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Mortes por câncer no Brasil já superam óbitos por doenças do coração

radioterapiaO câncer já é a principal causa de morte entre os brasileiros, conforme dados divulgados pelo Datasus (Sistema de Informática do Ministério da Saúde), a partir de uma pesquisa que aponta uma média de 3.245 óbitos no País, o equivalente a 5,9 milhões em um período que vai de 2010 a 2014. Dessas mortes, o câncer aparece em primeiro lugar, com um total de 935.947 vítimas – ou seja, a doença tem matado mais do que as moléstias cardiovasculares, que aparecem em segundo lugar na pesquisa (522.542 mortes), ou os acidentes de trânsito.

Em entrevista concedida à Rádio USP, a médica oncologista Maria Del Pilar Estevez, coordenadora de Oncologia Clínica do Icesp (Instituto do Câncer do Estado de São Paulo), diz não se  surpreender com esses números, que “já eram esperados” devido a alguns fatores, como o envelhecimento da população, o aumento da expectativa de vida e uma maior exposição aos carcinogênicos. Esses fatores, segundo ela, estão causando um aumento no número de casos de câncer – “não só no Brasil como em todo o mundo” –  e uma maior mortalidade provocada pela doença. “Já era esperado que, até o ano 2020, a moléstia se tornasse a principal causa de morte no mundo, um fenômeno que vem sendo acompanhado pela Organização Mundial da Saúde”.

Para a especialista, é importante que se esteja preparado para essa realidade, aperfeiçoando as medidas de diagnóstico e de tratamento e, principalmente, cuidando da prevenção. Não se pode esquecer que, em relação ao tratamento, tudo vai depender do tipo de câncer, cada qual exigindo uma abordagem distinta. O conhecimento da especificidade do câncer permitirá que o tratamento seja mais eficaz. “Quanto mais precoce, melhor o prognóstico e as chances de cura, o que, por outro lado, irá demandar menos recursos”, razão pela qual os estudos atuais sobre a doença enfatizam a importância do diagnóstico precoce.

Maria Del Pilar diz que, no caso de suspeita de câncer, a rapidez no diagnóstico é primordial, a fim de que o encaminhamento do paciente para tratamento não seja prejudicado pelo fator tempo. Infelizmente, as coisas nem sempre funcionam da forma que deveriam, e é alto por aqui o porcentual de pacientes nos estágios mais avançados da doença, quando a chance de cura se torna mais difícil. Isso já não ocorre em nações mais desenvolvidas.

De acordo com a especialista, dois motivos contribuem para o estabelecimento de um diagnóstico tardio: o tipo de câncer, já que existem algumas doenças que, em sua fase inicial, não são sintomáticas ou que evoluem rapidamente, e a dificuldade de acesso do paciente ao sistema de saúde, impedindo que se chegue a um diagnóstico precoce e ao consequente encaminhamento para um serviço de referência. “O número de mortes é muito alto não porque pioramos”, revela a médica, “mas porque há muita coisa a fazer para melhorar o sistema como um todo, desde a fase inicial até a fase final, que é a do tratamento propriamente dito”.

Ela preconiza a necessidade de programas de prevenção sólidos, com boa adesão da população a campanhas de vacinação como a do HPV e da hepatite, e rastreamento (mamografia, papanicolau) para diagnóstico precoce de lesões pré-malignas. Da mesma forma, “é importante melhorar hábitos, procurar manter peso adequado, comer verduras, parar de fumar e reduzir o consumo de bebidas alcoólicas, além de poder contar com programas eficientes de tratamento”, diz a dra. Maria Del Pilar. “Nós só vamos conseguir reduzir a mortalidade por câncer se agirmos em todas as frentes, compartilhando as responsabilidades entre a população e os agentes de saúde.”

(*) Conteúdo publicado pelo Jornal da USP

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Saques superam depósitos em R$ 53 bilhões na poupança até outubro

caixa_eletronicoOs saques de recursos da caderneta de poupança superaram os depósitos em R$ 53,25 bilhões de janeiro a outubro deste ano, informou nesta segunda-feira (7) o Banco Central.

Apesar de o volume ainda ser expressivo, foi registrada uma queda de saques em relação ao mesmo período do ano passado – quando a saída líquida de divisas totalizou R$ 57,05 bilhões, recorde histórico de fuga de recursos para os dez primeiros meses de um ano.

Somente em outubro, a retirada líquida (acima do volume de depósitos) de recursos da mais tradicional modalidade de investimentos do país somou R$ 2,71 bilhões.

Mesmo sendo o décimo mês seguido com saída de valores da poupança superior aos depósitos, também houve recuo em relação a outubro de 2015 – quando a poupança perdeu R$ 3,26 bilhões em aplicações.

A fuga de recursos da poupança acontece em um momento de recessão da economia brasileira, do aumento do desemprego e da taxa de inadimplência – apesar de alguns indicadores apontarem para o início da retomada da economia. A baixa rentabilidade frente a outras opções de investimentos também tem levado poupadores a sacarem recursos da poupança.

Em todo o ano passado, R$ 53,36 bilhões deixaram a poupança. Foi a primeira vez em 10 anos que houve mais retirada do que depósitos da caderneta. Também foi a maior fuga de dinheiro da poupança desde o início da série histórica do Banco Central para um ano fechado.

Saldo da poupança
Apesar de os saques terem superado as retiradas em outubro, volume total aplicado na poupança no fim do mês, ou seja, o estoque da caderneta, registrou novo aumento.

No fim de setembro, o saldo da poupança estava em R$ 642,99 bilhões, avançando para R$ 644,34 bilhões em outubro.

A explicação é que os rendimentos creditados nas contas dos poupadores, que somaram R$ 4,06 bilhões no mês passado, também são incorporados ao estoque da poupança.

Baixo rendimento
Além da crise econômica, o baixo rendimento da poupança também tem contribuído para a retirada de recursos. Enquanto o rendimento dos fundos de renda fixa sobe junto com a Selic (a taxa básica de juros determinada pelo Banco Central), o das cadernetas fica limitado a 6,17% ao ano mais a variação da Taxa Referencial (TR) quando a Selic está acima de 8,5% ao ano.

Segundo a Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac), como a Selic está em 14% ao ano (o maior nível em dez anos), as aplicações em renda fixa, como fundos de investimento, ganham mais atratividade porque o rendimento fica acima do da poupança na maioria das situações. A poupança continua atrativa somente para fundos com taxas de administração acima de 2,5% ao ano.

No ano passado, a rentabilidade da poupança foi de 8,15%. Ou seja, ficou abaixo da inflação, que alcançou 10,67%. Descontada a inflação, portanto, quem manteve recursos na poupança ao longo de 2015 viu o dinheiro perder 2,28% do poder aquisitivo, de acordo com a consultoria Economatica. É o pior resultado desde 2002.

Quando a poupança pode ser atrativa
Apesar do baixo rendimento, especialistas avaliam que a caderneta de poupança ainda pode ser uma boa opção, mas somente em poucos casos. Por exemplo: para pequenos poupadores (com pouco dinheiro guardado), para pessoas que buscam aplicações de curto prazo (poucos meses) ou que procuram formar um “fundo de reserva” para emergências.

A vantagem da poupança em relação a outros investimentos é que não incide Imposto de Renda sobre a aplicação.

Nos fundos de investimento, ou até mesmo no Tesouro Direto (programa do governo de compra de títulos públicos pela internet) há cobrança do IR e, na maior parte dos casos, de taxa de administração. Nos fundos de investimento e no Tesouro Direto, o IR incide com alíquota regressiva, ou seja, quanto mais tempo os recursos ficarem aplicados, menor é o valor da alíquota incidente no resgate.

G1

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Saques superam depósitos na poupança pelo 8º mês seguido

porco-quebradoOs saques na caderneta de poupança superaram os depósitos pelo oitavo mês seguido. A retirada líquida (descontados depósitos) ficou em R$ 4,465 bilhões, em agosto, informou hoje (6) o Banco Central (BC). O resultado negativo foi menor do que no mesmo mês de 2015: R$ 7,501 bilhões.

Desde janeiro do ano passado, o único mês em que a poupança teve resultado positivo (mais depósitos do que saques) foi em dezembro de 2015 (R$ 4,789 bilhões). Nos oito meses de 2016, a retirada chegou a R$ 48,187 bilhões.

Os saques da poupança chegaram a R$ 171,831 bilhões em agosto e a R$ 1,317 trilhão nos oito meses do ano, superando os depósitos, que ficaram em R$ 167,365 bilhões e R$ 1,268 trilhão, respectivamente.

O saldo total nas contas ficou em R$ 641,126 bilhões, em agosto. Os rendimentos creditados nas cadernetas totalizaram R$ 4,294 bilhões, no mês passado.

Com os juros e a inflação em alta, outras aplicações têm se tornado mais atrativas. A recessão econômica também contribuiu para a fuga de recursos da poupança. Por causa da crise e do desemprego, os brasileiros têm menos sobra de dinheiro para aplicar na caderneta e precisam sacar mais recursos para pagar dívidas.

Agência Brasil 

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Alison e Bruno jogam muito, superam reação da Holanda e avançam à final

A derrota Larissa/Talita na semifinal feminina diante de Ludwig/Walkenhorst, da Alemanha, abrindo o dia de disputas na Praia de Copacabana, deixou o clima ruim nas arquibancadas da Arena de Vôlei de Praia. Mas bastou Alison Mamute marcar com um lindo bloqueio o primeiro ponto do jogo contra a Holanda na semifinal masculina e chamar o público em seguida para a energia negativa se dissipar, injetando novo ânimo nos muitos brasileiros presentes. Com muitos bloqueios do gigante de 2,03m e lindas defesas de seu parceiro Bruno Schmidt, o Brasil superou uma reação incrível dos holandeses Brouwer e Meeuwsen e saiu vitorioso por 2 a 1, parciais de 21/17, 21/23 e 16/14 em 59 minutos de confronto. Dessa forma, garantiu a classificação para a decisão olímpica e já tem uma medalha garantida.

A batalha pelo ouro será contra os italianos Paolo Nicolai e Daniele Lupo, que venceram os holandeses Viacheslav Krasilnikov e Konstantin Semenov no início da madrugada por 2 a 1, parciais de 15/21, 21/13 e 15/13.

Alison e Bruno Schmidt, Brasil x Holanda, vôlei de praia (Foto: REUTERS/Pilar Olivares)Alison e Bruno Schmidt jogam demais na Praia de Copacabana (Foto: REUTERS/Pilar Olivares)

Os holandeses foram bem e não falharam muito nas primeiras parciais, mas o time do Brasil mostrou que está totalmente alinhado com o que precisa fazer dentro de quadra para sair vitorioso. A missão de Alison é mandar na rede. Foi o que ele fez. Deu show no bloqueio. A tarefa de Bruno é defender. Ele se destacou nesse quesito. Fez jus ao título de melhor do mundo que ganhou em 2015. O jogo não foi nada fácil, mas eles saíram com a vitória. Para se ter uma ideia, Alison conseguiu 25 pontos, sendo 12 de bloqueio (seu melhor jogo no quesito até agora na Olimpíada). Bruno fez 16 pontos e conseguiu salvar 13 vezes. A Holanda cedeu 17 pontos aos brasileiros. Brouwer marcou 19, e Meeuwsen, gigante, 18, sendo 10 no bloqueio.

– (Essa final) Significa superação, realização de um sonho. Conquistamos grandes coisas para chegar até aqui. Superamos tudo. A identidade do nosso time é a superação. Quando o bloqueio funciona, o sistema defensivo todo funciona. Quando o Bruno se posiciona bem, quando ele me coloca bem, quando me dá um toque, porque ele é o meu olho no fundo de quadra. Quando o bloqueio engrenou, a torcida veio junto. Foi incrível – resumiu Alison, que já marcou 34 pontos de bloqueio na Olimpíada.

bruno alison vôlei de praia brasil holanda (Foto: Adrees Latif / Reuters)Alison chama a torcida do Brasil para jogar junto (Foto: Adrees Latif / Reuters)

Os rivais de Bruno Schmidt e Alison serão os italianos Nicolai e Lupo. Depois de se classificarem no sufoco, com uma vitória e duas derrotas na fase de grupo, eles venceram os russos Barsuk e Liamin por 2 sets a 1 – parciais de 15/21, 21/16 e 15/13 – na semifinal. A partida será disputada na madrugada de quinta para sexta-feira, a partir da meia-noite.

No feminino, apenas Ágatha e Bárbara Seixas seguem na disputa do ouro. Elas enfrentam as americanas Kerri Walsh e April Ross, às 23h59 (de Brasília). Já Larissa e Talita agora vão brigar pela medalha de bronze, na quarta-feira, às 22h, contra a dupla derrotada no duelo entre Brasil e Estados Unidos mais tarde.

O JOGO

Alison e Bruno - semifinal (Foto: REUTERS/Pilar Olivares)Bruno contra Meewusen no bloqueio
(Foto: REUTERS/Pilar Olivares)

O gigante Meeuwsen, de 2,07m, começou pontuando no confronto, mas Alison deu o troco no bloqueio e chamou a galera. O Mamute parecia furioso novamente, como havia sido diante dos EUA nas quartas e contra a Espanha nas oitavas, quando marcou 26 e 31 pontos. O jogo contra a Holanda estava equilibrado, mas ele se destacava. A habilidade de Bruno Schmidt chamou a atenção em diversos momentos, como no ponto, quase na linha, que deixou o placar em 14 a 10. Focados e enérgicos, os brasileiros ditaram o ritmo. O Brasil então teve sete points. Num deles, o “Mágico” defendeu de soco, mas errou o ataque. No outro, Alison mandou a bomba em cima do rival na rede e fechou: 21 a 17.

O segundo set iniciou da mesma forma que o primeiro. Ponto da Holanda, troco de Alison. O jogo era parelho: os holandeses erravam pouco, mas os brasileiros estavam fazendo bem demais seu dever de casa. Alison brilhava no bloqueio, Bruno salvava nas defesas. A torcida estava louca nas arquibancadas e ia ao delírio a cada ponto dos donos da casa. O primeiro match point veio das mãos de Alison. Paredão, é claro. Os holandeses evitaram duas vezes. Meewusen deu seu troco com um bonito bloqueio também. No finzinho, o time europeu engrossou demais e, com um ace de Brouwer, acabou conseguindo ir ao tie-break, com 23 a 21 no placar, premiados por sua reação inacreditável em um duelo que já parecia do Brasil.

Alison e Bruno - semifinal (Foto: REUTERS/Adrees Latif)Alison abre os braços para ouvir a galera (Foto: REUTERS/Adrees Latif)

O tie-break começou favorável aos holandeses. Meeuwsen estava demais no bloqueio. Parecia copiar o que Alison fizera no restante do confronto. O Mamute tentava de tudo e continuava bem no bloqueio. Um erro de Brouwer em um serviço deixou o Brasil na frente. Mais uma vez, o “muro” brasileiro prevaleceu, e os donos da casa abriram dois de diferença. Novamente, Brouwer errou seu saque, ajudando os rivais. A grande jogada de Alison foi quando, ao invés de tentar a bomba, a Holanda apostou na categoria com um toquinho: eles não enganaram o brasileiro, e a bola não passou do bloqueador.

Alison e Bruno Schmidt, vôlei de praia, Brasil x Holanda (Foto: REUTERS/Adrees Latif )Alison e Bruno Schmidt vencem os holandeses (Foto: REUTERS/Adrees Latif )

Mas a Holanda, mais uma vez, surpreendeu. O Brasil abriu 10 a 7, mas deixou os estrangeiros empatarem. A virada veio na boa bola de Meeuwsen na rede, conseguindo vazar a muralha de Alison e a defesa de Bruno. A cravada de Mamute deixou tudo igual. O mesmo jogador bloqueou bonito, a bola bateu na linha, e os brasileiros tiveram o primeiro match point. Assim como no fim do segundo set, os holandeses tentaram evitar. Mas o dia era de Alison e Bruno. E, no ponto de Schmidt em cima de seu adversário, vitória na parcial por 16 a 14 e no confronto por 2 a 1.

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Medicamentos ficam 12,5% mais caros a partir de hoje e superam inflação de 2015

remedios carosOs medicamentos vão ficar mais caros em todo o País a partir de hoje. Segundo a Associação da Indústria Farmacêutica de Pesquisa (Interfarma), o aumento anual nos preços deve ser de até 12,5%. O reajuste vai superar a inflação (de 10,67%, em 2015) pela primeira vez em dez anos.

A base de cálculo para o reajuste de medicamentos é o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que acumula alta de 10,36% em 12 meses até fevereiro. O governo, no entanto, ainda não divulgou oficialmente de quanto será o aumento, pois o processo está em consulta pública.

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Para quem depende de medicamentos de uso contínuo, ou mesmo para consumidores pontuais, a orientação é buscar maneiras de economizar, principalmente quando se trata de remédios de alto custo.

Pagar menos ou nada

Programa de fidelização de laboratórios – Para incentivar a adesão a tratamentos que envolvem medicamentos de uso contínuo, grandes laboratórios desenvolveram planos de fidelidade que oferecem descontos em farmácias conveniadas. No caso da Bayer, contraceptivos orais podem custar de 20% a 46% menos para pacientes que se cadastrarem no site informando o nome, CPF, endereço e dados da receita médica. Sob as mesmas condições, comprar medicamentos para hipertensão, colesterol ou sintomas ligados à depressão pode custar até 65% menos.

Comparativo de preços – Já existem sites que funcionam como verdadeiros catálogos de consulta de preços de medicamentos. Em portais como o Clique Farma (www.cliquefarma.com.br) há indicações de farmácias onde o consumidor pode encontrar o preço mais em conta, ou mesmo sugestões de marcas similares. Já no Mais Preço (www.maispreco.com) é possível buscar pela substância ou princípio ativo e saber onde encontrá-los.

Subsídios do Governo – O anúncio “Aqui Tem Farmácia Popular” em algumas redes indica que, no local, é possível comprar 112 tipos de remédios com até 90% de desconto. O programa, implementado pelo Ministério da Saúde, disponibiliza medicamentos analgésicos, anti-inflamatórios, antibióticos e outras opções de drogas mais consumidas. Para retirar os medicamentos é preciso apresentar documento de identidade com foto, CPF e receita médica.

Medicamentos gratuitos – Pelo Sistema Único de Saúde (SUS) é possível retirar, de forma gratuita, remédios de uso continuado ou de alto custo para quem possui receita. A lista é disponibilizada pelo Ministério da Saúde. Pelo programa Saúde Não Tem Preço, remédios para asma, hipertensão e diabetes podem entrar nesse pacote. Para retirar, basta procurar redes credenciadas pela Farmácia Popular.

Genéricos – A aprovação do uso de medicamentos genéricos trouxe para o mercado cópias idênticas em formato, composição química, dosagem, posologia e indicação de remédios produzidos por grandes laboratórios. De acordo com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), o medicamento genérico deve ser, no mínimo, 35% mais barato do que o convencional.

Descontos por planos de saúde – Seguradoras também oferecem descontos em medicamentos a seus beneficiários. Em parceria com duas redes de farmácias, a Amil proporciona economia de até 30% na compra de remédios e de até 5% em produtos de higiene pessoal e perfumaria, basta apresentar a carteirinha do convênio. Já o Benefício Farmácia, da SulAmérica, oferece 3,5 mil remédios até 65% mais baratos nas farmácias credenciadas para beneficiários de alguns planos e para clientes da Porto Seguro Saúde (há um cálculo de desconto conforme o plano de saúde em questão). Já a Bradesco Saúde oferece descontos de até 65% em medicamentos de marca ou genéricos.

Folhapress

Impugnações na PB caíram 85,6% nos últimos 4 anos, mas ainda superam 2006

impugnacoesApesar de não representar necessariamente que ninguém está inelegível, a Procuradoria Regional Eleitoral, em cumprimento ao papel de fiscal da Lei, apresenta sempre em ano de eleição uma lista de impugnações a Justiça Eleitoral e este ano esta lista foi 85,6% menor que a apresentada em 2010, quando 97 nomes foram citados.

Ainda sobre 2010, vale lembrar que o senador Cássio Cunha Lima (PSDB) também teve sua candidatura impugnada pelo Ministério Público na época, mas conquistou na Justiça o direito de exercer seu mandato. Os argumentos apresentados em 2010 eram bem semelhantes aos de hoje, salvo que atualmente o MP admite divergir de resposta do TSE a consultas sobre contagem do prazo de inelegibilidade.

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Na prática, a opinião do Ministério Público é ouvida pelos juízes eleitorais, mas na maioria das vezes não é determinante, prevalecendo jurisprudências e argumentos dos demais membros da Corte.

Apesar da queda de mais de 80% nos pedidos de impugnação, 2014 ainda tem um número de impugnações maior que 2006, quando o MP pediu que não fossem registrados 11 candidatos.

Dúvidas?

Veja os nomes impugnados em 2010. *Vale lembrar que esta lista foi divulgada na época pela Procuradoria Regional Eleitoral e não possui qualquer relação com a eleição deste ano.

 

 

clickpb

Rádios comunitárias superam audiência da rede Globo em SP

Este é o retrato da situação da radiodifusão no Estado de São Paulo, que tem 645 municípios e população de 42 milhões de habitantes. Rádios comunitárias estão presentes em 512 municípios, mas em 198 municípios (30% do total) elas são o único meio de comunicação eletrônica existente.
A situação atual vai, ainda, evoluir rapidamente em favor das comunitárias quando estiverem operando as 34 Comunitárias da Capital, daqui a seis meses, e mais 18 em grandes cidades da Grande São Paulo. Não se leva em conta, aqui, as cerca de 200 rádios não autorizadas, consideradas piratas.
O dado básico que motivou a pesquisa foi divulgado pelo IBOPE, publicado no jornal Folha de S. Paulo e confirmado pela própria Globo, também na Folha: a TV Globo tem audiência de 17 pontos na Grande São Paulo, cada ponto equivalendo a 58 mil domicílios, cada domicílio com 3,2 pessoas em média.
A Rede Globo tem audiência de 3.155.200 pessoas, na média diária, nos 39 municípios da Grande São Paulo, com 20 milhões habitantes e, ao menos, o mesmo no Interior, totalizando uma audiência estadual de 6.310.400 pessoas, As demais redes (Record, SBT e outras) têm também 17 pontos de audiência.
Isso significa que, na Grande São Paulo, 6.310.400 pessoas se expõem diariamente à tevê aberta; e que, no entanto, os outros 66 pontos (13.689.660 de pessoas), na hora das pesquisas do IBOPE, estão com os receptores desligados ou migraram para canais fechados, DVDs, filmes, internet e outros meios.
Não há pesquisas abrangentes sobre as rádios comunitárias, que não tem recursos, para custeá-las, mas a análise objetiva da situação revela indicativos seguros da audiência maior da radiodifusão comunitária, que vai crescer muito também por causa da a abertura de editais pelo Ministério das Comunicações.
Na Grande São Paulo, onde o IBOPE faz pesquisas sistemáticas, como em outras 10 regiões metropolitanas, funcionam poucas rádios comunitárias. As 34 autorizadas para a capital, com 12 anos de retardamento, só agora começam a funcionar, com previsão de até 20 mil ouvintes cada no futuro.
As pesquisas da Grande São Paulo, com 47,6 % da população estadual, são geralmente apontadas como boa indicação para o resto do Estado, mas no Interior muitas pessoas podem almoçar em casa, ver o noticiário, e ver mais tevê à noite. É possível ter 10% mais telespectadores que a Grande São Paulo.
Dessa maneira, a audiência da tevê aberta na Grande São Paulo, de 6.310.400 pessoas, seria mais ou menos igual à do resto do Estado, mas, com os 10% que podem ser acrescidos para o Interior, o total da audiência de tevê aberta pode chegar a 14 milhões de pessoas – um terço da população paulista.
Situação no Interior
 
A relação da audiência da radiodifusão comunitária com a audiência da rede Globo de TV e dos canais abertos de televisão, no Interior do Estado de São Paulo, se deve a fatores muito diversos, o primeiro deles sendo o fato de não existirem rádios sediadas, de qualquer tipo, em 30% dos Municípios.
Do total de 645 municípios, 219 municípios, ou seja 34% do total, não sediam rádios FM comerciais; e 291, ou seja 45%, não sediam rádios OM. Rádios FM comerciais têm sede em 426 municípios (66% do total) e cerca de 600 rádios FM comunitárias estão presentes em 510 municípios, 79% do total.
Os 510 municípios sem rádios OM ou FM têm população de 14 milhões (13.998.778) de habitantes, número igual ao total de pessoas ligadas na TV aberta, sendo razoável estimar que cerca de 50% dessa população sejam ouvintes de comunitárias, único veículo no lugar, e que costumam chamar de seu.
A estimativa leva em conta a tradição quase secular de se ouvir rádio, mais no Interior do que nos centros das grandes cidades; e o fato de as rádios tratarem da vida local e, como comunitárias, serem consideradas “da Comunidade”, pois sua programação e seus microfones são abertos à população local.
Muitos desses 510 municípios têm menos de 10 mil habitantes; muitos outros tem mais de 100 mil, como Ferraz de Vasconcelos, com 174 mil; Embu, com 244 mil; Itaquaquecetuba, com 348 mil e Carapicuíba, com 387 mil. Há concorrência de rádios FM de outras cidades, mas cresce a preferência por rádio local.
Conclui-se, parcialmente, que somente os 510 municípios sem rádios OM e sem FM podem expor às rádios comunitárias um número de ouvintes equivalente à audiência da tevê Globo, fazendo as comunitárias subtotalizar, já, cerca de 7.140.000, com uma média de 14 mil ouvintes/município.
Enfim, falta levar em conta 330 municípios onde a FM comunitária concorre com FM comercial. Estima-se que oferecem mais 3,3 milhões de ouvintes às comunitárias, com média de 10.000 por município, o que elevaria a audiência total da radiodifusão comunitária a perto de 10,5 milhões de ouvintes.
Essa pesquisa, combinando dados públicos e oficiais com estimativas, está sujeita a testes de validade, mas traz a certeza de que a audiência da radiodifusão comunitária ultrapassa, com folga, à da rede Globo de TV, e avança na direção de alcançar, em poucos anos, a das redes de tevê aberta no Estado de São Paulo.
Repete-se no Brasil o que ocorreu nos Estados Unidos, onde, em 10 anos, a internet derrubou em 25% a audiência de televisão, mas apenas em 1% a audiência das rádios que, lá têm a tradição de serem locais.

Postado por Abraço Sp

Juliana e Larissa superam início ruim e conquistam a medalha de bronze

O esperado ouro não veio, mas Juliana e Larissa mostraram poder de reação no momento decisivo e conquistaram nesta quarta-feira a medalha de bronze no torneio olímpico de vôlei de praia. Depois de um péssimo começo de jogo, as brasileiras venceram as chinesas Zhang e Xue por 2 sets a 1 (11/21, 21/19 e 15/12) na disputa pelo terceiro lugar em Londres.

Abatidas pela derrota de virada para as americanas Kerry e Ross na semifinal, terça-feira, Juliana e Larissa jogaram muito mal o primeiro set, mas reagiram e garantiram o primeiro pódio olímpico da dupla, que atua junta desde 2004, e o 10º da delegação brasileira nas Olimpíadas de Londres (dois ouros, uma prata e sete bronzes). Há quatro anos, Juliana se machucou pouco antes dos Jogos de Pequim, e Larissa atuou ao lado de Ana Paula. Na ocasião, elas foram eliminadas nas quartas de final. Já Zhang e Xue tentavam a segunda medalha seguida, já que ganharam o bronze em Pequim.

– Estou muito orgulhosa da nossa dupla. Não jogamos bem no começo do jogo e conseguimos virar o segundo set de uma maneira inexplicável. No tie-break, fomos muito bem. Estou muito orgulhosa por ter participado das Olimpíadas pela primeira vez e essa medalha, apesar de não ser de ouro, é como se fosse para nós – comemorou Juliana.

A dupla brasileira não se encontrou em momento algum do primeiro set na partida desta quarta, que contou com a presença do príncipe Harry na tribuna. As chinesas abriram 4 a 2 no placar e, com poucos erros, não olharam mais para trás. Tensas, Juliana e Larissa tinham dificuldades no ataque. Quando perdiam por 11 a 6, as brasileiras pediram tempo, mas não adiantou. Absolutas, as chinesas contaram com o ótimo aproveitamento da canhota Zhang para fechar a parcial em 21 a 11.

No início do segundo set, as brasileiras finalmente conseguiram um ponto em seu próprio saque: Larissa defendeu a cortada de Zhang e completou com tranquilidade no ataque. Com mais vibração, as brasileiras abriram dois pontos de vantagem pela primeira vez na partida depois de uma largada de Juliana: 9 a 7. Quando tinham 12 a 9 no placar, as brasileiras vacilaram e sofreram a virada por 13 a 12.  Pouco depois, um ace de Xue deixou as chinesas com 16 a 14 no placar. Larissa devolveu na mesma moeda e fez dois pontos seguidos de saque, empatando o jogo em 19 a 19. Na sequência, Juliana brilhou com um bloqueio e uma largada, fechando a parcial em 21 a 19.

Juliana e Larissa vôlei de praia Olimpíadas 2012 (Foto: Getty Images)Juliana e Larissa se abraçam durante a disputa do bronze contra as chinesas (Foto: Getty Images)

Embaladas pela virada no fim do segundo set e pelos gritos da torcida na Arena de Vôlei de Praia, as brasileiras começaram bem a terceira parcial e não demoraram para abrir vantagem de 6 a 2. Com grande atuação de Larissa na defesa, a dupla cabeça de chave número 1 do torneio olímpico conseguiu manter a tranquilidade e fechar a parcial em 15 a 12, garantindo o bronze.

É a 10ª  medalha brasileira em cinco participações do vôlei de praia em Olimpíadas. São dois ouros, cinco pratas e três bronzes. Na quinta-feira, Alison e Emanuel vão ganhar a 11ª, na final contra os alemães Brink e Reckermann, às 17h (de Brasília). Resta saber se será de ouro ou prata.

Globoesporte.com