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“SUS vai ter prioridade nas vacinas produzidas no Brasil”, afirma Pazuello

O Brasil possui um plano estratégico para proteger a população contra a Covid-19. Nesta quarta-feira (16), o Governo Federal divulgou o Plano Nacional de Operacionalização da Vacinação contra a doença, um documento com diretrizes que tem objetivo de apoiar os Estados e municípios no planejamento e organização da vacinação contra a doença.

De acordo com o Ministério da Saúde, o êxito dessa ação depende do envolvimento das três esferas de gestão em esforços coordenados pelo Sistema Único de Saúde (SUS), mas é preciso também de mobilização e adesão da população à vacinação.

Para a infectologista da Unicamp e consultora da Sociedade Brasileira de Infectologia, Raquel Stucchi, um documento deste tipo é necessário para orientar as ações que estados e municípios vão adotar como padrão. “Isso é importante para que todas as ações sejam centralizadas na esfera federal, como sempre aconteceu nas campanhas nacionais de imunização. O Brasil tem muita experiência de sucesso em relação às campanhas nacionais. E as pessoas envolvidas em ações anteriores, com certeza, serão chamas para participar desta nova campanha em um momento tão crucial para o nosso País”, apontou a médica.

O planejamento da vacinação nacional está orientado em conformidade com o registro e licenciamento de vacinas, que no Brasil é de atribuição da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), conforme Lei nº 6.360/1976 e outros regulamentos técnicos. Dito isso, é importante saber como andam as principais vacinas em análise pela Anvisa e que podem ser oferecidas à população a partir do ano que vem.

Diante do compromisso de transparência e do interesse público, a Anvisa mantém uma página na internet para divulgar o status das análises preliminares para registro e outras informações de vacinas contra Covid-19. Isso quer dizer que qualquer pessoa pode saber como está o andamento da submissão de documentos apresentados pelas empresas desenvolvedoras.

Das quatro principais vacinas, a Astrazeneca/Fiocruz e a Sinovac/Butantan aguardam a Certificação de Boas Práticas de Fabricação, referente à etapa em que inspetores têm de garantir que uma fábrica, em qualquer lugar do mundo, cumpra com os requisitos determinados pela legislação brasileira. São avaliadas as estruturas físicas das áreas de produção, armazenamento e laboratórios de controle de qualidade, além de toda a documentação do sistema de garantia de qualidade da empresa. As vacinas Janssen e Pfizer já solicitaram essa certificação, mas o pedido ainda está em análise.

Após esse processo, e dando tudo certo com as vacinas, é possível os laboratórios entrarem com o pedido de registro, que é quando a Anvisa dá o sinal verde para que o imunizante seja comercializado e disponibilizado por todo o País.

Em relação ao recebimento das vacinas, o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, explicou que “todos os estados da Federação serão tratados de forma igualitária e proporcional. Não haverá nenhuma diferença. Todas as vacinas produzidas no Brasil ou pelo Butantan, Fiocruz ou qualquer indústria terá prioridade do SUS”, concluiu o ministro. Nesse sentido, o Brasil possui negociações em andamento, que totalizam, em torno de 350 milhões de doses de vacinas, por meio de acordos com laboratórios e empresas.

Vacinação pelo mundo

Os últimos 15 dias foram marcados pelo início da vacinação contra a Covid-19 nos primeiros países do mundo. A Rússia foi o primeiro país a começar a vacinação contra a doença no dia 5 de dezembro, usando a vacina desenvolvida por lá, a Sputnik V.

Alguns dias depois, 8 de dezembro, o Reino Unido deu início ao processo de vacinação da sua população, mas com o imunizante da Pfizer/BioNTech. Essa também foi a vacina usada por EUA e Canadá, que tiveram a ação iniciada na segunda-feira (14).

É importante destacar aqui que nenhuma das duas vacinas tiveram os estudos totalmente finalizados nos países onde estão sendo aplicadas, mas foram aprovadas pelos governos locais e oferecidos à população.

Fonte: Brasil 61

 

 

“Poderia se tornar uma grande fragilidade para o SUS o andamento desse tipo de agenda por parte do governo”, afirma especialista em saúde sobre privatização do sistema de saúde

Neste final de outubro, o Governo Federal editou um decreto que permitia ao Ministério da Economia fazer estudos sobre a inclusão de Unidades Básicas de Saúde (UBS) no Programa de Parcerias de Investimentos (PPI). Após a repercussão negativa do assunto, no entanto, Bolsonaro voltou atrás da decisão.

Para a professora em Saúde Coletiva da Universidade de Brasília (UnB), Carla Pintas Marques, há uma série de ressalvas na agenda de parceria público-privada na área de saúde. “Estamos falando de um sistema de saúde que é público, que tem sobre a sua égide a CF e Lei 8080, que diz que a participação privada deve ser complementar. Esse complementar não é muito bem especificado, mas entendemos que em especial, quando falamos de Parcerias Público-Privadas (PPP), imaginamos que o investidor vai obter lucro. Isso não é muito adequado quando falamos em saúde, em especial a atenção primária. Penso que poderia se tornar uma grande fragilidade para o SUS o andamento desse tipo de agenda por parte do governo”, destaca.

O ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou que “jamais esteve sob análise privatizar o SUS” e que “seria uma insanidade falar isso”. Ele explicou que o decreto visava apenas promover a realização de estudos para que a iniciativa privada pudesse concluir obras inacabadas de UBSs e Unidades de Pronto Atendimento (UPAs).

“Isso deve ter sido uma dessas inúmeras decisões que nós tomamos por dia, que chegam aqui. As coisas que são decisivas vão para o Congresso são examinadas. Uma privatização do SUS teria que ir para o Congresso e o Supremo também teria que opinar”, explicou o titular da pasta, em declaração na comissão mista do Congresso Nacional que trata das medidas de combate à pandemia da Covid-19.

A lei que institui o Programa de Parcerias de Investimentos do governo afirma que a iniciativa é voltada para a ampliação e o fortalecimento entre o Estado e a iniciativa privada, por meio de celebração de contratos, parcerias para execução de empreendimentos públicos de infraestrutura e outras medidas de desestatização.

O advogado especialista em Direito Público, Leonardo Memória, explica que o decreto que foi editado pelo Executivo é constitucional, embora seja um dos caminhos para a privatização do sistema público de saúde.

“Não é inconstitucional, é uma maneira possível (inclusão das UBS no PPI). Há a situação de passar alguns órgãos para o privado. Não quer dizer que vai ser cobrado, não quer dizer que vai virar privado. A questão é que se vai ter programa de investimento, nenhum privado vai investir sem que haja retorno, ou seja, vai ser praticamente uma concessão administrativa. A administração pública chama o privado para cuidar, porém paga o privado para fazer esse tipo de atualização. Isso é uma forma de privatização”, explica.

Atualmente, algumas unidades de saúde do SUS já contam com a administração da iniciativa privada. É o caso do Hospital do Subúrbio de Salvador, do Hospital de Base de São José do Rio Preto (SP) e da Rede de Atenção Primária à Saúde de Belo Horizonte.

Fonte: Brasil 61

 

 

Bolsonaro recua e anuncia revogação de decreto que abre caminho para privatizar o SUS

Após forte pressão da oposição e da população nas redes sociais, o presidente Jair Bolsonaro anunciou que irá revogar o decreto que abria caminho para a privatização do SUS, especialmente em relação às Unidade Básica de Saúde (UBSs).

Segundo reportagem da CNN, ele admitiu que decidiu revogar o decreto após a repercussão negativa e criticou as avaliações de que os estudos poderiam resultar em um tipo de “privatização” do SUS, o que ele nega. Entidades da área de saúde e parlamentares de oposição já tentavam reverter a medida.

A revogação do decreto será publicada nas próximas horas, em edição especial do Diário Oficial da União.

 

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Hanseníase tem cura e tratamento gratuito pelo SUS

A hanseníase é uma doença não hereditária causada pelo bacilo Mycobacterium leprae, mas que é transmissível pelas vias aéreas respiratórias entre pessoas doentes sem tratamento e pessoas saudáveis. A doença é manifestada por lesões cutâneas e diminuição de sensibilidade térmica. É importante ressaltar que hanseníase tem cura e o tratamento pode ser feito pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

Existem duas formas de hanseníase: a cutânea e a nervosa. A cutânea é menos grave, com manchas na pele e progressiva perda de sensibilidade. Na nervosa aparecem nódulos, os nervos se transformam em cordões nodosos e com a incidência de fortes dores, insensibilidade e deformidade.

Desde 2016, o Ministério da Saúde oficializou o mês de janeiro como o período para o combate à hanseníase e fixou a cor roxa para a campanha. Sendo assim, o mês de janeiro passou a ser intitulado Janeiro Roxo e é dedicado à conscientização da doença. Dia 29 é o dia mundial de combate à doença, enquanto a data nacional é 31 de janeiro.

História, preconceito e tabus

Mas em torno desta doença estão segregação, preconceito e rejeição. O preconceito acontece por conta de lendas históricas e de valores bíblicos que consideravam a doença deformadora da pele e que caía pedaços das pessoas. A hanseníase era conhecida como ‘lepra’.

Hanseníase
Na Bíblia, Jesus aparece curando os doentes (Foto: Ilustração/ Alexandre Teles)

As referências mais remotas datam de 600 a.C. e procedem da Ásia, que, juntamente com a África, são consideradas o berço da doença. A Bíblia contém passagens fazendo referência ao nome ‘lepra’. A doença foi durante muito tempo incurável, o que forçava o isolamento dos pacientes em ambiente denominados gafarias, leprosarias ou leprosários, principalmente na Europa durante a Idade Média, onde as vítimas eram obrigadas a carregar sinos para anunciar a presença. A doença, nessa altura, deu origem a medidas de segregação.

No Brasil, em meados do século XX (20), os doentes eram obrigados a se isolar em leprosários e tinham pertences queimados, uma atitude que visava mais o afastamento dos portadores do que a um tratamento efetivo. Nessa época existiam leis para que os portadores de lepra fossem ‘capturados’ e obrigados a viver em leprosários. Apenas em 1962 a internação compulsória dos doentes deixou de existir.

Mitos e verdades

Veja abaixo um resumo com esclarecimentos sobre a doença:

  • A hanseníase já foi totalmente erradicada. 

É MITO! A Hanseníase ainda possui grande ocorrência no mundo e, principalmente, no Brasil (veja os número abaixo).

  • Pessoa de qualquer sexo, idade e classe social pode “pegar” hanseníase. 

É VERDADE! Apesar de qualquer um estar sujeito a adquirir a bactéria, 90% da população tem resistência para adoecer desse problema.

  • A hanseníase pode causar deformidades e incapacidades físicas.

É VERDADE! Com diagnóstico e tratamentos tardios, há o risco de graves sequelas. Isso pode ser evitado com o tratamento rápido, que cura e é gratuito em unidades do SUS.

  • É possível “pegar” hanseníase de um animal.

É MITO! A hanseníase só é transmitida de uma pessoa que tenha a doença na forma infectante, e não tratada, para outra pessoa.

  • A aglomeração de pessoas facilita a transmissão da hanseníase.

É VERDADE! Ambientes muito fechados e com pouca circulação de ar são locais propícios para a transmissão da doença.

Dados sobre hanseníase

No período de 2008 a 2016, foram notificados 301.322 casos de hanseníase em todo o país, dos quais 21.666 (7,2%) eram menores de 15 anos de idade. Segundo a Secretaria de Saúde da Paraíba, a taxa de detecção na população geral da hanseníase no estado aumentou de 525 casos em 2018 para 608 casos em 2019, apresentando um acréscimo de 2,1%.

Na população maior que 15 anos na Paraíba, em 2018, houve registro de 20 casos, subindo em 2019 para 29 casos novos registrados. Esse indicador mede a força da transmissão recente da endemia e sua tendência, mostrando assim uma alta carga da doença na região onde os casos são encontrados e a importância de se avaliar todos os contatos de casos registrados para quebra da cadeia de transmissão.

Em relação à hanseníase, a meta do Ministério da Saúde é reduzir a carga da doença, com diminuição da taxa de casos novos de hanseníase com Grau de Incapacidade Física 2 (GIF) no diagnóstico para 4,36 casos por 1 milhão de habitantes, e reduzir em 57% o número de crianças diagnosticadas com hanseníase com GIF 2 até 2020.

A meta brasileira difere da meta da Organização Mundial da Saúde (OMS), de “reduzir a taxa de casos novos para menos de 1 por milhão de habitantes e zero para crianças com diagnóstico de hanseníase com GIF 2”, pois leva em consideração o cenário epidemiológico e os determinantes socioeconômicos que influenciam no processo da eliminação da doença como problema de saúde pública no Brasil.

Tipos e Classificação

Manchas na pele são as características mais conhecidas da doença (Foto: Divulgação/ Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD))

Os pacientes com hanseníase são classificados, de acordo com a Organização Mundial de Saúde, em dois grupos: paucibacilares e multibacilares. Aqueles são os que apresentam exames com poucos ou nenhum bacilo; já estes são os que apresentam em seus exames muitos bacilos.

De acordo com a classificação de Madri, a hanseníase pode ser classificada em: hanseníase indeterminada (paucibacilar), tuberculoide (paucibacilar), dimorfa (multibacilar) e virchowiana (multibacilar). Veja a definição de cada um desses tipos, de acordo com a Sociedade Brasileira de Dermatologia:

  • Indeterminada: Pacientes possuem até cinco manchas de contornos imprecisos, e, nesse caso, não há comprometimento neural. É a fase inicial da doença.
  • Tuberculoide: Paciente apresenta até cinco lesões bem definidas e um nervo comprometido.
  • Dimorfa: Paciente apresenta mais de cinco lesões, com bordos que podem estar bem ou pouco definidos, e o comprometimento de dois ou mais nervos.
  • Virchowiana: Paciente apresenta a forma mais disseminada da doença, sendo observada grande parte da pele danificada e, algumas vezes, comprometimento de órgãos, como nariz e rins.

Sintomas e diagnóstico

A hanseníase é fácil de diagnosticar, tratar e tem cura, no entanto, quando diagnosticada e tratada tardiamente pode trazer consequências para os portadores e seus familiares, pelas lesões que os incapacitam fisicamente.

Hanseníase
Sintomas não podem ser ignorados e devem ter acompanhamento médico (Foto: Divulgação/EBC)

Quando se detecta manchas esbranquiçadas, avermelhadas ou amarronzadas em qualquer parte do corpo, sem pelos e que não coçam, com alteração de sensibilidade (térmica, dolorosa ou tátil) e/ou força muscular, deve-se procurar uma Unidade de Atendimento de Saúde, pois esses são os principais sintomas da hanseníase. Também podem surgir dores e sensação de choque, formigamento e dormência ao longo dos nervos, dos braços e das pernas.

A hanseníase, se não tratada inicialmente, pode evoluir para incapacitações físicas. Entre as sequelas deixadas pela doença, estão: incapacidade de elevar o pé (“pé caído”); incapacidade de extensão dos dedos e do punho (“mão caída”); incapacidade de fechar os olhos (lagoftalmo); necrose e ulceração da cartilagem do nariz (“nariz desabado”).

O diagnóstico da hanseníase é feito analisando a manifestação clínica da doença. Além disso, o exame denominado baciloscopia do raspado intradérmico é utilizado para confirmar a existência da doença. Esse exame visa identificar a presença de bacilos. Vale destacar que o resultado negativo do exame não descarta a doença caso o paciente apresente sintomas.

A manifestação clínica da hanseníase em cada pessoa é fundamental para determinar a classificação da doença como Paucibacilar (poucos bacilos) ou Multibacilar (muitos bacilos) e para selecionar o esquema de tratamento adequado para cada caso.

Hanseníase tem cura

O tratamento é realizado em Unidades de Saúde e a medicação é oferecida de forma gratuita. Ao iniciar o tratamento, a carga bacilar da doença diminui gradativamente e assim, o paciente deixa de transmitir para outras pessoas. Para o controle da doença e interrupção da cadeia de transmissão, é imprescindível que sejam realizados: diagnóstico precoce, tratamento regular e avaliação de contatos.

Hanseníase
O paciente deve procurar uma Unidade de Pronto Atendimento. (Foto: Divulgação)

O Sistema Único de Saúde (SUS) disponibiliza o tratamento e acompanhamento da doença em unidades básicas de saúde e em referências, realizado com a Poliquimioterapia (PQT), uma associação de antimicrobianos. Essa associação diminui a resistência medicamentosa do bacilo, que ocorre com frequência quando se utiliza apenas um medicamento, o que acaba impossibilitando a cura da doença.

Os medicamentos são seguros e eficazes. O paciente deve tomar a primeira dose mensal supervisionada pelo profissional de saúde. As demais são auto-administradas. Ainda no início do tratamento, a doença deixa de ser transmitida. Familiares, colegas de trabalho e amigos, além de apoiar o tratamento, também devem ser examinados.

Para crianças com hanseníase, as doses dos medicamentos são ajustadas de acordo com a idade e o peso. Já no caso de pessoas com intolerância a um dos medicamentos do esquema padrão, são indicados esquemas substitutivos.

A alta por cura é dada após a administração do número de doses preconizadas pelo esquema terapêutico, dentro do prazo recomendado. O tratamento da hanseníase é ambulatorial, ou seja, não necessita de internação.

 

 

por

 Erickson Nogueira e Ingrid Donato

 

 

Ministério da Saúde incorpora medicamento para Alzheimer no SUS

Memantina age em neurotransmissor e impede morte de neurônios (Foto: Divulgação)

Após avaliação, o Ministério da Saúde incluiu o medicamento memantina para casos de Alzheimer moderados e graves no SUS. A inclusão foi oficalizada nesta quinta-feira (9) em publicação no Diário Oficial. O medicamento já é aprovado pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária).

A memantina age impedindo a ação do excesso do glutamato nos neurônios. Altos níveis do composto facilitam a entrada do cálcio nas células neuronais, levando-os à morte.

O medicamento foi indicado para casos moderados e graves. Não há indicação para casos leves. Para os casos graves, o composto deve ser combinado com medicamento inibidor de colinesterase, substância que inibe a ação de enzimas que destroem a acetilcolina, neurotransmissor atuante na memória. Já nos casos leves, a memantina pode ser usada isoladamente.

A recomendação da incorporação no SUS foi feita por comissão de avaliação em julho desse ano. O relatório concluiu que “apesar do tamanho do efeito ser pequeno, ele é significativo e influencia favoravelmente a qualidade de vida dos doentes e cuidadores”, diz.

O Alzheimer é uma doença neurodegenerativa que acomete 33% dos indivíduos com mais de 85 anos e compromete de mais de 35 milhões de pessoas no mundo. A condição leva ao declínio de habilidades cognitivas, como a memória e orientação no tempo e no espaço. Há também mudanças na personalidade e no comportamento, bem como prejuízos na habilidade de realizar funções diárias.

G1

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‘Insulina análoga’ será liberada pelo SUS para crianças com diabetes no Brasil

Foto: Marcos Santos/USP Imagens
Imagem Ilustrativa

As crianças portadoras de diabetes tipo 1 terão à disposição no Sistema Único de Saúde (SUS) um dos mais modernos medicamentos para o tratamento da doença: a insulina análoga. O medicamento deverá estar disponível no país em 2018 e foi apresentado nesta quarta-feira (11) pelo Ministério da Saúde.

O Ministério da Saúde anunciou que irá investir R$ 135 milhões, por ano, na compra do novo insumo. Segundo o governo, a nova aquisição será uma importante ferramenta na melhora da qualidade de vida de 100 mil crianças com maior dificuldade de controle da doença.

Estudos apontaram que insulina análoga proporciona um melhor controle glicêmico nos sintomas relacionados à hiperglicemia e diminuição das complicações agudas e crônicas decorrentes do diabetes. O produto é de fácil aplicação, sua embalagem é uma caneta, resposta rápida e com doses que podem ser adaptadas a situação do paciente.

O novo tratamento será ofertado, prioritariamente, às crianças e adolescentes, já que o diabetes tipo 1 apresenta o seu pico entre 10 a 14 anos. A demanda representa 10% do total de crianças com diabetes no país, que são 1 milhão. No entanto, pacientes adultos, com este tipo da doença, também poderão ter acesso ao medicamento, desde que tenham indicação médica.

Portal Correio

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Temer anuncia R$ 344 milhões para programas de saúde bucal do SUS

O presidente Michel Temer e o ministro da Saúde, Ricardo Barros, anunciaram nesta quinta-feira (20) investimento federal de R$ 344,3 milhões em programas do Sistema Único de Saúde (SUS) voltados para a área de saúde bucal. O recurso, segundo o governo, beneficiará mais de 116 mil pessoas.

Investimento em saúde bucal

R$ 89,9 milhões para o custeio de novas equipes
R$ 2,6 milhões para aquisição de 17 Unidades Odontológicas Móveis
R$ 1,9 milhão para custeio de 34 equipes de UOMs
R$ 250 milhões para compra de 10 mil cadeiras odontológicas
Investimento total: R$ 344,4 milhões

Entre as medidas anunciadas com o uso da verba está o custeio de 2.229 equipes de saúde bucal e o credenciamento de 34 Unidades Odontológicas Móveis (UOMs).

Segundo o Ministério da Saúde, atualmente foram entregues 267 UOMs, das quais 112 estão em funcionando e recebendo o custeio mensal de R$ 4,6 mil por unidade. Esses espaços atendem 386.400 usuários.

As UOMs são de uso exclusivo de profissionais de saúde bucal e atendem, geralmente, populações rurais, quilombolas, assentadas, em situação de rua ou em áreas isoladas ou de difícil acesso. Nas unidades, são efetuados atendimentos de saúde básica e preventiva.

O ministro da Saúde ressaltou no evento que o repasse para os municípios acontecerá em poucos dias e será descentralizado. Ricardo Barros, no entanto, não informou o prazo exato.

“Os municípios poderão se inscrever no programa e serão responsáveis por comprar os consultórios”, disse o titular da Saúde.

‘Eficiência’

Ao discursar na cerimônia de anúncio da verba, o presidente Michel Temer destacou que, apesar da “dificuldade orçamentária” que o governo passa, se “economizou fantasticamente” e isso foi convertido em novos investimentos.

“São milhões de reais, não são poucos. Verifico que são valores expressivos e frutos dessa gestão muito eficiente. Esta é mais uma prova de que o Brasil não parou”, declarou o presidente.

O presidente disse ainda que muitos avaliam que o Brasil parou, mas, segundo ele, a prova de que isso não aconteceu são as novas conquistas do governo, como a aprovação da reforma trabalhista.

“Quero registrar com muita ênfase para que nós não sejamos os arautos do catastrofismo. Pelo contrário, que tenhamos aquilo que é muito comum entre os brasileiros, que é o otimismo extraordinário”, declarou.

Embora esteja para anunciar um aumento no PIS/Cofins que incide sobre os combustíveis, Temer também elogiou no discurso a ‘eficiência’ do governo.

Samu

Na semana passada, o governo havia anunciado R$ 1,7 bilhão para ampliar investimentos no Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU), atenção básica de saúde e transporte sanitário.

Ricardo Barros afirmou na solenidade desta quinta-feira que os recentes anúncios de dinheiro para a área da saúde não significam que a pasta está utilizando novos recursos.

“É uma ação administrativa interna do ministérios. Estamos economizando e fazendo boa gestão”, explicou.

O Ministério da Saúde vem renegociando contratos para economizar, segundo dados da assessoria.

Ao todo, 873 contratos foram revistos pela pasta, resultando em uma economia diária de R$ 9,6 milhões por dia. Eles englobam serviços como medicamentos, vacinas e serviços gerais.

g1

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SUS amplia prevenção contra casos de Aids

O Ministério da Saúde anunciou ontem a incorporação no SUS de tratamento que previne a infecção pelo HIV. A terapia será ofertada a grupos mais expostos ao risco, como homens que fazem sexo com homens e profissionais do sexo.

O tratamento consiste na administração diária do antirretroviral Truvada, que é uma combinação de outros dois medicamentos (tenofovir e emtricitabina), em pessoas não infectadas pelo HIV que mantêm relações de risco.

No primeiro ano, o tratamento estará disponível para 7.000 pessoas, número que foi tido como insuficiente por especialistas durante discussão sobre o assunto na Conitec (Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias), que recomendou a terapia.

Segundo eles, o cálculo de 7.000 só atingiria 3,8% dos homens gays e bis -trans, travestis e heterossexuais não entrariam nesse cálculo.

Estimativa feita nos EUA prevê que um quarto dos homens que fazem sexo com homens teriam recomendação para usar a a chamada “prep” (da sigla em inglês para profilaxia pré-exposição).

Se a mesma proporção fosse usada no Brasil, mais de 220 mil pessoas deveriam receber a terapia.

Desde 2012 a OMS (Organização Mundial de Saúde) recomenda a oferta de prep para casais sorodiscordantes (ou seja, em que um dos parceiros tem HIV), homens que fazem sexo com homens, profissionais do sexo e transgêneros (travestis e transexuais).

As taxas de prevalência de HIV são mais elevadas nesses subgrupos populacionais (varia de 5% a 10%), quando comparadas às taxas na população geral (0,4%).

No anúncio de ontem, o ministério não informou quais grupos de risco terão prioridade na indicação da droga. Para isso, segundo o órgão, profissionais da saúde vão realizar uma avaliação da vulnerabilidade do paciente.

“Uma série de critérios deve ser levada em conta antes da indicação da prep, como o número de parceiros sexuais, os outros métodos de prevenção utilizados, o compromisso com a adesão ao medicamento, entre outros”, afirmou Adele Benzaken, diretora do Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde.

Para o infectologista Esper Kallás, professor e pesquisador da USP, a quantidade inicial prevista de comprimidos no Brasil não é problema porque a oferta poderá ser redimensionada conforme a demanda. “A incorporação é um grande avanço. Há dez anos, éramos chamados de loucos, antiéticos, havia preconceito. Ver isso sendo transformado em realidade é show.”

O investimento inicial do Ministério da Saúde será de US$ 1,9 milhão na compra de 2,5 milhões de comprimidos, o que deve atender a demanda pelo período de um ano. A distribuição da terapia no SUS começa em 180 dias.

Mario Scheffer, professor do departamento de saúde preventiva da USP, afirma que, pelo fato de a patente do Truvada estar em domínio público, fica aberto o caminho para os genéricos, o que reduziria o custo. Ainda cabe recurso da farmacêutica Gilead, fabricante da droga.

Segundo ele, muitos dos grupos vulneráveis ainda não foram sequer informados sobre a distribuição ou do que se trata a prep. “Vai ter campanha dirigida aos mais vulneráveis informando sobre o novo direito? Faz tempo que o Ministério da Saúde censurou campanhas dirigidas aos homossexuais e profissionais do sexo”, diz Scheffer.

Efeitos colaterais

Nos últimos anos, a discussão sobre a oferta da prep no SUS gerou questionamentos sobre a possibilidade de a terapia criar resistência ou causar efeitos colaterais em pessoas saudáveis, que, dificilmente, seriam convencidas a fazer uso diário de um remédio.

Para Esper Kallás, a profilaxia provoca poucos efeitos colaterais. “São facilmente administráveis.” Ele diz que outra grande vantagem da prep é trazer essas pessoas para o centro de assistência.

“Não é só dar o remédio e prevenir os efeitos colaterais, é dar aconselhamento sobre o uso da camisinha e o teste de HIV com frequência, reduzir o número de parceiros. É uma ação em saúde pública.”

Para Kallás, a relação de custo e benefício da droga é altíssima porque, ao prevenir uma infecção nessa população vulnerável, várias outras pessoas estarão sendo poupadas do risco de se infectar com o vírus.

A prevenção será ofertada nos serviços do SUS que já trabalham com prevenção do HIV. Segundo o ministério, a prep só será indicada após testagem do paciente para HIV, uma vez que ela é contraindicada para pessoas já infectadas pelo vírus. Nesses casos, ela pode causar resistência ao tratamento.

Atualmente, 827 mil pessoas vivem com HIV/Aids no país. Desse total, 372 mil ainda não estão em tratamento, sendo que 260 mil já sabem que estão infectadas e 112 mil pessoas desconhecem o fato.

Com a nova medida, o Brasil se torna o primeiro país da América Latina a utilizar essa estratégia de prevenção como política de saúde pública.

Correio da Paraíba

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Teste rápido para detecção do vírus Zika é incluído na tabela do SUS

zikaO Ministério da Saúde publicou no Diário Oficial da União (DOU), na página 78, a inclusão do exame do teste rápido para identificação de Zika vírus na tabela de procedimentos do Sistema Único de Saúde (SUS). Além disso, ficou definida a distribuição de 3, milhões de testes para Estados e Municípios.

Segundo a publicação, o teste é sorológico e não necessita de estrutura laboratorial para ser realizado.

Com base nos últimos dados disponibilizados pela Secretaria de Saúde da Paraíba, o estado contabilizou 25 casos de infecção pelo Zika vírus entre o período de 3 de janeiro e 11 de março deste ano.

portalcorreio

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Novo medicamento para artrite reumatoide é incorporado ao SUS

Pessoas com artrite reumatoide poderão contar com mais um medicamento para tratamento no Sistema Único de Saúde (SUS), o citrato de tofacitinibe. O SUS tem até 180 dias, a partir desta quinta-feira (2), para disponibilizar o medicamento a todo o País.

Foto: Arquivo/EBC

Foto: Arquivo/EBC

A indicação do medicamento é direcionada a pacientes adultos com artrite reumatoide ativa, moderada a grave, com resposta inadequada a um ou mais medicamentos modificadores do curso da doença.

A proposta de incorporação apresentada pela Conitec, responsável pela indicação de novas tecnologias ao SUS, avaliou a eficácia e segurança em comparação com as alternativas já contempladas, bem como com o impacto orçamentário gerado pela incorporação e com a experiência internacional na utilização desse medicamento.

A artrite reumatoide é uma doença autoimune, inflamatória, sistêmica e crônica. No Brasil, um estudo de 2004 mostrou prevalência de 0,46%, representando quase um milhão de pessoas com essa doença.

A incidência da doença artrite reumatoide aumenta com a idade e o maior pico é entre os 30 e 50 anos. O sexo feminino é o mais acometido pela doença, cerca de duas a três vezes em relação ao sexo masculino.

Se não forem tratadas, 20 a 30% das pessoas com artrite reumatoide ficam permanentemente incapazes de realizar suas atividades, após três anos do diagnóstico.

Portal Brasil

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