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6 atitudes tóxicas que podem envenenar o relacionamento

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Muitos casais, mesmo os que vivem bem, podem se ofender mutuamente em algum momento da relação. O problema é quando esse tipo de atitude se torna recorrente. “Pode-se chegar a um ponto em que o par deixa de perceber que está se agredindo, naturalizando atitudes abusivas. Isso é extremamente tóxico para a relação”, afirma Thiago de Almeida, psicólogo especializado no tratamento das dificuldades do relacionamento.

Perceber os abusos e promover as mudanças necessárias, o quanto antes, é responsabilidade do casal. “Diante de uma atitude tóxica, ambos devem falar o que sentem e o que estão dispostos a fazer para mudar. Esse é o primeiro passo”, diz a psicóloga Mara Pusch, especializada em sexualidade humana pela Universidade de São Paulo.

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A seguir, confira seis atitudes que podem fazer o relacionamento naufragar.

Fontes: Mara Pusch, psicóloga especializada em sexualidade humana pela USP (Universidade de São Paulo); Thiago de Almeida, psicólogo especializado no tratamento das dificuldades do relacionamento; Regina Vaz, especialista em relacionamentos e autora do livro “Vamos Discutir a Relação?” (Editora Planeta); Ailton Amélio, doutor em psicologia e autor do livro “Relacionamento Amoroso” (Publifolha).

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Criticar o outro o tempo inteiro

Fazer críticas pontuais ao par pensando em construir uma convivência mais harmoniosa a partir de pequenos ajustes é uma atitude saudável. Porém, quando a crítica se torna generalizada e constante, é preciso atenção. A atitude de atacar o par pode estar relacionada a uma necessidade de autoafirmação. Também vale analisar se a relação está trazendo a gratificação esperada. Se você critica demais o parceiro, tem de se perguntar por que está com ele, se é por opção ou falta dela. Se não estiver realmente envolvido, qualquer detalhe vai incomodar e muito.

2

Esperar que o outro perceba como você se sente

Para simplificar as relações, é essencial verbalizar os sentimentos, principalmente os que causam algum tipo de incômodo. Falar abertamente dos problemas é uma maneira de evitar que as mágoas se acumulem. Saber dialogar é falar o que incomoda no momento em que o problema surge, sem atacar o caráter da outra pessoa. É também saber escutar com a devida atenção, sem se preocupar em apenas justificar-se.

3

Pensar apenas nos próprios desejos

Muitas pessoas imaginam que os desejos e necessidades do outro podem ser encarados como uma extensão da vontade própria e focam apenas em contentar a si mesmas, por acreditar que o outro será contemplado. Porém se um dos pares deixa de perceber o outro, o relacionamento se esvazia. Não saber o que o par quer e não apresentar coisas novas pode conduzir a relação à monotonia. Na dúvida sobre a percepção do parceiro, o ideal é perguntar. E tentar, sempre que possível, colocar-se no lugar do outro.

4

Demonstrar ou provocar ciúme

Quem utiliza o ciúme como um recurso para tirar o relacionamento da rotina e se autoafirmar pode, justamente, colher o que mais teme: a desaprovação e o afastamento do par. Poucas relações sobrevivem a ameaças constantes e investir nelas, de modo deliberado, pode ser cruel e desgastante. A pessoa que não consegue lidar com o ciúme de modo saudável deve buscar ajuda profissional, como uma terapia.

5

Entrar em disputas bobas

O instinto de competição remete às respostas mais primitivas do ser humano às situações da vida. Porém, deixá-lo vir à tona a todo momento nos relacionamentos afetivos pode ser perigoso. No início da relação, é mais fácil abrir mão do próprio ponto de vista em prol do outro. Mas, com o passar do tempo, essa disponibilidade pode diminuir. E é aí que começam as disputas pelo poder. Para evitar embates desnecessários, é preciso avaliar se a questão a ser discutida está realmente interferindo no bem-estar individual ou do casal. Se for algo irrelevante, o mais provável é que a discussão desgaste a ambos, sem produzir resultado prático algum.

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Colocar o outro para baixo o tempo todo

Vários sentimentos podem motivar esse tipo de comportamento, como raiva e vingança. E, nesse caso, o primeiro passo é se perguntar de onde vem a vontade de ofender, de mexer com a autoestima do par. Às vezes, quando acaba a paixão, a admiração pelo outro também diminui. Parece que o outro mudou e, na maioria das vezes, é a nossa percepção, tolerância e expectativa em relação ao outro que mudaram.
Uol

Amizades tóxicas: como saber se um amigo atrapalha sua vida

casalNa última semana, virou notícia a chegada de um aplicativo de celular que promete identificar amizades tóxicas. Sincronizado a uma pulseira, o pplkpr (Android e iOS) aponta quais pessoas do nosso convívio nos fazem mal. O app cruza batimentos cardíacos com picos de empolgação e estresse para formar um ranking, que vai de quem nos provoca paz e felicidade até quem nos deixa tenso e infeliz.

Eficiente ou não, o app traz à tona um assunto importante: muitas vezes, pessoas que convivem com a gente ou estão no circulo de amizades são tóxicas às nossas vidas. Consciente ou inconscientemente, elas nos colocam para baixo e têm comportamentos sabotadores, que atrapalham o crescimento pessoal de quem coexiste com elas.

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“Ter um amigo sabotador não é aceitável. Frequentemente, a pessoa com este perfil vê no outro a chance ou oportunidade de conquistar algo em benefício próprio”, assinala a coach especialista em relacionamentos Cíntia Souza, membro da Global Coaching Community.

De acordo com Simone Ferreira da Silva Domingues, coordenadora do curso de psicologia da Unicsul, o trabalho costuma ser o lugar mais propício para o surgimento de amizades tóxicas, especialmente por ser um ambiente onde a competição e a ambição costumam estar presentes fortemente, positiva e negativamente.

Nem sempre é fácil enxergar esse aspecto negativo de alguém do nosso círculo de amizades. No entanto, alguns aspectos denunciam esse comportamento. “Se uma pessoa só aponta seus defeitos ou não te deixa evoluir, ela não é realmente sua amiga”, afirma Simone.

Por outro lado, é preciso ter em mente que este amigo nem sempre age conscientemente ou por má fé. “Não é raro que ao tentar ajudar, ele possa acabar atrapalhando. Como, por exemplo, quando um amigo interfere numa briga de casal e as coisas acabam piorando”, esclarece Simone, acrescentando que nestes casos é necessário deixar claro o descontentamento com este tipo de conduta.

Também é importante ficar atento ao número de repetições de certas situações. “Amigos tóxicos vão sempre espalhar rumores que não são verdade. Vai decepcioná-lo de várias formas e repetidas vezes, são negativos e uma companhia desagradável”, explica a socióloga americana Jan Yager, autora do livro “Bons Amigos, Maus Amigos” (editora Gente).

Especialista na formação de laços de amizade, Jan diz que indivíduos tóxicos são bem mais comuns do que se imagina. Muitas deles se instalam no nosso convívio de maneira sorrateira, se aproveitando de alguma carência ou de um momento difícil. “Esses falsos amigos fingem ser quem não são. Ao invés de aplaudir suas conquistas, eles são tão invejosos, que acabam diminuindo e menosprezando tudo que você faz”, pontua a socióloga.

EVITE O CONFRONTO DIRETO 

Quando finalmente temos consciência de que aquela pessoa do nosso convívio é uma amizade tóxica, precisamos traçar uma estratégia para lidar com ela e, se for possível, cortar os laços.

“É preciso avaliar o quanto esta amizade vale para você. Existem relações de amizade com pessoas de fora de seu ciclo familiar e existe a amizade com pais, filhos, irmãos. Pense o quanto esta pessoa é importante em sua vida e quantas vezes mais você consegue perdoá-la”, sugere Simone.

Claro, que cortar o convívio com alguém do núcleo familiar é muito mais difícil e complicado.  Sé isso não for possível, o melhor a fazer é restringir ao mínimo o contato com essa pessoa e também evitar situações que possam gerar desconforto. O mesmo conselho vale para vizinhos e colegas de trabalho.

Se uma pessoa só aponta seus defeitos ou não te deixa evoluir, ela não é realmente sua amiga”, afirma a psicóloga Simone Ferreira da Silva Domingues
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Se uma pessoa só aponta seus defeitos ou não te deixa evoluir, ela não é realmente sua amiga”, afirma a psicóloga Simone Ferreira da Silva Domingues

 

Para a socióloga Jan, o confronto direto não é uma boa estratégia para resolver a questão do amigo tóxico. Primeiro, porque ele dificilmente vai admitir os seus pecados, causando uma discussão interminável, ainda mais intoxicante. A outra razão é a possibilidade do sabotador virar um inimigo declarado, tornando o seu dia a dia num tormento.

Então, a melhor estratégia é mesmo promover o já referido afastamento da pessoa. Por exemplo, se no trabalho você costumar almoçar frequentemente com alguém negativo, comece a trocar de companhia. “Ao diminuir o contato, o sabotador vai naturalmente se afastando, pois ele tende a buscar novos amigos que o aceitem, onde ele possa continuar seu ciclo nocivo”, revela Jan.

Quanto mais você restringir o contato, menos conversas desagradáveis vocês vão ter e menos chances o sabotador terá para agir. Da mesma forma, evite falar mal do amigo tóxico. Do contrário, ele vai fazer o mesmo, te difamando por onde for.

Por fim, é preciso entender que o convívio com figuras tóxicas pode acontecer em diversos momentos da vida. É necessário estar preparado, com a autoestima em dia e não se deixar abater a cada comentário desagradável. “Estamos cercados o tempo inteiro de pessoas positivas e negativas. A decisão de permitir que as ações e palavras destas pessoas nos influenciem é sempre nossa”, conclui a coach Cíntia.

 

iG