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PSB eleva tom das críticas a Dilma na TV e tenta colar imagem de Marina a Campos

marina-eduardo camposO programa do PSB na TV, que vai ao ar na noite desta quinta-feira, eleva o tom das críticas a presidente Dilma Rousseff e, ao apresentar imagens apenas de um diálogo entre o governador de Pernambuco e provável candidato à Presidência, Eduardo Campos, e a ex-senadora Marina Silva, tenta colar a imagem dela a do socialista para que ele suba nas pesquisas.

Gravado antes da divulgação de novas informações sobre a aquisição da uma refinaria em Pasadena, nos Estados Unidos, pela Petrobras, em 2006, o programa também critica Dilma pela perda de valor de mercado da estatal durante sua gestão.

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“Eu que vi em 2010 a presidenta Dilma dizer que ia defender a Petrobras, que o adversário dela ia privatizar a Petrobras. Eu vi três anos depois a Petrobras valer metade do que valia. Ou seja, tem meia Petrobras. E dever quatro vezes mais do que devia”, ataca Campos num trecho do vídeo, ao qual a Reuters teve acesso.

Numa tentativa clara de evitar um embate direto com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Campos e Marina, que foram ministros durante a gestão do petista, centraram suas críticas à Dilma e asseguraram que vão garantir as conquistas dos últimos governos.

“É inegável que houve avanços (nos últimos anos) e o presidente Lula cuidou de preservar esses avanços”, afirma Campos. “De 2011 para cá, todos nós sabemos que começamos a ver as coisas não darem certo como se imaginava que poderia dar”, continua.

E Marina prossegue com a crítica. “A gente vinha numa trajetória de progresso econômico e social e até com alguns ganhos ambientais, e o que a gente percebe é que estamos numa trajetória de retrocessos”, afirma.

Os dois criticam ainda a inflação elevada, o modelo energético, que foi elaborado por Dilma quando era ministra de Minas e Energia, e a falta de disposição da presidente para dialogar com a sociedade.

“Ela teve a oportunidade de chegar à Presidência da República, de receber um legado do presidente Lula, com quem nós trabalhamos. Ela poderia ter feito pelo Brasil aquilo que ela se comprometeu a fazer, que era seguir melhorando o Brasil. Não desmanchar o que estava feito e fazer o que restava fazer”, ataca Campos.

A união entre o socialista e Marina ocorreu em outubro do ano passado, num lance que surpreendeu a cena política, depois que a ex-senadora não conseguiu criar seu partido, a Rede Sustentabilidade, para se candidatar à Presidência.

Os dois então passaram a tentar superar a polêmica sobre quem estará na cabeça da chapa, já que Campos preside o PSB, mas Marina, recém filiada, sempre esteve melhor posicionado que ele nas pesquisas.

Após superada a polêmica e definido que Campos encabeçará a chapa tendo Marina como provável vice, a expectativa dos socialistas é que houvesse uma maior transferência da intenção de votos para o governador pernambucano, que até agora as pesquisas não registraram.

Por isso, parte do programa foi produzido para ratificar que os dois estão juntos e que Campos encabeça a chapa.

“Sua decisão mudou a política brasileira, uma mulher que tem o respeito do povo brasileiro e do mundo, que teve 20 milhões de votos, dizendo assim: ‘eu não estou aqui em busca de candidaturas de partidos para me filiar'”, diz Campos logo no começo do vídeo.

“O que nos une é o desejo de voltar a fazer o Brasil melhorar”, prossegue. “O povo brasileiro já sabe o que quer, ele quer é mudar. Ainda não sabe é que nós estamos juntos para ajudar nessa mudança”, acrescenta Campos, que aposta na união com Marina para se tornar conhecido e chegar ao segundo turno da eleição.

Reuters

Veja: Cássio cede a assédio de Aécio e sobe tom contra governo Ricardo Coutinho

cassioO colunista da Revista Veja, Lauro Jardim, destacou nesta quarta-feira (5) a subida de tom do senador Cássio Cunha Lima contra o governador Ricardo Coutinho como já foi noticiado no MaisPB. De acordo com Jardim, Cássio anda tentando entrar na disputa pela cadeira do socialista no Palácio da Redenção.

O jornalista especula que Cássio tem cedido aos “conselhos” de Aécio Neves, que quer a candidatura própria, e se distanciado do chefe do Executivo paraibano.

 

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No entanto, lembra Jardim, um dos problemas que faz o tucano relutar ainda na disputa seria em relação à Justiça Eleitoral pois resta dúvida sobre se ele pode ser candidato por ter mandato cassado quando era governador da Paraíba.

Veja matéria 

Entre o palanque e o curto-circuito

Cássio Cunha Lima subiu o tom das críticas contra o governador da Paraíba, Ricardo Coutinho, do PSB, e ultimamente anda tentado a entrar na disputa para tomar-lhe a cadeira. Até então, os tucanos apoiavam, na teoria e na prática, o governo do correligionário de Eduardo Campos. 

Antes reticente a comprar a briga, Cunha Lima parece estar mais sensível aos conselhos de Aécio Neves, que adoraria ter um palanque forte na Paraíba. Mas para confirmar a candidatura, o PSDB tem dois problemas. Primeiro, obter da Justiça eleitoral o parecer de que Cunha Lima não está enquadrado na lei da Ficha Limpa, pois teve o mandato de governador cassado em 2006. Depois, descobrir uma maneira de o apetite estadual não contaminar as boas relações com o PSB. 

Quando ouve falar na possibilidade de Cunha Lima sair candidato, Campos reclama: 

– Seria uma incoerência. O PSDB está defendendo o maior número possível de alianças conosco, mas estaria ignorando a estratégia justamente na Paraíba, onde os dois partidos já são aliados.

MaisPB

Dilma ameniza tom e PMDB dá trégua em busca por cargos, mas Vital deve ficar sem Integração

dilma-e-temerA cúpula do PMDB decidiu que não fará cobranças públicas para ampliar seu espaço no primeiro escalão do governo até que a presidente Dilma Rousseff conclua as negociações com outros partidos aliados para determinar o tamanho da reforma ministerial que iniciará no final de janeiro.

 

A decisão foi tomada numa reunião na noite de quarta-feira, segundo um ministro peemedebista ouvido pela Reuters, depois de muita pressão dos principais caciques do partido, que estão desde o começo do governo incomodados com o número de ministérios sob seu comando, apesar de serem o maior aliado do governo petista no Congresso.

 

A trégua por mais cargos só foi possível porque pouco antes da reunião da cúpula do partido Dilma agiu para amenizar o tom do seu primeiro encontro com o vice-presidente, Michel Temer, na última segunda-feira, em que havia indicado que havia pouquíssimas chances do PMDB receber mais cargos na reforma ministerial.

 

Segundo um peemedebista que participou da reunião do partido, Dilma deixou claro nesse novo encontro com Temer e o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), que não está descartada completamente a possibilidade de ampliar o espaço do PMDB na Esplanada, indicando inclusive que tentará fazer ajustes para atender a demanda do aliado.

 

A reclamação do PMDB por mais cargos no primeiro escalão é antiga e nesse momento engrossa outras críticas do partido ao PT e ao governo, como as negociações em torno das alianças eleitorais nos Estados, que também foram debatidas no encontro de quarta.

 

O ministro peemedebista disse, sob condição de anonimato, que Temer e Dilma avaliaram que a primeira conversa sobre reforma ministerial não foi satisfatória para ambos os lados e eles zeraram o jogo na reunião de quarta, abrindo mais espaço par o diálogo.

 

“A presidente deixou claro que manterá o atual espaço do PMDB e poderá inclusive ampliá-lo, dependendo do que será negociado com os aliados e da possibilidade de mexer em ministérios que não estavam sendo alvo da reforma”, explicou o ministro.

 

O outro peemedebista que participou do encontro da cúpula brincou dizendo que os líderes do partido chegaram para a reunião com Temer pintados para a guerra e saíram do encontro com as armas recolhidas, pelo menos momentaneamente.

 

“O que ficou acertado é que o partido não vai conturbar ainda mais o cenário da reforma até o final do mês, quando ela deve dar início às mudanças e terá concluído as conversas com os demais aliados”, disse a fonte do partido pedindo para não ter seu nome revelado.

 

Hoje o PMDB comanda cinco pastas –Agricultura, Minas e Energia, Turismo, Aviação Civil e Previdência– e pretendia assumir o Ministério da Integração Nacional, que estava sob o controle do PSB antes da legenda deixar o governo para ter um projeto próprio na disputa pela Presidência na eleição deste ano.

 

O PMDB já havia inclusive indicado o senador Vital do Rêgo (PB) para o posto, mas essa pasta dificilmente ficará sob controle da legenda. Agora, o partido já cogita brigar para assumir a pasta dos Portos, que também era do PSB.

 

Dilma tem que atender demandas do PP, que hoje comanda o Ministério das Cidades e quer assumir pelo menos mais uma pasta, do PSD, que comanda a pasta de Micro e Pequenas Empresas e já se comprometeu a apoiar a reeleição de Dilma, além do recém criado Partido Republicano da Ordem Social (Pros) e do PTB, que reivindica um ministério, entre outras reivindicações.

 

A reforma ministerial está sendo usada pela presidente para ampliar o seu arco de alianças para disputar a reeleição em outubro deste ano e, com isso, ter mais tempo para campanha na TV.

Reuters