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No sufoco, Campinense se reabilita contra o Itabaiana na Série D

O Campinense entrou em campo neste domingo, para dar uma satisfação à sua torcida, por conta da derrota na estreia para o modesto Atlético-PE. E, mesmo no sufoco, conseguiu.

A vitória por 1 a 0 sobre o Itabaiana de Sergipe, no Estádio Amigão, colocou o time no páreo na disputa por vaga na próxima fase da Série D do Brasileiro.

Sillas, aos 13 minutos do primeiro tempo, marcou o tento da Raposa, que chegou aos três pontos no Grupo A8 da competição. Para o Itabaiana as coisas ficam complicadas, pois foi a segunda derrota seguida no torneio.

O Fluminense de Feira enfrenta o Atlético-PE na quarta-feira, fechando a rodada da chave. As duas equipes somam três pontos cada. O próximo compromisso do Campinense será domingo, 4 de junho, contra o Flu, no Jóia da Princesa, no interior da Bahia. Já o lanterna Itabaiana pega o Atlético de Pernambuco, em Sergipe.

Na partida deste domingo, no Amigão, o time raposeiro não pode contar com o artilheiro Augusto. Conforme o PARAIBAONLINE antecipou, o atleta foi negociado antes do confronto. O seu destino será o Santa Cruz do Recife, que disputa a Série B do Brasileiro.

Ficha Técnica

Campinense: Glédson, Alex Travassos, Joécio, Rafael Jensen e Sávio (Filipe Ramon); Negretti, Leomir (Fernando Pires), Janeudo e Maranhão (Diego Barboza); Sillas e Reinaldo Alagoano. Técnico: Ailton Silva

Itabaiana: Genivaldo, Alex Murici, Tiago Garça, Hugo e Neto (Daniel Tavares); Zaquel, Daniel, Chapinha e Pedro Pires (Victor Romano); Thomas Anderson (Fábio Gama) e Paulinho Macaíba. Técnico: Betinho.

Árbitro – Diego da Silva Castro (PI)

Assistentes – José Maria Lucena Neto e Kildenn Tadeu (PB)

Gol – Sillas (C), aos 13min do 1º T

Cartão amarelo – Joécio e Alex Travassos (C)

Rodrigo Vianna: O sufoco na blogosfera de esquerda

pigAs ações judiciais impetradas por veículos de comunicação tradicionais contra jornalistas, blogueiros e ativistas de rede têm aumentado e ganhado mais visibilidade nos últimos anos. Essa postura, que fere o direito constitucional do exercício da livre opinião, será tema  do evento “Liberdade de Expressão e Judicialização da Comunicação – No Dia da Mentira Queremos a Verdade”, que será realizado no dia 1o de abril, segunda-feira, às 19 horas, no Sindicato dos Jornalistas Profissionais de Minas Gerais – SJPMG (Av. Álvares Cabral, 400. Centro). Aberto ao público, o encontro é uma iniciativa do Comitê Mineiro do Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação (FNDC-MG).

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Para compor a mesa, foram convidados o jornalista e blogueiro Rodrigo Vianna; o Cientista Político e professor do Departamento de Ciência Política da UFMG, Juarez Guimarães; e o Conselheiro da OAB/MG, advogado e professor, José Alfredo Baracho Júnior. O debate será mediado pela jornalista, doutoranda em Ciência Política e professora da Fumec, Ana Paola Amorim.

A Judicialização é vista por alguns professores de Direito, estudiosos e juristas – dentre outros – como o modo mais rápido de efetivar direitos. Outros acreditam que a Judicialização ultrapassa os limites de cada poder, “criando” um poder Judiciário baseado no fazer político, desvirtuando sua principal característica que é a função de guardiã da Constituição Brasileira.

O FNDC-MG defende a segunda posição, aquela que realmente assegura o direito de opinião e a livre manifestação de pensamento, ou seja, a verdadeira liberdade de expressão.

Esse encontro dá continuidade às atividades da campanha “Para Expressar a Liberdade – Uma nova lei para um novo tempo” < http://www.paraexpressaraliberdade.org.br/>, cujo lançamento em Minas aconteceu em novembro do ano passado na sede do Sindicato dos Jornalistas.

Entenda a campanha

Iniciativa do FNDC, a campanha “Para Expressar a Liberdade” foi lançada nacionalmente no dia 27 de agosto de 2012, data em que o Código Brasileiro de Telecomunicações (CBT) completou 50 anos. Essa lei, que regulamenta o funcionamento das rádios e televisões no Brasil, não sofreu nenhum tipo de adequação em meio século de existência, deixando de acompanhar os avanços políticos de nosso país e de contribuir com a pluralidade.

 

 

viomundo

Palmeiras leva sufoco, vacila pelo alto e perde do Libertad

O Palmeiras não conseguiu manter a boa sequência de resultados positivos na temporada e sofreu nesta quinta-feira sua primeira derrota na Copa Libertadores da América. Fora de casa, a equipe de Gilson Kleina não ofereceu resistência ao paraguaio Libertad, sofreu dois gols de cabeça e acabou derrotado por 2 a 0, em jogo válido pela segunda rodada do Grupo 2 do torneio sul-americano.

 

Pressionado desde o início do jogo, o Palmeiras viu o Libertad abrir o placar com 11min: Núñez recebeu lançamento nas costas de Marcelo Oliveira e colocou na área. Velázquez foi mais veloz que a zaga brasileira e, livre, cabeceou para o fundo do gol de Fernando Prass.

 

O time de Kleina não esboçava reação, tinha problemas em articular jogadas defensivas e sofria com a pressão dos paraguaios, confortáveis no modesto Estádio Nicolás Leoz. O Libertad ainda chegou a marcar o segundo gol aos 31min, com Velázquez desviando de letra – o lance, porém, foi invalidado, com a arbitragem alegando posição irregular do ataque.

 

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O Palmeiras, então, passou a oferecer um mínimo de perigo ao Libertad e criou duas boas jogadas: aos 32min, com um chute colocado de Vinícius que o goleiro Rodrigo Muñoz precisou se esticar para defender, e aos 45min, quando Wesley recebeu de Souza e carimbou a trave.

 

Defesa palmeirense foi ineficaz nas bolas aéreas e sofreu dois gols de cabeça Foto: Reuters
Defesa palmeirense foi ineficaz nas bolas aéreas e sofreu dois gols de cabeça
Foto: Reuters

No segundo tempo, contudo, a equipe paraguaia voltou melhor e ampliou a vantagem novamente pelo alto: quando o zagueiro Henrique refazia um curativo no nariz fora de campo (ele havia recebido um golpe no rosto minutos antes, em lance ignorado pelo árbitro venezuelano Juan Soto), Benítez apareceu livre na área para escorar para o gol um cruzamento de Samudio na segunda trave.

 

O resultado deixou o Libertad isolado na ponta do Grupo 3, com seis pontos ganhos em dois jogos. O Palmeiras, por sua vez, terminou a segunda rodada no terceiro posto – com os mesmos três pontos do Sporting Cristal, vice-líder, mas com dois gols a menos de saldo que o time peruano, que também nesta quinta venceu o Tigre, da Argentina por 2 a 0.

 

O Grupo 2 terá sua terceira rodada na próxima semana, e o Palmeiras novamente atuará fora de casa: irá à Argentina pegar o Tigre, na região metropolitana de Buenos Aires. Já o Libertad seguirá em Assunção para recepcionar o Sporting Cristal no Nicolás Leoz. As duas partidas estão marcadas para as 19h45 (de Brasília).

 

Ficha técnica
LIBERTAD 2 x 0 PALMEIRAS

 

Gols
LIBERTAD:
Velázquez, aos 11min do 1º tempo; Benítez, aos 9min do 2º tempo

 

LIBERTAD: Muñoz; Moreira, Benítez, Benegas e Mencia; Mendieta (Vargas), Aquino, Guiñazú (González) e Samudio; Núñez (Guevgeozian) e Velázquez
Treinador: Rubén Israel

 

PALMEIRAS: Fernando Prass; Weldinho, Maurício Ramos (Valdivia), Henrique e Marcelo Oliveira; Vilson, Márcio Araújo, Souza (Maikon Leite), Wesley e Patrick Vieira (Kléber); Vinícius
Treinador: Gilson Kleina

 

Cartões amarelos
PALMEIRAS:
Weldinho, Maurício Ramos, Henrique, Valdivia e Vinícius

 

 

 

Árbitro
Juan Soto (VEN)

 

Local
Estádio Nicolás Leoz, em Assunção (Paraguai)

 

Terra

Flu derrota Náutico no sufoco, se reabilita e segue na liderança

Foto: Photocamera/Divulgação

O Fluminense passou sufoco no final, mas venceu o Náutico por 2 a 1, no Estádio Raulino de Oliveira, em Volta Redonda, neste sábado, e se manteve líder do Campeonato Brasileiro por mais uma rodada. O time carioca abriu 2 a 0 no primeiro tempo, com Leandro Euzébio e Fred, mas levou um gol aos 36min da etapa final e passou a ser pressionado até o apito derradeiro.

O time tricolor, com 56 pontos, volta a jogar no próximo domingo, às 16h (de Brasília), no clássico contra o Flamengo, no Engenhão. O Náutico, com 31 pontos ganhos, encara o Atlético-GO, no sábado, às 18h30, no Estádio dos Aflitos, em Recife.

O jogo deste sábado começou acelerado e com pouco mais de 10 minutos as equipes tiveram chance de abrir o placar. Aos 2min, o Fluminense teve oportunidade com Wellington Nem. Após cruzamento, ele desviou de cabeça, levando perigo ao adversário.

Aos 11min foi a vez do Náutico assustar. Bruno ajeitou dentro da área, Kim dominou no peito e chutou por cima do gol de Diego Cavalieri. O Fluminense tomava a iniciativa, mas o Náutico também assustava nos contra-ataques.

A partir dos 20 minutos, o Náutico passou a dominar as ações ofensivas da partida, criando mais jogadas, porém, sem sucesso nas finalizações. Foram três boas oportunidades, todas defendidas pelo goleiro tricolor.

O Fluminense seguia sem conseguir boas jogadas de ataque, mas mesmo assim conseguiu abrir o placar no fim do primeiro tempo. Após falha do goleiro do Náutico em cobrança de escanteio, Fred desviou de cabeça e Leandro Euzébio chutou para abrir o placar, aos 41min. Ainda deu tempo de Fred receber na área, marcar o dele e ampliar o placar a favor do tricolor carioca.

Na segunda etapa, o Fluminense seguiu no embalo. Logo aos 6min, Wellington Nem quase marcou de cabeça. Um minuto depois foi a vez de Fred assustar pelo alto. O atacante cabeceou após cobrança de escanteio, obrigando Gideão a fazer boa defesa.

O atacante ainda teria nova oportunidade aos 14min, chutando por cima do gol após toque de calcanhar de Bruno. A primeira chance clara do Náutico foi aos 16min, mas Diego Cavalieri saiu do gol para dividir com Kim na pequena área.

O Náutico buscava impor uma blitz na defesa do Fluminense, que já não assustava há algum tempo. No entanto, Digão recebeu cruzamento e cabeceou com perigo, para a defesa de Gideão.

O Náutico seguia em busca da reação. Aos 36min, Kim conseguiu invadir a área e marcar após desvio da zaga. Com o gol, o time pernambucano se animou e passou a dar sufoco nos cariocas, quase chegando ao empate com 45min, mas Diego Cavalieri salvou o Fluminense com uma defesa espetacular. No mesmo lance, um jogador do Náutico foi empurrado por Gum dentro da área, mas o juiz não marcou o pênalti.

Ficha técnica

FLUMINENSE 2 X 1 NÁUTICO

Gols
FLUMINENSE: Leandro Euzébio, aos 41min do 1º tempo; Fred, aos 45min do 1º tempo

NÁUTICO:Kim, aos 36min do 2º tempo

FLUMINENSE: Diego Cavalieri; Bruno Vieira, Gum, Leandro Euzébio (Digão) e Carleto; Jean, Valência, Deco (Wagner) e Thiago Neves (Marcos Junior); Wellington Nem e Fred
Treinador: Abel Braga

NÁUTICO: Gideão; Patric, Alemão, Jean Rolt e Douglas Santos (João Paulo); Elicarlos, Souza, Martinez e Rhayner; Rogério (Andrés Romero) e Kim
Treinador: Alexandre Gallo

Cartões amarelos
FLUMINENSEDiego Cavalieri, Deco e Valencia
NÁUTICO:Alemão, Martinez e Kim

Árbitro
Pablo dos Santos Alves (ES)

Local
Estádio Raulino de Oliveira, Volta Redonda (RJ)

Terra

Fla melhora com Adryan e vira o jogo sobre Atlético-GO, com sufoco no fim

Um primeiro tempo abaixo da crítica e um início de segunda etapa para dar uma esperança à torcida do Flamengo. E um pouco de alívio ao técnico Joel Santana, que balança no cargo e viveu uma semana tensa. Não que tenha sido uma atuação de gala nos 45 minutos finais, pois o Fla passou por apertos até o juiz encerrar o jogo. Mas a entrada do jovem Adryan, que melhorou muito o time carioca e ainda fez um belo gol – o seu segundo como profissional -, foi importante para a vitória de 3 a 2 sobre o Atlético-GO, neste domingo, no Engenhão. Com dois gols de falta, um em cada tempo e com estilos diferentes, Renato Abreu também se destacou e valorizou a virada.

– Se querem resultado, taí. Talvez o Flamengo não tenha feito um jogo sensacional, mas futebol é resultado. Importante é fazer o dever de casa – disse Renato à Rádio Globo.

Felipe marcou os dois da equipe goiana, que continua em situação desesperadora no Campeonato Brasileiro: apesar de dominar boa parte do jogo, o Dragão sofreu a quinta derrota nas sete rodadas disputadas até aqui e amarga a lanterna do Brasileirão, com dois pontos. O goleiro Márcio viu aspectos positivos na atuação da equipe e atribuiu a vitória do Flamengo à qualidade de Renato na bola parada:

– Soubemos dominar o jogo em determinadas situações, tivemos a infelicidade em algumas situações, principalmente na qualidade do Renato com a bola parada, mas a equipe jogou bem – afirmou o arqueiro ao canal Premiere.

A vitória faz o time da Gávea somar 12 pontos e ocupar a oitava colocação. A renda no jogo deste domingo foi de R$ 111.610,00, com um público pagante de 4.200 (6.645 presentes). Na próxima rodada, o Flamengo enfrentará o Fluminense, no jogo que marcará a celebração do centenário do clássico carioca, no domingo que vem. O Atlético-GO receberá o Náutico, no Serra Dourada, um dia antes.

adryan flamengo gol atlético-go (Foto: Alexandre Vidal / Fla Imagem)Adryan (37) comemora seu gol. Luiz Antonio se aproxima para abraçá-lo (Foto: Alexandre Vidal / Fla Imagem)

Domínio goiano

Mesmo jogando fora de casa, o time goiano começou com a marcação adiantada, o que dificultou muito a saída de bola do Flamengo, que abusava da ligação direta da defesa com o ataque, quase sempre defeituosa. Com um meio de campo formado por Amaral, Luiz Antonio, Renato e Ibson, o setor de criação pouco produzia, como nos últimos jogos. A equipe carioca errava muitos passes e não conseguia sequer entrar na área adversária com perigo. O primeiro arremate do Flamengo só ocorreu aos 17 minutos, num chute de Ibson, que passou longe do gol de Márcio.

Desde o início, o Atlético-GO é que parecia estar em casa. Aos 18, Bida e Joilson trocaram passes na área, e o volante chutou buscando o ângulo direito de Paulo Victor, mas errou. Além de um meio de campo inoperante, a equipe carioca tinha dois laterais, Wellington Silva e Magal, que erravam quase todas as jogadas. Assim, Vagner Love e Diego Maurício corriam de um lado para o outro tentando “achar” a bola, que nunca chegava redonda. Longe da área, os dois terminaram a primeira etapa sem finalizar.

O melhor time em campo, mais organizado e tranquilo, era mesmo o goiano, que aos 27 abriu o marcador, com Felipe completando com liberdade e competência um belo lançamento de Joilson: 1 a 0.  A pequena torcida flamenguista presente ao Engenhão começou a se irritar, e as primeiras vaias foram ouvidas aos 32. Sorte do Flamengo que, dois minutos depois, Love foi derrubado perto da área por Gabriel, e Renato Abreu cobrou a falta com uma bomba no canto direito de Márcio, empatando a partida.

O gol animou o time carioca, que passou a ficar mais tempo no ataque que o adversário, o que até então não havia acontecido. Mas nada criou de importante e, em contra-ataques, o Atlético-GO era perigoso. Num deles, aos 41, Wesley chutou forte de fora da área, e a bola explodiu no peito de Paulo Victor. O último bom lance do primeiro tempo foi dos goianos: aos 45, Eron fez boa jogada pela esquerda e dentro da área cruzou rasteiro, mas o goleiro do Fla desviou com um tapa. A melhor atuação do time visitante se refletiu nos números de finalizações: 8 a 4.

Adryan entra e vira o jogo; Dragão assusta no fim

A inoperância do meio e das laterais do Flamengo fez Joel Santana mudar nos dois setores com uma simples substituição: Adryan no lugar de Wellington Silva. E o início foi promissor: com um minuto de bola rolando,o garoto cruzou da direita, Diego Maurício cabeceou para baixo e Márcio espalmou. Esta foi a primeira jogada de área com perigo que o time da casa criou no jogo. Mas a resposta veio rápida: aos três, Felipe só não desempatou porque Paulo Victor foi ágil e fez ótima defesa.

Se o Flamengo era outro time no ataque, abria espaços perigosos na sua confusa defesa. Após Marllon quase fazer o segundo, de cabeça, no lance seguinte, Felipe penetrou na área, livre, e tentou tocar por baixo de Paulo Victor, que salvou com a perna direita.

Diferentemente do primeiro tempo, o Flamengo passou a ter a iniciativa do jogo. E Adryan, que enfim fazia a bola chegar ao ataque, voltou a aparecer. Aos 11, depois de ótima troca de passes, Amaral penetrou na área pela direita e passou rasteiro para o garoto pegar de primeira, com o pé esquerdo, e marcar o gol da virada. Sentindo o drama de seu time em campo, Hélio dos Anjos fez duas subsitutições seguidas no Atlético-GO: Elias no lugar de Marcos, e Ernandes, no de Fernando Bob.

Mas não deu sorte. Novamente em cobrança de falta, desta vez com um chute colocado, Renato Abreu fez o seu segundo dele, e o terceiro do Flamengo, jogando a bola no canto esquerdo de Márcio. A vantagem acomodou um pouco o time carioca, e o Dragão tentou aproveitar. Aos 20, Felipe teve outra ótima chance, mas o goleiro do Flamengo fez mais uma boa defesa. A equipe da casa passou a explorar os contra-ataques e foi assim que Diego Maurício serviu Magal, que dentro da área bateu forte, por cima, aos 22.

Aos poucos, o Flamengo cedia terreno ao adversário. Joel, então, resolveu mudar novamente, com Bottinelli no lugar de Diego Maurício, aos 30. Mas pouco depois, González errou uma saída de bola, e Felipe invadiu a área para colocar entre as pernas de Paulo Victor. O jogo passou a ficar dramático para o Flamengo, e seu torcedor certamente se lembrou dos empates por 3 a 3 com Olimpia, do Paraguai, na Libertadores, e com o Inter, na segunda rodada deste Brasileirão, quando tinha boa vantagem .

O fim do jogo foi quase um ataque contra a defesa, mas, desta vez, o Flamengo conseguiu segurar a vitória, apesar da pressão goiana. Mesmo com o resultado favorável após o apito final, parte da torcida carioca no setor Oeste Inferior vaiou o técnico Joel Santana na descida para o vestiário.

Globoesporte.com

No sufoco dos pênaltis, Santos bate Vélez e agora encara o Corinthians

Foi suado, sofrido e emocionante, mas o sonho da conquista do tetracampeonato do Santos na Taça Libertadores da América continua vivo. Depois de 1 a 0 no tempo normal, o Alvinegro contou com a estrela do goleiro Rafael para eliminar os argentinos do Vélez Sarsfield e avançar às semifinais da competição continental.

Nos 90 minutos, a equipe alvinegra encontrou muita dificuldade para furar a retranca argentina. Com um a mais desde o fim do primeiro tempo – o goleiro Barovero foi expulso após falta em Neymar -, o Peixe cresceu de produção na etapa final e conseguiu o gol que levou a decisão para as penalidades aos 32 minutos, com Alan Kardec.

Nas penalidades, apenas Martinez e Sebá converteram para o Vélez. Canteras chutou por cima, e Rafael defendeu a cobrança de Papa. O Peixe teve 100% de aproveitamento nas cobranças, com Alan Kardec, Ganso, Elano e Léo convertendo para o Peixe. Neymar, o quinto jogador escolhido por Muricy para bater, nem precisou confirmar a classificação alvinegra para a próxima fase.

Na sequência da competição continental, o Santos vai decidir uma vaga na final contra o rival Corinthians. Por ter melhor campanha na primeira fase, o Timão terá a vantagem de disputar o segundo jogo no Pacaembu. A diretoria do Peixe ainda não decidiu onde mandar a primeira partida. A Vila recebe atualmente menos de 16 mil pessoas (o público pagante contra o Vélez foi de 13.908 pessoas). Morumbi e o próprio Pacaembu pintam como opções.

Neymar Santos x Velez (Foto: Marcos Ribolli / Globoesporte.com)Neymar foi perseguido pela marcação do Vélez Sarsfield (Foto: Marcos Ribolli / Globoesporte.com)

Nervoso, Peixe pouco ameaça

“Acá és Velez”, dizia uma das faixas na torcida do Vélez Sarsfield, entre os torcedores argentinos na Vila Belmiro. Tal identificação deveria ser suficiente para sinalizar: furar o bloqueio do “Fortín” não seria tarefa nada fácil para o Santos.

Empurrado pelo Alçapão lotado e com uma bonita festa de papéis higiênicos, há muito tempo não feita no estádio do Peixe, o time encontrou um Vélez extremamente disciplinado taticamente.

Como um corpo fechado de engrenagens perfeitamente sincronizadas, as duas linhas de quatro dos argentinos nunca se distanciavam. O pouco criativo meio de campo santista, liderado por um Ganso no sacrifício (ele passará por uma artroscopia na manhã desta sexta-feira), esteve perdido na armação.

Muito nervoso pela necessidade de abrir dois gols de diferença, o Alvinegro não conseguiu impor seu ritmo. Das tribunas de honra da Vila, Diego, Robinho e Alex, trio da geração campeã brasileira de 2002, certamente ficaram preocupados com o que viram na etapa inicial.

Exceção feita a lances esporádicos, como em duas cobranças de falta de Elano e raros lances em que Neymar levou a melhor sobre a zaga, o time não ameaçou Barovero. O Vélez, por sua vez, aproveitava esse nervosismo para tocar a bola com muita eficiência e irritar o Peixe.

De tanto pegar a bola e procurar Neymar como um robô, o Santos, enfim, conseguiu algo. Aos 39 minutos, o time retomou a bola e Elano enfiou belo lançamento da zaga para o ataque na direção do craque. Após dominar de cabeça e passar por Barovero, Neymar sofreu falta do goleiro, na entrada da área – era gol certo. Resultado: o argentino foi expulso.

Nos minutos finais, o Peixe até tentou aumentar a pressão no embalo da torcida, mas foi pouco. Sobrou nervosismo e faltou bola.

Goleiro do Velez expulso, Santos x Velez (Foto: Marcos Ribolli / Globoesporte.com)Barovero foi expulso no primeiro tempo após falta em Neymar (Foto: Marcos Ribolli/Globoesporte.com)

Léo muda o jogo, e Kardec salva

Um jogador a mais durante 45 minutos para fazer ao menos um gol. Esse era o panorama do Santos quando voltou do intervalo contra o Vélez Sarsfield. A equipe poderia ter calma, tranquilidade e colocar a bola no chão até conseguir o objetivo. Em um desespero inexplicável desde o apito inicial, porém, a opção foi outra: chuveirinho e cruzamentos na área, totalmente fora das características da equipe.

O primeiro lance da etapa final dava a impressão de um Peixe massacrando. De tanto girar a bola de um lado para o outro, o time encontrou Adriano livre. O volante, então, resolveu chamar para si: soltou o pé de fora da área e Montoya, goleiro reserva, espalmou de forma esquisita.

Totalmente aberto e desesperado, o Santos dava espaços para os contra-ataques. E o disciplinado Vélez quase aproveitou em duas oportunidades. Primeiro com Fernández, em lance de muita ousadia e genialidade, quando do meio de campo finalizou e quase surpreendeu Rafael. Depois, com Martínez fazendo boa jogada e rolando para o mesmo Fernández novamente perder.

Neymar, Santos x Velez (Foto: Marcos Ribolli / Globoesporte.com)Ganso e Neymar comemoram a classificação
(Foto: Marcos Ribolli / Globoesporte.com)

Daí para frente, o Santos passou a usar quase que de forma única os cruzamentos. Com o time nervoso pelo tempo que passava, a situação já virava dramática. Muricy, então, resolveu mudar: trocou Juan por Léo, ovacionado pela torcida. E o time ganhou o fôlego que precisava pela esquerda. Rentería já havia tomado o lugar de Adriano, mas sem qualquer notoriedade, exceção feita aos erros bizarros.

Foi então que Alan Kardec teve a chance de ouro, nascida em um ótimo passe de Elano. Completamente livre, porém, o atacante finalizou mal e Montoya defendeu. Parecia o fim para o Santos, já cansado e desesperado.

Léo, então, deu as caras e mostrou por que recebe tanto apoio das arquibancadas. Em uma jogada espetacular pela esquerda, o experiente lateral arrancou, tabelou, invadiu a área e deixou Alan Kardec novamente livre para, desta vez, abrir o placar. Explosão de alegria e alívio na Vila Belmiro.

Incendiado pelo gol, o Alçapão ferveu de forma ensurdecedora. Incentivado pelos quase 14 mil santistas, Neymar fez jogada de gênio. Da esquerda para o meio, passou por toda a zaga argentina e deixou Rentería em ótima condição para marcar, mas o colombiano demorou e perdeu a oportunidade.

O Peixe buscou o segundo, ficou no 1 a 0 e teve de passar pelo drama dos pênaltis. Drama na Vila. O clima era de apreensão, afinal, a geração de Neymar e Ganso, campeã da Libertadores em 2011 e da Copa do Brasil em 2010, ainda não havia passado pela necessidade da disputa de penais.

Mas até esse tabu ficou pra trás. E a geração que tem estabelecido marcas impressionantes, semelhantes às do time de Pelé, pode igualar mais um feito do Peixe dos anos 60 – o bicampeonato consecutivo da Libertadores. Para isso, precisará passar primeiro pelo maior rival, o Corinthians – justamente o único grande paulista que nunca venceu o torneio. Mais drama à vista.

Neymar, Santos x Velez (Foto: Marcos Ribolli / Globoesporte.com)Neymar faz a festa com a torcida na Vila Belmiro (Foto: Marcos Ribolli / Globoesporte.com)
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