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Noiva que morreu em acidente de helicóptero queria fazer surpresa ao noivo

 (Foto: Divulgação/Corpo de Bombeiros)
(Foto: Divulgação/Corpo de Bombeiros)

A noiva que morreu no acidente em São Lourenço da Serra, na Grande São Paulo, na tarde deste domingo (4), tinha o sonho de chegar ao seu casamento de helicóptero, segundo o dono do buffet e responsável pela organização da festa, Carlos Eduardo Batista. O noivo a aguardava no altar quando soube do acidente com o helicóptero que deixou a sua futura mulher, o irmão dela, a fotógrafa do casamento, que estava grávida, e o piloto, mortos.

A cerimônia e a festa de casamento de Rose e Urdiley aconteceriam às 16h no Recanto Beija-Flor, espaço para festas de casamentos na cidade da Grande São Paulo, mesmo horário da queda da aeronave.

“O noivo não sabia que ela chegaria de helicóptero. Seria uma surpresa para ele e para todas as pessoas da festa. Todas as noivas tem um sonho e o dela era chegar de helicóptero a seu casamento sem que ninguém soubesse”, disse Carlos, um dos poucos que sabia da surpresa para poder organizá-la.

O dono do buffet afirmou que estranhou quando o helicóptero não pousou no campo de futebol do sítio e procurou a empresa responsável pela aeronave.

“O dono disse que o helicóptero já tinha subido e que já deveria ter chegado”. “Pouco depois, ele mesmo me disse que uma aeronave tinha caído, mas que não imaginava que seria a sua própria”, completou.

Na sequência, Carlos procurou autoridades, como Bombeiros e Polícia Civil e apenas informou ao noivo e aos convidados que a noiva não conseguiria chegar de helicóptero como havia planejado por causa do mau tempo. Outras noivas já haviam planejado chegar de helicóptero à festa no Recanto Beija-Flor e tiveram que terminar o percurso de táxi, por exemplo, segundo Carlos.

Quando recebeu a confirmação da queda e das mortes, Carlos comunicou primeiramente o noivo. “Chamei o pastor que estava na cerimônia e ele foi comigo comunicar para tentar acalantar o noivo. Ele ficou em estado de choque. Depois, os demais convidados [cerca de 300] souberam e ninguém sabia como agir. Foi uma tragédia”. Alguns familiares e convidados permaneceram no local da festa e outros foram embora.

O helicóptero que caiu é do modelo Robinson 44, matrícula PRTUN, segundo a Aeronáutica. De acordo com o órgão, uma equipe do Seripa IV (Quarto Serviço Regional de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos) está indo para o local para começar as investigações do acidente.

A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) informou, por meio de sua assessoria de imprensa, que a aeronave estava com inspeção válida até 16 de dezembro, que o certificado de aeronavegabilidade estava normalizado e que poderia voar até dia 1º de fevereiro de 2007 e que a capacidade era de 3 pessoas, sem contar o piloto.

De acordo com Carlos, o helicóptero saiu de um hangar em Osasco e caiu a cerca de 2km do local da festa.

A queda ocorreu na Estrada da Barrinha e oito carros dos bombeiros foram para o local. A aeronave caiu em uma região de mata fechada, próxima à Rodovia Régis Bittencourt. Por volta das 18h, quando o Globocop sobrevoava a área, havia neblina e chuva.

G1

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‘Tucanos vão ter uma surpresa com Padilha’, diz Lula em Ribeirão Preto

A baixa popularidade do ex-ministro da Saúde, Alexandre Padilha (PT), que em dezembro do ano passado apareceu na pesquisa Datafolha com apenas 4% das intenções de voto em uma possível disputa pelo governo de São Paulo, parece não desanimar o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Em encontro realizado pelo Partido dos Trabalhadores na manhã deste sábado (8) em Ribeirão Preto (SP), Lula disse que o desempenho de Padilha na eleição irá “surpreender os tucanos”.

No discurso deste sábado, o ex-presidente ainda teceu críticas aos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a forma como o julgamento do mensalão foi conduzido e disse que o PT é solidário aos condenados no caso.

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Governo de SP
Apesar do discurso positivo sobre a campanha pelo governo de SP, Lula admitiu que a disputa com o PSDB não será fácil. “Os tucanos não brincam em serviço porque ninguém tem um bico daquele tamanho à toa. É bico de um predador, de comedor de filhotinho, temos que ter muito cuidado”, avaliou.

A alta cúpula do PT se reuniu em Ribeirão Preto para lançar a “Caravana Horizonte Paulista”, projeto que vai levar o ex-ministro da Saúde a várias cidades de São Paulo antes do início da campanha eleitoral. Além de Padilha e de Lula, também participaram do encontro o presidente nacional do PT, Rui Falcão, o presidente estadual, Emídio de Souza, o senador Eduardo Suplicy, a ministra da Cultura, Marta Suplicy, e o líder do governo na Câmara, deputado Arlindo Chinaglia.

Em discurso de mais de meia hora, Lula manteve o mesmo tom de crítica ao governo do PSDB adotado por Padilha na sexta-feira (7), quando os dois participaram de um encontro com cerca de 200 empresários da região. “Acho que poucas vezes em que o PT disputou o governo do estado de São Paulo nós tivemos tantos argumentos e o PSDB esteve tão fragilizado como está hoje. Acho que os tucanos vão ter uma surpresa com o Padilha”, disse.

Lula afirmou ser solidário aos petistas presos por envolvimento no mensalão (Foto: Eduardo Guidini/G1)Em Ribeirão, Lula afirmou ser solidário aos petistas
presos por envolvimento no mensalão
(Foto: Eduardo Guidini/G1)

Críticas ao STF
Sem citar nomes, o ex-presidente aproveitou o encontro para criticar a atuação dos ministros do STF na forma como o julgamento do mensalão foi conduzido. “O papel de um ministro da Suprema Corte é falar nos autos do processo e não ficar falando para a televisão o que ele pensa. Se quer fazer política, entra em um partido político e seja candidato. Quando você indica alguém você está dando um emprego vitalício e um cidadão que quiser fazer política que diga que não aceita ser ministro, que quer ser deputado.”

Lula não concedeu entrevista aos jornalistas, mas também se referiu aos petistas presos no mensalão, dizendo que o partido “se solidariza com os companheiros que estão na prisão”. “Temos que ter um julgamento justo. Se os companheiros erraram e tiverem provas, tudo bem. Se tiverem provas contra mim, eu tenho que pagar. Se tiverem provas contra a Marta, ela tem que pagar. O nosso partido não deixou sujeira embaixo do tapete. Queremos a transparência neste país”, disse.

Caravana
Após o encontro em Ribeirão, a caravana do ex-ministro da Saúde segue, ainda neste sábado (8), para visitas a Brodowski (SP) e Barretos (SP), sem a presença de Lula. A primeira etapa da viagem pelo interior paulista passará nos próximos dez dias por cidades como Sertãozinho (SP), Pirassununga (SP), Leme (SP), Araras (SP), Piracicaba (SP), Limeira (SP), Americana (SP) e terminará em Campinas (SP). A segunda etapa da caravana será feita no Vale do Ribeira.

O presidente nacional do PT, Rui Falcão, fez questão de ressaltar que a caravana servirá para debater os problemas de cada região, mas que o movimento não faz parte da campanha eleitoral. “A lei nos impede de fazer propaganda e campanha antes das datas estipuladas, mas não nos impede de conversar e debater sobre os nossos problemas. É isso que nós estamos fazendo com esse projeto”, disse Falcão.

Encontro do PT em Ribeirão Preto reuniu lideranças do partido neste sábado (8) (Foto: Eduardo Guidini/G1)Encontro do PT em Ribeirão Preto reuniu lideranças do partido neste sábado (8) (Foto: Eduardo Guidini/G1)

G1

Vaticano reage com surpresa e irritação à condenação da ONU

padre-pedofiloO Vaticano reagiu com surpresa e irritação à dura e inédita condenação proferida pela ONU por continuar encobrindo casos de pedofilia dentro da Igreja, um escândalo que mancha a imagem da instituição há décadas.

Para o Comitê das Nações Unidas para os Direitos das Crianças, o Vaticano adotou políticas que permitiram que sacerdotes assediassem e abusassem por anos de milhares de menores de idade, favorecendo também a impunidade dos culpados.

As críticas contra “o código de silêncio” que reinou por anos no Vaticano para preservar o prestígio da Igreja, assim como o pedido da ONU para que se abram os arquivos sobre os pedófilos e os bispos que ocultaram estes crimes, foram rechaçadas taxativamente pelas autoridades da Santa Sé.

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Para o Vaticano, trata-se de acusações injustas que não levam em conta os esforços feitos pela entidade desde que os escândalos explodiram na Irlanda, na década de 1990.

“A ONU superou seus próprios limites. Uma coisa é proteger as crianças, outra é indicar as medidas a tomar”, comentou uma fonte do Vaticano.

A dura reação do observador permanente do Vaticano na ONU, em Genebra, monsenhor Silvano Tomasi, que denunciou “distorções” no relatório, também foi imediata. O prelado chegou a acusar “lobbies” e grupos de pressão com interesses “ideológicos” dentro do organismo internacional.

Em entrevista à Rádio Vaticano, Tomasi acusou organizações não governamentais, “com interesses no campo da homossexualidade, o casamento gay e outros assuntos” de terem pressionado a favor da devastadora condenação da ONU.

“O relatório (da ONU) não foi atualizado, falta uma perspectiva correta”, afirmou Tomasi.

Cerca de 600 denúncias ao ano

Embora os dados sobre o alcance do fenômeno dentro da Igreja não sejam públicos, a hierarquia da Santa Sé, respeitando o desejo de limpeza, retirou vários sacerdotes condenados, assim como bispos acusados de acobertamento, entre eles vários irlandeses, um dos países mais afetados.

Segundo a Congregação para a Doutrina da Fé, no ano 2011 e 2012, durante o pontificado de Bento XVI, 400 sacerdotes perderam sua condição de sacerdotes, a penalização mais grave do direito canônico, devido ao abuso de menores.

Nos últimos três anos, cerca de 600 casos foram denunciados anualmente, a maioria por abusos cometidos entre 1965 e 1985.

Desde 2001, sob o pontificado de João Paulo II, os casos de pedofilia cometidos dentro da Igreja são tratados internamente pela Congregação para a Doutrina da Fé, o equivalente a um ministério da Justiça no Vaticano.

Depois da série de escândalos desatada em meio mundo em 2010, o Vaticano estabeleceu novas regras que instruíam os bispos a denunciar os casos de abuso à polícia local, segundo a lei de cada país.

O comitê da ONU sobre os Direitos da Criança se queixou de não ter recebido dados de todos os casos de pedofilia investigados pela Congregação, nem sobre os castigos proferidos.

O Vaticano, que estabeleceu que todo caso deve ser denunciado à autoridade local, mesmo quando o crime já tiver prescrito, nem sempre consegue que a disposição seja cumprida.

“Do ponto de vista legislativo, fizeram tudo”, admitiu o vaticanista do jornal La Stampa Andrea Tornielli, que considera que, agora, o problema é mudar a “mentalidade” do clero.

“Sabia-se que padres abusavam de menores, eram assuntos que eram deixados na penumbra. Graças a Deus vieram à tona”, admitiu recentemente um importante religioso da Congregação para a Doutrina da Fé, que se recusou a dar o número exato dos casos investigados.

Desde sua escolha em março passado, o Papa Francisco se pronunciou a favor das vítimas e criou um comitê para combater o abuso que se concentra em aliviar a dor dos afetados.

O papa emérito Bento XVI (2005-2013), consciente da gravidade do tema, em várias ocasiões pediu perdão pelos abusos e abençoou tanto as vítimas quanto seus familiares, ao mesmo tempo em que castigou de forma exemplar o símbolo desse fenômeno, o religioso mexicano Marcial Maciel, fundador dos Legionários de Cristo. Em 2006, Maciel foi afastado para sempre da Igreja.

AFP

Beto do Brasil recebe festa surpresa do secretariado, gestores escolares e populares em comemoração ao seu aniversário

 

betoNa manhã desta segunda-feira (20), secretários, gestores escolar e populares se reuniram na Sede da Secretaria de Educação para comemorar o aniversário do Prefeito Beto do Brasil. Desde as primeiras horas da manhã, todos os(as) integrantes da citada secretaria aceleraram os passos no sentido de organizar esta festa surpresa, e o aniversariante era aguardado com grande expectativa.

Beto do Brasil foi abraçado ainda antes de adentrar o local da festa, já que inúmeras pessoas o esperavam para parabenizá-lo, que aliás continuou durante todo o percurso percorrido até o primeiro andar da secretaria, local destinado ao evento. Ao som de palmas, da clássica canção de parabéns, belíssimas mensagens e presentes diversos, Beto do Brasil, foi recepcionado pelo vice-prefeito Kaiser Rocha, amigos e familiares.

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Ao tomar conhecimento que havera no recinto uma jovem por nome de Sebastiana aniversariando, Beto do Brasil a convidou para dividir com ele o presente que ganhou, uma imagem de São Sebastião, e ainda a convidou para partir o bolo com ele. Emocionada, Sebastiana não segurou as lágrimas comovendo o aniversariante, Beto do Brasil, e a todos ali presentes. Jamais fui tratada com tanto carinho em meu aniversário e principalmente dividir a festa com o prefeito – disse emocionada, Sebastiana.

 

Fonte: Prof. Gederlandio A. Santos – Assessoria de Comunicação

Felipão anuncia a lista sem Kaká e Ronaldinho; Bernard é a surpresa

felipãoNem Ronaldinho Gaúcho, nem Kaká. O técnico Luiz Felipe Scolari divulgou nesta terça-feira a lista dos 23 jogadores convocados para defender a Seleção na Copa das Confederações e deixou os dois campeões mundias de 2002 fora. A principal surpresa da relação é o meia-atacante Bernard, do Atlético-MG.

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– Nós não somos um clube, um estado. Somos o Brasil. Convocamos de acordo com o que pretendemos para agora e para a Copa do Mundo, o que achamos o caminho certo para a Seleção. Independentemente de quem torce para A ou B, de quem for escolhido ou não, que nós possamos trabalhar juntos em junho pela nossa Seleção. É isso que eu peço a todos – disse Felipão antes do anúncio da lista.

INFO convocação brasil copa das confederações (Foto: Editoria de arte)

Outra ausência marcante é o volante Ramires, do Chelsea, que deu lugar a Luiz Gustavo, do Bayern. Os jogadores da Seleção vão se apresentar no dia 27 de maio, no Rio de Janeiro. Nos dois primeiros dias de atividades, o grupo, que vai ficar hospedado no Hotel Sheraton, em São Conrado, vai realizar exames médicos de rotina. A partir daí, Felipão iniciará as atividades na Escola de Educação Física do Exército, na Urca, também na Zona Sul.

– Acredito que esta seja a convocação mais importante da Seleção desde que chegamos à CBF. Estamos voltados exclusivamente para o preparo da Seleção. Nós vamos procurar seguir o calendário, que nos dá agora, inicialmente, a Copa das Confederações. Depois, a Copa do Mundo. Nós estamos voltados, com nosso trabalho, nossa atenção, totalmente à Seleção. É tempo de Seleção. Não é tempo de eleição. Razão pela qual, com maior respeito a todos, eu pediria humildemente que toda nossa atenção seja voltada à Seleção. Renovo a confiança no trabalho da comissão técnica, que ficará conosco até 2014. O trabalho tem a confiança da CBF. Eles têm total liberdade na convocação e na escalação da Seleção – disse o presidente da CBF, José Maria Marin.

No dia 2 de junho, a Seleção vai encarar a Inglaterra, no Maracanã, na abertura oficial do estádio para os torcedores brasileiros. No dia seguinte, a delegação embarcará para Goiânia para realizar a segunda parte da preparação. No dia 9, o último amistoso antes da estreia nas Confederações. O time canarinho terá a França pela frente, na Arena do Grêmio, em Porto Alegre.

O Brasil está no Grupo A do torneio ao lado de Japão, Itália e México. A estreia da Seleção de Felipão na Copa das Confederações será no dia 15 de junho, contra os japoneses, no Estádio Mané Garrincha, em Brasília. Quatro dias depois, o rival será a equipe mexicana, em Fortaleza. No dia 22, o time nacional terá os italianos pela frente, na Fonte Nova, em Salvador.

– Tive algumas dificuldades em razão que tinham muitos outros bons jogadores que poderiam estar na lista, mas de acordo com alguns critérios que envolve a participação de grupo estes são os escolhidos – afirmou Felipão.

 

Globoesporte.com

Família de Dom Odilo Scherer se diz surpresa com resultado do conclave

O resultado do conclave que elegeu o argentino Jorge Mario Bergoglio para ser o novo Papa surpreendeu os familiares de Dom Odilo Scherer que acompanharam as notícias de Toledo, no oeste do Paraná. Quando a fumaça branca saiu da chaminé da Capela Sistina, a emoção tomou conta de Flávio Scherer. Ainda sem saber o resultado, o irmão de Dom Odilo segurou o choro, e declarou ceticismo em relação à ainda possível escolha do cardeal brasileiro. “Eu ainda acredito que um europeu foi escolhido”, apostou Flávio.

Flavio Scherer (Foto: Cassiane Seghatti/G1)Flavio Scherer, no momento da fumaça branca na
Capela Sistina (Foto: Cassiane Seghatti/G1)

O fato de o escolhido ter sido da América do Sul também contribuiu para a surpresa da família Scherer. “Não estava nas expectativas, e também pela idade. Foi eleito com 76 anos um Papa quase com a mesma idade do Bento XVI. Isso contradiz com toda expectativa de que fosse um Papa mais jovem”, afirmou Flávio ao G1. Apesar da surpresa, Flávio aposta que a escolha ficará marcada na história.

Odilo era cotado pela imprensa internacional como um dos favoritos para assumir o cargo de pontífice. Mesmo diante das perspectivas, a família Scherer sempre acompanhou com cautela as especulações em torno do nome do Arcebispo de São Paulo. “Não fiquei decepcionado. Estou aliviado, seria um peso muito grande para o meu irmão assumir”, disse Flávio Scherer. Também chamou a atenção dos familiares o fato de os cardais terem chegado a um consenso ainda nesta quarta-feira (13), tanto que a maioria dos irmãos não estava na cidade no momento do anúncio. “Nós não esperávamos que fosse tão rápido o resultado. Nossa expectativa é que fosse escolhido amanhã”, disse Flávio.

Família de Dom Odilo acompanha pela internet as movimentações no Vaticano (Foto: Cassiane Seghatti /G1)Família de Dom Odilo acompanhou pela internet as movimentações no Vaticano(Foto: Cassiane Seghatti /G1)

Dom Odilo Scherer
A chegada da família Scherer ao Paraná coincidiu com a criação do município de Toledo, em 1951. Eles estiveram entre os pioneiros da cidade, que nasceu com a grande exploração de madeira para ser exportada. Mas o sustento dos Scherer vinha principalmente da agricultura. Neste processo, Odilo e os demais irmãos eram importantes para ajudar os pais na lavoura, mas o irmão Flávio Scherer garante que era por gosto que eles o faziam.  “Era uma tradição, os filhos de agricultores ajudarem os pais, mas a gente dava nossa contribuição  porque não admitíamos que o pai e a mãe trabalhassem no duro e nós ficássemos folgando”, lembra Flávio.

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Esse contato com a agricultura despertou em Odilo grande parte da proximidade que ele possui com a natureza, algo que o cardeal procurou manter em todos os lugares onde esteve. “Por onde o Odilo passou, ele cultivou muitos hábitos – de ter sempre um pomar, hortas com produtos orgânicos. Isso faz parte do dia a dia dele, e esses hábitos de simplicidade nunca fizeram com que ele esquecesse a sua origem”, conta o irmão, que garante ainda que isso nunca impediu Odilo de conviver com personalidades e a alta hierarquia da Igreja. “Ele estudou muito e aprendeu muitas línguas. Odilo viveu no interior da França e da Alemanha, aprendeu inglês na Irlanda, desenvolveu o espanhol, o italiano, e as línguas usadas na Igreja, como o latim, o grego e o hebraico”, afirmou Flávio.

Apesar do contato sempre próximo com a religião, Odilo foi o único dos 13 irmãos que seguiu adiante na carreira religiosa após os estudos em seminários. O sétimo filho de pais de origem alemã estudou em diversas cidades do Brasil e do mundo, e viu os irmãos formarem-se agrônomos, médicos, professores, engenheiros, dentre outras profissões. “Ele sempre foi um grande defensor das causas da Igreja”, atesta o irmão Flávio.

Dom Odilo foi ordenado padre em Toledo, em 1976 (Foto: Arquivo pessoal)Dom Odilo foi ordenado padre em Toledo, em dezembro de 1976 (Foto: Arquivo pessoal)

Igreja
Odilo foi ordenado padre em 7 de dezembro de 1976, e as lembranças deste dia ainda estão frescas na memória dos irmãos Scherer. “Foi uma coisa assim extraordinária para nós. A igreja estava lotada, tivemos que tirar parte dos bancos para ter mais pessoas dentro da igreja. Muita gente ficou emocionada, foi muito bonito”, lembra Bruno Scherer.

Flávio também lembra de um episódio do dia da ordenação de Odilo. “No fim, teve os cumprimentos, e está lá o nosso vovô materno, Miguel, que na época tinha 77 anos. Ele se ajoelhou diante de Odilo e beijou a mão. O Odilo disse para ele se levantar, mas ele se negou, dizendo que aquelas mãos eram ungidas, sagradas, e que fariam um grande bem para muitas pessoas”, recorda o irmão.

Paralelamente à Igreja, o cardeal atuou ainda como professor e reitor em diversas instituições de ensino e contribuiu com a formação de diversos jovens seminaristas. Com mestrado em Filosofia e doutorado em Teologia feitos em Roma, o cardeal exerceu ainda cargos importantes na Cúria da Igreja no Vaticano. “Ele trabalhou diretamente com João Paulo II, e os cardeais que hoje estão aí foram colegas de trabalho dele”, lembrou o irmão.

Pré-conclave
Desde que Odilo se reuniu aos demais cardeais no Vaticano, o contato dele com a família cessou. De longe, os irmãos se reuniram dia após dia para acompanhar o andamento dos encontros na Capela Sistina, e ressaltaram qualidades de Odilo. “Ele tem uma grande espiritualidade, é muito disciplinado, é culto, viajado, e além de tudo isso, é muito simples, preserva a simplicidade dele”, completou o irmão Lotário Scherer.

Entre os irmãos de Odilo, Lotário foi quem mais conviveu com o cardeal nos últimos anos. Apesar de acompanhar o irmão em diversas viagens e de manter conversas sobre perspectivas, Lotário garantiu que a hipótese de se tornar Papa nunca passou pela cabeça de Odilo. “Jamais. Ele não é presunçoso a ponto de pensar isso”, disse.

Dom Odilo Scherer com a família, durante o Natal de 2012, em São Paulo (Foto: Arquivo pessoal)Dom Odilo Scherer com a família, durante o Natal de 2012, em São Paulo (Foto: Arquivo pessoal)

Conheça a trajetória de Dom Odilo:

Presbiterado
A nomeação como presbítero ocorreu no dia 7 de dezembro de 1976, feita em Toledo por Dom Armando Círio. Na função, foi reitor e professor no Seminário Diocesano de São José, em Cascavel, entre 1977 e 1978, no Seminário Mãe da Igreja, em Toledo, entre 1979 e 1982, professor de filosofia na Faculdade de Ciências Humanas Arnaldo Busatto, em Toledo, entre 1985 e 1994, professor de teologia no Instituto Teológico Paulo VI, em Londrina, em 1985, Vigário Paroquial e Cura da Catedral Cristo Rei, de Toledo, entre 1985 e 1988, Reitor do Seminário Teológico de Cascavel entre 1991 e 1992, Reitor do Seminário Diocesano Maria Mãe da Igreja em 1993, Membro da Comissão Nacional do Clero da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil entre 1985 e 1988, membro da Comissão Teológica do Regional Sul II, entre 1992 e 1993, Oficial da Congregação para os bispos na Cúria Romana entre 1994 e 2001.

Episcopado
A nomeação como Bispo-Titular de Novi e auxiliar de São Paulo veio no dia 28 de novembro de 2001. A Ordenação Episcopal de Dom Odilo Scherer foi sagrada pelo Cardeal Dom Cláudio Hummes, Arcebispo de São Paulo, no dia 2 de fevereiro de 2002, e a posse ocorreu no dia 9 de março do mesmo ano. A nomeação como o sétimo Arcebispo de São Paulo – a terceira maior Arquidiocese Católica Romana do mundo – aconteceu no dia 20 de março de 2007, feita pelo então Papa Bento XVI.

No episcopado, Scherer foi Bispo Auxiliar de São Paulo entre 2002 e 2007, secretário-geral da CNBB entre 2003 e 2007, secretário-geral adjunto da V Conferência Geral do Episcopado da América Latina e do Caribe, em 2007. Atualmente, é membro da Comissão Episcopal Pastoral para a Doutrina da Fé da CNBB e presidente da Regional Sul 1 da mesma entidade.

Cardinalato
No dia 27 de novembro de 2007, Odilo Scherer foi criado Cardeal pelo Papa Bento XVI, no Consistório de 2007, na Basílica de São Pedro. Entre os departamentos que compõem a Cúria Romana, ele é membro da Congregação para o Clero da Comissão Cardinalícia de Vigilância do Instituto para as Obras de Religiões, do XII Conselho Ordinário da Secretaria do Sínodo dos Bispos, do Pontifício Conselho para a Família, da Pontifícia Comissão para a América Latina, e do Pontifício Conselho para a Promoção da Nova Evangelização.

'Estamos eufóricos e angustiados', diz irmão de D. Odilo sobre conclave (Foto: Gabriel Bouys/AFP)Dom Odilo Scherer foi nomeado cardeal em 2007, por Bento XVI (Foto: Gabriel Bouys/AFP)
G1

Lula faz visita surpresa ao Maracanã e é ovacionado pelos operários

Os operários do Maracanã receberam uma visita inesperada na manhã desta quinta-feira. Ao lado de Sérgio Cabral, governador do Rio de Janeiro, e do vice-governador e coordenador de infraestrutura do estado, Luiz Fernando Pezão, o ex-presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva apareceu nas obras de reforma do estádio por volta das 7h15m e pegou todos de surpresa. Amante do futebol, ele aproveitou uma passagem pela cidade e foi ver como está o palco da final da Copa das Confederações deste ano e da Copa do Mundo de 2014.

lula maracanã (Foto: Ricardo Stuckert/Instituto Lula)Lula fala com os operários do Maracanã na manhã desta quinta-feira (Foto: Ricardo Stuckert/Instituto Lula)

A presença do ex-presidente praticamente parou a obra. Ovacionado, Lula discursou para os trabalhadores e lembrou da pequena greve realizada no último dia 18. Além disso, afirmou que irá ao jogo de reabertura do estádio dia 2 de junho (Brasil x Inglaterra), bater palmas não só para a seleção brasileira, mas também para os trabalhadores que construíram o estádio.

– Eu vou ser muito rápido. Primeiro queria agradecer ao governador Sérgio Cabral, a vocês e aos empresários que tocam essa obra. Nós estamos vivendo um momento novo no Brasil. Em 1979, eu fui chamado a Belo Horizonte por conta de uma greve na construção civil quando morreu um operário. Naquele tempo, os trabalhadores não eram bem tratados. Nós evoluímos muito. Fiquei sabendo que o governador fez uma reunião com o Sindicato e parte daquilo que vocês estavam reivindicando foi atendido. Nós vivemos em um momento em que não é proibido pedir e reivindicar. Nós conquistamos o direito de andar de cabeça erguida nesse país. Agora, nós governantes temos que compreender que a democracia será consolidada quando os trabalhadores tiverem um padrão de vida decente e digno. Hoje, vim aqui olhar na cara de vocês e dizer que na estreia estarei aqui e não irei bater palma apenas para a seleção brasileira, mas também para os trabalhadores. O Maracanã não é um estádio, é uma casa de espetáculo e precisa ser feita com carinho. Saiu daqui convencido que nós estaremos aqui em junho. Que Deus abençoe vocês.

Lula e sergio cabral visitam obras do estádio do Maracanã (Foto: Ricardo Stuckert / Instituto Lula)Lula e Sérgio Cabral visitam as obras do estádio do Maracanã (Foto: Ricardo Stuckert / Instituto Lula)

Atualmente, o Maracanã passa pela fase de instalação das cadeiras e da lona da cobertura. O estádio já tem cerca de 10 mil assentos nas arquibancandas e, visivelmente, quase 25% da lona superior colocada. De acordo com a última medição oficial do consórcio responsável pela construção, o projeto está 80% concluído.

O primeiro jogo confirmado no Maracanã é o amistoso entre Brasil e Inglaterra, no dia 2 de junho. Na Copa das Confederações, o estádio receberá México x Itália (16 de junho), Espanha x Taiti (20 de junho) e a decisão em 30 de junho.

 

 

Globoesporte.com

Pressão, surpresa e um carrasco: Timão e Verdão ficam no empate

O único dérbi garantido de 2013 terminou empatado. O Corinthians começou bem, abriu o placar, viu o Palmeiras virar, e contou com o carrasco Romarinho para decretar o 2 a 2 na tarde deste domingo, no Pacaembu. O duelo válido pela oitava rodada do Campeonato Paulista teve o resultado mais justo. Dois times tão diferentes, mas que mostraram disposição idêntica em vários momentos do jogo.

Os primeiros 25 minutos e os 20 finais foram do Timão, que abriu o placar com Emerson Sheik e teve duas bolas na trave que poderiam ter matado o jogo logo no começo. Isso se o Palmeiras não fosse o Palmeiras. Com um time limitado, mas lutando como o gigante que é, o Verdão conseguiu a virada com Vilson e Vinícius, sempre de cabeça, sempre na raça. Entre os dois períodos de domínio corintiano, o Palmeiras mostrou totais condições de vencer o maior rival.

Romarinho foi o fator decisivo para o empate, com um belíssimo gol na metade do segundo tempo. O carrasco alviverde fez seu quarto gol em três jogos diante do maior rival do Corinthians. O resultado levou as duas equipes aos 13 pontos, na briga pelas primeiras posições do Paulistão.

O Timão volta a campo na próxima quarta-feira, quando estreia na Libertadores diante do San José, da Bolívia, às 22h (horário de Brasília). Pelo Paulistão, o compromisso é contra o Bragantino, domingo que vem, às 16h. No mesmo dia e horário, o Palmeiras pega o União Barbarense.

Sheik desencanta, Verdão não se entrega

Há jogadores que ficam mais ligados em jogos grandes. Emerson era o único dos atacantes corintianos que não havia marcado na temporada. No banco, a sombra enorme de Alexandre Pato, há semanas à espera de uma oportunidade. O Sheik precisava mostrar serviço. Mas, com histórico de provocações sobre o Palmeiras, sofreu no início do clássico.

Paulinho no jogo do Corinthians e Palmeiras (Foto: Marcos Ribolli / Globoesporte.com)Disputa: Paulinho cercado por palmeirenses (Foto: Marcos Ribolli / Globoesporte.com)

Logo de cara, uma falta dura de Patrick Vieira anunciava que o atacante iria pagar pela língua afiada. Ruim para Emerson, bom para o Timão. Enquanto o jogador atraía a marcação, o Alvinegro tomava conta do jogo. Mais organizado, mais técnico, mais inteiro. Jorge Henrique deu o cartão de visitas com uma bomba no travessão logo aos oito minutos. Ele apareceu sozinho na área para finalizar e denunciou a marcação falha do sistema defensivo alviverde. Depois, Fernando Prass teve de trabalhar em novo chute de Sheik.

Raça não faltou aos comandados de Gilson Kleina. O que faltou foi acertar passes, chutes, marcar direito. Wesley que o diga. O meia foi o mais voluntarioso, teve a bola e chamou o jogo, enquanto Patrick Vieira, Souza e Vinícius foram tímidos. Tudo piorou quando o insistente ataque corintiano funcionou. Aos 17, Paulo André desviou um cruzamento de cabeça e deixou Emerson Sheik livre para marcar. Emocionado, o atacante respondeu às pancadas na bola e comemorou seu primeiro gol em 2013: 1 a 0 Timão. Na comemoração, ele fez o gesto de embalar um bebê. No intervalo, garantiu que não será pai:

– Calma, gente! O bebê não é meu. É de um amigo que descobiu hoje que vai ser pai…

A equipe de Tite poderia ter matado o confronto nos primeiros 30 minutos. Guerrero quase fez o segundo após falha de Fernando Prass – acertou a trave. Os alvinegros criavam, e a torcida não perdoava o rival. Gritos de “Segunda Divisão” ecoaram em quase todos os setores do Pacaembu. Só que o Timão não matou o Palmeiras, e pagou por isso.

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Aos poucos, o Verdão se soltou. Patrick Vieira passou a ameaçar Cássio. A defesa corintiana parecia distraída; a linha de impedimento, idem. Na base da velocidade, o time de Gilson Kleina cresceu e aproveitou as falhas rivais. Aos 29, o cruzamento de Wesley pegou todo mundo desprevenido, menos Vilson: de cabeça, decidido, o reforço alviverde empatou o dérbi.

Apesar de todo o respeito pregado durante a semana, o Corinthians não esperava uma resposta desse tipo por parte do Palmeiras. Com os pés – e a bola – no chão, os alviverdes criaram as melhores chances a partir da metade do jogo. Cássio voltou neste domingo ao gol do Timão. E teve muito trabalho: defendeu um chute de Márcio Araújo, viu Patrick Vieira fazer um gol, anulado por impedimento, e fez outra grande defesa em arremate de Weldinho. Favorito no clássico, o Timão agradeceu o fim do primeiro tempo.

Verdão vira, mas carrasco salva Timão

O Palmeiras começou o segundo tempo como se estivesse em uma final de campeonato. O Corinthians parecia jogar uma partida como qualquer outra. Só que o dérbi não é qualquer partida, e por isso o Verdão levou vantagem. O time de Gilson Kleina foi grande, como o Palmeiras deve ser. Com disposição, dividindo todos os lances e marcando forte, a virada veio logo aos sete minutos: Wesley cobrou falta da direita, Cássio falhou, e Vinícius apareceu como um raio para cabecear. A provocação mudou de lado, e o atacante fez até dancinha diante do tobogã cheio de corintianos: 2 a 1.

A apatia do Corinthians impressionou. Nem o gol do rival foi capaz de acender jogadores como Danilo e Guerrero, mais do que acostumados a grandes clássicos. Paulinho, então, nem se fala. Displicente, o volante foi engolido por um bravo Márcio Araújo, que não desgrudou do corintiano em momento algum.

Tite tentou livrar seu time das amarras feitas por Gilson Kleina. A apostou foi na mística em vez da qualidade. O carrasco alviverde Romarinho entrou, e Pato continuou no banco. O talismã conseguiu levar a campo a disposição que faltava aos alvinegros. No primeiro chute, Fernando Prass fez defesa à queima-roupa. Renato Augusto, outro que saiu do banco de reservas, quase fez um golaço de fora da área.

Pato também entrou, e aí o jogo começou a tomar contornos mais alvinegros. Em lançamento longo de Cássio, o baladado atacante mostrou rara categoria no domínio perfeito da bola e rolou para Paulinho. Ao ver Romarinho sozinho, o volante não teve dúvidas. Tocou a bola e viu o atacante bater com estilo, sem chances para Prass: 2 a 2. Quarto gol de Romarinho em três jogos contra o Verdão.

O empate já estava bom demais para o ferido Palmeiras, que tentou surpreender nos contra-ataques. Para o Timão, vencer passou a ser questão de honra. Toda a apatia dos primeiros 60, 65 minutos foi convertida na garra usual. Nenhum dos dois times mereceu perder. Por isso, os mais de 34 mil pagantes que foram ao Pacaembu viram um justo empate.

 

 

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