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TelexFree trabalha em ‘mutirão da devolução’ de dinheiro, diz diretor

Carlos Costa, diretor de marketing da TelexFree, costumava aparecer quase semanalmente em vídeos (Reprodução)
Carlos Costa, diretor de marketing da TelexFree, costumava aparecer quase semanalmente em vídeos (Reprodução)

O diretor de marketing da TelexFree, Carlos Costa, divulgou às 22h35 de segunda-feira um vídeo na página da filial brasileira no Facebook. Com o pomposo nome de “Plantão TelexFree” para marcar o tom urgente da “notícia”, Costa prometeu “elucidar”, ponto a ponto, todos os questionamentos feitos pelo programa Fantástico, da Rede Globo, na noite de domingo, que apresentou o histórico da empresa, acusada de formação de pirâmide financeira no Brasil e nos Estados Unidos.

Em 19 minutos e 17 segundos, Costa tentou mostrar a TelexFree não é uma pirâmide financeira e que o trabalho em equipe é que permite o sucesso na venda de pacotes dos serviços de VoIP (voz sobre Protocolo de Internet). Segundo ele, a empresa não tem qualquer tipo de reclamação. Ela vende pacotes no atacado, e não há vítimas porque a empresa não opera produtos financeiros: a relação com o divulgador é de compra e venda. “Não somos poupança ou aplicação. O divulgador compra no atacado para revender”, diz Costa. “Somos mal interpretados.”

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‘Mutirão’ – O programa da Rede Globo entrou na sede da empresa em Vitória, no Espírito Santo, e encontrou uma equipe trabalhando normalmente – o que seria um descumprimento à decisão judicial. Mas, segundo Costa, o que foi mostrado era um “mutirão da devolução” (o que ele reafirmou duas vezes no vídeo), única maneira de devolver o dinheiro aos chamados divulgadores. “Prometi e estamos cumprindo à risca. A empresa não está descumprindo a sentença, ok?!”

Em dois momentos da gravação, Costa apresenta dados de auditoria da Receita Federal do Brasil para mostrar que 96% do faturamento da TelexFree vem dos serviços de VoIP, ao contrário das investigações que mostraram que apenas 1% vem da venda do seu principal produto. No final do 37º Plantão, Costa é categórico: “A empresa vai voltar mais forte ainda.”

Seu último vídeo data de 6 de maio, quando ele foi obrigado a comparecer a uma reunião com perícias de uma consultoria que avalia a viabilidade econômica da empresa. Antes das investigações esquentarem nos EUA, Costa costumava postar vídeos do “Plantão TelexFree” quase semanalmente. As críticas dos divulgares à empresa estão cada vez mais duras e as pessoas pedem o dinheiro de volta.

Costa é um dos poucos líderes da empresa que não foi condenado ao crime de pirâmide financeira nos Estados Unidos, onde as investigações já estão em estágio mais avançado que no Brasil. No dia 9 de maio, o fundador da empresa, James Merrill, foi preso nos Estados Unidos e teve seu pedido de pagamento de fiança e liberdade rejeitado pela Justiça do país na última sexta-feira. Um novo julgamento sobre sua liberdade provisória será feito nesta terça-feira. Enquanto isso, seu sócio na empresa, Carlos Wanzeler, está foragido e a polícia americana acredita já esteja no Brasil, para onde fugiu em meados de abril, antes de ter sua prisão decretada.

Outros seis integrantes da TelexFree nos EUA estão sendo investigados por sua participação na empresa que é acusada de praticar crimes financeiros, em um esquema insustentável de pirâmide financeira que levantou 1 bilhão de dólares no mundo. Carlos Costa só se livrou das acusações porque vendeu sua participação de 30% na empresa americana anos atrás, mas continuou como líder da filial brasileira.

Cenário – Os bens da TelexFree foram bloqueados pela Justiça de Massachussetts no mês passado e o diretor financeiro da empresa, Joseph Craft, foi pego tentando fugir com inúmeros cheques no valor de 38 milhões de dólares destinados aos donos da TelexFree nos EUA, James Merrill e Carlos Wanzeler (Carlos Costa afirma que os cheques estavam sendo levados para perícia nos EUA). Segundo a procuradora Carmen M. Ortiz, que assinou parecer sobre o caso, o escopo da suposta fraude “é de tirar o fôlego”. “Esses réus planejaram um esquema que captou centenas de milhões de dólares de pessoas que trabalham duro no mundo todo.”

A filial brasileira está sob investigação desde o ano passado por prática de pirâmide no Brasil, com os bens bloqueados e impedida de funcionar por uma decisão da Justiça do Acre. Ela foi recentemente condenada pelo Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor, órgão da Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon/MJ) a pagar uma multa de 5,59 milhões de reais por operar “esquema financeiro piramidal”, que é crime contra a economia popular no Brasil.

Veja

Telexfree continua funcionando no Brasil apesar de proibida pela justiça

 A pirâmide financeira que prometia transformar  qualquer um em milionário também fez vítimas  em Boston, nos Estados Unidos. Estamos  falando da Telexfree que, apesar de proibida aqui  no Brasil, continua funcionando.

“Estou aqui para te apresentar a melhor  oportunidade de renda extra da sua vida”,  promete o brasileiro Carlos Costa em um vídeo na internet.

A promessa de dinheiro fácil não passava de um golpe bilionário que fez milhares de vítimas no mundo inteiro, segundo as autoridades americanas. Esquema da Telexfree era encabeçado por brasileiro e americano.

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O esquema da Telexfree, considerado pelos promotores a maior fraude dos Estados Unidos atualmente, era encabeçado por dois amigos: o americano James Merrill e o brasileiro Carlos Wanzeler.

James foi preso na semana passada. Carlos Wanzeler, está foragido.

Os dois se tornaram sócios e, em 2012, abriram a Telexfree nos Estados Unidos. Eles são acusados de fraude e de operar um produto financeiro sem autorização. Se condenados, podem pegar 20 anos de cadeia.

Principal alvo eram imigrantes brasileiros e dominicanos

O principal alvo eram imigrantes brasileiros e dominicanos. Muitos do estado de Massachussets.

“Arrependimento. Estou muito arrependido, porque US$ 3 mil faz parte da minha poupança e eu estou sem hoje”, conta Robson Noronha, motorista.

Um homem, que prefere não se identificar, conta que perdeu mais de US$ 80 mil. Ele vendeu um apartamento e parte de uma empresa para investir na Telexfree. “Tem amigos nossos que venderam loja de carro, colocaram US$ 500 mil na Telexfree, tem gente que fechou pizzaria para colocar dinheiro na Telexfree”, conta. Telexfree prometia ligações mais baratas e ganhos de mais de 200%.

A Telexfree oferecia ligações de longa distância mais baratas pela internet e prometia ganhos de mais de 200% ao ano para quem publicasse anúncios e trouxesse novos clientes.

Mas as investigações, que começaram em 2013, apontaram que menos de 1 % do que a empresa recebia vinha dos produtos de telefonia. Investimentos dos participantes eram 99%. A empresa é um esquema de pirâmide disfarçada.

“Esquemas de pirâmide são ilegais e fraudulentos”, disse o secretário, que apresentou a primeira acusação, William Galvin.

Funcionamento do esquema

Mas como funciona esse esquema?

Uma pirâmide financeira funciona assim: quem entra, precisa chamar mais participantes, que também pagam para entrar. Os ganhos das pessoas do topo da pirâmide depende da entrada do dinheiro das pessoas da base.

Chega um momento em que a pirâmide não se sustenta mais. Simplesmente não tem mais gente suficiente para entrar e mandar mais dinheiro para parte de cima. Nesse momento, o esquema quebra. Quem já tinha recebido o dinheiro investido de volta sai lucrando. Mas a maioria das pessoas, a grande base da pirâmide, fica no prejuízo.

Telexfree anunciou dificuldades para pagar participantes

Há um mês, em 15 de abril, a promotoria denunciou a fraude. No mesmo dia, agentes do FBI e do Departamento de Segurança interna dos Estados Unidos cumpriram um mandato de busca na sede da empresa, na cidade de Marlborough. O diretor financeiro foi pego tentando fugir com um laptop e uma bolsa. Nela, havia dez cheques no valor de quase US$ 38 milhões.

Dois milhões eram para a mulher de Carlos Wanzeler, a brasileira Katia. Ela foi presa na última quarta-feira (14) quando ia embarcar para o Brasil no aeroporto JFK, em Nova York.

Fantástico flagra pessoas trabalhando na empresa no Brasil

No Brasil, a Telexfree foi denunciada e está proibida pela Justiça de funcionar desde junho do ano passado.

Na sexta-feira (16), o Fantástico foi até a sede da empresa em Vitória.

Apesar do cartaz na porta dizer que o atendimento está suspenso, encontramos pessoas trabalhando lá dentro.

Fantástico: A empresa está funcionando? Não está funcionando? Eu estou procurando o responsável legal pela empresa. Seu Carlos Costa está por aí? Carlos Wanzeler? James Merril?

Funcionária: A gente não está podendo falar. Pode parar de filmar.

De acordo com o Ministério Público do Acre, a Telexfree envolveu mais de um milhão de pessoas no Brasil. Para a promotoria, todos que colocaram dinheiro na

Telexfree e chamaram novos participantes, podem ser acusados de serem cúmplices do esquema.

Equipe de reportagem vai atrás dos sócios da Telexfree

Ainda em Vitória, o Fantástico foi atrás dos sócios da empresa com uma pergunta: Quem teve prejuízo verá o dinheiro de volta?

A equipe de reportagem foi no endereço que consta no contrato social da Telexfree como sendo o do Carlos Wanzeler.

Fantástico: E ele tem aparecido por aqui, o senhor Carlos Wanzeler?

Homem: Por esses tempos agora não.

Uma casa abandonada consta como o endereço de um outro sócio: Carlos Costa.

Localizamos mais um endereço em nome dele.

Fantástico: Seu Carlos Costa não tá aí?

Mulher: Ele viajou.

O advogado da Telexfree disse que a empresa não opera um sistema de pirâmide.

“Numa pirâmide financeira, você enxerga uma fraude quando o último não recebe nada ou recebe menos do que o primeiro. A perícia judiciaria provará, no nosso caso, que existem milhares de pessoas que receberam em razão do seu trabalho muito mais dinheiro do que as pessoas que as colocou no grupo. As pessoas podem ter certeza que o dinheiro será devolvido”, disse o advogado Danny Cabral Gomes.

G1

Telexfree anuncia suspensão de todas as atividades

telexA Telexfree anunciou através de comunicado publicado em sua página na internet que suspendeu “todas suas atividades de negócios”, enquanto cuida de pendências com a Corte de Falências dos Estados Unidos, agências governamentais e a Securities and Exchange Commission (SEC), órgão equivalente à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) brasileira.

Em meados de abril, a Justiça dos Estados Unidos determinou o congelamento dos bens do grupo Telexfree, acusado pelas autoridades norte-americanas de promover uma pirâmide financeira. Esse tipo de esquema depende do recrutamento progressivo de outras pessoas, que pagam taxas para os antigos associados. No caso, não é levada em conta a real geração de vendas de produtos ou serviços.

Desde abril, quem acessava o site da Telexfree se deparava com uma mensagem dizendo que o serviço estava fora do ar “para manutenção”.

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Nesta sexta-feira (16), a página (www.telexfree.com) trazia uma mensagem oficial em inglês declarando a suspensão das atividades da empresa. O site brasileiro da empresa (www.telexfree.com.br) também direciona para o site internacional (www.telexfree.com), onde está a mensagem.

O texto destaca que a empresa entrou com pedido de recuperação judicial (concordata) em Massachusetts em 13 de abril.

“Já que não estamos atualmente em condições de apoiar nossa rede, é possível que os clientes enfrentem interrupção ou descontinuação do serviço.

Associados independentes e promotores não devem representar a Telexfree de agora em diante sem aprovação de um novo plano de compensação pela Corte de Falência.”

“Uma vez que não estão atualmente em posição de apoiar a nossa rede, é provável que clientes enfrentem interrupção ou descontinuação do serviço.

Associados independentes e promotores não devem representar a Telexfree daqui para frente sem aprovação de um novo plano de compensação pelo Tribunal de Falências”, destaca o comunicado.

A empresa diz ter a esperança de que receberá aprovação da Corte de Falências para reiniciar suas operações, mas destaca não saber “quando ou se será capaz” de convencer as autoridades dos EUA do valor do serviço VoIP (telefonia que usa internet) e da viabilidade dos negócios do grupo.

O G1 procurou a Ympactus Comercial S/A, que utiliza comercialmente no Brasil o nome Telexfree, mas não conseguiu contato com nenhum dos representantes do grupo.

No Brasil, a Telexfree está impedida de fazer pagamentos e cadastros de divulgadores (como são chamadas as pessoas que investem na companhia) desde o dia 18 de junho do ano passado. A Telexfree é acusada pelo Ministério Público do Acre de realizar um esquema de pirâmide financeira sob o disfarce de empresa de marketing multinível.

Investigação da Secretaria de Estado de Massachusetts concluiu que a Telexfree é uma pirâmide financeira que arrecadou cerca de US$ 1,2 bilhão em todo o mundo com um esquema ilegal de venda fraudulenta de títulos. Na denúncia, as autoridades norte-americanas pediram o fim das atividades da empresa, a devolução dos lucros e o ressarcimento das perdas causadas aos “divulgadores”.

Os responsáveis pela Telexfree também respondem a um processo criminal de fraude nos EUA. James M. Merrill e Carlos N. Wanzeler, ambos do estado de Massachusetts, foram acusados denunciados neste mês na corte estadual. Se considerados culpados, eles podem pegar até 20 anos de prisão, de acordo com a nota.

G1

Dono da Telexfree fugiu para o Brasil; mulher do empresário é presa tentando embarcar

dono telex freA mulher do criador da Telexfree foi presa na noite da quarta-feira (14) no aeroporto JFK, em Nova York, ao tentar embarcar para o Brasil, para onde o seu marido, Carlos Wanzeler, fugiu há cerca de um mês. Ele é considerado foragido da Justiça americana, onde responde a processo por conspiração para cometer fraude eletrônica.

Katia foi detida na condição de testemunha importante do crime. Ela, entretanto, também recebeu “quantias significativas” de recursos levantados pela Telexfree. O negócio é acusado de ser uma pirâmide financeira bilionária criada por Carlos Wanzeler, brasileiro, e James Matthew Merrill, americano. Merrill está preso.

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Katia recebeu US$ 1,5 milhão – cerca de R$ 3,32 milhões – da Telexfree em fevereiro de 2014, quando os proprietários já sabiam que o negócio estava sob investigação. Um cheque de US$ 2 milhões – ou R$ 4,43 milhões – em favor da mulher foi apreendido na sede do grupo em 15 de abril, dia em que a empresa foi denunciada como pirâmide financeira pelas autoridades do Estado de Massachusetts.

Fuga de Carlos Wanzeler foi pelo Canadá

Nesse mesmo dia, Carlos Wanzeler e a filha, Lyvia Wanzeler, deixaram os Estados Unidos em direção ao Canadá. Os dois cruzaram a fronteira de carro, na cidade de Lacolle, província do Quebéc, às 23h. Katia ficou em Northborough, onde vivia com o marido.

Dois dias depois – 17 de abril – Carlos e Lyvia embarcaram no voo 90 da Air Canada com destino a São Paulo. O empresário, que tem passaporte americano, entrou no Brasil com o documento brasileiro.

Lyvia retornou para os Estados Unidos no dia 26 de abril, e tinha reservado passagem para o Brasil para o dia 4 de junho. Em 1º de maio, entretanto, ela embarcou num voo de Bostom com destino à Itália.

No dia 13 de maio, alguém comprou, no Brasil, uma passagem em dinheiro no nome de Katia.

Até esta quarta-feira (14), autoridades americanas não haviam solicitado auxílio à Polícia Federal brasileira sobre a fuga de Carlos Wanzeler.

A defesa do empresário não comentou imediatamente as informações. A reportagem não conseguiu contato com Katia e Lyvia.

Empresário mandava dinheiro do Brasil para os EUA

Wanzeler criou a Telexfree em 2002 nos Estados Unidos, mas ela deslanchou após ser trazido para o Brasil, em 2012. Aqui, cerca de 1 milhão de pessoas investiram na empresa, que prometia lucros expressivos em troca de venda de pacotes de telefonia VoIP, realização de publicidade na internet e atração de mais gente para o negócio.

Como o iG revelou, em menos de dois anos, a Telexfree recebeu R$ 988 milhões apenas em suas contas brasileiras. Parte desse dinheiro era transferido para contas de Wanzeler no Brasil e, em seguida, para contas mantidas por ele nos Estados Unidos.

Além do processo americano, o empresário responde, junto com seus sócios James Matthew Merrill e Carlos Roberto Costa, a um processo em que é acusado de ter criado uma pirâmide financeira – crime que pode ser punido com até dois anos de prisão

Nos Estados Unidos, Wanzeler pode pegar 20 anos.

IG

Justiça dos EUA acusa criminalmente responsáveis da Telexfree por fraude

TELEX-FREEA Justiça dos Estados Unidos acusou criminalmente os responsáveis pela Telexfree, acusado pelas autoridades norte-americanas de promover um esquema de pirâmide financeira, por fraude federal, de acordo com comunicado pulicado nesta sexta-feira (9).

James M. Merrill e Carlos N. Wanzeler, ambos do estado de Massachusetts, foram acusados criminalmente em uma denúncia na corte estadual. Se considerados culpados, eles podem pegar até 20 anos de prisão, de acordo com a nota.

Merrill foi detido pelas autoridades e deu um depoimento inicial na corte de Worcester. Já Wanzeler tem um mandado de prisão expedido contra ele e é considerado fugitivo.

Os representantes da Telexfree no Brasil não foram localizados pelo G1 para comentar o assunto.

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No mês passado, relatório da Secretaria de Estado de Massachusetts afirmou que a Telexfree é uma pirâmide financeira que arrecadou cerca de US$ 1,2 bilhão em todo o mundo e aJustiça dos Estados Unidos determinou o congelamento dos bens do grupo. Desde então, a procuradoria dos EUA executou 37 mandados de apreensão de bens estimados em dezenas de milhões de dólares.

O pedido foi feito pela Securities and Exchange Commission (SEC), órgão equivalente à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) brasileira, e determinado pelo Tribunal Distrital de Boston. No documento, as autoridades pedem o fim das atividades da empresa, a devolução dos lucros e o ressarcimento das perdas causadas aos investidores, chamados de “divulgadores”.

Acusação criminal
A procuradora norte-americana Carmen Ortiz diz que o “escopo desta suposta fraude é de tirar o fôlego”. “Como alegado, estes réus planejaram um esquema que colheu centenas de milhões de dólares a partir de pessoas que trabalham duro em todo o mundo”, afirmou.

O agente especial encarregado de investigações internas diz que uma das prioridades da investigação é acompanhar o fluxo do dinheiro ilícito da empresa ao redor das fronteiras americanas e orientou que “se o negócio é muito bom para ser verdade, provavelmente é”.

A denúncia alega que a Telexfree é um esquema de pirâmide e que, entre janeiro de 2012 e março de 2014, quis comercializar o seu serviço de VoIP por meio do recrutamento de “milhares de promotores”, que publicavam anúncios do produto na internet. Cada promotor era obrigado a “comprar” o produto por um preço determinado pela Telexfree, pelo que eram compensados.

A postagem de anúncios eram uma “atividade sem sentido”, segundo a denúncia, em que os promotores apenas colavam as propagandas em sites que já estavam cheios de anúncios de outros participantes. De acordo com o depoimento, a Telexfree arrecadava menos de 1% da receita das vendas de serviço de VoIP ao longo dos últimos dois anos. Mais ou menos 99% do faturamento vinha de novas pessoas que entravam no esquema. “A Telexfree só era capaz de pagar o rendimento prometido aos promotores existentes trazendo dinheiro de novos recrutados”, diz a nota da Justiça.

 

g1

Telexfree é pirâmide financeira, conclui relatório nos EUA

TELEX-FREEUm relatório da Secretaria de Estado de Massachusetts, EUA, divulgado nesta terça-feira (15) afirma que a Telexfree é uma pirâmide financeira que arrecadou cerca de US$ 1,2 bilhão em todo o mundo. No documento, as autoridades pedem o fim das atividades da empresa, a devolução dos lucros e o ressarcimento das perdas causadas aos investidores, chamados de “divulgadores”.

“Embora apresentado como uma mudança de paradigma em telecomunicações e publicidade, a Telexfree é meramente uma pirâmide velada e um esquema Ponzi (como também são conhecidas as pirâmides financeiras, em homenagem a Charles Ponzi, o homem que no início do século passado protagonizou uma das maiores fraudes financeiras da história) que tem como alvo a trabalhadora comunidade brasileiro-americana”, diz a denúncia assinada pelo secretário William Galvin (Clique aqui para ler a íntegra do documento, em inglês).

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No documento de quase 50 páginas, as autoridades de Massachusetts, onde fica a sede da Telexfree, afirmam que a empresa montou um esquema ilegal de venda fraudulenta de títulos e pedem a abertura de uma ação judicial para que sejam interrompidas as atividades da empresa e que os investidores sejam compensados por suas perdas.

Segundo o relatório da investigação, dos cerca de US$ 1,2 bilhão que o grupo faturou de janeiro de 2012 a fevereiro de 2013, apenas US$ 238 milhões vieram da venda de pacotesde telefonia VoIP (por meio da internet).

O documento destaca que a empresa prometia retorno de 200% a 250% aos “divulgadores”, que compram e revendem pacote de contas e “recrutam” novos revendedores.

“Usando várias contas de bancos e entidades relacionadas, a Telexfree já arrecadou mais de US$ 90 milhões em Massachusetts e cerca de US$ 1 bilhão no mundo”, afirma a secretaria Massachusetts.

A denúncia acontece um dia após a empresa anunciar que ingressou um pedido de concordata no Tribunal de Falências do Distrito de Nevada. Com a ação, as autoridades de Massachusetts tentam proteger alguns ativos para eventual ressarcimento das vítimas – um esforço que poderá ser frustrado caso o pedido de recuperação judicial seja aceito pelo Tribunal de Nevada. A corte ainda não apreciou as solicitações. As audiências estão previstas para os próximos dias.

Os representantes da Telexfree no Brasil não foram localizados pelo G1 para comentar o assunto. Desde segunda-feira (15), a reportagem deixou recados no escritório do advogado da empresa, Horst Fuchs, e enviou e-mails para a Telexfree no Brasil e nos Estados Unidos, mas não obteve retorno.

Após a divulgação do resultado das investigações do governo de Massachusetts, o site internacional da empresa saiu do ar. Segundo um comunicado, a página está em manutenção.

A empresa sempre negou a prática de pirâmide ou qualquer irregularidade. Em comunicado divulgado na sua página internacional na segunda-feira (14), o presidente interino da Telexfree, Stuart A. MacMillan, defendeu a recuperação judicial da empresa. “Esperamos que o nosso negócio vai continuar a operar, e tudo faremos para apoiar os nossos associados de vendas e clientes com novos produtos e melhoria dos serviços, incluindo os serviços de VoIP que estão se expandindo para alcançar mais de 70 países”, afirmou.

As atividades da empresa no país estão suspensas desde junho de 2013, por determinação da Justiça do Acre, por suspeita de prática de pirâmide financeira. Em fevereiro, a Telexfree teve negado pela segunda vez seu pedido de recuperação judicial no Brasil. Para a Primeira Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Espírito Santo (TJ-ES), a empresa não poderia fazer o pedido por ter menos de dois anos de atividade.

G1

Não houve acordo entre Telexfree e MP em audiência de conciliação

TELEX-FREEOs advogados da Ympactus Comercial Ltda/Telexfre e o Ministério Público não chegaram a um acordo durante a realização da primeira audiência de conciliação na tarde desta quinta-feira (14), no Fórum Barão de Rio Branco.

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A Telexfree foi bloqueada no mês de junho deste ano pela juíza Thais Borges, da 2ª Vara Cível da Comarca de Rio Branco, depois de denúncia formulada pelo MPE de que a empresa estaria praticando crime de pirâmide financeira.

 

 

Fonte: ac24horas

Evangélicos lançam ‘Telexfree gospel’: marketing multinível

telexA atuação de empresas em sistema de pirâmide financeira vem sendo bastante combatida no Brasil depois que o caso Telexfree foi divulgado pelas autoridades. Diversas empresas que alegam atuar em um esquema de marketing multinível vem sendo investigadas pelo Ministério Público, que visa proibir os esquemas em pirâmide que são ilegais.

O apóstolo Renê Terra Nova, da igreja evangélica Ministério Internacional Restauração, se tornou um divulgador de uma empresa que alega atuar no sistema de marketing multinível (ou marketing de rede) e que distribui produtos cosméticos, como perfumes, cremes hidratantes, maquiagens e até barras de cereais. Em suas redes sociais, Terra Nova afirma que a empresa Z7 Family é uma “oportunidade de negócio com selo VEC- Verdade – Excelência e Compromisso” que “com certeza mudará sua vida financeira e ampliará sua prosperidade” e questiona aos seus seguidores: “Você quer entrar?”.

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No site da Z7, a empresa descreve como os interessados em integrarem o quadro de colaboradores conseguem crescer no esquema de hierarquia: a cada período, o colaborador deve consumir um número mínimo de produtos que, dentro do esquema interno da empresa, represente um valor igual a 250 pontos. Caso esse colaborador traga outros quatro novos colaboradores naquele período, ele sobe um degrau na hierarquia. No período seguinte, esse colaborador e os outros quatro que foram trazidos por ele devem repetir o procedimento de trazer, cada um, mais quatro interessados que também consumam um mínimo de 250 pontos, para assim, o primeiro subir mais um degrau, e assim subsequentemente.

Essa regra da empresa divulgada por Terra Nova é o que traz polêmica ao negócio. A Z7 afirma em seu site que para se tornar um colaborador da empresa é necessário ser apresentado por um “patrocinador” – alguém que já integre o quadro de colaboradores da empresa – e adquirir “Kit de Início de Negócio”, que varia entre R$ 298,00 a R$ 7 mil.

Segundo especialistas, um esquema em pirâmide é uma proposta previsivelmente é insustentável, pois em algum momento, não haverão mais pessoas interessadas em se tornarem colaboradoras, e a perda financeira das pessoas que entrarem por último, será inevitável. Nas redes sociais, internautas já se referem ao negócio como sendo uma pirâmide, embora não existam comprovações irrefutáveis para tal afirmação.

Para Renê Terra Nova, os produtos e modelo de negócio da Z7 são uma “proposta de cura da defraudação que muitos marketing multiníveis deixaram”. O líder do Ministério Internacional da Restauração diz ainda que orou pelo negócio na Coreia do Sul, país onde surgiu o modelo de células através do pastor Paul Yonggi Cho e difundido no Brasil pelo próprio Terra Nova, entre outros apóstolos.

Há dois meses, a empresa Z7 Family chamava-se Z7 Grupo Evolution, e agora adotou um novo nome fantasia. Numa consulta ao site da Junta Comercial do Estado de São Paulo, o registro da empresa não apresenta dados como CNPJ e Inscrição Estadual. O garoto-propaganda da empresa nos vídeos divulgados no YouTube é o empresário José Antônio Lino, que também é esposo da pastora e cantora gospel Ludmila Ferber.

Marketing multinível versus Pirâmide financeira – A diferença básica entre as duas estratégias de negócio é que a primeira é permitida pela legislação, e a segunda, é encarada como fraude. No marketing multinível – estratégia usada por empresas como Avon, Natura, De Millus e até pela editora Central Gospel, do pastor Silas Malafaia, que recém iniciou a estratégia de revendedores porta a porta – os interessados no negócio adquirem produtos e lucram com a revenda desse produto, sem a obrigação de ter metas a bater ou de agregar novos colaboradores.

Na pirâmide financeira, os interessados devem adquirir valores mínimos mensalmente, com a obrigação de trazer novos colaboradores para que seus ganhos financeiros sejam maiores. Essa repetição resulta em ganhos altíssimos para alguns dos integrantes da pirâmide, que são justamente os que começaram o negócio primeiro. Porém, a cada novo integrante, aumenta a possibilidade de que a fonte de recursos – os novos colaboradores – seque.

Nos esquemas em pirâmide, a venda dos produtos é um meio de atrair novos colaboradores e não a atividade final da empresa, pois a maior parte do lucro vem das novas adesões. No marketing multinível, as empresas adeptas do modelo obtém seu lucro a partir da venda de seus produtos, sem exigir que os colaboradores tragam novos interessados.

Nos Estados Unidos, as autoridades orientam que uma boa forma de discernir se uma empresa atua como pirâmide financeira é verificar sua receita: se 70% dos valores arrecadados forem advindos da venda de produtos, trata-se de uma empresa de marketing multinível. Qualquer valor inferior a essa porcentagem, caracteriza a empresa como pirâmide financeira.

Mais Gospel

Diretor da TelexFree anuncia que empresa virou Sociedade Anônima

telex freeA TelexFree divulgou em sua página do Facebook um vídeo com o diretor Carlos Costa informando que a empresa deixou de ser Sociedade Limitada (LTDA) para se tornar uma Sociedade Anônima (S.A) de capital fechado.

“A partir de hoje, a minha, a sua, a nossa TelexFree passou a ser Sociedade Anômima”, destaca o diretor no vídeo, apresentando os documentos que comprovariam a mudança. “Tudo original, olha aqui a perfuração.”

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Segundo Carlos Costa, entre os benefícios com a mudança está o maior grau de responsabilidade e de transparência da empresa. Ele confirma que os sócios viraram acionistas. Mas não haverá venda de ações ainda. “Não mudou nada. Não estamos vendendo uma ação. Quando formos liberados, já estaremos preparados para crescermos mais ainda.”

Lembrando que, por determinação da Justiça, a empresa está com as operações paralisadas desde 18 de junho. A alteração de LTDA para S.A é vista pelos Ministérios Públicos que investigam a empresa como uma forma de pulverizar culpas por possíveis crimes cometidos. A empresa é investigada por suspeita de prática de pirâmide financeira. Também ficaria mais difícil receber o dinheiro aplicado. (veja aqui)

Carlos Costa também diz no vídeo, postado na última sexta-feira, que a empresa está se preparando para abrir filiais em todo o país. “Esta vitória é Deus. Em breve, com a graça de Deus, estaremos comemorando.”

Confira o vídeo na íntegra:

 

Fonte: blogs.diariodepernambuco.com.br

Telexfree bloqueia acesso de divulgadores a escritório virtual

Diretor Carlos Costa com telefone VoIP(Foto: Reprodução/ Facebook)
Diretor Carlos Costa com telefone VoIP
(Foto: Reprodução/ Facebook)

O acesso ao escritório virtual do site da empresa Telexfree está bloqueado desde esta segunda-feira (15) e, dessa forma, os associados não conseguem visualizar seus ganhos. Um comunicado foi feito na página do Facebook da companhia. De acordo com o advogado Horst Fuchs, a medida precisou ser tomada porque hackers tentaram invadir o sistema. Ainda não há prazo para a situação se normalizar.

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A Telexfree está sendo investigada por suspeita de pirâmide financeira, e desde o final de junho estão proibidos os pagamentos de comissões, bonificações e quaisquer vantagens oriundas da companhia aos divulgadores, além de novas adesões à rede, conforme decisão judicial. O descumprimento a qualquer das determinações pode gerar o pagamento de multa de R$100 mil por cada novo cadastramento ou recadastramento e por cada pagamento indevido.

O advogado explicou que o bloqueio do escritório virtual não tem ligação com decisão judicial. “Essa parte do portal continua bloqueada enquanto algumas medidas são tomadas pelos departamento de segurança e tecnologia de empresa. Hackers estavam tentando invadir o sistema e até que não esteja seguro, vamos manter como está, mas garantimos que os ganhos dos divulgadores continuam congelados”, disse.

Divulgadores
Com o bloqueio do escritório virtual, muitos divulgadores usaram a página da Telexfree do Facebook para reclamarem ou, ainda assim, apoiarem a empresa. Uma mulher escreveu que pretende sair da companhia. “Acabou! Pra mim não dá mais, chega de farsa Telexfree! Na hora entrar nessa pirâmide (…) foi muito rápido e agora na hora de me pagarem é uma novela mexicana! Exigimos transparência.”

Outra divulgadora se mostrou desconfiada do bloqueio. “Não podíamos fazer nada mesmo, mas parece que fizeram [o bloqueio] de propósito, para aqueles que querem guardar provas não possa printar (sic) a tela, por exemplo, do valor da adesão paga, onde diz seu nome, e quando foi paga a adesão. Também printar (sic) a tela da parte de renda para verificar quanto o divulgador já recebeu e quanto falta, para qualquer coisa os que saíram no prejuízo receber da Justiça os valores (…) para nos indenizar caso a empresa não volte. Acredito na empresa, mas esta difícil. Não sei porque esta medida de travar o nosso acesso ao backoffice, estanho isso”, escreveu.

Justiça do Acre
A juíza Thaís Borges, da 2ª Vara Cível da Comarca de Rio Branco, no Acre, julgou favorável a medida proposta pelo Ministério Público do Estado do Acre para suspender as atividades da Telexfree, no último dia 18. Com a decisão, foram suspensos os pagamentos e a adesão de novos contratos à empresa até o julgamento final da ação principal, sob pena de multa diária de R$ 500 mil em caso de descumprimento e de R$ 100 mil por cada novo cadastramento. A magistrada afirmou que a decisão não configura o fim da empresa, apenas suspende as atividades durante o processo investigativo.

Os advogados da empresa chegaram a entrar com pedido de reconsideração após a decisão da juíza, mas que foi negado pelo Tribunal de Justiça do Acre.

Julgamento recurso Telexfree (Foto: Rayssa Natani / G1)Julgamento recurso Telexfree no Acre (Foto: Rayssa Natani / G1)
G1