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5 tecnologias para sua empresa ajudar o meio ambiente

Atualmente, são raras as empresas e marcas que não estão adotando atitudes mais sustentáveis. Enquanto muitas atividades já são obrigadas a se adequar às regras e leis ambientais, muitas delas estão aderindo voluntariamente a essa tendência global.

Há uma transformação nos hábitos de consumo e no engajamento dos consumidores perante as questões de sustentabilidade e não é à toa que o termo marketing verde vem se tornando cada vez mais comum para potencializar vendas e ampliar estratégias.

Além de certificações e processos como a ISO 14001, exigida por grandes empresas para a certificação de seus acordos comerciais, a busca por benefício ao meio ambiente favorece os negócios e a natureza.

Selecionamos algumas tecnologias acessíveis para que empresas de variados portes e segmentos possam começar a reduzir seus impactos ambientais. Confira!

Armazenamento em Nuvem

A digitalização das informações transformou definitivamente o armazenamento de registros, documentos e arquivos diversos. Aderir ao Cloud Computer, também conhecido como armazenamento em nuvem é um fator primordial para a diminuição do uso de papéis e também é uma ferramenta importante para a redução do consumo de energia, já que os servidores de armazenamento são remotos e diminui a demanda por grandes máquinas.

VG Resíduos

Muitas atividades produtivas, comerciais e de serviços precisam gerenciar seus resíduos sólidos e prestar contas do tratamento do material para os órgãos fiscalizadores. O processo, que poderia ser extremamente burocrático e complexo, foi simplificado pelo software da VG Resíduos. Trata-se de uma ferramenta digital de gestão capaz de administrar todos os processos de produção da empresa, além da identificação dos resíduos sólidos, controle de sua identificação, segregação e destinação final. Além de permitir a emissão de relatórios e estar adequada às documentações necessárias para o processo, a plataforma também permite que empresas vendam seus resíduos industriais a tratadores especializados, gerando receita.

Smart Energy

A demando por energia elétrica, gás e água afetam o meio ambiente de diferentes e profundas maneiras, além representar gastos substanciosos para qualquer empresa. Por isso, a Smart Energy desenvolveu um sistema completo de gestão de energias, supervisionando a demanda em tempo real, analisando e detectando picos de consumo e gerando relatórios e análises capazes de eliminar desperdícios e diminuir a diminuir a necessidade energética.

Co2 Logic

Um dos poluentes mais nocivos ao meio ambiente é o CO2 (dióxido de carbono), responsável pelas alterações na camada de ozônio e um dos principais vilões do aquecimento global. O gás é emitido não apenas pelos combustíveis fósseis, mas também em atividades cotidianas, como por exemplo, cozinhar, ou mesmo em equipamentos como climatizadores de ambiente. Pensando nisso, a CO2 Logic desenvolveu uma calculadora de gás carbônico completa, capaz de identificar as principais fontes de sua emissão e ajudar a empresa a reduzir suas quantidades despejadas no ar.

Cataki

Pensando em aliar os catadores, os maiores responsáveis pela coleta de materiais recicláveis do país, aos geradores de resíduos sólidos, o aplicativo Cataki foi desenvolvido para criar uma ponte entre trabalhadores da reciclagem cadastrados  e quem deseja doar esses materiais. Disponível para Androide iOS.

 


Aline Matos

 

Conheça as dez tecnologias emergentes que podem transformar o mundo nos próximos anos

tecnologiaO Fórum Econômico Mundial, que reúne anualmente 18 especialistas para responder a esta questão, listou dez inovações que podem mudar nossas vidas, transformar indústrias e proteger o planeta.

“Ao fazer isso, buscamos chamar atenção para estas tecnologias e preencher as lacunas de investimentos, regulamentação e compreensão pública, que muitas vezes são barreiras para o progresso”, afirma o fórum.

A seguir, saiba quais são elas:

1. Carros movidos a hidrogênio

O fórum reconhece que estes veículos são uma promessa de longa data, mas diz que “só agora a tecnologia parece ter chegado ao ponto no qual montadoras planejam incorporá-la em lançamentos para consumidores”.

Carros a hidrogênio têm algumas vantagens em relação aos atuais modelos, movidos a gasolina, álcool, diesel ou eletricidade.

Nos carros elétricos, é preciso recarregar suas baterias a partir de uma fonte externa de energia. Já as células de combustível geram eletricidade diretamente, usando combustíveis como hidrogênio ou gás natural. Esta energia fica armazenada nas baterias.

Isso permite que eles percorram grandes distâncias, como veículos movidos a combustível – o que não ocorre com os modelos elétricos, que ainda têm uma autonomia limitada.

EPA
Carros movidos a hidrogênio geram menos impacto ao meio ambiente

Além disso, a recarga de uma célula de gás de hidrogênio comprimido leva apenas cerca de três minutos. Por fim, o uso de hidrogênio como combustível não gera monóxido de carbono, como ocorre com carros comuns, mas vapor d’água, o que ajuda a reduzir a poluição no ar.

Mas ainda há dois obstáculos: produzir hidrogênio barato em larga escala e criar uma infraestrutura para distribuí-lo à população.

“O transporte de hidrogênio por longas distâncias, mesmo que comprimido, ainda não é considerado economicamente viável hoje em dia”, afirma o fórum. “No entanto, técnicas inovadoras de armazenamento logo reduzirão este custo e os riscos associados a esta prática.”

O fórum espera que, em uma década, milhões de veículos movidos a hidrogênio estejam em uso.

2. Robótica

Outra tecnologia que há muito tempo se faz presente no imaginário coletivo, a robótica tem passado por avanços que estão permitindo que finalmente deixe de estar confinada a fábricas e outras tarefas simples.

“Sensores melhores e mais baratos permitem que robôs sejam capazes de compreender e responder ao ambiente em torno dele. Seus ‘corpos’ estão se tornando mais adaptáveis e flexíveis”, afirma o fórum.

“E eles estão mais conectados, beneficiando-se da computação em nuvem para acessar e processar informações remotamente, em vez de terem que ser inteiramente programados para realizar uma tarefa autonomamente.”

Leia mais: Pesquisadores atingem velocidade recorde em testes de rede 5G

Com isso, os robôs estão assumindo uma variedade de tarefas, como um controle preciso de pragas em plantações e sua colheita ou cuidando de idosos e pacientes, inclusive na sua reabilitação física.

Além disso, robôs menores e mais habilidosos estão não apenas realizando tarefas repetitivas em fábricas no lugar das pessoas, mas também colaborando com humanos em vez de substituí-los.

“O medo de que robôs conectados à web possam fugir do controle se tornará mais proeminente, mas, conforme estas máquinas realizam tarefas domésticas e as pessoas se familiarizam com elas, esse receio deve ser amenizado”, afirma o fórum.

3. Plástico ‘thermoset’ reciclável

Ao contrário dos termoplásticos, que podem ser aquecidos e reaquecidos para adquirirem diferentes formas e serem reciclados, os plásticos “thermoset” só podem passar por este processo uma única vez.

Isto confere durabilidade a este tipo de plástico, tornando-o uma parte importante do mundo atual, com seu uso em celulares, computadores e aeronaves, mas também faz com que seja impossível reciclá-los.

Mas, em 2014, houve avanços significativos nesta área, com a descoberta de uma nova categoria reciclável de plásticos “thermoset”, com o uso de ácido para quebrar a cadeia de polímeros que os forma e os reutilizar na fabricação de novos produtos, mantendo suas características mais úteis, como a rigidez e a durabilidade.

“Apesar de nenhum processo de reciclagem ser 100% eficiente, esta inovação – se for empregada amplamente – pode gerar uma grande redução no lixo descartado”, destaca o fórum.

“Esperamos que este novo tipo de plástico ‘thermoset’ substitua o antigo em cinco anos e se torne onipresente em bens fabricados por volta de 2025.”

4. Engenharia genética agrícola

SPL
Engenharia genética de cultivos podem beneficar especialmente pequenos produtores

A engenharia genética gera uma grande polêmica, mas o fórum defende que “novas técnicas permitem ‘editar’ o código genético de plantas para torná-las mais nutritivas ou resistentes às mudanças climáticas”.

Atualmente, a engenharia genética de cultivos agrícolas depende de bactérias para transferir uma parte de DNA para outro genoma, algo que já foi comprovado ser tão arriscado (ou seguro, de acordo com o ponto de vista) quanto realizar esta transferência por cruzamento de espécies.

“No entanto, técnicas mais precisas de edição genética foram desenvolvidas nos últimos anos”, afirma o fórum.

Elas conferem às plantas uma maior resistência a pragas e insetos, reduzindo a necessidade de uso de pesticidas, e aumentam a sustentabilidade de cultivos ao reduzir a necessidade de água e fertilizantes.

“Muitas destas inovações serão particularmente benéficas para agricultores de pequeno porte de países em desenvolvimento. Assim, a engenharia genética pode se tornar menos controversa, à medida que seu benefício seja reconhecido para aumentar a renda e melhorar a dieta de milhões de pessoas.”

5. Manufatura aditiva (impressão 3D)

Hoje, a fabricação de produtos começa por um grande pedaço de determinado material, como madeira, metal ou rocha, e passa pela remoção de camadas até atingir a forma desejada.

Por sua vez, a manufatura aditiva – também conhecida como impressão 3D – parte do zero e aplica camadas do material até atingir a forma final, usando um modelo digital como guia.

“Produtos fabricados assim podem ser altamente personalizados para cada usuário, ao contrário de produtos feitos com processos de fabricação em massa”, esclarece o fórum.

Além disso, usando células humanas como material básico, esta técnica permite criar tecidos orgânicos que podem ser usados no teste de segurança de medicamentos, além de transplantes.

“Um próximo estágio importante da manufatura aditiva seria fabricar desta forma componentes eletrônicos, como placas de circuitos”, destaca o fórum.

“Esta ainda é uma tecnologia nascente, mas deve se expandir rapidamente na próxima década com oportunidades e inovações que a aproximarão do mercado de massa.”

6. Inteligência artificial

Nos últimos anos, a inteligência artificial evoluiu bastante, com smartphones reconhecendo a voz de seu dono, carros que dirigem a si mesmos ou drones.

Hoje, esta tecnologia faz com que uma máquina reconheça um ambiente a sua volta e reaja a ele.

“Mas estamos dando um passo à frente com máquinas capazes de aprender autonomamente ao assimilar grandes volumes de informação”, diz o fórum.

“Assim como os novos robôs, esta inteligência artificial nascente levará a um aumento significativo de produtividade. Máquinas com acesso rápido a uma imensa fonte de dados poderão responder a situações sem cometer erros com base em emoções, como no caso de diagnóstico de doenças.”

O fórum reconhece que esta tecnologia tem riscos atrelados a ela, como máquinas superinteligentes que um dia poderiam suplantar a humanidade.

“Especialistas levam este receio cada vez mais a sério, mas, por outro lado, isso pode tornar ainda mais evidente a importância de atributos essencialmente humanos, como criatividade e relações interpessoais.”

7. Manufatura descentralizada

Este tipo de fabricação de produtos muda completamente a noção que temos hoje da manufatura.

Em vez de reunir todo o material necessário para fazer um produto em um único – e enorme – local e depois distribuí-lo ao público, a manufatura descentralizada distribui a fabricação de diferentes partes do produto por diversos locais. E o produto final acaba sendo montado muito próximo de onde consumidor está.

“Na prática, isso substitui a cadeia de fornecedores de materiais pela informação digital. Em vez de fazer uma cadeira em uma fábrica central, fábricas menores e locais recebem instruções de como fazer suas peças, que podem ser montadas pelo próprio consumidor ou em oficinas”, esclarece o fórum.

“Isso permite usar recursos de forma mais eficiente, com menos desperdício, diminuindo o impacto ambiental. Também reduz a barreira de entrada para novas empresas num mercado ao diminuir a quantidade de dinheiro necessário para criar um protótipo e fabricar produtos.”

O fórum defende que esta nova técnica de fabricação mudará o mercado de trabalho e a economia da manufatura, mas também apresenta riscos, por ser mais difícil de regular.

“Nem tudo poderá ser feito desta forma. Cadeias de produção ainda serão necessárias para bens de consumo mais importantes e complexos.”

8. Drones inteligentes

Drones são usados amplamente nos dias de hoje, na agricultura, no cinema e em outras aplicações que requerem uma vigilância aérea ampla e barata.

“Mas, até agora, eles têm pilotos humanos, que os controlam a partir do solo”, explica o fórum.

“O próximo passo é desenvolver máquinas que voam por conta própria, o que permite uma série de novos usos.”

Para isso, os drones precisam ser capazes de usar sensores para reagir ao ambiente a sua volta, mudando sua trajetória e altura de voo para evitar colisões com outros objetos em seu caminho.

Isso permitirá que estes robôs assumam tarefas perigosas para humanos, como manutenção de redes elétricas. Ou realizar entregas de medicamentos urgentes mais rapidamente.

Na agricultura, poderiam auxiliar no uso mais preciso de fertilizantes e água ao analisar plantações desde o ar.

“Com esta tecnologia, os drones poderão voar de forma mais próxima a humanos e em cidades”, destaca o fórum.

“Mas, para serem amplamente usados, eles terão que se provarem capazes de voar em meio às mais difíceis situações, como em tempestades de areia e nevascas. Quando isso ocorrer, eles nos tornarão imensamente mais produtivos.”

9. Tecnologia neuromórfica

SPL
Novos chips buscam simular complexa rede de interconexões do cérebro

Ainda hoje, os mais avançados computadores não conseguem superar a sofisticação do cérebro humano.

Estas máquinas funcionam de forma linear, transferindo informação entre chips e um processador central por meio de uma rede. Já um cérebro funciona de forma totalmente interconectada, com uma densidade de conexões que superam em muito a de um computador.

Mas cientistas já trabalham na criação de chips neumórficos, que simulam a arquitetura cerebral e aumentam exponencialmente a capacidade de um computador processar informações e reagir.

“Uma limitação da transferência de dados entre uma memória e um processador central é que isso usa grandes quantidades de energia e gera muito calor”, afirma o fórum.

“Chips neumórficos são mais eficientes neste aspecto e mais poderosos, funcionando como uma rede de neurônios.”

O fórum acredita que esta tecnologia, em estágio de protótipo em empresas como a IBM, é a próxima etapa da computação de ponta e permitirá um processamento de dados mais ágil e potente, abrindo caminho para máquinas aprenderem por conta própria.

“Computadores serão capazes de antecipar e aprender, em vez de apenas reagir de acordo com a forma como foram programados.”

10. Genoma digital

O primeiro sequenciamento do genoma humano levou muitos anos e consumiu dezenas de milhões de dólares, mas, hoje, isso pode ser feito em minutos por algumas centenas de dólares.

“Essa habilidade de desvendar nossa genética individual promete levar a uma revolução, com serviços de saúde mais personalizados e efetivos”, defende o fórum.

Isso porque muitos dos males que enfrentamos derivam de um componente genético. Com esta digitalização do DNA, um médico poderia, por exemplo, tratar um câncer de acordo com a composição genética do tumor.

O fórum ressalta, no entanto, que, assim como toda informação pessoal, será necessário proteger o genoma de uma pessoa por motivos de privacidade.

“Mas os benefícios provavelmente superarão os riscos.”

Exame

Novas tecnologias para uma eleição rápida e segura

Enquanto alguns brasileiros ainda titubeiam ao votar eletronicamente pela desconfiança da segurança e do sigilo do voto eletrônico, em uma universidade no interior de São Paulo um grupo de estudantes trabalha exaustivamente nos testes de um sistema que pode vir a substituir o título eleitoral e outros documentos de papel.

A pedido do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o grupo de 10 alunos da Universidade de Taubaté (Unitau), a 140 km de São Paulo, no Vale do Paraíba, orientado por cinco professores e apoiado por duas empresas privadas, realiza testes de capacidade de armazenamento de informações e segurança em cartões similares aos cartões de banco, dotados de chip, conhecidos como smart-card.

O sistema de votação atual exige que o eleitor apresente o título eleitoral e assine a lista de presença para que o mesário possa liberar a urna para o voto. Nesse novo sistema basta o eleitor inserir o cartão na máquina (parecida com máquinas de cartão de crédito) e colocar o dedo no leitor de digitais que a urna será habilitada automaticamente para o voto.

De acordo com o professor Luis Fernando de Almeida, diretor do Departamento de Informática da Unitau e coordenador da pesquisa, os estudos levam em conta a economia (cada cartão custa em média US$ 1,20, menos de R$ 2,50, para pequenas quantidades, o que não é caso do governo) e a flexibilidade de inclusão de novos módulos (instituições que vierem a adotar o sistema eletrônico) sem a necessidade da troca dos cartões. “No mesmo cartão você altera a informação quando uma nova instituição é incorporada”, explica. “É um compartilhamento seguro e que atende a áreas restritas.”

A praticidade de um possível novo sistema para as eleições pode facilitar a vida de quem está acostumado a portar todos os documentos dentro de uma carteira, por exemplo. O cartão em testes é capaz de armazenar informações do título de eleitor, documento de identidade, cadastro de pessoa física (CPF), carteira de habilitação, entre outras informações específicas e sigilosas dos diferentes órgãos do governo.

A Justiça Eleitoral faz parte do programa de implantação do novo RG, conhecido como RIC (Registro de Identidade Civil). O sistema em testes pelos pesquisadores de Taubaté avalia as inúmeras possibilidades de inclusão desses dados nos cartões inteligentes.

É justamente na segurança desse compartilhamento de informações do cartão inteligente que estão focados os estudos. Em três salas de 20m² cada, o grupo de jovens pesquisadores, com idade entre 20 e 22 anos, trabalha exaustivamente no desenvolvimento de ferramentas e sistemas que coloquem à prova toda a segurança do cartão. “É bem gratificante fazer parte disso, saber como funciona”, comenta o estudante de Engenharia da Computação, Nielsen Pirolla Ferrari, 21 anos, líder da equipe. “A gente não pode falar muito porque a informação é sigilosa, precisamos ser mais reservados”, responde ao ser questionado da curiosidade de outros estudantes sobre o funcionamento do novo sistema.

Embora as pesquisas sejam fomentadas por empresas da região, autorizadas pelo TSE, os modelos de cartões estudados usam um modelo genérico de dados, excluindo o uso de modelos proprietários (cartões com função exclusiva, fabricados por apenas uma empresa).

De acordo com o TSE, a ideia de convidar o meio acadêmico para pesquisas visa uma contínua melhoria do processo eletrônico de votação, além “da necessidade de evolução contínua da transparência e segurança no sistema para os diversos públicos envolvidos no processo eleitoral”.

Outras pesquisas estão sendo desenvolvidas para a melhoria do sistema brasileiro de votação por instituições como o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e a Universidade de Brasília (UnB), com foco em estudos técnicos para a evolução tecnológica do processo eleitoral, o Centro de Tecnologia da Informação Renato Archer (CTI), com foco nas questões relacionadas a segurança do sistema eleitoral, e a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), responsável pela auditoria do sistema eletrônico de votação implantado no Brasil desde 1996.

Fonte: Estadão

Revista Fórum e Fundação Banco do Brasil promovem o 3º Concurso Aprender e Ensinar – Tecnologias Sociais

Professores da rede pública de todo o Brasil podem se inscrever no 3º Concurso Aprender e Ensinar – Tecnologias Sociais, até o dia 5 de outubro. Seis serão premiados, um de cada região do Brasil (Sul, Sudeste, Centro-Oeste, Nordeste e Norte), e um de Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia.

Além disso, serão selecionados 64 finalistas, que irão a Brasília participar de seminário sobre tecnologia social na educação, nos dias 9 e 10 de novembro, com todas as despesas pagas pelo concurso. Os finalistas ainda receberão um tablet e um troféu. Todos os professores que se inscreverem no concurso ganharão assinatura da Revista Fórum até fevereiro de 2013, o livro sobre Geração de Trabalho e Renda, e passarão a integrar a rede de educadores Aprender e Ensinar. Podem se inscrever professores da Educação Básica, vinculados à rede pública,

institutos federais, escolas técnicas públicas e espaços não formais de educação, como EJAs e ONGs.

Vencedores rumo à Tunísia

Os seis vencedores serão anunciados nos dias 9 e 10 de novembro, no final do evento em Brasília. Eles vão participar do Fórum Social Mundial de 2013 e lá divulgarão suas tecnologias premiadas, em um seminário organizado pela revista Fórum e pela Fundação Banco do Brasil.

Esta é a terceira edição do concurso que busca reconhecer, apoiar e disseminar o uso de tecnologias sociais na educação. O 1º Concurso Aprender e Ensinar foi realizado em 2008 e recebeu 2.640 inscrições de todo o Brasil. Os vencedores foram ao FSM de Belém (PA). Na segunda edição, em 2010, foram 3.075 inscritos, e os cinco educadores premiados viajaram a Dacar, no Senegal, em 2011.

Nas duas primeiras edições do concurso, eram premiados cinco educadores de escolas públicas, um de cada região do País. Neste ano, foi criada a categoria para professores de institutos federais.

Tecnologia Social

As tecnologias sociais são soluções simples, de baixo custo, capazes de promover transformações sociais. Seu objetivo é justamente o desenvolvimento local. São iniciativas onde a comunidade é protagonista e que podem ser reaplicadas em qualquer lugar. Entre as premiadas nas edições anteriores estão a construção de um forno solar; uma horta de ervas medicinais feita por alunos, professores e comunidade; a criação de uma moeda verde para troca de materiais recicláveis; um programa de inclusão de crianças surdas por meio da Língua Brasileira de Sinais (Libras).

Inscrições

As inscrições podem ser feitas até 5 de outubro de 2012, no site do concurso, através do link:

http://www.aprenderensinarts.com.br/conteudo/cadastre_se.php

Adital