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CBF interdita estádio no Recife após morte de torcedor

arenaA Confederação Brasileira de Futebol (CBF) interditou hoje (3) o Estádio do Arruda, no Recife, após a morte de um torcedor durante a partida entre o Santa Cruz e o Paraná, válida pelo Campeonato Brasileiro da Série B. O torcedor foi atingido por um vaso sanitário e morreu no local. A polícia informou que outro vaso foi arremessado, mas não atingiu nenhum torcedor.

Em nota, a CBF justificou a medida pela “gravidade do incidente” e informou que ela tem validade a partir de hoje até que o Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) “analise o caso e tome as providências cabíveis”.

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O ato administrativo, assinado pelo diretor de Competições, Virgílio Elísio, e pelo diretor Jurídico, Carlos Eugênio Lopes, também tem efeito de representação da CBF no STJD para as medidas necessárias. A polícia ainda tenta identificar, pelas imagens das câmeras de segurança, quem jogou o vaso sanitário da arquibancada superior do estádio próximo a um dos portões.

Recife é uma das cidades-sede da Copa e receberá cinco jogos na Arena Pernambuco.

 

 

Agência Brasil

Estádios têm nomes de políticos ligados à ditadura. Torcedor prefere apelidos poéticos

(Foto: Marcelo Camargo/ABr)
(Foto: Marcelo Camargo/ABr)

O puxa-saquismo está gravado em placas de bronze na porta de entrada de muitos estádios brasileiros.

É que vários deles foram batizados com nomes de políticos, principalmente aqueles ligados à ditadura militar.

O Mineirão, por exemplo, não se chama Mineirão. Seu nome oficial é José de Magalhães Pinto. Você talvez se lembre dele. É aquele senhor com deficiência capilar que fundou o Banco Nacional e a UDN. Aquele que foi um dos artífices do golpe militar e que governou Minas Gerais de¨1961 a 1966, período em que ocorreu o Massacre de Ipatinga, quando a polícia patrimonial da Usiminas atirou contra funcionários que faziam um protesto, matando 8 e ferindo 80. Não lembro que Magalhães Pinto tenha jogado bola.

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O belo Castelão não é chamado desta forma por parecer uma imponente construção medieval, mas porque homenageia Plácido Aderaldo Castelo. Se você acha que Plácido foi governador do Ceará durante o período militar, acertou.

Já o Albertão tem em seu RG o nome “Estádio Governador Alberto Tavares Silva”. Inaugurado no começo da década de 70, ele fica em Teresina. Você acha que Alberto Tavares da Silva foi governador justamente na época em que o estádio foi construído? É incrível, mas você acertou!

O Morenão, em Campo Grande, também possui um nome que tem mais a ver com as páginas de política do que com as de esporte. Ele foi batizado como Pedro Pedrossian, governador do Mato Grosso e do Mato Grosso do Sul durante a ditadura. Pedrossian sempre jogou pela direita, passando por partidos como PSD, ARENA e PDS. Depois trocou de camisa partidária várias vezes e hoje está no pequeno PMN.

E vamos parar por aqui. Nem vou citar as arenas com menos de 45 mil lugares, onde há, por exemplo, o glorioso estádio Presidente Emílio Garrastazu Médici, em Itabaiana.

Barbosa x Formiga
O pior é que, ainda hoje, mais de vinte anos depois do fim da ditadura, há quem queira homenagear políticos daquela época. Tanto que o Santos pode batizar seu CT com o nome de Paulo Gomes Barbosa.

Ele foi o último prefeito nomeado pelo governo militar na cidade e protagonizou casos curiosos, como a descoberta de uma fiação que saía da sala dos vereadores e terminava num alto-falante dentro do seu gabinete. Ou a estranha generosidade de, ao sair do governo, dar um aumento de 100% para o funcionalismo, prejudicando a gestão seguinte, eleita pelo voto popular.

Paulo Barbosa também é pai do atual prefeito de Santos, o que explica a proposta e explicita o puxa-saquismo.

Porém, felizmente há outra proposta para o nome do CT: Chico Formiga. Seria muito mais justo. Formiga foi um memorável jogador do clube e, como técnico, comandou a primeira geração dos “Meninos da Vila”, no fim dos anos 70.

De qualquer forma, acredito que os políticos nunca têm a vitória final neste duelo pelo nome dos estádios.

Os torcedores, sabiamente, não chamam seus templos ludopédicos de Magalhães Pinto, de José do Rego, de Tavares Silva, de Plácido Aderaldo ou de Paulo Barbosa. Eles desprezam estas capachices e usam apelidos como Mineirão, Engenhão, Castelão e Parque do Sabiá.

Por mais que os lambe-botas se esforcem, o torcedor não homenageia quem não merece.

 

cartamaior

Torcedor do Treze cai de arquibancada ao comemorar gol e é socorrido em estado grave para o Hospital de Trauma

estadioO torcedor do Treze Futebol Clube, Emerson Bruno, 21 anos, caiu da arquibancada do estádio Amigão, em Campina Grande, e foi socorrido em estado grave para o Hospital de Emergência e Trauma Dom Luiz Gonzaga.

Segundo testemunhas, ele estava comemorando o segundo gol do Galo na partida, aos 32 minutos do 1º tempo, quando subiu na grade e acabou caindo. Com a queda, Emerson Bruno, que é professor de educação física em uma academia de ginástica da Rainha da Borborema, acabou fraturando a perna e ficando com ferimentos na cabeça.

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torcedorHomens do Corpo de Bombeiros realizaram os primeiros atendimentos ainda no campo, já que a vítima estava desacordada. Uma ambulância do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) socorreu o jovem para o Hospital de Trauma.

Enfermeiros informaram que o jovem retomou a consciência ainda na ambulância. Emerson Bruno deve passar por procedimentos médicos ainda na noite deste domingo. O estado de saúde dele é grave.

Treze e Campinense se enfrentam neste domingo (24) no primeiro clássico dos maiorais de 2013.

 

 

Portalcorreio, com informações de Márcio Rangel, da TV Correio

Após jogo, torcedor do Campinense é assassinado durante discussão em Campina Grande

disparoA Polícia Militar da Paraíba está a procura do acusado de assassinar o caminhoneiro e torcedor do Campinense, Marcílio da Silva Santos, 24 anos. O crime ocorreu no bairro do Tambor, na cidade de Campina Grande, Agreste paraibano, após a partida entre o Campinense e Fortaleza, neste domingo (3).

De acordo com Centro de Operação da Polícia Militar (Copom) de Campina Grande, a vítima foi morta por volta das 19h41, na Rua do Juá, ao se envolver em uma discussão após o jogo. Marcílio da Silva foi morto por dois homens na linha do trem.

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“Guarnições estiveram lá e confirmaram que o jovem morreu ao discutir sobre a partida entre Campinense e Fortaleza”, comentou a soldado Michelle.

A Polícia Militar não soube informar se o acusado pelo crime seria um torcedor do Fortaleza. “Não sabemos precisar se o responsável pelo assassinato pertenceria a um torcedor do Fortaleza. O caso será investigado”, comentou a policial.

 

 

 

Hyldo Pereira, Portalcorreio

Timão larga na Libertadores com empate em Oruro; torcedor morre

Viagem longa, altitude, cilindros de oxigênio, pressão da torcida rival… O Corinthians enfrentou tudo isso, abriu o placar, mas estreou na Taça Libertadores com um empate por 1 a 1 diante do San José, em Oruro, na noite desta quarta-feira. Diante das circunstâncias adversas, a igualdade acabou sendo um bom negócio para o Timão, que somou seu primeiro ponto e aumentou a invencibilidade na competição sul-americana para 15 jogos – não perde desde a traumática eliminação para o Deportes Tolima, em 2011.

O primeiro gol do Corinthians na atual edição da Libertadores não poderia ser mais emblemático. O peruano Paolo Guerrero, ídolo sul-americano, fez nesta quarta, aos 29 anos, sua primeira partida na história do torneio. Na véspera, ele dizia que faria de tudo para marcar e realizar um sonho de infância. El Depredador demorou apenas cinco minutos para cumprir a promessa, com um belo arremate de pé esquerdo.

O San José, pouco técnico, mas muito valente, empatou com o melhor jogador do time – Saucedo. O Timão cansou no segundo tempo e sentiu o cansaço proporcionado pela altitude de 3.700 metros. Ficou bom para todo mundo.

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Do lado de fora do gramado, um grave acontecimento. De acordo com informações da polícia local, um torcedor do San José teria morrido ao ser atingido por um sinalizador. Ainda de acordo com as autoridades bolivianas, cinco torcedores brasileiros teriam sido detidos, suspeitos de terem disparado o artefato.

O Corinthians volta a campo neste domingo, pelo Campeonato Paulista, diante do Bragantino, em jogo marcado para as 16h (horário de Brasília). Pela Libertadores, os comandados de Tite jogam quarta-feira que vem, contra o Millonarios, no Pacaembu.

‘El Depredador’ cala ‘La Temible

O San José tem uma equipe limitadíssima, mas ao menos sua torcida mostrou ser ativa. Com o Estádio Jesús Bermudez praticamente lotado, a equipe da casa foi muito bem recebida em sua entrada no gramado. Em meio a fogos de artifício, música típica e gritos de “San José, San José”, um mosaico de fogo atrás de um dos gols anunciava que uma torcida especial estava ali: La Temible (A temível).

Guerrero e Ralf comemoram gol do Corinthians sobre o San Jose (Foto: AP)Guerrero e Ralf comemoram gol do Corinthians sobre o San Jose (Foto: AP)

No entanto, havia dois problemas. O primeiro, a própria equipe do San José, muito inferior ao Corinthians. O segundo – e mais importante: um Paolo Guerrero louco para fazer bom papel em seu primeiro jogo de Taça Libertadores. Ele, sim, é temível. No primeiro lance do jogo, ignorou os efeitos da altitude de 3.700m de Oruro, correu em direção ao ataque, roubou a bola de Luis Torrico e exigiu grande defesa de Lampe.

Obstinado, El Depredador (como Guerrero é chamado no Peru) tratou de calar La Temible logo aos cinco minutos. A jogada ensaiada nos treinos foi perfeita. Passe de Danilo para Fábio Santos e cruzamento para trás. A bola não achou Emerson Sheik, mas foi perfeita no pé esquerdo de Guerrero, que precisou de pouco tempo para realizar seu sonho de infância. Desde garoto, ele assistia a jogos da Libertadores e sonhava marcar um gol na competição.

Cheio de estrela, Guerrero deu ao Corinthians o panorama perfeito. Com a vantagem, os comandados de Tite passaram a administrar a posse de bola e buscar a aproximação entre as linhas para economizar esforço – antes do jogo, os jogadores até precisaram inalar oxigênio de alguns cilindros adquiridos pelo clube.

O pé no freio do Timão permitiu que o San José, mesmo limitado, voltasse a acender sua torcida com alguns chutes de longa distância. Cássio trabalhou em pelo menos um deles, de Saucedo, o “craque” da equipe de Oruro. No fim do primeiro tempo, o melhor jogador do Mundial de Clubes apareceu para salvar um toque de calcanhar de Palacios. Em 45 minutos, a altitude não fez efeito no atual campeão da Libertadores.

El Caballo empata, mas Timão fica satisfeito

Tudo parecia bem demais para o Corinthians, mas era evidente que os efeitos da altitude cobrariam seu preço em algum momento da partida. No segundo tempo, o Timão voltou cauteloso, sem se expor, mas mesmo assim sofreu com a disposição do San José. A maior velocidade da bola proporcionada pela altitude foi traiçoeira com a defesa alvinegra. Paulo André e Gil demoraram a se acertar por ali.

Cássio trabalhou mais, só que não conseguiu evitar que Saucedo aparecesse sozinho no segundo pau para empatar o jogo aos 15 minutos. O cruzamento de Garcia foi “esticado” demais para a defesa alvinegra alcançar. Saucedo, conhecido como El Caballo, levou o estádio de Oruro à loucura.

Depois disso, o Corinthians acordou e tentou aproveitar os espaços deixados pelo empolgado time da casa. Emerson teve a bola do jogo aos 20 minutos, mas conseguiu fazer o mais difícil após passe perfeito de Renato Augusto: acertou a trave. Renato, aliás, ditou o ritmo do duelo desde que entrou na vaga de Jorge Henrique, substituído por causa de dores musculares.

Dois minutos depois, Emerson perdeu outro gol. E Tite perdeu a paciência. O técnico promoveu a entrada de Alexandre Pato, que não teve tempo, nem espaço, para fazer o que sabe. Com o passar do tempo, o empate se tornava mais rentável para o Corinthians. Com o apito final, não dá para dizer que o Timão não saiu satisfeito. Assim como na campanha do título de 2012, a equipe estreou com uma igualdade fora de casa – e agora com 15 jogos de invencibilidade no torneio.

 

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