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8 testes simples de saúde que você pode fazer em casa

Vivemos em uma época em que avanços da ciência ampliam nossa longevidade média. Mas a tecnologia também pode ter nos afastado de sinais que nosso próprio corpo dá analógica e organicamente, indicativos esses que eram boa parte do que nossos antepassados tinham para detectar alterações e problemas de saúde.

A própria internet traz “receitas” para que alguns desses sinais sejam identificados em testes simples, individuais e domésticos. A BBC News Brasil apresentou a diversos médicos alguns testes sugeridos nos mundos online e offline e reuniu aqueles que, na opinião dos especialistas, são verdadeiramente úteis e têm embasamento técnico – alguns deles, inclusive, são usados nas próprias consultas.

“Autotestes” que recorrem a desenhos, movimentos simples com o corpo ou varreduras na pele podem indicar desde inchaços nas pernas a alterações em capacidades cognitivas decorrentes do envelhecimento ou uma predisposição a cânceres.

Mas vale um alerta importante: todos os médicos entrevistados citaram as palavras “rastreio”, “rastreamento” ou screening para definir esses testes. Ou seja, muito longe de ser um diagnóstico avaliado por um profissional, eles servem para fazer pacientes ficarem mais atentos a possíveis sintomas que, aí sim, devem ser levados ao médico.

Isto porque a generalidade e simplicidade dos testes podem levar a coisas como falsos positivos ou negativos, ou ainda à confusão de sintomas que podem refletir doenças diferentes. Por isso, a consulta com um médico é fundamental para que o rastreio se transforme em um diagnóstico.

Por outro lado, estas checagens “autoadministradas” podem ser uma forma de cada um de nós registramos um histórico – e de ficarmos mais conscientes da nossa própria sáude.

Cabeçalho com ilustração: Desenhar relógios

Uma folha de papel, uma caneta e um desenho simples podem despertar o alarme para alterações importantes na capacidade cognitiva.

Este teste, uma tarefa que faz parte de algumas baterias de avaliações conduzidas por neurologistas nos consultórios, consiste no seguinte: de preferência acompanhada, a pessoa testada deve desenhar um relógio em uma folha de papel. Primeiro o círculo, depois os números na ordem correta; e por último os ponteiros – há diversas versões para qual horário eles devem apontar, mas o neurologista Fabio Porto, do Hospital das Clínicas de São Paulo, recomenda 2h45 ou 11h10.

Também há pelo mundo diferentes estudos e versões sobre como os resultados devem ser medidos mas, em geral, um relógio “anormal” deve chamar a atenção – quando aparece, por exemplo, com números repetidos ou fora de ordem; ponteiros fora de lugar; ou horário diferente do pedido.

Demora, dificuldades na compreensão da instrução ou na execução podem indicar alterações na memória e cognição – principalmente com o envelhecimento, quando essas alterações se manifestam mais e podem ser sintomas de Alzheimer e demência.

“É um teste que envolve as funções visuais e também as funções do lobo frontal (uma parte do cérebro), como planejamento, raciocínio lógico e abstração”, explica Porto.

“Inicialmente, o ideal é que o desenho seja espontâneo. Se a pessoa não conseguir, outra pode pedir que ela copie um desenho já feito. Se a função visual estiver ruim, a cópia também ficará ruim; se a parte frontal estiver mais debilitada, possivelmente a cópia não ficará ruim.”

Outras pequenas e fáceis tarefas que podem manifestar desvios importantes são, segundo recomenda o neurologista, falar os meses do ano de trás para frente; ou, em um minuto, pronunciar aproximadamente mais de 11 palavras com uma mesma letra inicial (exemplo: F ou P) ou parte de uma mesma categoria (como animais ou objetos de cozinha).

“É importante lembrar, porém, que esses testes podem levar a resultados influenciados por outros fatores, como desatenção, ansiedade, depressão, escolaridade e não compreensão do enunciado”, ressalta.

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Cabeçalho com ilustração: Sentar e levantar
Ilustração mostra movimentos que devem ser feitos no teste de sentar e levantar

Desenvolvido por dois pesquisadores brasileiros, o Teste Sentar e Levantar (TSL) ganhou o mundo como uma ferramenta simples para avaliar a combinação de quatro componentes da saúde de uma pessoa: peso, flexibilidade, equilíbrio e potência muscular.

O teste deve ser feito com roupas confortáveis, pés descalços, em superfície plana e de preferência acompanhado – ainda mais em grupos com condições especiais de saúde, como grávidas e idosos.

A proposta é basicamente que a pessoa testada, em posição de quem vai se sentar (com os pés cruzados), abaixe-se e levante-se sem encostar qualquer outra parte do corpo que não as solas dos pés. Não há preocupação com a velocidade dos movimentos.

Em uma pontuação total de dez, considerando as duas etapas (sentar e levantar), perde-se um ponto a cada parte do corpo encostada no chão – como uma das mãos, o antebraço, o joelho e a face lateral da perna. Um ponto é perdido também se a pessoa usar uma mão para apoiar-se sobre o joelho ou a coxa.

Se cambalear, a pessoa tem subtraído ainda 0,5 ponto.

Exemplo: se uma pessoa se desequilibra ao abaixar (0,5 ponto) e, na hora de levantar, desequilibrar mais uma vez (0,5 ponto) e usar uma das mãos (1 ponto) como impulso, sua pontuação é 8.

A pontuação ideal está na faixa de 8 a 10 pontos, mas varia por sexo e idade.

“É muito raro pessoas com mais de 65 anos conseguirem ter a pontuação total”, exemplifica Claudio Gil Araújo, autor do método e pós-doutor em Medicina do Exercício.

Monitorando o histórico de saúde de 2.000 pessoas por anos, os pesquisadores brasileiros perceberam que boas pontuações eram poderosas ferramentas de previsão da qualidade e expectativa de vida.

Pessoas que tiveram menos de entre 6 e 7,5 pontos apresentaram probabilidade duas vezes maior de morrer nos próximos seis anos do que aqueles acima desse limiar; aqueles com 3 ou menos pontos tiveram essa chance aumentada em cinco vezes.

Segundo o médico, cada componente presente no teste tem ligação com problemas de saúde: na literatura, o excesso de peso está associado a certos tipos de câncer, AVCs e infartos; já a falta de equilíbrio, flexibilidade e potência muscular podem levar a fraturas e quedas.

“Não é uma relação direta, mas os fatores que estão sendo medidos no teste mostram uma predisposição a alguns problemas de saúde.”

A boa notícia é que aqueles com pontuações relativamente baixas podem buscar melhorar a nota – e consequentemente, a sua saúde. Por exemplo, com exercícios físicos. Assim, o teste pode ser feito e registrado sucessivas vezes, construindo um histórico.

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Cabeçalho com ilustração: Sinal de cacifo
Ilustração mostra movimentos que devem ser feitos no teste de sinal de cacifo

Este teste tem até um nome na literatura médica: o sinal de cacifo, que consiste em usar o polegar ou dois dedos juntos e pressionar, por 5 a 10 segundos, a pele da perna, na região entre o joelho e o tornozelo, ou o peito do pé.

Caso a marca do dedo fique na pele “afundada” depois de alguns poucos segundos, pode ser um sinal de retenção de líquido, um problema na circulação. O normal é que a pele volte ao normal quase imediatamente.

A retenção de líquido pode ser resultado de situações cotidianas, como ficar muito tempo em pé; do uso de tratamentos hormonais, como anticoncepcionais; ou ainda de condições de saúde mais sérias, como insuficiência cardíaca e cirrose.

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Cabeçalho com ilustração: Refil capilar nos dedos
Ilustração mostra movimentos que devem ser feitos no teste de refil capilar

Os dedos podem ser usados mais uma vez para avaliar a circulação (de sangue e outros fluidos através das veias, artérias e vasos linfáticos), dessa vez usando um deles para pressionar a unha de outro dedo, deixando-a mais clara.

Ao soltar, caso a cor embaixo da unha demore mais de aproximadamente 2 segundos para voltar à cor normal, pode ser sinal de alguma anormalidade.

“Pessoas com doenças vasculares periféricas têm esse mecanismo um pouco mais lentificado”, exemplifica o cardiologista Guilherme Renke, do Instituto Nacional de Laranjeiras (INC).

Um “refil” mais lento pode indicar ainda desidratação ou choque, inclusive em crianças.

“A vascularização (irrigação) dos dedos ocorre em microcapilares. Quando a gente pressiona o dedo e ele fica mais claro, estamos expulsando o sangue; então, quando soltamos, a velocidade com que esse enchimento volta indica o quanto uma pessoa é mais saudável do ponto de vista vascular”, explica.

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Cabeçalho com ilustração: Contar pintas e manchas

Muitos estudos já buscaram associar um número determinado de pintas e manchas no corpo a um maior risco de melanoma, um câncer de pele agressivo.

Levando em consideração um consenso de que cerca de 100 nevos (pintas ou sinais na pele de tamanho, cor e saliência variadas) pelo corpo indicam uma maior predisposição à doença, os autores de um estudo publicado em 2015 no periódico British Journal of Dermatology procuraram alguma parte do corpo que pudesse representar esse número em uma escala menor – para que pacientes não precisassem gastar muito tempo e esforço fazendo uma busca de dezenas de marcas em toda parte.

Considerando um grupo de milhares de mulheres inglesas e brancas, os cientistas definiram que a presença de 11 nevos (com no mínimo 2mm de diâmetro) no braço direito é um indicativo de maior risco deste câncer – e, logo, da necessidade de mais precaução, como uso de protetor solar e consultas com especialistas.

O dermatologista oncológico Aldo Toschi, do Instituto Brasileiro de Controle do Câncer, afirma que este tipo de busca pelo próprio paciente ajuda na compreensão dos riscos da doença pelos leigos e pode fazer com que estes cheguem mais cedo ao especialista caso haja algum motivo de desconfiança.

Mas, claro, esta tarefa caseira não deve levar nem a um relaxamento no caso daqueles que não verificam tantos nevos, nem a um desespero para os que encontram.

“É fundamental considerar outros aspectos, como o histórico familiar da doença, a exposição ao sol e o tipo de pele, já que pessoas com peles, cabelos e olhos claros têm maior risco”, explica.

Ele diz ainda que, no consultório, é comum que especialistas avaliem também o número, concentração e características de marcas na pele em partes do corpo como as costas, os ombros e as mãos. Com a experiência, estes profissionais não precisam fazer contagens exatas, mas estão acostumados a ficar alertas com nevos assimétricos, com bordas irregulares e cores variadas em uma mesma mancha.

Em seguida, essa análise no contato direto com o paciente é aprimorada com exames como a dermatoscopia e mapeamento corporal.

Toschi acrescenta ainda que, hoje, os médicos tendem a ficar mais alertas com manchas com a partir de 6mm de diâmetro.

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Cabeçalho com ilustração: Autoexames

No Google Trends, que capta as principais pesquisas no buscador, o autoexame mais procurado no Brasil é de longe o de mama – um sinal do sucesso de campanhas de conscientização pela prevenção do tipo de câncer mais incidente nas mulheres no país depois do de pele não melanoma.

Mas é importante lembrar que a maior parte dos nódulos e secreções que podem ser encontrados nessa busca não estão necessariamente relacionados ao câncer.

Recomenda-se que o autoexame de mama seja feito mensalmente, depois da menstruação, em frente ao espelho, em pé e depois deitada – e, claro, sem roupa, pelo menos na parte de cima do corpo. Em 2018, a BBC News Brasil publicou um vídeo orientando como fazer o autoexame de mama e por que ele é importante.

O site do Instituto Brasileiro de Controle do Câncer (IBCC) traz ainda arquivos com outros tipos de autoexames: da boca, pele, testículos e tireóide; confira aqui.

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Cabeçalho com ilustração: Bolsa de água quente para buscar origem da dor

No caso da desconfiança de que uma dor seja muscular, colocar uma bolsa de água quente na região pode confirmar a hipótese, se a dor for aliviada ou passar – pois o objeto quente tem o efeito de relaxar os músculos.

Diante de uma dor no pescoço, por exemplo, o alívio com a bolsa de água pode separar o torcicolo (de origem muscular) de algo mais sério, como uma hérnia.

Mas André Salgado, clínico geral, destaca que isso serve mais para dores superficiais – aquelas agudas, como decorrentes de um infarto ou uma apendicite, requerem uma intervenção mais urgente. Ele aponta ainda que outros tipos de dor não musculares também podem ser aliviados com a bolsa, como cólicas.

“É um teste mais válido quando você parte do princípio que é uma dor muscular, que costuma piorar quando você mexe aquela parte do corpo, ou esta se apresenta dura e tensa”, acrescenta.

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Cabeçalho com ilustração: Testes auditivos

A internet e as lojas de aplicativos para celular estão cheias de opções de testes auditivos online – gratuitos ou não.

Em geral, eles duram alguns poucos minutos e devem ser feitos em locais silenciosos, já que reproduzem arquivos de áudio através do fone ou do alto-falante de computadores. Eles costumam incluir também breves questionários, com perguntas sobre idade e sexo do testado.

O formato dos testes varia, mas em geral inclui a avaliação da sensibilidade para tons graves, médios e agudos, além de pedir para que o usuário detecte palavras faladas em ambientes ruidosos. Depois, uma pontuação ou nível são apresentados de acordo com o desempenho.

Considerando uma escala de perdas auditivas leves, moderadas, graves e profundas, Fausto Nakandakari, otorrino no Hospital Sírio Libanês, diz que os níveis “do moderado para cima” provavelmente podem aparecer em autotestes.

O médico diz que diversos pacientes já chegaram ao seu consultório relatando ter feito estes testes – e compartilha com a BBC News Brasil o comentário que costuma dividir com eles.

“Estes testes têm a sua validade para, por exemplo, rastrear alguma queda na audição. Mas a perda auditiva deve ser confirmada com um exame mais detalhado, como a audiometria”, explica Nakandakari.

O otorrino destaca também algumas limitações dos testes, com a influência de sons externos e a qualidade do som emitido por celulares, por exemplo.

“Na audiometria, o exame é feito dentro de uma sala acústica, e os equipamentos são calibrados e regulados.”

Ilustrações: Cecilia Tombesi/BBC

BBC Brasil

 

 

Saúde anuncia nova ação contra zika e vai distribuir 3,5 milhões de testes rápidos

Foto: Agência Brasil
Foto: Agência Brasil

O Ministério da Saúde vai distribuir testes rápidos de diagnóstico de zika na rede pública do país. Os kits poderão identificar a infecção pelo vírus Zika em 20 minutos. Gestantes, crianças de até um ano e pessoas com sintomas neurológicos que possam ser decorrentes do vírus terão prioridade para fazer o teste.

Segundo o ministro da Saúde, Ricardo Barros, o teste também poderá ser feito em mulheres que queiram ter filhos, para saber se já tiveram ou não a doença. “As pessoas poderão fazer os testes para decidir se vão engravidar ou não”, disse nesta terça-feira (25) ao anunciar a medida.

O diretor de Vigilância de Doenças Transmissíveis do Ministério da Saúde, Eduardo Hage, disse que os testes também poderão ser feitos em outros grupos. No entanto, em todos os casos a prescrição médica será necessária.

O kit é produzido pelo laboratório público Bahiafarma, ligado à Secretaria de Saúde da Bahia. Até o fim do ano, dois milhões de kits devem ser distribuídos para a rede pública de saúde em todo o país. E mais 1,5 milhão serão entregues até fevereiro de 2017. De acordo com Ricardo Barros, a distribuição será de acordo com a incidência da doença no país.

O diretor presidente da Bahiafarma, Segundo Ronaldo Dias, disse que o nível de confiança do teste é de 95%. O laboratório tem capacidade para produzir cerca de 750 mil kits por mês, e poderá fornecer o material a estados e municípios que fizerem compras independentemente do Ministério da Saúde. Cada teste custará ao governo federal R$ 34.

Atualmente, o Sistema Único de Saúde (SUS) disponibiliza em larga escala o teste PCR, que só detecta o vírus Zika no período agudo da doença. No entanto, a detecção de uma infecção pregressa é importante para identificar se determinados sintomas atuais do paciente estão ligados ao vírus.

Microcefalia

De acordo com o ministro da Saúde, o número de novos casos de microcefalia diminuiu 85% em outubro na comparação com o mesmo mês de 2015. No acumulado dos últimos 12 meses, foram registrados 2.063 casos confirmados da malformação possivelmente relacionados à infecção congênita, como ocorre com o vírus Zika.

Registro

Transmitido pelo mosquito Aedes aegypti, o vírus Zika começou a circular no Brasil em 2014, mas só teve os primeiros registros feitos pelo Ministério da Saúde em maio de 2015. O que se sabia sobre a doença, até o segundo semestre de 2015, era que sua evolução é benigna e que os sintomas são mais leves do que os da dengue e da febre chikungunya, transmitidas pelo mesmo mosquito.

No entanto, no fim de novembro do ano passado, o Ministério da Saúde confirmou que a infecção de gestantes pelo vírus pode levar à gestação de crianças com microcefalia, uma malformação irreversível do cérebro que pode vir associada a danos mentais, visuais e auditivos.

Desde então, outras complicações ligadas ao vírus Zika em recém-nascidos foram notificadas, como surdez, problemas na visão, no coração. Como os pesquisadores viram que a microcefalia, ou seja, o perímetro encefálico menor que o considerado normal, não era a única consequência da infecção pelo vírus na gravidez, o quadro passou a ser chamado de Síndrome Congênita do Zika.

Agência Brasil

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Pílula do câncer é considerada segura em 1ª etapa de testes

Cecília Bastos/USP Imagens
Cecília Bastos/USP Imagens

A fosfoetanolamina sintética, mais conhecida como pílula do câncer, foi considerada uma droga segura na primeira etapa de testes realizados com humanos pelo Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (Icesp). O levantamento sobre a avaliação de segurança foi apresentado nesta quarta-feira (5), quando foi anunciado que a próxima fase de testes, que vai avaliar eficácia, terá início na próxima semana.

Segundo Paulo Hoff, diretor-geral do Icesp, na dose administrada de três cápsulas por dia, os dez pacientes não apresentaram efeitos colaterais graves, o que permite a continuidade do estudo com mais 20 pessoas em dez grupos de tumores estabelecidos para a pesquisa, entre eles de pulmão, mama, fígado e próstata.

No entanto, seis pacientes não vão continuar entre os participantes por terem apresentado evolução da doença – durante o estudo, os pacientes não estão recebendo outro tipo de tratamento.

“Seis pacientes foram retirados do estudo, porque não estavam sendo beneficiados pelo produto. Tiveram progressão da doença. Isso mostra a complexidade do câncer. Mas o fato de esses pacientes não terem se beneficiado não quer dizer que não há efeitos. Não era objetivo dessa fase testar eficácia, mas mostrar que o produto não é tão milagroso como se imaginava”, diz Hoff.

Essa primeira etapa durou dois meses. A estimativa é de que os resultados da segunda sejam apresentados em quatro a seis meses. Para passar para a terceira etapa, cada grupo deve ter ao menos três resultados positivos em relação à eficácia entre os 21 pacientes que serão estudados. A última fase pode ter até 1 mil pacientes.

Polêmica

A fosfoetanolamina começou a ser distribuída para pacientes com câncer antes de passar por testes em humanos e sem a liberação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Ela foi desenvolvida pelo professor aposentado do Instituto de Química da Universidade de São Paulo (USP) Gilberto Chierice.

Testes in vitro e com cobaias começaram a ser feitos pelo Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC), mas a eficácia da substância ainda não foi comprovada.

Estadão

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PB tem mais de 450 mil fumantes e Saúde faz testes e exames gratuitos

cigarroA Paraíba tem 453.546 fumantes (11,5% da população) e, destes, 89.784 estão em João Pessoa, conforme dados do Instituto Nacional do Câncer (Inca). O tabagismo é considerado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) a principal causa de morte evitável em todo o mundo. A OMS estima que um terço da população mundial adulta – cerca de 1 bilhão e 200 milhões de pessoas – seja de fumantes. Nesta terça-feira (15) ocorre o Dia Estadual de Combate ao Fumo, com ações em todo o estado;

Em João Pessoa, o Hospital Universitário Lauro Wanderley tem programação a partir das 8h até as 11h30, com o objetivo de trabalhar a prevenção do tabagismo.

Serão oferecidos testes de espirometria (mede a função pulmonar); Fagerstrom (avalia o grau de dependência à nicotina) e monoximetria (avalia a concentração de monóxido de carbono no ar expirado); além de orientações sobre os malefícios do tabagismo e distribuição de material educativo.

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As atividades serão realizadas por meio de parcerias com a Secretaria Municipal de Saúde de João Pessoa; Agência Estadual de Vigilância Sanitária (Agevisa); Associação Médica da Paraíba (AMPB); Conselho Regional de Medicina (CRM); Sociedade Paraibana de Pneumologia; Sociedade Brasileira de Cardiologia/Região Paraíba; Liga os planos de saúde – que vão desenvolver atividades alusivas em seus respectivos espaços, também no dia 15 de março – Unimed, Afrafep, Cassi e Geap.

A nicotina, presente no cigarro, causa dependência e age na região do cérebro cerca de 50 doenças graves estão relacionadas ao tabaco, entre elas: câncer de pulmão, boca, laringe, estômago; leucemia; infarto; bronquite; infecções respiratórias; trombose vascular. A fumaça do cigarro tem mais de 4600 substâncias, entre elas 40 são cancerígenas.

Na Paraíba, existem hoje 37 Centros de Referência para Tratamento dos Fumantes, onde se pode buscar apoio para se livrar do vício em nicotina. O serviço é oferecido em Unidades de Saúde da Família; em Centros de Atenção Psicossocial (Caps); Centros de Atenção Integral à Saúde (Cais); Núcleos de Apoio à Saúde da Família (Nasf) e Centros de Saúde. Em alguns casos, os pacientes abandonam o cigarro com menos de um mês de acompanhamento.

O tratamento nesses locais é mantido pelo Ministério da Saúde, que repassa medicamentos ao Estado. Este, por sua vez, é responsável pela qualificação das equipes, monitoramento do trabalho nos centros e pelo encaminhamento do material enviado pelo Ministério. Os municípios entram com a administração das unidades de saúde.

Referência – Os hospitais de referência no Estado no combate aos tipos de câncer relacionados ao uso do tabaco – pulmão, esôfago e laringe – são o Napoleão Laureano; Oncoclínica e Hospital Universitário Lauro Wanderley, em João Pessoa; e Hospital da Fundação Assistencial da Paraíba (Fap) e Hospital Universitário Alcides Carneiro (HUAC), em Campina Grande.

 

 

portalcorreio

Testes com nova vacina indicam proteção total contra vírus HIV

hivA abordagem da vacina, cujo estudo acaba de ser publicado na revista Nature, é bastante radical.

Normalmente, as vacinas treinam o sistema imunológico para combater infecções. Mas nessa nova vacina os pesquisadores do instituto de pesquisa Scripps, com sede na Califórnia, alteraram o DNA dos macacos para dar às células deles propriedade para combater o HIV.

A equipe diz que a descoberta é “incrível” e que vai começar os testes em humanos em breve. Consultados pela BBC, cientistas independentes – não ligados ao instituto – também se entusiasmaram com os resultados do teste.

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DNA

A técnica usa terapia genética para introduzir uma nova seção de DNA dentro das células musculares saudáveis.

Nessa parte de DNA há tipos de “instruções” para a criação de ferramentas para neutralizar o HIV, que então é bombardeado para fora da corrente sanguínea.

Nos testes, os macacos ficaram protegidos contra todos os tipos de HIV durante ao menos 34 semanas.

Como os macacos também desenvolveram proteção diante de altas doses do vírus, isso também pode ajudar pacientes que já tenham HIV, de acordo com os cientistas.

“Estamos mais perto de uma proteção universal (contra o HIV) do que qualquer outra abordagem feita por outras vacinas”, disse o cientista Michael Farzan, um dos líderes do estudo. “Mas ainda temos muitos obstáculos, especialmente em como fazer uma vacina segura para ser aplicada em um grande número de pessoas.”

Isso porque em uma vacinação convencional, o sistema imunológico responde apenas depois de estar diante de uma ameaça.

Já nesta abordagem, a terapia genética transforma células em fábricas que expelem constantemente “matadores de HIV” – e as implicações a longo prazo disso são desconhecidas.

Apesar dos entraves, cientistas de outras instituições comemoraram os resultados.

“Essa pesquisa é bastante inovadora e é uma promessa que nos leva em duas importantes direções: obter uma proteção a longo prazo contra o HIV e colocar o vírus em remissão, no caso de pessoas já infectadas”, disse o pesquisador Anthony Fauci, do National Institutes of Health, dos EUA.

BBC Brasil

Saúde da PB disponibiliza testes rápidos de HIV nesta segunda

testeO Hospital Clementino Fraga, em João Pessoa, oferece durante esta segunda-feira (1), testes rápidos de detecção de Aids. A ação integra a programação especial da Secretaria de Estado da Saúde para marcar o Dia Mundial de Luta contra a Aids. Na terça-feira (2), a mesma a ação será levada ao Porto de Cabedelo.

Neste domingo (30), os testes rápidos e distribuição de kits de prevenção (preservativos masculinos e femininos) ocorre no Busto de Tamandaré, praia de Tambaú, também na Capital.

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Com motoristas – Na manhã do sábado (29), quando o evento começou, as equipes da SES contaram com parceria do Sindicato dos Motoristas e Ajudantes de Entrega do Estado (Sindmae-PB). A ação foi iniciada às 8h no Posto Fiscal de Caaporã – divisa Paraíba e Pernambuco, tendo como principal público alvo motoristas, caminhoneiros e assistentes de cargas.

Além da distribuição de testes rápidos de HIV, foram disponibilizados exames de glicemia (nível de açúcar no sangue), vacina contra a Influenza, aferição de pressão, preservativos masculinos e femininos e material educativo com informações sobre doenças como tabagismo, tuberculose e hanseníase.

Segundo a assistente social e técnica na Gerência Operacional de DST/Aids e Hepatites Virais, Mailsa Gomes, a ação foi estratégica por atingir diretamente um público considerado vulnerável à Aids. “Motoristas viajam constantemente e, em uma dessas viagens, pode ser que eles tenham contato sexual com uma pessoa infectada. Nossa missão é repassar conhecimentos e salientar que qualquer relação sexual sem camisinha, inclusive a oral, é considerada uma situação de risco”. Mailsa disse que o contato com os motoristas foi positivo e de fácil aceitação. “Muitos deles chegaram se dispondo a fazer o teste. É interessante porque eles se sentem cuidados e abraçados com os serviços de saúde”, disse ela.

De acordo com Márcio Kleber, participante do Sindmae-PB, com a rotina atribulada, muitos motoristas não têm tempo de ir ao médico e fazer acompanhamento adequado. “Esta ação do Governo, em parceria com o Sindmae-PB, é muito importante. A carga horária desses profissionais é muito extensa e muitas vezes eles não têm oportunidade de fazer exames ou consultas. Aqui eles podem realizar exames, receber orientações para que possam seguir com uma saúde de qualidade”, afirmou.

O evento contou com participação de técnicos e enfermeiros do Complexo Hospitalar Clementino Fraga. A enfermeira Maria do Socorro de Luna Gouveia salientou a função do Hospital: “Verificamos a taxa de açúcar no sangue e a pressão arterial. Verificamos muitos indivíduos com alterações significativas nos exames. Nossa intenção é alertá-los e orientá-los da importância de procurar uma unidade de saúde para fazer exames mais específicos, com jejum de 8h a 12h, para que, em seguida, possa ser iniciado um tratamento adequado”.

O motorista de carreta Dagoberto Moura da Silva, de 57 anos, disse que ação da SES foi muito útil: “Fui surpreendido ao chegar no Posto Fiscal e ver que os exames estavam sendo realizados. Aproveitei para checar se a saúde anda bem e receber novas informações sobre algumas doenças. Nessa rotina de viagens fica difícil ir ao médico, fiquei feliz em poder participar e ver que está tudo bem comigo”, disse.

 

Assessoria

Testes de vacinas contra o ebola devem começar em dezembro

ebolaOs primeiros testes de vacinas do vírus ebola devem começar em dezembro na África Ocidental e centenas de milhares de doses poderão estar disponíveis em meados de 2015, anunciou hoje a Organização Mundial da Saúde (OMS).

“Tudo está a ser preparado para começar os testes nos países afetados ainda em dezembro”, afirmou a diretora-geral adjunta Marie-Paule Kieny, antecipando que centenas de milhares de doses poderão estar disponíveis “na primeira metade” do próximo ano.

As declarações de Marie-Paule foram feitas depois que a agência de saúde das Nações Unidas se reuniu na quinta-feira (23) a portas fechadas com peritos médicos, responsáveis de países afetados pela epidemia, empresas farmacêuticas e organizações financeiras.

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Neste momento, há duas vacinas experimentais que são as principais candidatas aos testes: uma oriunda do Canadá, outra de uma empresa farmacêutica britânica. Outras cinco estão em estudo.

A diretora indicou que o plano inicial é começar pela Libéria e que há discussões para incluir Serra Leoa e Guiné-Conacri nos testes da vacina, que ainda dependem da primeira fase de ensaios clínicos em vários países europeus e africanos, em que se tentará garantir que os produtos são eficazes e seguros.

“A vacina não é uma bala mágica [contra o vírus]”, alertou Marie-Paule.

Agência Brasil

 

Ministério da Integração faz primeiros testes da transposição do São Francisco

A duas semanas do segundo turno das eleições, o governo federal pôs pela primeira vez em teste o bombeamento que fará a água circular pelos canais oriundos da transposição do rio São Francisco.

 

O bombeamento de água começou nesta quinta-feira (9) e seguirá ao longo da próxima semana primeiramente no canal do eixo leste da obra.

Divulgação
Enchimento de canais na obra de transposição do rio São Francisco
Enchimento de canais na obra de transposição do rio São Francisco

A transposição será feita por dois canais, de 477 km no total, que levarão água para 390 cidades de Pernambuco, Ceará, Paraíba e Rio Grande do Norte.

O Ministério da Integração Nacional afirma que os testes feitos agora estavam programados e que não há relação com o período eleitoral.

Iniciada em 2006, durante a gestão Lula (2003-2010), o custo do empreendimento saltou de R$ 5 bilhões para R$ 8 bilhões.

Detentora de um histórico de atrasos, a transposição tem previsão de ser concluída em 2017, com alguns trechos funcionando em 2015.

Para os testes iniciais de bombeamento, a obra voltou a ser alvo de críticas.

A água bombeada em direção ao canal é a mesma que enfrenta problemas para mover as turbinas da usina de São Luiz Gonzaga, em Pernambuco.

A seca que castiga a região vem reduzindo há meses o nível do lago de Itaparica, o reservatório da usina.

Nesta sexta-feira (10), o reservatório operou com 17,23% de sua capacidade total, segundo a Chesf (Companhia Hidroelétrica do São Francisco).

É de lá que as bombas trabalham a todo vapor para sugar a água que circula de forma experimental pelo canal.

O prefeito de Petrolândia, Lourival Simões (PR), diz que o município encravado às margens do rio São Francisco vive uma das maiores crises hídricas da história.

Divulgação
Enchimento de canais na obra de transposição do rio São Francisco
Enchimento de canais na obra de transposição do rio São Francisco

Ele criticou os testes no canal dizendo que a água utilizada diminuirá ainda mais o nível do reservatório.

“Essa ligação consumirá 1% da água do lago, onde a Chesf informou que se ela funcionar já iremos ter apenas 16,5% na próxima segunda-feira [13]”, disse.

“Só me pergunto para quê ligar se não há destino para essa água. Estamos à beira de um colapso”, complementou.

O prefeito informou ainda que uma área de 5.000 hectares irrigada pelas águas do lago sofre racionamento e que comunidades no entorno do município estão sem água.

OUTRO LADO

O Ministério da Integração Nacional informou, que os testes no canal não trarão impactos no abastecimento da região.

“A quantidade de água a ser bombeada até o final deste ano representa apenas 0,06% da capacidade do reservatório de Itaparica. Do volume atual, representa apenas 0,3”, afirmou a pasta, em nota.

Ainda segundo o ministério, a obra está 64,6% pronta e conta com 11 mil trabalhadores.

Folha de S. Paulo

Pesquisa aponta que cólicas menstruais afetam desempenho em testes de atenção

colicasDesconforto, náuseas, dores e… burrice. Pesquisadores da Universidade de Bath, no Reino Unido, descobriram que mulheres com cólicas menstruais têm pior performance em tarefas com computador. Isto porque as dores reduzem o nível de atenção.

– Observamos como a dor vivida por muitas mulheres a cada mês afeta suas habilidades em diversas tarefas complexas – explicou ao “Daily Mail” o professor do Departamento de Psicologia Ed Keogh, principal autor do estudo.

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Os pesquisadores pediram que 52 mulheres adultas com cólicas menstruais completassem testes de atenção, que mediam suas capacidades de escolher entre tarefas concorrentes, de concentração e de mudar o foco de atenção entre duas tarefas.

– Quanto mais entendermos sobre como as pessoas experimentam a dor, melhores serão os mecanismos para ajudá-las a lidar com isso – disse Keogh.

As cólicas menstruais afetam mais de 40% das mulheres no mundo, sendo que 15% relatam graves sintomas.

O Globo

Campanha quer mobilizar população para testes de HIV, sífilis e hepatites B e C

Para reforçar a realização do exame, o Ministério da saúde pretende mobilizar estados, municípios e a sociedade civil, para a testagem de HIV e também de sífilis e hepatites B e C

Divulgação / Prefeitura de Olinda Com apenas uma gota de sangue colhida, o resultado do teste rápido sai em 30 minutos
  • Com apenas uma gota de sangue colhida, o resultado do teste rápido sai em 30 minutos

Parceria entre estados, municípios, sociedade civil e Ministério da Saúde vai realizar uma mobilização nacional para testagem de sífilis, HIV e hepatites B e C. A estratégia faz parte das ações que marcam o Dia Mundial de Luta contra a Aids, lembrado em 1º de dezembro.

Durante 10 dias, as pessoas que desejarem saber se têm o vírus devem procurar as unidades da rede pública de saúde e os Centros de Testagem e Aconselhamento (CTA). A campanha deste ano terá a seguinte abordagem: “Eu vivo com HIV e sei disso. A diferença entre nós é que você pode ter o vírus e não saber. Vá à unidade de saúde e faça o teste de aids”.

Cerca de 70% dos pacientes que vivem com aids no Brasil, e que estão em terapia antirretroviral, apresentam cargas virais indetectáveis. Isso significa que as pessoas que têm a infecção e recebem medicamentos pelo Sistema Único de Saúde (SUS) estão vivendo cada vez mais. “O Ministério da Saúde considerou como prioridade trabalhar, não apenas o dia de combate à Aids, como também essa ação de mobilização. A campanha serve para alertar sobre a importância do diagnóstico precoce, com ampliação do acesso da população aos testes rápidos nas unidades básicas de saúde”, frisou o ministro da Saúde Alexandre Padilha.

Entre as ações, está o lançamento do novo boletim epidemiológico, que traz, como novidade, a inclusão de informações sobre monitoramento clínico dos pacientes, carga viral, contagem de CD4 (situação do sistema imunológico) e tratamento.

Estudo do Ministério da Saúde destaca a ampliação da testagem em pacientes que realizam o pré-natal. De acordo com o boletim, foi revelado que, em 2004, 63% das mulheres gestantes realizaram o teste. Entre 2010 e 2011, esse índice foi de 84%, um aumento de 21 pontos percentuais.

O boletim mostra ainda queda de 12% no coeficiente de mortalidade padronizado (número de óbitos para cada 100 mil habitantes utilizando-se uma população padrão). A taxa de 6,3 óbitos por 100 mil habitantes em 2000 caiu para 5,6 em 2011.

Para a mobilização nacional, o Ministério da Saúde enviou às capitais, 386.890 testes rápidos para HIV, 182.500 para sífilis, 93 mil para hepatite B e 93 mil para a C. No total, foram 755.390 unidades de insumos, conforme a solicitação de cada estado. Os testes rápidos para diagnóstico de HIV/aids, hepatites virais e sífilis estão disponíveis, gratuitamente, em toda a Rede Pública de Saúde.

Exames

A partir dessa quinta-feira até 1º de dezembro – as unidades da estratégia de mobilização “Fique Sabendo” estarão em todos os estados do País, oferecendo a testagem para HIV/aids, sífilis e hepatites B e C.  Com apenas uma gota de sangue colhida, o resultado do teste rápido sai em 30 minutos. A pessoa recebe aconselhamento antes e depois do exame, e em caso positivo, é encaminhada para o serviço especializado.

A realização do teste é recomendada para toda a população, especialmente para alguns grupos populacionais em situação de maior vulnerabilidade para a infecção pelo HIV, como homens que fazem sexo com homens (HSH) (54%), mulheres profissionais do sexo (65,1%) e usuários de drogas ilícitas (44,3%). Isso porque a epidemia no Brasil é concentrada e o País focaliza, prioritariamente, as ações de prevenção do governo federal nessas populações.

Desde a sua implantação em 2005, foi registrado aumento de 340% no número de testes ofertados (de 528 mil, 2005, para 2,3 milhões, em 2011). De janeiro a setembro deste ano, já foram distribuídas 2,1 milhões de unidades do exame. A expectativa é fechar 2012 com a remessa de cerca de 2,9 milhões, apenas para detecção do HIV.

Dados

A taxa de incidência de aids no Brasil tem se mantido nos mesmos patamares, nos anos recentes, embora apresente diferenças regionais  Os dados apontam que a taxa de incidência da aids no Brasil, em 2011, foi de 20,2 por 100.000 habitantes. Nesse ano, foram registrados 38,8 mil casos novos da doença. O maior volume de casos continua concentrado nos grandes centros urbanos.

Enquanto o Sudeste apresenta redução na taxa de incidência de 27,5, em 2002, para 21, em 2011, as regiões Sul, Norte e Nordeste registraram tendência de aumento de casos. No Centro-Oeste, a epidemia é considerada estável.

Segundo o balanço, o coeficiente nacional de mortalidade caiu de 6,3 mortes para cada 100 mil habitantes, em 2000, para 5,6, em 2011. Na última década, o país apresentou uma média de 11.300 mortes por ano provocadas pela aids.

Em outubro desse ano, o Ministério da Saúde assinou acordo com os laboratórios Farmanguinhos, Fundação Ezequiel Dias e Laboratório Farmacêutico do Estado de Pernambuco para a fabricação da dose fixa combinada (uma só pílula) dos antirretrovirais tenofovir, lamivudina e efavirenz, o chamado tratamento 2.0. A iniciativa vai facilitar a adesão do paciente ao tratamento da aids, seguindo tendência mundial de simplificar os esquemas de terapia. A expectativa é que o comprimido único já esteja disponível no SUS em 2013.

Campanha

O tema da campanha pelo Dia Mundial de Luta contra a Aids deste ano irá destacar a importância de se realizar o teste, tendo como porta-vozes pessoas que vivem com HIV/aids. A estratégia prevê veiculação de mensagens de promoção ao diagnóstico de HIV, com base nos direitos humanos e no combate ao estigma e preconceito. A divulgação nacional será feita em TV, rádio, salas de cinema e internet.

As mensagens irão mostrar que o teste é um processo seguro, sigiloso e acessível na rede pública. Os protagonistas da campanha, que vivem com HIV e descobriram sua sorologia por meio do teste, irão incentivar a realização do exame. Das 530 mil pessoas que vivem com HIV no Brasil atualmente, 135 mil desconhecem sua situação e cerca de 30% dos pacientes ainda chegam ao serviço de saúde tardiamente.

A campanha também incentiva os profissionais de saúde a recomendarem a testagem aos pacientes, independente de gênero, orientação sexual, comportamento ou contextos de maior vulnerabilidade.

Fonte:
Agência Brasil
Ministério da Saúde