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Um terço das cidades terá menos de R$ 5 mil para combater a dengue em 2017

Cristine Rochol/PMPA
Cristine Rochol/PMPA

Menor município brasileiro, a cidade de Serra da Saudade (MG) recebeu nos últimos anos o aporte de R$ 5 mil do governo federal para combater o mosquito Aedes aegypti , transmissor da dengue, do zika vírus e da febre chikungunya. Em 2017, no entanto, a secretaria de Saúde da pequena cidade de 815 habitantes receberá apenas R$ 1.000 para desempenhar ações nesse sentido. Detalhe: o valor será repassado em duas vezes – R$ 600 no primeiro semestre e R$ 400 no segundo.

A quantia se refere à cota do Piso Variável de Vigilância em Saúde (PVVS) que o Ministério da Saúde decidiu reservar para o município. O PVVS foi retomado pelo governo federal  em 2013 e destina-se “exclusivamente ao reforço das ações de prevenção e controle da dengue ” em cada cidade, conforme definição do próprio ministério.

Para este ano, o governo elevou o montante total desse repasse, que saiu de R$ 143 milhões em 2016 para R$ 152 milhões em 2017  (incremento de 5,8%, abaixo da inflação do período, que foi de 6,29%).

Só que a gestão Michel Temer alterou também o valor mínimo a que cada cidade tem direito: de R$ 5 mil para R$ 1.000, conforme o caso de Serra da Saudade. Essa medida atingiu um total de 1.917 municípios em todo o País, conforme levantamento do iG . Isso significa que mais de um terço das cidades brasileiras receberão menos de R$ 5 mil do PVVS para desenvolver ações ao longo do ano inteiro.

Por se tratar de um recurso extra para os municípios (que recebem também o Piso Fixo de Vigilância em Saúde, o PFVS), a maioria das prefeituras trata o PVVS apenas como um complemento orçamentário e acaba bancando a maior parte dos custos com ações de prevenção.

Apesar disso, alguns municípios consideram esse repasse federal uma questão “prioritária”, conforme explica o presidente do Conselho de Secretários Municipais de Saúde do Estado de São Paulo (Cosems-SP), Stênio Miranda, que classifica os repasses abaixo do extinto piso de R$ 5 mil como “irrisórios”.

“Com essa quantia não dá. Especialmente para os municípios pequenos, que têm uma receita bastante limitada, esse é um valor totalmente irrisório e que não paga nem sequer o salário de um agente de saúde”, dispara.

Parcelamento e contrapartidas

Para determinar o valor repassado a cada cidade, o Ministério da Saúde considera o perfil epidemiológico, populacional e territorial de estados, Distrito Federal e municípios, “bem como as dificuldades operacionais para execução das ações”, segundo informações enviadas em nota à reportagem do iG .

Além disso, o montante do PVVS destinado a cada estado é definido com base no valor do PFVS, recurso repassado mensalmente aos estados. Os valores desse segundo são reajustados anualmente, levando em conta – entre outros fatores – a estimativa populacional do IBGE de cada ano.

Um exemplo de como tais critérios funcionam é a comparação entre o repasse destinado ao Rio Grande do Norte e ao Piauí. Enquanto o Piauí – que teve 3.950 casos de dengue registrados em 2016 – vai receber R$ 2,6 milhões no total do PVVS, o Rio Grande do Norte – que teve 234 casos registrados – vai receber R$ 2,7 milhões.

Em uma primeira análise, um valor maior para o Rio Grande do Norte pode parecer absurdo, levando-se em conta apenas a incidência de casos. No entanto, o Ministério da Saúde explicou ao iG que, nesse caso, outros fatores foram levados em conta, como a dificuldade de acesso aos municípios de cada estado.

O Ministério da Saúde lembra ainda que o PVVS é um “recurso adicional” e destaca os valores transferidos por meio do Piso Fixo de Vigilância em Saúde. “Em dezembro, o ministério enviou aos estados e municípios R$ 175,8 milhões para a realização de ações de vigilância pelo Piso Fixo. […] O envio desses recursos, que está em dia, é efetuado mensalmente por meio de transferência do Fundo Nacional de Saúde (FNS) aos Fundos Municipais e Estaduais de Saúde”, diz o texto.

Além de Serra da Saudade, apenas outras duas cidades receberão R$ 1.000 do PVVS neste ano: Grupiara e Cedro do Abaeté, ambas em Minas Gerais. O município que receberá o maior aporte é São Paulo, que contará com mais de R$ 5,4 milhões.

Diferentemente do que ocorreu em anos anteriores, desta vez o repasse será feito em duas vezes, sendo a segunda delas apenas no segundo semestre, quando os casos de dengue diminuem exponencialmente, conforme aponta o gráfico abaixo.

Gráfico da Secretaria de Vigilância em Saúde mostra maior incidência de dengue em 2016 nas primeiras 15 semanas do ano
Divulgação/Secretaria de Vigilância em Saúde

Gráfico da Secretaria de Vigilância em Saúde mostra maior incidência de dengue em 2016 nas primeiras 15 semanas do ano

O presidente do Cosems-SP avalia que, apesar de a proliferação do Aedes aegypti se concentrar nos primeiros meses do ano, a disponibilização de apenas parte do PVVS nesse período não deve chegar a ser um problema para os municípios.

“Há intensificação de pessoas adoecendo nos meses mais chuvosos, mas as ações de controle devem ser executadas durante todo o ano. Os municípios são responsáveis pela parte mais pesada do financiamento, então eles vão ter que fazer essas ações independentemente de quanto seja repassado”, afirma Stênio Miranda.

Para receber a segunda parcela dos recursos, os municípios deverão apresentar contrapartidas ao governo federal. Para as cidades com mais de 2 mil imóveis, será obrigatório realizar o Levantamento Rápido de Índice de Infestação por Aedes aegypti (LIRAa). Já os demais devem aderir ao Levantamento de Índice Amostral (LIA).

“O repasse de recursos está diretamente relacionado ao compromisso assumido pelos entes da Federação para as ações de Vigilância em Saúde em seu território”, explica o governo federal ao justificar a contrapartida.

Os estudos mencionados servem para identificar focos de infestação do mosquito e apontar as regiões de maior risco. Até o fim do ano passado, apenas 61,6% dos municípios brasileiros tinham aderido ao LIRAa.

Entre as cidades que fizeram o levantamento em 2016 estão os municípios mineiros de São Gotardo e Dores do Indaiá. Ambos apresentaram números que os colocam em “estado de alerta”, conforme classificação da Secretaria de Vigilância em Saúde. E ambos são vizinhos da pequena Serra da Saudade, que deverá se virar com R$ 1.000 para evitar um surto de dengue. A luz amarela está acesa no menor município brasileiro.

 

iG

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Pastoral realiza 1ª Romaria Diocesana do Terço dos Homens em Guarabira

A Pastoral do Terço dos Homens (Pasthom) realizará a 1ª Romaria Diocesana do Terço dos Homens em Guarabira.

O evento acontece no dia 30 de outubro as 14h, a concentração acontece em frente a Diocese de Guarabira e sai com destino ao Santuário de Frei Damião.

Segundo os organizadores a expectativa é de um grande número de participantes.

romaria

Focando a Notícia

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Mulheres chefiam só um terço de todas as universidades federais no Brasil

Divulgação/UFSCar
Divulgação/UFSCar

Pela primeira vez em 54 anos da instituição, a UnB (Universidade de Brasília) poderá ter uma mulher à frente da reitoria. A diretora do Instituto de Geociências da instituição, Márcia Abrahão, foi eleita para chefiar a instituição pelos próximos quatro anos, mas ainda depende de ter o nome aceito pela Presidência da República em uma lista tríplice –que, antes, será apreciada na próxima sexta (16) pelo Conselho Universitário.

Apesar do feito – ela se elegeu com mais de 53% dos votos e com três chapas na disputa–, Márcia deve entrar para uma estatística que ainda pouco representa uma população formada majoritariamente por mulheres no Brasil. É o que mostra um levantamento feito pelo UOL com as 63 universidades federais distribuídas pelas cinco regiões do país, nas quais apenas um terço –ou 19 instituições –tem uma mulher como reitora.

De acordo com o levantamento, produzido a partir das informações dos portais das universidades até esta segunda (12), a disparidade entre homens e mulheres chefes na administração superior é mais ampla no Sul, com 18,18% de reitoras em um universo de 11 instituições. As mulheres chefiam a administração apenas na UFCSPA (Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre) e na FURG (Universidade Federal do Rio Grande).

Em segundo lugar no ranking de baixa representatividade feminina está o Sudeste, região que concentra o maior número de federais, 19 instituições, mas nas quais apenas 15,8% têm reitoras. São quatro universidades, ao todo: a Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), a UFV (Universidade Federal de Viçosa), a UFRRJ (Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro) e a UFTM (Universidade Federal do Triângulo Mineiro).
No Nordeste, 33,33% das 18 universidades federais têm mulheres na chefia da administração – caso da UFPB (Universidade Federal da Paraíba), UFAL (Universidade Federal de Alagoas), UFMA (Universidade Federal do Maranhão), UFOB (Universidade Federal do Oeste da Bahia), UFRN (Universidade Federal do Rio Grande do Norte) e da UFRPE (Universidade Federal Rural de Pernambuco).

A região Norte tem 40% de participação feminina em reitorias em suas dez universidades, 40% –as mulheres chefiam a Unifap (Universidade Federal do Amapá), a UFAM (Universidade Federal do Amazonas), a UFOPA (Universidade Federal do Oeste do Pará) e a UFT (Universidade Federal do Tocantins).

No e Centro-Oeste, região com o maior percentual de representatividade feminina em reitorias, 60%, há reitoras na UFGD (Universidade Federal da Grande Dourados), na UFMT (Universidade Federal de Mato Grosso) e na UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul).

Homens invisibilizam mulheres

Para a professora de sociologia da educação da Faculdade de Educação da UFJF (Universidade Federal de Juiz de Fora) – onde há reitor e vice-reitora – e integrante do Conselho Estadual da Mulher de Minas Gerais, Daniela Auad, 43, a disparidade entre homens e mulheres na chefia da administração superior mostra o quanto o ambiente acadêmico, “apesar de ele ser o espaço próprio para a reflexão”, ainda reproduz padrões de desigualdade entre os gêneros do restante do mercado de trabalho.

“Ocorre que a universidade não está acima de outras esferas da sociedade, ela é parte do mercado de trabalho para homens e mulheres como qualquer outro espaço. É bem verdade que não basta ser mulher para se ter boas pautas e propostas na disputa da administração superior, mas muitas têm, são muito boas e ainda são minoria nas eleições para reitoria e em cargos de poder”, afirmou a professora.

“As mulheres professoras têm tanta formação e competência na universidade quanto os professores homens; podem ser tão lideranças quanto os homens. Mas, na hora de fechar chapa para disputar a reitoria, eles mesmos não as querem –não é uma mera questão de esquerda e direita. Não somos a caricatura da feminista louca: somos mulheres no mercado de trabalho aptas a e ter excelência na administração superior”, disse Auad.

Na avaliação da professora, que é pesquisadora de gênero e de feminismo, a organização das chapas para reitoria até que é mista, mas de tal forma que “os homens mesmos invisibilizam as mulheres e assumem os cargos de mando”.

“As mulheres no ensino superior são pura resistência – porque tradicionalmente são pensadas para executar tarefas que sejam adaptadas pelo fato de potencialmente serem ‘cuidadoras’, ‘mães’ – elas podem e querem ser chefes. Hoje, até homens que se dizem de esquerda continuam a vem a mulher dessa maneira. Estamos na universidade para fazer pesquisa, docência, extensão e administração superior, não para ser mulheres que assessoram os homens e votam neles –mas também para ser assessoradas e votadas por eles. Equidade também é isso”, afirmou Auad.

Uol

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Padre sente-se mal durante Terço, é socorrido numa D-20 e morre no hospital de Itaporanga

Padre-DedéO padre José Dantas, conhecido como Padre Dedé, de 54 anos, morreu na manhã deste sábado, 21, no hospital de Itaporanga por causa, possivelmente, de um problema cardíaco. Há 15 anos pároco de São José de Caiana, o sacerdote sentiu-se mal em sua casa, no começo desta manhã, enquanto rezava o Terço, oração que fazia costumeiramente antes de suas atividades paroquiais.

Como a cidade caianense não tem Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) nem havia ambulância disponível no momento, o sacerdote foi socorrido em uma caminhoneta e, segundo seus familiares, deu entrada com vida no hospital de Itaporanga, que não tem cardiologista, e terminou não resistindo. “Todo mundo está revoltado pelo padre ter sido socorrido naquelas condições, sem um carro adequado para o transporte de um paciente”, comentou um popular caianense, enquanto esperava a liberação do corpo no hospital.

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Padre Dedé era natural de Igaracy, mas morou com a família durante cerca de 30 anos no sítio Gangorra, zona rural Itaporanga. De família extreamente humilde, ele se ordenou em Cajazeiras, ocupando diversas paróquias do Sertão, mas se fixou definitivamente em São José de Caiana. A cidade está abalada emocionalmente com a morte do padre, figura carismática e sacerdote muito operoso, e que ganhou ainda mais popularidade devido à paixão pelo futebol. Jogou bola durante muito tempo e formou uma equipe para disputar torneios e amistosos.

Segundo seu irmão, o padre tinha problemas cardíacos e uma cirurgia estava marcada para o próximo dia 2 em Campina Grande. A operação deveria ter sido realizada em fevereiro, “mas os médicos desmarcaram a cirurgia por causa do carnaval”, lamentou um dos 11 irmãos do sacerdote. Apesar dos problemas de saúde, ela trabalhou intensamente na organização da Festa de São José, e todo esse esforço, descumprindo, inclusive, orientação médica, pode ter sido crucial no agravamento do seu problema cardíaco, resultando no óbito. “Vivia em cima de uma moto, batendo todo canto do município, na poeira e sol quente, nunca vi uma padre tão trabalhador, nem parecia que tinha problema de saúde”, disse emocionado um paroquiano.

Seu corpo será velado na Igreja de São José de Caiana, mas deverá ser sepultado em Itaporanga na tarde deste domingo, segundo familiares.

Da Redação 
Com Folha do Vale

Prefeitura de Remígio antecipa pagamento de Fevereiro e paga terço de férias da Saúde

LOGOMARCAremigioMais uma vez, por determinação do prefeito Chió, a Prefeitura de Remígio antecipou o pagamento dos salários dos servidores municipais.

Desta vez, foi o salário do mês de fevereiro, que estava programado para o dia 28, e foi pago nesta sexta-feira, dia 27. Também esta sendo realizado o pagamento de terço de férias de todos os servidores da saúde. São 143 funcionários beneficiados, o que representa um impacto na economia local na ordem de R$: 63,188.81 a mais.

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Ainda está sendo pago nesta data o aumento de 13,01% a todos os professores da rede municipal de ensino.

Mesmo com a crise que assola nossa região devido à escassez de agua, a gestão Cultivando Amor Por Esta Terra prova o seu compromisso com o funcionalismo municipal.

 

SECOM Remígio

Prefeitura de Caiçara paga terço de férias e salário de fevereiro a professores do município

 

caiçaraO Secretário de administração do município de Caiçara, Júnior Félix, informou na manhã desta quinta-feira, 12 de fevereiro, que o terço de férias, referente ao ano de 2013 dos professores e o salário do mês de fevereiro/2014 da categoria, já foram disponibilizados nas contas do educadores.

 

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Júnior disse ainda que o desejo do Prefeito Cícero era o de poder atender, com o terço de férias, todos os prestadores de serviços do município, “mas a situação financeira ainda não é das melhores. Pedimos compreensão a todos e reafirmamos nosso compromisso em até o término do ano, atender o máximo de categorias com o pagamento do terço de férias.” Destacou.

 

Outra ação

 

O vice-prefeito do município, Tarcizinho informou que já estão disponíveis os recursos para o pagamento do seguro-safra 2013/2014. Os agricultores que aderiram ao benefício podem retirar a primeira parcela a partir desta sexta (13). “Com muitos esforço a Prefeitura conseguiu mostrar para o Ministério do Desenvolvimento Agrário que nossos agricultores tinham tido perdas significativas na produção agrícola de 2014”. Conversou Tarcizinho.

 

Assessoria

 

Pesquisa: Um terço das pessoas ficaria um ano sem sexo, mas não sem celular

celularA tecnologia móvel se tornou necessidade básica em diversas partes do globo, tanto que os indivíduos estão dispostos a trocar gastos com lazer para investir mais em seus aparelhos celulares. Uma pesquisa feita pela consultoria Boston Consulting Group (BCG), em parceria com a Qualcomm, aponta as concessões que os indivíduos estão dispostos a fazer para manter seus gastos com aparelhos celular.

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O resultado, apresentado nesta quarta-feira no Fórum Econômico Mundial, em Davos, é curioso: 64% dos entrevistados aceitariam abrir mão de jantares em restaurantes por um ano, mas não ficariam sem seus celulares; 50% abririam mão de viagens de férias e 38% ficariam sem ter relações sexuais por um ano a permanecer pelo mesmo período sem seus celulares.

A pesquisa mostra ainda que 36% dos entrevistados aceitariam ficar sem energia por 12 horas diariamente, a permanecer esse mesmo período sem acesso a seus aparelhos celulares.

O BCG pesquisou os principais mercados de telefonia móvel do mundo: Estados Unidos, Alemanha, Coreia, Brasil, China e Índia. “Os resultados mostram que a tecnologia móvel tem gerado um valor imenso aos consumidores – valor que excede o custo de um aparelho celular”, informa o estudo. O BCG aponta que os consumidores destinam de 11% a 45% de sua renda mensal a gastos envolvendo internet e tecnologia móvel.

180 Graus

Um terço dos pais erra ao aplicar protetor solar nos filhos

criancaCerca de um terço dos pais de crianças não aplica protetor solar de forma correta em seus filhos: essa parcela acredita que o uso produto é necessário apenas na praia ou em dias de verão. É o que mostra um estudo realizado pela Sociedade Brasileira de Dermatologia de São Paulo com mais de 800 pais e 150 educadores de todo o país.

De acordo com o estudo, 38% dos entrevistados acham que o a proteção solar é desnecessária em dias nublados ou em outras estações do ano que não o verão. No entanto, dermatologistas afirmam que a criança deve se proteger do sol, usando bloqueadores solares, chapéus e ficando na sombra, por exemplo, durante o ano todo.

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Uso correto — “O ideal é que, após os seis meses de vida, a criança utilize protetor solar com fator de proteção de raios UVB de no mínimo 30 e com bloqueadores dos raios UVA, que estão presentes mesmo em dias nublados”, diz Paulo Criado, presidente da Sociedade Brasileira de Dermatologia de São Paulo e dermatologista do Hospital das Clínicas da USP.  Segundo ele, antes disso, o bebê não deve ser exposto ao sol porque sua pele ainda é muito sensível, havendo risco de queimaduras.

O médico explica que, ao adulto aplicar protetor solar em uma criança, ele deve usar uma quantidade que cubra a palma de sua mão para conseguir proteger todo o corpo da criança. Além disso, a aplicação do produto deve ser feita pelo menos meia hora antes da exposição solar e repetida no primeiro momento de contato com o sol, a cada duas horas e também caso a criança transpire ou entre na água.

Segundo a pesquisa, uma das principais afetadas pela desproteção solar são as crianças com menos de três anos, já que 32% dos pais afirmaram que só passam a aplicar protetor solar em seus filhos a partir dessa idade. Além disso, 15% consideram que crianças de até dois anos não precisam usar o produto. “O dado é preocupante porque quanto mais a criança se expõe, maior o risco de câncer de pele no futuro”, diz Paulo Criado.

Câncer de pele — De acordo com o dermatologista, não proteger crianças contra a exposição ao sol pode ser um fator desencadeador de câncer de pele na vida adulta. O Instituto Nacional de Câncer (INCA) calcula que a doença representa 25% de todos os tumores malignos diagnosticados entre brasileiros. “O câncer de pele, principalmente o melanoma, é semeado na infância. O dano que a radiação solar faz às células é acumulativo ao longo do tempo. Por exemplo, uma queimadura solar com bolha em uma criança dobra o risco de ela ter melanoma na vida adulta”, diz Criado.

Desprotegidos — O estudo dos dermatologistas ainda mostrou que mais da metade dos pais (58%) de crianças sabe que a falta de proteção solar na infância aumenta o risco de câncer de pele. Mesmo assim, 11% não passam protetor solar nos filhos – principalmente porque se esquecem (42%), acham o produto caro (32%) ou então não consideram que isso seja importante (15%). Além disso, a maioria dos pais que passam o produto nas crianças não o reaplica quando necessário.

O estudo também mostrou que os erros dos pais na hora de proteger crianças contra o sol se repetem entre os educadores. Embora a maioria (57%) dos professores entrevistados saiba que a desproteção solar na infância eleva o risco de câncer, metade deles deixa os seus alunos expostas ao sol no horário em que a radiação é mais intensa, entre as 10 e 15 horas.

Campanha — Segundo o dermatologista, é importante que pais e educadores ensinem a importância da proteção para as crianças. “É na infância que você consegue fixar mais esses ensinamentos. Por isso, a aprendizagem no colégio é fundamental. Mudando o hábito da criança, é provável que se mude, também, os hábitos de família”, diz.

A pesquisa da Sociedade Brasileira de Dermatologia de São Paulo foi publicada junto com a divulgação da nova campanha da entidade, “Sol, amigo da infância – pele protegida para toda a vida”. Em uma das ações, dermatologistas farão campanhas em escolas de todo país sobre o tema.

 

Veja

Estudos mostram que apenas um terço dos usuários de crack deixa o vício

Imagem Carolina Garcia
Imagem Carolina Garcia

Estudos recentes da Universidade Federal da São Paulo (Unifesp) demonstram que, apenas um terço dos usuários de crack deixa o vício e encontra a cura, outro terço mantém o uso e outro terço morre, sendo que em 85% dos casos são relacionados à violência. Os pesquisadores apontam também que não há nenhum tratamento medicamentoso aprovado para dependência de crack. “Dessa forma, a boa prática direciona-se no sentido da adoção de uma visão multifocal para o tratamento da dependência desta droga”, comentou o psicólogo.

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Para Deusimar Guedes, psicólogo e advogado, esta visão a partir de vários ângulos deverá conter diretrizes gerais para a assis­tência integral ao usuário de crack, onde as abordagens de natureza: físicas, psicológicas e sociais, levem em consideração também, às questões legais e de qualidade de vida, num tratamento que vise não especificamente à abstinência, mas também, a prevenção de recaídas e a reinserção social dos drogadictos.

Outro aspecto importante, destacado pelo psicólogo,  além da abordagem interdisciplinar, é a construção de uma rede de instituições que trabalhe de forma integrada contemplando as várias vertentes da política educativa sobre droga, dentre estas, aquelas direcionadas à: prevenção do uso indevido destas substâncias, a atenção e acolhimento de usuários e familiares, a sensibilização e capacitação dos profissionais de saúde, educação e assistência social, bem como a identificação precoce destes dependentes químicos para o devido encaminhamento ao tratamento adequado no âmbito da referida rede de atenção e cuidados.

Para ele há uma necessidade inadiável que o poder público assuma esta sua responsabilidade, e que tais iniciativas não fiquem apenas com o Estado, mas também sejam encampadas pelos diversos segmentos sociais, pois esta á uma causa que pertence a toda a sociedade, “ pois, mesmo sabendo que não existe um modelo ideal e nem mesmo uma fórmula má­gica de prevenção e tratamento ao uso indevido de drogas, uma coisa é certa, mais do que pessoas envolvidas, precisamos de pessoas comprometidas, haja vista, que o maior risco que corre a humanidade não é o grande número de indivíduos que fazem o mal, mas sim a multidão daqueles que mesmo podendo impedir que o mal aconteça não o fazem”, concluiu.

Paulo Cosme

Um terço das mulheres sofre de infecção urinária recorrente

Foto: Getty Images
Foto: Getty Images

Quase 80% das mulheres terão algum episódio de infecção urinária na vida e cerca de um terço delas pode desenvolver infecção urinária de repetição, que significa que a paciente teve ao menos dois episódios nos últimos seis meses ou três durante o ano. Essa é a conclusão apresentada pelo Centro de Referência em Saúde do Homem, da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo, que também atende ao público feminino. Segundo o urologista Marcelo Pitelli, as filhas de mulheres que sofrem com o problema estão mais suscetíveis a desenvolver a doença.

 

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A infecção urinária é mais comum em mulheres, pois a uretra feminina é mais curta e próxima ao ânus do que a dos homens, o que potencializa o risco da passagem de bactérias do ânus para a viagem. Outros fatores de risco também envolvem alterações da flora vaginal durante a gestação, questões hormonais, diabetes, imunodepressão e questões genéticas. Além de doenças crônicas, a atividade sexual intensa pode aumentar as chances de desenvolver a doença.

 

Os principais sintomas da infecção urinária são ardência e dor ao urinar, dor na região mais baixa do abdômen, aumento do ritmo para urinar, sangue e odor forte na urina. Nas mulheres com diabetes os sintomas podem não aparecer.

 

“É necessário que, ao perceber esses sinais, a mulher procure um urologista para ter um diagnóstico adequado, pois a infecção urinária de repetição tem tratamento”, explica o médico. Marcelo ainda ressalta que, quando a doença não é tratada corretamente, as bactérias podem subir para o rim e gerar várias complicações como infecção generalizada, que pode até levar ao óbito.

 

Aprenda cuidados para evitar infecção urinária:

 

1. Aumentar a ingestão de água para pelo menos um litro e meio por dia.
2. Fazer a higiene íntima sempre no sentido da frente para trás para evitar a contaminação com bactérias.
3. Cuidar da alimentação para evitar prisão de ventre, que potencializa o risco de contaminação.
4. Evitar manter a bexiga cheia, urinando pelo menos uma vez a cada quatro horas (exceto à noite).
5. Higienizar a área íntima antes da relação sexual. E após, urinar para expulsar as bactérias que possam ter penetrado na uretra e na bexiga.

 

Terra