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Em carta aos bispos de todo o mundo, papa Francisco pede tolerância zero com pedofilia

papaO papa Francisco enviou uma carta aos bispos de todo o mundo em que pede a proteção de crianças e para que “o sofrimento, a história e a dor dos menores que foram abusados sexualmente por sacerdotes” não sejam esquecidos. Ele ainda pediu “tolerância zero” aos religiosos. As informações são da agência de notícias Ansa.

“Escutar o choro das crianças significa também escutar o choro e o lamento de nossa mãe igreja, que chora não só pela dor causada em seus filhos mais pequenos, mas também porque conhece o pecado de alguns de seus membros. Pecado que nos causa vergonha. Pessoas que tinham a responsabilidade de cuidar destas crianças, destruíram a dignidade delas”, escreveu o papa.

Ele pede “coragem para proteger a infância dos novos Herodes dos nossos dias, que roubam a inocência de nossas crianças”. O pontífice referia-se ao rei que mandou matar todos os primogênitos de Belém após o nascimento de Jesus Cristo.

“Hoje, na lembrança do dia dos santos inocentes, quero que renovemos todo o nosso empenho para que essas atrocidades não ocorram mais entre nós. Que encontremos a coragem necessária para promover todos os meios necessários para proteger de todas as formas as vidas de nossas crianças porque tais crimes não podem mais se repetir”, disse.

 

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Pesquisadores da Embrapa e UFRJ desenvolvem planta com tolerância à seca

plantaUm estudo desenvolvido pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), em parceria com a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), pode ser a solução para os estragos causados pela estiagem nas lavouras. Pesquisadores descobriram no café o gene CAHB12, com tolerância à seca.

O gene pode ser introduzido em outras culturas que não a do grão e seu desempenho já se mostrou bem sucedido em uma planta de testes. O próximo passo será aplicá-lo à cana, ao arroz, ao trigo, à soja e ao algodão e observar o comportamento do CAHB12. Se tudo sair como esperado, a tecnologia pode estar no mercado em um período de cinco a seis anos.

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O CAHB12 foi descoberto durante um projeto para traçar o genoma da café. Dentre cerca 30 mil genes foram encontrados alguns com tolerância ao estresse hídrico. Um grupo começou a estudá-los e detectou um que, quando submetido à seca, aumentava sua expressão e se adaptava.

“Nós retiramos do café e introduzimos em outra espécie, a Arabidopsis thaliana, uma planta modelo de testes. A planta que recebeu o gene ficou muito mais resistente à seca. As que não tinham recebido após aproximadamente 15 dias sem água, morriam. As que recebiam sobreviviam até 40 dias. Além disso, suas sementes ficaram resistentes à seca até a terceira geração”, explica o pesquisador da Embrapa Eduardo Romano, doutor em biologia molecular.

Se os resultados observados na planta de testes se repetirem nas culturas comerciais como arroz, trigo e afins, ainda será necessária uma série de estudos de biossegurança ambiental e alimentar antes de disponibilizar o CAHB12 para comercialização. “Há um caminho longo pela frente, mas a perspectiva é interessante”, diz Eduardo Romano.

Segundo Romano, a probabilidade é que, caso a tecnologia chegue ao mercado, seja oferecida a custos baixos a pequenos produtores afetados pelo problema da seca. “Pensamos sempre em desenvolver tecnologias que promovam a inclusão e ajudem a minimizar problemas sociais”, diz.

O pesquisador explica que o gene pode ser benéfico em muitos sentidos. Além de alternativa para combater os efeitos da seca que tendem a ser potencializados em um cenário de mudanças climáticas, a tecnologia pode contribuir para a economia de água. “Um total de 70% da água doce do mundo é utilizada na agricultura. Com o aumento da população, é preciso produzir mais alimentos usando menos água [pois não é um recurso renovável]. Gasta-se água e energia. A tecnologia pode resultar em uma redução direta do consumo de água”, disse. Romano prevê ainda alimentos mais baratos. “Em um país como o Brasil, com vários processos de perda de produtividade por causa da seca, tenderia a evitar a flutuação de preços”.

Para produtores rurais da Região Nordeste, que em 2012 e 2013 estão enfrentando níveis de chuva abaixo do normal e sofrendo perdas na safra e nas criações, uma tecnologia do tipo representaria uma margem de segurança para plantar. De acordo com Noel Loureiro, assessor técnico da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Alagoas (Faeal) e membro do Comitê da Seca daquele estado, os produtores do sertão alagoano colheram menos de um décimo da safra de milho e feijão no ano passado e a perspectiva para 2013 é semelhante. O período de chuvas na área costuma ser de março a julho, mas as precipitações foram escassas em 2012 e a previsão é a mesma para este ano.

“A maioria [dos agricultores] não chegou nem a plantar. Foi o aconselhamento do Comitê da Seca. Mas não dá para evitar o prejuízo com o gado, que tem que ser alimentado. O pessoal está usando bagaço de cana e comprando milho pela metade do preço do governo”, diz. Na avaliação dele,  uma tecnologia que tornasse a lavoura mais resistente seria “muito importante”.

“Nós temos uma geografia de catástrofe. Como [o clima] é muito volátil, se tem qualquer oscilação perdemos a safra. Hoje só não se vê mais aquelas cenas de gente se retirando, com fome, porque o governo tem muitos programas sociais”, avalia.

A descoberta dos pesquisadores da Embrapa e UFRJ já foi registrada no Instituto Nacional de Propriedade Industrial (Inpi). O próximo passo será solicitar a patente internacional, por meio do Tratado de Cooperação em Matéria de Patentes (PCT), gerido pela Organização Mundial de Propriedade Intelectual (Ompi), com sede em Genebra, na Suíça.

 

 

Agência Brasil

Com tolerância zero ao álcool, número de mortes no Carnaval em rodovias federais é o menor em dez anos

Tânia Rêgo/Agência Brasil
Tânia Rêgo/Agência Brasil

No primeiro Carnaval com a tolerância zero da Lei Seca em vigor, 157 pessoas morreram em acidentes de trânsito nas estradas federais brasileiras. Mesmo com essas mortes, o número representa o melhor resultado para o feriado dos últimos dez anos, segundo balanço divulgado nessa quinta-feira (14) pelo Ministério da Justiça, em Brasília.

Já considerando o aumento do número de veículos em circulação, de 70,5 milhões no Carnaval 2012 para 76,1 milhões na mesma data de 2013, a queda foi de 24% na comparação com 2012, quando foram registradas 192 mortes.

O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, comemorou a redução nos números e alertou os motoristas que a fiscalização vai continuar.

— Tenho certeza que menos famílias choram a perda de entes queridos depois do Carnaval. A fiscalização deve ser comemorada, mas não deve ser esquecida. Se alguém pensa que o rigor vai acabar com o fim do Carnaval, está enganado. A fiscalização continua, firme e rigorosa.

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A Operação Carnaval ocorreu entre a sexta-feira de Carnaval e a quarta-feira de Cinzas. Foram monitorados 70 mil quilômetros de rodovias em todo País.

Ao todo, a PRF (Polícia Rodoviária Federal) registrou 3.149 acidentes e 1.793 pessoas ficaram feridas durante o feriado. Em 2012, a PRF contabilizou 3.499 acidentes de trânsito e 2.207 feridos.

De acordo com os números da PRF, o número de acidentes caiu 17%, levando em consideração o número de carros em circulação. Com base no mesmo critério, o número de feridos também foi menor: houve redução de 25% na comparação com 2012.

607 motoristas na prisão

Com o endurecimento da Lei Seca, a PRF realizou 86.224 testes de bafômetro durante os seis dias de fiscalização da Operação Carnaval — um aumento de 183% na comparação com 2012.

No total, 1.932 motoristas foram flagrados dirigindo bêbados e tiveram as carteiras de habilitação recolhidas. Desses, 607 foram presos em flagrante por crime de trânsito, número 23% maior que o registrado no ano passado.

Os Estados de Minas Gerais, Paraná e Rio Grande do Sul foram os condutores mais foram flagrados embriagados.

Causas de acidentes

A falta de atenção dos motoristas foi a principal causa de acidentes com mortes nas rodovias federais durante o feriado de Carnaval. Segundo a PRF, 32 pessoas morreram em acidentes provocados por condutores que falavam ao celular, ou trocavam a estação do rádio, por exemplo.

A ultrapassagem indevida é a segunda maior causa de acidentes com mortes: 25 pessoas morreram nesse tipo de colisão. Em seguida, aparece a velocidade indevida, que matou 16 pessoas nas estradas.

Como a falta de atenção e a ultrapassagem irregular foram as principais causas de mortes, o Ministério da Justiça anunciou que, além da fiscalização da Lei Seca, deve lançar campanhas de conscientização dos motoristas em relação a essas infrações.

Número de mortes é maior em MG

Minas Gerais foi o estado que mais registrou acidentes e mortes durante o feriado de Carnaval. A PRF contabilizou 434 acidentes e 29 pessoas mortas nas rodovias mineiras.

O segundo estado com mais mortes foi a Bahia, onde 18 pessoas morreram em acidentes de trânsito. O Rio Grande do Sul é o terceiro estado com mais mortes: 14 durantes os seis dias.

 

 

Carolina Martins, do R7