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Governador Ricardo Coutinho felicita prefeitos eleitos e deseja criatividade para superar crise financeira

ricardo-coutinhoUm dia após as eleições municipais, o governador Ricardo Coutinho (PSB) felicitou os prefeitos eleitos na Paraíba e desejou criatividade para superar a crise econômica nacional.

Durante o Programa Fala Governador desta segunda-feira (3), ele disse que deseja criatividade e principalmente compromisso público para que os gestores possam buscar contornar as dificuldades.

“Quero parabenizar a todos os prefeitos eleitos, desejar que possam com muita criatividade, e principalmente compromisso público, buscar contornar as dificuldades que são enormes em função de várias coisas e também em função de crise econômica, ultrapassar isso e ao mesmo tempo desejar a todos eles uma gestão profícua para que o povo da Paraíba possa ter avanços”, afirmou o governador.

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Previdência pode ter ‘gatilho’ para idade mínima no longo prazo superar 65 anos

previdenciaA proposta de reforma da Previdência que o presidente Michel Temer tem em mãos prevê o aumento da idade mínima para além dos 65 anos fixados inicialmente. O texto, elaborado pela equipe técnica do governo, propõe um gatilho que permitirá aumentar o piso da idade à medida que também subir o tempo médio de sobrevida (a quantidade de anos de vida depois da aposentadoria).

A “calibragem” evitaria a necessidade de discutir novos projetos de reforma previdenciária acompanhando o envelhecimento da população. Caberá a Temer a decisão de deixar ou retirar esse dispositivo. Os técnicos, porém, defendem o instrumento como necessário para que os efeitos da reforma, de alto custo político, sejam de longa duração.

O presidente já decidiu, porém, que a proposta de reforma só será enviada ao Congresso em novembro, após o segundo turno das eleições. A decisão é mais um recuo do governo que, inicialmente, encaminharia o texto ainda este mês.

Em jantar oferecido nesta terça-feira, 27, por Temer a ministros e líderes dos partidos da base aliada, o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, reafirmou que a prioridade do governo é a aprovação da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) que limita os gastos públicos. A PEC chegou a ser classificada como “o Plano Real do governo Temer” por parlamentares presentes à reunião.

Mudança

A fórmula para o acionamento do gatilho da idade leva em conta mais de um cenário, mas ainda está sendo definido o intervalo que levará ao aumento. Atualmente, a expectativa de “sobrevida” para quem tem 65 anos é de 18 anos. De um ano para o outro, esse número chega a aumentar dois meses e meio.

Atualmente, no Brasil, é possível se aposentar por idade ou por tempo de contribuição. Pela regra, é possível se aposentar com 65/60 anos (homens/mulheres) se o trabalhador tiver pelo menos 15 anos de contribuição. Na aposentadoria por tempo de contribuição, não há idade mínima. A regra diz que é preciso ter 35/30 anos (homens/mulheres) de contribuição. Neste momento, o único consenso é com a relação aos 65 anos como idade mínima para homens e mulheres, com uma transição mais suave para mulheres e também para professores.

O projeto também eleva o tempo mínimo de contribuição (atualmente de 15 anos para a aposentadoria por idade) e vincula o pagamento integral do benefício a um período maior de contribuições. Uma das hipóteses é aumentar a contribuição mínima para 25 anos, sendo que, para ter direito à aposentadoria integral, serão necessários 50 anos de contribuição.

As novas regras valeriam para homens com menos de 50 anos e mulheres com menos de 45 anos. Acima dessa idade, os trabalhadores terão de trabalhar 40% ou 50% a mais no tempo que falta para a aposentadoria integral.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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Temperaturas do verão vão superar as de 2014, diz instituto

calorDaqui a um mês começa a estação mais popular do Rio. E o verão de 2015 não deve dar trégua para quem detesta calor. De acordo com o Instituto Climatempo, o primeiro bimestre do ano que vem terá temperaturas ainda mais elevadas do que as registradas no ano passado. Em janeiro, a média será de 32ºC. Em fevereiro, 36ºC. Em 2014, a média não superou os 34ºC.

A expectativa da chegada do El Niño aumentaria ainda mais os termômetros. Em junho, a Organização Meteorológica Mundial emitiu um alerta recomendando aos governos que se preparem para eventos como secas e inundações.

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A temperatura das águas do Oceano Pacífico está 1 grau Celsius acima da média. Há 60% de chances de formação do El Niño, que se manifestaria com mais força no ápice do verão, entre janeiro e fevereiro.

 

O fenômeno pode bagunçar as precipitações do verão na Região Sudeste. Curtas ondas de calor seriam seguidas por tempestades. Para o climatologista José Marengo, do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), este é um indício de que as mudanças climáticas já estão em vigor:

— Quando falamos em eventos extremos, já sabemos que cada ano tem sido pior do que o anterior.

UMIDADE CAUSARÁ MAIS CHUVAS NO FIM DA TARDE

O verão carioca de 2015 pode ser o segundo consecutivo com características atípicas. Em 2014, dois bloqueios atmosféricos — um no Pacífico, outro no Atlântico — impediram a passagem de frentes frias na Região Sudeste durante quase dois meses, entre dezembro de 2013 e fevereiro de 2014. A falta de nuvens possibilitou o aumento das temperaturas. Foi a estação mais quente do Rio dos últimos 50 anos. Houve apenas 16 dias com chuvas — a média histórica é 40.

Embora a temperatura do verão fique acima da média em 2015, a umidade também será mais alta. Com isso, a sensação térmica pode ser menor.

— A temperatura chega ao topo até o meio da tarde e depois a chuva resfria a atmosfera — descreve o meteorologista Alexandre Nascimento, do Climatempo. — Por isso, já que temos precipitações, o próximo verão pode ser menos quente do que o anterior.

O Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos (CPTec) confirma que a temperatura e a umidade em janeiro e fevereiro podem ficar acima do normal. O instituto e o Climatempo devem divulgar previsões mais detalhadas sobre o verão nas próximas semanas.

O ANO MAIS QUENTE DESDE 1880

A Administração Nacional de Oceanos e Atmosfera dos EUA (Noaa) confirmou esta semana que 2014 é o ano mais quente desde o início dos registros, em 1880, considerando os dados obtidos entre janeiro e outubro. No século XX, a temperatura média do planeta foi de 14,1ºC. Em 2014, é de 14,8ºC.

Outubro é, também, o terceiro mês consecutivo e o quinto do último semestre a marcar um recorde histórico da temperatura global. Os termômetros elevados no mês passado ocorreram devido ao calor tanto na superfície terrestre como nos oceanos. A América do Sul e a Austrália tiveram contribuição decisiva para o aquecimento recente do planeta.

No Hemisfério Norte, a Costa Leste dos EUA registrou temperaturas recordes, assim como o Oeste da Rússia. Na Europa, a região mais afetada pelo calor foi o Sul do continente.

 

O Globo

Aprenda 20 estratégias para superar uma traição e manter o relacionamento

Imagem meramente ilustrativa
Imagem meramente ilustrativa

Ninguém está imune aos efeitos nocivos da traição. Mas nenhuma pessoa é obrigada a transformá-la em um trauma afetivo. Muitos casais conseguem, talvez não esquecê-la, mas superá-la e elevar o relacionamento a outro patamar, com maiores chances de felicidade.

Para que uma escapada não detone a sua vida amorosa, siga as dicas a seguir:

 

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1. Não jogue a culpa no outro 2. Questione a responsabilidade
Perdoou a traição? Ótimo, agora siga em frente e, caso outros problemas surjam no relacionamento, evite misturar as estações e ficar jogando na cara do outro o que aconteceu em qualquer oportunidade. Punir verbalmente não faz o tempo voltar atrás nem exime a relação de sofrer um novo abalo -e não ajuda em nada. Há casos em que a responsabilidade pelo que aconteceu é do casal, que não percebia até então o quanto estava distante, embora somente um dos dois traia. Se esse for seu caso, faça uma avaliação sincera sobre a maneira como vinha agindo e procure melhorar nos pontos que julgar deficientes.
3. Descarte a amnésia 4. Não se vitimize
Para a psicóloga Maria Claudia Lordello, não há nada mais prejudicial ao futuro de um casal que decide continuar o relacionamento após a traição do que fazer de conta que nada aconteceu. “Um episódio de traição causa uma crise, que oferece a possibilidade de repensar os erros e conversar sobre questões mal resolvidas”, diz. Ignorar o fato transforma a infidelidade em um fantasma que pode ressurgir a qualquer momento. De acordo com a psicóloga Angélica Amigo, é comum perdoarmos uma traição, mas isso nem sempre significa que conseguiremos lidar com a frustração. “O rancor vira um processo de vitimização em que o papel de sofredor, incompreendido e infeliz se torna cômodo, impedindo qualquer um de seguir em frente”, explica. Para saber se você tem tendência a se vitimizar, faça o teste.
5. Filtre as opiniões dos amigos 6. Fuja do efeito chiclete 
Desabafar as dores faz bem, é claro. Porém, tudo aquilo que foi dito assim que a infidelidade foi descoberta pode ser usada contra você agora. Alguns amigos sentem as mágoas das pessoas queridas como se fossem delas. Para a psicóloga Eliete Matielo, diretora da agência de relacionamentos Eclipse Love, depois que o pior já passou e o relacionamento voltou a caminhar às mil maravilhas, é importante não dar ouvidos às opiniões negativas sobre o que houve. “Lembre-se de que os amigos, além de não terem uma visão isenta sobre o assunto, não sabem o que se passa entre o casal”. Na tentativa de prevenir um novo “acidente”, homens e mulheres passam a vigiar o outro com extrema desconfiança, tomando atitudes que vão desde xeretar redes sociais e emails até bisbilhotar pertences pessoais e seguir o parceiro. Nenhuma dessas medidas, porém, é capaz de impedir uma reincidência. “Quem quer trair arruma tempo, lugar, oportunidade”, diz a psicóloga Maria Claudia Lordello. Ela recomenda que o casal transforme qualquer indício de insegurança em algo positivo, procurando ideias para manter o relacionamento sempre empolgante.
7. Fuja de filmes românticos 8. Preserve-se
Para a psicóloga Eliete Matielo, buscar respostas na ficção para questões da própria vida não é uma boa ideia, principalmente porque algumas produções vendem uma visão totalmente equivocada e pouco prática do que é o amor. “Trata-se de uma fuga”, diz. Fuja de dramas e romances por um bom tempo. Vocês superaram a crise e agora estão vivendo um verdadeiro conto de fadas? Parabéns, mas não precisam compartilhar alegrias e intimidades com o mundo todo para que isso fique bem claro. Guardem as expectativas somente para vocês, isso irá evitar que os conhecidos façam comentários desnecessários.
9. Evite a paranoia 10. Não se baseie em experiências alheias
Segundo a psicóloga Angélica Amigo, o grande problema na vida de um casal não é o acontecimento de um episódio isolado de traição, mas a repetição constante de parceiros que agem assim. Ficar o tempo todo preocupado com uma provável nova pisada na bola só vai desviar a atenção das coisas boas do relacionamento.  Muita gente adora despejar suas frustrações em cima dos outros. Para o bem do seu romance, é bom não levar em consideração histórias alheias –principalmente as que envolvem puladas de cerca reincidentes. Tome decisões com base em seus sentimentos, e não na trajetória de terceiros.
11. Cuide da própria vida 12. Dê um troco light
Em vez de se preocupar em demarcar território a fim de impedir outra pulada de cerca –colocando foto ao lado do amor no perfil do Facebook, por exemplo–, os especialistas em comportamento recomendam investir no trabalho, nos estudos, no círculo de amigos, nos hobbies, na cultura. “Quem tem uma vida própria e cuida bem dela acaba se tornando mais interessante aos olhos do parceiro, pois traz novas experiências à relação”, diz a psicóloga Eliete Matilelo. Em “Avenida Brasil”, quando Noêmia (Camila Morgado) descobriu que seu marido Cadinho (Alexandre Borges) tinha uma amante, foi poderosa para a balada e dançou de forma insinuante para um garotão -e disse ainda que, a partir daí, se sentiria livre para extravasar seus desejos. “Querer se vingar não adianta. O que funciona é se reconhecer como objeto de desejo e fazer o outro perceber isso”, afirma a psicóloga Maria Claudia Lordello.
13. Aposte em mudanças 14. Transforme a novidade em “rotina”
Investir nas mudanças no período pós-traição é mais do que certeiro. Vale desde trocar os móveis de lugar na casa até renovar o visual e fazer uma viagem romântica para um destino paradisíaco. “Essas novidades permitem que o casal se redescubra”, diz a psicóloga Maria Claudia Lordello, mas ela alerta, “um passeio diferente não é capaz de operar milagres, são as atitudes que precisam mudar, senão fica difícil resgatar as coisas bacanas do início do relacionamento.” Para a psicóloga Maria Claudia Lordello, as mudanças de comportamento do casal não devem se restringir somente às tentativas de colocar a relação em ordem, mas devem se tornar constantes. É claro que nem todo mundo tem condições de bancar um jantar cinco estrelas por fim de semana e fazer viagens todo mês, mas é possível investir em gestos de carinho e pequenas surpresas, porém significativas.
15. Não use o sexo como arma 16. Tenha autenticidade
É importante não transformar a sexualidade em moeda de troca. É óbvio que uma traição envolve sexo, mas nem sempre esse é o motivo principal. Questões como falta de atenção e diálogo ou a rotina, por exemplo, levam homens e mulheres a tentar, equivocadamente, resolver os problemas nos braços de outras pessoas. Por isso, se um casal resolveu continuar mesmo depois da infidelidade, investir todas as fichas na cama –usando acessórios eróticos ou rompendo tabus, por exemplo– pode ser uma experiência frustrada se os problemas forem outros. A dica vale para os dois: quem traiu e quem foi traído. Na ânsia de fazer a relação dar certo, muitas pessoas mudam de comportamento de forma drástica a fim de mostrar que agora estão de fato comprometidas com o romance ou que a crise as transformou. Assim, quem é extrovertido se fecha, quem curte roupas sexy passa a se vestir de modo recatado, quem adora balada se tranca em casa. Tais atitudes não garantem a felicidade e ainda podem provocar o efeito contrário, causando insegurança e desconfiança.
17. Diga adeus ao excesso de fofura 18. Dispense os joguinhos
Adotar uma postura permissiva demais com medo de parecer castrador (no caso de quem foi traído) pode funcionar, mas por pouquíssimo tempo. Em vez de apostar na condescendência, mais vale conversar sobre o que querem e o que de fato esperam da relação. Insinuações, frases de duplo sentido, ironias, ciúmes… Uma relação, para dar certo, precisa ser sustentada por maturidade e confiança, e não por joguinhos inúteis que só geram mais dor e sofrimento. E ainda há o risco de virar um relacionamento do tipo ioiô.
19. Invista na autoestima 20. Acredite no amor
Para que a traição não destrua uma relação, é preciso que a pessoa que sofreu o golpe seja capaz de reestruturar sua autoconfiança, além de confiar em si mesma e em seus valores. “Sem conseguir gostar de si e se perdoar, será impossível viver um romance feliz”, diz a psicóloga Angélica Amigo.

 

 

por Davi Lambertine do Uol

Uma experiência ruim, ainda que superada, não deve servir de parâmetro para decisões. O sofrimento pode ser inevitável, mas não permanente. Quem mantém um relacionamento calcado em desconfiança, sem esperanças de que ele dê certo, só pode mesmo condená-lo ao fracasso.

 

 

 

 

‘Ele me explorou, me usou e não sei se vou conseguir superar’

trafico_humanoA história de Camila Sousa* foi contada com exclusividade à reportagem do O SÃO PAULO nas escadarias da igreja Nossa Senhora da Paz, em São Paulo, um dia antes que ela viajasse de volta para El Salvador, seu país de origem. O drama vivido pela jovem de 26 anos foi relatado com emoção e voz baixa, porque, quando se vive uma situação como a dela, qualquer lugar ou pessoa passam a ser temidos.

Camila conheceu Carlos José*, boliviano, pela internet. Eles começaram um relacionamento online, e, depois de mais de um ano, ele a convidou para um encontro em São Paulo. “Ele pagou tudo, as passagens, gastos da viagem. Disse-me que eu não precisava me preocupar com hospedagem e alimentação, porque ele estava bem estabelecido em São Paulo.”

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A jovem, que tem uma filhinha de 3 anos, tirou o passaporte e teve autorização para ficar um mês no Brasil. “No início foi tudo muito bom! A gente passeava, ele era muito gentil comigo. Depois, foi ficando cada vez mais difícil, ele não queria que eu levantasse a cabeça quando saíamos juntos, pois tinha ciúmes e dizia que eu estava olhando para outros homens, por isso, precisava andar de cabeça baixa ao seu lado.”

Com a passagem já comprada, Camila queria voltar logo para casa, mas tinha que esperar. Quando faltavam poucos dias para a viagem, Carlos tomou das mãos dela os documentos e os rasgou em pedacinhos. Emocionada, a jovem mostrava o passaporte que ela colou com fita adesiva.

Então, o homem começou a tê-la como prisioneira na oficina de costura que tinha e a fazer ameaças. “Ele dizia que, se eu fugisse, ia me dar mal, porque não conhecia nada da cidade e não sabia falar bem o português. Um dia, chegou a me agredir e dizer que, se eu fugisse, ele iria atrás de mim, pois já tinha acabado com a vida de uma mulher.”

“Depois daquele dia, eu fiquei com muito medo, e não conseguia falar com ninguém, nem com os funcionários da oficina de costura. Cheguei a tomar um monte de remédios, porque estava desesperada e queria tirar minha vida, mas o máximo que eles me fizeram foi ter muito sono e uma diarreia forte.”

Um dia, porém, Camila decidiu fugir. Sem saber onde estava, saiu à rua procurando pelo bairro do Brás, pois era a único lugar que tinha ouvido falar. “Não levei nada, só meus documentos. Peguei a chave escondida e saí correndo.” De ônibus, ela foi para o Brás e, chegando lá, disse que era estrangeira e precisava de ajuda.

“Indicaram a Casa do Migrante”, disse. A Casa fica na rua do Glicério e hospeda migrantes do Brasil e do exterior, além de auxiliá-los com documentação e busca de trabalho. “Isso aconteceu em janeiro [de 2013]. Desde então, nunca mais tive coragem de sair da casa. Tinha medo de que ele me encontrasse na rua.”

Camila entrou em contato com a família e soube que Carlos tinha feito a mesma coisa. No dia 7 de setembro de 2013, quando conversou com a reportagem, já estava de passagem marcada e muito ansiosa para voltar.

“Ele me explorou, me usou e não sei se vou conseguir superar isso.” Ao ser perguntada se denunciaria Carlos, Camila disse que não. “Não quero mais pronunciar o nome dele. Quero apenas que este pesadelo acabe. Quero ver minha filha, cuidar dela e viver em paz.”

*Nomes fictícios

Adital

Esposa diz que Shaolin mostra todo dia o quanto é capaz de superar obstáculos

Após três anos de tratamento, Francisco Jozenilton Veloso, o Shaolin, continua lutando. Os progressos, garantem Laudicéia Veloso, esposa do humorista paraibano, são capazes – de junto com a fé em Deus – renovar a esperança de uma recuperação.

“É impossível perder a esperança quando se crê em Deus. Ao final de cada dia, sempre há o que agradecer”, diz Laudicéia. Em entrevista exclusiva ao Portal Correio, ela fala que Shaolin é um guerreiro. “Ele é muito esforçado e nos mostra todos os dias o quanto é capaz de superar obstáculos”, completa.

A Paraíba, mais triste sem o encantamento pessoal de Francisco Jozenilton Veloso, revive os sentimentos de solidariedade, na época do ano em que as famílias se confraternizam. A falta do humorista, de sua graça e de seu companheirismo continuam entristecendo seus conterrâneos.

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Dia 19 de janeiro de 2011, a tragédia vitimou não só Shaolim e a família, mas toda a Paraíba, que vive agora de esperanças. Dos acontecimentos que levaram Jozenilton Veloso ao estado em que se encontra, Laudicéia disse que os ensinamentos são muitos, mas, principalmente, ficou a lição de que num piscar de olhos nossa vida pode mudar completamente.

“Precisamos nos adaptar com a mesma velocidade em que ocorre a mudança. Nestas horas, descobrimos a fragilidade ou a força que temos e no nosso caso descobrimos que a nossa família é mais forte do que pensávamos”, desabafa.

Um dos pesonagens mais famosos, XoelmaFoto: Um dos personagens mais famosos, Xoelma
Créditos: Jornal Correio da Paraíba

Laudicéia disse, ainda, que encara com agradecimento as reações de carinho e solidariedade de amigos e fãs. “Agradeço muito aos que nos acompanham e respeitam o nosso espaço”.

Ela informou que vem sempre recebendo mensagens de apoio e que os fãs e amigos aguardam com muito respeito e paciência as notícias que são postadas por ela e pelos filhos deles nas redes sociais.

“Essas carinhosas mensagens sempre nos emocionam e agradeço muito, em nome da minha família, por todo apoio que recebemos. Que Deus nos Abençoe”, disse emocionada.

Boatos sobre a morte de Shaolin deixam família indignada

Boatos feitos por pessoas maldosas vem deixando tristes a mulher, os filhos e amigos do humorista Shaolin. Esse tipo de atitude, para Laudicéia Veloso, parte de pessoas que, na opinião dela, têm algum distúrbio.

“Há algum problema com pessoas assim. Algum tipo de distúrbio mental para sentir prazer em criar notícias falsas e desrespeitosas que ferem profundamente a nossa família”, reclamou.

Como se não bastasse, as pessoas mal intencionadas atribuem a notícia à imprensa e a espalham, causando constrangimento para a família do humorista.

“Até hoje, a imprensa tem nos respeitado muito e sempre procura checar as informações comigo antes de publicar qualquer notícia”, enfatizou.

Por isso, Laudicéia acredita que essas falsas mensagens que postam nas redes sociais sobre a situação de saúde de Shaolin são atitudes inescrupulosas que deixam não só os familiares, mas também todos os seus amigos e fãs indignados.

Shaolin, 'encarnando' o ex-presidente LulaFoto: Shaolin, ‘encarnando’ o ex-presidente Lula
Créditos: Jornal Correio da Paraíba

Laudicéia vê com orgulho filho caçula seguindo os passos do pai

Lucas Veloso, filho caçula de Shaolin, segue os passos do pai. O trabalho dele é orgulho para a mãe, Laudiceia Veloso, que disse que a escolha era inevitável, já que Lucas gosta muito de teatro.

O caçula de Shaolin já fez diversos shows pela Paraíba e se apresentou junto com outros humoristas, a exemplo de Piancó e Tom Cavalcanti. Ele se inspira no trabalho do pai e também faz imitações.

Assim como o pai, vem tendo uma aceitação das pessoas. O carisma e o talento parecem natos para quem está começando a conquistar o público paraibano.

Lucas faz imitações do presidente Lula, Luiz Gonzaga e Chico Anísio, mas também tem um personagem próprio denominado Vagner, que é um vendedor de codornas.

O acidente e o estado de saúde do humorista

Shaolin sofreu um acidente automobislístico no dia 19 de janeiro de 2011 na BR 230, em Campina Grande, a 125 quilômetros de João Pessoa. Desde então perdeu os movimentos do corpo e a fala. O humorista passou cerca de cinco meses internado em um hospital de São Paulo/SP, mas, por decisão da família, foi transferido para casa, em Campina Grande, com todo o aparato hospitalar.

Ele vem fazendo tratamento contínuo e apresentando melhora gradativa. De acordo com depoimento de familiares, Shaolin sorri, segue as coisas com o olhar, ouve histórias e assiste à TV. Ele teve alterações positivas no nível da consciência e vem sendo acompanhado por uma equipe médica constantemente.

No ano passado, a apresentadora da Rede Record, Ana Hickmann, trouxe um equipamento que permite a comunicação do paciente através do olhar e dos sinais emotivos. Shaolin utilizou por um tempo, mas a família preferiu deixar de usá-lo porque o instrumento o estava deixando inquieto.

 

portalcorreio

Sente medo e aquele frio na barriga na hora de falar em público? Saiba como superar

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Saber se comunicar passou a ser um dos requisitos básicos para quem deseja uma promoção, se destacar em uma entrevista, vender um produto ou apenas manter o emprego atual. Falar com desenvoltura em público e fazer boas apresentações é uma técnica que se aprende. E mesmo os mais tímidos podem se sobressair e impressionar chefes, clientes e colegas.

De olho nesse nicho, há várias empresas e especialistas que ensinam estratégias e dão dicas de como fazer uma boa apresentação. “Falar em público é fundamental para qualquer profissional, independentemente da área de atuação. Ao usar a palavra e argumentar de forma correta, o profissional passa uma imagem positiva que fortalece sua carreira”, afirma Roberta Andrade, da ACT Comunicação.

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Além de falar com segurança, outras habilidades são importantes: como saber usar a expressão corporal, cuidados com a voz, entonação, vestimenta, saber usar recursos audiovisuais e capacidade de organizar ideias e dados.

Reinaldo Polito, professor de expressão verbal, palestrante e escritor, explica que, durante a carreira, não há como escapar de fazer apresentações. “Quanto mais elevada for sua posição hierárquica, mais precisará usar a comunicação. Terá de participar de reuniões, apresentar projetos, discutir propostas, motivar equipes e tantas outras atividades que dependem da expressão verbal”.

De acordo com os especialistas, qualquer pessoa pode superar as dificuldades e aprender a falar com segurança. Polito explica que o o medo de falar em público ocorre por quatro motivos essenciais, possíveis de controlar: “Falta de conhecimento sobre o assunto, de ordenação didática do pensamento, não ter prática e experiência no uso da palavra em público e falta de autoconhecimento”, lista ele.

Para Fernando Pereira de Jesus, diretor do Instituto Fale Bem, fazer uma boa apresentação é uma questão de experiência. “As pessoas não sabem se comunicar porque fugiram das oportunidades ao longo de suas vidas. Quando tinha que apresentar um trabalho na escola, na faculdade e no ambiente profissional, preferiram que um colega apresentasse o projeto”, diz ele. “Quanto mais a pessoa falar, mais destreza adquire”.

Dez dicas para lidar com o nervosismo nas apresentações em público

1. Deu branco: use recursos para se apoiar, como a apresentação no Power Point ou um roteiro impresso com palavras-chave. “Se uma apresentação é feita apenas verbalmente, depois de três dias os ouvintes se lembrarão de apenas de 10% do que foi transmitido. Se for feita com auxílio de recursos visuais, depois de alguns dias, os ouvintes se lembrarão de 65% da mensagem. Só devemos tomar cuidado para não abusar dos recursos visuais ou ficar lendo o tempo todo”, explica o professor Reinaldo Polito.

2. Memorização: Redija o texto para cada tela do Power Point, ensaie, depois deixe o texto de lado e treine sem olhar para a tela. Quando surgir o slide, o orador deve saber o que falar. “Familiarize-se com cada lâmina para evitar os brancos”, diz Fernando, do Instituto Fale Bem.

3. Treine em voz alta: “Para aproveitar bem a voz, é preciso pronunciar bem as palavras”, diz Polito. Leitura diária em voz alta de textos de jornais, revistas ou livros pode ajudar a melhorar a pronúncia e a respirar melhor, segundo ele. “Ao ler em voz alta, repita as palavras que achar mais difíceis ou que se repetem no texto. Ao pronunciar os verbos, enfatize bem as letras R ao final das palavras”.

4. Fale com o espelho: o melhor exercício de oratória é praticar, principalmente a introdução e a conclusão. “Treine toda a apresentação em frente ao espelho, prestando atenção no gestual, que deve ser harmônico com o discurso”, diz Fernando, do Instituto Fale Bem. Você também pode se apresentar para alguém da família ou filmar a apresentação para se avaliar depois.

5. Chegue cedo: chegar uma hora ou 30 minutos antes do horário de início da apresentação e conversar com as pessoas que vão chegando ajuda a manter a calma. Se forem desconhecidas, então, faz com que você se sinta mais à vontade com elas antes de ter de se apresentar.

6. Olhe para a plateia:  “A comunicação visual deve atingir três objetivos: observar a reação dos ouvintes; prestigiar a presença das pessoas e quebrar a rigidez postural na hora de olhar para um lado e para o outro”, diz Polito, que sugere olhar sempre para todos os lados da plateia.

7. Respire corretamente: a respiração mais prolongada, soltando o ar lentamente ao falar, também ajuda. Se a pessoa sofre de ansiedade e tem a respiração ofegante, muito curta, demonstra insegurança. Treine: inspire e segure o ar no abdome, depois vá soltando devagar pelo nariz.

8. Cuidado com a monotonia: a entonação e o volume da voz são fatores importantes para uma boa comunicação. A pessoa que fala muito baixo e numa mesma entonação torna a apresentação monótona. “É importante usar volume de voz suficiente para que todos possam ouvir bem. Mas a pessoa deve alternar o volume e a velocidade da fala para que o ritmo seja sempre agradável e motivador”, afirma Polito.

9. Expressão corporal: os dois maiores defeitos da gesticulação são a falta e o excesso de gestos, sendo que o excesso costuma ser mais grave do que a falta. Polito afirma que, de maneira geral, a pessoa deve evitar falar o tempo todo com as mãos nos bolsos, com os braços nas costas ou cruzados na frente do corpo em posição defensiva. “É preciso evitar, também, ficar apoiado de maneira desleixada sobre uma das pernas ou mantê-las muito abertas ou muito fechadas”.

10. O início da apresentação é o momento mais delicado: para contornar esses difíceis instantes iniciais, a pessoa deve começar a falar um pouco mais devagar e mais baixo para não deixar que sua instabilidade seja projetada. “Se a pessoa levou algumas anotações, arrume os papéis sem pressa. Ajeite sem precipitação a altura do microfone. Cumprimente uma a uma as pessoas que compõem a mesa diretora. Deixe as mãos sobre a mesa ou a cadeira para não permitir que o tremor seja percebido. Todos esses cuidados são importantes para conquistar um pouco mais de confiança”, afirma Polito.

 

Uol

Município de Patos registra 55 homicídios e número pode superar 2011

Estatísticas do 3º Batalhão da Polícia Militar de Patos indicam que o número de homicídios no município já atinge o total de 55 registros, três ocorridos somente na última semana.

Para o comandante do 3º BPM, Tenente-Coronel Cunha Rolim, os números da criminalidade em Patos vem aumentando de maneira preocupante. “Depois de um período sem o registro de homicídios, o crime voltou a eclodir de forma preocupante. Mas em relação às operações de abordagem a polícia vem conseguindo combater de maneira direta a prisão destes infratores”, disse.

Entre os trabalhos de intervenção realizados pelas polícias militar e civil ao controle da segurança pública, estão o combate tráfico de entorpecentes, operações de investigação aos pontos da criminalidade, como também, o cumprimento de mandados de busca e apreensão.

Em todo o ano de 2011, foi registrado o número de 60 casos de mortes relacionadas aos crimes de homicídios. “O combate à onda da criminalidade é um desafio que vem sendo encarado de forma séria na formação de parcerias entre as polícias. No entanto, a maioria dos casos registrados envolvem pessoas ligadas ao tráfico de drogas, o que configura indiretamente uma disputa por espaços entre os envolvidos”, comentou o comandante do 3º BPM.

De acordo com o Delegado Regional da Polícia Civil, Danilo Orengo, o trabalho mantido pela polícia vem demonstrando eficiência nos resultados de prisão após os casos de homicídios. “As informações estão chegando de forma rápida até a polícia, e isso tem contribuído incisivamente para o trabalho de identificação dos autores dos casos investigados”, disse.

Outro fator importante destacado pelo Delegado relacionado ao trabalho de redução aos números de crimes em Patos, está na condição de participação da população em denuncia destes delitos.

Para manter o trabalho firme na redução dos índices, Danilo Orengo, comentou que a Delegacia de Homicídios receberá reforços. “Será instalada brevemente em Patos duas delegacias de homicídios. Neste sentido, contaremos com um reforço não somente direcionado para a cidade, mas para uma cobertura voltada para toda a região”, afirmou Danilo Orengo.

Na Paraíba, a Secretaria de Segurança Pública (SSP-PB), informou que do período de janeiro a setembro de 2012, já foram totalizados o número de 1.146 homicídios, sendo quase 600 somente na região do litoral.

Fonte: MaisPatos.com