterminado a partir desta quarta-feira (11). Uma assembleia do Sindicato dos Trabalhadores de Correios e Telégrafos da Paraíba (Sintect), realizada na noite desta terça-feira (10), definiu o posicionamento dos trabalhadores.

De acordo com o diretor do sindicato, Fael Paiva, desde julho os trabalhadores estão em campanha salarial, no entanto, ele informou que não houve negociação. O G1entrou em contato com a assessoria de comunicação dos Correios e aguarda um posicionamento sobre os impactos que foram gerados na execução das atividades.

A principal reivindicação, segundo o sindicato, é a reposição salarial de acordo com a inflação e os benefícios integrais no valor acumulado da inflação do período agosto de 2018 a julho de 2019. Além disso, os trabalhadores pedem manutenção de cláusulas sociais e aumento de salário no valor de R$ 300 linear.

Conforme o Sintect, a proposta da Empresa de Correios e Telégrafos (ECT) reduziria a reposição salarial para 0,8% de reajuste, o que representa R$ 13 no salário-base de carteiro.

G1

 

Acidentes afastaram 17 mil trabalhadores das suas atividades na Paraíba

Na Paraíba, acidentes de trabalho e doenças ocupacionais afastaram 17,5 mil paraibanos das suas atividades, entre 2012 e 2018, segundo dados do Observatório de Saúde e Segurança no Trabalho. Desses, quase 2 mil trabalhadores foram afastados só no ano passado. Esses afastamentos previdenciários geraram um prejuízo total de R$ 150 milhões aos cofres públicos, ao longo desse período.

Trabalhadores do setor de saúde têm a maior quantidade de ocorrências registradas (10% dos casos), sobretudo em relação a profissionais de enfermagem e limpeza. Já do ponto de vista das ocupações, os registros predominam entre alimentadores de linha de produção (5,5%), técnicos de enfermagem (5%), faxineiros (3,2%), serventes de obras (2,8%) e motoristas de caminhão (2,4%).

Na Paraíba, profissionais da área de saúde participaram, na última terça-feira, de uma capacitação, sobre a NR 32 (Norma Regulamentadora): Segurança e Saúde no Trabalho em Serviços de Saúde. O evento foi realizado no Hospital de Trauma da cidade de Campina Grande, com a participação de especialistas e do procurador do MPT-PB Raulino Maracajá.

Campanha

Segundo Maracajá, este ano pelo menos 21 municípios da Paraíba se engajaram no ‘Abril Verde’, que alerta para a prevenção da saúde e da segurança no trabalho.

“Em relação aos anos anteriores, o movimento subiu de patamar e hoje pode-se dizer que é reconhecido pela sociedade. A divulgação nas mídias, os eventos realizados, os órgãos parceiros contribuíram para engrandecer o Abril Verde”, avaliou, ressaltando que a prevenção deve continuar o ano inteiro.

Já na última quarta-feira, o procurador Raulino Maracajá participou de Sessão Especial e conjunta entre a Câmara Municipal de Campina Grande e a Assembleia Legislativa da Paraíba sobre o Abril Verde e os acidentes de trabalho. Na tarde de ontem, ele ministrou palestra sobre Segurança do Trabalho em Sumé, município do Cariri paraibano.

20 mil acidentes

Cerca de 20 mil acidentes de trabalho foram registrados na Paraíba desde 2012 até hoje, segundo dados do Observatório de saúde e Segurança do Trabalho.

Foto: Elza Fiúza/Agência Brasil

paraiba.com.br

 

 

Na região do Brejo, trabalhadores protestam contra a reforma da previdência

Um ato público contra a reforma da previdência e às políticas do governo Bolsonaro, ocorrido na tarde da sexta-feira (26), fez com que pessoas de vários municípios se deslocassem até Belém, região do Brejo paraibano.

Sindicatos rurais e de servidores públicos trouxeram suas caravanas compostas por agricultores familiares, a maioria, e trabalhadores urbanos. Muitos exibiam faixas e cartazes com frases contra a reforma da previdência e pedindo Lula Livre, lidas durante o evento.

Todos se concentraram em frente ao Sindicato dos Trabalhadores Rurais, de onde saíram em caminhada pelas ruas, cantando e gritando palavras de ordem, até chegar a praça central. Neste local, os oradores expuseram as contradições da reforma previdenciária e de outras políticas do governo Bolsonaro; pediram a liberdade do ex-presidente Lula e defenderam a democracia.

Associações de assentamentos de diversas cidades, ADUFPB, CUT, FETAG, SINTRICOM-JP, SINDSERVEM, SINSERMA e SINDAF (Araruna), Secretaria Pastoral da Diocese de Guarabira e Polo da Borborema estiveram representados no ato público regional.

Dirigentes partidários, vereadores, representantes dos deputados federais Frei Anastácio (PT), vereador Nelson Anacleto, e Gervásio Maia (PSB), prefeita Renata Christinne, também marcaram presença.

O ato foi organizado pelos STRs de Guarabira, Belém, Pirpirituba e Bananeiras; Núcleo da Frente Brasil Popular (Guarabira); SINSERTA (Sindicato dos Servidores Públicos de Sertãozinho e Adjacências), e Associação do Assentamento Nossa Senhora das Graças, igualmente de Bananeiras. FETAG E CUT apoiaram a iniciativa.

FOCANDO A NOTÍCIA

 

 

Trabalhadores vão às ruas contra a reforma da Previdência

Rumo à greve geral, as centrais sindicais e os movimentos sociais realizam nesta sexta-feira (22) o Dia Nacional de Luta contra a reforma da Previdência. Em várias cidades do Brasil, panfletagens, atos, manifestações e assembleias serão realizadas.

Na Paraíba, a mobilização está sendo construída por todas as frentes progressistas como a Frente Brasil Popular e as Centrais sindicais como a CUT-PB. O ato público acontece às 15h, no Parque Sólon de Lucena, no Centro de João Pessoa .

Segundo a Central Única dos Trabalhadores, a data marca a resistência dos trabalhadores e trabalhadoras de todo o Brasil contra a atual proposta de Reforma da Previdência, que segundo a entidade ‘dificultará o acesso a aposentadoria’.  Para Sérgio Nobre, Secretário Geral da CUT, a data é um esquenta para uma greve geral. “Temos um grande motivo para uma greve geral e 22 de março será um dia de alerta. A CUT e as centrais orientaram seus sindicatos, que estão dialogando com os trabalhadores sobre o que representa essa reforma. A sociedade precisa ter noção do que está acontecendo”, diz o dirigente.

A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 06/2019, da reforma da Previdência de Jair Bolsonaro (PSL), que está tramitando no Congresso Nacional prevê a obrigatoriedade da idade mínima para aposentadoria de 65 anos para os homens e 62 para mulheres, o aumento do tempo de contribuição 15 para 20 anos e o fim das condições especiais para trabalhadores rurais. A PEC ainda traz a possibilidade de ser implantado o regime de capitalização, em que o trabalhador contribui mensalmente, em uma conta individual, administrada por financeiras privadas.

 

clickpb

 

 

IPC identifica falta de oxigênio como causa da morte de trabalhadores em poço na PB

(Foto: Reproduçã / TV Cabo Branco)

O Instituto de Polícia Científica (IPC) concluiu que a morte de quatro trabalhadores em um poço artesiano, em janeiro de 2017 no município de Barra de São Miguel, Cariri paraibano, ocorreu por falta de oxigênio. O laudo aponta que houve uma decomposição de matéria orgânica na água produzindo gases que expulsaram o oxigênio, causando asfixia nas vítimas. No laudo, divulgado nesta quarta-feira (26), os peritos responsáveis pelos exames encontraram cerca de 3,4% de oxigênio no local e onde o limite mínimo é de 19%.

No dia 12 de janeiro, quatro pessoas morreram e outras quatro foram socorridas se sentindo mal, depois de entrarem em poços na zona rural de Barra de São Miguel. As vítimas estavam fazendo uma limpeza nos poços quando tiveram um mal estar.

Envolvendo uma equipe multidisciplinar do Instituto de Polícia Científica (IPC) junto à UEPB e UFCG, a conclusão técnica pericial do laudo, feita pelo perito Robson Félix, afirma que “Os parâmetros demonstram que havia uma atividade bacteriana produzindo a decomposição da matéria orgânica, e gerando a produção de gases como metano e o dióxido de carbono que foi responsável pela expulsão do oxigênio do espaço confinado, o poço”.

A instituição federal de pesquisa em segurança do trabalho ficou interessada na pesquisa e vai começar um grupo de trabalho para criar protocolo, e difundir pelo Brasil para os trabalhadores rurais quais os procedimentos a ser adotado nesses casos.

Laudo explica causa das mortes de trabalhadores em poço artesiano, em Barra de São Miguel

Laudo explica causa das mortes de trabalhadores em poço artesiano, em Barra de São Miguel

Relembre o caso

No dia 12 de janeiro deste ano, quatro homens morreram e quatro foram socorridos em um poço artesiano de Barra de São Miguel, levados para o Hospital de Trauma de Campina Grande. Uma das vítimas, Luciano Costa, disse que não lembra de nada, apenas de ter corrido para ajudar e ter inalado um gás que o fez perder a consciência e quando acordou já estava no hospital.

Segundo as informações do Corpo de Bombeiros de Campina Grande, os poços têm cerca de 10 metros de profundidade. “O poço tem aproximadamente 10 metros e quando se está fazendo alguma atividade por longo período é comum faltar oxigênio. E se a pessoa não sair em tempo hábil vai perder a consciência”, disse o sargento Eugênio.

G1

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Trabalhadores têm até sexta-feira para sacar abono do PIS/Pasep 2015

Mais de R$ 1,083 bilhão estão disponíveis – até a próxima sexta-feira (30) – na Caixa Econômica Federal e no Banco do Brasil para trabalhadores e servidores públicos que tenham cumprido pelo menos 30 dias de trabalho em 2015. Cada um pode ter até R$ 937 a receber, o valor de um salário mínimo. No entanto, 1,83 milhão de pessoas ainda não foram reclamar os recursos. 

Trata-se do abono dos programas de Integração Social (PIS) e de Formação do Patrimônio do Servidor Público (Pasep) relativo ao ano-base 2015. Caso o valor não seja sacado por quem de direito até o prazo final, será destinado ao Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT).

Têm direito ao abono, distribuído anualmente, os trabalhadores inscritos nos programas há pelo menos cinco anos, e que tenham trabalhado formalmente por pelo menos 30 dias no ano de referência, com remuneração mensal média de até dois salários mínimos. É necessário ainda que os trabalhadores tenham tido seus dados informados corretamente pelo empregador na Relação Anual de Informações Sociais (Rais).

A Caixa é responsável pelo pagamento do abono PIS a trabalhadores com carteira assinada, enquanto o Banco do Brasil disponibiliza o Pasep a servidores públicos.

Balanço

Segundo a Caixa, até quinta-feira (22), cerca de 1,5 milhão de trabalhadores ainda não tinham sacado R$ 770,1 milhões em benefícios. Também até o fim do dia de quinta-feira, segundo o Banco do Brasil, 330 mil pessoas ainda não haviam sacado R$ 313,7 milhões.

Para sacar o PIS, o trabalhador que tiver Cartão Cidadão e senha cadastrada pode se dirigir aos terminais de autoatendimento da Caixa ou a uma casa lotérica. Caso não tenha o cartão, pode receber o valor em uma agência da Caixa apresentando documento de identificação. Informações podem ser obtidas pelo telefone 0800 726 0227.

Os servidores públicos com direito ao Pasep devem verificar se houve depósito em conta. Caso isso não ocorra, devem procurar uma agência do Banco do Brasil e apresentar um documento de identificação. Mais informações podem ser obtidas pelo número 0800 729 0001.

Agência Brasil

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Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Solânea convoca população para paralisação geral

O sindicato dos Trabalhadores Rurais de Solânea está convocando a sociedade em geral para a Marcha dos Trabalhadores de Solânea e Região, que vai acontecer nessa sexta-feira (28). A concentração vai acontecer na sede do sindicato ao lado da Igreja Matriz, no Centro da cidade, e seguir até o Ginásio de Esportes onde vai ocorrer a plenária do orçamento democrático estadual.

O presidente do sindicato o vereador Josenildo Jota comentou que essa mobilização é aliada a Greve Geral que vai acontecer em todo país. “Essa é a hora de nos mobilizarmos mostrando a esse presidente que ai está que nós trabalhadores não aceitamos as medidas que ele pretende tomar prejudicando a todos nós trabalhadores, vamos pra rua mostrar que o povo não aceita as reformas propostas pelo governo federal e contra nossos representantes paraibanos que estão lá em Brasília prontos para votar contra o povo”, explicou.

Focando a Notícia

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Trabalhadores dos Correios entram em greve por tempo indeterminado

Em muitas outras cidades do estado, a situação se agrava e não há sequer entrega de correspondências (Foto: Walla Santos)

Os trabalhadores dos Correios entrarão em greve por tempo indeterminado hoje (26) a partir das 22h. As ameaças de privatização e demissões, o fechamento de agências e o “desmonte fiscal” da empresa, com diminuição do lucro devido a repasses ao governo e patrocínios, são os principais motivos para a mobilização, segundo a Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Correios e Telégrafos e Similares (Fentect).

A estatal afirma que teve prejuízos de R$ 2,1 bilhões em 2015 e R$ 2 bilhões no ano passado. Em dezembro do ano passado, foi anunciado um plano de demissão voluntária e o fechamento de agências para reduzir os gastos. Já a Federação alega que a receita tem crescido.

“O que tem acontecido é um plano de desmonte próprio da empresa, atacando a própria qualidade e universalização do serviço. Faz parte de um projeto privado com interesse de entrar no mercado”, disse a secretária de Imprensa da Fentect, Suzy Cristiny.

Segundo a entidade, a “privatização” coloca em risco o direito da população aos serviços dos Correios, já que a empresa tem fechado agências em cidades menos lucrativas. “Mais de 200 agências estão sendo fechadas por todo o Brasil. Com isso, muitos moradores do interior e das periferias vão ficar sem o atendimento bancário e postal dos Correios do Brasil”, informou a federação.

O ministro da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, Gilberto Kassab, tem dito que é contra privatizar os os Correios, mas que a empresa terá que fazer “cortes radicais” de gastos para evitar a privatização, já que o governo não socorrerá a empresa financeiramente.

Críticas dos grevistas

Além do fortalecimento de franqueados e o fechamento de agências próprias, o que, na opinião da federação, “esvazia os negócios da empresa para a iniciativa privada”, a Fentect critica os repasses da empresa ao governo federal acima do valor estabelecido. “Nos últimos anos, os Correios repassaram para o governo federal R$ 6 bilhões e, desse montante, R$ 3,9 bilhões foram acima do valor estabelecido legalmente, prejudicando as reservas financeiras e investimentos necessários para a modernização da empresa”, informou.

A entidade cita ainda o distrato de R$ 2,3 bilhões do Banco Postal com o Banco do Brasil e a destinação de R$ 300 milhões em patrocínios nas Olimpíadas e pede uma auditoria na contabilidade da empresa.

Os sindicatos de todo o país se reúnem hoje (26) para referendar a manifestação sobre a greve. As entidades e a empresa já promoveram mesas de negociação, mas, segundo a secretária, não houve avanços. Ela disse ainda que os trabalhadores dos Correios se unirão às manifestações marcadas para a próxima sexta-feira (28) contra as reformas trabalhista e da Previdência.

Além da mobilização pelo fortalecimento institucional dos Correios e universalização dos serviços, os trabalhadores reivindicam melhorias nas condições de trabalho, a contratação de novos funcionários, mais segurança nas agências, o retorno da entrega diária e o fim da suspensão de férias.

Outro lado

Em nota, a empresa informou que, caso o movimento grevista seja deflagrado, os Correios adotarão as medidas necessárias para garantir a continuidade de todos os serviços. “Uma paralisação dos empregados neste momento delicado pelo qual passa a empresa é um ato de irresponsabilidade, uma vez que a direção está e sempre esteve aberta ao diálogo com as representações dos trabalhadores”, informou. Os Correios não se manifestaram sobre as reivindicações dos trabalhadores.

Agencia Brasil 

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Mais de 3,5 milhões de trabalhadores já sacaram o FGTS inativo

dinheiroMais de 3,5 milhões de trabalhadores sacaram mais de R$ 5,5 bilhões em contas inativas do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) até a última sexta-feira (24), de acordo com dados divulgados na sexta-feira (31) pelo Ministério do Trabalho. Os saques começaram no dia 10 de março.

O número de trabalhadores corresponde a mais de 70% do total de pessoas que deveriam receber os valores este mês. De acordo com o calendário da Caixa Econômica Federal, no mês de março, 4,8 milhões de trabalhadores podem fazer saques que totalizarão mais de R$ 6,96 bilhões.

Saques

Segundo a Caixa, a maior parte dos trabalhadores, 1,91 milhão, preferiu receber o pagamento em dinheiro. Os demais (1,62 milhão) escolheram o crédito em conta, chegando a mais de R$ 2 bilhões depositados.

Os primeiros saques estão sendo feitos pelos trabalhadores nascidos em janeiro e fevereiro. Em abril, a partir do dia 10, será a vez dos nascidos em março, abril e maio. São 7.731.441 pessoas que poderão sacar um total de mais de R$ 11,23 bilhões.

Os saques das contas inativas do FGTS foram anunciados no final do ano passado pelo presidente Michel Temer. No total, a liberação abrange 49,6 milhões de contas inativas, com um saldo total de R$ 43,6 bilhões. Os saques vão beneficiar 30,2 milhões de trabalhadores que pediram demissão ou foram demitidos até 31 de dezembro de 2015. De acordo com a Caixa, 90% das contas inativas têm saldo de até R$ 3 mil.

Agência Brasil

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Projeto da terceirização divide patrões e trabalhadores

terceirizaçãoA aprovação do projeto que libera a terceirização para todas as atividades das empresas, na noite dessa quarta-feira (22), pela Câmara dos Deputados, dividiu as opiniões de entidades patronais, centrais sindicais e representantes das Justiça trabalhista. O projeto ainda precisa ser sancionado pelo presidente da República Michel Temer para valer.

Para as entidades patronais, a aprovação dá mais segurança jurídica, o que significará mais abertura de vagas. Já os representantes dos trabalhadores e da Justiça trabalhista afirmam que a proposta representa a redução dos direitos dos trabalhadores e redução dos salários.

Pelo projeto aprovado ontem, as empresas poderão terceirizar todas as atividades, incluindo as chamadas atividade-fim, aquelas para a qual a empresa foi criada. A regra valerá para empresas privadas e a administração pública. Atualmente, não existe uma legislação específica, mas decisões judiciais autorizam a terceirização apenas nas atividades-meio, ou seja, aquelas funções que não estão diretamente ligadas ao objetivo principal da empresa, como serviços de limpeza e vigilância.

Entidades patronais

Para o presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf, a aprovação do projeto representou “um passo rumo à modernização e ao emprego”. Segundo ele, a medida vai beneficiar mais de 12 milhões de trabalhadores brasileiros terceirizados no país.

“A regulamentação deve ser vista como uma nova oportunidade para geração e manutenção de empregos no Brasil e a garantia de direitos de milhões de trabalhadores que já exercem sua atividade nessa modalidade. Essa é mais uma vitória no caminho do Brasil que queremos: moderno, competitivo e com ambiente de trabalho seguro”, disse.

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) disse esperar que o presidente Michel Temer sancione o projeto o mais breve possível. “Entendemos que o projeto representa um avanço importante nas relações entre empregadores, trabalhadores e mercado de trabalho. Esse tipo de trabalho passará finalmente a ser protegido por uma lei, discutida e referendada pelo Congresso Nacional”, disse João Martins da Silva Junior, presidente da CNA.

Em nota, o vice-presidente de relações capital-trabalho e responsabilidade social do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo (SindusCon-SP), Haruo Ishikawa, disse que o projeto dá segurança jurídica e não prezariza os direitos trabalhistas.

“Na indústria da construção, a subcontratação diminuiu a rotatividade. Por exemplo, em vez de a construtora contratar um pintor por alguns meses e dispensá-lo depois de concluído o serviço, esse profissional trabalha para uma empresa especializada, que presta serviços para várias construtoras sucessivamente, e assim ele permanece empregado. Com isso, as empresas subcontratadas e seus profissionais se especializam e o resultado é o aumento da produtividade em todo o setor”, disse.

Para a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP), a terceirização é uma “realidade mundial” e a falta de uma regulamentação no país gerava conflitos nas relações do trabalho.

O presidente da Associação Comercial de São Paulo (ACSP) e da Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo (Facesp), Alencar Burti, também manifestou posição favorável ao projeto. “A terceirização dá mais flexibilidade para as empresas contratarem, o que vai ajudar o Brasil a sair desse quadro dramático de desemprego”, disse.

Trabalhadores

Seis centrais sindicais criticaram, por meio de uma nota conjunta, a aprovação do projeto de terceirização. Para as centrais, o projeto “condena o trabalhador à escravidão”.

“O projeto de terceirização, PL 4302/98, aprovado nesta quarta-feira, dia 22, é um retrocesso e acaba com a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). Com mais de 12 milhões de desempregados, o trabalhador não pode ser ainda mais penalizado pelo governo para resolver a grave crise político/econômica do país”, diz o texto divulgado pelas centrais no início da noite de hoje.

O texto é assinado pelos presidentes da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Força Sindical, União Geral dos Trabalhadores (UGT), Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), Nova Central e pela Central dos Sindicatos Brasileiros (CSB).

Segundo a nota, a terceirização “aumenta a insegurança jurídica, acaba com os direitos trabalhistas, divide as categorias e permite que o setor patronal faça o que bem entender com os sindicatos dos trabalhadores”.

Ao final do documento, as centrais dizem que pretendem cobrar do governo a abertura de negociações e a manutenção da proibição da terceirização seja possível na atividade-fim.

Em comunicado publicado em seu site, mais cedo, a CUT diz que não foi mantido acordo de suspender a votação do projeto para ampliar o debate. “Num verdadeiro ‘passa moleque’, o presidente da Câmara não honra o compromisso assumido com as centrais e submete a voto um PL [projeto de lei] que é, na prática, uma minirreforma trabalhista regressiva que permite a terceirização de todos os trabalhadores e todas as trabalhadoras, atacando todos os seus direitos como férias, 13º salário, jornada de trabalho, garantias de convenções e acordos coletivos”, diz. A central pretende realizar uma greve geral no dia 31 de março contra o projeto.

O presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores Metalúrgicos e vice-presidente da Força Sindical, Miguel Torres, disse que a aprovação pelos deputados foi uma “sentença de morte aos direitos da classe trabalhadora, alcançados com muita luta ao longo da história, à CLT, à carteira de trabalho, às regras de proteção social e às relações de trabalho mais equilibradas e justas”.

Justiça do Trabalho

Em nota, a Associação Nacional dos Magistrados da Justiça do Trabalho (Anamatra), que representa cerca de 4 mil juízes do trabalho, lamentou a aprovação do projeto de lei e pede o veto do presidente. Na avaliação da entidade, a proposta vai acarretar em redução de salários e em piores condições de trabalho. “O projeto agrava o quadro em que hoje se encontram aproximadamente 12 milhões de trabalhadores terceirizados, contra 35 milhões de contratados diretamente, números que podem ser invertidos com a aprovação do texto hoje apreciado”, escreveu Germano Siqueira, presidente da entidade.

“Não se pode deixar de lembrar a elevada taxa de rotatividade que acomete os profissionais terceirizados, que trabalham em média 3 horas a mais que os empregados diretos, além de ficarem em média 2,7 anos no emprego intermediado, enquanto os contratados permanentes ficam em seus postos de trabalho, em média, por 5,8 anos”, acrescentou

A Associação Nacional dos Procuradores do Trabalho (ANTP), que congrega membros do Ministério Público do Trabalho, argumenta que a regras da terceirização vão agravar a crise econômica.

“A presença de um terceiro, no caso a empresa terceirizada, entre a empresa tomadora-contratante e o trabalhador, certamente gerará uma significativa redução de salários e benefícios e de investimentos em qualificação profissional e em saúde e segurança do trabalho, tendo em vista que ambas as empresas terão que obter lucro nessa relação trilateral, que só acontecerá à custa dos direitos dos trabalhadores terceirizados, fato que causará certamente o empobrecimento geral da classe trabalhadora e uma ainda maior concentração de renda no nosso país”, diz a nota, assinada pelo presidente da ANTP, Ângelo Fabiano Farias da Costa e pela vice-presidente Ana Cláudia Rodrigues Bandeira Monteiro.

Agência Brasil

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