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Hanseníase tem cura e tratamento gratuito pelo SUS

A hanseníase é uma doença não hereditária causada pelo bacilo Mycobacterium leprae, mas que é transmissível pelas vias aéreas respiratórias entre pessoas doentes sem tratamento e pessoas saudáveis. A doença é manifestada por lesões cutâneas e diminuição de sensibilidade térmica. É importante ressaltar que hanseníase tem cura e o tratamento pode ser feito pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

Existem duas formas de hanseníase: a cutânea e a nervosa. A cutânea é menos grave, com manchas na pele e progressiva perda de sensibilidade. Na nervosa aparecem nódulos, os nervos se transformam em cordões nodosos e com a incidência de fortes dores, insensibilidade e deformidade.

Desde 2016, o Ministério da Saúde oficializou o mês de janeiro como o período para o combate à hanseníase e fixou a cor roxa para a campanha. Sendo assim, o mês de janeiro passou a ser intitulado Janeiro Roxo e é dedicado à conscientização da doença. Dia 29 é o dia mundial de combate à doença, enquanto a data nacional é 31 de janeiro.

História, preconceito e tabus

Mas em torno desta doença estão segregação, preconceito e rejeição. O preconceito acontece por conta de lendas históricas e de valores bíblicos que consideravam a doença deformadora da pele e que caía pedaços das pessoas. A hanseníase era conhecida como ‘lepra’.

Hanseníase
Na Bíblia, Jesus aparece curando os doentes (Foto: Ilustração/ Alexandre Teles)

As referências mais remotas datam de 600 a.C. e procedem da Ásia, que, juntamente com a África, são consideradas o berço da doença. A Bíblia contém passagens fazendo referência ao nome ‘lepra’. A doença foi durante muito tempo incurável, o que forçava o isolamento dos pacientes em ambiente denominados gafarias, leprosarias ou leprosários, principalmente na Europa durante a Idade Média, onde as vítimas eram obrigadas a carregar sinos para anunciar a presença. A doença, nessa altura, deu origem a medidas de segregação.

No Brasil, em meados do século XX (20), os doentes eram obrigados a se isolar em leprosários e tinham pertences queimados, uma atitude que visava mais o afastamento dos portadores do que a um tratamento efetivo. Nessa época existiam leis para que os portadores de lepra fossem ‘capturados’ e obrigados a viver em leprosários. Apenas em 1962 a internação compulsória dos doentes deixou de existir.

Mitos e verdades

Veja abaixo um resumo com esclarecimentos sobre a doença:

  • A hanseníase já foi totalmente erradicada. 

É MITO! A Hanseníase ainda possui grande ocorrência no mundo e, principalmente, no Brasil (veja os número abaixo).

  • Pessoa de qualquer sexo, idade e classe social pode “pegar” hanseníase. 

É VERDADE! Apesar de qualquer um estar sujeito a adquirir a bactéria, 90% da população tem resistência para adoecer desse problema.

  • A hanseníase pode causar deformidades e incapacidades físicas.

É VERDADE! Com diagnóstico e tratamentos tardios, há o risco de graves sequelas. Isso pode ser evitado com o tratamento rápido, que cura e é gratuito em unidades do SUS.

  • É possível “pegar” hanseníase de um animal.

É MITO! A hanseníase só é transmitida de uma pessoa que tenha a doença na forma infectante, e não tratada, para outra pessoa.

  • A aglomeração de pessoas facilita a transmissão da hanseníase.

É VERDADE! Ambientes muito fechados e com pouca circulação de ar são locais propícios para a transmissão da doença.

Dados sobre hanseníase

No período de 2008 a 2016, foram notificados 301.322 casos de hanseníase em todo o país, dos quais 21.666 (7,2%) eram menores de 15 anos de idade. Segundo a Secretaria de Saúde da Paraíba, a taxa de detecção na população geral da hanseníase no estado aumentou de 525 casos em 2018 para 608 casos em 2019, apresentando um acréscimo de 2,1%.

Na população maior que 15 anos na Paraíba, em 2018, houve registro de 20 casos, subindo em 2019 para 29 casos novos registrados. Esse indicador mede a força da transmissão recente da endemia e sua tendência, mostrando assim uma alta carga da doença na região onde os casos são encontrados e a importância de se avaliar todos os contatos de casos registrados para quebra da cadeia de transmissão.

Em relação à hanseníase, a meta do Ministério da Saúde é reduzir a carga da doença, com diminuição da taxa de casos novos de hanseníase com Grau de Incapacidade Física 2 (GIF) no diagnóstico para 4,36 casos por 1 milhão de habitantes, e reduzir em 57% o número de crianças diagnosticadas com hanseníase com GIF 2 até 2020.

A meta brasileira difere da meta da Organização Mundial da Saúde (OMS), de “reduzir a taxa de casos novos para menos de 1 por milhão de habitantes e zero para crianças com diagnóstico de hanseníase com GIF 2”, pois leva em consideração o cenário epidemiológico e os determinantes socioeconômicos que influenciam no processo da eliminação da doença como problema de saúde pública no Brasil.

Tipos e Classificação

Manchas na pele são as características mais conhecidas da doença (Foto: Divulgação/ Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD))

Os pacientes com hanseníase são classificados, de acordo com a Organização Mundial de Saúde, em dois grupos: paucibacilares e multibacilares. Aqueles são os que apresentam exames com poucos ou nenhum bacilo; já estes são os que apresentam em seus exames muitos bacilos.

De acordo com a classificação de Madri, a hanseníase pode ser classificada em: hanseníase indeterminada (paucibacilar), tuberculoide (paucibacilar), dimorfa (multibacilar) e virchowiana (multibacilar). Veja a definição de cada um desses tipos, de acordo com a Sociedade Brasileira de Dermatologia:

  • Indeterminada: Pacientes possuem até cinco manchas de contornos imprecisos, e, nesse caso, não há comprometimento neural. É a fase inicial da doença.
  • Tuberculoide: Paciente apresenta até cinco lesões bem definidas e um nervo comprometido.
  • Dimorfa: Paciente apresenta mais de cinco lesões, com bordos que podem estar bem ou pouco definidos, e o comprometimento de dois ou mais nervos.
  • Virchowiana: Paciente apresenta a forma mais disseminada da doença, sendo observada grande parte da pele danificada e, algumas vezes, comprometimento de órgãos, como nariz e rins.

Sintomas e diagnóstico

A hanseníase é fácil de diagnosticar, tratar e tem cura, no entanto, quando diagnosticada e tratada tardiamente pode trazer consequências para os portadores e seus familiares, pelas lesões que os incapacitam fisicamente.

Hanseníase
Sintomas não podem ser ignorados e devem ter acompanhamento médico (Foto: Divulgação/EBC)

Quando se detecta manchas esbranquiçadas, avermelhadas ou amarronzadas em qualquer parte do corpo, sem pelos e que não coçam, com alteração de sensibilidade (térmica, dolorosa ou tátil) e/ou força muscular, deve-se procurar uma Unidade de Atendimento de Saúde, pois esses são os principais sintomas da hanseníase. Também podem surgir dores e sensação de choque, formigamento e dormência ao longo dos nervos, dos braços e das pernas.

A hanseníase, se não tratada inicialmente, pode evoluir para incapacitações físicas. Entre as sequelas deixadas pela doença, estão: incapacidade de elevar o pé (“pé caído”); incapacidade de extensão dos dedos e do punho (“mão caída”); incapacidade de fechar os olhos (lagoftalmo); necrose e ulceração da cartilagem do nariz (“nariz desabado”).

O diagnóstico da hanseníase é feito analisando a manifestação clínica da doença. Além disso, o exame denominado baciloscopia do raspado intradérmico é utilizado para confirmar a existência da doença. Esse exame visa identificar a presença de bacilos. Vale destacar que o resultado negativo do exame não descarta a doença caso o paciente apresente sintomas.

A manifestação clínica da hanseníase em cada pessoa é fundamental para determinar a classificação da doença como Paucibacilar (poucos bacilos) ou Multibacilar (muitos bacilos) e para selecionar o esquema de tratamento adequado para cada caso.

Hanseníase tem cura

O tratamento é realizado em Unidades de Saúde e a medicação é oferecida de forma gratuita. Ao iniciar o tratamento, a carga bacilar da doença diminui gradativamente e assim, o paciente deixa de transmitir para outras pessoas. Para o controle da doença e interrupção da cadeia de transmissão, é imprescindível que sejam realizados: diagnóstico precoce, tratamento regular e avaliação de contatos.

Hanseníase
O paciente deve procurar uma Unidade de Pronto Atendimento. (Foto: Divulgação)

O Sistema Único de Saúde (SUS) disponibiliza o tratamento e acompanhamento da doença em unidades básicas de saúde e em referências, realizado com a Poliquimioterapia (PQT), uma associação de antimicrobianos. Essa associação diminui a resistência medicamentosa do bacilo, que ocorre com frequência quando se utiliza apenas um medicamento, o que acaba impossibilitando a cura da doença.

Os medicamentos são seguros e eficazes. O paciente deve tomar a primeira dose mensal supervisionada pelo profissional de saúde. As demais são auto-administradas. Ainda no início do tratamento, a doença deixa de ser transmitida. Familiares, colegas de trabalho e amigos, além de apoiar o tratamento, também devem ser examinados.

Para crianças com hanseníase, as doses dos medicamentos são ajustadas de acordo com a idade e o peso. Já no caso de pessoas com intolerância a um dos medicamentos do esquema padrão, são indicados esquemas substitutivos.

A alta por cura é dada após a administração do número de doses preconizadas pelo esquema terapêutico, dentro do prazo recomendado. O tratamento da hanseníase é ambulatorial, ou seja, não necessita de internação.

 

 

por

 Erickson Nogueira e Ingrid Donato

 

 

Ministério da Saúde incorpora medicamento para Alzheimer no SUS

Memantina age em neurotransmissor e impede morte de neurônios (Foto: Divulgação)

Após avaliação, o Ministério da Saúde incluiu o medicamento memantina para casos de Alzheimer moderados e graves no SUS. A inclusão foi oficalizada nesta quinta-feira (9) em publicação no Diário Oficial. O medicamento já é aprovado pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária).

A memantina age impedindo a ação do excesso do glutamato nos neurônios. Altos níveis do composto facilitam a entrada do cálcio nas células neuronais, levando-os à morte.

O medicamento foi indicado para casos moderados e graves. Não há indicação para casos leves. Para os casos graves, o composto deve ser combinado com medicamento inibidor de colinesterase, substância que inibe a ação de enzimas que destroem a acetilcolina, neurotransmissor atuante na memória. Já nos casos leves, a memantina pode ser usada isoladamente.

A recomendação da incorporação no SUS foi feita por comissão de avaliação em julho desse ano. O relatório concluiu que “apesar do tamanho do efeito ser pequeno, ele é significativo e influencia favoravelmente a qualidade de vida dos doentes e cuidadores”, diz.

O Alzheimer é uma doença neurodegenerativa que acomete 33% dos indivíduos com mais de 85 anos e compromete de mais de 35 milhões de pessoas no mundo. A condição leva ao declínio de habilidades cognitivas, como a memória e orientação no tempo e no espaço. Há também mudanças na personalidade e no comportamento, bem como prejuízos na habilidade de realizar funções diárias.

G1

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‘Insulina análoga’ será liberada pelo SUS para crianças com diabetes no Brasil

Foto: Marcos Santos/USP Imagens
Imagem Ilustrativa

As crianças portadoras de diabetes tipo 1 terão à disposição no Sistema Único de Saúde (SUS) um dos mais modernos medicamentos para o tratamento da doença: a insulina análoga. O medicamento deverá estar disponível no país em 2018 e foi apresentado nesta quarta-feira (11) pelo Ministério da Saúde.

O Ministério da Saúde anunciou que irá investir R$ 135 milhões, por ano, na compra do novo insumo. Segundo o governo, a nova aquisição será uma importante ferramenta na melhora da qualidade de vida de 100 mil crianças com maior dificuldade de controle da doença.

Estudos apontaram que insulina análoga proporciona um melhor controle glicêmico nos sintomas relacionados à hiperglicemia e diminuição das complicações agudas e crônicas decorrentes do diabetes. O produto é de fácil aplicação, sua embalagem é uma caneta, resposta rápida e com doses que podem ser adaptadas a situação do paciente.

O novo tratamento será ofertado, prioritariamente, às crianças e adolescentes, já que o diabetes tipo 1 apresenta o seu pico entre 10 a 14 anos. A demanda representa 10% do total de crianças com diabetes no país, que são 1 milhão. No entanto, pacientes adultos, com este tipo da doença, também poderão ter acesso ao medicamento, desde que tenham indicação médica.

Portal Correio

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Temer anuncia R$ 344 milhões para programas de saúde bucal do SUS

O presidente Michel Temer e o ministro da Saúde, Ricardo Barros, anunciaram nesta quinta-feira (20) investimento federal de R$ 344,3 milhões em programas do Sistema Único de Saúde (SUS) voltados para a área de saúde bucal. O recurso, segundo o governo, beneficiará mais de 116 mil pessoas.

Investimento em saúde bucal

R$ 89,9 milhões para o custeio de novas equipes
R$ 2,6 milhões para aquisição de 17 Unidades Odontológicas Móveis
R$ 1,9 milhão para custeio de 34 equipes de UOMs
R$ 250 milhões para compra de 10 mil cadeiras odontológicas
Investimento total: R$ 344,4 milhões

Entre as medidas anunciadas com o uso da verba está o custeio de 2.229 equipes de saúde bucal e o credenciamento de 34 Unidades Odontológicas Móveis (UOMs).

Segundo o Ministério da Saúde, atualmente foram entregues 267 UOMs, das quais 112 estão em funcionando e recebendo o custeio mensal de R$ 4,6 mil por unidade. Esses espaços atendem 386.400 usuários.

As UOMs são de uso exclusivo de profissionais de saúde bucal e atendem, geralmente, populações rurais, quilombolas, assentadas, em situação de rua ou em áreas isoladas ou de difícil acesso. Nas unidades, são efetuados atendimentos de saúde básica e preventiva.

O ministro da Saúde ressaltou no evento que o repasse para os municípios acontecerá em poucos dias e será descentralizado. Ricardo Barros, no entanto, não informou o prazo exato.

“Os municípios poderão se inscrever no programa e serão responsáveis por comprar os consultórios”, disse o titular da Saúde.

‘Eficiência’

Ao discursar na cerimônia de anúncio da verba, o presidente Michel Temer destacou que, apesar da “dificuldade orçamentária” que o governo passa, se “economizou fantasticamente” e isso foi convertido em novos investimentos.

“São milhões de reais, não são poucos. Verifico que são valores expressivos e frutos dessa gestão muito eficiente. Esta é mais uma prova de que o Brasil não parou”, declarou o presidente.

O presidente disse ainda que muitos avaliam que o Brasil parou, mas, segundo ele, a prova de que isso não aconteceu são as novas conquistas do governo, como a aprovação da reforma trabalhista.

“Quero registrar com muita ênfase para que nós não sejamos os arautos do catastrofismo. Pelo contrário, que tenhamos aquilo que é muito comum entre os brasileiros, que é o otimismo extraordinário”, declarou.

Embora esteja para anunciar um aumento no PIS/Cofins que incide sobre os combustíveis, Temer também elogiou no discurso a ‘eficiência’ do governo.

Samu

Na semana passada, o governo havia anunciado R$ 1,7 bilhão para ampliar investimentos no Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU), atenção básica de saúde e transporte sanitário.

Ricardo Barros afirmou na solenidade desta quinta-feira que os recentes anúncios de dinheiro para a área da saúde não significam que a pasta está utilizando novos recursos.

“É uma ação administrativa interna do ministérios. Estamos economizando e fazendo boa gestão”, explicou.

O Ministério da Saúde vem renegociando contratos para economizar, segundo dados da assessoria.

Ao todo, 873 contratos foram revistos pela pasta, resultando em uma economia diária de R$ 9,6 milhões por dia. Eles englobam serviços como medicamentos, vacinas e serviços gerais.

g1

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SUS amplia prevenção contra casos de Aids

O Ministério da Saúde anunciou ontem a incorporação no SUS de tratamento que previne a infecção pelo HIV. A terapia será ofertada a grupos mais expostos ao risco, como homens que fazem sexo com homens e profissionais do sexo.

O tratamento consiste na administração diária do antirretroviral Truvada, que é uma combinação de outros dois medicamentos (tenofovir e emtricitabina), em pessoas não infectadas pelo HIV que mantêm relações de risco.

No primeiro ano, o tratamento estará disponível para 7.000 pessoas, número que foi tido como insuficiente por especialistas durante discussão sobre o assunto na Conitec (Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias), que recomendou a terapia.

Segundo eles, o cálculo de 7.000 só atingiria 3,8% dos homens gays e bis -trans, travestis e heterossexuais não entrariam nesse cálculo.

Estimativa feita nos EUA prevê que um quarto dos homens que fazem sexo com homens teriam recomendação para usar a a chamada “prep” (da sigla em inglês para profilaxia pré-exposição).

Se a mesma proporção fosse usada no Brasil, mais de 220 mil pessoas deveriam receber a terapia.

Desde 2012 a OMS (Organização Mundial de Saúde) recomenda a oferta de prep para casais sorodiscordantes (ou seja, em que um dos parceiros tem HIV), homens que fazem sexo com homens, profissionais do sexo e transgêneros (travestis e transexuais).

As taxas de prevalência de HIV são mais elevadas nesses subgrupos populacionais (varia de 5% a 10%), quando comparadas às taxas na população geral (0,4%).

No anúncio de ontem, o ministério não informou quais grupos de risco terão prioridade na indicação da droga. Para isso, segundo o órgão, profissionais da saúde vão realizar uma avaliação da vulnerabilidade do paciente.

“Uma série de critérios deve ser levada em conta antes da indicação da prep, como o número de parceiros sexuais, os outros métodos de prevenção utilizados, o compromisso com a adesão ao medicamento, entre outros”, afirmou Adele Benzaken, diretora do Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde.

Para o infectologista Esper Kallás, professor e pesquisador da USP, a quantidade inicial prevista de comprimidos no Brasil não é problema porque a oferta poderá ser redimensionada conforme a demanda. “A incorporação é um grande avanço. Há dez anos, éramos chamados de loucos, antiéticos, havia preconceito. Ver isso sendo transformado em realidade é show.”

O investimento inicial do Ministério da Saúde será de US$ 1,9 milhão na compra de 2,5 milhões de comprimidos, o que deve atender a demanda pelo período de um ano. A distribuição da terapia no SUS começa em 180 dias.

Mario Scheffer, professor do departamento de saúde preventiva da USP, afirma que, pelo fato de a patente do Truvada estar em domínio público, fica aberto o caminho para os genéricos, o que reduziria o custo. Ainda cabe recurso da farmacêutica Gilead, fabricante da droga.

Segundo ele, muitos dos grupos vulneráveis ainda não foram sequer informados sobre a distribuição ou do que se trata a prep. “Vai ter campanha dirigida aos mais vulneráveis informando sobre o novo direito? Faz tempo que o Ministério da Saúde censurou campanhas dirigidas aos homossexuais e profissionais do sexo”, diz Scheffer.

Efeitos colaterais

Nos últimos anos, a discussão sobre a oferta da prep no SUS gerou questionamentos sobre a possibilidade de a terapia criar resistência ou causar efeitos colaterais em pessoas saudáveis, que, dificilmente, seriam convencidas a fazer uso diário de um remédio.

Para Esper Kallás, a profilaxia provoca poucos efeitos colaterais. “São facilmente administráveis.” Ele diz que outra grande vantagem da prep é trazer essas pessoas para o centro de assistência.

“Não é só dar o remédio e prevenir os efeitos colaterais, é dar aconselhamento sobre o uso da camisinha e o teste de HIV com frequência, reduzir o número de parceiros. É uma ação em saúde pública.”

Para Kallás, a relação de custo e benefício da droga é altíssima porque, ao prevenir uma infecção nessa população vulnerável, várias outras pessoas estarão sendo poupadas do risco de se infectar com o vírus.

A prevenção será ofertada nos serviços do SUS que já trabalham com prevenção do HIV. Segundo o ministério, a prep só será indicada após testagem do paciente para HIV, uma vez que ela é contraindicada para pessoas já infectadas pelo vírus. Nesses casos, ela pode causar resistência ao tratamento.

Atualmente, 827 mil pessoas vivem com HIV/Aids no país. Desse total, 372 mil ainda não estão em tratamento, sendo que 260 mil já sabem que estão infectadas e 112 mil pessoas desconhecem o fato.

Com a nova medida, o Brasil se torna o primeiro país da América Latina a utilizar essa estratégia de prevenção como política de saúde pública.

Correio da Paraíba

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Teste rápido para detecção do vírus Zika é incluído na tabela do SUS

zikaO Ministério da Saúde publicou no Diário Oficial da União (DOU), na página 78, a inclusão do exame do teste rápido para identificação de Zika vírus na tabela de procedimentos do Sistema Único de Saúde (SUS). Além disso, ficou definida a distribuição de 3, milhões de testes para Estados e Municípios.

Segundo a publicação, o teste é sorológico e não necessita de estrutura laboratorial para ser realizado.

Com base nos últimos dados disponibilizados pela Secretaria de Saúde da Paraíba, o estado contabilizou 25 casos de infecção pelo Zika vírus entre o período de 3 de janeiro e 11 de março deste ano.

portalcorreio

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Novo medicamento para artrite reumatoide é incorporado ao SUS

Pessoas com artrite reumatoide poderão contar com mais um medicamento para tratamento no Sistema Único de Saúde (SUS), o citrato de tofacitinibe. O SUS tem até 180 dias, a partir desta quinta-feira (2), para disponibilizar o medicamento a todo o País.

Foto: Arquivo/EBC

Foto: Arquivo/EBC

A indicação do medicamento é direcionada a pacientes adultos com artrite reumatoide ativa, moderada a grave, com resposta inadequada a um ou mais medicamentos modificadores do curso da doença.

A proposta de incorporação apresentada pela Conitec, responsável pela indicação de novas tecnologias ao SUS, avaliou a eficácia e segurança em comparação com as alternativas já contempladas, bem como com o impacto orçamentário gerado pela incorporação e com a experiência internacional na utilização desse medicamento.

A artrite reumatoide é uma doença autoimune, inflamatória, sistêmica e crônica. No Brasil, um estudo de 2004 mostrou prevalência de 0,46%, representando quase um milhão de pessoas com essa doença.

A incidência da doença artrite reumatoide aumenta com a idade e o maior pico é entre os 30 e 50 anos. O sexo feminino é o mais acometido pela doença, cerca de duas a três vezes em relação ao sexo masculino.

Se não forem tratadas, 20 a 30% das pessoas com artrite reumatoide ficam permanentemente incapazes de realizar suas atividades, após três anos do diagnóstico.

Portal Brasil

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SUS começa a oferecer novos serviços integrativos e complementares

SUSOs serviços de saúde locais podem oferecer a partir deste mês de janeiro mais tratamentos classificados como práticas integrativas e complementares à população, com recursos federais. Ao todo, serão sete novos tratamentos incluídos no âmbito da Política Nacional de Práticas Integrativas do Sistema Único de Saúde (SUS). São eles: sessão de arteterapia, sessão de meditação, sessão de musicoterapia, tratamento naturopático, sessão de tratamento osteopático, sessão de tratamento quiroprático e sessão de REIKI.

A inclusão foi realizada por meio da Portaria N° 145/2017, publicada no Diário Oficial da União. A partir de agora, o Ministério da Saúde passa a repassar recursos federais para o custeio desses procedimentos. No entanto, cabe aos gestores locais decidirem pela oferta dos novos procedimentos.

Atualmente, vários municípios brasileiros já oferecem esses tratamentos, segundo dados do Programa de Melhoria do Acesso e da Qualidade na Atenção Básica (PMAQ-AB). Com as inclusões, as gestões locais poderão financiar os procedimentos com recursos do Piso da Atenção Básica.

Além das inclusões, foram também renomeados procedimentos já inclusos no rol da política. O objetivo é facilitar a identificação, pelos gestores, dos procedimentos nos sistemas de informação do SUS. As novas nomenclaturas são terapia comunitária, dança circular/biodança, yoga, oficina de massagem/automassagem, sessão de auriculoterapia, sessão de massoterapia, e tratamento termal/crenoterápico.

Em 2016, mais de 2 milhões de atendimentos utilizando práticas integrativas e complementares foram realizados nas Unidades Básicas de Saúde (UBS), destes mais de 770 mil foram de Medicina Tradicional Chinesa, que inclui a acupuntura;  85 mil foram de fitoterapia e  13 mil de homeopatia. Mais de 926 mil foram de outras práticas integrativas que não tinha um código próprio para registro (que passam a ter com a publicação da portaria esta semana).

Atualmente, mais de 1.708 municípios oferecem práticas integrativas e complementares e a distribuição dos serviços está concentrada em 78% na atenção básica, principal porta de entrada do SUS, 18% na atenção especializada e 4% na atenção hospitalar. Hoje, mais de 7.700 estabelecimentos de saúde ofertam alguma prática integrativa e complementar em saúde, o que representa cerca de 28% das UBS. Os dados revelam ainda que as PICs estão presentes em quase 30% dos municípios brasileiros, distribuídos pelos 27 estados e Distrito Federal e estão presentes em 100% das capitais brasileiras.

Desde a sua implantação, a procura e o acesso dos usuários do SUS a essas práticas integrativas tem crescido exponencialmente. Este movimento de crescimento deve-se a diversos fatores, entre eles o maior reconhecimento dessas práticas pelas evidências científicas e mesmo por sua efetividade pragmática facilmente verificável pelos beneficiados; o crescente número de profissionais capacitados e habilitados; o reconhecimento e a valorização dos conhecimentos tradicionais de onde se originam grande parte destas práticas, sendo reconhecido inclusive pela Organização Mundial da Saúde, que incentiva os países a inserir estas práticas em seus sistemas de saúde, como tem feito o Brasil.

Portal Correio

 

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Agevisa ressalta lei que garante mamografia pelo SUS

mamografiaTodas as mulheres com idade a partir dos 40 anos têm direito à mamografia e ao exame citopatológico do colo uterino pagos pelo Sistema Único de Saúde em todo o território nacional. A informação foi ressaltada pela diretora-geral da Agência Estadual de Vigilância Sanitária da Paraíba (Agevisa/PB), Glaciane Mendes, durante o programa “Momento Agevisa”, que vai ao ar todas as quintas-feiras, entre as 6h e 7h da manhã, dentro da programação do Jornal Estadual da Rádio Tabajara (AM 1.110 e FM 105.5). Esse direito, segundo ela, está assegurado pela Lei Federal nº 11.664, de 29 de abril de 2008.

Durante todo este mês de outubro a Agevisa/PB está dedicando o programa à prestação de informações sobre o câncer de mama e outros tipos de problemas afins que comprometem a segurança da saúde feminina e também de uma parcela da população masculina. A ação faz parte da Campanha “Outubro Rosa”, iniciada pelo Governo do Estado no dia 3 de outubro.

Glaciane Mendes observou que a Lei 11.664/2008, em seu artigo 2º, determina que o Sistema Único de Saúde, por meio dos seus serviços, sejam eles próprios, conveniados ou contratados, assegure a assistência integral à saúde da mulher, incluindo amplo trabalho informativo e educativo sobre a prevenção, a detecção, o tratamento e controle (ou seguimento pós-tratamento) dos cânceres do colo uterino e de mama.

O exame mamográfico, conforme ressaltou, é garantido a todas as mulheres a partir dos 40 anos de idade. Já o exame citopatológico do colo uterino é assegurado a todas as mulheres que já tenham iniciado sua vida sexual, independentemente da idade.

“A Lei nº 11.664/2008 assegura também o encaminhamento a serviços de maior complexidade das mulheres cujos exames citopatológicos ou mamográficos ou cuja observação clínica indicarem a necessidade de complementação diagnóstica, tratamento e acompanhamento pós-tratamento que não puderem ser realizados na unidade que prestou o atendimento inicial”, acrescentou da diretora.

Importância da informação

“Dada à gravidade da questão relacionada ao câncer de mama (que responde por 25% dos novos casos de câncer a cada ano) e ao câncer do colo de útero (que é o terceiro tumor mais frequente na população feminina e a quarta causa de morte de mulheres por câncer no Brasil, segundo dados do Instituto Nacional do Câncer), é importante que as pessoas sejam devidamente informadas, não somente sobre a importância da prevenção, mas também sobre onde buscar apoio institucional e tratamento, e, ainda, sobre os instrumentos legais que asseguram o direito de acesso ao atendimento especializado, tanto médico quanto laboratorial”, ressaltou Glaciane Mendes.

Na Paraíba, segundo ela, a preocupação do Governo com o problema não se limita à Campanha “Outubro Rosa”, mas tem caráter permanente, dada a consciência de que a prevenção é o melhor remédio, pois evita que um número cada vez maior de mulheres seja atingido por doenças graves que podem levar à morte se descobertas já em estado médio ou avançado, mas que podem ser perfeitamente evitadas.

Para diminuir o risco de desenvolver câncer de mama, Glaciane Mendes disse ser importante controlar o peso corporal e evitar a obesidade (por meio da alimentação saudável e da prática regular de exercícios físicos) e evitar o consumo de bebidas alcoólicas. Ela lembrou que a amamentação também é considerada um elemento protetor.

Quanto ao câncer de colo do útero, ela observou que a prevenção primária (uso da camisinha) é importante para diminuir o risco de contágio pelo papilomavírus humano (HPV), cuja transmissão da infecção ocorre por via sexual, e disse que os principais fatores de risco estão ligados ao início precoce da atividade sexual, a múltiplos parceiros e ao uso prolongado de pílulas anticoncepcionais.

PB Agora

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Ministro pede pressa na implantação de prontuário eletrônico no SUS

José Cruz/Agência Brasil
José Cruz/Agência Brasil

O ministro da Saúde, Ricardo Barros, pediu nessa quinta-feira (20) a colaboração de gestores municipais para a implantação do prontuário eletrônico em unidades básicas de saúde. Durante o 7º Fórum Nacional de Gestão da Atenção Básica, Barros voltou a afirmar que as prefeituras que não implementarem o chamado E-SUS ou que não justificarem a não implantação vão sofrer bloqueio de recursos. O prazo vence no dia 10 de dezembro.

“Não queremos interferir na autonomia dos municípios, mas precisamos saber o que está sendo feito com esse dinheiro”, disse, ao se referir aos repasses feitos pelo ministério às secretarias de saúde. “Vamos poder ter uma visão global de tudo o que é feito na saúde dos brasileiros. Precisamos de vocês. Sem vocês, não alcançaremos essas informações”, completou Barros em discurso no encerramento do encontro.

De acordo com o ministro, é preciso aumentar o que ele chamou de “resolutividade” na atenção básica, sobretudo por meio da humanização do atendimento aos pacientes. “Isso significa conseguir fazer com que as pessoas sejam atendidas e se sintam bem atendidas”, disse. “É importante que procuremos avançar cada vez mais na humanização do atendimento, que é o que dá satisfação às pessoas”, acrescentou.

Nova plataforma

Uma nova versão do prontuário eletrônico foi lançada no início do mês pelo governo federal. O modelo permite que todos os serviços de saúde do município possam acompanhar o histórico, os dados e o resultado de exames dos pacientes. Também é possível verificar em tempo real a disponibilidade de medicamentos em farmácias e registrar visitas de agentes de saúde.

A expectativa do Ministério da Saúde é que a transmissão digital dos dados da rede municipal à base nacional possibilite também a verificação online dos gastos feitos via Sistema Único de Saúde. A plataforma digital será oferecida gratuitamente, mas o envio de dados também poderá ser feito por meio de sistema próprio. A expectativa do governo é economizar R$ 84 milhões por ano com tecnologias da informação.

Bloqueio de recursos

A partir de 10 de dezembro, o pagamento do Piso da Atenção Básica variável para as prefeituras – equivalente a R$ 10 bilhões ao ano – ficará condicionado à implantação do prontuário eletrônico. O recurso é aplicado no custeio de atendimentos de pediatria e de programas como Saúde da Família e Brasil Sorridente.

Os municípios que não se adequarem à proposta terão os repasses bloqueados. O ministério informou, entretanto, que vai apoiar cidades que apresentem dificuldades para implantar a nova versão da plataforma, conforme necessidades encaminhadas pelos gestores e que serão analisadas caso a caso.

Agência Brasil

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