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Homem é preso em flagrante furtando pneus de caminhão da empresa onde trabalha em Guarabira

Policiais do 4º BPM (Batalhão de Polícia Militar) realizavam rondas, na madrugada deste domingo (26), na cidade de Guarabira, quando se depararam com um homem, no interior da empresa onde trabalha, furtando dois pneus de um caminhão que estava no estacionamento. De imediato, foi dada a voz de prisão em flagrante ao suspeito, que foi conduzido à Delegacia de Polícia Civil com os produtos do furto.

OUTRAS OCORRÊNCIAS – Em Juarez Távora, no sábado (25), durante rondas, os policiais se depararam com uma confusão entre um casal, onde a mulher informou que o marido havia chegado agressivo e apresentando sinais de embriaguez, e a agrediu com um soco no nariz. Logo após, usando uma espátula, desferiu um golpe na barriga de um homem, vindo a lesioná-lo superficialmente. A guarnição comandada pelo sargento Ednaldo conduziu as vítimas e o suspeito para a delegacia.

Em Serra da Raiz, um casal trocou agressões mútuas e acabou sendo preso pela guarnição comandada pelo sargento Ozaniel, que tinha sido informada de uma possível .
vias de fato entre um casal e, ao chegar ao local, ambos confirmaram aos policiais que teriam trocado agressões. Eles foram levados para a delegacia.

 

Assessoria 4º BPM

 

 

“PDT ainda trabalha em cima da pré-candidatura de Lígia”, diz Damião

O PDT, partido comandado na Paraíba pelo deputado federal Damião Feliciano, ainda trabalha em torno de uma pré-candidatura ao Governo da Paraíba, representada pelo nome da vice-governadora Lígia Feliciano (PDT). A confirmação foi dada hoje, durante evento na cidade de Bayeux, pelo deputado Damião.

“Nós estamos trabalhando em cima disso. Mas nós vamos consultar o povo. As pesquisas que nós temos em mãos é que ela está muito bem. Mas isso é uma construção que tem que ser feita. Ninguém pode ser candidato de si mesmo, ou alguém tem que dizer você tem que ser candidato e a pessoa ser. Não. Quem determina quem deve ser candidato ou não é o povo. É por isso que a candidatura de Lígia Feliciano ao Governo do Estado tem que passar primeiro pelo crivo do povo. Nós vamos consultar as bases, enfim, isso a gente vai construir para que seja o melhor par ao povo da Paraíba”, disse.

Apesar das declarações, o parlamentar ressaltou que a união PSB e PDT não se desfez.

“Continuamos dizendo que o PSB está ligado ao PDT, essa união não se desfez, não houve rompimento”, disse o parlamentar.

PB Agora

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Se você não trabalha com conjuntivite, por que não fica em casa com gripe?

Getty Images
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Se a gripe e a conjuntivite são ambas contagiosas, porque você vai ao trabalho quando está gripado e fica em casa quando está com o olho inflamado? De acordo com os médicos, o correto é permanecer afastado para ambos.

A primeira coisa a pensar é que gripe é diferente de resfriado. A gripe é uma infecção respiratória intensa, que começa de forma repentina, provocando dores no corpo e cabeça, desconforto respiratório, calafrios e febre alta, acima de 38,5°.

A recuperação leva pelo menos 7 dias e quando malcuidada pode se agravar causando pneumonia e até mesmo a morte.

Já o resfriado tem sintomas mais leves e não provoca grandes complicações. Quando confirmado que se trata de influenza os médicos recomendam ficar em casa.

“Caso ocorram mais de um caso de gripe no mesmo ambiente de trabalho, mesma classe de escola ou creche deve ser considerado um afastamento”, explica Eitan N Berezin, pediatra da Santa Casa de São Paulo

A recomendação do Ministério da Saúde é evitar sair de casa durante o período de transmissão da doença e procurar ficar longe de aglomerações e ambientes fechados, mantendo os locais ventilados, mas quem trabalha e/ou estuda sabe que é difícil cumprir esse conselho.

Quanto mais o ambiente é fechado, maiores as chances de o vírus permanecer em suspensão e contaminar outras pessoas.”

Celso Granato, infectologista do Grupo Fleury

Pessoas sem complicações médicas podem se recuperar de gripes, mesmo fortes, em casa com repouso, hidratação e medicamentos para aliviar a dor e a febre. Sem necessidade de procurar um médico.

No entanto, Granato lembra que no Brasil não há uma indicação clara para que os médicos afastem do trabalho os gripados, como acontece em países como a França. A indicação vai depender do paciente, do local de trabalho e da decisão clínica.

A transmissão da gripe ocorre por meio das secreções das vias respiratórias de uma pessoa contaminada ao falar, espirrar ou tossir.

“O vírus pode passar pelo ar, enquanto conversamos a menos de um metro de distância através das partículas de muco que são invisíveis. A outra pessoa aspira e contrai a doença”, explica Paulo Olzon, professor e infectologista da Unifesp.

Outra forma de contágio se dá por meio das mãos, que podem transportar as secreções para objetos, nariz, boca e olhos.

Por que não trabalhamos com conjuntivite?

A razão do afastamento por conjuntivite não é apenas o risco de contágio, mas a dificuldade de usar a visão e a proteção da córnea. Se a conjuntivite não for tratada ela pode até se tornar crônica.

“Conjuntivites são muito sintomáticas e provocam coceira, incômodo a luz e dificuldade visual, devido a secreção. Alguns tipos virais podem ser tão graves ao ponto de lesar a córnea”, explica Maria Auxiliadora Monteiro Frazão Sibinelli, professora de oftalmologia da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo.

Existem três tipos da doença: viral, bacteriana e alérgica. A terceira não é contagiosa.

Getty Images/iStockphoto

Diferente da gripe, a conjuntivite dificilmente passa pelo ar. A principal forma de contágio é por meio de objetos que a pessoa infectada compartilha, como toalha, travesseiros e lençóis.

Como os olhos lacrimejam, é inevitável coçar ou encostar neles e é através das mãos que os vírus e bactérias são transmitidos para maçanetas e outros objetos.

Conjuntivite é quase um sinônimo de afastamento de 7 dias, mas esse não é um número exato. De acordo com os especialistas, a necessidade de repouso varia de acordo com o caso. “Em casos mais graves é preciso um afastamento de até 15 dias”, explica Sibinelli.

Uol

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Homem procura menos serviço de saúde porque trabalha mais, diz ministro

ministro da Saúde, Ricardo BarrosO ministro da Saúde, Ricardo Barros, disse nesta quinta-feira (11) que os homens procuram menos os serviços de saúde porque trabalham mais que as mulheres. “É uma questão de hábito, de cultura. Até porque os homens trabalham mais, são os provedores da maioria das famílias. Eles não acham tempo para se dedicar à saúde preventiva”. A declaração foi dada logo após entrevista coletiva convocada para divulgar pesquisa sobre a frequência com que homens procuram serviços públicos de saúde no país.

Os dados mostram que quase um terço deles não tem o hábito de frequentar o serviço para acompanhar seu estado de saúde e buscar auxílio na prevenção de doenças e na qualidade de vida. O levantamento divulgado nesta quinta-feira pelo Ministério da Saúde mostra que as barreiras socioculturais interferem na prevenção à saúde e que, em muitos casos, os homens pensam que não ficam doentes ou têm medo de descobrir alguma alteração no organismo.

“É realmente uma cultura que precisa ser modificada. Quem precisa acha o tempo. Nós queremos estimular os homens a fazer saúde preventiva. Sete anos de expectativa de vida de diferença entre homens e mulheres é muito. Precisamos reduzir isso”, acrescentou Barros, ao se referir aos 71 anos de expectativa de vida entre homens brasileiros contra os 78 anos entre as mulheres.

A pesquisa foi feita por telefone em 2015 com mais de 6 mil homens cujas parceiras fizeram parto no Sistema Único de Saúde (SUS). O estudo mostrou que, apesar de o pré-natal da parceira ser o momento em que o homem está mais próximo dos serviços de saúde, as consultas e os exames ainda são pouco aproveitado pelos profissionais. A maioria dos homens (80%) disse que acompanha a parceira nas consultas, mas 56% afirmaram que o atendimento teve foco apenas nas orientações à gestante.

Guias

A partir dos resultados do estudo, o ministério lançou o Guia do Pré-Natal do Parceiro para Profissionais de Saúde e o Guia da Saúde do Homem para Agente Comunitário de Saúde. A primeira proposta consiste em aproveitar o momento em que o homem está mais próximo do sistema de saúde, acompanhando a parceira no pré-natal, para que ele adote hábitos saudáveis e faça exames preventivos. O segundo tenta sensibilizar agentes para levar os homens às unidades básicas de saúde e trabalhar a prevenção.

Agência Brasil

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Síndrome do Pensamento Acelerado afeta quem trabalha muito e pode trazer sérios problemas

Reprodução/ TV Correio HD
Reprodução/ TV Correio HD

Paraibanos extremamente ativos na jornada diária já aparecem entre os que sofrem com a Síndrome do Pensamento Acelerado, um sintoma do Transtorno de Ansiedade, que pode comprometer a qualidade de vida.

Kéka é publicitária e relata que sofre do problema, inclusive com dificuldades para se desligar do trabalho, dormir ou aproveitar momentos de folga.

Ela fala que precisa da ajuda de aplicativos para ter sono e que, quando acha espaço, tira cinco minutos de pausa das atividades.

Especialistas afirmam que o problema é um dos males modernos e que precisa do diagnóstico de profissionais.

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Assista à matéria exibida na TV Correio HD.

 

portalcorreio

Médico sugere que seja criada licença menstrual para mulheres poderem faltar ao trabalha entre um a três dias todos os meses

Mulheres que sofrem de dores menstruais e sentem os efeitos dela todos os meses, devem ter licença remunerada, de acordo com a sugestão de um médico.

Gedis Grudzinskas, médico de obstetrícia e ginecologia, acredita que “a licença menstrual” iria aumentar a motivação e produtividade das mulheres quando estão no trabalho.

Explicando o seu raciocínio, ele disse: “Algumas mulheres sentem ofensivamente a menstruação. Ir para o trabalho é uma luta e elas se sentem péssimas.”

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Como a licença maternidade, ele propõe a licença menstrual de um a três dias a cada mês. A Licença Menstrual já é reconhecida em alguns países da Ásia, como o Japão e Indonésia. O conceito também está sendo discutido no Canadá.

Médico sugere que seja criada licença menstrual para mulheres poderem faltar ao trabalho

Médico Gedis Grudzinskas sugeriu a criação de licença menstrual para aumentar motivação e produtividade das mulheres, que poderiam faltar de um a três dias ao trabalho, todos os meses.

No entanto, quando a questão foi debatida no ano passado no Parlamento russo, ela causou alvoroço e foi expulsa.

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Ativistas dos direitos das mulheres no país reagiram com raiva às propostas de Mikhail Degtyaryov, um membro do partido nacionalista LDPR, que propôs o projeto de lei para aumentar a proteção das mulheres no local de trabalho.

“Durante esse período, a maioria das mulheres sentem desconforto psicológico e fisiológico,” disse Mikhail, de 32 anos, que é casado e tem dois filhos.

Mas os defensores dos direitos humanos foram contra a ideia, alegando que existem outras formas para o problema, assim como pagar um bônus para as mulheres que trabalharem efetivamente no período, e também pelo fato da medida constranger as mulheres ao ter que relatar o período.

Fonte: Daily Mail

TelexFree trabalha em ‘mutirão da devolução’ de dinheiro, diz diretor

Carlos Costa, diretor de marketing da TelexFree, costumava aparecer quase semanalmente em vídeos (Reprodução)
Carlos Costa, diretor de marketing da TelexFree, costumava aparecer quase semanalmente em vídeos (Reprodução)

O diretor de marketing da TelexFree, Carlos Costa, divulgou às 22h35 de segunda-feira um vídeo na página da filial brasileira no Facebook. Com o pomposo nome de “Plantão TelexFree” para marcar o tom urgente da “notícia”, Costa prometeu “elucidar”, ponto a ponto, todos os questionamentos feitos pelo programa Fantástico, da Rede Globo, na noite de domingo, que apresentou o histórico da empresa, acusada de formação de pirâmide financeira no Brasil e nos Estados Unidos.

Em 19 minutos e 17 segundos, Costa tentou mostrar a TelexFree não é uma pirâmide financeira e que o trabalho em equipe é que permite o sucesso na venda de pacotes dos serviços de VoIP (voz sobre Protocolo de Internet). Segundo ele, a empresa não tem qualquer tipo de reclamação. Ela vende pacotes no atacado, e não há vítimas porque a empresa não opera produtos financeiros: a relação com o divulgador é de compra e venda. “Não somos poupança ou aplicação. O divulgador compra no atacado para revender”, diz Costa. “Somos mal interpretados.”

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‘Mutirão’ – O programa da Rede Globo entrou na sede da empresa em Vitória, no Espírito Santo, e encontrou uma equipe trabalhando normalmente – o que seria um descumprimento à decisão judicial. Mas, segundo Costa, o que foi mostrado era um “mutirão da devolução” (o que ele reafirmou duas vezes no vídeo), única maneira de devolver o dinheiro aos chamados divulgadores. “Prometi e estamos cumprindo à risca. A empresa não está descumprindo a sentença, ok?!”

Em dois momentos da gravação, Costa apresenta dados de auditoria da Receita Federal do Brasil para mostrar que 96% do faturamento da TelexFree vem dos serviços de VoIP, ao contrário das investigações que mostraram que apenas 1% vem da venda do seu principal produto. No final do 37º Plantão, Costa é categórico: “A empresa vai voltar mais forte ainda.”

Seu último vídeo data de 6 de maio, quando ele foi obrigado a comparecer a uma reunião com perícias de uma consultoria que avalia a viabilidade econômica da empresa. Antes das investigações esquentarem nos EUA, Costa costumava postar vídeos do “Plantão TelexFree” quase semanalmente. As críticas dos divulgares à empresa estão cada vez mais duras e as pessoas pedem o dinheiro de volta.

Costa é um dos poucos líderes da empresa que não foi condenado ao crime de pirâmide financeira nos Estados Unidos, onde as investigações já estão em estágio mais avançado que no Brasil. No dia 9 de maio, o fundador da empresa, James Merrill, foi preso nos Estados Unidos e teve seu pedido de pagamento de fiança e liberdade rejeitado pela Justiça do país na última sexta-feira. Um novo julgamento sobre sua liberdade provisória será feito nesta terça-feira. Enquanto isso, seu sócio na empresa, Carlos Wanzeler, está foragido e a polícia americana acredita já esteja no Brasil, para onde fugiu em meados de abril, antes de ter sua prisão decretada.

Outros seis integrantes da TelexFree nos EUA estão sendo investigados por sua participação na empresa que é acusada de praticar crimes financeiros, em um esquema insustentável de pirâmide financeira que levantou 1 bilhão de dólares no mundo. Carlos Costa só se livrou das acusações porque vendeu sua participação de 30% na empresa americana anos atrás, mas continuou como líder da filial brasileira.

Cenário – Os bens da TelexFree foram bloqueados pela Justiça de Massachussetts no mês passado e o diretor financeiro da empresa, Joseph Craft, foi pego tentando fugir com inúmeros cheques no valor de 38 milhões de dólares destinados aos donos da TelexFree nos EUA, James Merrill e Carlos Wanzeler (Carlos Costa afirma que os cheques estavam sendo levados para perícia nos EUA). Segundo a procuradora Carmen M. Ortiz, que assinou parecer sobre o caso, o escopo da suposta fraude “é de tirar o fôlego”. “Esses réus planejaram um esquema que captou centenas de milhões de dólares de pessoas que trabalham duro no mundo todo.”

A filial brasileira está sob investigação desde o ano passado por prática de pirâmide no Brasil, com os bens bloqueados e impedida de funcionar por uma decisão da Justiça do Acre. Ela foi recentemente condenada pelo Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor, órgão da Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon/MJ) a pagar uma multa de 5,59 milhões de reais por operar “esquema financeiro piramidal”, que é crime contra a economia popular no Brasil.

Veja

Mais idosa locutora do Brasil trabalha na Rádio Comunitária de Ribeirão Preto

Gilda com o radialista Jerry Oliveira
Gilda com o radialista Jerry Oliveira

Seu nome não consta no RankBrasil que homologa os recordes do país, talvez por pura discriminação às rádios comunitárias, mas a radialista Gilda é a mais idosa comunicadora de rádio em atividade, com seus 87 anos de vida, 25 deles dedicados à Rádio Comunitária Educativa de Ribeirão Preto, interior de São Paulo. “Eu a chamo de ‘nossa menina’, sempre alegre e disposta na luta”, testemunha o radialista comunitário Jerry Oliveira.

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Gilda Cintra é enfermeira aposentada e atualmente exerce o cargo de tesoureira da Associação Distribuidora de Pão aos Pobres, entidade mantenedora da Rádio Comunitária Educativa de Ribeirão Preto, que tem como presidente outra mulher, a professora Arlinda Ivone da Rocha.
A emissora tem outorga do Ministério das Comunicações desde 2004. “A Rádio Educativa precisa dar encaminhamento em seu processo de renovação, e dona Gilda Cintra nos chama para mais este desafio. Estava pensando seriamente em abandonar as chuteiras, mas depois desta, não tem como não atender ao pedido de Dona Gilda, a quem a gente adora”, disse Jerry.
radiozumbijp

O que fazer quando você trabalha com alguém de quem não gosta

Todos nós temos que lidar com colegas de trabalho desagradáveis. Talvez seus hábitos te irritem, eles sejam preguiçosos ou escrevam e-mails grosseiros. Não deixe pessoas assim arruinarem seu ambiente de trabalho — Peter Bregman, da Harvard Business Review, oferece dicas para trabalhar com as mais antipáticas criaturas. 

Chico*, como eu, é escritor, palestrante e líder de uma empresa de consultoria. Posso dizer que ele é profissional, bem respeitado, capaz, honesto e é considerado popular. Uma conhecida em comum nos chamou para colaborar em um projeto e, claramente, há um benefício mútuo em trabalharmos juntos.

Isso tudo soa ótimo, não fosse um problema: eu não gosto do Chico.

Há algo nele que não me desce. Ele parece muito autocentrado, ou egocêntrico, ou vaidoso. Eu não sei bem o que é, mas sei que não gosto dele.

Eu comentei isso para a pessoa que nos quer trabalhando juntos. Ela me falou, em suma, para desencanar. “Você não precisa gostar dele”, disse ela, “mas seria bom para você trabalhar com ele”.

Então como trabalhar com alguém de quem você não gosta?

“Sorria e suporte” não funciona

Eu não estou falando só de alguém que te frustra porque não sabe se comunicar bem ou não sabe liderar uma reunião. Claro, é irritante ver seu tempo perdido, principalmente quando você sabe que poderia fazer um trabalho melhor. Mas é diferente quando você não gosta da pessoa. Pensa só em como você responde de forma diferente a alguém que você gosta, mas não sabe liderar uma reunião (você quer ajudá-lo) e em como isso funciona quando você não gosta da pessoa (você quer parar de trabalhar com ela, ou, se a reunião é muito longa, matá-la).

O conselho mais comum dado nessas horas é simplesmente não levar a relação para o lado pessoal. Faça o negócio que precisar fazer com a pessoa e siga adiante. Em outras palavras: sorria e suporte.

Mas eu descobri que é quase impossível fazer assim. As pessoas de quem não gostamos nos enlouquecem e perdemos um tempo imenso reclamando delas, ou estressando sobre uma conversa que precisamos ter com elas.

E isso nem é o pior. O problema é que, quando você não gosta de uma pessoa, é provável que ela saiba disso. O que faz com que ela também não goste de você. E se você acha que trabalhar com alguém de quem você não gosta é difícil, tente trabalhar com alguém que não gosta de você.

É muito simples, mesmo. As pessoas com quem você se dá bem sempre vão tentar te ajudar; as pessoas com quem você não se dá bem sempre vão tentar te atrapalhar.

Ser querido tem benefícios irrefutáveis. De acordo com uma pesquisa, quanto mais pessoas gostam de você, mais fácil, mais produtiva e mais rentável sua vida vai ser. O que significa que alguém que não gosta de você — mesmo se você sorrir e suportar — configura um risco.

Ou seja, sorrir e suportar a situação é uma estratégia que não dá certo.

Então, qual a alternativa?

Considere, por um momento, a razão pela qual você não gosta de alguém. Talvez você ache essa pessoa avarenta. Ou egoísta. Ou sem consideração. Ou malvada mesmo. Em outras palavras, eles possuem uma falha de caráter ou um traço desagradável que te incomoda. Como minha opinião sobre o Chico: convencido, vaidoso, egocêntrico.

Agora — esta é a parte mais difícil — pense se você consegue encontrar, nas partes mais sombrias da sua psique, restos desses traços desagradáveis em si mesmo.

Será que você é avarento, egoísta, sem consideração ou simplesmente malvado? Você não gosta mesmo desse seu lado, certo? Você queria se distanciar dessa parte. Assim como você gostaria de se distanciar dessa pessoa irritante.

Em outras palavras, é possível que o motivo pelo qual você não suporte essa pessoa em primeiro lugar é porque ela te lembra do que você não consegue suportar em si mesmo.

De repente, trabalhar com pessoas de quem você não gosta se torna bem mais interessante. Porque conhecê-las melhor e aceitar as partes dela que você desgosta é, na verdade, se conhecer melhor e aceitar as suas partes desagradáveis.

Como superar seu desgosto por alguém? Superando seu desgosto por si mesmo.

É aí que seu desafeto pode se tornar útil. Use-o para se compreender melhor. Considere por que você tem um problema com ele. O que ele faz que te incomoda tanto? Supere essa inabilidade de liderar reuniões ou escrever um e-mail decente e vá direto ao ponto. Que parte da personalidade ou do comportamento dessa pessoa te irrita? O que você detesta nela?

Aí, considere como suas respostas podem ser um reflexo do seu comportamento. Este é um jogo e você vence ao descobrir esse comportamento detestável em si mesmo.

Para mim, o Chico refletia esses atributos meus que eu não gostava —como eu posso ser convencido, vaidoso e egocêntrico.

Pense nas vezes que você se sentiu miserável, egoísta, sem consideração ou malvado. Tá vendo? Você consegue enxergar seus sentimentos de atração e desgosto? Você consegue admitir para si mesmo que não é tudo preto no branco? É preto E branco. Você consegue viver com a complexidade de ser humano? Esta é a chave para ter compaixão por si próprio.

E ter autocompaixão é a chave para ser compassivo com os outros. Sem você nem notar, vai começar a gostar de pessoas de quem nunca gostou antes. Talvez você até se sinta compelido a ajudá-las a tornar essas reuniões ainda mais produtivas.

Agora é fácil me enxergar no Chico. Eu posso ter os mesmos defeitos que ele. Ainda é difícil admitir isso — especialmente na escrita —mas é parte de quem sou e, em doses certas, isso me ajuda.

E há um bônus em admitir isso: agora eu gosto do Chico.

jezebel

Comissão de especialistas trabalha em novo texto sobre a questão agrária no Brasil

 

Novotexto1Uma comissão de especialistas em questões agrárias esteve reunida na sede da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), em Brasília (DF), no último dia 13, para elaborar um texto profundo sobre a questão agrária no país. Este texto, ao final de cinco reuniões, será apresentado aos bispos do Conselho Episcopal Pastoral (Consep), se aprovado, será levado ao plenário da 51ª Assembleia Geral dos Bispos, em 2013, para se tornar um Documento Azul da CNBB.

Segundo os especialistas presentes na reunião, o novo texto que está sendo elaborado, será uma atualização de um texto da Igreja, de 1980, intitulado “Igreja e os problemas da terra”. Atualmente existe o Documento 99 de Estudos da CNBB, que trata da “Igreja e questões agrárias no início do século XXI”, aprovado no ano de 2010.

O presidente da Comissão Pastoral da Terra (CPT) e bispo de Balsas (MA), dom Enemésio Angelo Lazzaris, faz parte da comissão de especialistas. Segundo o bispo, o texto final deverá ser entregue em março do próximo ano, na reunião do Consep.

novotexto2Fazendo um paralelo histórico da luta da Igreja do Brasil pelas questões do campo, dom Enemésio afirmou: “Sem dúvida alguma, tratar da questão agrária nos coloca em contato com uma tradição muito bonita e um compromisso que a Igreja assume desde a criação da CNBB. A Igreja, na sua primeira Assembleia Geral, em 1953, em Belém do Pará, já falava das questões do campo. Na segunda, em Aparecida (SP), 1954, o tema central foi Igreja e a Reforma Agrária. Ao menos dez, das 50 Assembleias Gerais da CNBB trataram diretamente de temas como o direito, a justiça, questões agrárias, operárias, sociopolíticas e econômicas. Na 18ª Assembleia, a CNBB teve como tema específico a Pastoral da Terra, que resultou no documento “Igreja e os problemas da terra”, este documento é que praticamente norteou a Igreja em relação a questões do campo, por isso a necessidade de um documento novo”.

Questão em Pauta

Segundo o presidente da CPT, este tema ligado a terra está sempre em pauta nas agendas, seja do governo, seja da sociedade civil organizada, dos especuladores imobiliários, latifundiários, lobistas, grandes empresários, pecuaristas, madeireiros, tornando de difícil resolução de problemas, como o da reforma agrária, por exemplo.

“Podemos perceber que o tema ligado a terra está permanentemente em pauta, já que há questões inacabadas como a reforma agrária, a demarcação de territórios indígenas, dos quilombolas e ribeirinhos. Há também o descontrole do chamado agronegócio, do latifúndio, da ganância pela terra que se corre o risco de também não respeitar estes territórios que são comprometidos com o meio-ambiente, com a preservação e com a casa que Deus nos deu”, destacou dom Enemésio.

plinio-de-arruda“Passaram-se 32 anos do importante documento ‘Igreja e os problemas da terra’ e a situação agrária piorou e a concentração da terra hoje é maior do que era em 1980, a inação do governo é constante em todo o período, então os bispos resolveram que, de novo, era preciso atualizar este documento e apresentá-lo à comunidade cristã para que ela reaja e ajude os camponeses”, disse um dos especialista e ex-presidente da Associação Brasileira de Reforma Agrária, Plínio de Arruda Sampaio.

Desafios Agrários

guilherme-delgadoPara o doutor em economia, Guilherme Delgado, consultor da Comissão Brasileira Justiça e Paz (CBJP), organismo vinculado à CNBB, e um dos especialistas da comissão, o texto foca na perspectiva dos grandes desafios que se coloca a questão agrária hoje para os povos: camponeses, indígenas, quilombolas, ribeirinhos, assentados, acampados, e quais são as consequências dessa nova realidade agrária para este conjunto de grupos sociais. “Outro enfoque é fazer uma análise da economia, da política nos últimos 30 anos, verificando o que mudou, no sentido da propriedade, da exploração da terra e dos recursos naturais da época do Regime Militar para o presente, de forma a reconfigurar uma problemática agrária”, disse.

Ainda segundo Guilherme, está sendo feita toda uma avaliação bíblico-teológica-doutrinária sobre a terra na leitura bíblica do Antigo e do Novo Testamento e, a terra na Doutrina Social da Igreja que serve como referencial do julgar da situação vista anteriormente. ”A parte final do documento se propõe a um conjunto de pistas, ideias sobre as alternativas de desenvolvimento rural, agropecuário e de recursos naturais, que estão em gestação, e que, de certa forma respondem ou constroem um campo alternativo ao agronegócio”.

Documentos da CNBB

Os documentos da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil são divididos em duas categorias, os Documentos de Estudo, denominados Documentos Verde, que o nome, em si, já explica sua funcionalidade sendo extraoficial, e os Documentos Azuis, de caráter oficial da Igreja.

Atualmente existem 101 Documentos Verdes e 98 Azuis. O Documento Verde tem o caráter de constante aperfeiçoamento, como o exemplo do Diretório de Comunicação, que há vários anos está sendo elaborado e aperfeiçoado. Assim que pronto, é apresentado aos bispos para aprovação. Se aprovado ele se transforma em um documento oficial, denominado Documento Azul.

Fonte: CNBB
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