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Prefeitura de Borborema disponibiliza textos de Peças Teatrais durante o período de distanciamento social

A pandemia do novo coronavírus se espalhou pelo mundo e nos colocou em uma situação incomum: o distanciamento social. Seguir a recomendação de ficar em casa é fundamental para conter o avanço do vírus. Mas o que fazer neste período?
A Prefeitura Municipal de Borborema disponibilizará textos das peças teatrais que aconteceram durante as duas últimas edições da Rotas Culturais Raízes do Brejo, como forma de entretenimento e conhecimento para a população.
Inicialmente está sendo disponibilizada a Peça Teatral “Nos Trilhos da Great Western” escrita e dirigida em 2018, pelo Ator, Dançarino e Coreógrafo Renilson Targino.

A Peça “Nos Trilhos da Great Western” é uma viagem pela história de Borborema, cidade situada no brejo Paraibano e conta como ela foi descoberta, desbravada e emancipada. A Peça reconta de forma cronológica a história do Nosso munícipio, desde o ano de 1913, com a chegada do trem, a sua emancipação em 1959, até a ida do trem em 1966.” Renilson Targino (Escritor e encenador da peça) “É muito gratificante poder contar um pouco da história de Borborema. Estamos disponibilizando o texto Nos Trilhos da Great Western na intenção de fazer nossos munícipes terem acesso à nossa história e aproveitar o período do distanciamento social para conhecê-la. É importante frisar também que logo que passe a pandemia, apresentaremos com muito orgulho a continuação da história, contada por nossos artistas da terra com brilho especial.” Prefeita Gilene Cândido

A Rota Cultural Raízes do Brejo teve sua edição 2020 cancelada devido a pandemia, o evento aconteceria neste município durante os dias 15, 16 e 17 de maio e teria como tema “O Despertar da Bela Adormecida dos Eucaliptais”

Para acessar o material basta entrar no site   http://borborema.pb.gov.br/prefeitura-de-borborema-disponibiza-textos-de-pecas-teatrais-durante-o-periodo-de-distanciamento-social/ , fazer o download e se debruçar com a Peça Teatral “ Nos Trilhos da Great Western”

 

Por Renilson Filho

 

 

Enem 2012: textos nota 1000 têm erros como ‘enchergar’ e ‘trousse’

enem“Rasoavel”, “enchergar”, “trousse”. Esses são alguns dos erros de grafia encontrados em redações que receberam nota 1.000 no Exame Nacional de Ensino Médio 2012 (Enem). Durante um mês, O GLOBO recebeu mais de 30 textos enviados por candidatos que atingiram a pontuação máxima, com a comprovação das notas pelo Ministério da Educação (MEC) e a confirmação pelas universidades federais em que os estudantes foram aprovados. Além desses absurdos na língua portuguesa, várias redações continham graves problemas de concordância verbal, acentuação e pontuação.

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Apesar de seguirem a proposta do tema “A imigração para o Brasil no século XXI”, os textos não respeitavam a primeira das cinco competências avaliadas pelos corretores: “demonstrar domínio da norma padrão da língua escrita”. Cada competência tem a pontuação máxima de 200 pontos.

Segundo o “Guia do participante: a redação no Enem 2012”, produzido pelo MEC, os 200 pontos na competência 1 são atingidos apenas se “o participante demonstra excelente domínio da norma padrão, não apresentando ou apresentando pouquíssimos desvios gramaticais leves e de convenções da escrita. (…) Desvios mais graves, como a ausência de concordância verbal, excluem a redação da pontuação mais alta”.

O manual aponta, entre os desvios mais graves, erros de grafia, acentuação e pontuação. Na mesma redação em que figura a grafia “rasoavel”, palavras como “indivíduos”, “saúde”, “geográfica” e “necessário” aparecem sem acento. E ao menos dois períodos terminam sem o ponto final.

Em outro texto recebido pelo GLOBO, aparecem problemas de concordância verbal, como nos trechos “Essas providências, no entanto, não deve (sic) ser expulsão” e “os movimentos imigratórios para o Brasil no século XXI é (sic)”. O mesmo candidato, equivocadamente, conjuga no plural o verbo haver no sentido de existir em duas ocasiões: “É fundamental que hajam (sic) debates” e “de modo que não hajam (sic) diferenças”.

Uma terceira redação nota 1.000 apresenta a grafia “enchergar”, além de problema de concordância nominal no trecho “o movimento migratório para o Brasil advém de necessidades básicas de alguns cidadãos, e, portanto, deve ser compreendida (sic)”. Em outro texto, além da palavra “trousse”, há ausência de acento circunflexo em “recebê-los” e uso impróprio da forma “porque” na pergunta “Porém, porque (sic) essa população escolheu o Brasil?”.

Pós-doutor em Linguística Aplicada e professor da UFRJ e da Uerj, Jerônimo Rodrigues de Moraes Neto diz que essas redações não deveriam receber a pontuação máxima.

— A atribuição injusta do conceito máximo a quem não teve o mérito estimula a popularização do uso da língua portuguesa, impedindo nossos alunos de falar, ler e escrever reconhecendo suas variedades linguísticas. Além disso, provoca a formação de profissionais incapazes de se comunicar, em níveis profissional e pessoal, e de decodificar o próprio sistema da língua portuguesa — aponta Moraes Neto.

Claudio Cezar Henriques, professor titular de Língua Portuguesa do Instituto de Letras da Uerj, reitera que, ao ingressar na universidade, esses alunos terão de se ajustar às normas da língua de prestígio acadêmico se quiserem se tornar profissionais capacitados. Ele observa que a banca corretora não usa o termo “erro”, mas “desvio”, algo que, segundo ele, é “eufemismo da moda”.

— A demagogia política anda de braço dado com a demagogia linguística. É preciso lembrar que as avaliações oficiais julgam os alunos, mas também julgam o sistema de ensino. Na vida real, redações como essas jamais tirariam nota máxima, pois contêm erros que a sociedade não aceita. Afinal, pareceres, relatórios, artigos científicos, livros e matérias de jornal que contiverem esses desvios/erros colocarão em risco o emprego de revisores, pesquisadores e jornalistas, não é? — ele indaga.

Logo que o MEC liberou a consulta ao espelho da redação, em fevereiro, o site do GLOBO publicou uma reportagem pedindo que estudantes enviassem redações com nota 1.000, junto com seus comprovantes. O objetivo era expor os bons exemplos no site. Porém, ao ler as redações, a equipe percebeu erros gritantes em várias dissertações. Foram enviadas ao MEC, então, quatro delas. Para não expor os alunos, os textos foram digitados, e as informações pessoais (nome, CPF e número de inscrição), omitidas. O GLOBO perguntou se os desvios não desrespeitavam os critérios estabelecidos pelo manual do MEC, e o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anysio Teixeira (Inep) alegou que não comenta redações: “por respeito aos participantes, a vista pedagógica é dada especificamente a quem prestou o exame”.

Segundo o Inep, “uma redação nota 1.000 deve ser sempre um excelente texto, mesmo que apresente alguns desvios em cada competência avaliada. A tolerância deve-se à consideração, e isto é relevante do ponto de vista pedagógico, de ser o participante do Enem, por definição, um egresso do ensino médio, ainda em processo de letramento na transição para o nível superior”.

Sobre os critérios usados na correção da redação do Enem 2012, estabelecidos pela coordenação pedagógica do exame, a cargo de professores doutores em Linguística da Universidade de Brasília (UnB), o Inep informa que a análise do texto é feita como um todo. Segundo a nota, “um texto pode apresentar eventuais erros de grafia, mas pode ser rico em sua organização sintática, revelando um excelente domínio das estruturas da língua portuguesa”.

O Globo

Livro com textos inéditos de Che é lançado em Cuba

 

Um livro com escritos inéditos do guerrilheiro argentino-cubano Ernesto Che Guevara foi lançado na quinta (14) em Cuba, como homenagem aos 84 anos de seu nascimento.

A obra – das editoras Ocean Press e Ocean Sul – forma, junto com os Apontamentos Críticos à Economia Política, a base do pensamento marxista do médico de profissão.

Os textos são anotações de sua adolescência e de sua juventude; reflexões escritas na Tanzânia, em Praga e em Cuba; e os estudos de obras teóricas empreendidos desde sua chegada à Bolívia.

A compilação esteve a cargo dos pesquisadores cubanos María do Carmen Ariet e Fernando Martínez Heredia, que se propuseram a organizar as notas em correspondência com a ordem cronológica dos autores examinados.

Em uma carta enviada ao intelectual Armando Hart, em dezembro de 1965, a partir da Tanzânia, o comandante guerrilheiro esboçou os objetivos que pretendia com um plano de leituras de filosofia. Tal escrito é o prólogo do livro.

Os comentários profundos, irreverentes, análiticos, enunciadores de teses, estão cheios de sugestões e nos devolvem a Marx, Engels, Lênin e outros pensadores marxistas, dizem os editores.

Segundo eles, as interpretações do guerrilheiro combinam julgamentos sobre as virtudes e os defeitos das obras com as implicações que tiveram e seu lugar na história do marxismo, mas também as comentam, a partir do presente, anotando ausências, erros e pevisões acertadas.

Para dar um maior entendimento aos estudos realizados por Che ao longo de toda sua vida, foi incorporado o conteúdo de seis dos sete cadernos filosóficos nos anexos do livro.

Os cadernos de sua juventude, Che confessou ao escritor uruguaio Eduardo Galeano em 1964, começaram a ser construídos como uma espécie de dicionário de filosofia, porque ele entendia que tanto ele como seus amigos precisavam disso. Na atualidade, os cadernos fazem parte do arquivo documental do Centro de Estudos Che Guevara, exceto o quarto que nunca foi encontrado.

Nos anexos, também está incluída uma listagem dos livros sobre filosofia situados no relatório pessoal da moradia de Che Guevara, ao ter uma parte deles destacados e com comentários à margem.

O Centro de Estudos Che Guevara e a editora Ocean Sul consideraram que, com a publicação, se conclui um ciclo essencial da vida e obra do comandante guerrilheiro.

“Che”, como ficou conhecido, nasceu em Rosário, na Argentina, em 14 de junho de 1928. Foi assassinado na Bolívia em outubro de 1967, aos 39 anos, depois de ser capturado do Exército desse país, quando comandava um foco guerrilheiro.

Com agências