Arquivo da tag: surto

‘Não vejo melhora’, diz mãe de bebê com microcefalia dois anos após surto no NE

Com quase dois anos de idade, o paraibano Shayde Henrique vive uma rotina movimentada ao lado da mãe Janine dos Santos, de 25 anos. O menino nasceu em João Pessoa com um perímetro cefálico de 28 cm, em pleno surto de microcefalia que atingiu o Nordeste em 2015. A microcefalia é diagnosticada quando o perímetro da cabeça é igual ou menor do que 32 cm. Porém, mesmo em meio a tantos tratamentos, consultas e exames, a mãe não percebe evolução no desenvolvimento da criança e luta por algum progresso. O decreto de emergência em saúde pública do Governo Federal completa dois anos neste sábado (11).

“Não vou dizer a você que eu vejo melhora, eu não vejo. O pessoal já veio falar que ele tá evoluindo. Mas, no meu olhar de mãe, eu não vejo não”, disse Janine.

Henrique, como é chamado pela mãe, ainda não consegue ficar em pé, sentar, falar e mal tem forças para segurar o pescoço. Ele precisa usar órteses nas pernas para dar mais força e usa óculos para melhorar a visão.

Janine descobriu que teria um filho com microcefalia cerca de uma semana antes do parto; Shayde nasceu com perímetro cefálico de 28cm (Foto: Krystine Carneiro/G1)

Janine descobriu que teria um filho com microcefalia cerca de uma semana antes do parto; Shayde nasceu com perímetro cefálico de 28cm (Foto: Krystine Carneiro/G1)

Em 11 de novembro de 2015, o Governo Federal declarou estado de emergência em saúde pública por causa da situação na região. Foi aproximadamente nessa data também que Janine descobriu que teria um filho com microcefalia, cerca de uma semana antes do parto.

“Foi um susto. Mas a gente tinha esperança de nascer saudável. A ficha só cai quando a gente realmente vê. E, pra a gente, era como se só ele fosse nascer [com microcefalia]. Porque a gente não sabia ainda dessa bomba do zika”, lembrou.

Além de lidar com a pouca evolução no desenvolvimento no filho, Janine tem que se dedicar a ele com pouca ajuda. O pai não quis assumir a criança ao saber da deficiência. O governo dá um benefício de um salário mínimo por mês, que não cobre nem as necessidades básicas do mês – com alimentação, fraldas e transporte.

A jovem estima que os gastos fixos básicos com o filho são de R$ 1.300 por mês, sem contar despesas com órteses, exames que o Sistema Único de Saúde não cobre e outros gastos oscilantes.

“Não é suficiente [o benefício]. Uma criança especial, a gente sabe que gasta bastante. Henrique toma um leite especial, porque ele tem sobrepeso, que custa R$ 60 a lata. E a lata não dá nem pra uma semana direito. Fora medicação, transporte”, contou.

Shayde faz terapia ocupacional, entre outras terapias, para ajudar no desenvolvimento (Foto: Krystine Carneiro/G1)

Shayde faz terapia ocupacional, entre outras terapias, para ajudar no desenvolvimento (Foto: Krystine Carneiro/G1)

Janine conseguiu terminar os estudos e chegou a trabalhar como cuidadora de idosos. Mas agora, sem tempo para trabalhar e estudar, ela depende da ajuda de dois irmãos – com quem ela mora – e de uma rede de mães de crianças com microcefalia em João Pessoa que criaram uma associação.

“A gente tem um grupo, troca experiências, desabafa um pouco. A maioria precisa de ajuda, porque muitas têm baixa renda, não tem benefício. Então uma ajuda a outra. Se precisa de leite, a gente tira do filho da gente pra ajudar”, explicou Janine.

A Associação Mães de Anjos da Paraíba (AMAP) reúne 52 mães de crianças com microcefalia em João Pessoa.

Mãe e filho têm rotina movimentada, entre fisioterapia, fonoterapia, terapia ocupacional, estimulação visual, entre outras atividades (Foto: Krystine Carneiro/G1)

Mãe e filho têm rotina movimentada, entre fisioterapia, fonoterapia, terapia ocupacional, estimulação visual, entre outras atividades (Foto: Krystine Carneiro/G1)

Rotina movimentada

Desde que nasceu, Henrique faz terapias para auxiliar no desenvolvimento. Por isso, o dia-a-dia de Janine é intenso há dois anos. Na terça-feira, ele tem sessões de fisioterapia e fonoaudiologia. Na quarta à tarde e na sexta-feira nos dois turnos, tem mais fisioterapia. A quinta-feira é dia de estimulação visual e terapia ocupacional.

Apesar de tanto estímulo, os médicos ainda não tem uma perspectiva de como vai ser o desenvolvimento de Henrique, já que esse “novo” tipo de microcefalia, causada pelo vírus da zika, ainda está sendo estudado. “É só esperar e ver como vai ser daqui pra frente. Não dá pra saber se ele vai andar”, comentou a mãe.

Janine tem esperança que o filho vai andar e falar no futuro (Foto: Krystine Carneiro/G1)

Janine tem esperança que o filho vai andar e falar no futuro (Foto: Krystine Carneiro/G1)

Mesmo com pouco conhecimento do que vai acontecer no futuro, Janine permanece firme, dedicando sua vida ao filho, motivada pela esperança de alguma evolução.

“É pensar que um dia eu quero ver meu filho ao menos sentar. Se ele pudesse ao menos falar, me dizer o que ele sente, já seria muito bom”, afirmou.

G1

Acompanhe mais notícias do FN nas redes sociais: FacebookTwitterYoutube e Instagram

Entre em contato com a redação do FN:  WhatsApp (83) 99907-8550. 

E-mail: jornalismo@focandoanoticia.com.br

PE alerta para risco de surto de infestação por Aedes aegypti

dengueDos 184 municípios pernambucanos, 60 estão em risco de surto de infestação por mosquitos que transmitem zika, chikungunya e dengue. Os dados do primeiro ciclo do Levantamento Rápido de Índice para Aedes aegypti (LIRAa) de 2017 foram divulgados pela Secretaria Estadual de Saúde (SES). Eles correspondem ao período entre os dias 1º e 21 de janeiro. O boletim ainda aponta 60 cidades em situação de alerta e 45 consideradas satisfatórias.

Dezenove municípios ainda não informaram o resultado do primeiro LIRAa do ano. São eles: Angelim, Belém de Maria, Buenos Aires, Buíque, Cabrobó, Cumaru, Dormentes, Feira Nova, Ferreiros, Glória de Goitá, Ilha de Itamaracá, Itaíba, Itaquitinga, Jatobá, Lagoa dos Gatos, Machados, Primavera, São Lourenço da Mata e Tacaratu.

Vale ressaltar que Fernando de Noronha não entra no balanço. Isso porque a ilha não tem indicação técnica para realização do levantamento, segundo a SES.

O Recife conseguiu manter o índice de infestação de 1.2, considerado estável. De acordo com a Secretaria de Saúde da capital, apenas o bairro da Várzea, Zona Oeste, apresentou “risco muito alto” de infestação pelo Aedes com 6.6 de índice.

Porém, bairros como Torre, Ipsep, Brejo do Beberibe, Córrego do Jenipapo, Macaxeira, Passarinho, Arruda e Campo Grande não registraram o índice.

Por G1

Acompanhe mais notícias do FN nas redes sociais: FacebookTwitterYoutube e Instagram

Entre em contato com a redação do FN:  WhatsApp (83) 99907-8550. 

E-mail: jornalismo@focandoanoticia.com.br

 

 

 

Adolescente morre após surto psicótico, em João Pessoa, diz polícia

 (Foto: Walter Paparazzo/G1)
(Foto: Walter Paparazzo/G1)

Um adolescente de 17 anos morreu na noite desta terça-feira (27) após sofrer um surto psicótico, no Bairro das Indústrias, em João Pessoa. Ele levou uma facada que atingiu a veia femoral e causou a sua morte, segundo o sargento Anatólio, da Polícia Militar. A Polícia Civil investiga se o golpe foi dado em legítima defesa.

Segundo o sargento Anatólio, o adolescente tem problemas psiquiátricos e teve um surto. Ele chegou a bater na mãe e quebrar o portão de casa antes de ir para a rua. Já fora de casa, ele quebrou o para-brisa do carro de um homem, que pegou uma faca e atingiu o adolescente na perna.

Após o golpe, o homem fugiu. O adolescente tentou voltar para casa, mas morreu em frente ao imóvel. O delegado responsável pelo caso informou que a Polícia Civil está tentando identificar o suspeito do crime para tomar as medidas cabíveis, mas já adianta que a investigação aponta para legítima defesa. “Ele estava se defendendo das agressões”, disse.

G1 PB

Acompanhe mais notícias do FN nas redes sociais: FacebookTwitterYoutube e Instagram

Entre em contato com a redação do FN:  WhatsApp (83) 99907-8550. 

E-mail: jornalismo@focandoanoticia.com.br

 

 

 

PM é desarmada e sai ferida ao tentar conter suposto surto em clínica da Paraíba

Reprodução/Instagram/Emerson Machado
Reprodução/Instagram/Emerson Machado

Um homem de 49 anos foi preso, na manhã desta quarta-feira (10), suspeito de ter um surto em uma clínica odontológica no Centro de Campina Grande e desarmar uma policial militar. A polícia investiga se ele teria problemas mentais.

De acordo com a Polícia Militar, o homem aguardava atendimento na clínica quando começou a quebrar tudo que havia no local. Um odontólogo tentou contê-lo, mas não conseguiu. A policial militar que também aguardava atendimento na clínica junto com a filha tentou intervir, mas foi desarmada e saiu ferida ao entrar em luta corporal com o suspeito.

A polícia foi acionada e quando chegou à clínica, ouviu um tiro e viu o suspeito correndo para uma loja de informática. A PM constatou que a policial estava ferida, mas não pelo disparo. O tiro não atingiu ninguém.

Ainda conforme a PM, o suspeito se escondeu no banheiro da loja de informática, onde acabou sendo rendido e preso pelas equipes da Força Tática da Polícia Militar.

Ele foi levado para o Distrito Integrado de Segurança Pública (Disp), em Campina, onde prestou depoimento. Advogado e parentes dele já estavam no local.

portalcorreio

Acompanhe mais notícias do FN nas redes sociais: FacebookTwitterYoutube e Instagram

Entre em contato com a redação do FN:  WhatsApp (83) 99907-8550. 

E-mail: jornalismo@focandoanoticia.com.br

 

Surto de chikungunya e Zika em cidade da PB zera estoque em farmácias e lota UPA e hospital

zicaO surto da febre chikungunya e o Zika Vírus, doenças transmitidas pelo mesmo mosquito que a dengue, o Aedes aegypti, no município de Monteiro, no Cariri do estado a 301 km de João Pessoa, fez o governo municipal a decretar situação de emergência na saúde pública. Unidades de saúde estão super lotadas e algumas farmácias da cidade estão sem medicamentos para combater as doença.

Conforme levantamento feito pelo Portal Correio, hospital e a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) estão atendendo apenas idosos e crianças. Os adolescentes e adultos que são diagnosticados estão sendo medicados com dipirona, paracetamol e orientados a ficarem em casa de repouso.

Três farmácias procuradas pela reportagem confirmaram problema no abastecimento. Uma das atendentes – que não quis ser identificada – informou que o medicamento Dipirona de 1g não tem no momento. Os fornecedores reduziram a quantidade de entrega para não desabastecer outras cidades.

ACOMPANHE O FOCANDO A NOTÍCIA NAS REDES SOCIAIS:

FACEBOOK                TWITTER                    INSTAGRAM

Segundo a secretária de Saúde do município, Anna Lorena Nóbrega, o aumento dos registros entre novembro de dezembro foi de 300%. “Estamos com superlotação na UPA. A quantidade de dipirona, soro e paracetamol que gastamos em um mês está sendo utilizada em 4 dias. Quando os casos são diagnosticados, as pessoas são orientadas a ficarem em casa de repouso e tomando medicamento. Na UPA, o paciente pode ficar até 24 horas”, falou.

Nesta segunda-feira (28), um mutirão percorreu ruas dos bairros da cidade. Denominada de ‘Segunda da Faxina’, a mobilização contou com a participação da sociedade civil, Polícia Militar, funcionários públicos a agentes de saúde. “A ação inclui vasta programação com orientação e visitas domiciliares. Como medida para combate ao mosquito, vamos distribuir larvicidas e o peixe GUP, que se alimenta das larvas. Mas, é importante as pessoas se conscientizarem do problema que estamos passando e acabar com os possíveis criadouros”, disse Anna Lorena.

 

Portal Correio

Paraíba tem 80 municípios com risco de surto de dengue, diz Saúde

dengueUm total de 80 municípios da Paraíba estão em situação de risco para surto de dengue, de acordo com o boletim epidemiológico divulgado nesta segunda-feira (3) pela Secretaria de Estado da Saúde (SES). Há ainda 99 municípios em alerta e 36 em situação satisfatória. Apesar disto, também foi apontada uma redução de 72,57% no registro de casos de dengue no estado no mês de julho em relação ao mês de junho.

De acordo com a SES, durante o mês de julho, 215 municípios realizaram o 3º levantamento de índices e segundo esses dados, 80 (35,8%) municípios estão em situação de risco para surto.

ACOMPANHE O FOCANDO A NOTÍCIA NAS REDES SOCIAIS:

FACEBOOK                TWITTER                    INSTAGRAM

Entre os municípios em situação de risco para surto estão: Alagoa Grande, Alagoa Nova,Alhandra, Amparo, Arara, Aroeiras, Bananeiras, Barra de Santana, Belém, Belém do Brejo do Cruz, Bom Jesus, Brejo do Cruz, Brejo dos Santos, Cachoeira dos Índios, Cacimba de Dentro, Cacimbas, Cajazeiras, Campina Grande, Campo de Santana, Caraúbas, Carrapateira,Catolé do Rocha, Cuité, Curral de Cima, Desterro, Duas Estradas, Esperança, Fagundes, Frei Martinho, Gado Bravo, Imaculada, Ingá, Itabaiana, Itaporanga, Itatuba, Jacaraú, Jericó,Juazeirinho, Junco do Seridó, Juripiranga, Juru, Lagoa Seca, Livramento, Marcação,Matinhas, Mato Grosso, Mogeiro, Montadas, Mulungu, Nova Floresta, Nova Palmeira, Ouro Velho, Parari, Pedra Lavrada, Pedras de Fogo, Picuí, Pocinhos, Princesa Isabel, Puxinanã,Queimadas, Remígio, Riacho dos Cavalos, Salgado de São Félix, Santa Luzia, Santa Terezinha, São Domingos do Cariri, São João do Rio do Peixe, São João do Tigre, São José dos Ramos, São Sebastião de Lagoa de Roça, Seridó, Serra Grande , Serraria, Solânea,Sousa, Sumê, Taperoá, Teixeira, Triunfo, Várzea.

Por outro lado, segundo a SES, em todo estado, no mês de julho, foram notificados 822 casos, enquanto no mês de junho foram 2.997 casos. Mesmo assim, a SES ressalta que a população deve se manter alerta quanto à proliferação do mosquito Aedes aegypti.

De acordo com a gerente executiva da Vigilância em Saúde da SES, Renata Nóbrega, a redução na notificação dos casos de dengue pode estar associada ao período chuvoso, já que a infestação do mosquito é sempre mais intensa no verão, clima que propicia a eclosão dos ovos do mosquito.

“Apesar da redução dos casos notificados,  todos os municípios devem manter a vigilância do controle do mosquito causador da dengue, tendo em vista que o resultado do LIRAa, realizado em julho, sinalizou que em 80 municípios há situação de risco para a dengue”, informou.

LIRAa
O LIRAa é o Levantamento Rápido do Índice de Infestação por Aedes aegypti, desenvolvido e adotado pelo Ministério da Saúde, a partir de 2003, para monitorar a densidade larvária, por meio de indicadores. Os resultados, além de apresentarem a média dos indicadores larvários, revelam os espaços com maior densidade de larvas, o que contribui para o direcionamento e, talvez, maior efetividade das ações de combate do mosquito.

G1

Secretaria de Saúde confirma surto de doença misteriosa na Paraíba, explica sintomas e alerta unidades

Funcionário da TV Arapuan ficou doente
Funcionário da TV Arapuan ficou doente

Dados da Secretaria de Estado de Saúde (SES) confirmaram ontem o surto da doença cujos sintomas, manchas vermelhas pelo corpo acompanhadas ou não de febre, vêm assustando os paraibanos.

A Gerência de Vigilância e Saúde afirmou que enviou notas técnicas para todas as Unidades de Saúde do Estado visando alertar profissionais de saúde para que notifiquem os novos casos da doença, que atinge a Paraíba e outros Estados do Nordeste.

“A gente esclarece a população que a doença tem uma evolução benigna e de curta duração, sendo que depois de uma semana, no máximo duas, as manchas desaparecem. Pedimos ainda o apoio de procurarem as Unidades de Saúde da Família (USFs) para que os casos sejam registrados e o tratamento seja feito de acordo com os sintomas, uma vez que não existe tratamento específico para a doença”, comentou a gerente executiva de Vigilância em Saúde da SES, Renata Nóbrega, acrescentando que os casos vêm sendo enquadrados como ‘exantema.

Até agora, em todos os casos identificados, a doença apresentou curso benigno, ou seja, não ofereceu risco de morte ou sequelas para os doentes.

ACOMPANHE O FOCANDO A NOTÍCIA NAS REDES SOCIAIS:

FACEBOOK                TWITTER                    INSTAGRAM

Já sobre a descoberta divulgada na última quarta-feira por pesquisadores da Universidade Federal da Bahia (UFBA), que classificaram a doença como um vírus chamado Zika Vírus, Renata ressaltou que não existe confirmação nem por parte da SES nem do Ministério da Saúde (MS).

“Até o momento é tudo investigação. De fato, ocorreu essa pesquisa, como circula nas redes sociais, colocando o Zika como uma doença transmitida pelo mesmo vetor da dengue, do chikungunya”, frisou, garantindo que os órgãos continuarão trabalhando para resolver a questão.

“A responsabilidade (de combater a doença) não é só dos órgão oficiais, é da população, que precisa ajudar a combater o vetor. A única forma de prevenir a dengue e, possivelmente, a Zika, caso chegue à Paraíba e seja comprovado, é eliminando os criadouros do mosquito, como locais de acúmulo de água nas casas”, finalizou Renata. A Secretaria disponibilizou dois telefones de contato para quem tiver dúvidas sobre o procedimento diante da doença: (83) 3218-73310800- 281-0023.

 

 

 

Secom-PB

Brasil tem 340 cidades com risco de surto de dengue, informa ministério

dengueO ministro da Saúde, Arthur Chioro, informou nesta quarta-feira (12) que há 340 municípios brasileiros em situação de risco de surto dengue e outros 877 estão em situação de alerta para novas infecções.

Segundo o governo, até 7 de março foram registrados 224,1 mil casos da doença no país, aumento de 162% em relação ao
mesmo período do ano passado, quando houve 85.401 ocorrências.

O ministério informou ainda a queda de 31,5% no número de mortes entre 2014 e 2015. Entre 1 de janeiro e 7 de março do ano passado morreram 76 pessoas. No mesmo período de 2015, foram 52 óbitos.

As informações integram o Levantamento Rápido de Índices para Aedes aegypti (LIRAa) e foram divulgadas em coletiva em Brasília. A pesquisa foi feita com base em 1.844 cidades que se voluntariaram a participar da coleta.

ACOMPANHE O FOCANDO A NOTÍCIA NAS REDES SOCIAIS:

FACEBOOK                TWITTER                    INSTAGRAM

Municípios que detectaram focos de dengue em 1 a cada grupo de 100 prédios são incluídos na categoria “satisfatório”. Acima de 1 até 3,9 foram enquadrados na categoria “alerta”. As cidades com índice acima de 4, entram no nível de “risco de surto de dengue”.

Cuiabá (MT) é a única capital na última categoria.

Outras 18 capitais foram incluídas na categoria de alerta: Aracaju (SE), Belém (PA), Belo Horizonte (MG), Campo Grande (MS), Fortaleza (CE), Goiânia (GO), Macapá (AP), Maceió (AL), Manaus (AM), Palmas (TO), Porto Alegre (RS), Porto Velho (RO), Recife (PE), Rio de Janeiro (RJ), Salvador (BA), São Luís (MA), São Paulo (SP) e Vitória (ES).

Brasília foi considerada satisfatória, assim como João Pessoa (PB) e Teresina (PI). Boa Vista (RR), Curitiba (PR), Florianópolis (SC) Natal (RN) e Rio Branco (AC) não apresentaram dados.

Chioro destacou ainda a redução de 9,7% no número de casos graves da doença em relação a 2014. “Houve [também] uma diminuição de internações nesse período por dengue de 44%. E, apesar de haver 31,5% a menos de óbitos, eles estão ocorrendo, e é fundamental reforçar o conjunto de ações que já constam no plano de contingência.”

Selo dengue (Foto: G1)

Recorde foi em 2013
O coordenador-geral do Programa Nacional de Combate à Dengue, Giovanni Evelin Coelho, disse que, apesar do aumento detectado, os dados são positivos se comparados a 2013, ano considerado o mais epidêmico em relação à história de dengue no país.

“Em relação a 2013, tivemos redução de 47%. Tudo leva a crer, embora tenhamos ainda abril e maio, é que a perspectiva de um cenário parecido com o de 2013 seja remota”, declarou.

Já sobre chikungunya, foram 1.049 casos confirmados até 7 de março, contra 2.773 casos em 2014. A tendência, para o ministério, é de menos transmissão da doença. “É uma transmissão ainda muito localizada, no estado do Amapá no município de Oiapoque, e no estado da Bahia”, completou Coelho.

Para reforçar o combate aos focos do mosquito vetor das doenças, o Ministério da Saúde repassou R$ 150 milhões para as secretarias de Saúde de todos os estados do país. Além disso, realizou capacitação à distância, disponibilizou um telefone 0800 para que profissionais de Atenção Básica pudessem tirar dúvidas e elaborou um plano de contingência nacional.

O ministro falou sobre a importância de a população se envolver e adotar 15 minutos para erradicar os focos do mosquito em casa e dos profissionais de saúde estarem habilitados a reconhecer os sintomas das doenças. “A dengue não deve e não pode matar”, afirma.

Infográfico detalha como a dengue age no corpo (Foto: G1)

G1

 

OMS declara emergência internacional por surto de ebola

embolaA OMS (Organização Mundial da Saúde) declarou nesta sexta-feira (8) que o surto de ebola na África Ocidental é uma emergência de saúde pública internacional, que exige uma resposta extraordinária para ser contido.

O atual surto de ebola – o maior e mais longo da história – começou na Guiné em março e desde então se espalhou para a Serra Leoa e Libéria. De fevereiro a agosto, a doença matou quase mil pessoas nos três países e na Nigéria, aonde o vírus chegou mais recentemente, segundo a organização.

A OMS anunciou que o surto é preocupante o suficiente para merecer ser declarado uma emergência de saúde internacional. A organização declarou estado semelhante para a pandemia de gripe suína em 2009 e para a pólio, em maio.

CURTA o FOCANDO A NOTÍCIA no Facebook
A chefe da OMS, Margaret Chan, disse que o anúncio é “um claro apelo à solidariedade internacional”, mas reconheceu que muitos países provavelmente não apresentariam nenhum caso da doença.

“Os países afetados até o momento simplesmente não têm a capacidade de gerenciar um surto desta dimensão e complexidade por conta própria”, disse Chan. “Apelo à comunidade internacional que preste este apoio de forma urgente”, completou.

A agência convocou um comitê de especialistas esta semana para avaliar a gravidade da epidemia em curso.

O impacto da declaração ainda não está claro. O anúncio similar feito para a pólio ainda não parece ter diminuído a propagação do vírus. Durante uma reunião da OMS na semana passada sobre a poliomielite, peritos apontaram que países ainda não aplicaram plenamente as recomendações feitas em maio, o número de casos de propagação internacional aumentou e os surtos se agravaram no Paquistão e Camarões.

Nos Estados Unidos, o CDC (Centro de Controle e Prevenção de Doenças) já elevou o nível de resposta ao nível mais alto e desaconselhou viagens para a África Ocidental. Na quinta-feira, o diretor do CDC, Tom Frieden, disse em uma audiência no Congresso do país que o surto atual deve adoecer mais pessoas do que todos os surtos anteriores de ebola combinados.

Droga experimental foi usada em norte-americanos na África

O uso de uma droga experimental para tratar dois trabalhadores de ajuda humanitária norte-americanos infectados pelo vírus levou a OMS a considerar as implicações de tornar esses tratamentos acessíveis mais amplamente, disse a agência nesta quarta-feira (6).

O presidente dos EUA, Barack Obama, descartou o uso imediato da droga experimental na África, dizendo que os países afetados deveriam se concentrar em construir uma “infraestrutura pública forte”.(Com AP)

Uol

Surto de diarréia preocupa população da cidade de Esperança

como-parar-diarreia-1-300x198A população de Esperança, no Agreste paraibano, enfrenta um surto de diarreia que se intensificou nesta terça-feira. Desde o último domingo (02), foi registrado com auxilio de uma pequena enquete nas nesta rede social, mais de 80 casos.

CURTA o FOCANDO A NOTÍCIA no Facebook

A baixa qualidade da água consumida pela grande maioria da população seria a causa dessa alta incidência de diarreia. A cidade é abastecida pelo barragem de Vaca Brava, por poços artesianos e cisternas construídos, principalmente, na zona rural. O fato é que nos três casos a água pode está contaminada por coliformes fecais e imprópria para o consumo humano resultando nesse surto.

A população consome a água sem tratamento e mesmo recebendo gratuitamente o hipoclorito (substância para tratamento da água). Isso acaba comprometendo a qualidade da água e a saúde da população

A situação de surto de diarréia já está sendo registrados em cinco estados brasileiros, (Alagoas, Ceará, Rio Grande do Norte, Pernambuco e Paraíba). Na Paraíba ainda não se sabe o número de municípios atingidos pelo surto, espera-se que a atenção básica, vigilância epidemiológica, sanitária e ambiental trabalhem em conjunto, para tentar prevenir, diagnosticar precocemente e tratar adequadamente todos os casos.

 

Por: Rodolpho Raphael – Via: Facebook/ANDRADE NOTICIAS