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Delegados envolvidos na Operação Squadre vão responder processo disciplinar

policia federalOs delegados da Polícia Civil Edilson Araújo de Carvalho, Alberto Jorge Diniz e Silva e o motorista policial Milton Luiz da Silva vão responder a processo administrativo disciplinar. A portaria da Comissão de Disciplina da Corregedoria de Polícia Civil da Secretaria da Segurança e Defesa Social foi publicada no Diário Oficial do Estado.

Edilson Araújo, Alberto Jorge e o motorista Edson Luiz foram presos no dia 9 de novembro do ano passado, juntamente com policiais militares e agentes penitenciários pela Polícia Federal durante a Operação Squadre que investigou denúncia que eles integravam três milícias armadas que atuavam em atividades típicas de grupos de extermínio, comércio ilegal de armas e munições, segurança privada armada clandestina, lavagem de dinheiro, prática de extorsão, corrupção policial e tráfico de armas e drogas.

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A comissão de Disciplina da Corregedoria da Polícia Civil que vai investigar os policiais é composta pelos delegados Manoel Neto Magalhães, Antônio de Pádua Alves Pereira e Edson Francisco Silva.

Os dois delegados permaneceram presos no Centro de Educação da Polícia Militar, mas já foram postos em liberdade por determinação da Justiça. Por determinação do juízo da 7ª Vara Criminal de João Pessoa, devem permanecer afastados por 180 dias.

O afastamento dos policiais envolvidos com a Operação Squadre foi publicada no Diário Oficial. Eles foram apontados pela Polícia Federal como integrantes de grupos de extermínio.

Da Redação com Diário Oficial
WSCOM Online

Estado afasta delegados e agentes pegos na Operação Squadre da Polícia Federal

Um novo capítulo da Operação Squadre, comandada pela Polícia Federal, foi divulgado neste sábado (29), com a publicação no Diário Oficial de decisão da Secretaria de Segurança e Defesa Social (Seds) da Paraíba de afastar das atividades nove servidores da Polícia Civil, apontados como integrantes de grupos de extermínio no Estado. Segundo determinação do juízo da 7ª Vara Criminal de João Pessoa, dois delegados, seis agentes e um motorista devem permanecer afastados por 180 dias.

Conforme a publicação no D.O. fica determinado o “afastamento cautelar das funções dos servidores por 180 dias, sem prejuízo de seus vencimentos, porém com suspensão de prerrogativas inerentes aos cargos”.

Os afastados foram: os delegados Edilson Araújo de Carvalho e Alberto Jorge Diniz e Silva; os agentes de investigação Cesar Batista Dias, Eduardo Jorge Ferreira do Egito, Esdras Almeida de Oliveira, José Rodrigues da Silva Júnior, Lúcio Flávio Almeida de Lima e Vitor Prado Freire; e o motorista Milton Luiz da Silva.
Operação Squadre

A Operação Squadre foi deflagrada na madrugada do dia 9 de novembro deste ano. Ela foi o resultado de um ano de investigações feitas pelo setor de inteligência da PF, com o apoio do MPPB e da Secretaria da Segurança. O objetivo do trabalho foi desarticular grupos milicianos acusados de praticar vários crimes na Paraíba, como tráfico e comércio ilegal de armas e munições, segurança privada armada clandestina, extorsão, corrupção, lavagem de dinheiro e extermínio de pessoas.

Ao todo, foram expedidos 75 mandados, sendo 35 de prisão preventiva, dez de prisão temporária e buscas, 11 de condução coercitiva de pessoas e 19 de busca e apreensão de documentos nas cidades de João Pessoa, Bayeux, Cabedelo, Santa Rita, Alhandra, Mari, Cajazeiras, na Paraíba; e em Recife e Petrolina, no estado de Pernambuco.

Os alvos das prisões foram policiais militares de várias patentes (incluindo major, capitão e sargento), policiais civis e delegados, agentes penitenciários e particulares que, de acordo com as investigações do MPPB e da PF, atuariam em três milícias interligadas pelo tráfico ilegal de armas e munições (sendo que alguns dos milicianos integravam os três grupos).

As provas obtidas no curso das investigações devem ajudar na elucidação de vários homicídios praticados por todo o estado da Paraíba. Ações de inteligência permitiram, inclusive, evitar execuções que seriam praticadas pelas milícias.

portalcorreio

Luiz Couto revela bastidores da Operação Squadre e defende federalização das investigações

 

O deputado Luiz Couto (PT) fez pronunciamento na Câmara Federal afirmando que recebeu informações importantes sobre a Operação Squadre, deflagrada pelo Ministério Público do Estado (MPPB), Polícia Federal (PF) e Secretaria Estadual de Segurança de Desenvolvimento Social (Seds), que no dia 9/11 prendeu policiais suspeitos de integrarem grupos de extermínio, de segurança privada clandestina e de extorsão a traficantes, que atuavam na região metropolitana de João Pessoa.

Couto revelou que todo o planejamento da operação foi elaborado pela Polícia Federal de Brasília, e que na Paraíba apenas o secretario de Segurança, Claudio Lima, participava das atividades. Destacou que policiais civis e militares, agentes penitenciários, funcionários públicos civis e informantes de setores da polícia foram monitorados por aproximadamente um ano.

O parlamentar relatou, com base nos dados que lhe foi repassado, que o major Gutemberg e o capitão Nascimento, detidos na operação, montaram uma estrutura ilegal de segurança clandestina. “Há aproximadamente 10 anos, Gutemberg oferecia segurança clandestina para postos de combustível, estabelecimento comercial, mercados de alimento, lan house, hospitais, casas de show, vaquejadas e até universidades”.

Contou, também, que outro parceiro destas atividades é o coronel Kelson, ex-comandante da PM-PB, irmão do coronel Euller Chaves, atual Comandante Geral da PM da Paraíba. “Kelson, que também manteve segurança clandestina em vaquejadas, casas de show e em outras atividades clandestinas quando estava na ativa, se refere ao major Gutemberg como sua cria, amigo e compadre”, acrescentou.

Luiz Couto ressaltou que existe uma quadrilha de milicianos composta por policiais civis e militares, e agentes penitenciários que atuava extorquindo traficantes de drogas, assaltantes de banco e outros criminosos. “Temos informações de que vários apenados saiam dos presídios paraibanos para cometer crimes durante a madrugada. Estes, com a conivência de diretores e agentes penitenciários”, complementou.

Após afirmar que os grupos criminosos são cúmplices e sócios, pela prática ilegal do tráfico de armas, drogas, munições e assassinatos, o deputado defendeu a federalização das investigações, pois, segundo ele, não existem “dúvidas de que o crime organizado ostenta seus tentáculos de forma transversal alcançando as estruturas do poder publico”.

Confira o pronunciamento na íntegra:

O SR. LUIZ COUTO (PT-PB. Pronuncia o seguinte discurso.) – Senhor Presidente, Senhoras Deputadas e Senhores Deputados.

No ultimo dia 09 de novembro, a imprensa paraibana noticiou que a Polícia Federal, utilizando 400 Policiais Federais, esteve na Paraíba realizando varias prisões. Segundo as informações que tivemos, a operação da Polícia Federal teria monitorado, por aproximadamente 01 (um) ano, policiais civis e militares, agentes penitenciários, funcionários públicos civis e informantes de setores da polícia. Todo o planejamento foi elaborado pela Polícia Federal de Brasília. No Estado da Paraíba, apenas o Secretario de Segurança Pública Dr. Claudio Lima, participava das atividades desta operação.

Nos últimos 20 anos, o Estado da Paraíba, inegavelmente, tem aparecido como um dos estados com crescimento em números de homicídios no Brasil. Sendo que há uma década, a Paraíba tem batido recordes em assassinatos, na sua maioria de jovens e adolescentes.

Recebemos informações importantes a respeito dos bastidores da operação Squadre. Desta forma, pontuaremos as informações para que toda Paraíba possa saber da verdade. A Operação Squadre prendeu milicianos integrantes de grupos de extermínio na Paraíba: em João Pessoa/PB – A Polícia Federal deflagrou no dia 09 de novembro a operação Squadre. Aproximadamente 400 policiais Federais deram cumprimento a 45 mandados de prisão, 11 conduções coercitivas e 19 mandados de busca e apreensão.

A justiça concedeu 75 medidas judiciais, uma grande parte destas medidas a serem cumpridas na região metropolitana de João Pessoa. A operação teve o objetivo de desarticular grupos de milicianos, compostos por policiais militares, policiais civis, agentes penitenciários e informantes destes grupos. Eles atuavam em todo o estado paraibano, oferecendo e realizando segurança privada clandestina com emprego de mão de obra não habilitada, despreparada, portando ilegalmente armamentos a serviço do crime. Os métodos eram e são as ameaças, a intimidação, a violência e os assassinatos constantes destes criminosos. Refugiando-se na farda e na condição de polícia.

Durante a investigação das organizações criminosas desarticuladas, constatou-se, ainda, a prática de diversos crimes, dentre os quais: o tráfico ilícito de armas; lavagem de dinheiro; extorsão; corrupção e a atuação de grupos de extermínio. Entre os presos na Operação Squadre estão integrantes de três diferentes milícias. Sendo que estes grupos em vários momentos, também trocavam entre si informações, favores e até armas, eram responsáveis por diversos assassinatos na Paraíba. Fatos constatados nas escutas telefônicas concedidas pela justiça.

A primeira organização criminosa é composta por policiais militares, policiais civis, agentes penitenciários e informantes. Atuavam como grupo de extermínio, principalmente na região metropolitana de João Pessoa. Quase sempre as vítimas eram ex-presidiários, usuários de entorpecentes e desafetos, executados em razão de acertos de contas e ou quando ameaçavam entregar a policia estes grupos de milicianos ou comparsas do crime.

O outro grupo era comandado por oficiais da Polícia Militar do Estado da Paraíba e realizava segurança privada clandestina, bem como comércio ilegal de armas e munições, usando para isso uma empresa em nome de laranjas. O grupo criminoso contava também com o apoio de Delegados da Polícia Civil da Paraíba. Sendo (eles) investigados, ainda, pela prática de crimes financeiros e lavagem de dinheiro.

Dois oficiais da polícia militar também foram presos na operação, o Major Gutemberg e o Capitão Nascimento. Ambos montaram uma estrutura ilegal de segurança clandestina. Há aproximadamente 10 anos, o Major Gutemberg oferecia segurança clandestina para postos de combustível, estabelecimento comercial, mercados de alimento, lan house, hospitais, casas de show, vaquejadas. Até universidades já tiveram a segurança clandestina do Major Gutemberg. Portanto, a operação deve levar em conta o histórico de atividades deste major que se utiliza da farda policial militar e da condição de oficial para se beneficiar, sem compromisso com a sociedade, com o Estado e com a instituição policial militar. Ambos mantém as mesmas atividades de segurança clandestina e ilegal no Estado da Paraíba.

O patrimônio dos dois alcança patamares bem altos e incompatível com a profissão e função que ocupa na polícia militar da Paraíba. O que gera e estimula dentro da corporação policial o intento da ideia de que: (…) Se o oficial pode fazer, eu também posso. Outro parceiro destas atividades é o coronel Kelson ex-comandante da PM PB e irmão do coronel Euller Chaves, atual Comandante Geral da PM da Paraíba. O coronel Kelson se refere ao Major Gutemberg como sua cria, amigo e compadre. O coronel Kelson também manteve segurança clandestina em vaquejadas, casas de show e em outras atividades clandestinas quando estava na ativa. Utilizava rádios comunicadores entre seus seguranças, oferecendo cartões de visita para seus patrocínios de segurança.

Atualmente, o major Gutemberg possui em nome de uma segunda pessoa uma empresa de segurança privada, onde ele mesmo durante uma entrevista na tv local afirmou e confirmou que utilizava os serviços de policiais na sua atividade de segurança. Fato também denunciado pela ouvidora de Polícia do Estado da Paraíba, Dra. Valdenia Paulino. O atual comandante geral da PM Coronel Euller Chaves tomou conhecimento da fala do Major Gutemberg e não tomou nenhuma providência legal. A complacência e o corporativismo além dos benefícios pessoais fazem o comandante geral da PM da Paraíba no mínimo prevaricar.

Outra quadrilha de milicianos é formada por policiais civis, policiais militares e agentes penitenciários, que atuava extorquindo traficantes de drogas, assaltantes de banco e outros criminosos. Temos informações de que vários apenados saiam dos presídios paraibanos para cometer crimes durante a madrugada. Estes, com a conivência de diretores e agentes penitenciários. Os três grupos criminosos são cúmplices e sócios do crime, pelo tráfico ilegal de armas, drogas, munições e assassinatos.

A investigação, coordenada pela Polícia Federal e sua operacionalização, contou com o COT (Comando de Operações Táticas da Polícia Federal) e dos GPIs (Grupos de Pronta Intervenção da Polícia Federal) de diversos estados. Os analistas de inteligência da Polícia Federal recomendaram aos Delegados responsáveis de que a polícia paraibana não poderia tomar conhecimento da operação Squadre, motivo: o profundo envolvimento de setores da polícia com estes setores do crime. A maior preocupação com a operação era a todo instante compartimentar informações e atividades.

Na Paraíba, apenas o Secretario Claudio Lima participava das atividades de planejamento da operação Squadre. Nesta perspectiva, entendemos que a polícia paraibana precisa passar por uma profunda mudança tanto na gestão como nos seus quadros. Além do mais, necessita de uma urgente corregedoria única, forte e com condições e recursos especiais para combater o crime organizado dentro da polícia e de outros setores públicos. Prova disto é a realização da operação Squadre. Foi necessária a vinda de policiais federais de outros estados, por que o comando da polícia paraibana e suas atuais e fragmentadas corregedorias nunca investigaram esses crimes e nem tão pouco houve intervenção na ação dos criminosos de farda. Tramita na Assembleia Legislativa do Estado da Paraíba um Projeto de Lei que cria a corregedoria. Mas há um movimento de coronéis dentro da Polícia Militar da Paraíba contra a criação da corregedoria, argumentando que a polícia militar ficaria sem poderes. Quem vota contra a criação da corregedoria vota a favor do crime organizado. Sendo assim, os maus policiais continuarão a agir livremente.

Provas obtidas no curso das investigações, testemunhos e armas apreendidas podem e devem ajudar na elucidação de vários homicídios praticados por todo o estado da Paraíba.

Tivemos informações de que um policial (Coronel reformado da PM da Paraíba) dono de uma empresa privada na Capital (João Pessoa), tentou esconder um lote de armas (revolveres, cal. 38) utilizando-se dos serviços de um colecionador de armas da Capital. Um lote comprado irregularmente, tendo como intermediador um capitão oficial da PM da Paraíba.

Na operação Squadre 10 prisões preventivas estão mantidas e 16 das prisões temporárias foram prorrogadas, tendo os demais presos sido liberados. Muitos dos presos na operação Squadre játinham sido apontados por testemunhas na CPI instalada para investigar a atuação de grupos de extermínio no Nordeste. Na época algumas autoridades da Paraíba diziam que era tudo invenção. Agora os fatos não mentem. Vejamos os nomes dos presos na operação Squadre divulgados recentemente:

I – Grupo miliciano voltado a atividades típicas de grupo de extermínio, comércio ilegal de armas, munições, ameaças e outros delitos:

1. ERIVALDO BATISTA DIAS;

2. OLINALDO VITORINO MARQUES;

3. ADEMAR DIAS DE CARVALHO;

4. ANDRILSON LUIZ DE LIMA;

5. EDNALDO SILVA DOS SANTOS;

6. EDSON ALVES DO NASCIMENTO;

7. FRANCISCO BATISTA DE MACEDO NETO;

8. ISMAEL PORTO DO NASCIMENTO;

9. JOSÉ RODRIGUES DA SILVA JÚNIOR;

10. LEONARDO JOSÉ SOARES DA SILVA;

11. LÚCIO ALEXSANDRO VENTURA TAVARES;

12. LUIZ QUINTINO DE ALMEIDA NETO;

13. THYEMON HENRIQUE GAMA DE SOUZA;

14. VITOR PRADO FREIRE.

II – Grupo miliciano voltado a prática de segurança privada armada clandestina, comércio ilegal de armas e munições, lavagem de dinheiro e outros delitos:

1. GUTEMBERG NASCIMENTO DE LIMA;

2. NEUBOM NASCIMENTO DE LIMA;

3. JACKELINE QUIRINO DA ROCHA;

4. JOSINALDO DA SILVA AVELINO;

5. EDUARDO HENRIQUE OLIVEIRA DA SILVA;

6. MÁRIO ROBERTO GOMES DE OLIVEIRA JÚNIOR;

7. PEDRO VICENTE DOS SANTOS;

8. ALBERTO JORGE DINIZ E SILVA;

9. EDEMAR DA SILVA SOUZA;

10. JACKSON BARRETO DOS SANTOS;

11. SEBASTIÃO INÁCIO DE SOUZA;

12. TIBÉRIO FERNANDES TEIXEIRA;

13. EDSON BEZERRA DE PAIVA.

III – Grupo miliciano voltado à prática de extorsões, corrupção policial, comércio ilegal de armas e munições e outros delitos:

1. EDILSON ARAÚJO DE CARVALHO;

2. EDNALDO ADOLFO DE SOUZA;

3. EDSON BEZERRA DE PAIVA;

4.EDUARDO JORGE FERREIRA DO EGITO;

5. ESDRAS ALMEIDA DE OLIVEIRA;

6. CESAR BATISTA DIAS;

7. JOSÉ ANTÔNIO URTIGA DE SOUZA;

8. GIORGI FRANK PONTES DE LACERDA;

9. JOSÉ DE PAULA CAVALCANTI JUNIOR;

10. LÚCIO FLÁVIO ALMEIDA DE LIMA;

11. MILTON LUIZ DA SILVA;

12. PABLO BARBOSA DE ARAÚJO;

13. RODRIGO CARDOSO DE OLIVEIRA;

14. VITOR PRADO FREIRE;

A operação Squadre prendeu nove policiais civis, 02 (dois) delegados da Polícia Civil da Paraíba, agentes de investigação e um motorista da Polícia Civil.

O envolvimento de policiais, como também militares, funcionários do Detran e um empresário com grupo de extermínio, segurança clandestina ilegal, corrupção, roubos e extorsões já foi denunciado inúmeras vezes na Paraíba, inclusive pela mídia nacional.

Na operação da PF foram apreendidas armas e munições. Vários documentos e computadores foram levados à sede da Superintendência da Polícia Federal para análise. Mas isso não é tudo! obtivemos informações concretas e fidedignas de que esta operação da Polícia Federal não atingiu 10% das organizações criminosas que atuam na Paraíba com envolvimento direto de policiais e agentes públicos.

Desta forma solicitamos a federalização destas investigações destes crimes. Pois não temos dúvidas de que o crime organizado ostenta seus tentáculos de forma transversal alcançando as estruturas do poder publico.

Não bastasse, muitos deles tentam entrar para a política. Alguns já estão prestes a terem seus mandatos a serviço do crime organizado. É preciso uma reação da sociedade. Na cidade de Bayeux, recentemente, dois policiais militares, líderes e integrantes de grupos de extermínio, ganharam as eleições para vereadores, o Sargento Arnobio Gomes Fernandes, de 45 anos que é amigo e trabalhou muito tempo com o Coronel Kelson e o cabo Rubem Severino Filho, 41 anos.

Era o que tinha a dizer.

Brasília, 22 de novembro de 2012

Ascom Deputado

Luiz Couto elogia determinação do Governo da Paraíba na Operação Squadre

O deputado Luiz Couto (PT-PB) voltou a elogiar o Governo da Paraíba com referência a Operação Squadre, deflagrada pelo Ministério Público do Estado (MPPB), Polícia Federal (PF) e Secretaria Estadual de Segurança de Desenvolvimento Social (Seds), que prendeu, na sexta-feira (9/11), policiais suspeitos de integrarem grupos de extermínio, de segurança privada clandestina e de extorsão a traficantes, que atuavam na região metropolitana de João Pessoa.

O parlamentar, que no dia da ocorrência expressou essa aprovação ao governo numa entrevista coletiva, repetiu o reconhecimento na segunda (12), desta vez da tribuna da Câmara Federal. Couto parabenizou e classificou como acertada a decisão do governador Ricardo Coutinho em solicitar do Ministério da Justiça a força policial federal para barrar a atuação dos milicianos e prender os agentes públicos que, segundo ele, há muito tempo deixaram de promover a segurança do cidadão e passaram a montar um perigoso esquema de extorsão e execução.

Depois de destacar que a determinação do governador foi fundamental para o desfecho da Operação Squadre, Luiz Couto informou que o chefe do executivo estadual já mandou abrir os processos administrativos, “a fim de banir da corporação os maus policiais que vinham gerando desestimulo e descrença por parte da maioria dos bons policiais”.

O deputado disse que, frequentemente, tem chamado atenção das autoridades paraibanas para a necessidade de estarem atentas aos diferentes tentáculos dessas organizações criminosas “que se infiltram no aparelho de estado e tentam desacreditar os agentes públicos de um modo geral”.

Acrescentou que tem alertado o governador Ricardo Coutinho das artimanhas desse grupo de milicianos que praticava tráfico ilícito de armas, lavagem de dinheiro, extorsão, corrupção e extermínio de pessoas, “e que agora tentaram a todo custo desestabilizar o governo agindo contra os interesses da maioria dos bons policiais e da própria sociedade”.

Couto lembrou que em 2005 atuou como relator da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) dos Grupos de Extermínio no Nordeste, ocasião em que entregou um conjunto de recomendações às autoridades policiais e governamentais nos estados sugerindo que se fizesse o enfrentamento a essas organizações, “mas lamentavelmente nada foi feito, especialmente na Paraíba, onde passaram a negar a existência de grupos de extermínio e dizer que se tratava de invencionices do deputado Luiz Couto”.

Fonte: assessoria

Polícia Federal divulga nomes dos policiais presos na Operação Squadre

Subiu para 40 o número de presos na Operação Squadre, desencadeada na última sexta-feira pela Polícia Federal (PF) e Ministério Público da Paraíba. Ontem, se apresentou à polícia o gerente da empresa Fator, que fazia segurança privada clandestina e era comandada pelo major da Polícia Militar, Gutenberg Nascimento e seu irmão Neubon Nascimento. O superintendente da PF, Marcello Diniz Cordeiro, informou que a milícia fazia segurança para grandes empresas e rede de supermercados e que os empresários serão ouvidos para esclarecimentos. Faltam cumprir cinco mandados de prisão. Ontem, a PF divulgou os nomes alguns presos na operação.

Segundo Marcello, os alvos principais da operação foram presos e até ontem nenhum havia sido liberado. O prazo das prisões provisórias termina esta semana, porém o delegado da PF, Milton Neves, responsável pela investigação, pode pedir prorrogação para mais cinco dias (30 presos estão nessa situação). Ao todo, são 24 policiais militares e civis presos. “Faltam cinco pessoas se apresentarem, um cabo da Polícia Militar e quatro da Polícia Civil, envolvidas nas milícias que praticavam extorsão e ofereciam segurança clandestina. Do grupo de extermínio estão todos presos”, informou.

A operação Squadre desarticulou um grupo de extermínio que atuava na capital e em municípios da Grande João Pessoa. Integravam o grupo o subtenente da Polícia Militar Olinaldo Vitório Max, o sargento Erivaldo Batista – respondeu judicialmente por seis homicídios e foi inocentado pelo júri – e o cabo Vítor Padro Freire.

 1) Extermínio

Grupo matava em troca de algum tipo de favor, dinheiro ou alguma coisa que os compensassem de alguma maneira. O valor dependia da situação, mas havia também troca de favores. O grupo é suspeito da morte de “Betinho”, ex-presidiário que era procurado pela polícia e do cabo da PM, A. Santos. Todos estão presos preventivamente (mínimo 30 dias). Um deles, inclusive, tinha participação na venda ilegal de medicamentos. Os integrantes presidiários do PB-1 informavam os alvos a serem eliminados aos integrantes soltos.

Fazem parte:

Ismael Porto do Nascimento (conhecido como Domel presidiário considerado de alta periculosidade);

Leonardo José Soares da Silva (presidiário conhecido como Leo)

Ednaldo Silva dos Santos (presidiário conhecido como Naldinho que tem estreita ligação com Vítor)

Andrilson Luiz de Lima

José Rodrigues da Silva (conhecido como Museu, agente da Polícia Civil)

Vítor Prado Freire (cabo da PM conhecido como Cabelo. Ameaçou o secretário de Segurança Cláudio Lima)

Elinaldo Vitório Max (subtenente da PM)

Erivaldo Batista (sargento da PM, já respondeu por seis homicídios e foi inocentado pelo júri. A PF vai investigar ligação do grupo com o júri).

 2) Segurança privada

Grupo mantinha a empresa Fator, que é legalizada na Polícia Federal, mas usava civis armados e sem preparação para fazer a segurança de empresas e estabelecimentos comerciais. O grupo também tem envolvimento com a compra e venda de armas e munições, prática comum nas três milícias.

 Fazem parte:

Gutenberg Nascimento (major da PM)

Neubon de Lima Nascimento (capitão da PM e irmão de major Gutenberg)

Jackson Barreto dos Santos (sargento)

Josinaldo (gerente da empresa Fator)

 

3) EXTORSÃO E ROUBO

 Grupo extorquia dinheiro de traficantes, assaltantes de banco e outros criminosos.

Fazem parte:

César Batista Dias (agente da PC)

Esdras Almeida de Oliveira (agente)

Lúcio Flávio de Almeida de Lima (agente)

Eduardo Jorge Ferreira (agente)

Milton Luiz da Silva (agente)

Edilson Araújo de Carvalho (delegado)

Alberto Jorge Dias (delegado)

Ednaldo Adolfo de Sousa (capitão da PM)

Gilberto (comissário)

José de Paula Cavalcanti

Júnior (agente penitenciário)

 

Empresa fecha nos Bancários

A reportagem esteve na manhã de ontem na sede da empresa Fator, no bairro dos Bancários. Um funcionário informou que não havia ninguém trabalhando. O superintendente da Polícia Federal, Marcello Diniz Cordeiro explicou que a empresa é registrada. “A empresa era cadastrada legalmente, tinha seu corpo de vigilantes cadastrados dentro da regularidade. Mas eles aproveitaram essa legalidade e regularidade e colocavam os clandestinos, ou seja, civis que eram armados sem nenhum preparo ou porte de arma. E a maioria não tinha curso de vigilante”, explanou.

A empresa fazia segurança privada para empresas como rede de supermercados e postos de gasolina. Marcello informou que os empresários também serão ouvidos para saber a origem dos contratos e onde conheceram os seus serviços. O major Gutenberg Nascimento e seu irmão capitão Neubon Nascimento foram apontados como os ‘donos’ da empresa, que tinha mais de 200 funcionários, entre vigilantes, clandestinos, policiais militares e civis.

O grupo também tem envolvimento com a compra e venda de armas e munições.

Preso não é do Detran

Ontem, o presidente do Sindicato dos Trabalhadores do Departamento Estadual de Trânsito (Detran), José Vieira, informou que o homem preso na operação, identificado como Pablo, não é funcionário do departamento, mas prestavas serviços para a Corregedoria do órgão e que, ainda, seria informante da polícia. “Pablo não é e nunca foi funcionário do Detran, mas sim uma pessoa de confiança do corregedor Wallber Virgolino. Ele não tinha nenhum vínculo com o departamento. Os funcionários ficaram indignados porque o caso macula a imagem dos funcionários do órgão”, esclareceu.

O corregedor Wallber Virgolino confirmou que Pablo trabalhava no setor, porém como uma espécie de colaborador policial e que havia ajudado em algumas operações deflagradas pelo órgão. “Ele era um informante e colaborava com as investigações, mas ele não era funcionário da corregedoria, nem da minha confiança. Ele, como ex-proprietário de uma autoescola, prestou informações preciosas à Corregedoria. O que estão querendo é denegrir a imagem da Corregedoria. Essa ação não interfere no nosso trabalho. As investigações continuam”, esclareceu.

Amanda Carvalho, Jornal Correio da Paraíba

Operação Squadre: dos 75 mandados de prisão expedidos 40 foram cumpridos pela PF

Quarenta mandados de prisão foram cumpridos pelos cerca de 400 policiais federais, que atuaram na operação Squadre, deflagrada na última sexta-feira (9) na Paraíba, pelo Ministério Público do estado (MPPB), Polícia Federal (PF) e Secretaria Estadual de Segurança de Desenvolvimento Social (Seds) para desarticular três grupos que atuavam como milícias armadas e praticavam diversos crimes, como tráfico e comércio ilegal de armas e munições, extorsão, corrupção e extermínio de pessoas. Segundo a PF, só cinco mandados estão pendentes e já estão sendo feitas diligências para cumpri-los.

Também foram lavrados 15 autos de prisão em flagrante pelos delitos de posse e porte ilegal de armas. A operação resultou na apreensão de 16 armas de fogo, entre revólveres, pistolas, rifles e espingardas. Foram ainda apreendidas cerca de 400 munições.

Os três oficiais da Polícia Militar (PM) e os dois delegados da Polícia Civil presos durante a operação foram encaminhados ao Centro de Ensino da PM, enquanto os demais policiais militares foram encaminhados à 3ª Companhia da PM.

Já os agentes da Polícia Civil foram encaminhados ao Distrito Integrado de Segurança Pública e os dois agentes penitenciários ao Quartel Central dos Bombeiros. Os demais presos foram encaminhados ao presídio de segurança máxima PB1, localizado em João Pessoa.

As investigações

A Operação Squadre deflagrada na madrugada da sexta-feira (9) foi o resultado de um ano de investigações feitas pelo setor de inteligência da PF, com o apoio do MPPB e da Seds. O objetivo do trabalho foi desarticular grupos milicianos acusados de praticar vários crimes na Paraíba, como tráfico e comércio ilegal de armas e munições, segurança privada armada clandestina, extorsão, corrupção, lavagem de dinheiro e extermínio de pessoas.

Ao todo, foram expedidos 75 mandados, sendo 35 de prisão preventiva, dez de prisão temporária e buscas, 11 de condução coercitiva de pessoas e 19 de busca e apreensão de documentos nas cidades de João Pessoa, Bayeux, Cabedelo, Santa Rita, Alhandra, Mari, Cajazeiras, na Paraíba e, em Recife e Petrolina, no estado de Pernambuco.

Altas patentes e delegados

Os alvos das prisões são policiais militares de várias patentes (incluindo major, capitão e sargento), policiais civis e delegados, agentes penitenciários e particulares que, de acordo com as investigações do MPPB e da PF, atuariam em três milícias interligadas pelo tráfico ilegal de armas e munições (sendo que alguns dos milicianos integravam os três grupos).

Segundo a Polícia Federal, existe um major-PM envolvido, dois capitães, um subtenente, dois sargentos, cinco cabos, um cabo reformado da PM, dois delegados, sete agentes da Polícia Civil, dois agentes penitenciários e um agente do Departamento de Trânsito do Estado da Paraíba (Detran).

Milícias desarticuladas

A primeira milícia desarticulada pela “operação Squadre” era composta por policiais militares, policiais civis, um agente penitenciário e particulares que atuavam como “grupo de extermínio”, principalmente na Região Metropolitana de João Pessoa. As vítimas eram, em geral, presos e ex-presidiários, executados em razão de “acertos de contas”.

O outro grupo era comandado por oficiais da PM e realizava segurança privada clandestina (principalmente para postos de gasolina), comércio ilegal de armas e munições, usando para isso uma empresa em nome de “laranjas”. O grupo criminoso – que contava também com o apoio de um delegado da Polícia Civil da Paraíba – é investigado, ainda, pela prática de crimes financeiros e lavagem de dinheiro.

Outra quadrilha de milicianos era formada por policiais civis e militares e um agente penitenciário, que extorquia traficantes de drogas, assaltantes de banco e outros criminosos. A investigação, coordenada pela Polícia Federal com o apoio do Ministério Público da Paraíba e da Secretaria de Segurança e Defesa Social da Paraíba, começou há cerca de um ano e sua execução contou com a participação do Comando de Operações Táticas da Polícia Federal (COT) e dos Grupos de Pronta Intervenção da Polícia Federal (GPIs) de diversos estados.

As provas obtidas no curso das investigações devem ajudar na elucidação de vários homicídios praticados por todo o estado da Paraíba. Ações de inteligência permitiram, inclusive, evitar execuções que seriam praticadas pela milícia.

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