Arquivo da tag: total

Após colapso total da barragem, Cagepa instala torneiras para população ter acesso a água

águaApós o colapso total da Barragem de Canafístula, que deixou a população do Brejo sem abastecimento, a direção regional da Cagepa instalou várias torneiras no muro da estação de tratamento para que a população local tenha acesso a água potável. Os moradores da região podem pegar água de graça das 5h até as 21h.

De acordo com o gerente regional, Valdeci Andrade, lamentou a seca que assola toda a Paraíba e garantiu que a Companhia tem somado todos os esforços possíveis para amenizar os efeitos da estiagem.

“É bem certo que a empresa deseja abastecer com plenitude a todos os usuários e prestar um serviço de qualidade para população, porém devido a grande seca que assola nossa região e nosso manancial está vazio o sofrimento é uma realidade. A Cagepa está fazendo o máximo para diminuir o sofrimento da população”, informou.

ACOMPANHE O FOCANDO A NOTÍCIA NAS REDES SOCIAIS:

FACEBOOK                TWITTER                    INSTAGRAM

Focando a Notícia

Testes com nova vacina indicam proteção total contra vírus HIV

hivA abordagem da vacina, cujo estudo acaba de ser publicado na revista Nature, é bastante radical.

Normalmente, as vacinas treinam o sistema imunológico para combater infecções. Mas nessa nova vacina os pesquisadores do instituto de pesquisa Scripps, com sede na Califórnia, alteraram o DNA dos macacos para dar às células deles propriedade para combater o HIV.

A equipe diz que a descoberta é “incrível” e que vai começar os testes em humanos em breve. Consultados pela BBC, cientistas independentes – não ligados ao instituto – também se entusiasmaram com os resultados do teste.

CURTA o FOCANDO A NOTÍCIA no Facebook

DNA

A técnica usa terapia genética para introduzir uma nova seção de DNA dentro das células musculares saudáveis.

Nessa parte de DNA há tipos de “instruções” para a criação de ferramentas para neutralizar o HIV, que então é bombardeado para fora da corrente sanguínea.

Nos testes, os macacos ficaram protegidos contra todos os tipos de HIV durante ao menos 34 semanas.

Como os macacos também desenvolveram proteção diante de altas doses do vírus, isso também pode ajudar pacientes que já tenham HIV, de acordo com os cientistas.

“Estamos mais perto de uma proteção universal (contra o HIV) do que qualquer outra abordagem feita por outras vacinas”, disse o cientista Michael Farzan, um dos líderes do estudo. “Mas ainda temos muitos obstáculos, especialmente em como fazer uma vacina segura para ser aplicada em um grande número de pessoas.”

Isso porque em uma vacinação convencional, o sistema imunológico responde apenas depois de estar diante de uma ameaça.

Já nesta abordagem, a terapia genética transforma células em fábricas que expelem constantemente “matadores de HIV” – e as implicações a longo prazo disso são desconhecidas.

Apesar dos entraves, cientistas de outras instituições comemoraram os resultados.

“Essa pesquisa é bastante inovadora e é uma promessa que nos leva em duas importantes direções: obter uma proteção a longo prazo contra o HIV e colocar o vírus em remissão, no caso de pessoas já infectadas”, disse o pesquisador Anthony Fauci, do National Institutes of Health, dos EUA.

BBC Brasil

Prefeito Beto do Brasil garante apoio total ao Miss e Mister Solânea Oficial 2015

 

equipeO prefeito Beto do Brasil garantiu, nesta quinta-feira (14), que o concurso Miss e Mister Solânea Oficial 2015 terá o seu total apoio, assim como os vencedores do evento. A garantia do gestor foi dada aos organizadores que pretendem levar os ganhadores aos principais eventos do estado e do Brasil.

 

“Como todo solanense quero ver Solânea representada no Miss Paraíba do próximo ano e, por isso, estamos dando total apoio a essa equipe que vai organizar o concurso desde a pessoa de Eduardo Duarte, a Luís Carlos e Jully Queiroz. Fiquei muito feliz em saber que os vencedores deste ano irão representar nossa cidade em nível de Estado”, ressaltou Beto do Brasil.

 

CURTA o FOCANDO A NOTÍCIA no Facebook

Sobre o Festival de Primavera, que este ano irá acontecer em outubro, o prefeito garantiu que vai ser tão grandioso como o do ano passado. “Realizamos no ano passado um dos maiores eventos culturais dos últimos anos em nossa cidade. Isso abriu as portas para nossa participação no Caminhos do Frio deste ano e tenho certeza que toda equipe coordenada pela Secretaria de Cultura, na pessoa de Tiago Salvador, vai se esforçar ao máximo para mais uma realização”, destacou.

 

O Festival de Primavera reunirá vários eventos dentro uma programação voltada para cultura solanense. As inscrições para o Miss e Mister Solânea seguem até o final deste mês e todas as informações sobre o concurso e os inscritos podem ser conferidas na página oficial do concurso no Facebook.

 

Assessoria Oficial Miss/Mister Solânea

INCA lança edital com oferta total de 768 vagas e salários de até R$ 9.874

incaFoi divulgado nesta terça, 22 de julho, o edital do concurso do Instituto Nacional de Câncer (Inca) do Rio de Janeiro e do Ministério da Saúde, que estará sob a responsabilidade da Funcab. Serão oferecidas 768 vagas em cargos dos níveis médio, médio/técnico e superior, em sua maioria da área de Saúde, sendo 583 para trabalhar no Inca, no Rio de Janeiro, e 185 no ministério, em Brasília. A remuneração inicial varia de R$3.239 a R$9.874,05, cobrando taxa de R$97 (para as carreiras de nível superior) e de R$78 (médio).
O documento liberado traz as principais regras do certame, bem como especifica a distribuição das vagas abertas e a descrição das atividades de cada função. No entanto, o conteúdo programático a ser estudado e o cronograma da seleção, com indicação do prazo de inscrições e data de aplicação das provas, somente serão liberados em 5 de agosto, conforme consta do edital. O concurso terá a validade inicial de dois anos, podendo ser prorrogada uma única vez e pelo mesmo período.
Serviço

Anexos

Título      Data Tipo

    22/07/2014 PDF

Folha Dirigida

Total de pessoas presas no Brasil sobe para 715 mil, diz CNJ

presosDados divulgados nesta quinta-feira (5) pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) mostram que o total de detentos nas penitenciárias e em prisão domiciliar do país chega a 715.655. O dado foi obtido pelo conselho após consulta aos juízes de execuções penais das 27 unidades da federação.

O número divulgado nesta quinta é 30% superior ao dado mais atual do governo brasileiro, que indica 548 mil detentos e não inclui os presos em prisão domiciliar. Uma atualização do Ministério da Justiça sobre a população carcerária deve ser divulgada neste mês.

Em maio, o CNJ contabilizava a população carcerária em aproximadamente 567 mil pessoas, sem considerar quem cumpre pena em casa, por estar em regime aberto ou por falta de vagas no semiaberto. O conselho informou que, em todo o país, são 147.937 pessoas em prisão domiciliar.

CURTA o FOCANDO A NOTÍCIA no Facebook

Os presos do regime fechado também podem cumprir pena em prisão domiciliar em razão do estado de saúde, por exemplo. Também é possível ser submetido à pena em casa quando o acusado ainda aguarda julgamento em prisão provisória.

Conforme o CNJ, o número atualizado de detentos coloca o Brasil como a terceira maior população carcerária do mundo, considerando informações do Centro Internacional de Estudos Prisionais, do King’s College, de Londres. Até então, a Rússia que tem 676.400 presos, estava na terceira posição do ranking. O novo censo carcerário do Brasil colocou os russos na quarta colocação.

Déficit de vagas
Ainda de acordo com o CNJ, o número de presos também aumenta o déficit de vagas nas penitenciárias brasileiras. Os dados mais recentes apontavam falta de 210 mil vagas e o déficit agora é de 358 mil vagas.

“Considerando-se as prisões domiciliares, o déficit passa para 358 mil vagas. Se contarmos o número de mandados de prisão em aberto, de acordo com o Banco Nacional de Mandados de Prisão (373.991), a nossa população prisional saltaria para 1,089 milhão de pessoas”, ressaltou o conselheiro Guilherme Calmon, supervisor do Departamento de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Carcerário do CNJ.

G1

 

Médica deixa hospital particular para dedicação total ao programa ‘Mais Médicos’

© BERNÔ TV /REPRODUÇÃO
© BERNÔ TV /REPRODUÇÃO

O serviço humanitário sempre foi um desejo da médica Kátia Marquinis, 39 anos, formada há 15. Enquanto estudante da Faculdade de Medicina de Jundiaí, SP, chegou a considerar a participação em missões de organizações internacionais como Médicos Sem Fronteiras e Cruz Vermelha. A realização do sonho foi adiada devido à impossibilidade de dedicação pelo tempo mínimo exigido. Mais tarde, durante a residência médica em oftalmologia no Hospital do Servidor Público do Estado de São Paulo, que a aproximou da clínica médica, voltou a sonhar com o serviço.

CURTA o FOCANDO A NOTÍCIA no Facebook

Especialista em doenças oculares muitas vezes associadas a outros problemas que afetam o organismo, como é a tuberculose ocular e hanseníase ocular, entre outras, chegou a atender no Hospital das Clínicas de São Paulo. E nos 10 anos em que atuou no Hospital Cema, na bairro paulistano da Mooca, no qual também atendia pacientes pelo SUS, conviveu de perto com as dificuldades enfrentadas pela maioria da população no acesso à saúde.

Mais do que reacender seu antigo desejo, o Programa Mais Médicos permitiu a sua realização: “Somos os médicos brasileiros sem fronteiras”, diz, numa referência ao trabalho da organização humanitária internacional. “Tenho agora uma  grande chance de um trabalho dessa natureza sem sair do meu país”, define a médica, que largou seu emprego como especialista para trabalhar em Unidade Básica de Saúde (UBS) do bairro Batistini, periferia de São Bernardo do Campo, no ABC Paulista.

Confira a seguir os principais trechos da entrevista que ela concedeu à Rede Brasil Atual:

Por que a senhora aderiu ao programa?

O Mais Médicos me despertou a atenção logo no início. Fui ler a respeito, entender direito o que é o Pacto pela Saúde. E percebi que faz mais sentido quando é visto no conjunto. Aí pensei: é nessa que eu vou. Quando eu estava terminando a faculdade, cheguei a procurar informações para ir pra África, de preferência atuar num país em guerra. Não fui porque não poderia ficar pelo tempo mínimo necessário; eu estava para prestar a residência. O plano acabou meio adiado, mas aí veio o programa federal, sem que eu precisasse sair do meu país. Não preciso ir para fora porque faltam médicos aqui. Precisamos dos ‘brasileiros sem fronteiras’. Comecei a pensar: se a gente está precisando de médicos na periferia de cidades ricas não se consegue contratar, imagina nos extremos do país. Como eu já tinha em mim essa vontade de um trabalho humanitário, resolvi aderir.

Teve apoio da família ao largar um emprego de 10 anos?

Saí do hospital para me focar no Mais Médicos. Eu já estava ali havia 10 anos, e queria mudar de vida; já tinha essa coisa em mim. Minha família apoiou. Todos me apoiaram. Quando você faz uma escolha e as pessoas estão vendo que te faz bem, elas apoiam.

Como está sendo o trabalho pelo Mais Médicos?

A UBS aqui, no bairro Batistini, tem uma estrutura muito boa, equipe de saúde da família completa, tem medicamento. Ali se coloca na prática o que o SUS tem de ser. A impressão que tenho é que o SUS vai chegar em sua sua plenitude ali. Tudo muito limpo, padronizado, tem equipe de saúde bucal, funcionários atenciosos com a população, entrosados com a comunidade. Fui muito bem recebida. A gente sente que não é uma consulta só, que a gente vai acompanhar o paciente por um bom tempo.

A senhora está satisfeita?

Tenho participado de curso de formação continuada. Dia desses tive palestra de atualização sobre saúde da mulher. Há previsão de cursos para o ano inteiro. A jornada é de 40 horas semanais e vou receber uma bolsa de R$ 10 mil, que não deixa nada a dever a muitos salários pagos no país. O programa prevê ainda outros benefícios, auxílio refeição, como auxílio moradia, capacitação permanente. Só estou me dedicando ao programa. Deixei tudo para me dedicar a ele.

Por que a senhora escolheu trabalhar na periferia de SBC?

Optei por São Bernardo porque a situação ali é muito semelhante a de outras regiões onde também faltam médicos. Então meu trabalho teria a mesma importância ali como em outro lugar. Daria no mesmo se eu tivesse escolhido Santo André, Diadema. Fico pensando: se no ABC, onde o IDH é altíssimo não tem médico para trabalhar, imagine no resto do país…

Qual a sua avaliação sobre a recepção a seus colegas estrangeiros?

Das manifestações de junho para cá, quando todos foram às ruas pedindo inclusive saúde, acho que todos nós devemos repensar nossas ideias. Todos nós devemos repensar. O estado, nossos governantes e a classe médica. A questão deve ser vista pelo lado humanitário. Se nós estamos precisando de médicos, por que não médicos estrangeiros? Se vai somar, porque não?

Quais as suas perspectivas em relação ao programa?

Acho que esse programa pode ser prorrogado. Fiquei contente de ver o ministro falando esses dias no Congresso que é um programa apartidário, o que me faz pensar que é uma política de Estado. Isso me deixa muito feliz. E fico contente de saber que a gente vai chegar onde precisa chegar, que é aos milhões e milhões de brasileiros que não tinham acesso à saúde, a nada.

 

por Cida de Olivera, da RBA

Nordeste tem 40% do total dos usuários de crack em capitais

crackEntre as regiões do Brasil, o Nordeste lidera o uso regular de crack e similares, com 40% do total, seguido do Sudeste, do Centro-Oeste, do Sul e do Norte. Além disso, cerca de 80% dos usuários dessas substâncias fazem isso em lugares públicos e de grande circulação, como as ruas.

Nas capitais do Sudeste e do Centro-Oeste, o crack e similares correspondem a 52% e 47%, respectivamente, de todas as drogas ilícitas (com exceção de maconha) consumidas nessas cidades. Já no Norte, o crack tem uma participação menor no total: cerca de 20%.

CURTA o FOCANDO A NOTÍCIA no Facebook

Além disso, as capitais do Nordeste são as que concentram mais crianças e adolescentes usuários de crack e similares, com 28 mil pessoas. No Sul e no Norte, esse número é de cerca de 3 mil indivíduos em cada região.

Segundo Maximiano, o alto uso de crack no Nordeste está ligado ao Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) local, onde há uma população mais carente. Essa droga acaba sendo, portanto, uma alternativa barata. Já no Sul, a relação é de ordem sociológica, pois lá as pessoas tradicionalmente consomem mais drogas (sobretudo injetáveis) que a média nacional.

Nas mesmas cidades analisadas, estima-se que 1 milhão de pessoas usem drogas ilícitas em geral (cocaína, heroína, ecstasy, LSD, etc), com exceção de maconha. De acordo com os autores, ainda não é possível fazer um estudo em todo o país porque não há bancos de dados nacionais com informações suficientes sobre grupos específicos da população.

Agência Brasil

Programa Tarde Total é sucesso na Rádio Integração do Brejo

evelineO Programa Tarde Total, apresentado por Eveline Lima, de segunda a sexta das 14:00 as 16:00, esta sendo líder de audiência nas tarde da radio integração do brejo, com 3 meses no ar o programa vem transmitindo musicas de qualidade para ouvintes de toda a nossa região, e também para o mundo pela internet www.radiointegracaodobrejo.com.br .

A cada dia que se passa o programa esta se superando, com muitas participações dos ouvintes que interage com a apresentadora, e participa do programa e dos quadros do mesmo, o quadro vem se destacando a cada dia é o terço da Misericórdia,. um momento que o ouvinte pode deixar seu pedido de oração para aquelas pessoas que estão passando por dificuldades.

“Para mim foi uma honra, pode apresentar um programa que já fazia parte da grade de programação da Rádio Integração do Brejo. O tarde total já foi apresentado por Edilson Santos e também por Luis Carlos, e nessa nova edição a direção me propôs  uma missão, esta que por sua vez vem trazendo um momento de oração para os ouvintes com o Terço da Divina Misericórdia, é um momento o qual convido aos ouvintes a se unir conosco nesse momento de oração” ressaltou a apresentadora.

Fonte: cliquetudoonline

INSS gastou total de R$ 142 milhões com presos nos seis primeiros meses do ano

Só nos seis primeiros meses deste ano, o governo federal gastou com dependentes de presos que fazem contribuição prévia à Previdência Social (INSS) R$ 142 milhões. O valor desembolsado no período é quase o mesmo previsto no orçamento da União para gastos com o funcionamento das Instituições Federais de Educação Básica em 2012 (nessa conta, não entram universidades federais, que representam o maior gasto da União com manutenção de instituições de ensino próprias).

O benefício, conhecido como auxílio-reclusão, é pago mensalmente pelo INSS desde 1991 e é destinado aos dependentes de segurados que cumprem pena em regime fechado ou semiaberto.

O valor, que varia de acordo com a contribuição prévia de cada preso, vai de R$ 622 a R$ 915.

Para receberem o benefício, os dependentes devem comprovar que o preso é segurado e, de três em três meses, precisam atestar que ele continua cumprindo pena encarcerado.

O Globo

Relatório constata aumento de feminicídios de 1985 a 2009, com um total de 34.176 mulheres assassinadas

A quantidade de feminicídios no México aumentou de forma constante desde 1985. Esta é uma das principais constatações do relatório editado conjuntamente por ONU Mulheres, Colégio do México e Instituto Nacional das Mulheres (INMujeres). ‘Feminicídio no México. Aproximação, tendências e mudanças 1985-2009’ destaca as regiões do país com a maior incidência deste crime, revela a queda no número de assassinatos de homens e denuncia a falta de informações completas sobre a problemática.

O relatório foi elaborado com o objetivo de contribuir para documentar as circunstâncias em que se realizam os crimes de violência feminicida no México. E ainda para ajudar a visibilizar este crime contra a vida, a integridade e os direitos das mulheres, com vistas a auxiliar na melhora da prevenção e da punição.

Dentro do período analisado pelo relatório, segundo dados da secretaria de Saúde e do Instituto Nacional de Estatística e Geografia (Inegi), foram registrados 34.176 casos de feminicídio. Desde 1985 a quantidade de casos foi aumentando de forma constante. Em 2007 houve uma redução pela metade na quantidade de casos, no entanto, nos dois anos seguintes – que são os dois últimos anos analisados pelo relatório – houve um aumento de 68%. Para as organizações à frente do relatório, o que aconteceu foi a perda de todo o avanço observado nos 23 anos anteriores.

Por outro lado, o relatório chama atenção para o fato de que, nos últimos 20 anos, os casos de assassinatos de homens caíram quase pela metade. A diferença entre a quantidade de casos envolvendo homens e mulheres também pode ser sentida por meio da análise dos seguintes dados: em quase 6% dos casos de feminicídio as vítimas tinham menos de cinco anos, contra 0,83% de casos de meninos da mesma idade. Na outra ponta, as idosas assassinadas são quase o dobro de número de homens idosos mortos no mesmo período.

Há a possibilidade real de que as cifras de feminicídio sejam ainda maiores, pois existe um sub-registro dos casos, ocasionado pela ausência de mecanismos administrativos para diferenciar os feminicídios de outros casos de homicídios de mulheres. O relatório aponta que alguns feminicídio chegam a ser registrados como suicídios ou acidentes.

Este tipo de violência acontece todos os dias e em várias partes do país, no entanto a violência é maior em Chihuahua, Baja California, Guerrero, Durango e Sinaloa, cidades marcadas pela presença do crime organizado e do tráfico de migrantes.

Outro dado apontado pelo relatório é que 45% das mulheres assassinadas perdem a vida em suas casas. Já no caso dos homens, grande parte é assassinada na rua.

Ainda fazendo um comparativo, o relatório revela que eles são assassinados por disparos de armas de fogo, enquanto elas são mortas com requintes de brutalidade também por armas de fogo, mas em vários outros casos por arma branca, objetos cortantes, estrangulamento, enforcamento, afogamento ou ainda envenenamento.

Para atenuar a pena, muitos criminosos justificam que o crime foi cometido por ciúmes ou por uma violenta emoção. Este argumento é válido em 15 estados.

Os altos índices de violência contra mulheres e meninas contrastam com o número de denúncia contra os agressores. Feminicídio no México assegura que menos de uma em cada cinco mulheres que foram vítimas de violência física ou sexual por parte de seu parceiro, esposo ou namorado apresentou alguma denúncia, atitude que precisa ser combatida, pois reforça a impunidade, comum nos casos de violência contra a mulher.

Para ler o relatório na íntegra, acesse: http://www.unifemweb.org.mx/documents/actividades/feminicidios/libro.pdf

Adital